Quarto de Hospedes - @Puckerman

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Quarto de Hospedes - @Puckerman

Mensagem por Stalker em Dom 9 Fev 2014 - 21:43


♦ Utilizado por Noah Puckerman ♦

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The your ghost, the ur image. I'm the stalker!

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Re: Quarto de Hospedes - @Puckerman

Mensagem por Noah Puckerman em Qua 26 Mar 2014 - 13:16

remembrance
❝ nightmares are nightmares
F
azia alguns dias que havia voltado da viagem, na verdade, do naufrágio. Meus pensamentos pareciam ainda estar imersos a aquela água toda que me cercava que me guiava. Nunca pensei que ficaria traumatizado, mas estava. Tive problemas para dormir desde que cheguei, mesmo com o conforto da casa de Mercedes e principalmente seu carinho não conseguia pregar os olhos sem que sonhasse que estava a deriva.

Umas vezes me encontrava em um barco pequeno, sozinho, em outras estava no mar, e sim, uma onda gigante me acertava. Eram sonhos que me despertavam brutalmente, arrancando-me ofegos. Meu corpo parecia mais aquecido do que o habitual, e quando passava as costas da minha mão em minha testa notará o suor que escorria pelo meu rosto preenchendo todo meu corpo. Refletia sobre ir ao psicólogo, porém descartei a hipóteses crendo que em algum momento passaria. Tudo era recente demais.

Quando não pensava no acidente, pensava em Quinn. Como ela estaria? E principalmente como o bebê estaria. Da última vez que nos falamos brigamos feio, eu sequer lembro-me da razão, e ela agora não importa, mas tudo que aconteceu, com as palavras ditas, foi o suficiente para que ela partisse, deixando-me sozinho. Certamente a loira também enfrentava alguns problemas, na verdade, ela sempre enfrentou. Principalmente sua mudança de humor que é radicalizada quando está grávida. E também com o naufrágio talvez estivesse atingido-a como me atingiu. Seria egoísta da minha parte pedir para que ela ficasse naquela noite? Na verdade ter feito algum esforço para que ela ficasse? Mas nada fiz apenas a deixei parti.

Conviver com a culpa e a saudade eram as piores coisas que qualquer ser humano pode passar, são sentimentos que não desejo aos piores inimigos. Fechei meus olhos por alguns instantes sentindo a cama macia abaixo de mim, era o momento certo para que eu pudesse dormir por alguns minutos, quem sabe horas? Respirei suavemente tentando conter meus pensamentos, afastar meus medos, procurar algo relaxante em minha mente, vasculhando as melhores lembranças, aquelas bobas que não eram sinônimos de feridas mal curadas.

Assim que minha mente vagava para um momento meu infantil a porta do quarto se abriu lentamente, sorri para Mercedes que me fitava como uma mãe preocupada. Aos poucos a porta era aberta com mais liberdade, e uma bandeja foi descoberta pelos meus olhos. Minha barriga roncou no momento que observei os tots, achei quase estranho o fato de a Mercedes compartilhar alguns, não que ela fosse egoístas, mas seus tots eram seus tots. Ajeitei-me na cama mesmo sem qualquer necessidade, apenas certificando-me que parecia formal o suficiente para receber a dona da casa em seu quarto de hospedes. Já passará a hora de eu tomar um rumo, quem sabe alugar alguma casa por aí.

― Ei, Mercedes-Benz ― murmurei entoando minha voz em uma animação momentânea por vê-la.

robb stark

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Re: Quarto de Hospedes - @Puckerman

Mensagem por Convidado em Qua 26 Mar 2014 - 14:49

xx
Mercedes Aretha Jones
somos como uma musica desafinada, cheia de erros lindos!

