Auditório Al Motta

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Auditório Al Motta

Mensagem por Stalker em Qui 20 Mar 2014 - 17:02

Auditório Al Motta

 Auditório exclusivo para uso das Troubletones, ele se encontra fora do prédio principal do colégio, pois a construção foi feita em um terreno que ficava ao lado do colégio, que foi comprado e anexado a escola por Al Motta, a pedido de Mercedes {Aretha} Jones, que pode se considerar uma “velha amiga” do Bilionário. Por dentro possui um pequeno hall de entrada que leva ao teatro, aonde se encontram 400 acentos confortáveis, com apoio lateral para os braços. Eles se estendem pelo local e se encontram voltados na direção do palco. O mesmo é grande e largo, semelhante a qualquer palco, porem no fundo existe uma estrutura removível que simula três degraus, como os existentes nos palcos das competições e logo mais atrás uma cortina, aparentemente decorativa, esconde um telão 3D, que foi presenteado as TTs, cerca de um ano e meio atrás, mas só agora obteve um auditório para ser anexado. Nas laterais existem duas entradas que levam aos camarins, que além de possuir o básico como: penteadeira, espelhos com luzes em volta e “arara de roupas”, possui também ar-condicionado, purificadores de ar e banheiro com aromatizantes. Atrás da área resevada ao publico existe uma cabine aonde as garotas podem programar os efeitos de áudio e iluminação que desejarem durante suas apresentações. Toda a construção tem apenas um andar, mas pode ser vista do estádio de futebol, sendo acessível pelo pátio aberto e pelo estacionamento. Apesar de ser menor que os outros auditórios presentes no colégio, ele compensa pelo seu luxo.  Algumas pessoas podem considerar um desperdício de dinheiro, mas Al Motta (padrinho do coral) e Mercedes Jones decidiram ostentar um pouco, afinal de contas, nada menos que o melhor para as Troubletones.  

Criação & Descrição aprovadas por William Schuester

____________________



The your ghost, the ur image. I'm the stalker!
avatar
The Bosses

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Convidado em Seg 24 Mar 2014 - 18:23


Mercedes Aretha Jones

—  Livin' La Vida Loca  ♦

Apressei-me ao sair do táxi para dentro da escola... Não podia chegar atrasada. Hoje seria a primeira aula das minhas garotas depois do ocorrido e eu tinha preparado algo para elas. Algumas alunas já haviam chegado, mas não conseguiram entrar na sala, pois a porta estava trancada, seguindo um pedido que fiz ao zelador. Por isso estavam no corredor a minha espera. As cumprimentei como de costume e esperei até todas chegarem, nossa aula não seria na sala como de costume, tinha uma novidade que com certeza iria animar o dia delas.

Caminhamos todas juntas pelo pátio de entrada até que chegamos à nova construção que se encontrava no terreno que antes estava vago, ao lado do colégio. Assim que passamos pelo Hall chegando ao auditório, muitas se mostraram confusas e outras pareciam bem interessadas em cada detalhe do local. Seguir as guiando até o palco aonde sentei no chão, cruzando as pernas e as instruir a fazer o mesmo, até que formássemos um circulo completo, com um grande espaço aberto no centro. Como Mr. Schue outrora havia feito com o ND, na minha época. Era estranho voltar a me sentar um circulo daquele, me fazia sentir uma constante sensação de “déjà vu”.

— Antes de qualquer coisa gostaria de apresentar a vocês o “Auditório Al Motta”, ele é para uso exclusivo nosso e com o tempo vocês irão conhecer melhor as surpresas que ele esconde — Me calei por um momento apreciando a animação delas, sabia que elas gostariam de ter um auditório particular. Assim como o pessoal do ND ficaria feliz em saber que não precisariam mais dividir o auditório com agente. — Eu iria passar uma atividade mais dançante para a estreia dele, mas devido aos últimos acontecimentos acredito que esse não seja o melhor momento, afinal muitas de vocês ainda estão machucadas ou doloridas.  — Fechei os olhos refletindo a melhor forma de abordar o assunto, em casa tinha decidido ser direta, até havia ensaiado um textinho, mas agora, olhando para elas eu sabia que o que elas precisavam era de alguém que as entendessem e mostrassem que elas finalmente estavam seguras. Então apenas abri meu coração e fui sincera.

— Meninas, eu sei que o que vocês viveram nessas ultimas semanas não foi nada fácil. Até mesmo as que nem foram no cruzeiro tiveram que lidar com a perspectiva de poder perder um amigo, alguém querido... — Pensei em Finn por alguns segundos — Eu já perdi um amigo, então sei do que estou falando. — Respirei fundo, não queria que seguíssemos por aquele caminho, não queria que todas nós ficássemos deprimidas, eu deveria anima-las — Bom... Sei que algumas acreditaram que assim que voltassem eu já iria me focar nos treinos pras seletivas, ainda mais porque agente perdeu semanas preciosas pela viagem. Essa era a ideia inicial, quando o cruzeiro foi marcado. Mas meninas... Não importa se eu faça de vocês as melhores dançarinas, as melhores cantoras, não importa nem mesmo o troféu. O importante agora é ter certeza que vocês não estão tão assustadas e emocionalmente abaladas ao ponto de não se divertirem quando subirem no palco das seletivas e fizerem o que mais amam fazer com as suas amigas. Porque no final, não importa se agente perder ou ganhar, o importante é se sentir feliz enquanto desfrutam do dom de viver.

Levantei-me e caminhei para o centro do circulo — Vocês encaram a morte de perto e passaram por coisas horríveis, mas estão aqui. Vivas. E isso tem que ser celebrado de alguma maneira. Vocês são fortes, guerreiras e sobreviventes, por isso, pelo menos essa semana eu não quero vocês se lamentando pelo o que aconteceu, e sim comemorando o fato de terem conseguido. Essa semana eu quero que vocês cantem musicas que celebrem a vida. As suas vidas. Quero que brinquem e se divirtam. Quero que cantem tão alto que o mundo todo possa escutar o quão incríveis vocês são e que nem uma tempestade, muito menos um naufrágio podem com vocês, assim como nenhum outro coral. — No final da minha frase, sair do circulo e fui para um dos acentos na área do publico  — Quem se sentir a vontade já pode começar e as outras venham se sentar comigo — Disse aguardando as garotas se acomodarem e esperei para ver quem iria ser a primeira a celebrar a vida. A banda já estava preparada, esperando apenas o comando de alguma delas.

OFF: Válido até Domingo, 30/03/14 - - -


- - - Extras - - -


Frase: “You know that love is a gift from up above!”    Musica: Das Tarefas!    Com: TTs    Humor: Positiva/Emotiva!    Vestindo: Clique Aqui!


Convidado
Convidado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Isabelle Leotta em Sab 29 Mar 2014 - 21:46

Bambino tu sei la mia droga
Dammi la correzione di oggi
Visualizza tutti i tuoi segreti e magari ti faccio vedere il mio, dammi il tuo cuore prendersi cura di loro, tu sei la mia droga, non mi lasciare in ritiro oggi, mi danno l'allucinazione solo per oggi...


Depois de algum tempo naquele auditório tinha o rosto de todas aquelas garotas gravadas em minha cabeça, marcar a aparência física das pessoas era algo bastante importante de se fazer, mas principalmente havia marcado a aparência de uma garota, ela parecia ser asiática, talvez tailandesa ou coreana, mas o principal motivo pelo qual havia ficado interessada nela foi pela sua audição, achei estranho alguém que nunca havia visto na vida ficar cantando uma música olhando para mim, até um pouco desconfiada, mas eu nunca havia visto alguém asiático de perto, eles eram muito rigorosos com suas tradições e quando faziam negócios não gostavam de muitas pessoas no local, então ao contrário dos europeus e outros, não havia socializado muito com pessoas da Ásia.

Outra pessoa que havia me chamado a atenção foi uma garota de cabelos muito escuros que vestia uma roupa de líder de torcida, ela tinha traços marcantes como aqueles cabelos quase tão escuros quanto o céu da noite e aqueles olhos verdes como esmeralda, mas as coisas mais marcantes nela eram o seu perfume que me parecia francês e a sua atitude confiante, acho que aquela deve ser a tal SanClair, um belo nome francês, apesar de eu possuir alguns problemas com franceses por causa daquela mulher em meu passado, SanClair não se parecia em nada com ela, enquanto ela era bastante tímida e parecia sempre estar com a cabeça nas nuvens, SanClair parecia ser confiante e focada, era interessante.

Estava perdida ainda sobre os meus pensamentos sobre aquela asiática quando a mulher afro-americana que parecia ser a treinadora do coral começou a falar sobre coisas relacionadas ao coral. A mulher, que havia escutado algumas das minhas companheiras de coral chamarem de Mercedes parecia ser uma mulher forte e determinada, via em seus olhos um fogo que sinceramente me assustava um pouco, ela parecia acreditar que nós poderiamos vencer qualquer coisa e meio que me inspirava alguém ter essa convicção.

Desde minha vinda aos Estados Unidos tudo tinha passado tão rápido e ao que parece esse cruzeiro deixou várias pessoas machucadas, eu tinha pensado primeiramente se não seria planejado por alguém ou algo parecido, mas depois lendo as notícias corretamente percebi que esse não era o caso, todo esse tempo convivendo com máfias havia me deixado desconfiada de tudo e de todos e se algo como o que aconteceu nesse cruzeiro acontecesse na Itália tenho certeza que algumas pessoas pensariam o mesmo que eu, eramos muito desconfiados de coisas assim. Mais uma vez voltei a pensar na tal asiática me perguntando silenciosamente se ela havia estado nesse cruzeiro, era estranho, mas eu não queria que ela se machucasse, o que era realmente estranho, já que nunca havia falado com a garota em toda minha vida.

A tarefa fazia algo simples e eu já tinha em minha mente uma música que havia cantado diversas vezes sozinha na Itália quando tinha medo de andar pelos corredores da mansão e ver todas aquelas pessoas desconhecidas com armas escondidas ou quando tive que me mudar para os Estados Unidos com medo de sair e quando voltar encontrar meu pai e a família na Itália presos pela Interpol ou algo parecido, mas é claro que isso não aconteceria, mas isso não impedia aquele sentimento dentro de mim.

Percebi que havia um piano no local, aquilo era simplesmente perfeito para a música que havia pensado. Me aproximei da banda e pedi para alguns deles me acompanharem com a canção antes de ir para perto do piano e falar para as pessoas no local. - Scusate! Eu sou Isabelle, desculpem-me, mas eu gostaria de cantar uma música, eu sei que não conheço vocês como acabei de entrar no coral, mas essa música sempre me ajuda com algumas coisas e espero que gostem. - Falei com um pouco hesitação, mas aqueles adolescentes no local eram somente outros adolescentes comum, não havia como eles descobrirem quem eu era, afinal nem mesmo falar meu sobrenome eu havia falado. Me sentei no banquinho do piano e passei as pontas dos dedos pelas teclas, fazia algum tempo que não tocava, na Itália eu tocava o instrumento durante algumas festas e sempre era bastante elogiada, mas aqui diante de tantas pessoas desconhecidas que não falavam meu principal idioma era um pouco intimidador.

Respirei fundo segurando o ar em meus pulmões por cinco longos segundos antes de expirar fechando os olhos e começando a dedilhar as notas iniciais da canção. - Come on, come out... The weather is warm. Come on, come out... I said come on, come on - Um tom suave saiu em minha voz, aquela música significava bastante para mim e demostrava isso no carinho que possuia por ela, até um pequeno sorriso estava em meus lábios. - A spot in the shade where oranges fall, a spot in the shade away from it all. - A banda começou a me acompanhar agora e os acordes suaves de uma guitarra acompanhavam minhas notas no piano, a bateria era suave, mas também estava lá, não era o instrumental original da música, mas aquele improviso estava ficando realmente agradável.

- Watching the sky, watching a painting coming to life shifting and shaping, staying inside It all goes it all goes by... - Minha voz era forte, com um tom um pouco agudo, mas não exagerando demais, eu sabia que era uma contralto e estava feliz com esse tom, a potencia estava presente naquele último refrão, dedilhava as notas com fluides deixando o ritmo da canção me levar e meu pé batia contra o chão suavemente acompanhando. O refrão era um pouco mais rápido e sentia as palavras vibrarem em minha boca que formava um sorriso no momento. - A blanket unfolds, a blanket, tonight... The pieces of gold they light up our eyes, now we're alone, now we're alive. - Diminui a potencia de minha voz nessa estrofe, já que era uma parte um pouco mais lenta da música antes do refrão estourar novamente no próximo refrão.

Uma parte instrumental veio e uma garota começou a tocar notas em um violino me acompanhando no piano. Mordi meu lábio inferior e acelerei as notas voltando ao ritmo forte da canção. - Watching the sky, watching the painting come to life shifting and shaping, staying inside It all goes it all goes it all goes by... Stopping the time rushing, waiting, leave it behind shifting and shaping, keep it inside It all goes it all goes it all goes by It all goes passing by... It all goes passing by - Era o final e um sorriso se mantia em meus lábios enquanto cantava, aquela canção sempre fazia isso comigo, meu tom de voz poderia ser forte, mas naquele momento deixava-o suave. - Tutto va passando per... - Repeti em um sussurro na minha lingua natal a ultima frase, me levantando do piano e agradecendo os aplausos antes de ir me juntar as outras.  

Thanks Tess

____________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Luna Michele Merëtseger em Dom 30 Mar 2014 - 0:12

We are safe and sound.
A
maquiagem em minha face fazia um contraste com o leve sorriso estampado para qualquer um que se voltasse para falar comigo, como um claro aviso de "Estou bem, mantenha distância. " Era tudo falso. Qualquer sentimento positivo esboçado por mim naquelas últimas semanas faziam parte de uma bela encenação. A maquiagem encobria a minha verdade. Cobria as manchas escuras que circundava aos meu olhos como o resultado de noites de insônia. Desde que voltará para casa, sempre que tentava repousar o mesmo pesadelo me assombrava me fazendo despertar aos gritos. Era tudo tão real, eu podia ver com a mais pura nitidez as cenas a cada momento em que fechava os olhos. A embarcação naufragando, a viagem de bote a uma ilha, o momento em que deixei Jhonah. A pior certeza que podia ter era que tais pesadelos não eram causados pela minha fértil imaginação, tudo aquilo era real, fez parte da minha realidade. Uma realidade que eu insistia em esquecer mas que sempre voltava a mim.

Retomar a rotina não foi algo difícil para mim. Eu via a todos os sobreviventes que frequentavam o McKinley caminharem com as marcas visíveis da tragédia estampadas em braços enfaixados ou curativos em parte dos corpos. Minha maior marca era interiormente, o trauma vivenciado, a sensação da solidão e da falta de fé de que poderia sair viva daquilo. Retornar a Ohio foi como renascer, era questão de tempo até tudo melhorar, as feridas cicatrizarem e a vida seguir como sempre foi. Segurava firme ao meu celular entres meus dedos finos da mão direita, a todo instante relia a mesma mensagem recebida na noite anterior por Jhonah. Não havia o visto direito desde nossa volta a Ohio, todos estávamos tão próximos a família que as outras coisas ficavam de segundo plano. Entretanto, Jhonah era importante para mim. Ficar sem ele naquela ilha fora a pior dor que pude sentir, não aguentaria mais distância entre nós. Despertei com um sobressalto ao ouvir o sinal soar por todo o corredor. Final das aulas. Por um breve instante me animei por ter o próximo horário o coral. Se havia algo que eu realmente adorava era as Troubletones, no coral podíamos parar por um instante e esquecer de tudo e apenas cantar.

Caminhei pelo familiar trajeto, indo para o andar em que se localizava as salas dos corais, entre elas a das Troubletones. Um notável aglomeração chamou minha atenção. As garotas do coral estavam paradas no corredor, pareciam confusas. Algumas tentavam avançar contra a porta na tentativa de abri-la mas a mesma se mostrava trancada. Até que surgiu Mercedes. Era notável a animação no seu olhar, era impossível não sorrir com a presença da mãe chocolate. Após suas instruções, seguimos caminhando juntas acompanhando a por toda a extensão do prédio escolar. Saímos da escola, indo para o pátio principal e prosseguimos até chegarmos ao terreno que outrora era inutilizado mas agora havia uma nova construção no local. Adentramos numa espécie de Hall até por fim chegarmos a um pequeno auditório que mesmo não sendo tão grandioso quando o principal da escola era muito requintado e extremamente belo. Caminhamos até o palco e lá sentamos ao chão num circulo formado pelas garotas presentes. Mercedes começou a explicar onde estávamos e e com seu anúncio que aquele era um auditório exclusivo do coral foi impossível não se animar e aplaudir a novidade. Como de costume, ela começou com seu discurso motivador e sábio antes de designar a tarefa. Eu entendi a atitude de Mercedes, celebrar a vida. Mas eu não estava num clima tão festivo, eu não estava no ânimo suficiente para sair pulando pelo palco dando vivas por ter escapado da morte. Eu estava sim satisfeita e agradecida por ter voltado para casa com vida, sã e salva, só não sabia como demonstrar isto com uma música animada. Porém, isto não significava que eu já não tivesse algo em mente.

Iniciando as apresentações, uma garota novata, Isabelle fez as honras. Uma bela performance, durante este tempo aproveitei para pensar como seria a minha o que não foi difícil, eu sempre seguia minha intuição. Assim que a garota desceu do palco, eu me levantei indo até o mesmo, caminhei até a banda e instrui aos mesmos a música que eu cantaria. Um dos rapazes ficou responsável pelos efeitos da performance, nada tão espetacular, pedi a ele algo suave, sereno. Caminhei para o centro do palco e respirei fundo reunindo toda a força que me restara. - É muito bom está de volta para casa, de volta ao coral. Mercedes, eu sei que você nos pediu para cantar algo animado e que celebrasse a vida, mas eu não me sinto tão a vontade para fazer isto, não agora. Eu estou feliz de voltar pra casa, e gostaria de cantar Safe and Sound. - Assim que pronunciei ao nome da música a banda iniciou sua melodia lenta. O holofote pairou sobre mim, sendo eu o destaque do palco escuro. Fechei os olhos, ouvindo a melodia da música tomar-me de modo intenso, puxei todo o ar que conseguia e ao abrir os olhos iniciei a canção.

I remember tears streaming down your face
When I said, I'll never let you go
When all those shadows almost killed your light
I remember you said, don't leave me here alone
But all that's dead and gone and passed tonight


Mantive meu rosto reto, o nariz levemente empinado e o olhos fixos nas garotas na plateia enquanto cantava num tom suave e emotivo. A todo instante minha mente reproduzia as cenas do acontecido, o que fez com que a emoção transmitida na música se tornasse real. Prolonguei as palavras em alguns versos assim como na canção original, ainda mantendo o tom vocal leve, sereno, porém sentimental. Deslizei a mão por um braço, num abraço enquanto sentia meu corpo se arrepiar com o toque melodioso da música. Meu coração que outrora mostrava-se calmo agora palpitava freneticamente. Abaixei a cabeça vagarosamente e fechei os olhos, respirando fundo com a breve pausa para seguir com a canção.

Just close your eyes
The sun is going down
You'll be alright
No one can hurt you now
Come morning light
You and I'll be safe and sound


Enroscava o dedo contra o tecido do vestido enquanto sentia a cada acorde reproduzido pelos instrumentos me tocarem de modo tão intenso que me arrepiava cada vez mais, iniciei a estrofe de com o tom mais afinado, como se sussurrasse a cada verso. Mantive os olhos fechados como dizia a letra naquele momento. A cada palavra cantada era como se eu estivesse dizendo a mim mesma aquilo. Você ficará bem, ninguém a machucará agora. Tornei abrir os olhos ao cantar "Come morning light", onde elevei um pouco a voz, ainda num tom afinado, semelhado ao sussurro mas de um modo mais firme, de uma forma cantada.

A parte instrumental se iniciou fazendo com que eu pudesse dar uma pausa com o vocal. Luzes claras atravessavam ao palco semelhante aos movimentos de um farol. Detrás de mim uma tela se iluminou chamando a minha atenção e das garotas. Esta mostrava um cenário pacífico, nuvens. Voltei o olhar para os assentos ao notar uma movimentação vinda dali. Com a penumbra que decaía sobre o resto do auditório ficou um pouco difícil identificar inicialmente a quem caminhava para o palco, mas assim que a loira subiu ao palco sua identidade se revelou. Hanna. Não hesitei em demonstrar surpresa em vê-la subir o palco cantando a letra da canção. Não tínhamos nenhuma laço de amizade, apenas eramos conhecidas de coral e ficamos no mesmo grupo de perdidos na ilha, além disso nada mais. A menina seguiu caminhando ao meu encontro, parando ao meu lado seguindo com a canção, sua voz era aveludada, não se diferenciava ao seu tom vocal quando falava. Ergui o olhar para as demais meninas sorrindo de canto, ignorando as feições de repulsa de SanClair e focando nas demais garotas que pareciam apreciar o inesperado dueto.






vestindo isto, no Auditório Al Motta, com Hanna, Mercedes e as Troubletones.


