[FP - Professor] Igor Dragomir Tchaikovsky

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[FP - Professor] Igor Dragomir Tchaikovsky

Mensagem por Igor Dragomir Tchaikovsky em Dom 27 Abr 2014 - 16:35


IGOR DRAGOMIR TCHAIKOVSKY



HISTÓRIA


familiares
Pai: Dimitriev Y. Balikov
Mãe: Rosemary J. Dragomir Tchaikovsky


CENA I - DO ROMANCE A TRAGÉDIA.


.......Caro e estimado leitor, o Prelúdio que contarei agora se trata da história do personagem central desta trama, pelo menos no que se refere a mim: o locutor da vida de Igor Tchaikovsky. Certos períodos desta breve biografia serão puladas, na busca de não deixar que o leitor caia na modorra. Espero que aprecie os minutos - pois serei breve - em que mergulhará na história do jovem russo.

O cenário Russo do final da década de 1970 era assustador. Um colapso na economia levou o governo gerar cortes drásticos em vários setores da economia. No entanto não me é lícito prender vossa atenção em políticas econômicas da década de 80 adotadas pelo governo Russo, porém é necessário que haja um entendimento que com a crise russa, o governou decidiu investir nas artes, tanto que a Rússia é hoje um dos maiores países quando se fala de artes corporais.

E é meio a esse cenário de impulso artístico que um casal de bailarinos (Dimitriev e Rosemary) acaba se conhecendo e se apaixonando.

Dimitriev era, além de um exímio bailarino, um dos maiores nomes na arte do balé, tudo isso graças aos quinze anos de carreira que ele detinha em posse. Era um professor renomado do grupo de Balé Bolshoi, que com apenas sete anos de formação já era a maior companhia de balé de toda a Europa. Dimiti - 34 anos - era um homem sedutor, rústico, contrário a tudo que se podia pensar de um bailarino.

Rosemary era uma jovem sonhadora nascida em Ecaterimburgo em berço nobre e que com vinte anos recebeu o convite para ir se aperfeiçoar em balé na companhia Bolshoi. E foi nesse período de estudos que ela conheceu Dimitriev, professor, charmoso, que apesar de toda a rusticidade ganhou seu coração. O Amor dos dois fluiu como água de maresia calma. Todavia Dimitriev escondia um segredo da garota.

Eu gostaria de dizer que o amor foi o melhor acontecimento da vida do casal, porém peço desculpas ao leitor por ter que lavá-lo do romance ao trágico. Dimitriev era casado há dez anos e tinha uma filha com problemas mentais. Quando, por acidente, Rosemary descobriu que seu amado pertencia a outra já era tarde demais. O amor deles já havia produzido fruto.

CENA II - A ÁRVORE MORRE.

.......Grávida. Rosemary não sabia o que fazer, se contasse à Dimitri que estava grávida era certo que ele deixaria a esposa para ficar com ela, mas isso seria errado na circunstância em que a filha dele se encontrava. Mas me permito dizer-lhes leitor, pois sou eu o narrador onisciente, que assim não aconteceria, por mais que Dimitriev amasse Rose, ele não deixaria a esposa para ficar com ela afinal, isso seria um drástico rompimento com sua carreira e imagine o que diriam as pessoas. Bem fez Rose em não lhe contar nada.

Uma vez desamparada e grávida, Rosemary voltou para sua cidade natal e para sua família, que com exceção de seu pai, a recebeu de braços abertos.

Partirei agora do principio que estou me delongando e narrarei de forma reta e sem comentários abstratos o nascimento do fruto.

A tempestade de inverno estava formando-se ao longe e alguns trovões poderiam ser ouvidos mesclando-se com os gritos de dor de Rosemary. O Hospital estava vazio naquele dia, somente Rosemary, sua mãe e uma prima e claro, a junta médica estavam presentes. O Parto durou cerca de onze horas e quinze minutos e fora normal. A Pobre mulher após ter o bebê teve complicações devido a elevada quantidade de sangue que perdera no parto. Infelizmente a sorte não sorriu a favor dela que nem ao menos viu o rosto do filho.

Igor seria o nome do garoto, escolhido pelo próprio avô que ao ver o neto não resistiu e amadureceu o coração sentindo palpitações pela pequena vida que se encontrava em seus braços, os olhinhos azuis o observando faziam o velho querer ter acompanhado a gravidez da filha. Infelizmente o senhor nem pode pedir perdão por ter sido tão duro com Rose.