O choque da noticia sobre o naufrágio me abalou profundamente, mesmo tendo passado alguns dias, ainda tinha dificuldade para crer que quase perdi boa parte de meus amigos. Puck, Mr. Schue, Brittana, entre outros estavam lá e se algo muito grava se passasse com eles não sei o que seria de mim. Meu coração não aguentaria mais nenhuma perda desse tipo. Refletia enquanto arruma alguns tots em uma tigela junto com uma vitamina reforçada de frutas. Não estava acostumada a mimar ninguém, além da minha filha, daquela forma. Mas depois do que aconteceu meu extinto maternal saiu de controle e eu apenas queria fazer Puck se sentir bem e em casa, como forma de compensa-lo pelo ocorrido. Sei que ele não era tão frágil como minhas alunas, mas passar o que ele passou deixaria qualquer um emocionalmente mexido.

Arrumei tudo em uma bandeja de prata e rumei ao seu encontro. Não me preocupei em bater na porta, já que o máximo que poderia acontecer era eu comprovar os boatos sobre os atributos do garoto... De modo desajeitado girei a maçaneta e usei o corpo para empurrar a porta. Puck estava na cama e sorriu para mim, só que não retribuir, na verdade não podia parar de fitá-lo com um olhar preocupado, como se achasse que a qualquer momento ele iria sair correndo e gritando pela casa toda. Sinceramente não achava que isso iria acontecer, mas considerando que a mente humana era imprevisível, não ficaria surpresa se ele surtasse depois do trauma que sofreu. Aproximei-me de sua cama e coloquei a bandeja em seu colo, ajustando o suporte que vinha anexado na mesma em cada lado de seu quadril.

— Olá, ‘Pacman’ — Disse carinhosamente, respondendo ao seu cumprimento. Seu rosto parecia cansado, existiam olheiras em baixo de sua mirada e sua aparência estava um tanto doentia, talvez mais magro se comparar com sua figura de antes do cruzeiro. Bem, talvez eu que tivesse engordado já que não parava de comer tots e sorvete desde que Derek se foi.  Sentei-me na beira da cama tentando não o fitar de maneira tão preocupada — Acho que você tem dormido mal, precisa descansar, babe! — Disse maternalmente e logo Sorri carinhosamente, alisando minha bata — Espero que goste dessa vitamina, a fiz bem reforçada e tem tudo que uma garoto em fase de crescimento precisa pra crescer forte e saudável — falei em tom de brincadeira apenas para quebrar a tensão que estava instalada em mim. Não conseguia deixar de me preocupar, mas tinha que tentar para não deixar Puck desconfortável.

Convidado

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Re: Quarto de Hospedes - @Puckerman

Mensagem por Noah Puckerman em Qua 26 Mar 2014 - 18:42

remembrance
❝ nightmares are nightmares
E
la aproximou-se sustentando a bandeja nas mãos, às vezes parecia desajeitada enquanto o fazia pensei em ir ajudá-la, mas Mercedes já havia sentado na cama. Deixei com que ela colocasse a bandeja no meu colo e que deixasse o suporte firme. Meus olhos focaram-se em seu rosto, não conversamos de verdade fazia alguns dias, simplesmente não sentirá vontade de contar o que houve, ou simplesmente de trazer as lembranças à tona. Balancei minha cabeça levemente livrando-me da sensação ruim que preenchia meu cérebro. Assim que seu olhar ergueu-se para o meu rosto repuxei meus lábios levemente na tentativa de sorrir, acho que não foi tão bom como esperava. Aquelas feições que eu conhecia apenas por alegria, drama, um pouco de tristeza, agora estava preenchida por uma preocupação evidente. Não pude deixar de sentir algo lá no fundo, algo que me confortava, saber que alguém se preocupava comigo. ― Pacman? Sério? ― perguntei após sua articulação, ergui minha sobrancelha de modo divertido encarando-a quase de modo incrédulo.