____________________

THERE'S LOVING IN YOUR EYES
That pulls me closer. It's so subtle, I'm in trouble, But I'd love to be in trouble with you. I got the healing that you want. let' s Marvin Gaye and get it on.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Dom 30 Mar 2014 - 21:19



Like a Skyscraper





-  • Auditório Al Motta • TT's e Mercedes • Humor: Determinada/Positiva


Hoje eu definitivamente mataria meu irmão. Além de acordar atrasada, ainda acordei com ele pulando em cima de mim, rindo como um idiota enquanto eu quase morria do coração. Ele e Dong, é claro, achavam tudo muito divertido.  Me troquei em questão de segundos, pegando a primeira roupa que vi pela frente ( esta ) e saí sem nem tomar café da manhã.
Eu sorria enquanto caminhava até a sala das TT’s, imaginando o que faríamos hoje – e também se eu veria novamente a garota que me observara durante minha audição. Porém, quando chego ao local que normalmente treinaríamos, encontro apenas um aglomerado de garotas ali, todas confusas e sem saber o que se passava. Algumas até tentavam abrir a porta do auditório. Mercedes chegou naquele segundo, como que se soubesse exatamente o momento de aparecer, e nos pede para segui-la.  Nós passamos pelo pátio de entrada, caminhando em direção à uma construção ao lado da escola. Eu observava cada detalhe do lugar com um olhar fascinado: Ali era absolutamente lindo!
Mercedes se senta de pernas cruzadas no palco, e nos pede para fazermos o mesmo, todas nós formando um círculo perfeito. Quando todas nós estávamos olhando-a em expectativa, ela nos dá a grande notícia: Aquele auditório era nosso! Não deu para não aplaudir. Aquilo pareceu alegrar o ambiente, que sempre parecia tenso desde o naufrágio. As marcas do ocorrido se mostravam claramente em muitos sobreviventes, tanto em suas expressões como em curativos por várias partes de seus corpos.  A próxima parte do discurso de Mercedes me tocou, mas não tanto quanto se eu tivesse estado lá, ou use tivesse tido amigos que sobreviveram à tragédia.  Resumindo o lindo discurso de Mercedes: Tínhamos que celebrar nossa vida. Celebrar que sobrevivemos e mostrar que somos fortes e que NADA nos derrubaria. Eu e as outras seguimos Mercedes até os lugares na plateia, enquanto  a garota que eu observara na audição subia ao palco para começar  a tarefa. Seu nome era Isabelle! “Bom, agora eu já sei seu nome, quando formos conversar!” Esse pensamento me fez sorrir com os cantos dos lábios enquanto eu observava Isabelle começar. Sua música foi linda e tocante, e ela também era maravilhosa – não que eu estivesse prestando atenção nela, é claro! A próxima a cantar(Luna) fora excelente também, comemorando o fato de ainda estar viva e em casa.
Chegou a minha vez. Levanto-me, indo em direção ao palco e lançando um sorriso para Luna. Espero mesmo que ela se  recupere daquilo tudo.
- Olá. Meu nome é Hyuna, mas podem me chamar de Hyun, se quiserem.Nunca passei por situações como esta, então nem posso imaginar como se sentiram. Mas eu perdi minha mãe,e sei como doeu perder minha melhor amiga,ainda que eu fosse pequena quando aconteceu.Ainda dói,bastante. – falo esta frase olhando para Mercedes e para Luna, querendo que minha força passasse para as duas apenas pelo olhar. – Então esta música é para que se lembrem que vão sobreviver à tudo isto. Vão se levantar e vão poder dizer ao mundo “Viram? Eu sou forte, eu consegui!”.
Pego um banquinho que havia no canto do palco junto do meu violão – que havia lembrado por sorte de pegar na última hora antes de sair de casa -  e me sento sobre ele. Começo a dedilhar as cordas do instrumento, afinando-o e respirando fundo. Toco os primeiros acordes, e então começo.
Minha voz soava  suave nesta primeira estrofe. Audível, porém frágil. Quebrável. Eu conseguia conciliar minha voz e minhas mãos naquele momento, o que me deixou realmente satisfeita. Meu olhar agora não estava em nenhum lugar específico. Eu apenas tentava colocar fragilidade e inocência na minha voz. A estrofe se passou basicamente em apenas um só tom, sem agudos ou toques pessoais meus nela.
Skies are crying, I am watching
Catching teardrops in my hands
Only silence as it's ending
Like we never had a chance
Do you have to make me feel like
There is nothing left of me?


Nesta próxima parte da música dedilho as cordas do violão com mais força, fazendo-o soar mais alto, e, portanto minha voz fica mais alta também. Meu olhar se focava em Mercedes agora. Eu, como uma boa soprano que era, faço os dois primeiros versos no agudo – mas não exageradamente, apenas o suficiente. E um pouco mais forte do que a estrofe anterior. – e as outras duas continuo no agudo, mas deixo a voz frágil novamente.
You can take everything I have
You can break everything I am
Like i'm made of glass
Like i'm made of paper


Eu queria passar toda a força que eu tinha para aquelas meninas e meninos que passaram pelo naufrágio. Queria que superassem aquilo e seguissem com suas vidas, sem traumas. E iria mostrar tudo aquilo naquela música. Minha voz soa forte novamente, e assim fica durante toda  a estrofe. É claro que algumas palavras elevo mais o tom do que nas outras, como em ‘try’ e ‘rising’. E no fim do último ‘Like a Skyscraper’ deixo “reticências” no ar fazendo minha voz sumir aos poucos, como uma dúvida sobre como seria a próxima parte.
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper
Like a skyscraper

Minha voz permanece “sussurrada” porém clara e firme durante quase todo este pedaço da música, apenas se tornando alta, firme e decidida a partir do “All my windows”. Nesta mesma parte a partir do “All my Windows” também o ritmo com que toco o violão aumenta, fazendo-me quase gritar os versos. Fecho os olhos com força, concentrada na música.
As the smoke clears, I awaken
And untangle you from me
Would it make you feel better
To watch me while I bleed?
All my windows still are broken
But I'm standing on my feet
Minha voz e o violão se completam agora. Toco e canto alto, basicamente tendo que gritar os versos para ser ouvida. É como se eu estivesse me tornando mais forte conforme a música passava, como se estivesse me refazendo depois de ser quebrada. Nada mais de fragilidade restava em mim ou em minha voz. Meu olhar era firme e decidido para Luna, Isabelle, Mercedes e para todas as outras ali.
You can take everything I have
You can break everything I am
Like i'm made of glass
Like i'm made of paper
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper!
Like a skyscraper!


Me levanto então. Continuo tocando cada vez mais alto enquanto andava pelo palco e cantava a próxima parte tentando colocar meus sentimentos no modo como cantava e tocava. Alongo o final de ‘yeah’, dando mais “charme” ao verso, continuando a música logo em seguida. Alongo também o ‘he’ de ‘here’ terminando-o em “reticências” novamente. Sorrio, andando até a beira do palco, parando ali e olhando a plateia com um sorriso nos lábios.
Go, run, run, run
I'm gonna stay right here
Watch you disappear, yeah
Go, run, run, run
Yeah it's a long way down
But I am closer to the clouds up here


Minha voz sofre uma grande mudança no final da música. Volta a ficar frágil e sussurrada e só muda novamente no ‘Like i’m made of paper’,quando logo após o ‘paper’ dou um grito – que já fazia parte da música original – e continua assim até o fim. Canto a última estrofe basicamente inteira gritando, tocando o violão tão alto quanto cantava. Todos os ‘Like a Skyscraper’ são alongados no ‘per’,sendo que o 2º e o 3º versos consigo alongar por mais tempo sem ter que forçar minha voz. O último ‘Like a Skyscraper’ é cantado com a voz frágil porém audível da primeira estrofe. Meus dedos dedilham os últimos acordes da música enquanto eu fecho os olhos.
You can take everything I have
You can break everything I am
Like i'm made of glass
Like i'm made of paper, oh
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper!
Like a skyscraper!
Like a skyscraper!
Like a skyscraper!


Assim que a música termina, eu me levanto, guardo o banquinho e o violão e volto para o meu lugar para esperar a próxima garota.

By Turururu! SC

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Isabelle Leotta em Seg 7 Abr 2014 - 15:26

Cheek to Cheek

Quando fiquei sabendo que a tarefa era sobre músicas em filmes e musicais fiquei extremamente animada, eu adorava filmes antigos e já tinha basicamente uma ideia do que queria fazer. Foi extremamente empolgante a ideia de recriar a cena de um filme, mas eu precisaria de alguma ajuda para isso além dos dançarinos do clube de teatro, o problema era quem iria me ajudar, ainda não conhecia bem o suficiente ninguém daquele coral.
Assim que entrei em casa entrei em uma rede social popular, apesar de ter que manter um perfil baixo eu deveria pelo menos ficar próxima das outras pessoas de minha idade, então me cadastrei na rede social com o nome de Bells L. e coloquei como foto de perfil uma foto com uma máscara do homem de ferro, aquilo ali seria o suficiente, não precisava colocar muitos dados sobre mim. Logo comecei a procurar e adicionar as pessoas que conhecia e a primeira que havia procurado era a coreana que havia conhecido, Hyuna. Não sabia o motivo de estar tão ansiosa de ter algum tipo de contato com ela. Era um pouco assustador o quanto se podia descobrir de uma pessoa apenas lendo o seu perfil na internet, não que eu estivesse espionando ou algo parecido, apenas estava adquirindo informações sobre o que ela gostava, família e outras coisas, afinal eu precisava saber sobre o que falar com a garota quando fosse a hora.

A notícia que minha irmã gêmea Allison também havia chegado em Ohio me intimidava um pouco, eu e Ally eramos um pouco diferentes em personalidade apesar de sermos idênticas na questão da aparência. Me sentia até um pouco envergonhada de dizer que sentia uma certa inveja por ela. Ela teve uma vida razoavelmente boa e a nossa mãe havia lhe levado consigo, não a mim. Não a conhecia tão bem e nem tinha muito interesse em me tornar melhor amiga dela, mas ela estava vindo viver comigo então iria recebe-la bem.

Um pouco hesitante comecei a conversar com Hyuna pela rede social e estava nervosa ao perguntar se ela queria fazer a conversa comigo, grande foi a minha surpresa que ela tinha aceitado. Mandei a música para ela e a cena do filme em que tocava e ela pareceu ter gostado. Nos encontramos depois das aulas para ensaiar em minha casa e toda vez que via aquela garota o meu coração pulava uma batida. Não sabia o que estava sentindo.

No dia da apresentação estava nervosa, havia me escondido em uma sala vazia para fumar alguns cigarros de Malboro, estava se tornando um costume fumar. Me arrumei colocando um terno feminino, me sentia um pouco lésbica demais com aquela roupa, mas era para a apresentação então tudo bem. Meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, escovei bem os dentes e passei um pouco de perfume para ocultar o cheiro do cigarro em minhas roupas. Tinha pedido para a treinadora Mercedes levar as minhas companheiras de coral até o auditório. O auditório estava com um cenário formal, replicando até nos pequenos detalhes o visual da cena em Top Hat, uma banda formalmente vestida estava no canto e casais dançavam próximos, eles pareciam flutuar no auditório em uma valsa calma.

Quando o resto das Troubletones chegou ao auditório se depararam com um cenário formal, replicando até nos pequenos detalhes o visual da cena em Top Hat, uma banda formalmente vestida estava no canto e casais dançavam próximos. A única diferença era que eu estava no lugar de Fred Astaires com a minha mão repousando suavemente na cintura da minha Ginger, naquele caso de Hyuna. Toda vez que ficava tão próxima a garota eu sentia meus pelos se arrepiarem e os seus olhos pequenos me chamavam tanto a atenção, não conseguia parar de olhar para eles. Hyuna estava linda, não conseguia tirar meus olhos dela, lhe guiava pelo palco com passos simples, um simples dois pra um lado e dois para o outro. Não era a melhor pessoa em valsas ou qualquer tipo de dança com outra pessoa.

- Heaven, I'm in Heaven, and my heart beats so that I can hardly speak; And I seem to find the happiness I seek when we're out together dancing, cheek to cheek. - Tive a certeza da cantar em um ritmo parecido com Jazz com um pequeno toque de Blues, minha voz naturalmente tinha um tipo de rouquidão, então era fácil cantar aquela canção. Segurei com firmeza na cintura de Hyuna girando ela pelo salão em um ritmo lento e encostando minha bochecha na dela na frase "cheek to cheek" o que fez minhas bochechas ficarem avermelhadas devido a proximidade. - Heaven, I'm in Heaven, and the cares that hung around me through the week... Seem to vanish like a gambler's lucky streak when we're out together dancing, cheek to cheek. - Sempre me surpreendia como a voz de Hyuna soava bem com a minha e quando ela começou a cantar naquele refrão comigo um sorriso se formou em meus lábios, sua voz era adorável como ela. No final do refrão girei com a garota para o outro lado lentamente chegando próxima a uma coluna cenográfica, me afastando com relutância de seu corpo e pegando a sua mão.

- Oh! I love to climb a mountain, and to reach the highest peak, but it doesn't thrill me half as much as dancing cheek to cheek. - Levei a mão de Hyuna aos lábios depositando ali um singelo beijo, nesse momento parei para pensar em como sua pele era macia, Hyuna tinha muitas qualidades. Naquela estrofe eu cantaria sozinha então estendi um pouco as notas, não tanto assim porque a canção era bastante simples de ser cantada. Continuei a segurar sua mão enquanto cantava e levei a outra mão que estava livre até o seu rosto, acariciando-o com o polegar antes de segurar a cintura da garota e rodopiar novamente com ela, dançando com o corpo próximo novamente esperando ela continuar a cantar a sua parte.

Thanks Thay Vengeance @ Cupcake Graphics

____________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Qui 10 Abr 2014 - 17:39



Cheek to Cheek





-  • Auditório Al Motta • Belle • Humor: Apaixonada/Feliz


Fiquei feliz e surpresa quando soube que a próxima tarefa das Troubletones seria recriar uma cena de um musical. Minha única dúvida: Qual? Eu era extremamente indecisa, além de ser uma assídua amante de musicais. A princípio pensei em escolher Express do musical Burlesque. Quase escolhi esta. E a teria feito se Isabelle não tivesse “aparecido”  de repente,deixando-me extremamente surpresa. Depois de algum tempo de conversa,finalmente Belle me convidou para fazer a apresentação com ela. A música era totalmente diferente do ritmo sexy e contagiante de Express, mas ainda assim gostei e aceitei ajuda-la.
Daquele dia em diante, passei a ir na casa de Belle todos os dias após a aula, para ensaiarmos a dança e a música. Eu não sabia dançar bem, mas ela conseguia me guiar com delicadeza e fluidez pelo “salão”, deixando-me muito parecida com a ‘verdadeira Ginger’ no quesito dança. E eu me sentia cada vez mais estranha quando estava com Belle: Ela fazia meu coração acelerar e pular descontrolado, fazia-me corar e eu sempre estava feliz quando olhava em seus olhos... Muito estranho.
Chegou o dia da apresentação. O cenário estava lindamente montado, os músicos e atores vestidos e Belle estava estonteante naquele terno feminino. Eu não conseguia parar de olhar em sua direção, e acho que ela também não parava de olhar na minha. Belle era a garota mais bonita que eu já havia visto naquele lugar, mas eu achava que eu nunca poderia dizer aquilo à ela.
Ela havia fumado antes da apresentação. Havia convivido tanto com a garota nos últimos dias que já conhecia seu cheiro, e sabia que estava diferente. Mas não me importei. Depois falaria com ela sobre aquilo e veria qual era o problema. Sobre a apresentação, eu estava tranquila: sabia que tínhamos ensaiado muito e que nos sairíamos bem.
Acompanho Belle durante toda a sua parte da música, sorrindo feliz e envergonhada cada vez que ela segurava minha cintura ou minhas mãos, dançava comigo, encostava a bochecha na minha ou beijava minha mão, como fez logo antes de a minha parte se iniciar. Quando acariciei seu rosto notei como sua pele era macia e em como eu estava adorando tocá-la. Eu me sentia uma boba perto dela, sempre sorrindo com o coração batendo como louco.
Enfim chega minha hora de cantar. A mão de Belle em minha cintura me segurava bem junto à ela e eu não havia parado de sorrir ainda. Ela me solta e eu giro em torno dela graciosamente, logo voltando para os seus braços. Belle então me guia para o outro canto do palco, e nós dançamos uma valsa simples enquanto eu cantava. No ultimo verso encosto minha bochecha na dela com um sorriso encantador nos lábios.
Oh! I love to go out fishing
In a river or a creek,
But I don't enjoy it half as much
As dancing cheek to cheek.
Dançamos até chegarmos a algumas flores que haviam no cenário, onde ambas paramos e ficamos olhando diretamente uma nos olhos da outra. Eu tinha um braço no ombro de Belle e ela me segurava bem próxima dela pela cintura. O clima entre nós duas era visível – o que só me fez corar antes de voltarmos a dançar. Enquanto dançamos eu começo a cantar novamente, desta vez acompanhada por Belle. Era incrível o quanto nossas vozes soavam bem juntas.
I'm in Heaven,
and my heart beats so that I can hardly speak;
And I seem to find the happiness I seek
When we're out together dancing cheek to cheek.
Belle e eu havíamos parado novamente perto de uma coluna e longe dos outros dançarinos. Quando a parte instrumental começa ela estende sua mão para mim com um sorriso doce e confiante, e eu coloco minha mão sobre a dela correspondendo ao sorriso. Sentia que iria derreter à qualquer minuto se continuasse olhando o sorriso de Belle, e quase agradeci quando voltamos a dançar juntas. Ela me guia para o centro do palco onde valsamos até a música acabar. Quando acaba, nós saímos do palco de mãos dadas e nos sentamos lado a lado esperando pelas outras apresentações.

By Turururu! SC

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Luna Michele Merëtseger em Sex 11 Abr 2014 - 20:31

My Heart is whereever you are.
N
unca havia sequer passado a minha cabeça que ser uma Senior seria tão difícil, até mesmo para mim que sempre conseguia equilibrar a tudo e exercer diversas atividades ao mesmo tempo. Eu participava de metade dos clubes do colégio, Clube acadêmico, de leitura, de teatro, de artes, grêmio escolar e outras atividades que viessem a ajudar no currículo escolar. Em meio a tantas atividades, uma das minhas favoritas era o clube do coral. Eu simplesmente adorava estar nas Troubletones e mesmo com todo o esforço, cantar na sala do coral valia a pena, era incrível.

Me toquei que estivera parada encarando ao crepúsculo no céu por horas após ouvir os alertas sonoros vindo do aparelho celular que pulava sobre a mesinha posta na varanda no meu quarto. Quase corri ao encontro do aparelho, sabia de quem se tratava. Jhonah. Finalmente ele havia respondido ao meu pedido para que se apresenta-se comigo numa tarefa para o coral. "Dancing Queen". Recriaríamos um número musical que houvesse dança e eu tinha a música perfeita para isto, e com a resposta positiva vinda de Jhonah naquela mensagem, a apresentação havia subido mais um patamar em perfeição. Seria incrível me apresentar e tê-lo para me ajudar, poderia passar toda a semana ensaiando ao seu lado, ficando com ele o máximo que pudesse e tinha os ensaios como "desculpa".  

△ △ △

Ficou difícil se concentrar em qualquer coisa que não fosse a apresentação. Uma competição certamente agitaria as coisas no coral e após a apresentação de Isabelle e Kyuna, ambas novas no coral, as coisas pareceram realmente estar destinadas  a competir. Após uma pausa e um magnífico trabalho da equipe de decoração, arrumamos a um cenário florido e muito romântico. Uma enorme árvore cinematográfica ficava ao centro do palco, esta rodeada de luzes mas ainda apagadas. O palco havia sido transformado num jardim, que num momento da apresentação se tornaria um ginásio num belo momento de baile. Luzes prontas, cenário pronto. Jhonah já estava ali no auditório, me beijava a todo instante tentando me acalmar e me certificava que tudo daria certo, e daria mesmo, com ele ao meu lado nada poderia dar errado. Me olhei pela última vez no espelho do camarim. Meus cabelos ajeitados num belo penteado com alguns finas tranças que e cachos que se findavam num coque. Usava um formoso vestido que caia de modo natural sobre meu corpo.  — Obrigada pela ajuda e não me deixe cair. — Sorri para Jhonah antes de beija-lo e sair  do camarim, seguindo ao palco e parando ao centro. Assim que o holofote me iluminou a banda começou a tocar a melodia de Can i have this dance. O palco se iluminou e Jhonah apareceu, caminhando a minha direção com seu sorriso arrebatador e seu belo traje beirando ao formal e o casual, uma calça jeans, uma camiseta clara e um blazer preto por fora, um real príncipe. Fechei os olhos por um instante e ao abri-lo sorri para ele, começando então a cantar.

Take my hand, take a breath
Pull me close
And take one step
Keep your eyes locked on mine
And let the music be your guide

Deixei minha voz soar de modo natural, suave, bem afinada, e mostrando-se a emoção de forma clara. Seguindo o que a letra da canção dizia, no primeiro verso estiquei a mão até Jhonah que a segurou firme. Em seguida o mesmo respirou fundo e sorriu, me puxando delicadamente e em seguida dando um passo a frente e me guiando. Deslizei os dedos por seu rosto fixando o olhar ao dele em "Keep your eyes locked on mine" e graciosamente passei a mão esquerda ao ombro direito dele, repousando-a ali, com a direita segurei sua mão esquerda e ele segurou o alto de minhas costas com sua mão livre numa posição de valsa e assim fizemos, começamos a valsar pelo palco calmamente, os olhares fixos um no outro e os movimentos naturais seguindo a melodia da música.

Won't you promise me ?
Now Won't you promise me
that you never forget


We'll keep dancing
To keep dancing, wherever we go next

It's like catching lighting
The chances of finding
someone like you

Tive a voz de Jhonah como acompanhamento na estrofe. Nosso passos iam se tornando mais intensos e rápidos na medida que a cantávamos. Não foi difícil relembrar a primeira vez que cantei ao seu lado. Lucky. Um momento tão mágico quanto aquele. Era inevitável não olhar naqueles olhos e não sorrir. Jhonah passou o braço esquerdo por debaixo do meu direito e me ergueu no ar girando no final do primeiro verso e repetiu o ato no final de "The chances of finding", valsamos por alguns metros e após ele me girar, sentamos num batente que cercava um mini jardim de mãos dadas.

It's one in a million the chances
of feeling the way we do
and with every step together
we just keep on getting better

so can I have this dance

can I have this dance
Can I have this dance

Ainda achava incrível o modo que minha voz e de Jhonah se entrosavam, era uma perfeita harmonia. Enquanto minha voz era suave, aveludada e afinada a dele era firme, grave e emocionada. Já no começo do verso, ele se levantou e girou a minha frente, passando a sentar do lado contrário. Fiz o mesmo mas demorei a sentar por ter dado um giro completo e ao voltar a repousar no batente Jhonah se levantou e me guiou num giro pelo lugar em "Feeling the way we do". A todo instante o holofote nos iluminava, as luzes no palco eram suaves e se acendiam com a melodia da canção. Ambos elevamos o tom vocal em "and with every step together", Jhonah se levantou e me puxou para que fizesse o mesmo, porém ele estava de pé no palco e eu ainda sobre a batente, por breves instantes, antes de eu puxa-lo pra cima do batente e dar passos para frente e para trás como se o ensinasse a dançar a valsa. Girei graciosamente me afastando do garoto que pulou parando abaixo do batente e a minha frente em "we just keep on getting better", lancei o corpo para frente e atentamente o garoto me segurou pela cintura sustentando-o enquanto cantávamos os versos "so can I have this dance". Na última repetição eu girei novamente já de pé na bancada e novamente lancei o corpo, desta vez Jhonah segurou minhas costas e eu subi uma perna mantendo-a ereta no ar antes de ser pega no colo pelo garoto que começou a me girar no ar.