A Notícia da pobre bailarina que morreu ao dar a luz ao primeiro filho chegou a Bolshoi. É claro que Rose, mesmo não sendo a melhor bailarina e não ter ficado tanto tempo a companhia, fosse ser lembrada naquele momento triste. Dimitriev recebeu a notícia com grande pesar e quando soube do filho teve remorsos de si mesmo por ter deixado Rose ir embora. Mas não ousou mover-se em busca do filho. Por várias vezes pensou em ir buscá-lo ao menos conhecê-lo, mas não teve coragem.

CENA III - O FRUTO.

.......Anos se passaram...

.......Igor cresceu como uma criança saudável. Sua vida era a mais feliz possível, mesmo não conhecendo a mãe nem o pai, seus avós nunca deixaram que nada o faltasse. A Família Tchaikovsky era uma família tradicional e de sangue nobre da época dos czares, mas não detinha grandes posses sobre suas mãos, no entanto tinha do que viver e muito bem. Com apenas três anos o jovem começou a mostrar talentos para o canto e para a dança. Igor se aventurava a cantar pequenas músicas antigas russas que sua avó lhe ensinava.

Rodeado de paparicos e muito amor. Assim foi a infância de Igor, um jovem feliz apesar de tudo e que a cada dia se assemelhava muito com sua mãe.


CENA IV - O DOM.

.......Fruto de dois fabulosos artísticas era de se esperar que o garoto tivesse algum dom, e eles logo se manifestavam, mas agora não eram apenas cantigas que a avó lhe ensinava e sim músicas que necessitam um poderio vocal imenso.

Igor tinha quatorze anos e ainda era um frangote franzino quando começou a estudar o canto, seus avós não eram contra, afinal sabiam que o garoto tinham dom, mas temiam que não desse certo e o garoto desse, como diz o ditado, com os burros n'água.

Audições e mais audições o garoto fez, mas não passou em nenhuma. "Você é muito jovem!", "Precisa estudar mais", "Sua voz é linda, mas não tem o que é necessário". Eram frases que ele estava acostumado a ouvir. Tudo bem que ele tinha apenas 14 anos e não tinha muita técnica, mas era necessário que alguém o ajudasse além do que se é visto nas aulas de canto. E é nesse momento em que aparece Victoria Travistais, uma mulher de quase sessenta anos, mas que sabia tudo sobre técnicas de musicais e canto e em uma audição viu Igor e conheceu o potencial do garoto resolvendo instruí-lo.

Começou então duras aulas onde o garoto assumiu um dos maiores compromissos de sua vida: Cantar!

Seu estilo começou a se formar, com a ajuda de Victoria ele viu que o Rock e o Pop/Rock era a fórmula mágica para que seu talento desabrochasse cada vez mais. Foram quase três anos estudando canto sem nenhuma audição ou apresentação, apenas estudo.

Com 17 anos o garoto mudara por total completo a começar por seu corpo. Antes franzino e magricela e agora seus copo tomava formas, não era musculoso, pois odiava academia, mas seus músculos naturais que havia herdado do pai já transpareciam sobre a camisa. Porte médio, nem alto, nem grande um jovem de estatura normal. Quanto a sua voz, ela tomou tons mais finos e suaves conseguindo vez ou outra assumir o grave.

Depois de tanto estudar, Victoria disse que ele já estava pronto para ser aprovado em uma audição.
[VIDE AUDIÇÃO AO LADO]

CENA V - to be continued...

Bom. Como eu disse - escrevi - anteriormente resumiria a vida do jovem Igor até a parte que nos interessava. Sobre o que levou o garoto a se tornar professor, oras isso é para outra hora, mas caso o leitor esteja ansioso para a continuidade me envie uma carta, talvez eu responda.

Bjs. Bjs. Bye bye.



DADOS

NOME: Igor Alegsey Dragomir Tchaikovsky.

DE ONDE É?: Ecaterimburgo, Rússia.

IDADE: 26 years old.

GRUPO?: Professor.

SEXUALIDADE: Hétero.

AUDIÇÃO



Era uma bela manhã de fins de novembro de 2006. À noite nevara um pouco e chão estava coberto de uma pelame fresco que não tinha mais que dois dedos. O sol já havia se levantado, mas as nuvens densas insistiam em cobrir Moscou. As horas já passavam da terceira*. O dia frio pedia agasalho e tudo que livrasse o corpo humano do ar gélido que soprava.

O Caminho até a universidade não havia sido calmo, minhas mãos estavam quentes e nervosas e não era por causa da audição que faria nos minutos seguintes. Não sei nem como consegui que a Academia de Artes de Moscou me desse uma nova oportunidade. Da última vez que eu estive lá fazendo um teste fou reprovado por não ter técnica. Espero que dessa vez minha técnica sirva.