Sorri e soltei um breve suspiro ao ouvi-la, certamente minha aparência não estava uma das melhores, principalmente as olheiras que insistiam em continuar em meu rosto, provavelmente se fosse um Kurt da vida, ou simplesmente uma mulher, me acabaria na maquiagem ― Eu prometo tentar dormir ― hesitei antes de me pronunciar achei que meus lábios fossem permanecer abertos por toda eternidade enquanto refletia se deveria contar ou não que estava tendo pesadelos. Calma, Puckerman, ela só é sua amiga e não sua mãe-solução. Assenti firmemente a fim de deixar claro a minha iniciativa, provavelmente não conseguiria relaxar nem por dez minutos, mas deveria tentar. Meus olhos automaticamente foram guiados para o copo de vitamina, estava cheio, até o topo. Franzi o cenho encarando o copo como se ele pudesse fazer o mesmo, depois sorri brevemente para Mercedes ― Obrigado ― murmurei, o suficiente para que ela pudesse ouvir.

Calei-me por alguns segundos, apenas para poder repará-la com atenção. Sua expressão além de possuir preocupações também expressava algo a mais... Peguei um dos tots guiando-o até meus lábios e por fim mastigando-o lentamente. Nunca fui fã destes, mas minha barriga clamava por algo que pudesse saciá-la. Assim que o alimento caiu no meu estômago passei minha mão nos lábios a fim de eliminar qualquer sujeira ― Você está bem? ― perguntei deixando meus olhos fixos nos delas, escuros, discretos ― Parece triste ― prossegui com um simples sussurro. Não tardou para que avançasse em mais tots e bebericasse a vitamina. Por sinal tudo estava muito bom, e estava ligeiramente cheio, talvez pudesse cochilar um pouco assim que finalizasse a conversa com Mercedes.


robb stark

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Re: Quarto de Hospedes - @Puckerman

Mensagem por Convidado em Qui 27 Mar 2014 - 0:14

xx
Mercedes Aretha Jones
somos como uma musica desafinada, cheia de erros lindos!

Ri do comentário dele sobre seu mais novo apelido — Acho que toda essa tensão me deixa bem criativa, só não sei ainda se isso é uma coisa boa ou ruim — Franzi a testa por um momento, refletindo sobre meu comentário. Talvez depois eu devesse parar tudo, me sentar e compor alguma musica, afinal de contas as melhores divas sempre tiram inspirações de seus fracassos amorosos. Sem contar que todas as mulheres do mundo se identificam com historias de outras mulheres que tiveram o coração partido e agora lutavam para se recompor e seguir adiante de cabeça erguida. É como se ver refletida em um espelho e encontrar consolo no único lugar que se pode, ainda mais se no final essa mulher se tornar vitoriosa. Talvez esse fosse grande segredo por trás do sucesso da Adele no final das contas.

Sair de meu devaneio e me foquei em Puck, ele havia me agradecido pela vitamina — Não precisa agradecer, você é bem vindo, Pac — falei em resposta, e esperei que ele tomasse um gole, mas ele não o fez, deveria ta suspeitando do conteúdo do copo. Ri distraidamente e fitei a parede pensando sobre em como dar a noticia da partida de Derek para as ttgirls, elas parecia gostar dele tanto quando eu. Bem, não tanto. O que comecei a sentir por ele já havia saído a muito tempo da linha profissional, infelizmente demorei muito para me dar conta disso e agora era tarde de mais pra chorar sobre o chocolate derretido. Puck mais uma vez me tirou de meu devaneio perguntando como eu estava. A principio fiquei assustada, era muito difícil mascarar meus sentimentos de uma pessoa que me conhecia tão bem e a tanto tempo quando ele — Não se preocupe comigo... Eu vou superar. Afinal de contas sou uma guerreira, não é? — Perguntei retoricamente, piscando para ele, e usei um guardanapo que estava sobre a bandeja para limpar o bigodinho que tinha ficado nele após bebericar a vitamina, ignorei sua cara de “eu não tenho mais três anos” e deixei o guardanapo de lado.