Take my hand,I'll take the lead
and every turn, will be safe with me
don't be afraid
afraid to fall
you know I catch you through it all


you can't keep us apart
Even a thousand miles can't keep us apart
Cause my heart is wherever you are

Seguimos cantando a letra juntos, desta vez a voz de Jhonah excedia a minha naturalmente. Já no início dos versos, eu estava afastada dele e o garoto repetiu os passos que havia feito no começo da canção; Estendeu a mão para mim, me puxou para perto e me fez girar por baixo de seu braços lentamente. Após acariciar meu rosto, ele segurou minhas costas com uma mão e passou uma perna no meio das minhas, jogando meu corpo para trás e o guiando num movimento reto até me erguer novamente em "you know I catch you through it all". O modo que cantávamos era tão verdadeiro que chegava a me tocar interiormente, seu coração se mantinha acelerado a todo instante, meu estômago era tomado por um frio a todo momento que Jhonah encarava meus olhos e cantava a música, era tudo tão belo, como um sonho. Começamos mais uma vez a valsar pelo palco que agora mostrava-se completamente escuro, apenas o holofote iluminava a mim e Jhonah, nos seguindo, enquanto os outros dançarinos adentravam ao palco secretamente. Encarei Jhonah ao cantar "Cause my heart is wherever you are", não pude deixar de sentir um peso no coração com aquela frase. Olhei brevemente para a pulseira sobre meu braço, recebida de presente por ele um dia antes por conta do aniversário de namoro. Tudo aquilo viera a tona, eu me mantive calma para não desabar em choro, por um momento tudo parecia tão perfeito que eu havia esquecido o pior, o momento que eu insistia em esquecer mas sempre retornava, a hora do adeus.

It's like catching lighting
The chances we finding
someone like you

It's one in a million
the chances we feeling the way we do
and with every step together
we just keep on getting better

so can I have this dance?

can I have this dance?
Can I have this dance?

Subitamente todo o palco se iluminou, revelando-o por completo. O cenário havia mudado completamente, tirando a árvore que ainda manteve-se ali, mas esta agora estava completamente iluminada com luzes brilhantes douradas. O cenário agora havia sido transformando num ginásio de colégio onde ocorria um baile, o telão do auditório tratou de mostrar o tal cenário. Enquanto eu e Jhonah cantávamos os primeiros versos do refrão, diversos casais tomaram o palco do auditório valsando com trajes de baile, assim como nós. Todos os casais foram trocados em "It's one in a million ". Comecei a valsar com um dos dançarinos que nos girava ao redor da árvore, sua parceira dançava com Jhonah e ao chegar "and with every step together" todos voltaram aos seus respectivos parceiros. Com o fim do refrão se aproximando o palco foi novamente se apagando vagarosamente até o holofote parar sobre mim e Jhonah que tornou a me pegar no colo e girar até que o palco se iluminasse mais uma vez, mostrando o mesmo cenário do jardim.

No mountains too high
And no oceans too wide
Cause together or not
Our dance won't stop

Let it rain, let it pour
What we have is worth fighting for
You know I believe
That we were meant to be ooh

Elevei o tom vocal, passando a cantar com mais firmeza e exceder a voz de Jhonah que cantava ao fundo a letra em alguns versos. Assim que fui posta ao chão, Jhonah e eu seguimos valsando pelo palco. Eu segurando seu ombro direito e deixando o outro braço livre enquanto ele segurava minhas costas com uma só mão. Após um rápido giro em "Cause together or not", Jhonah segurou minha cintura com uma mão e com a outra segurou minha mão, estendendo-a e mantendo a posição da valsa, porém eu estava de costas para ele e seguimos dançando até o fim de "Our dance won't stop". Girei com um único pé, inclinando um pouco o outro num giro usado geralmente para balé, até que Jhonah segurou minhas costas e eu inclinei levemente a coluna para trás, com ambos os braços erguidos, fazendo uma breve curva com meu corpo no ar e logo após girando poe debaixo do braço dele até ficar ao seu lado. A todo instante nossas vozes mantiveram-se sincronizadas, assim como nós, estávamos indo bem, até melhor que o esperado por mim. De mãos dadas, tomamos uma distância e começamos a girar juntos em "You know I believe", até que ele seguisse rodando me fazendo girar suavemente. Estendi a última nota igualmente na canção original, enquanto parávamos de girar e corremos ao redor da árvore até nos encontrarmos mais uma vez, inciando novamente a valsa, mas veloz e perfeitamente sincronizada.

It's like catching lightning
The chances of finding someone like you (like you)
It's one in a million
The chances of feeling the way we do

Mais adiante, numa distância considerável da árvore, havia sido posto um pequeno batente, este sendo circular e totalmente diferente do outro, este era fechado e estreito. Paramos diante do mesmo e após me girar, Jhonah subiu no mesmo ao cantar "It's one in a million",esticou os braços até que eu o segurasse e me puxou para que eu subisse no local. Enquanto o garoto segurava minhas mãos, meu corpo se inclinou para frente e minha perna esquerda ficou no ar, ligeiramente dobrada numa perfeita demonstração de um passo de Ballet, Attitude, enquanto a outra manteve-se como apoio para Jhonah me girar lentamente pelo batente redondo.

And with every step together
We just keep on getting better
So can I have this dance?
Can I have this dance?
Can I have this dance?
Can I have this dance?

Jhonah me pegou pela cintura e me carregou, me mantendo na mesma posição de Ballet porém em seu braços, enquanto girava no ar até o fim de "We just keep on getting better". Assim que alcancei o chão, girei, parando de frente a Jhonah e segurando sua mão e ombro, ele passou a segurar minhas costas e retomamos a valsa percorrendo boa parte do palco, até Jhonah segurar minha cintura e com um impulso me carregar para que eu esticasse ambas as pernas no ar, deixando-as abertas numa linha horizontal impecável. Começando a cantar os últimos versos, os passos foram se suavizando, até que estivéssemos no centro do palco, logo a frente da árvore que ainda estava iluminada. Nos últimos vezes suavizei a voz, prolongando algumas palavras, enquanto passava por baixo dos braços dele e regressava os passos, parando a sua frente. Prestes a finalizar a música, segurei no peito de Jhonah e ele sobre minha cintura, girando ao redor do outro até a música se cessar, com minha voz prolongando uma nota, o tom aveludado e baixo, e então as luzes se apagaram.




____________________

THERE'S LOVING IN YOUR EYES
That pulls me closer. It's so subtle, I'm in trouble, But I'd love to be in trouble with you. I got the healing that you want. let' s Marvin Gaye and get it on.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Wade Unique Adams em Dom 20 Abr 2014 - 10:38


E-X-P-R-E-S-S
semanas sem ir para o colégio,me manteve com um pensamento de perdedor,na verdade era oque eu era,apenas mais um Loser no meio deles,as troubletones é a minha única  família na quela escola e decidi que ficar preso a memórias do passado não seria um passo a diante para a minha futura vida de Diva mundial,era o momento de provar que Unique é uma diva e que seu talento não é para ficar apenas em um fundo fazendo ooh e aah para as outras garotas,e quando Mercedes me deixou retornar para os treinos das troubletones foi a minha grande chance para mostrar todo o  meu brilho,dancing Queen veio logo em um momento perfeito,fazia meses que não via o rosto das meninas e só de pensar que outras  talentosas poderiam ter entrado no coral,me fazia ter ainda mais vontade de mostrar para elas quem Unique é,mas confesso que a saudade de outras garotas tambem era um fato que me fazia querer voltar para o coral.
Fiquei escondido atrás nos últimos bancos do auditório com minhas pernas cruzadas braços da mesma forma ,e me preparar para a minha apresentação era um tanto essencial,ainda bem que algumas delas já sabiam da minha apresentação, já que as duas novatas haviam ido muito bem,Mercedes tinha esse dom de escolher apenas as melhores para as troubletones,não me surpreendi com Luna,como sempre havia sido maravilhosa,seu talento era eminente-Mais uma para competir por solos-foi a primeira coisa que veio na minha mente,HSM era inspirador e aquele dueto foi perfeito,logo que nenhuma mais das garotas iam se apresentar,do meu celular enviei rapidamente uma mensagem para o pessoal do teatro,foi quando vi as  cortinas se fechando e levantei minha mão desfilado pelo corredor indo em direção até o palco-Posso ser a próxima? e Mercedes my Diva,farei uma releitura do musical Burlesque,acho que todas vocês conhecem.-olhei confiantemente para algumas delas,que logo se levantaram e subiram ao palco se aprontando,enquanto algumas me olhavam e tambem,pisquei para ela e subi juntamente com as outras girls,logo as cortinas fecharam,as garotas rapidamente se trocaram e colocaram seus corsetes e seus saltos,todo o palco rapidamente foi montado com o cenário e as cadeiras,eu estava usandoISSO e as outras garotas usavamISSO10 garotas estavam no palco,cinco delas se esconderam atrás do cenário de vidros falsos,e outras cinco ficaram sentadas sensualmente sobre as cadeiras,viradas de costas para a plateia,me posicionei na cadeira central,ajeitei meu cabelo rapidamente,cacheados castanhos,a cortina se abre,as garotas olhavam para frente como se estivessem se vendo em um espelho segurando alguns equipamentos de maquiagem passando em seus rostos ,logo a batida da canção começa ter inicio,elevo meu braço esquerdo delicadamente e lento para cima segurando um chapéu preto,e ponho sobre minha cabeça logo com a mesma mão começa a deslizar pelo meu cabelo-
- It's a cold and crazy world
That's ragin' outside

Olhei para o lado e meu outro braço segui o movimento apontando para a garota que estava ao meu lado esquerdo,logo ela,assim que eu a aponto,um holoforte vai até ela e  começa a fazer dois movimentos com as pernas na cadeira elevando uma de cada vez até a altura do acostamento ,até em cima e continuo cantando suavemente com alguns arranjos.
Well baby me and all my girls
Are bringin' on the fire

Com minha mão direta aponto tambem para a garota que estava do meu lado esquerdo,que da mesma forma um rojão de luz vai ao encontro dela e começa a sua mesma sequencia de movimentos com suas pernas sentada na cadeira,prossegui cantando suavemente com movimentos lentos e delicados nas minhas mãos.
how a little leg,
Gotta shimmy your chest…

Na primeira batida da bateria e com um acompanhamento do trompete dando impulso na primeira parte cruzamos nossas pernas e fizemos um movimento com nossas cabeças de forma que se moviam de um lado para o outro apenas uma vez.fixando na ultima vez diretamente para a plateia porém ainda encontrava-mos de costas para a plateia sincronizadamente—
It's a life,
It's a style,

Curvo meu corpo para frente me levantando,sem retirar as mãos da cadeira logo apenas a mão direita fica apoiada no encosto dela,com as garotas levantando rapidamente após eu.
It's a need,
Abri os dois braços os erguendo até em cima,sustento a nota  do “burlesque”durante 5 segundos,sem os instrumentos em alguns tons acima do que era para ter continuado,enquanto meus braços são erguidos luzes rosas e vermelhas rodeiam o palco e as garotas viram de frente para a plateia.
It's burlesque…
Enquanto as outras viravam para o publico ,desço rapidamente meus braços e os músicos voltam a tocar novamente,as outras garotas escondidas atrás do cenário começam a sair passando por dentro do cenário aonde deveria ter os espelhos,luzes cercam desenhando todo o formado das aberturas como se fossem colests e luses vermelhas iluminam de dentro para fora do cenário, as garotas de forma sensual e sexy como se estivessem em closets e acomodam apoiando no cenário,elevando suas mãos um pouco mais no alto,continuei posicionada com um olhar sexy,pisco meu olho para mercedes e começamos a estalar os nosso dedos de forma suave e delicada,seguindo de giros nos nossos punhos enquanto estalavam os dedos,parei de fazer o movimento me virei e pus uma das minhas pernas sobre a cadeira fazendo alguns arranjos na minha voz durante o instrumental,logo que todas já estavam sobre o palco,nossas vozes começavam a soar como sussurros porém de forma alta e começamos soletrando letra por letra da palavra “EXPRESS” movendo-nos sobre as cadeiras.
- E-X-P-R-E-S-S.
Love, sex, ladies no regrets

Nossos braços desciam pelo encosto da cadeira movimentando o nosso corpo nos permitindo ficar em pé porém ainda com o nosso braço posto sobre o acostamento dela de acordo com a batida da musica ,logo se repetiu da mesma forma,porém dessa vez fiz notas altas e prolongadas seguidas de arranjos ao invés de acompanha-las,me sentei na minha cadeira com as pernas abertas entre o encosto girando minha cabeça por duas vezes enquanto as outras continuavam a sussurrar.
E-X-P-R-E-S-S.
Love, sex, ladies no regrets...

Me levantei da minha cadeira e logo que as meninas pararam de cantar e meu tom de voz subiu,conforme cantava em um tom agudo e perfeitamente afinado,elas viraram as suas cadeiras em sincronia para trás e novamente para frente,e logo elas começavam a fazer poses sexys,algumas envergando seus troncos sobre ela,outras erguendo as pernas, porém nada vulgar sobre as cadeiras,logo batia meu salto no chão conforme o ritmo da musica e a outra perna coloquei em cima sobre o acento da cadeira,cantava com os olhos fechados sem perder a pose.
- Been holding down for quite some time
And finally the moment's right
I love to make the people stare
They know I got that certain savoir faire..

As meninas  começaram a se levantar uma por uma de modo rapido e faziam o mesmo movimento que eu sobre suas cadeiras ainda com as batidas dos saltos no chão,e continuei a cantar,logo elas começavam a me acompanhar porém em um tom inferior,logo fazíamos um passo sensual com o quadril sem tirar a perna da cadeira erguendo  meu tronco para frente e para trás-
Fasten up, could you imagine what would happen if I let you close enough to
touch?

Logo giramos nosso corpo porém as cadeiras continuaram na mesma posição,dessa maneira descemos nosso quadril sensualmente e apoiamos as nossas mãos na cadeira,dessa forma batíamos  sobre o acento dela conforme o ritmo da musica e mechendo nossos quadris no mesmo ritmo.
Step into the fantasy, you'll never want to leave,
Baby let's give it to you
(WHY?)

No refrão entrei com minha voz se juntando a delas e fazia variações com minha voz em tons altos e baixos,mas seguíamos com a mesma harmonia das vozes,elas seguiam em um tom inferior e eu continuei em um tom alto porem não tão alto,logo cada uma das garotas voltou para frente da sua cadeira,as luzes vermelhas e rosas tomavam conta do palco uma piscando a outra lentamente, sentamos nas nossas cadeiras,mexíamos o pescoço junto com nossos braços que faziam diferentes posições-
- It's a passion,
An emotion, I

Descíamos as nossas mãos deslizando sobre a a nossa perna direita juntamente com nosso rosto que descia porém subia junto com a nossa mão,.
t's a fashion, BURLESQUE
ao cantar a palavra “Burlesque” nos levantamos da cadeira seguindo de um giro nos fazendo ficar de costas para a plateia,viramos o nosso rosto olhando para o lado e mexendo o nosso quadril conforme a musica prosseguia
It'll move you,
Goin' through you,
So do what I do, BURLESQUE

Logo as garotas começavam a girar suas cabeças mexendo seus cabelos dando um soar de não estar sobre o controle,da mesma forma que elas mexiam seus cabelos eu mexia o meu porém em uma intensidade menor,nos colocando seguindo de um giro sensual que girava nosso quadril juntamente conosco de frente para o publico novamente
All ladies come put your grown up,
Boys throw it up if you want it
Can you feel me, can you feel it?

Logo cada garota apontou seu dedo para a direção em que estava em uma perfeita divisão de vozes,ergui meu braço apontando para frente e prosseguimos
It's BURLESQUE…
As garotas,começavam novamente as coreografias dela sobre as cadeiras,sai da minha e andei sobre elas,elas continuavam com suas poses sexys  em sincronia de acordo com a batida da musica,continuei mas voltei para o tom muito agudo.
- I tease 'em 'til they're on the edge
They screamin' for more and for more they beg
I know it's me they come to see
My pleasure brings them to their knees…

Mais uma vez as garotas entravam cantando juntamente comigo,estalando os dedos,elas se aproximavam de mim empurrando suas cadeiras que iam para o escuro do palco porém sem as derrubar,apenas as distanciando um pouco e faziam poses sensuais com seus quadris e suas mãos, continuei no centro cantando no meio delas.
- Fasten up, could you imagine what would happen if I let you close enough to
touch?
Step into the fantasy, you'll never want to leave,
Baby let's give it to you

Logo elas davam um giro se expandindo pelo palco,e continuei no centro, mexendo no meu cabelo seguindo alguns movimentos sexys em que todas nós antes de pronunciar fazíamos cara de curiosas com as mãos sobre nossos seios.
WHY?
o refrão começou e fazíamos uma coreografia mexendo seus quadris e jogando os nosso cabelos para os lados virando os nosso quadris e repetindo o movimento até completar todo um giro.
- It's a passion,
An emotion, I
t's a fashion, BURLESQUE

logo todas colavam seus corpos nos meus rapidamente e se afastavam seguindo de um impulso com o pé direito nossas mãos deslisavam sobre os nossos corpos de forma sensual prosseguidos de vários rebolados lentos e intensos com nossos quadris.
It'll move you,
Goin' through you,
So do what I do, BURLESQUE

Logo fazíamos movimentos indo para um lado e para o outro jogando nosso cabelo para o lado oposto a qual fazíamos tal movimento,elas me acompanhavam no vocal,meu tom ia subindo cada vez mais sem perder a afinação  e o ritmo.
All ladies come put your grown up,
Boys throw it up if you want it
Can you feel me, can you feel it?
It's BURLESQUE.

Começamos a dançar uma de cada lado sem estarmos muito afastadas,em sincronia nos movendo de um lado par o outro, e descíamos até o chão subindo rapidamente em poses sensuais ficamos uma virada para a outra descendo pelas pernas subindo erguendo os braços até em cima ,logo no chão algumas se deitavam juntamente com outras que ficavam em pé e começavam a fazer coreografia e fui para o meio do palco continuando minha performance.
It's a passion,
An emotion, I
t's a fashion, BURLESQUE
It'll move you,
Goin' through you,
So do what I do, BURLESQUE

algumas apoiavam segurando as mãos da outra sendo puxadas erguendo até em cima dançando em sincronia com uma certa velocidade seguindo o ritmo da musica
All ladies come put your grown up,
Boys throw it up if you want it
Can you feel me, can you feel it?
It's BURLESQUE.

Logo elas se soltavam, e foram caminhando lentamente para o fundo uma por uma
BURLESQUE.
Todas já estavam no final do palco,e antes que o ultimo soasse fui desfilando até elas e me sentei na cadeira,quando todas caiam no chão como se desmaiassem em meio ao palco.
BURLESQUE.
Rapidamente a canção parou,os músicos encerraram e as nossas vozes iam sumindo do palco,as luzes se apagavam deixando apenas as vermelhas rodeando o palco,logo as cortinas se fecharam,expressei um sorriso confiante e sexy,logo me levantei a abracei as garotas,e fui para o camarim com em mente de que Unique havia retornado,








____________________


Wade Unique {Diva} Adams
diva is a female version of a hustla...
thank you, thay.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Anastasia S. Brightman em Dom 20 Abr 2014 - 15:14



I love the dark handsome guys With their skinny little ties. Dressing mod looking out of sight. I love to watch them as they cruise With their pointy leather shoes. Wearing shades in the middle of the nights. Whatever Guido does it makes me smile. He is the essence of Italian style...I love the glamorously Latin world. That only Guido can portray.

Cinema Italiano


Nella mia anima Cinema Italiano..
Partícipantes
Myself.
Lugar:
Auditório Al Motta
Data
20/04/2014
Temperatura
Nublado

Sentada na poltrona posicionada na coxia esquerda do palco, passei a esticar as pernas e olhar para o teto, enquanto lentamente ia me encostando na escora da mesma. "Guido Contini, você é o rei dessas produções. Você é o rei do Cinema Italiano." Talvez pela forma como perdi o sono na noite anterior, sentia meu corpo a querer adormecer e relaxar, no entanto não podia ir embora sem apresentar aquela tarefa. A propósito era o último dia, e bem, tinha sido uma apresentação difícil de arquitetar. Grande prova disso encontrava-se nos adornos e adereços que decoravam o palco do local. Um lustre similar a um cristalino adornava o teto, um tapete vermelho corria do fundo do palco até sua frente. Nas laterais algumas pequenas colunas e pedestais, e ao fundo dois andaimes simples. Bocejei pondo a mão fronte a boca e inspirei pausadamente. Aquela salsa dançante batia em minha cabeça de forma agitada, por mais que o sono se demonstrasse de maneira gradual. "Okay, Anna. Vamos ver o que podemos fazer para mudar isso." - Pensei me levantando da poltrona branca e indo para o centro do palco.

-Aqui é a Stephanie, do The New York Times. - Faço uma breve pausa recitando uma parte do monólogo. - As luzes, tudo. Você é o grande cineasta. Guido Contini. - Fingi tirar uma cigarro da boca e sentei num banquinho ao centro do mesmo, exibindo feições sensuais e inquiridoras ao mesmo tempo. Num movimento delicado, abro as pernas e parte dos cristais minúsculos grudados á parte da minha roupa fazem um barulho ao chacoalharem no movimento. Coloco então as mãos na parte vaga do banco entrei minhas pernas em considerável espaçamento. Abaixando a cabeça posteriormente, meu cabelo cai e fica a cobrir a frente do meu rosto, que permaneceu abaixado. Em tom soprano e baixinho, sussurro:-I love the black and white, i love the play of lights. - Em movimento sexy vou levantando e balançando lentamente o corpo para os lados, até que meus cabelos voltam ao lugar e meu rosto contemple a platéia já ali. Parte do cabelo fica em coberta total do meu olho direito. Elevei então as mãos para o suporte traseiro do banquinho e joguei minha cabeça para trás abruptamente a esticar as pernas para a frente. Ouvi alguns gritinhos da platéia, seguidos de alguns instrumentos de percussão que passaram a introduzir a canção. Levanto do banquinho e dou um passo à frente a cantar:

I love the black and white
I love the play of light
The way Contini puts his image through a prism
I feel my body chill
Gives me a special thrill
Each time I see that Guido neo-realism.
Ponho a mão em minha cintura e a viro de um lado para o outro a entoar "I Feel my body chill", repetindo este movimento com minha cabeça e cabelos depois. Primariamente utilizo apenas dos movimentos parados, tendo como foco mexer o corpo de forma ainda tranquila, porém chamativa. Aponto para a platéia e faço um gesto com as duas mãos simbolizando uma câmera em "I see that Guido neo - realism". Caminho a passos lentos e pausados em regresso e move meus ombros no ritmo, até que este evolui e começa a se tornar mais rápido. Partindo para esta velocidade, começo a cantar um pouco mais corrido e fazendo passos com o corpo:

I love the dark handsome guys
With their skinny little ties
Dressing mod looking out of sight
I love to watch them as they cruise
With their pointy leather shoes
Wearing shades in the middle of the nights.