Quando o carro do vovô parou frente ao enorme teatro onde aconteceriam as audições, minhas mãos mais nervosas ficaram. Agitei os braços e enxuguei as palmas do membro superior na calça. "Você vai conseguir, meu garoto". Meu avô sempre tentavam me acalmar nessas horas. - Obrigado vovô.

Saí do carro puxando uma mochila com partituras da música que eu cantaria. Uma das regras do edital era que os participantes deveriam cantar e ao mesmo tempo se acompanhado por tocadores, devido a isso precisei ensaiar com um grupo de amigos que tinha uma banda. Estava pronto e estava confiante, na verdade eu não estava, mas ninguém precisava saber disso.

Vestia calça jeans azul folgadas, era moda da época. Camiseta branca com alguma coisa escrita em inglês, tênis vermelho. Eu nunca fui de me arrumar muito, mas esse dia passei quase uma hora no espelho decidindo o que iria vestir.

O Teatro grande, não gigantesco, apenas grande. Ao entrar era possível ver o palco, esse sim era enorme. Já havia um bom número de pessoas ali e creio que eu já estava atrasado ou quase isso, pois mal cheguei e já vieram me chamar para a audição.

Entrei no palco. Não olhei para lado algum, mantinha minha cabeça abaixada, só me lembro de ter entregado a partitura para os tocadores que havia no local, eles iriam me acompanhar. Essa regra de ser acompanhado por outros tocadores, era o que deixava tudo mais difícil, pois um erro e todos perceberiam. Eu estava muito apreensivo.

"Por favor diga seu nome e a música que irá cantar e comece". Uma voz feminina desse da plateia, onde só se viam cadeiras e quatro pessoas, eram os jurados. Pigarrei e cheguei perto do microfone. - Meu nome é Igor Dragomir e cantarei Supermassive Black Hole  do Muse. - Eu pude notar os olhos arregalados dos jurados quando disse o nome da música, mas fui disperso quando o som forte começou a ser tocado.

Fechei os olhos segurei no pedestal e o inclinei sobre meu corpo e abri a boca.

Oh baby dont you know I suffer?
Oh baby can you hear me moan?
You caught me under false pretenses
How long before you let me go?

Minha voz saia, não querendo ser presunçoso, maravilhosamente. O tom estava perfeito e a suavidade misturada ao metálico necessário para aquela canção estava ali presentes. Enquanto cantava a primeira estrofe criei coragem e abri os olhos e foi mágico.

oooohooh You set my soul alight
oooohooh You set my soul alight

Cantava. Minhas cordas vocais saltavam do lugar de tanta excitação que meu corpo sentia. A veia jugular salta para fora mesclando a cor verde com a pele branca de meu pescoço.

(oooohooh You set my soul alight)

E um coral acompanhava cantando....

Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive

Eu estava indo bem, ao menos meus ouvidos me davam essa impressão de que tudo corria bem. Começei a movimentar-me, pois se tem algo que Victoria me deixou sob aviso era que cantor não deveria mexer somente a boca e as cordas vocais.

I thought I was a fool for no-one
Oh baby I'm a fool for you
You're the queen of the superficial
And how long before you tell the truth

Meu corpo movimentava-se de forma lenta no compassar da música, meus olhos remetiam o brilho de felicidade de estar ali cantando, mesmo que para uma plateia de quatro pessoas, mas era emoção demais.

oooohooh You set my soul alight
oooohooh You set my soul alight

(oooohooh You set my soul alight)

Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive

Era chegada a parte onde eu deveria abusar mais de minha voz, aquele parte da canção exigia muito da voz por ter que fazer algo grave e chiado.

Supermassive black hole
Supermassive black hole
Supermassive black hole


Girava minha cabeça sem tirar a boca de perto do microfone, era como se algo estivesse dentro mim, algo querendo explodir.

Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive

Space shields melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive


Ooooooo-ahhhhhhh, you set my soul a-light
Ooooooo-ahhhhhhh, you set my soul a-light

Glaciers melting in the dead of night (Ooooooo-ahhhhhhh, you set my soul a-light)
And the superstars sucked into the supermassive.

A música já estava acabando, mas eu não queria que acabasse, meu corpo estava todo envolvido na música, meu rosto se contorcia fazendo caras e bocas enquanto cantava o coro.

Supermassive black hole
Supermassive black hole
Supermassive black hole

Fiz a voz grave e metálica para terminar o que exigiu muito de minha garganta, mas enfim terminei.

Curvei para os jurados que pediram para me retirar. O resultado sairia em meia hora. Ansiosidade ao extremo!


*. Refere-se em como eram contadas as horas nos mosteiros e significada por volta das nova da manhã.
**. As partes da música sem cor (branco) é a parte do coro.





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