Algo no andar de baixo fez um “back” como uma porta batendo e logo o som de algo parecendo ser vidro se chocando contra o chão pode ser ouvido. — O que foi isso? — murmurei, me levantando e correndo até a porta, mas parei no meio do caminho quando ouvir uma voz familiar soar no andar de baixo. Como se respondesse a uma pergunta que nem ao menos precisava ser feita: “Foram os Aliens”, disse Britty. Sorri fazendo um gesto negativo com a cabeça e voltei para cama — é a Britty, ela vai voltar a morar aqui, no seu antigo quarto. Vai ser legal é como ter uma coleguinha pra Angel brincar, mas estou convencida que o Lord Tubbington invadia meu quarto no meio da noite e revirava minha gaveta de roupa intima... — Parei de falar ao notar que soava como ela e ri, mas Puck não riu comigo, ele parecia mergulhado em seus próprios pensamentos que nem parecia me escutar. Elevei o dedo indicador e toquei sua testa — Essa linha de preocupação aqui na sua testa, me diz que está se passando alguma coisa que você não me contou e minha mão perigosamente perto do seu rosto diz que você vai me contar agora — Minha ameaça logicamente soou como uma brincadeira, mas que no fundo possuía um ponto de verdade, juntamente com preocupação.

Convidado

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Re: Quarto de Hospedes - @Puckerman

Mensagem por Noah Puckerman em Dom 30 Mar 2014 - 22:56

remembrance
❝ nightmares are nightmares
R
epuxei meus lábios em um pequeno sorriso conformado com o surto de criatividade de Mercedes, de fato não valeria a pena insistir para que ela desistisse do tal, já que na maior parte do tempo ela só tinha esses surtos criativos quando eu lhe chamava de Mercedes Benz. Aproveitado o meu singelo sorriso o mantive assim que ela respondeu meu agradecimento. Sim, eu era muito grato pela hospedagem dela, afinal, se não fosse por ela estaria em um hotel barato. Franzi o cenho conforme ela voltou a articular, soube que ela não estava bem desde que a encontrei depois do naufrágio, e sabia que havia algum motivo em especial para sua expressão de cachorrinho chutado de casa. Revirei os olhos assim que a negra limpou meu bigodinho por culpa da minha beberiqueira. Antes que pudesse respondê-la, ouvir um barulho razoavelmente alto no andar de baixo, estava prestes a retirar o suporte para levantar-me e verificar quem era, mas ao ouvir a voz da Brittany apenas me aconcheguei outra vez na cama. Ela voltou a se reaproximar, estava tão imerso à pensamento que só prestei atenção em sua fala quando a mesma tocou minha testa, suspirei um sorriso e remexi os lábios, não queria falar sobre Quinn, não naquele momento, mas tinha de o fazer, e a Mercedes era a melhor pessoa pra conversar já que na maior parte do tempo sempre me dava conselhos bons e acima de tudo me apoiava.

― É a Quinn, desde que brigamos não nos falamos... E você sabe, ela está grávida... ― fiz uma pequena pausa apenas para balançar a cabeça negativamente, respirei e continuei ― Me preocupo com ela, mas a última vez que telefonei ela desligou na minha cara ― não segurei uma risada breve, lembrar da situação era ridiculamente cômica e deprimente.

― Mas está tudo bem, eu só preciso descansar um pouco, há dias que não consigo dormir direito ― murmurei erguendo a bandeja. Forcei um sorriso para eliminar qualquer volta sobre o assunto anterior ― Obrigado, mas meu apetite não está um dos melhores ― disse colocando a bandeja sobre seu colo. Aproximei-me da mesma e beijei o topo de sua testa, guiando minhas mãos até seu rosto delicado e a encarei ― Fique bem viu? De verdade. Não deixe com que nenhum loirinho derreta esse chocolate ― murmurei esboçando um sorriso antes de me afastar e aconchegar-me na cama. Aguardei sua saída e finalmente fiquei à vontade na cama.

O sono dominava-me aos poucos, arrastando-me consigo. Em pouco tempo já estaria sonhando, e certamente aceitaria isso, pois raramente conseguia adormecer sem que estivesse completamente um morto vivo, necessitando fechar as pálpebras por alguns instantes. Suspirei relaxando meu corpo, tentando ao máximo não pensar no naufrágio. Minha mente focou-se em Quinn, e aquilo tornou-se tão agradável quem não tardou para que minha vista escurecesse.

robb stark

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