Quando se ouve a palavras "Shades", vários dançarinos utilizando ternos pretos e óculos escuros, adentram ao palco e vão se posicionando em locais diversificados. Dois deles vem até mim e se posicionam um de cada lado. A partir de um comando meu, continuamos a mover apenas as pernas e a cintura em mesmo movimento e mesma sincronia, de modo que, caminhássemos cada vez mais ao fundo do palco. Eu seguia a voz em mesmo tom e rapidez:

Whatever, Guido does it makes me smile
He is the essence of Italian style...
I love the glamorously Latin world
That only Guido can portray.
Neste momento todos os dançarinos fazem uma formação atrás de mim e eu fico na ponta da linha de partida. Com um movimento hábil da perna direita, movimento-a e com a mão desço um pouco o óculos escuros que estava em minha face, deixando-o dependurado na pontado meu nariz na parte "Can Portray". Um trompete irrompe alto e faz uma variação sonora chamativa e dançante para o refrão da música. Caminhando três passos para frente com eles a me seguirem, ergo ao alto meus braços e começo a sacudi-los de maneira agitada e fazendo alternações nas contrações dos braços, permitindo que ele caia em movimentos em arco ao cantar o refrão:

Contini's Cinema Italiano
I love his Cinema Italiano
He makes me feel with Cinema Italiano
My life is real with Cinema Italiano
He is the king of Cinema Italiano.

Dou uma corridinha na voz durante as duas últimas frases do verso, seguindo o movimento da dança com os acompanhantes. Me desprendendo deles, observo desta vez as garotas dançarinas virem de diversos pontos do palco e começarem a subir nos pedestais e andaimes posicionados ao fundo e nas laterais. Usavam trajes semelhantes ao meu em questão de cor, porém o meu se destacava em algumas minuciosidades. Passando pelos caras elas piscavam os lhos e subiam para dançar em seus pontos. Eu, por minha vez, caminhava a puxar um dos dançarinos para a frente, de onde haviam removido o banquinho anterior. Chegando no ponto central do palco, ele me envolve em movimentos que passam a ser sequentes e ágeis, na medida que a música se acalmava no verso:

Those scenes I love to see
From Guido's P. O. V.
There's no one else with his unique director's vision
His angles wide & tight
Each moment feels so right
Defines Italian style by only his decision...

Parando de frente e com o homem a me abraçar pelas costas, deslizo minhas mãos de costas pelo seu pescoço e o seguro pela nuca ao entoar "His Decision". Movimento no qual vamos abaixando e subindo lentamente. Movo minhas pernas e me desprendo do homem rapidamente, passando a encarar a platéia diretamente e dar dois giros para a direita, parando na mesma posição alguns poucos metros depois. Pondo a mão na cintura e balançando de um lado para o outro no ritmo da salsa, cantava:

I love the speedy little cars
The hip coffee bars
The sleek women in Positano
Guido's the ultimate "Uomo Romano".
Em "Uomo Romano" faço uma divergência na voz, utilizando assim um tom alto, porém grave e pleno. Aquilo era diferente, no entanto a prática me fizera chegar a ele. Fico em postura reta ao entoar tal frase, modificando logo a direção do meu corpo. Com a chegada novamente do refrão, corro para onde se encontram os dançarinos e repetimos a primeira sequência de movimentos do refrão, adicionado mais dois passos. Dessa vez giros de um lado para o outro e movimentos nos quais jogamos as cabeças totalmente para os lados. Sobressaindo do tom grave, retorno ao meu usual, o agudo e soprano. Canto enquanto danço com os dançarinos:

Contini's Cinema Italiano,
I love his Cinema Italiano.
Guido Guido Guido
Guido Guido Guido
Guido Guido Guido
Guido Guido.

Começando as entoações de "Guido" repetidas vezes, minha voz vai de um agudo a um grave em instantes, enquanto minhas mãos circundam meu corpo de maneira hábil. Deixo uma das mãos na lateral do meu corpo e o dançarino anterior a segura e puxa bruscamente, forçando-me a um giro rápido. Fazendo tal movimento, dou três rodadas e paro a por as mãos nos quadris. Colocando uma das pernas erguida na frente, a minha bota branca é visibilizada totalmente, exibindo os pequenos adornos existentes nelas, como os cristais em minha roupa. Os rapazes fazem uma formação novamente atrás de mim, e com seus músculos rígidos exibidos através da forma justa do terno, dançavam comigo:

Dark handsome guys
Skinny little ties
Shades in the middle of the night.

Com meu dedo, faço movimentos provocantes a rebolar o corpo lentamente de um lado para o outro. Passo o dedo lentamente pelo contorno dos lábios. Posteriormente vou passando as mãos nos contornos de meu corpo, enquanto os dançarinos passam à minha frente e me afasto um pouco dos mesmos. Eles formam uma aglomeração em frente a mim e continuo:

Speedy little cars
Hip coffee bars
Sleek women in Positano.

Os dançarinos simbolizavam repórteres e fotógrafos. Alguns flashes vinham em minha direção. Ao entoar "Positano", segurei a nota fortemente e corri na direção deles, sumindo por segundos e aparecendo a girar nas mãos dos mesmos. No movimento seguinte, eles me passam para os braços um do outro, de modo que, minhas pernas girem no ar e eu atravesse no chão por fim. Corro para o ponto foco do palco e altero o idioma cantado por algumas frases, para o Italiano. Neste passo de dança, jogamos os braços em frente ao corpo, alternando entre direita e esquerda, frente e costas. Damos pequenos saltos ao fazer as manobras com os braços. Diante do contraste da dança, prossigo:

Ecco il re del cinema italiano
Questo-o-e il cinema italiano
Nella mia anima, nella mia anima,
Nella mia anima, Cinema Italiano
Bianco-Nero Bianco-Nero Bianco-Nero Nero Nero.

O coro de moças e rapazes me ajudam na entonação das palavras - Chaves do verso. As meninas descem de seus respectivos pedestais e formam uma linha reta atrás de mim. Enquanto a música segue, vamos andando para a frente do palco de perfil e chacoalhando os braços ao alto e posteriormente andando de modo a bater com a sola dos saltos no chão e criar um som envolvente. Por sua vez, os rapazes se adiantam e começam a nos seguir na coreografia, fazendo os mesmo passos executados por nós antes. Paro por um momento, desprendendo-me do grupo e caminhando a erguer os braços em perfil. Respiro fundo e comprimo o diafragma a cantar em tom alto: - Cinema italiano. - Jogo a cabeça para os lados e fazer variações: -No, no, no.

Nella mia anima Cinema Italiano
Nella mia anima Cinema Italiano.

Eu e o coro entoávamos em uníssono e dessa vez a coreografia ficava mais frenética e corrida. Agitávamos os braços e chutávamos com a perna esquerda, dando um giro posterior. A partir de tal giro, um dos rapazes me segurava e elevava ao ar me girando e deixando em frente à todos do coro. Eles continuavam seus movimentos de dança e fazia variações vocais, ao passo em que minhas pernas e quadris terminavam por se mover compassadamente, deixando-se levar pelo findar da música. Com uma das entonações do coral, preparo a voz e na hora certa, ergo o tom e a nota final ecoa junto com a rumba:-CONTINI'S CINEMA ITALIANO. - Caminho de costas para o público rapidamente e me viro medianamente. Deixando a mão posicionada na cintura e dou uma piscadela final.




____________________

Anastasia S. Brightman
TT's - Vibe Indie - Free Love - Enchanted

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Qua 23 Abr 2014 - 23:00

Nombre
Lugar
Hora
Dato
Dato
Dato
But you make me wanna act like a girl Paint my nails and wear high heels Yes, you make me so nervous And I just can’t hold your hand You make me glow, but I cover up Won’t let it show, so I’m Puttin’ my defences up 'Cause I don’t wanna fall in love If I ever did that I think I’d have a heart attack You make me glow, but I cover up Won’t let it show
------------------------ you make me glow

Hoje era um dia como qualquer outro em minha vida. Me levantei,tomei café da manhã,me vesti e fui para o colégio com meus irmãos. Nos despedimos,e cada um foi para sua sala. Fazia alguns dias que eu não via Belle,e aquilo doía no fundo do meu ser. A procurei pelos corredores nos intervalos durante as aulas,porém não a via em lugar nenhum. Um suspiro escapa pelos meu lábios,e meu coração dói. Era incrível o quanto ela conseguia me fazer sentir saudades em pouco tempo que nos conhecíamos. Era inevitável: eu a amava. E esperava que ela me amasse também. Se ela não amasse,eu estaria incompleta para sempre.
Após minhas aulas,ando até meu armário como todas as manhãs,preocupada com Belle. Aquele incidente no quarto dela realmente havia me preocupado. Checo meu celular: nenhuma chamada ou mensagem. Deus,como eu sentia falta dela!
Abro a porta do meu armário sem prestar muita atenção e uma folha cai dali de dentro. Mas o que..? Me abaixo,pegando a folha entre as mãos, que imediatamente começam a tremer descontroladamente. Era dela,era dela!!! Leio e releio a mensagem mil vezes sem acreditar: "Vá ao lugar onde dançamos com as bochechas encostadas quando acabarem as aulas." Meu estômago se enche de borboletas e meu coração acelera,mas eu já estava acostumada. Eram os efeitos que ela causava em mim.
Como se tivessem vida própria,minhas pernas me conduzem rapidamente até o auditório das TT's. A porta estava apenas encostada,então entro. Não a encontro depois de muito procurar,mas noto o palco escuro.
Lentamente caminho pelo corredor do auditório,tentando enxergar algo na escuridão com uma expressão confusa.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Isabelle Leotta em Qua 23 Abr 2014 - 23:21

Mine...
You are the best thing that's ever been mine

Do you remember, we were sitting there by the water you put your arm around me for the first time you made a rebel of a careless man's careful daughter


Era isso, esse era o momento, eu finalmente iria fazer aquilo e estava simplesmente pirando, meu coração estava acelerado, minhas mãos suavam, não sabia que aquilo seria tão complicado, havia pedido para algumas pessoas me ajudarem com o que havia acontecer, mas pedir e finalmente ver Hyuna ali parada na minha frente havia feito minha mente pensar de que tudo que havia feito não seria o suficiente, nada seria suficiente para ela, ela era a perfeição sobre a terra. As palavras sairam de minha mente, não conseguia falar nada, então apenas dei um sinal para Artie colocar play no projetor que haviamos arrumado com um pouco de dificuldade, sabia que ela deveria de estar confusa por tê-la chamado aqui, mas logo tiraria todas as dúvidas, assim como ela havia curado o meu coração. Logo o projetor que estava ligado em uma das telas do auditório se iniciou e meu rosto apareceu na tela - Eu te chamei aqui porque há muitas palavras presas em meu coração que quero lhe falar, eu não sei direito como me expressar além da música, então acho que isso irá te dizer exatamente o que sinto por você. Você é minha estrelinha e eu sei que é difícil porque eu não sei como agir como meus sentimentos e tenho medo disso, mas eu estou pronta para deixar você entrar no meu coração Hyuna e bem isso é pra você. - A tela logo se desligou e uma luz de um holofote se acendeu em mim, logo agradeci mentalmente por ter pedido para o cadeirante do New Directions ficar cuidando disso.
Um sorriso surgiu em meu rosto e ergui uma de minhas mãos fazendo uma contagem regressiva com os dedos e no momento que acabei uma luz surgiu sobre a banda no momento que eles começaram a tocar uma melodia familiar e mais duas surgiram em cima de dois casais do New Directions. - It's a beautiful night we're looking for something dumb to do, hey, baby I think I wanna marry you... Is it the look in your eyes or is it this dancing juice? Who cares, baby? I think I wanna marry you... - Cantei as primeiras estrofes da canção do Bruno Mars com um sorriso no rosto, os dois casais faziam um tipo de valsa coreografada, havia realmente me esforçado com eles, eu vestia apenas uma camisa branca e uma calça velha jeans preta e naquele momento me senti de repente muito autoconsciente. - Well, I know this little chapel on the boulevard, we can go, no one will know, oh, come on, girl... Who cares if we're trashed? Got a pocket full of cash, we can blow, shots of Patron and it's on, gir- Oh, espere um segundo, talvez não tudo isso, um dia talvez. - Interrompi a canção naquela estrofe com um sorriso envergonhado no rosto e os casais interromperam a sua dança, fiz um sinal de espere com a mão para a Hyuna e os holofotes se apagaram novamente.
Eu descobri recentemente que o nome de Hyuna era o mesmo nome que uma cantora coreana e escutei algumas canções da cantora e achei que seria divertido cantar algo dessa cantora naquele momento, duas garotas das Troubletones colocaram um casaco em mim e um boné, eu não sabia falar coreano, mas havia me esforçado a decorar a letra da canção e tentar dançar com mais quatro garotas do coral um pouco. - I'm bring it, bring it, let let's go! Uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh. Change! Uh uh uh uh uh in this coner uh uh uh. Change! Uh uh uh uh uh uh show me! Cha-cha-cha-cha-change! - Comecei a cantar o início da canção e eu e as garotas começamos a fazer movimentos coreografados mexendo o tronco para frente e para trás com a batida antes de alternar e levantar o braço levemente dobrado até a altura dos seios balançando os quadris, alternar mais uma vez e parar com as mãos na cintura. - Da ttokgateun geot malgo nareul wihan slogan, da biseutan saenggakdeul malgo nareul wihan logo. What you want? What you do? Tell me baby what you do, yeah! Eonjena nunchi boji malgo step, step, swagger! - Meu coreano era horrível e senti minhas bochechas avermelhadas por ter uma pronuncia não tão boa, mas vamos lá o que valia era a intenção e eu estava me esforçando para dançar como a tal cantora HyunA, o que não era tão difícil, já que o que parecia era que ela gostava mesmo de sensualizar.
- I can change, amuri eoryeodo... You can change nuga mwora haedo, we can change, modu nae mamdaero... Pop, pop, pop, ma collar. Do it up, singyeong sseuji malgo, take it on modu haneul wiro, jumping up, do it, do it, do it better! - Meu coreano era realmente horrível, mas até que estava indo bem com a dança, na parte "pop, pop, pop" me virei de lado e coloquei uma das mãos na frente dos meus seios fazendo um tipo de requebrado com a parte superior do corpo até descer rebolando até o chão e subir em um movimento rápido para continuar a coreografia. - Ch ch ch change, boys, boys, boys, saenggakdaero change. Ch ch ch change, girls, girls, girls, nareul ttara change, modu da change modu da change! Modeun geol change modeun geol change! Ijeneun chang ijeneun change! I'm gonna, cha-cha-cha-cha-change! - Suspirei quando acabou a parte asiática e um sorriso cansado se formou em meus lábios ao final da melodia enquanto tirava o casaco e o boné. - Bem, eu não sou tão boa em uma pronuncia coreana quanto você é com italiano, mas tentei não é? Que tal uma canção que você possa reconhecer agora. - Disse com um sorriso brincalhão no rosto, mas logo sumiu.
Uma luz única voltou a se acender acima de mim, me lembrei da audição de Hyuna, ela estava tão linda e tenho que admitir que fiquei assustada com ela me encarando, mas tudo valeu a pena. Logo um pensamento veio até mim de que a canção de sua audição e a da sua primeira tarefa com as Troubletones havia sido da mesma cantora. - Skies are crying, I am watching catching teardrops in my hands, only silence as it's ending like we never had a chance... - Minha voz era suave e não possuia o timbre forte da canção como a cantora original ou Hyuna, era em um tom baixo, suave e passava uma sensação de carinho, tinha até uma certa rouquidão. - But somewhere we went wrong, we were once so strong, our love is like a song... You can't forget it... You can take everything I have, you can break everything I am, like i'm made of glass, like i'm made of paper... Go on and try to tear me down I will be rising from the ground... Like a skyscraper! Like a skyscraper! - Misturei as duas canções e olhava para Hyuna com um sorriso no rosto, eu estava apenas cantando as canções que ela havia cantado em algum momento ou que faziam eu me lembrar dela. - Bem, eu não sou tão boa cantando essas canções como você, mas tentei não é? - Falo com um sorriso pequeno no rosto então olhei para a direção onde Artie estava novamente e um garoto do New Directions me ajudou a colocar um tipo de blazer em mim.
Um cenário com estrelas e nuvens descia e enfeitava o palco agora, uma pequena mesa parecida com a do breadsticks agora estava no canto do palco e desci as escadas na lateral do palco enquanto uma melodia familiar começava a tocar e casais começavam a dançar uma pequena valsa, peguei a mão de Hyuna subindo o palco com ela e comecei a cantar. -] Heaven, I'm heaven and my heart beats so that I can hardly speak and I seem to find the happiness I seek when we're out together dancing, cheek to cheek. - Logo que cheguei no palco com Hyuna peguei a mão da garota e comecei a dançar com a mesma perto do cenário com as estrelas, ela era a minha estrela, dançamos a mesma canção que haviamos cantado juntas e guiei Hyuna em uma dança lenta. - Heaven, I'm in Heaven, and the cares that hung around me through the week, seem to vanish like a gambler's lucky streak when we're out together dancing, cheek to cheek. - Cantei em uma voz suave quase sussurrando com os lábios próximos a orelha da garota e lhe guiei até a mesa do local que parecia exatamente como uma do Breadsticks onde tivemos nosso primeiro encontro, puxei a cadeira para Hyuna lhe ajudando a sentar e me sentei na cadeira na frente dela segurando a sua mão.
- Bem, eu pensei muito e quando escuto essas duas canções só consigo me lembrar de você, espero que goste. - Um garoto do New Directions havia me entregado um violão e comecei a tocar o intrumento respirando fundo, aquela canção me lembrava bastante Hyuna e estava nervosa de canta-la - You were in college working part time waiting tables left a small town, never looked back I was a flight risk with the fear of fallin' wondering why we bother with love if it never lasts... - Cantava um pouco nervosa, não costumava escutar Taylor Swift, mas quando escutei aquela canção me lembrava de Hyuna, ela era a melhor coisa que já havia sido minha e eu agradecia todos os dias por isso. - I say can you believe it? As we're lying on a couch the moment I could see it... Yes, yes, I can see it now... - Os acordes eram tocados suavemente, não era tão boa assim no violão, mas estava me esforçando, aquela canção era muito especial para mim naquele momento e iria toca-la e canta-la - Do you remember, we were sitting there by the water you put your arm around me for the first time, you made a rebel of a careless man's careful daughter, oh girl you are the best thing that's ever been mine... - Cantei com um sorriso no rosto olhando para Hyuna com amor em meu olhar, eu não conseguia controlar o meu coração de disparar ao olhar para a asiática.
Mordi o meu próprio lábio antes de mudar os acordes da canção, aquela era a última música, estava nervosa mais do que nunca agora, comecei a dedilhar as cordas do violão lentamente hesitante e com medo - Right from the start you were a thief, you stole my heart and I your willing victim I let you see the parts of me, that weren't all that pretty and with every touch you fixed them... - Eu achava que ela reconheceria a canção, afinal a cantora que cantava originalmente era bastante famosa, mas não era isso que importava naquele momento, o que importava é ela entender o que estava falando para ela com aquela canção. - Now you've been talking in your sleep, oh, oh, things you never say to me, oh, oh, tell me that you've had enough of our love, our love... Just give me a reason, just a little bit's enough, just a second we're not broken just bent and we can learn to love again, It's in the stars, it's been written in the scars on our hearts... We're not broken just bent and we can learn to love again. - Terminei a cantar e entreguei o violão a uma das garotas do coral.
Segurei uma das mãos de Hyuna um pouco nervosa, passei a língua pelos meus lábios tentando arrumar coragem antes de começar a falar - Hyuna, eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo, na verdade passo longe disso, mas você é diferente, você me faz sentir coisas que me tornam uma pessoa melhor, pode parecer clichê, mas você é a melhor coisa que me aconteceu desde que cheguei em Ohio, você tem um sorriso que pode me animar mesmo nos dias em que estou triste, só de olhar em seus olhos eu sinto meu coração disparar... - Disse tudo isso com as bochechas ficando avermelhadas, ela conseguia me deixar corada e nervosa de um jeito que ninguém nunca conseguiu. - São tantos sentimentos dentro de mim quando olho para você que não consigo explicar ou descrever, eu só sei que sinto por você... - Respirei fundo arrumando coragem dentro de mim para falar as próximas palavras, era tão complicado falar isso para alguém. - Eu te amo Kim Hyuna e acredite, essas não são palavras que saem da minha boca por qualquer garota ou pessoa, eu te amo e eu quero ter algo sério com você. O que eu estou tentando dizer é... Você quer namorar comigo Hyuna? - Finalmente perguntei e olhei para a mesa entre nós com medo de sua resposta, estava bem assustada.

Thanks Tess

____________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Qui 24 Abr 2014 - 9:42

Nombre
Lugar
Hora
Dato
Dato
Dato
But you make me wanna act like a girl Paint my nails and wear high heels Yes, you make me so nervous And I just can’t hold your hand You make me glow, but I cover up Won’t let it show, so I’m Puttin’ my defences up 'Cause I don’t wanna fall in love If I ever did that I think I’d have a heart attack You make me glow, but I cover up Won’t let it show
------------------------ you make me glow
Quando o telão se acende com o lindo rosto de Belle nele eu paro onde estava, estática.
"Eu te chamei aqui porque há muitas palavras presas em meu coração que quero lhe falar, eu não sei direito como me expressar além da música, então acho que isso irá te dizer exatamente o que sinto por você. Você é minha estrelinha e eu sei que é difícil porque eu não sei como agir como meus sentimentos e tenho medo disso, mas eu estou pronta para deixar você entrar no meu coração Hyuna e bem isso é pra você"
Apenas ouço o que ela diz e já começo a me emocionar. Meu coração batia forte e rápido em meu peito e meus pensamentos haviam sumido da minha cabeça. Sinto minhas pernas começando a fraquejarem e me sento na cadeira mais próxima colocando ambas as mãos em meu peito. Elas tremiam.
O telão se apaga e a luz de um holofote se acende sobre ela. Ela estava linda, porém o que eu mais amei foi o seu lindo sorriso direcionado à mim. Quase desmaio durante 'Marry You'. Não sabia se ela sabia disso, mas era uma das minhas canções favoritas e realmente me lembrava ela pois um dos meus sonhos era me casar com ela e ficar com Belle para sempre. Casais dançavam em volta dela enquanto ela cantava, apenas tornando tudo mais especial.
Rio corando com um sorriso envergonhado quando ela interrompe a música e diz que "um dia talvez". Cruzo as mãos no colo, olhando-a com um sorriso bobo e maravilhado nos lábios. Como eu a amava!
Ela e os casais param de cantar e dançar e ela me pede para esperar. Eu de qualquer jeito não me sentia capaz de levantar mesmo. E então uma melodia familiar começa. Meu nome era igual ao de uma cantora coreana que eu conhecia. Eu a adorava e Belle novamente parecia adivinhar isso, já que se vestiu como ela e começou a cantar... em coreano! Eu quase tive um infarte nessa hora. Meus olhos se arregalaram e minha boca se abriu em um O perfeito. Meu coração batia rápido e eu sentia cada vez mais amor pela garota ali no palco. Apesar de ser italiana o coreano de Belle era quase perfeito e isso me fez me orgulhar dela ainda mais. Eu não conseguia tirar meus olhos dela, ela conseguia dançar exatamente como no clipe e ainda fazer parecer que era uma coreografia original. Ela então retira o casaco e o boné que vestia, sorrindo para mim cansada.
-Você está falando muito bem, meu amor. Como uma coreana. - Não sabia se ela me ouviria, mas respondi. Minha voz soava entrecortada e eu mantinha uma mão no meu peito. Ela me faria chorar logo logo.
Ela é então iluminada por um único holofote e eu prendo a respiração. Os primeiros acordes da música me fazem suspirar audivelmente e meus olhos se enchem de lágrimas. O mashup entre duas das minhas músicas preferidas da Demi me emocionou e muito, mas mais ainda pelo significado da letra e do que ela significava para mim. Para nós. Eram músicas da primeira vez que a vi. Do momento que me apaixonei por ela.
E então um garoto a ajuda a colocar um blazer e meu coração para por alguns segundos. Era como se Belle soubesse como me emocionar e estivesse se aproveitando disso.
- Você é perfeita... - falo com um sorriso bobo enquanto ela se aproxima de mim. Ela era linda e eu muito sortuda por ela sequer olhar na minha direção. Belle pega minha mão e me conduz até o palco enquanto casais começam a valsar e um cenário com estrelas e nuvens desce ficando atrás de nós. Eu não sabia como ainda conseguia andar: nesse momento eu estava em choque. Meu amor por ela era tão grande que eu não conseguia expressá-lo.
Ela começa a cantar enquanto subimos para o palco e eu apenas consigo olha-la com uma mistura de admiração e amor.
Valsamos enquanto ela cantava sussurrando perto do meu ouvido. Sinto-me estremecer nessa parte. Quis beija-la e me declarar para ela também, mas me contive. Algo me dizia que viriam mais emoções.
Ela me guia até uma mesa e... Era a mesa do Breadsticks! Oh meu deus, nosso primeiro encontro de verdade! Eu me sentia leve e apaixonada enquanto ela me ajudava a me sentar e se sentava à minha frente. Ela toma minha mão na dela. Eu sentia lágrimas escorrendo pelo meu rosto e meu coração pulsando em meu peito.
- Você é incrível... Eu vou amar você até o fim da minha vida. - sussurro para ela enquanto ela pega o violão que estava sendo estendido para ela. Belle começa a cantar Mine e eu desabo. Minhas mãos tremem, eu chorava sem parar mordendo meu lábio inferior olhando-a tentando mostrar no olhar o quanto eu a amava. Eu esperava que ela visse meu olhar, pois não conseguia falar mais nada.
Belle então fica mais hesitante e eu sentia o seu nervosismo. A música muda. Just Give Me a Reason. Enquanto ela cantava eu a acompanhava com a voz baixa. Não queria deixar de ouvi-la, mas sempre que escutava essa música Belle aparecia na minha mente.
Após a música uma garota vem e pega o violão. Belle volta a segurar minhas mãos e eu as aperto com força. Era muita emoção. Vejo-a tomar coragem e me preparo, tentando parar de chorar.
Suas falas só me fazem chorar mais. Seu pedido faz meu coração falhar algumas vezes. Minha cabeça girava.
Com a voz fraca de emoção e as mãos tremendo eu a respondo:
- Você é perfeita para mim. Eu nunca desejaria ninguém melhor. Eu te amo tanto... Nunca me senti como me sinto quando estou com você. Você me faz querer ser cada vez melhor apenas para te agradar. Você me diz que eu sou sua estrela, mas você é meu Sol e minha Lua. É o motivo de eu acordar sorrindo todo dia só porque sei que vou te ver. Hoje foi a coisa mais linda que alguém já fez por mim. Eu estou chorando de alegria e emoção. - me inclino para ela e a beijo nos lábios suavemente com um sorriso doce - Claro que eu quero namorar com você. Eu quero ser sua pelo resto da minha vida. Eu já sou, na verdade. Você é o meu anjo, meu primeiro amor e eu não me imagino com mais ninguém. - falo com um tom apaixonado olhando-a no olhos. Aperto suas mãos esperando uma resposta.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Isabelle Leotta em Sab 26 Abr 2014 - 18:07

Mine...
You are the best thing that's ever been mine

Do you remember, we were sitting there by the water you put your arm around me for the first time you made a rebel of a careless man's careful daughter


Admito, estava morrendo de medo se Hyuna aceitaria o pedido, claro, ela havia dito que gostava de mim, mas não conseguia acalmar aquela pequena dúvida no meu coração. Hyuna me fazia tão bem, o amor que sentia por ela era forte e intenso. Amor, essa palavra sempre me confundiu, sempre me deu sentimentos contraditórios, felicidade, raiva, alívio, afinal o que é o amor? Um sentimento que queima em meu peito e destroi qualquer senso de proteção que eu possa ter, não tem como se proteger do amor, ele apenas acontece e como uma doença ele não avisa quando vai lhe pegar ou o que fazer, ele apenas aparece assim, quando menos esperando, nos trazendo sorrisos bobos, nos trazendo lágrimas, as vezes de tristeza e outras vezes de felicidade, nunca pensei tanto em amor tanto quanto agora, eu realmente estava apaixonada.
Quando ela começou a falar admito que fiquei mais nervosa que nunca em minha vida, meu coração parecia que ia sair pela boca, mas então ela aceitou, primeiramente fiquei feliz e depois confusa, por que ela aceitaria namorar alguém tão problemática quanto eu? Afastei esses pensamentos para longe e um sorriso tomou meus lábios. - Você aceita? Mesmo? - Perguntei ainda sem acreditar e me levantei da cadeira me ajoelhando na frente de Hyuna e lhe abraçando com força. - Você é minha agora... - Só minha e de mais ninguém, aquela asiática era minha e eu iria matar quem quisesse toma-la de mim.

Thanks Tess

____________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Dom 27 Abr 2014 - 1:29

Nombre
Lugar
Hora
Dato
Dato
Dato
But you make me wanna act like a girl Paint my nails and wear high heels Yes, you make me so nervous And I just can’t hold your hand You make me glow, but I cover up Won’t let it show, so I’m Puttin’ my defences up 'Cause I don’t wanna fall in love If I ever did that I think I’d have a heart attack You make me glow, but I cover up Won’t let it show
------------------------ you make me glow

Eu tive que me controlar para não rir das reações de Belle com minha resposta. Porque ela havia ficado tão surpresa? Ela realmente acreditava que eu diria não? Achava que já havia mostrado o quanto a amava,mas parece que não. Eu teria que mostrar para ela como eu a amava da mesma forma que ela havia me mostrado.
A abraço forte,apertando-a em meus braços aproveitando para sentir seu perfume. Ela era tão linda! E minha! Eu não conseguia acreditar que aquela garota incrível era minha e só minha assim como eu já era dela antes mesmo do pedido.
Me afasto dos seus braços com um sorriso doce no rosto,beijando seus lábios em seguida. Falo com uma voz suave procurando não assustá-la ou magoá-la com o meu afastamento:
- Sua vez de se sentar, minha Belle. Eu também tenho algo para você. Pra te provar o quanto eu te amo e serei sua pra sempre. - me levanto e me afasto alguns passos para trás,sempre olhando-a nos olhos com carinho.
Quando chego ao centro do palco,todas as luzes que haviam se acendido apagam,deixando apenas um holofote aceso acima de mim. Eu havia avisado Artie que planejava fazer algo assim,só não sabia quando,e agradeci mentalmente por já ter enviado as instruções do que queria fazer para ele antes via email. Não o conhecia muito,mas meu irmão havia me ‘apresentado’ ao menino cadeirante antes de mudar de colégio.
Respiro fundo e como ela havia feito antes faço uma contagem regressiva com os dedos da mão. Quando termino, começo a cantar ao mesmo tempo que o som do piano invade o ambiente. Minha voz soava clara e suave,e minhas mãos estavam cruzadas em meu peito. Enquanto eu cantava eu pensava em como Belle tinha ficado com medo e insegura no começo,em como ela tentou não me amar e em como ela não havia conseguido. E também pensava em mim,uma coreana inocente que nunca havia amado alguém e que havia se apaixonado perdidamente pela linda italiana que agora estava aqui comigo e era minha.
You’re insecure, but I was so sure
But I wanted you
Yes I’m powerful, and a little girl
But I wanted you


Ando alguns passos para frente, voltando para perto de Belle enquanto cantava a próxima parte da música. Tomo suas mãos nas minhas, ajoelhando-me para que pudesse olhá-la nos olhos. Eu tentava colocar todo o meu amor em minha voz,tentava mostrar para ela o quanto eu a amava apenas com minha voz e meu olhar. Alongo o ‘life’ e o ‘live’,deixando-os um pouco mais melódicos e agudos do que o resto da frase.
So I told you so, wanted you to know
With just one life to live
A próxima estrofe me lembrava muito ela. Nós,na verdade. Essa música parecia ter sido escrita por mim para ela. Respiro rapidamente antes de começar a cantar,pois o último verso exigiria muito da minha voz. Canto para ela com um lindo sorriso bobo nos lábios,sem conseguir me controlar. No último verso me levanto puxando-a comigo enquanto canto. Alongo um pouco  o ‘became’ e mais o ‘me’,subindo um ou dois tons com ele e o cantando até quase perder o fôlego,mas sem forçar a voz.
And I told you all my dreams and fears
And you looked at me and your eyes filled with tears
And you said those three words I’d been waiting for
You became a part of me
Inspirada pelo romantismo da próxima estrofe, faço Belle colocar as mãos em volta da minha cintura e apoio uma das minhas em seu ombro e acaricio seu rosto com a outra enquanto cantava. Olho sempre em seus olhos com carinho e amor,porém me concentrando em manter o tom de voz alto. Nessa parte eu cantava realmente alto,porém sem forçar minha voz além do que ela poderia ir. Basicamente todas as palavras eram alongadas e variavam de tom. No ‘life’ até o ‘mine’ do outro verso sou forçada a fechar meus olhos pois tenho que gritá-los. Meu coração estava disparado e eu tremia levemente: esperava que ela gostasse da música!
You’re mine, for life, and I’ll be by your side
We are entwined, you’re mine, for life
Hold me until we die, I’m yours and you are mine
I’m yours, you’re mine, I’m yours, you’re mine
A próxima estrofe realmente me lembrou minha namorada. Por isso abri meus olhos novamente – que já estavam cheios de lágrimas de emoção – apenas para olhar na imensidão do olhar dela. Aquele olhar que fazia meu coração dar saltos e parar de bater. Seu sorriso quase me hipnotizou,mas me forcei a me concentrar novamente na música. Em ‘let the past go’ alongo o fim de ‘past’ e o de ‘go’(este último por mais tempo) porém procuro colocar todo o meu amor em minha voz. Não sabia o passado de Belle completo, mas sabia que não havia sido bom para ela. E queria que ela começasse de novo, se desse a chance de ser feliz. Comigo. E eu estaria bem ao lado dela.
Now I’m so happy you found a place for me
Girl, you wanted me
Some insecurity and two heart beats
Girl, you wanted me
Then you told me so, wanted me to know
You let the past go
A música se aproximava do fim. Enquanto eu cantava esta parte noto com a visão periférica que Junna e Genenvive - uma era minha amiga das TT’s e a outra amiga do meu irmão e minha também – começavam a montar a ‘parte 2’ da minha surpresa para Belle.Sorte que ela não podia vê-las,pois estava olhando para mim! Artie provavelmente havia conseguido contatar meu irmão, que deve ter avisado ambas. Eu os amava! Novamente estendo e faço minha voz mais alta e aguda no último verso,querendo colocar naquela frase toda a emoção que Belle havia me feito sentir minutos antes.
And I told you all my dreams and fears
And you looked at me and your eyes filled with tears
And you said those three words I’d been waiting for
You became a part of me
Esta estrofe era basicamente toda na potência máxima da minha voz,apenas suavizando-se nos dois últimos versos. Lentamente e com cuidado começo a andar para trás com Belle,puxando-a delicadamente para perto da parte 2 da surpresa,que estava em um ponto escuro do palco. Quando chegamos perto,eu paro de andar e volto a segurar apenas as mãos de Belle enquanto repetia os ‘I’m yours’ e ‘You’re mine’. A última nota do piano soa e eu espero pacientemente o seu som acabar para falar alguma coisa.
You’re mine, for life, and I’ll be by your side
We are entwined, you’re mine, for life
Hold me until we die, I’m yours and you are mine
I’m yours, you’re mine, I’m yours, you’re mine
I’m yours, you’re mine, I’m yours, you’re mine
Respiro fundo,um pouco cansada. Aquela música havia exigido muito da minha voz,mas eu me recuperaria. Olhos nos olhos da minha namorada,apertando suas mãos nas minhas enquanto falo para ela no tom mais apaixonado que consigo encontrar:
- Belle...Minha Belle. Eu te amo. Eu nunca recusaria ser sua,nunca. Eu sou sua e você é minha,como a música disse. Você escolheu superar seja lá o que quer que tenha ocorrido no seu passado por mim,e fico grata por isso. Você é meu primeiro amor,e espero que seja o único também. Eu sou boba,inocente,meio ingênua e cheia de pequenos detalhes e defeitos,mas...Você quis me amar e eu não entendo o porque,e nem quero entender. Só quero que seja minha para sempre. Isso é só um pouco do que eu queria te mostrar,só um pouco do tamanho do que eu sinto por você.... – falo olhando para ela. Minha intenção não era fazê-la chorar,apenas fazê-la ver o quanto ela mexia comigo. – E,bem...Também tem isso aqui. Isso é para você,meu amor. Eu te amo. – falo e nesse segundo as luzes do palco se acendem,revelando o que estava atrás de mim: um coração enorme feito de pétalas de rosas vermelhas no chão. E bem no meio estava uma frase que eu mesma havia pensado escrita em pétalas de rosa brancas: “Eu te amo minha Belle. Serei para sempre sua e você minha.”
Mordo meu lábio inferior,sentindo-me estremecer completamente. Esperava que ela gostasse daquilo tudo,porque,bem...Havia sido ‘improvisado’ mas eu havia feito com todo o meu coração. Procuro seu olhar,temendo sua reação.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Isabelle Leotta em Sex 2 Maio 2014 - 10:54

Mine...
You are the best thing that's ever been mine

Do you remember, we were sitting there by the water you put your arm around me for the first time you made a rebel of a careless man's careful daughter


Fiquei um pouco triste quando Hyun se afastou do meu abraço, meu corpo já havia se acostumado com o calor do corpo dela, acho que ela percebeu a minha tristeza já que havia começado a falar logo em seguida. Me sentei assim que ela havia dito aquelas palavras na cadeira que antes estava sentada, era em cima do palco mesmo, mas não me incomodava. Observei com cuidado enquanto ela ia para o centro do palco e admito que fiquei curiosa quando o holofote se acendeu em cima dela, isso tudo tinha sido planejado?
Quando Hyuna começou a cantar eu fiquei extremamente surpresa, a voz dela era tão bela, gostaria de dormir todas as noites escutando apenas aquela voz, fiz uma nota mental de gravar qualquer dia a garota cantando. Mordi o meu lábio na metade da apresentação, ela havia escolhido a canção perfeita, admito que estava assustada com tudo aquilo e tinha que me controlar pra não sair correndo do lugar apenas com o pensamento de que eu era de Hyuna, mas ela também era minha e sempre seria. A canção havia terminado e a bela asiática tinha começado a falar, odiava chorar, mas depois de conter minhas lágrimas durante toda a apresentação, não pude evitar começar a derrubar algumas delas durante as palavras de Hyuna.
Olhei para o coração um pouco emocionada e espantada e logo minha mente se perguntou como diabos iria levar aquilo para casa, ri mentalmente com meus pensamentos. Eu daria um jeito. Olhei nos olhos de Hyuna com um sorriso nos lábios, ela era perfeita e era toda minha. - Eu... - Respirei fundo tentando me acalmar ainda e ri logo em seguida. - Eu amei tudo isso e eu amo... - Era ainda difícil dizer aquilo, meus sentimentos eram tão complicados de expressar. - Eu amo você e você é toda minha, não gosto de dividir as coisas, ainda mais alguém tão pequena quanto você... Como diz a música, você é minha e eu sou sua. - Disse com um sorriso no rosto antes de beijar os lábios de Hyuna rapidamente.
Percebi que já estava ficando tarde e apesar de não querer ficar longe de Hyuna eu sabia que ela teria que ir para casa. - Anh... Já está tarde, irei te deixar em casa... Artie entrega esse coração na minha casa, acho... - Disse um pouco nervosa com o que iria falar em seguida. - Irei na sua casa essa semana, acho. - Falei antes de pegar a mão de Hyuna e ir para fora do auditório e do colégio.

Thanks Tess

____________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Savannah M. White em Sex 16 Maio 2014 - 22:41

Auditório Al Motta


TAG: | Notes: | Etc:
Hoje tudo tinha dado errado,era como se eu só conseguisse chorar que se resolvia... Mas eu não sei,precisava ficar sozinha,precisava relaxar e andando pela escola por um tempo até que parei perto do Auditório, suspirei e adentrei,observando bem o lugar como sempre,ele estava vazio e só com a banda ali,sorri e disse enquanto me aproximava ainda mais - poderiam ficar,por favor? - ao ver que os mesmos assentiram, subi ao palco e após dizer a música a eles,começaram a tocar a melodia e comecei baixinho - Skies are crying
I am watching
Catching teardrops in my hands
Only silence, has its ending
Like we never had a chance
Do you have to make me feel like
There's nothing left of me?


Estava no meio do palco,olhava para a frente e queria muito imaginar que estava cantando para algumas pessoas...

You can take everything I have
You can break everything I am
Like I'm made of glass
Like I'm made of paper
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper
Like a skyscraper


Enquanto cantava,algumas lágrimas insistiram em cair,eu não queria mais pensar em mais nada,só em como eu conseguia me sentir conectada comigo mesma...

As the smoke clears
I awaken and untangle you from me
Would it make you feel better
To watch me while I bleed
All my windows, still are broken
But I'm standing on my feet


Eu tentava limpar as lágrimas mas era impossível, não queria passar a imagem de fraca mas no momento,eu não conseguia esconder...

Go run, run, run
I'm gonna stay right here
Watch you disappear, yeah
Go run run run
Yeah it's a long way down
But I'm closer to the clouds up here


Minha voz parecia um pouco trêmula a cada lágrima que caia,eu queria não pensar nisso a cada momento mas não podia mais esconder...

You can take everything I have
You can break everything I am
Like I'm made of glass
Like I'm made of paper
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper
Like a skyscraper
Like a skyscraper
Like a skyscraper
Like a skyscraper


Após a música acabar,não pude aguentar e chorei mais ainda, quando acabou as lágrimas,pude perceber eles me olhando preocupado e suspirei calmamente,me acalmando e respondi - Obrigada... - e sai do auditório...

thanks @LG

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Ter 20 Maio 2014 - 23:33



be the good girl you've always been





A urgência de Luna no email que eu e as outras TT's recebemos havia me preocupado. O que será que havia acontecido de tão grave? Eu torcia para que tudo estivesse bem e que fosse apenas "pressa" por causa das competições que logo se iniciariam.
Passo o dia preocupada com o que Luna queria falar,e isso era claramente perceptível: eu estava aérea,pensativa e muitas vezes Belle teve que chamar minha atenção para os meus pensamentos voltarem para o meu próprio corpo. Ela entendia como eu me sentia,mas se preocupava com a minha falta de atenção. Quando finalmente o sinal bate anunciando o final das aulas eu e minha Belle vamos juntas para a sala das Troubletones. Lá nos sentamos lado a lado de mãos dadas aguardando Luna começar a falar.
Luna adentra a sala e imediatamente a voz sarcástica de uma garota - SanClair,se não me engano - preenche o silêncio com uma frase nada gentil,o que me fez revirar os olhos internamente e sorrir com os cantos dos lábios.Era apenas SanClair sendo SanClair. Luna então diz o que havia acontecido com nossa Mercedes,e eu fico absolutamente chocada,preocupada e triste. Não sabia que aquilo havia acontecido! Imediatamente fico ainda mais preocupada do que antes,não só com ela mas também com o nosso grupo. Esperava sinceramente que nós conseguíssemos continuar sem nossa mãe chocolate até ela se recuperar. Sim,eu sabia que ela iria se recuperar! Ela era forte demais para ser derrubada!
Luna estava claramente emocionada quando falou sobre Mercedes e sua força,e eu tive que me conter para não chorar com ela. Todas amávamos Mercedes demais para não nos comovermos com a situação. Solto a mão de Belle por um instante,sorrindo docemente para minha namorada e beijando seus lábios antes de me levantar olhando diretamente para Luna e começar a bater palmas. Palmas essas que eram para nós e para Cedes,que naquele momento lutava para se recuperar. Todas as garotas me olham,mas logo seguem meu exemplo e aplaudem a nossa Diva. Ela merecia aquilo mais do que ninguém.
Após me sentar e tomar as mãos de Belle nas minhas novamente,ouço a tarefa que faríamos em homenagem à nossa guerreira. Tarefa essa mais do que perfeita para o momento. Eu já sabia a música que cantaria e sabia que iria surpreender à todos,mas ainda mais à minha própria namorada.
Após a linda apresentação de Samantha,que cantou Pink,eu me movo até o palco e falo com um sorriso misterioso nos lábios
- Acho melhor nós irmos para o Auditório para a minha apresentação... - e assim fizemos. Lá eu me preparo para a minha apresentação e digo exatamente o que queria para a pessoa que controlaria o som e a iluminação. Meu figurino seria dividido e duas partes: a do início e a do refrão. A do início era bem simples, apenas um roupão de cetim preto longo e saltos também pretos. Por baixo desta estava a realmente interessante. Meu cabelo estava preso em um coque baixo e minha maquiagem destacava meus olhos e minha boca. Eu estava nervosa e ansiosa, nunca havia tentado ser sensual antes e não queria parecer vulgar. Apenas queria mostrar que garotas românticas também poderiam ser provocantes.
Quando me sinto pronta, ando decidida até o centro do palco, onde paro olhando para as garotas. Respiro fundo disfarçadamente e falo ignorando os olhares de dúvida e curiosidade em seus rostos
- A tarefa é sobre cantar músicas sobre a Diva interior que cada uma tem dentro de si. Então eu decidi mostrar para vocês que garotas fofas podem ser provocantes quando querem. Vou cantar Can’t Remember to Forget You da Shakira ft. Rihanna, duas das maiores divas da atualidade. E dedico esta música e esta apresentação à minha linda namorada, Isabelle Leotta. – meu sorriso aumenta quando digo isso enquanto eu olho Belle nos olhos. Ando alguns passos para trás, já me preparando para a música começar.
As primeiras notas tocam e eu permaneço no meu lugar apoiada na perna esquerda,que estava levemente dobrada. Minhas mãos estavam uma em cada coxa,e minha mão abria um pouco a fenda do roupão permitindo uma pequena visão da minha perna. Começo a cantar naquela posição, apenas olhando para as garotas. Meu olhar logo se concentra em Belle, e eu canto para ela, esquecendo-me das outras garotas ali no auditório.
I left a note on my bedpost
Said not to repeat yesterday’s mistakes
What I tend to do when it comes to you
I see only the good, selective memory



Ainda fitando-a saio da posição que eu estava, subindo lentamente minhas mãos pelas minhas coxas até minha cintura. Ando alguns passos para frente devagar fazendo questão de que os meus passos fossem sedutores. Quando chego à beirada do palco apoio as mãos nos joelhos e abaixo meu tronco lentamente inclinando-me e fitando Belle com um desejo claro no olhar.
The way he makes me feel yeah, gotta hold on me
I’ve never met someone so different
Oh here we go
He a part of me now, he a part of me
So where you go I follow, follow, follow


Me viro rapidamente afastando-me da beirada do palco voltando ao centro enquanto canto o ‘Oh,oh,oh,oh’ aproveitando o movimento para soltar meu coque. Meus cabelos caem um tanto bagunçados pelos meus ombros,e eu desamarro o cordão que deixava meu roupão totalmente fechado.
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you
Oh,oh,oh,oh
I keep forgetting I should let you go



Mantenho meu corpo virado de costas para a plateia e viro apenas a minha cabeça,olhando por cima do ombro sedutoramente para minha Belle enquanto canto. Nesse momento rebolo levemente como se quisesse provocá-la. Apoio-me em apenas uma das pernas,estendendo a outra para fora do roupão.
But when you look at me the only memory, is us kissing in the moonlight
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you
Oh, can’t remember to forget you



Aproveito a perna estendida e cruzo-a em frente à outra,girando meu corpo. Neste momento eu estava com as mãos na cintura. Alterno o apoio dos pés estendendo-os à frente do meu corpo alternadamente fazendo-me rebolar enquanto canto.
I go back again, fall off the train
Land in his bed, repeat yesterday’s mistakes
What I’m trying to say is not to forget
You see only the good, selective memory



Paro com os movimentos que fazia com os pés – apesar de continuar rebolando suavemente junto com a música -  e subo ambas as mãos para o meu peito cruzando-as ali em ‘act so stupid’. Nos próximos ‘follow’ ando para frente fazendo movimentos com as mãos como que “chamando” Belle para se juntar à mim.Meu olhar no dela era mais intenso do que nunca agora.
The way he makes me feel like, the way he makes me feel
I never seemed to act so stupid
Oh here we go
He a part of me now, he a part of me
So where he goes I follow, follow, follow


Quando a música se acelera novamente eu me livro do roupão,jogando-o longe depois. Eu agora vestia a parte de baixo de um maiô de cintura alta preto de lycra que acabava um pouco abaixo dos meus seios e a parte de cima de um biquíni. Me ajoelho no chão abrindo levemente as pernas quando o fiz. Na parte do ‘kissing in the moonlight’ coloco o dedo indicador e o do meio na frente dos meus lábios jogando a cabeça para trás em seguida para cantar o ‘oh oh oh’.
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you
Oh,oh,oh,oh
I keep forgetting I should let you go
But when you look at me, the only memory, is us kissing in the moonlight
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you



Continuo rebolando e ‘me jogando’ para trás até que uma hora me deito no chão. Dobro a perna direita e continuo a ‘requebrar’ os quadris e a cintura como fazia antes. Cruzo as pernas e as levanto no ar por alguns segundos antes de abaixá-las e me virar de lado para continuar a música.
I rob and I kill to keep him with me
I do anything for that boy
I’d give my last dime to hold him tonight
I do anything for that boy



Passo minha mão pela minha cintura e coxa lentamente enquanto canto, querendo que Belle visse cada movimento que eu fazia. Em ‘last dime’ me viro novamente apoiando-me nas mãos e nos joelhos de costas para as garotas voltando a me ajoelhar depois. Jogo os cabelos novamente e olho por cima do ombro sorrindo e piscando sedutoramente para minha Belle antes de me levantar.
I rob and I kill to keep him with me
I do anything for that boy
I’d give my last dime to hold him tonight
I do anything for that boy

Cruzo meus braços atrás da cabeça continuando a rebolar e a girar em torno de mim mesma como fazia antes com um sorriso provocador nos lábios. Paro de frente para Belle e as outras garotas e repito o movimento com os dedos que havia feito antes colocando-os na frente dos meus lábios,só que dessa vez descendo ambos pelo meu queixo em direção aos meus seios. Lentamente vou me ajoelhando outra vez sem parar de rebolar e termino a música ajoelhada, olhando para frente sorrindo sedutora e com uma das mãos em minha coxa e a outra “tampando” um dos meus seios.
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you I keep forgetting
I should let you go
But when you look at me, the only memory, is us kissing in the moonlight
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you
But when you look at me, the only memory, is us kissing in the moonlight
Oh,oh,oh,oh
I can’t remember to forget you


Ofegante e satisfeita eu me levanto,mando um beijo para Belle e saio do palco indo me sentar ao seu lado com a roupa que havia dançado.




...Can't hold it back anymore!



Thank's for Lovatic, CG

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Emilly Köller em Sab 24 Maio 2014 - 19:13


Comeback
Onde?: Auditório Al Motta| Com?: TT’s  | Roupas?: Um vestido azul marinho que fica um pouco acima dos joelhos e saltos negros como a noite.

Fiquei muito assustada quando recebi o e-mail de Luna que era endereçado a todas as TT’s. Esperei até o fim das aulas e quando fui para a sala das TT’s, ouvi o que Luna queria nos dizer, nossa queria Mercedes havia sofrido um acidente de carro. Fiquei muito abalada com a notícia, mesmo não tendo passado muito tempo com ela. O tema da semana era “Diva” em homenagem à ela, e então a música perfeita me veio à cabeça. Eu decidi fazer a performance no auditório, pois me sentiria melhor lá. Quem iria se apresentar primeiro seria Kim Hyuna, ela parecia ser legal. Ouvi sua voz e me surpreendi completamente. E seus passos de dança, uau. Não assisti à apresentação completa porque fui arrumar todos os detalhes necessários. Primeiramente fui até a pessoa que controlaria o som e a iluminação e deixei com ele um pendrive contendo a parte instrumental da música que eu iria apresentar. Depois fui para os camarins do local e decidi arrumar meu cabelo, minhas roupas e etc. Após alguns minutos, vi que Hyuna havia acabado sua apresentação. Respirei fundo e então decidi começar minha apresentação, visto que mais ninguém havia se manifestado.
Adentrei o palco em passos largos e imponentes, com o figurino preparado para a apresentação. Desfiz o coque que havia feito em meu cabelo com agilidade e lancei os cabelos para trás, deixando os fios loiros soltos. Olhei para todas as TT’s e então depois olhei para o responsável pela iluminação. Ele então apagou todas as luzes e então após 3 segundos contados, a batida animada da música começava a soar.
Enquanto as primeiras batidas da música soavam, fiz poses aleatórias tendo uma luz fraca iluminando a mim.

Feel the adrenaline
Moving under my skin
It's an addiction
Such an eruption

Assim que comecei a cantar o primeiro verso, a luz focalizou totalmente em mim e então flexionei meu braço direito diagonalmente para a esquerda, fazendo com que minha mão parasse ao lado de meu pescoço e depois a desci, ainda na diagonal e fiz o mesmo com meu braço esquerdo, porém obviamente na diagonal para a direita. Depois que o desci, já no segundo verso, fiz meu braço direito passar por cima de meu tórax e parando no fim de minha barriga, no ritmo da batida. No terceiro, eu andei dois passos para frente e no quarto, rebolei para a  direita e para a esquerda.


Sound is my remedy
Feeding me energy
Music is all I need



No primeiro verso da segunda estrofe, deixei meu braço esquerdo esticado para baixo enquanto esticava meu braço direito para a direita e a cada palavra dita, o movia 20 graus para a esquerda. No segundo verso, fazia o mesmo com meu braço esquerdo, porém esticando ele para a esquerda e a cada palavra o movia 20 graus para a direita. Quando os 2 braços se encontram, ficando em forma de X, coloco-os acima de minha cabeça e depois os descruzo lentamente, passando-os por cima de meu rosto.

Baby I just wanna dance
I don't really care
I just wanna dance
I don't really care... care... care
(feel it in the air... yeah)


No primeiro verso, fiz alguns movimentos com o quadril, movendo-o lentamente da direita para a esquerda enquanto olhava para todos com um olhar sedutor. No segundo fiz um sinal de negativo com meu dedo indicador, enquanto rebolava. No terceiro verso, refiz o que fazia no primeiro, porém acrescentando um sorriso cínico à coreografia que permaneceu até o último verso, onde eu primeiramente fazia o sinal negativo com a mão direita, depois com a esquerda e no final dei um giro de 180 graus, voltando para o centro do palco.

She's been a crazy dita
Disco diva... and you wonder
Who's that chick? Who's that chick?
Too cold for you to keep her
Too hot for you to leave her
Who's that chick? Who's that chick?

Assim que cheguei no centro, bem a tempo de cantar o primeiro verso, virei-me lentamente e assim que começou o segundo verso, fiz pose para representar uma “Disco Diva”, com as mãos na cintura, e assim que chegou no terceiro verso levantei meus dois braços em sinal de confusão e movi meu pescoço de um lado para o outro. No quarto verso, posicionei meus braços em minha cintura novamente e então no quinto verso abanei-me com minha mão direita, com minha mão esquerda ainda em minha cintura. No sexto e último verso, fiz a mesma coisa que fiz no terceiro verso.

I'll try to sex you up
The night has got me love sprung
I won't stop until the sun is up oh yeah
My heart is a dancer beating like a disco drum
Oh oh uh oh

Fiz movimentos sexy’s no primeiro e segundo verso, e no terceiro fiz um sinal negativo com o dedo indicador direito. No quarto verso, levantei minhas duas mãos uma de cada vez e então as desci, colocando-as em minha cintura. Quando comecei a fazer os “Oh”, movi meu tórax para a direita e para esquerda.

I'll try to sex you up
The night has got me love sprung
I won't stop until the sun is up oh yeah
My heart is a dancer beating like a disco drum
Beating like a disco drum
Beating like a disco drum
Beating like a disco drum

Repeti todos os movimentos até o quarto verso, e enquanto repetia “Beating like a disco drum”, andava para frente, e no último verso, assim que já estava no limite do palco e acabei de falar a última palavra, pisquei meu olho direito e sorrio cinicamente bem a tempo de as luzes se apagarem.

She's been a crazy dita
Disco diva... and you wonder
Who's that chick? Who's that chick?

Too cold for you to keep her
Too hot for you to leave her
Who's that chick? Who's that chick?

Virei-me e andei de costas para a plateia novamente até o centro do palco até que a melodia voltasse junto com as luzes e então refiz tudo que havia feito no primeiro refrão: virei-me lentamente e assim que começou o segundo verso, fiz pose para representar uma “Disco Diva”, com as mãos na cintura, e assim que chegou no terceiro verso levantei meus dois braços em sinal de confusão e movi meu pescoço de um lado para o outro. No quarto verso, posicionei meus braços em minha cintura novamente e então no quinto verso abanei-me com minha mão direita, com minha mão esquerda ainda em minha cintura. No sexto e último verso, fiz a mesma coisa que fiz no terceiro verso.

Assim que a música cessou, sorri para todas e disse:

- Espero que tenham gostado.

Saí do palco relutante e então sentei-me, esperando a próxima apresentação.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Kwon Hyemi em Dom 25 Maio 2014 - 23:11


“Demônios correm quando um bom homem vai para a guerra...
Ailee-U&I ♣ Raptada ♣ Socorro!

 
 
 

A good Man goes to War

Os dias se arrastavam de forma lenta e entediante, o colégio poderia ser a coisa mais feliz que eu encontrava em meu dia, considerando que em meu trabalho sempre vinham pessoas indecisas que atrasavam todo o serviço e me davam uma pequena vontade de jogar o bloco de anotações na cara deles, e meu apartamento era um silêncio que chegava a ser mais incômodo que o barulho de três liquidificadores batendo ao mesmo tempo.
Adentrar na sala de coral me dava um certo alívio, ouvir as vozes das outras garotas era um entretenimento divertido. Antes da tarefa uma das TTS tinha um recado, lembro que o e-mail falava sobre isso, mas mesma com a urgência, eu esperava que fosse algo bom. Uma colega de coral interrompe falando algo sobre ir direto ao ponto, e foi aí que descobri que minhas esperanças falharam, nossa treinadora esta hospitalizada, e mentalmente eu começo a fazer preces para ela, sim, eu não a conhecia a muito tempo, mas ela é uma pessoa tão maravilhosa que ao saber que algo de ruim aconteceu com ela, me faz pensar no quanto o mundo é injusto, as melhores pessoas são as que mais sofrem.
A tarefa era sobre divas, e da minha mente não saia um nome, mas eu tinha um pouco de receio, cantar k-pop faria minha apresentação ser considerada menos atrativa? Já que alguns julgam como “não saber a letra”, pensando bem, eu tinha uma boa justificativa para isso. Ensaiei em casa por algum tempo, até decidir que estava pronta o suficiente, tiveram algumas apresentações antes da minha, todas brilhantes, elas mandavam muito bem. Já no auditório eu subi no palco, com brilhante sorriso anunciei minha apresentação.
-Vou cantar a música de uma diva coreana, Ailee, muitos podem pensar: “Ah, mas quanto a letra, não sabemos o que se trata”, uma diva não precisa de tradução, seu jeito, atitude, andar e até o olhar fazem dela uma diva. –Sorrio tomando meu lugar, por mais que a situação que o coral estava não fosse boa, tínhamos que vencer, mostrar o poder feminino, e principalmente mostrar que nosso treinamento nos serviu. Estalei os dedos e um garoto apagou todas as luzes, agora era a hora do meu show.

Wait a minute wait a minute
Mal jalla mianhande
Wae ireoni wae ireoni jakku ttokgateun mal
Uri jung hanan meonjeo yaegihaeya dwae
Yeogiseo uri geuman kkeutnae


Um holofote se acende apontado para mim, mas apenas dá para se ver minha silhueta, uma estrutura um pouco mais larga e do mesmo tamanho que eu se situava em minha frente. Depois de minhas notas altas agudas do começo, eu chuto a fina estrutura rasgando-a, e assim começa a cantar a canção com minha voz, que era um pouco grave. Eu andava para a extremidade do palco se forma segura, e com uma expressão madura puxada para o lado sexy.
Meu corpo se movia num contraste com o ritmo da música, e no último verso eu juntei meus dedos indicadores, depois os separando, indicando a separação de um casal.

Ije geuman ssaugo sipeo harudo
Geunyang neomeoganeun iri eobseo
Nae haruga uimi eobseo
1Bun 1chodo useul il eobseo
Deoneun jasini eobseo oneureun naega malhallae

Algumas garotas chegam para me acompanhar com a dança, eu havia decidido fazer diferente do videoclipe, começamos uma sequência de movimentos, primeiro levando as mãos as coxas, as subindo até chegar a altura dos seios, e então separando as mãos e começando a estalar os dedos enquanto nos inclinávamos levemente para trás, em contraste com a música. Minha voz transpirava confiança, como uma diva, além de claro, meu tom levemente grave tornava a coisa mais sensual e ainda mais poderosa.

Nega eodiseo mwol hadeon sanggwan an hallae
Gadeon maldeon ne mamdaero hae
Maebeon jigyeopdorok banbokdoeneun everyday
U & I u & I u & I


Voltei apoiando meu microfone no pedestal, até porque, eu queria concentrar mais na minha voz e afinação. Dava apenas algumas reboladas enquanto mostrava uma expressão alegre, como se não me importasse com nada. Mexi no meu cabelo enrolando-o com os dedos de forma indiferente, minha voz preenchia o espaço com sua potência, eu acertava em todos os quesitos, o que de certa forma me impressionava, mas eu tinha colocado todo meu esforço naquela apresentação.

Wait a minute wait a minute
Naegeseo tteoreojyeojullae
Wae ireoni waeireoni I son noko malhae
Myeotbeoneul deureodo ne mareun geogiseo geogi
Tired of all your lies and excuses
Now just get out my face


Um garoto chegou e começamos uma pequena parte de dança, ele segurou em minhas mãos e assim balançamos, até que eu fizesse um olhar de entediada e na parte “Wae ireoni waeireoni I son noko malhae” soltei a mão dele, o empurrando e caminhando de volta ao centro do palco de forma sexy. Quando voltei ao pedestal dei um sorriso largo, meu timbre dava um toque especial de diva, enquanto a potência de minha voz também era uma grande ajuda. Ele voltou a caminhar até mim segurando meu rosto como a música, eu estalei os dedos e outros dois garotos vieram o tirar enquanto ele parecia desesperado por mim, como o ensaiado, estava tudo indo de acordo com meus planos.

Nega eomneun I gose namgyeojin naega
Ulgo isseul geora saenggakhagetjiman
Naneun gwaenchanha banbokdoel il eobseul tenikka
Neowa na yeogiseo geuman


Começa a parte”dramática” e eu faço uma expressão triste tirando a foto do garoto de meu short, depois rasgando-a com um sorriso de vitória e dando uma nota longa e aguda, a mais alta de toda a música, e claro, a que fazia a canção se adequar ainda mais ao tema “diva”. Balancei a cintura e voltei-me para o pedestal novamente em busca de finalizar a música.

Nega eodiseo mwol hadeon sanggwan an hallae
Gadeon maldeon ne mamdaero hae
Maebeon jigyeopdorok banbokdoeneun everyday
U & I u & I u & I


Agarrei o microfone ainda no pedestal, inclinando a estrutura para o lado, e quando chegam as dançarinas eu danço ficando de costas para a “platéia”, e girando minhas mãos em forma que indicava para “sair”, como se falasse sobre o cara da canção. Finalizei de forma alegre e agradeci as garotas que me ajudaram, e claro, os garotos também, até porque, sem eles a apresentação não teria chegado nem perto do resultado final.

Song:


...A noite cai e esmaga o sol, quando um bom homem vai para a guerra"
Bluee @ Cupcake Graphics

____________________

Broken Doll


My Girl:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Isabelle Leotta em Seg 26 Maio 2014 - 9:31


My fairytale.


Eu não conhecia muito bem a treinadora das troubletones, sabia algumas coisas e também estava acostumada em perder pessoas próximas, na família sempre havia alguém morrendo por algum motivo, mas claro, a garota não tinha morrido, mas ao que havia escutado o seu estado era bastante grave, suspirei, Luna parecia ter assumido o comando das troubletones, mas teria que falar com ela, ela não poderia liderar todas aquelas garotas sozinhas. Mordi o meu próprio lábio com os meus pensamentos e logo me ocorreu que Mercedes tinha uma filha pequena, uma criança. Eu sabia o quão doloroso era não ter o pai ou a mãe por perto e apesar dos meus pais biológicos não serem os melhores, ainda era doloroso não tê-los, apesar que Santiago era um ótimo pai se tirassemos a sua pequena obsessão por sexo, era um homem atrás do outro saindo de casa, alguns até tinham minha idade, era cansativo. Tinha aprendido a não perguntar mais o nome, quase sempre era outro diferente. Hyuna realmente parecia ter ficado preocupada quando Luna disse a notícia, não queria a minha namorada triste, inconscientemente me vi segurando um pouco mais forte a sua mão em uma forma de consolo.
O seu beijo em meus lábios me surpreendeu, não estava muito confortável em demostrar nosso relacionamento assim em público. Ela se levantou e começou a bater palmas fazendo um sorriso surgir em meu rosto, só a minha Hyuna para fazer algo assim, revirei os olhos e bati um pouco desinteressada as palmas, só queria que aquilo acabasse logo, todo aquele sentimentalismo não era muito o meu forte. A tarefa passada me fez arquear a sobrancelha, então era sobre ser uma diva, eu pensei logo no número que tinha passado preparando em segredo a semanas, tinha aprendido a sempre estar preparada e aquela tarefa seria o momento perfeito para fazer aquela apresentação. Uma garota foi a primeira, ela se levantou e começou a cantar uma música que eu reconheceria em qualquer lugar, Try da cantora P!nk, aplaudi mentalmente a sua escolha de música e eu juro que eu tentei, juro que tentei, mas ela era bastante bonita, não deu para não reparar nisso. Hyuna em seguida se moveu até o centro da sala e eu fiquei um pouco confusa, o que minha namorada planejava? Ela disse que era melhor irmos até o auditório, ok, eu estava realmente confusa nesse momento. Hyuna simplesmente desapareceu por alguns instantes enquanto nos acomodavamos na plateia. Olhava desinteressadamente para o celular quando escutei algumas exclamações de surpresa de minhas companheiras de coral, olhei para o palco e quase tive um ataque cardíaco.
O que diabos era aquele roupão, fiquei com a boca aberta sem saber o que falar vendo a minha namorada apenas naquele roupão de cetim preto e minha mente viajou um pouco ao imaginar o que teria por baixo fazendo minhas bochechas se avermelharem. A maquiagem, o seu cabelo, minha namorada estava sexy e percebi com um certo desprezo que algumas de minhas companheiras de coral achavam o mesmo, será que essas malditas lésbicas não poderiam perceber que aquela garota era minha? Me concentrei na palavras de Hyuna e novamente achei que ia ter um ataque cardíaco quando ela falou que música iria cantar e que ainda mais iria canta-la para mim. Eu conhecia muito bem aquela música e ela não era provocante, ela era como dizer pra arrancar as roupas dela e ir transar com ela naquele palco. Bem, achava que Hyuna não gostaria muito daquilo, primeiramente por ela ainda não ter feito nada e porque acho que não seria muito legal fazer aquilo na frente das troubletones então me segurei na cadeira e esperei a apresentação começar. Aquilo estava ficando ridículo, minha namorada estava dançando e cantando extremamente sensual ali naquele palco e eu acho que se eu fosse do sexo masculino eu estaria em uma má situação, na verdade mesmo sendo uma garota eu já estava em uma má situação, meu olhar estava fixado em todos os movimentos que Hyuna executava.
O cabelo dela quando foi solto só aumentou a sua beleza, meu deus, como a pessoa conseguia ser sexy, bela e fofa ao mesmo tempo? Bem, ao que parecia Hyuna conseguia, tudo bem que coreanas eram fofas e belas naturalmente, mas aquele lado sexy era algo que eu não tinha ideia. Ela estava provocando e eu tinha certeza que aquela maldita coreana estava gostando daquilo, quando ela fingiu me chamar eu quase pulava da cadeira e corria para o palco, mas olhei rapidamente para o lado e vi que Luna me observava, sorte maldita dela de ser hétero, aquilo era a coisa mais provocante que já havia visto. Voltei o meu olhar para Hyuna a ponto de ver ela tirando aquele roupão e ter meu queixo caído ao ver o que ela usava, era definitivo, depois daquilo eu passaria algum tempo dentro de um quarto com a garota. Mordi o meu lábio com tanta força que pude sentir o gosto de sangue em meus lábios, mas não liguei para aquilo, Hyuna estava me dando o show da minha vida, estava um pouco irritada que outras pessoas também estavam vendo aquilo e considerei seriamente tirar o canivete que guardava no tênis e ameaçar aquelas garotas tolas, como poderiam ousar desejar a minha garota? Ela era só minha.  Talvez eu fosse um pouco possessiva, mas com uma garota daquelas era impossível não ser, a sua apresentação parecia ter acabado e coloquei o braço ao redor de sua cintura possessivamente quando ela sentou do meu lado, admito que fiquei olhando de soslaio para o seu corpo, impossível não olhar.
Voltamos para a sala do coral, uma tal de Mitchie queria se apresentar lá, mas não prestei muita atenção em sua apresentação, ainda estava me concentrando da apresentação de Hyuna. Ela cantou Paramore e pelo o que vi de sua apresentação achei um pouco vaga. Logo em seguida uma garota chamada Bailey se apresentou, outra apresentação vaga, esperava um pouco mais já que ela iria cantar Grease, preferia a versão de Rizzo, com um pouco mais de dança, aproveitei para mandar sms para o grupo de teatro que havia preparado o número que iria apresentar logo em seguida. Em seguida voltamos para o auditório, uma garota estava preparando a apresentação a um tempo e voltamos para assisti-la, ela era loira, mas bem bonita também e sua apresentação foi contagiante, me deu vontade de ir dançar com ela apesar de não ser uma boa dançarina. Uma garota asiática foi a próxima e realmente me interessei por ela, analisei todos os seus detalhes, ela tinha traços parecidos com os de Hyuna o que me dava a impressão dela também ser oriental, sussurrei para Luna perguntando o seu nome e arqueei a sobrancelha quando descobri, Kwon Hyemi, um belo nome de fato e ela era uma garota bonita. A sua decisão de cantar música coreana era ousada, mas eu gostava de decisões ousadas, não conhecia a música, mas me interessei a medida que sua apresentação avançava. Hyemi, alguém para se prestar atenção, talentosa e bela de fato.
Beijei a bochecha de Hyuna quando vi um garoto do grupo de teatro acenar me chamando e me levantei indo arrumar as coisas para o projeto que estava planejando há semanas. Era finalmente o momento de minha apresentação, fui me arrumar junto com as pessoas do clube de teatro que havia pedido ajuda, nos arrumamos e nos posicionamos atrás das cortinas, tudo parecia perfeito, as pessoas do clube de teatro estavam vestidos perfeitamente como os seus personagens, aquela apresentação teria um conceito forte e esperava que os outros entendessem isso. As cortinas se abriram e uma suave melodia tocada no piano foi escutada no auditório, os personagens estavam paralisados em sua posição, a Cinderela estava parada em uma dança com o seu príncipe, a branca de neve tinha em suas mãos uma maçã vermelha e parecia prestes a morde-la, outros personagens estavam representados no palco e cada um estava parado em uma pose. Meus olhos azuis percorriam a plateia, eu não estava vestida como alguma personagem, meu vestido branco caia sobre o meu corpo muito bem, usava uma leve maquiagem e meus cabelos caiam sobre os meus ombros suavemente, o garoto que estava representando o coelho branco do país das maravilhas tirou um relógio de bolso do bolso de seu colete, as orelhas brancas  caiam sobre o seu rosto e se misturavam com a peruca branca que o garoto usava.
O garoto olhou para o relógio e arregalou os olhos atuando perfeitamente. - Nossa, já é tão tarde! - Ele exclamou e se aproximou de mim, eu fiz uma expressão de curiosidade arqueando a sobrancelha.  - Você não deveria estar aqui, apenas os que acreditam deveriam estarem aqui, você não é digna de procurar por algo que não acredita nesse reino... - Ele disse com um tom de voz frio e se afastou de mim, eu olhei para o local confusa, eu parecia procurar algo ou alguém. Uma garota se aproximou de mim, ela estava vestida como a Branca de Neve dos contos de fada, ela tinha um sorriso gentil no rosto. - Querida, o que faz aqui? Onde está a sua princesa e o seu final feliz? - Ela me perguntou com um tom de curiosidade em sua voz, olhei ao meu redor com uma certa melancolia. Mordi o meu próprio lábio antes de responder a Branca. - Eu não tenho princesa nem final feliz, os chamados contos de fadas não foram feitos para mim, eu já não acredito mais nessa tolice. - Disse com um pouco de veneno em minha voz, o papel que interpretava era bastante parecido comigo, eu fiquei muito tempo sem acreditar em finais felizes até encontrar Hyuna, agora eu queria ter o meu final feliz com a garota. A boca de Branca se entreabriu levemente e ela parecia espantosa e um pouco decepcionada. - As vezes os contos de fadas se misturam com a realidade e como nos contos de fadas os finais felizes demoram a acontecer. - Ela disse com sabedoria e se afastou retornando a sua posição inicial.
Andei alguns passos para frente no centro do palco, um sorriso amargo em meu rosto. - Era uma vez, sempre é assim que começa um conto de fadas não é? E normalmente eles sempre terminam com um final feliz para sempre, mas infelizmente mesmo nos contos de fadas o final feliz não é para todos, não tenho alguém para me salvar, sou apenas a princesa esquecida nessa floresta sombria. - Disse em um tom triste, o pianista que estava vestido como um bobo da corte começou a tocar a introdução da música que eu iria cantar.
- I'm not snow white, but I'm lost inside this forest, I'm not red rinding hood but I think the wolves have got me, don't want your stilettos, and I'm not, not cinderella... I don't need a knight, so baby take off all your armour. - As princesas começaram a se mover lentamente, Branca de Neve mordeu a maçã que segurava na mão e foi segurada por um dos príncipes que lhe beijou suavemente e girou com a garota, Cinderela colocava o pé no sapato de cristal oferecido pelo príncipe e outras princesas faziam coisas referentes aos seus contos de fadas. Andei um pouco para a frente no palco. - You'll be the beast and, I'll be the beauty, beauty, who needs true love, as long, as you love me truly, I want, it all, but I want you more... Will you, wake me up girl if I bite your poison apple? - Um garoto que estava representando o chapeleiro louco segurava uma bandeja com chá que me ofereceu e me desviei dele rodopiando me dando diante do lobo de chapeuzinho vermelho que também desviei com um giro que fazia parte da coreografia.
- I don't believe in fairytales, I don't believe in fairytales, I don't believe in fairytales but I believe in you and me, take me up, wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, wonderland, wonderland. - Um dos rapazes que antes esta proximo a cinderela e caracterizado como o príncipe de seu conto de fadas segurou a minha mão antes de me fazer girar no próprio eixo de meu corpo e me segurar pela cintura, me sentia meio desconfortável tendo alguém me segurando em tal parte do meu corpo, mas tentei não demostrar deixando que ele girasse erguendo o meu corpo, ele me colocou no chão bem na parte "take me up" e dei um salto para a lateral do palco erguendo ambas as pernas terminando o mesmo ajoelhada com uma perna no chão e fazer outro movimento que era um pouco complicado, mas com os ensaios foi feito corretamente, a melodia continuou com toques suaves no piano e violinos ao fundo. - Eu não entendo, o que é esse sentimento dentro de mim? Que poção você me fez tomar? Isso poderia ser amor? Eu não acredito em contos de fadas, eles não existem... Não há final feliz para mim... - Minha mão estava sobre o meu coração e o clube de teatro parecia agora entretido em um tipo de baile, as princesas dançavam com seus príncipes, o coelho socializava com o tal chapeleiro. Uma expressão confusa estava em meu rosto, mordia o meu próprio lábio e olhava para os lados procurando uma explicação para as minhas palavras que eram ditas com uma certa inocência.
- When I lay my head down, to go sleep at night, my dreams consist of things, that'll make you wanna hide, don't let me in your tower, show me your magic powers, I'm not afraid to face a little bit of danger, danger... I want the love, the money and the perfect ending, you want the same as I-I, so stop pretending, I wanna show you how-a, good we could be together, I wanna love you through the night and be your sweet disaster. - No início da estrofe fui tirada de meus pensamentos pelo garoto caracterizado de fera, ele não era uma fera literal, ele tinha cicatrizes feitas com maquiagem e outras coisas, sua roupa tinha coisas douradas e em sua pele, na região de seu coração ele tinha colada algumas notas de doláres, aquela fera era uma metáfora para a ganância que a humanidade tinha. Ele colocou a mão em meu pescoço e minha cintura me arrastando pelo palco até o canto antes de segurar em um de meus pulsos com força, ato que me fez segurar no meu próprio pulso tentando me libertar, sabia que Hyuna provavelmente não havia gostado daquilo, ela era muito protetora, mas era parte da coreografia. se abaixando olhando para meu rosto, soltei uma de minhas mãos e toquei uma de cicatrizes em seu rosto e ele me empurrou para o chão, me levantei com uma certa dificuldade erguendo uma de minhas pernas e girando sobre o eixo de meu corpo.
- I don't believe in fairytales, I don't believe in fairytales, I don't believe in fairytales but I believe in you and me...  Take me up, wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, wonderland, wonderland. - Os príncipes e princesas dançavam um tipo de valsa ao meu redor, até os personagens que não tinham par dançavam ao meu redor, eles fizeram isso até o primeiro "take me up" quando os chamados vilões entraram pelas laterais do palco e formaram duas fileiras comigo na principal do centro, o único que ficou foi o fera, isso era porque ele ao mesmo tempo era uma fera e um príncipe. Estávamos todos exceto os príncipes, princesas e outros personagens que tinham se recolhido nos cantos do palco nessas fileiras, com mais uma batida da música soando colocamos ambas as mãos na lateral da cabeça girando o pescoço lentamente. Na metade da estrofe giramos em um giro não tão perfeito, mas assim era com aquela parte dos contos de fadas, eles não eram perfeitos para alguns, não havia feliz final. Os chamados vilões começaram então um tipo de valsa sombria com os chamados mocinhos e mocinhas da história, todos eles faziam um tipo de backing vocal repetindo uma certa parte da canção, em um coro eles cantavam "Wonderland, oohh, oohh, oohh, I believe in you and me" e eu tinha uma expressão serena no rosto. - Poderá ser desta vez? Será que você é o meu conto de fadas? Não tenho confirmar que és uma coisa que deixei de acreditar, eu só acredito em meu sentimento por você e tudo o que me resta a acreditar é que teu coração torna a palpitar como o meu. - Falei em tom alto olhando para Hyuna, minhas palavras apesar de participarem de toda a apresentação eram verdadeiras, a única coisa que poderia fazer era acreditar nos sentimentos dela e acreditar que ela me amava como eu a amava, não era um conto de fadas, mas era quase isso, não existiam contos de fadas, mas eu tinha uma princesa que me amava e quem eu poderia acreditar.
- I don't believe in fairytales, I don't believe in fairytales, I don't believe in fairytales but I believe in you and me... Take me up, wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, wonderland, wonderland... - Os príncipes olhavam para suas príncesas apaixonadamente enquanto dançavam uma suave valsa pelo palco, os chamados vilões e outros personagens chamados mocinhos também dançavam fazendo saltos girando em círculos ao meu redor, na parte "take me up"[/i][/color] a branca de neve se soltou do seu príncipe e veio até mim girando ao meu redor entregando a maçã que segurava em minhas mãos que girei sobre apenas uma das pernas e coloquei a maçã na bandeja do chapeleiro que passava por perto de mim. Aquela canção não era trabalhosa em questão vocal e sim na coreografia, era difícil e cansativa, mas todas as horas ensaiando pareciam ter dado certo, não era perfeita, tinha pequenas falhas, mas nada tão grande. - I believe in you and me, wonderland, take me up, wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, take me up, take me up, take me up wonderland, wonderland, wonderland. - Caminhei guiada pelo coelho branco até o caixão cenografico que tinha me iniciado, os personagens voltavam para sua posição inicial, branca já não segurava a maçã e sim era segurada pelo seu príncipe, assim como as outras princesas. Deitei no caixão ainda cantando a canção, cantando o último "wonderland" alguns segundos antes que o rapaz caracterizado de coelho fechasse o vidro que tampava o tal caixão. As cortinas do palco se fecharam me permitindo sair do caixão quando o resto das troubletones já não me via e ir me arrumar antes de ver outras apresentações.
Day: Que dia é hoje?    Place: Auditório Motta    With: Troubletones   Humor: Esperançosa >.<     Clothing: Link  
credits @

____________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Skye H. Mikhaylova em Seg 26 Maio 2014 - 23:58


Man! I feel like a woman!


Go totally crazy, forget I'm a lady


Jab. Jab. Um direito. Esquiva. Um gancho. Um cruzado. Esquiva. Repetir. De novo. De novo.

O som do impacto das luvas no saco de pancadas só não dominava o ambiente, por sua intensidade, devido ao fato de eu ter ligado o sistema de som de minha pequena sala de treinos – que de pequena não tinha nada, assim como nenhum cômodo de minha casa. As notas graves de Critical Acclaim, o ritmo acelerado da bateria, a voz agressiva, enraivecida do vocalista. Tudo isso me fazia socar com mais e mais força aquele saco de pancadas, descarregando todo o meu stress em cada golpe.

(Self-righteousness is wearing thin)
Lies inside your head, your best friend
(Heart bleeds but not for fellow men)
Broken glass, your fake reflection

Uma gota de suor escorreu pela minha testa. Só mais alguns segundos. Jab. Jab. Um direito. Esquiva. Um gancho. Um cruzado. Esquiva. Repetir. De novo. De novo.

Telling them it's all for something real
I don’t respect the words you’re speaking
Gone too far, acclaim

E, junto com o grito final do vocalista, que estendeu-se até o final da música, interrompendo-se abruptamente, voltei para a posição de guarda, inclinei meu corpo para frente e juntei minha energia restante para o último swing. O saco de pancadas foi para frente com o impacto, e ficou balançando por uns bons cinco minutos enquanto eu descansava.

A música havia terminado, o álbum, no aleatório, também. Somente minha respiração ruidosa era audível. Como se esperando o momento certo de entrar em cena, escutei meu celular vibrar na mesa, junto com o bipe, indicando que um novo e-mail havia sido recebido. Estendi a mão, tateando-a por cima da superfície até encontrar o aparelho, desbloqueando-o e lendo o conteúdo do e-mail. Fora enviado por Luna, uma das TroubleTones. E ela convocava uma reunião emergencial no colégio, aquela tarde. Consultei o relógio. Dava tempo de eu tomar banho e dormir um pouco até a hora da reunião. E era exatamente isso que eu iria fazer.

[...]

Não pude deixar de ruminar os motivos pelo qual estava ali no colégio, aquele momento. Luna não explicara nada no e-mail, apenas solicitara nossa presença. Era estranho. Eu tinha a sensação de que ela não nos vinha nos dar uma boa notícia. Mas não seria eu quem confundiria a mensagem com o mensageiro. Ainda pensativa, adentrei a sala do nosso coral, cumprimentando com a cabeça as garotas ali presentes. A hora marcada por Luna se aproximava, de modo que imaginei que ela logo chegaria. Sem demora, estávamos todas lá, o que foi surpreendente. Há muito eu não via todas as TroubleTones reunidas. Não haveria maneira de ganharmos nenhuma competição dessa maneira. Imaginei que nosso encontro improvisado tivesse algo a ver com isso.

Na verdade, a notícia da qual Luna era portadora, deixou muitas de nós de boca aberta, e isso incluía a mim. Mercedes, nossa treinadora, sofrera um acidente... Algo que a impediria de treinar-nos por algum tempo. Era difícil de assimilar isso, como se todas essas palavras não pudessem ficar juntas em uma mesma frase. Meu contato com Mercedes era restrito ao tempo que passávamos no coral, mas considere que já era meu terceiro ano com as TroubleTones. Eu tentava processar a informação em meu cérebro ao mesmo tempo em que procurava soluções alternativas para nossa situação.

Ainda bem que Luna se oferecera para guiar-nos entre nossa próxima tarefa. Eu acreditava que ela era a pessoa certa para o trabalho; sempre me parecera uma pessoa centrada e equilibrada. Quando Hyuna, puxou uma salva de palmas, e todas nós a acompanhamos, eu aplaudia não só o contexto do discurso de Luna – ou seja, sermos fortes por Mercedes e mostrarmos nossa independência e que aprendemos algo com nossa treinadora. Eu também aplaudia a coragem da TroubleTone que se oferecia com o tema de nossa semana.

Bom, tendo que cantar músicas com a temática Diva – uma homenagem à Mercedes, muito bem pensado –, eu já sabia exatamente qual música escolher. Uma música que era cantada por uma diva; uma música animada; uma música perfeita de garota para garotas. Uma que eu já vinha treinando há semanas, para apresentar ali mesmo, no colégio. E que, por sorte, eu já tinha o figurino, que estava guardado em meu armário. Tudo pronto, apenas esperando a hora certa de ser apresentado.

E a hora era agora.

Algumas garotas apresentaram-se na própria sala, outras preferiram o auditório, assim como eu. Esperei que algumas de minhas colegas cantassem suas músicas, aplaudindo-as displicentemente. Antes de me dirigir para o auditório, abri meu armário no corredor e de lá retirei meu figurino e acessórios. Preparar-me foi fácil – já estava no estado de espírito propício para a apresentação. Aquela era uma música que eu almejava cantar há tempo suficiente para perder a vergonha de fazê-lo agora.

Esperei algumas TroubleTones apresentarem-se enquanto vestia-me adequadamente. Depois de conferir alguns detalhes com o responsável pelo som e iluminação do auditório, senti-me pronta para começar a cantar. Foi com uma atitude confiante que subi pela escada lateral e posicionei-me na parte central do palco, luzes todas acesas. Atrás de mim, a banda aguardava apenas um sinal de luz para iniciar a música. Na minha frente, um pedestal com microfone, que eu segurava com a mão esquerda. Com a direita, puxara a aba de meu chapéu para frente, de modo a tapar meu rosto.

Aproveitem o show.

O auditório foi envolto na escuridão. Antes que alguém pudesse ofegar de surpresa, as notas iniciais de trombone, preencheram o local. Se houvesse alguma dúvida sobre a música que eu iria performar, ela fora dissipada naquele momento. Afinal, o pop-country de Man! I Feel Like a Woman! era conhecido mundialmente, e não por qualquer razão.

Era a música de uma diva.

Um foco de luz caiu por meu corpo, e um mais fraco, pelos integrantes da banda, mais atrás. Imediatamente, com a voz rouca e grave, repliquei, levantando a cabeça e observando a plateia com um olhar penetrante.

Let's go, girls.

Uma repetição de acordes na guitarra, depois um toque na bateria, junto com a próxima parte a ser cantada, de forma mais rápida. Fiz um movimento com a mão direita, agora livre, como se brandisse um chicote – o som ficou parecido, quando o baterista atingiu um prato e o bumbo.

C’mon, now!

Por enquanto, mantinha a posição no meio do palco, com as pernas levemente separadas. Meus pés moviam-se ritmadamente da esquerda para a direita, garantindo a meu corpo um balanço animado, assim como a música que estava sendo tocada. Com uma das mãos, segurava o pedestal à minha frente, na altura da base do microfone. Esperei um pouco antes de respirar fundo e começar, oficialmente, a cantar.

I'm going out tonight, I'm feelin' alright
Gonna let it all hang out
Wanna make some noise, really raise my voice
Yeah, I wanna scream and shout!

Ainda mexendo o corpo de maneira leve e ritmada, continuei com a voz grave, mas tentei imprimir uma certa sensualidade no jeito rouco e calmo de cantar. Ao final da segunda e quarta frases, segurei por mais tempo as últimas palavras, aumentando levemente o tom nelas. As mesmas notas de trombone que marcaram presença no início voltaram a se repetir. Ao final delas, retirei o microfone de seu suporte e agachei-me, apoiando a mão livre no joelho do mesmo lado.

Procurei distribuir um olhar instigante, mas não malicioso. A impressão que queria passar com a música era a de momentos divertidos entre garotas, entre nós, companheiras de coral. Que poderíamos fazer o que quiséssemos. Se quiséssemos ganhar uma competição, nós ganharíamos. Nós éramos divas, assim como Mercedes. Essa tarefa era por ela, por nós e por mim.

Antes de cantar a próxima estrofe, ofeguei na forma de um ah, e então continuei a música.

No inhibitions, make no conditions
Get a little outta line
I ain't gonna act politically correct
I only wanna have a good time

Enquanto cantava a primeira e a segunda frases, ia subindo o corpo e voltando a posição inicial, com a mão livre subindo pela coxa. Prendi o microfone no suporte, mexendo a cabeça e o tronco, em sincronia. Cantei nas mesmas condições de tom e volume da estrofe anterior.

The best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun, and

Tais frases foram proferidas em um tom animado e mediano, enquanto segurava o pedestal e levava junto comigo até a borda do palco. Antes que o refrão começasse, mostra a palma da mão direita na lateral do tronco, virando a cabeça para o outro lado, deixando que o público me visse de perfil.

Oh, oh, oh, go totally crazy, forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah, doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action, feel the attraction
Color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free, yeah, to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!

Afinei o tom de voz de forma a ficar mediano, mas conseguindo atingir os oh, oh, oh mais agudos no começo das frases. Em really go wild, yeah, na terceira frase, rebolei duas vezes no ritmo rápido da bateria. Em color my hair, do what I dare, mexi a cabeça de um lado para o outro duas vezes, começando na esquerda no início da frase e terminando à direita no final dela. Na última frase, todos os instrumentos são silenciados, com exceção da bateria, e volto a repeti-la com a voz rouca, mas sorrindo.

Antes que a segunda parte da música se iniciasse, aproveitei para retirar meu sobretudo e meu chapéu, e jogá-los em algum canto, sem me importar. Meu cabelo caiu em cascata por sobre meus ombros. Sem o sobretudo, revelei que estava com um vestido curto e uma camisa masculina aberta, mas que adaptava-se perfeitamente a meu corpo, por cima.

The girls need a break - tonight we're gonna take
The chance to get out on the town
We don't need romance - we only wanna dance
We're gonna let our hair hang down

Retirei o microfone do suporte e cantei metade da estrofe de um lado do palco, e a metade seguinte, do outro lado. Esperava estar contagiando as TroubleTones com minha música. Procurei visualizar como se aquele auditório estivesse lotado. Animava-me mais a continuar cantando.

The best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun and
Oh, oh, oh, go totally crazy, forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah, doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action - feel the attraction
Color my hair - do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free - yeah, to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!

Voltei para o centro do palco, performando o refrão novamente, como fizera no anterior. Como adicional, na parte de men’s shirts, toquei o colarinho da camisa que vestia. Em shorts skirts, coloquei as mãos por sobre a coxa, indicando o vestido que utilizava.

A música terminara de maneira não tradicional, mas animada do mesmo jeito. Fora necessário fazer tal modificação, para não ficar muito maçante. Terminei a apresentação com a respiração acelerada, quando as luzes novamente se apagaram completamente. Ao acenderem-se, eu já me retirava pela escadaria do palco, dando espaço à próxima apresentação. Esperava ter tido um desempenho satisfatório, e honrado bem nossa treinadora – e Luna também.

notes: nossa, que lixo wear: link music: this


____________________


Girls, they just wanna have some fun.



8B008B

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Rachel Lewis em Qui 29 Maio 2014 - 19:48


I Love You


Com: TT's ❢ Sentindo: Apaixonada ❢ OUVINDO: When I Look At You ❢ ONDE: Auditório

Meu dia hoje estava sendo absolutamente normal,apesar de eu estar extremamente aérea e sonhadora. Meu corpo estava ali,andando pelos corredores e frequentando as salas de aula,porém meus pensamentos e meu coração estarem longe de mim. Meu coração era de Belle agora,e meus pensamentos viajavam relembrando com satisfação e até mesmo saudades o que havia acontecido na noite anterior. Meus dedos tocam de leve o lenço que eu levava amarrado no pescoço: para todos os outros aquilo era apenas um 'charme' a mais no visual,porém eu e ela sabíamos que eu o usava para disfarçar as marcas que ela havia deixado em mim.
À caminho da minha última aula decido que não me importaria com o que os outros pensavam. Ela e eu namorávamos e todos sabiam disso. Solto o lenço do pescoço e com ele prendo meus cabelos,deixando as marcas bem visíveis para quem quisesse olhar. Eu não ligava que olhassem,eu era dela,afinal.
Me sento em uma cadeira da sala,estranhando não vê-la ali. Normalmente nos víamos nos corredores e ela sempre me encontrava na porta da sala para entrarmos juntas. Enquanto eu divagava - novamente - a vejo entrando e instantaneamente um sorriso enorme se abre no meu rosto. Este sorriso bobo e apaixonado era uma coisa que só ela conseguia causar em mim. E o sorriso apenas aumentou quando ouvi suas palavras. Que orgulho dela! Precisaria lhe dizer o quanto me orgulhava dela mais tarde,ela precisava saber. Claro,fiquei surpresa,porém a felicidade por ela foi maior do que o choque. Sua 'explosão' me surpreendeu um pouco,mas eu já estava me acostumando com a sua incrível personalidade então não me importei. Quando Belle elogiou Hyemi,Skye e eu pela última apresentação sinto minhas bochechas ficarem quentes e agradeço mandando beijos para ela. Vê-la nervosa ao falar das garotas que não foram tão bem me comoveu um pouco também,me fazendo sentir vontade de ir abraçá-la,mas me controlei no meu lugar.
Nossa tarefa esta semana era compartilhada com o ND,era uma espécie de desafio. O prêmio? Um jantar no Breadsticks com acompanhante. Admito que procurei o olhar de Belle na hora,sabendo que ela estava pensando o mesmo que eu: ambas ficaríamos muito felizes se eu ganhasse aquela tarefa. E eu iria me esforçar.
Como eu agora era namorada da 'treinadora',tinha que fazê-lo por merecer. Pedi para Belle nos levar para o auditório para a minha apresentação. Lá fui a primeira a me levantar e ir até o palco, começando a falar assim que me virei de frente para as outras.
- Minha música hoje é a trilha sonora de um filme chamado "A Última Música",que é bem conhecido. A música se chama When I Look At You e eu a dedico para minha Belle. Eu amo você mais do que qualquer coisa nesse mundo. - falo olhando diretamente nos olhos de Belle. Assim que termino de falar a batida da música começa e eu inspiro e expiro profundamente. Hora de começar. Para aquela apresentação eu vestia um vestido romântico de renda branca que ia até a metade das minhas coxas em uma saia um tanto rodada. Meus cabelos estavam caíam soltos pelas minhas costas e apenas uma tiara simples também branca os enfeitava. Aquela música era sentimental e 'pura' e eu mostraria com ela o que eu sentia pela minha Belle. O cenário que enfeitava o palco era como o de um bosque: havia folhas no chão e árvores decoravam as laterais e o fundo do palco. Até mesmo pequenos arbustos com flores variadas estavam por ali, imitando um bosque romântico. A iluminação adequada fazia parecer que raios de sol passavam por entre os ‘galhos das árvores’ me iluminando ali no centro.
Nos primeiros versos minha voz estava suave e um pouco baixa,ainda que audível. Eu me mantinha parada onde estava,apenas movimentando levemente o meu corpo no ritmo da música. Naquele momento me lembrava de quando eu a havia visto naquela mesma sala,em minha audição e em como eu a havia achado a garota mais bonita de todas. Naquele momento eu soube que ela seria a minha ‘inspiração’.  Em ‘Cause there’s no guarantee’ elevo o tom da minha voz,deixando-a mais potente e alta. Alongo o final do ‘easy’ emendando-o com o ‘yeah’ respirando rapidamente antes de cantar a próxima estrofe.
Everybody needs inspiration
Everybody needs a song
A beautiful melody
When the night's so long
'Cause there's no guarantee
That this life is easy
Yeah
Dou um passo na direção de Belle colocando ambas as mãos por cima do meu coração. Naquele momento eu olhava para ela e cantava com o máximo de emoção que conseguia colocar na minha voz,lembrando da nossa primeira conversa naqueles corredores. Deus,como eu me senti nervosa! Borboletas no estômago,mãos tremendo,coração disparado....Apenas o começo do que eu sentia sempre que a via até hoje. Eu cantava toda esta estrofe com o tom de voz mais alto e estendia o final de algumas palavras como o ‘I’ e o ‘you’.
When my world is falling apart
When there's no light to break up the dark
That's when I
I... I look at you
When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I
I... I look at you
Minha voz fica estável na próxima estrofe até o quinto verso,onde começo a aumentar seu volume gradativamente ao final de cada frase,até que quando chego ao ‘I’m not alone’ eu já estava com ela em sua potência máxima novamente. Nessa estrofe me lembrei de quando percebi que estava apaixonada por ela e de como me assustei com aquilo. De como contei para os meus irmãos sobre a garota maravilhosa que ela era. E de como amei sentir seus lábios nos meus quando fui visitá-la em sua casa aquela tarde. Me emocionei ao lembrar de seu olhar doce e de quando descobri que ela também me amava como eu a amava.
When I look at you
I see forgiveness
I see the truth
You love me for who I am
Like the stars hold the moon
Right there where they belong
And I know I'm not alone
Yeah
A próxima estrofe repetia uma anterior então eu apenas ‘copio’ o modo como a havia cantado antes,com a voz forte,alta e potente. Minhas mãos faziam gestos acompanhando o timbre da minha voz durante toda a música,mas eu não dancei desta vez. Agora lembrava do momento do nosso primeiro encontro de verdade. Em como me senti ansiosa e apaixonada e em como achei nela a minha felicidade. Ela estava linda e também nervosa,o que só a tornava ainda mais linda. Tudo aquele encontro saiu perfeito e ela me levou até em casa depois,como nos filmes de romance que eu assistia.
When my world is falling apart
When there's no light to break up the dark
That's when I
I... I look at you
When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I
I... I look at you
Também recordei do pedido de namoro, que sinceramente foi a coisa mais linda e emocionante que eu já havia visto. Lágrimas me vieram aos olhos e uma conseguiu escapar quando me lembrei da linda apresentação e do pedido que até hoje fazia meu coração bater mais forte. Minha voz soava mais emocionada do que nunca agora,porém ainda assim bonita e forte. Canto o ‘beautiful’ o mais alto que minha voz pôde ir, emendando-o com o ‘yeah yeah’
You appear just like a dream to me
Just like Kaleydoscope colors
That prove to me
All I need
Every breath that I breathe
Dontcha know?
You're beautiful
Yeah yeah
A música estava terminando. Eu cantava todos os versos da estrofe com a voz no tom mais alto que podia,colocando nela toda a emoção do que eu relembrava. Era como um sonho que eu estava vivendo,um sonho do qual eu não queria acordar nunca. Belle era o meu sonho,meu destino,o amor da minha vida. Agora me lembrava do que havia acontecido ontem, sem dúvida um dos momentos mais especiais da minha vida. Ela foi a minha primeira e eu desejava mais que tudo que fosse a última. Eu e meu coração pertencíamos à ela.

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I
I... I look at you
I look at you
Yeah yeah
O ritmo da música diminui conforme se aproxima do fim. Eu estendo uma das mãos para Belle como se chamando-a para se juntar à mim no nosso pequeno ‘bosque encantado’. Minha voz volta a ficar suave e eu estendo o ‘dream’ e o ‘me’ por alguns segundos,acabando quase ao mesmo tempo que a música.
Oh oh
You appear just like a dream to me
Após a apresentação sorrio docemente para minha namorada olhando em seus olhos. Saio do palco após isso,deixando as pessoas do clube de teatro ‘limparem’ a pequena bagunça que havia feito em seu palco. Espero as outras apresentações extremamente satisfeita comigo mesma e torcendo para Belle ter gostado da minha declaração para ela.

Coded by @Lilah!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qui 26 Jun 2014 - 3:07

UNBRIDLED
O amargor da bebida ainda se fazia presente em meu paladar, eu não  fazia ideia o que era aquilo que estava ingerindo mas tinha cem porcento de certeza que logo surtiria efeito. Por um segundo eu havia me esquecido por completo de onde estava mas só bastou que eu abrisse os olhos e vislumbrasse ao cenário caótico de uma festa. "O que diabos está acontecendo comigo? Estou em uma festa em plena terça-feira a noite. " Deslizei os dedos pelas madeixas louras que outrora decaiam até metade de minhas costas e agora pairavam em meus ombros; de fato, meu cabelo refletia muito bem ao meu estado de espirito e no momento ele mostrava-se curto, levemente frisado e com algumas mechas negras, uma completa demonstração de rebeldia. A causa de tudo aquilo era um confronto interno comigo mesma; eu estava num completo transtorno emocional, diversas coisas me levaram aquilo. Segredos, eles eram o principal causador de todo o meu transtorno. Desde que me mudara para Ohio eu tendia a me esforçar em ser uma Hanna melhor, se qualquer um deles soubessem o que havia se passado a anos atrás, o que tive que fazer para me tornar "Hanna Morgenstein, a garota perfeita".

Senti meu corpo cambalear para o lado após um esbarrão inesperado; talvez se eu não estivesse focada em pensar demais poderia ter evitado aquilo. Fuzilei a imagem do garoto que havia batido contra meu ombro a espera de desculpas ou até mesmo uma explicação mas tudo que recebi fora um sorriso embriagado e uma piscadela insinuativa. É, esta festa já está ficando mal frequentada, não tenho mais nada para fazer aqui. Joguei a franja para trás e suspirei pesadamente; estava um pouco tonta e minhas pernas pareciam pesar toneladas. Com certa dificuldade caminhei por meio dos corpos dançantes e sai da residência de Jake, um jogador de futebol do colégio. Só naquele momento cogitei a ideia do motivo para alguém dar uma festa no meio da semana; pensar naquilo me fez sentir uma pontada na cabeça, certamente a ressaca que sentiria na manhã seguinte me destruiria.


...

Naquela manhã a confusão me tomou por completo; estava completamente perdida, sem saber o que esperar de mim mesma, resumindo, mas uma das minhas crises emocionais que não influenciavam em muita coisa na minha personalidade. No caminho para o colégio pensei qual fora a divindade importuna que me dera disposição para acordar cedo e ir a escola. Eu me lembrava de ter ido para casa as três da manhã e lá estava eu dirigindo em alta velocidade, cortando as ruas de Lima às oito da manhã; o óculos escuro cobrindo os olhos da exposição a luz e impedindo que minha cara de ressaca fosse denunciada. Sentia uma irritante dor de cabeça e estava certa de que não me concentraria em aula alguma enquanto não me livrasse de tal dor e eu sabia que aquilo significava que eu deveria ir a enfermaria do colégio e descansar.  "Se bem que descansar não é uma má ideia. " Estacionei o carro e disparei apressada pelos corredores até a sala de aula de física — está seria minha primeira aula do dia -, o professor Woolridge já estava sentado em sua mesa e por questão de segundos não me viu cruzar a porta, foi o tempo suficiente para que eu simulasse a feição mais doentia que podia e por fim me dirigi a mesa dele. — Professor, perdoe-me mas não poderei ficar na aula, tenho que ir ligeiramente a enfermaria, não estou passando bem. — Disparei contra o homem e antes que o mesmo pudesse negar meu pedido me virei apressada e caminhei para fora da sala. Sem paradas para socialização, caminhei diretamente a enfermaria; após tomar um comprimido deitei sobre o confortável divã disposto aos alunos e relaxei. "Alguns minutos de descanso já seria o suficiente para melhorar", pensei com uma estranha facilidade adormeci.


...

O som irritante do sinal que rompia os corredores me forçaram a acordar de um pesadelo terrível que estava a ter; era eu, não a eu de agora mas a Hanna impopular e indesejável de anos atrás. Olhei para o relógio analógico preso acima da porta de entrada da enfermaria e me pus de pé num sobressalto. — Meu deus ! Já passa do meio-dia. Susan, por que não me acordou, eu perdi todas as aulas. — Recolhi apressadamente aos meus pertences acima da mesa da enfermeira e corri para fora do cômodo indo diretamente a sala das Troubletones, aquele horário já deveria ter começado a reunião do coral e pelo menos não perderia ao ensaio do coral.

Fiquei um pouco apreensiva com relação ao tema passado por Luna. Canções originalmente cantadas por homens. Bom, era um bom tema, poderíamos fazer nossa própria performance e mostrar o quanto podíamos dominar a qualquer coisa. Não fora difícil encontrar a canção para apresentar, a maior dificuldade foi em montar a performance. "O que deveria fazer? Como deveria fazer?" No final de tudo optei por ser autêntica; iria deixar que a apresentação fluísse de modo natural. Após o anuncio do tema, tivemos algumas horas para arrumarmos o auditório e eu o fiz. No horário designado por Luna todas estávamos de prontidão no auditório e eu iria iniciar a grade de apresentações. — Eu irei cantar Gorilla, originalmente cantada por Bruno Mars. — Com o meu sinal todo o auditório se apagou por um breve instante e este momento foi o necessário para que eu retirasse ao uniforme das lideres torcida, revelando a roupa sexy para a apresentação. Com a introdução instrumental da canção as luzes foram piscando e revelando ao auditório e ao seu cenário. Postes de pole dance estavam alinhados no meio do palco, uma densa fumaça branca cobria. Mantive-me parada junto a um poste enquanto mais duas garotas adentravam ao local juntando-se a mim e por fim iniciei a canção.


Ooh I got a body full of liquor with a cocaine kicker
And I'm feeling like I'm thirty feet tall
So lay it down, lay it down
You got your legs up in the sky
With the devil in your eyes
Let me hear you say you want it all
Say it now, say it now


A canção tinha um toque de sensualidade e não poupei que tal coisa estivesse extinta em minha voz. Enquanto remexia levemente do quadril iniciei a estrofe usando de um timbre vocal mais grave e rouco do meu habitual. Meus braços estavam erguidos e as mãos seguravam a haste metálica enquanto segui rebolando sensualmente. As minhas costas a tela mostrava um fundo avermelhado enquanto o palco ainda mantinha-se apagado fazendo com que as meninas vissem apenas nossa silhueta.


Look what you doing, look what you've done
But in this jungle you can't run
Cause what I got for you
I promise is a killer, you'll be banging on my chest
Bang bang, gorilla

You and me baby making love like gorillas
You and me baby making love like gorillas


Lentamente as luzes se acenderam e revelaram a mim e as líderes de torcida que me acompanhavam na performance; todas nós vestidas de maneira sensual e provocante. Com o início da estrofe, nós começamos a rebolar de frente ao poste de ferro enquanto lentamente dobrávamos os joelhos e a cada verso que era cantado por mim o ritmo do rebolado diminuía e harmoniosamente agachávamos até que eu cantasse "But in this jungle you can't run", foi quando quicamos e com o seguimento da letra nos erguemos num pulo, giramos — passando a ficar de frente ao poste metálico - e dobramos a coluna de modo que pudêssemos olhar para as meninas de modo invertido. Tornamos a ficar ereta no último verso da estrofe e batemos contra as hastes junto a batida do "Bang, Bang". As meninas ao meu redor se penduraram no poste com o início do refrão e começaram a exercer movimentos lentos e sensuais dignos de dançarinas experientes de pole dance enquanto eu cantava, mantendo o tom sexy e rouco e girava sobre o poste.



Yeah you got a fistful of my hair
But i don't look like you're scared
You're just smiling telling me this daddy it's yours
'Cause you know how I like it
Use a dirty little lover
If the neighbors call the cops, call the sheriff
Call the swat we don't stop, we keep rocking
While they knocking on our door
And you're screaming give it to me baby
Give it to me m*ther f*cker


Após deslizar pela haste de metal, me pus de pé e comecei a caminhar pelo palco indo em direção a primeira garota da fileira. Um holofote vermelho me iluminava e me seguia ma medida que caminhava. Juntei-me a primeira Cheerio e ficamos de costas uma para outra, descemos até o chão juntas e quicamos em "'Cause you know how I like it use a dirty little lover". Me levantei lentamente tratando de empinar o bumbum enquanto fazia o movimento e a menina segui agachada e imóvel. Tornei a caminhar desta vez passando pela segunda menina que dançava lentamente no poste da outra extremidade; passei pela mesma e dei um tapa em seu bumbum ao cantar "we don't stop, we keep rocking" e a mesma deslizou pela haste até escalar no chão. Girei no momento em que alcancei meu poste e balancei o quadril lentamente no último verso; Com o final da estrofe as meninas se levantaram e eu me preparei para seguir cantando.


Oh, Look what you doing, look what you've done
But in this jungle you can't run
Cause what I got for you
I promise is a killer, you'll be banging on my chest
Bang bang, gorilla

You and me baby making love like gorillas
You and me baby making love like gorillas


Com a repetição da estrofe, repetimos também aos movimentos feitos da primeira vez; as Cheerios que me acompanhavam trataram de me acompanhar em um coro baixo. Nesta estrofe passei a estender algumas palavras enquanto as cantava e fechei os olhos enquanto seguia rebolando sedutoramente. As luzes novamente haviam se apagado e meus olhos se abriram, eu encarava as meninas da plateia com o sorriso mais libidinoso que tinha e ao cantar "But in this jungle you can't run" deslizei as mãos pelas coxas e parando abaixo dos seios até que me ergui, girei e lancei o corpo como já havia feito. Girei mais uma vez, desta vez com uma perna enroscada ao poste; apontei para as meninas no inicio de "you'll be banging on my chest" e bate contra o peito duas vezes ao som do "Bang Bang". Sibilei ao "Gorilla" e as luzes varreram todo o palco até pairar sobre mim e as Cheerios outra vez revelando a nossa dança sensual e coreografada.


I bet you never ever felt so good, so good
I got your body trembling like it should, it should
You'll never be the same baby once I'm done with you



Seguindo a batida da melodia da canção, o holofote acendia e apagava sobre cada uma de nós e com o fim da batida se fixava em mim que cantava ao trecho com o tom bem mais elevado e sem perder a afinação; minha voz soava quase como um grito nos versos. Rebolei lentamente e me pendurei na haste metálica indo a uma altura considerável em

"I got your body trembling like it should, it should"

. Fui deixando que meu corpo fosse escorregando na haste e a cada batida na melodia eu o parava enquanto cantava

You'll never be the same baby once I'm done with you

; já estava de pé antes de cantar ao final do verso e a cada repetição do "you" eu tremia o bumbum no ritmo em que cantava a palavra e ao fim elevei o timbre vocal e estendi o agudo como um grito afinado e rouco.


Oh you with me baby making love like gorillas
You and me baby we'll be love like gorillas
You and me baby making love like gorillas


Novamente o coro das meninas que me acompanhavam se tornou presente e desta vez um pouco mais alto; elas cantavam aos versos enquanto eu seguia elevando o tom vocal e estendendo algumas notas; semelhante a canção original. No último verso meu timbre foi suavizando e junto as meninas me pendurei na haste e mantive ao meu corpo sustentando pelo laço que fizera com as pernas na haste, mantendo meu corpo suspenso ao ar enquanto eu balançava as mãos lentamente, seguindo ao ritmo instrumental da canção. Segurei ao poste com ambas as mãos e com as batidas finais pulei da barra de ferro e girei ficando numa pose; segurava a quadril e olhava para as meninas da plateia. Eu arfava, as batidas de meu coração eram facilmente ouvidas por mim e os aplausos naquele momento pareciam um som abafado. As luzes se apagaram e eu puxei as duas garotas que estavam ao meu lado para um abraço enquanto saíamos para detrás do palco, todas as três arfantes e cansadas, porém orgulhosas do feito.


NOTES: GORILLA  OUTFIT: T H I S WHIT: TTs

____________________

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Auditório Al Motta

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum