[FP] Henry Lee Sung

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[FP] Henry Lee Sung

Mensagem por Henry Lee Sung em Sab 21 Jun 2014 - 3:26


HENRY LEE SUNG



HISTÓRIA

Henry Lee era quase como um garoto comum, sem nenhum acontecimento que o fizesse diferente ou especial, sem grandes transtornos, dramas ou surpresas da vida, sua vida era comum. Normal. Talvez se não fosse a sua baixa estatura e a descendência asiática, nada nele seria diferente e notável frente a outros garotos de sua idade.
Ele vivia com seus pais, ambos de descendência coreana. Eles vieram junto de seus familiares, os avós e tios de Henry, aos Estados Unidos bastante jovens, em busca de melhores condições de vida, tentar conquistar o conehcido sonho americano. Aqui se conheceram, conviveram juntos, se apixonarem e tiveram a família que desejavam e um filho, Henry.
Apesar de, eles estarem bem adaptados à vida nos EUA, terem empregos que garantia uma vida confortável, mantinham ainda alguns costumes, assim como a culinária, de seu país de origem. Apesar de falarem bem o inglês, dentro de casa apenas conversavam em coreano e faziam Henry ter aulas de coreano e um pouco de japonês em seu horário livre, assim como aulas de violino, pois achavam que seria bom para ele ter tal conhecimento e cultura, era algo bem visto pelas pessoas a sua volta.
Seus pais eram bastante rígidos com sua educação, tanto na escolha de colégios a frequentar quanto em cursos a fazer e lições a tomar em casa. E Henry nunca foi o tipo que reclamava, apenas aceitava fazendo as vontades dos pais e se mantinha quieto e reservado. Mas apesar da rigidez os pais eram amorosos e se preocupavam com o filho, aliás, parte dessa rigidez na educação era por se preocuparem com o futuro do filho.
E nesse quesito, o futuro do filho, sua carreira, o que preocupava os pais de Henry era seu hobby em desenhar. Henry passava horas nisso, e mesmo tendo potencial para as artes o pais nunca acreditaram muito que ele pudesse viver de arte, e sempre que podiam o focavam a estudar outras coisas, mas nunca o proibiram de continuar a desenhar, com tanto que ele fizesse suas tarefas escolares e domésticas e que suas notas fossem sempre altas.
Henry não era o tipo de criança que reclamava, que falava muito ou que tinha muitos amigos, ele era tímido, as vezes até apático, e seu porte físico parecia o fazer mais frágil, e os óculos na cara escondiam seus olhos ou lhe davam o ar de parecer sabichão e superior. Suas roupas sempre discretas e alinhadas também em nada faziam o garoto se destacar entre os outros.
Apeasar desses fatores que talvez pesassem para Henry ter poucos amigos, dando sinais errados sobre como ele era. Mas ele não tinha certeza sobre isso, assim como não tinha como explicar sua timidez.
Ele apenas era sim, aceitava e seguia, de certa forma ele até gostava, ou havia se acostumado muito bem com isso, ficar sozinho, sentava no canto e desenhava enquanto refletia e ás vezes observava as pessoas a sua volta, e em algumas poucas situações invejou as pessoas que viu.
E essa discrição em seu comportamento, se mostrou como uma ferramenta útil a ele em não atrair problemas, afinal se não é visto, problemas não podem te acertar, mas ele nem percebia que isso também tirava dele oportunidades de viver coisas novas.
Já estava no colégio Carmel High há algum tempo, mas quase nunca era notado ou lembrado pelos alunos e professores. Sua timidez e discrição as vezes pareciam como paredes que impediam os outros de vê-lo ou chegarem até ele, e em momentos fora de aula, ele se praticamente se escondia, se enfiando em algum canto para desenhar, muitas vezes com fones de ouvido ouvindo músicas, muitas vezes, esta eram pop coreano que quase ninguém conhecia antes do Psy com o Gagman Style bombar no youtube.


DADOS

NOME: Henry Lee Sung.

DE ONDE É?: Americano, com descendência coreana

IDADE: 16 anos

GRUPO?: Vocal Adrenaline

AUDIÇÃO


Era mais um dia de aula comum, mais um dia para aguentar, ser ignorado e no máximo, receber alguns olhares carrancudos de alguns alunos da sala, caso tirasse alguma nota mais alta que os outros, o que não era incomum. Não que eu fosse um gênio, mas sempre fui cobrado pela família por notas altas.
Era mais um dia de aula... Comum como todos foram, até agora.
Era chato ser um dos menores alunos do colégio em sua idade, ser de ascendência asiática, ter boas notas, usar óculos e logo pelo estereótipo ser considerado “nerd”.
Viver em torno de expectativas que nunca poderá alcançar.
Era difícil encarar pessoas quando se tímido e logo te consideram antissocial, bom isso talvez eu realmente fosse. Afinal minha saída, meu momento de paz e liberdade nesse chatos dias comuns de aula era me isolar e desenhar num canto.
E como esperado sempre que estava pelas imediações da escola e não estivesse em aula, eu buscava um lugar pequeno discreto e solitário para sentar, desenhar e fugir para o lugar onde nada de ruim acontecia, minha mente e fantasia. Fazia lá entre os rabiscos do papel, minha vida não vivida. Escondida num canto da escola.
Era confortável isso, de certa forma, era. Não havia assim necessidades de correr riscos reais.
Numas dessas, enquanto buscava durante o momento de intervalo das aulas um canto vazio para ficar, longe de olhos curiosos sobre o que eu estivesse desenhando ou olhos recriminatórios, acabei me vendo num canto dos bastidores do auditório, que no momento estava completamente vazio, sem ninguém por lá ensaiando ou bagunçando. Coloquei-me então ainda na coxia, num canto perto de uma entrada para o palco, mas ainda atrás de uma cortina, sentado num banquinho que havia por lá e então, abri meu caderno e comecei a rabiscar, estava sem ideias no dia, mas apenas precisava rabiscar e esperar o tempo passar e fugir da realidade.
De repente, acho que talvez realmente estivesse muito concentrado em meus pensamentos e rabiscos, ouço o som do piano que antes estava no palco abandonado, e discretamente vejo que há nele um rapaz sentado iniciando uma canção, já tinha visto aquele cara andando pela escola, fazia parte do Vocal Adrenaline, era Maxxie(*), mas eu tinha certeza que ele nem tinha idéia de quem eu era, e por mim assim continuaria, especialmente, pois notei que ele não tinha me visto. Logo achei que desenhar o ouvindo tocar o piano, de forma que nenhum incomodasse o outro ali, não seria problema, seria até bom.
Quando as primeiras notas foram tocadas do piano, após passar meu susto de ter mais alguém ali que eu mesmo não tinha percebido, eu reconheci a música: “Let me go - Avril Lavigne feat. Chad Kroeger”. E logo após a breve introdução do piano, começou Maxxie a cantar, numa harmonia perfeita, para os meus ouvidos. Deixei-me então a deleitar do som, enquanto desenhava e o ouvia cantar enquanto baixinho eu acompanhava murmurando e depois balbuciando a música.
Love that once hung on the wall
Used to mean something
But now it means nothing
The echoes are gone in the hall
But I still remember The pain of December
Oh, there isn't one thing left you could say...
I'm sorry is too late...

Entretido, com a música e o meu desenhar, o rabiscar de linhas no papel fazendo aquilo tomar forma junto ao ritmo da melodia, eu nem percebi que meu balbuciar das palavras da letra da canção iam ficando cada vez mais alto. Eu nem percebi que no fim, eu estava era cantando junto, de forma a ser bem audível (e até atrapalhar Maxxie). Eu apenas fazia aquilo por instinto, sabia um pouco de música por ter tido aulas de violino durante alguns anos e gostava da música que era tocada.
I'm breaking free from these memories
Gotta let it go, just let it go
I've said goodbye set it all on fire
Gotta let it go, just let it go


You came back to find I was gone
And that place is empty
Like the hole that was left in me
Like we were nothing at all It's not what you meant to me
I thought we were meant to be
Oh, there isn't one thing left you could say…


Tive a estranha sensação enquanto desenhava que em algum momento da música a voz dele tinha sumido. Que a única voz que eu ouvia era a minha própria. Nesse momento levantei meu rosto que estava absorvido pelas linhas que desenhava no caderno e olhei para ele. Estava preste a começar o refrão e ele parecia concentrado no piano, talvez fosse só impressão minha que estivesse cantando sozinho antes, ele começou o refrão e instintivamente enquanto olhava para ele segui cantando junto tentando acompanhar a sua voz.

I'm sorry is too late...

I'm breaking free from these memories
Gotta let it go, just let it go,
I've said goodbye set it all on fire
Gotta let it go, just let it go…


Notei que ele prolongou o “go” final, de forma que mesmo seguindo não tinha imagino que faria, era um prolongamento suave que ia fazendo a voz sumindo junto ao som do piano. E no fim disso estava ele olhando direto na minha direção, com um sorriso estampado. E logo voltou a puxar a música, que eu nem sabia o porquê, mas seguia dando a resposta da segunda voz para cada sentença que ele fazia enquanto me encarava sorrindo. Estava ele feliz em me ver ali no quase escondido cantando?
I let it go (and now I know)
A brand new life (is down this road)
And when it's right (you always know)  
So this time (I won't let go)
E terminando isso ele continua a tocar o piano e ainda sorrindo, acena para mim com a cabeça, como me encorajando a continuar cantando a música, como pássaro incentivam seus filhos a saltar do ninho e voar.
Mas eu não pude me mover, naquele momento eu me dei conta do que estava acontecendo, do que estava fazendo, e só pude sentir minha face queimar, provavelmente estava toda vermelha de vergonha e minha voz sumir enquanto me engasgava e tentava rapidamente fechar o meu caderno de desenhos e sair dali correndo.
Porém, com toda afobação fui traído por meu próprio corpo e mal me levantei do banco onde estava e logo tropecei no meu próprio pé e cai.
Nem vi direito quando Maxxie saiu do piano e me ajudou a me levantar, nem tive resposta ou pude compreender suas palavras me elogiando e falando que eu devia fazer a audição para fazer parte do Vocal Adrenaline, que eu tinha potencial. Naquele momento, minha vontade era só uma: sumir, desaparecer, estava morrendo de vergonha, me sentia tonto, e um estranho pensamento me corria pelo fundo da minha mente, eu queria que Maxxie me deixasse, eu queria sumir, e de certa forma acabará de cantar uma música que apesar de dizer para deixar coisas irem “let it go” finalizava com o não se deixar ir “don´t let me go... I won´t let you go”. Para onde eu deveria ir, ou não ir e quem não me deixaria ir, ou quem iria junto de mim? Maxxie? Nunca...
Nos dias que se passaram estava absorto nos meus pensamentos, mas do que costume, e não conseguia nem desenhar nada descente. Estava perdido entre o significado da música, e como se relacionava com o que tinha vivido, entre o que tinha acontecido no auditório, entre como teria terminado aquele dueto, entre o conflito de sensação que tive o prazer em estar cantando e absorvido pela música e o pânico quando notei que era ouvido, entre o convite de Maxxie para entrar no Vocal Adrenaline.
Depois de tanto conflito interno e certa insistência de Maxxie que toda vez que me via pelos corredores reforçava o convite de ir para a audição, resolvi por fim dar uma chance para aquilo, uma chance a mim mesmo talvez, e fui para a minha audição.
Segurava meu caderno de desenho, fazendo dele um objeto de apoio para aguentar a tensão. Em teoria era simples, era ir a frente de todos e cantar. Mostrar que eu era um nada. Então eles ririam de mim, e eu em alguns dias ninguém lembraria de nada e eu voltaria a ser o ignorado, nunca mais cantaria nada, e Maxxie... Bem, ele seguiria com a vida dele e o coral. Ele me deixaria em paz.
Na verdade, nada era simples, eu sabia que provavelmente nem conseguiria cantar, minha voz simplesmente não sairia, como não saiu no auditório, dias atrás. Bom pelo menos ainda tinha o caderno de desenho, eu teria para onde fugir.
Enquanto esperava a minha vez, tive a vontade de sair correndo e fugir durante cada segundo.  Que estava eu fazendo lá? Mas antes que meu corpo resolve-se fugir de vez, meu nome foi chamado, e mecanicamente me locomovi à frente.
Sentia que meu coração iria sair pela boca, me sentia pálido e tonto, minhas mãos eram como gelo e estavam presas firmemente ao caderno de desenhos. Suspirei fundo e reuni forças para minha voz sair da boca.
- Com licença, eu sou Henry Lee Sung... – era meio idiota se reapresentar após ter sido chamado pelo nome, mas não conseguiria fazer nada diferente daquilo o nervosismo era muito grande – ...E eu cantarei, Little Respect do Erasure.
Ao terminar aquilo senti como se tivesse uma bola de gelo na garganta, que nem o ar ou a minha voz saíra por ela. Estava entrando em pânico, sentia meus dedos se fecharem com toda a força sobre o caderno, temendo até que acabasse por estragá-lo. Então fechei os olhos, e tentei ao meu ultimo recurso, me concentrar no dia do auditório, imaginar que estava eu desenhando no canto, que não havia ninguém, só um som de piano me acompanhando, a única diferença daquele dia era a melodia que piano tocava, uma versão mais melodiosa da música que havia escolhido cantar.
E então, depois de alguns segundos, que para mim foram como uma eternidade, me adentrando nessa imagem segura, comecei a cantar. Totalmente parado, como uma estatua fria de mármore, de olhos fechados, apenas meus lábios se mexiam. Com uma voz inicialmente bem pequena, a música agora soava mais como uma lenta balada e não a música pop dos anos 80 que é. Mas era a forma como conseguiria cantar aquilo, sem muita voz, de forma leve e lenta, era como minha voz conseguia sair na hora.
I try to discover
A little something to make me sweeter
Oh baby refrain, from breaking my heart
I'm so in love with you
I'll be forever blue
That you gimme no reason
Why you make-a-me work so hard

That you gimme no
That you gimme no
That you gimme no
That you gimme no

Soul, I hear you calling
Oh baby please…
- e apesar do que geralmente pedia a música agora um subida escalonada de voz, segui para outro caminho, apenas suavizando o final da frase, talvez quebrando expectativas -  give a little respect to me...
E era o que ansiava ali, um mínimo de respeito, não ser linchado ao terminar por falhar. Que voltassem a me ignorar, mas não me repudiassem. Por aquele momento, que provavelmente seria uma falha, eu queria um pouco de respeito pelo meu esforço de estar lá. Mesmo sem estar encarando ninguém, parecendo um bobo, aquilo era um esforço. Continuei cantando, ainda imaginando o auditório vazio, o som do piano e aquele sorriso que me levou a continuar. Ao mesmo tempo do lado de fora não havia nenhum som, e de certa forma isso me ajudava a me manter ali, parado e cantando. E aos poucos sentia que minha voz ia saindo mais forte e mais fácil.

And if I should falter
Would you open you arms out to me
We can make love not war
And live at peace with our hearts
I'm so in love with you
I'll be forever blue
What religion or reason
Could drive a man to forsake his lover


Então a voz foi se soltando e eu ganhando confiança, e voz a cada verso ganhava mais força, e o fim da canção estava próximo, então era hora de mostrar o potencial que tinha. Eu nem sabia o se realmente tinha, mas Maxxie o havia afirmado, e eu só resolvi acreditar naquele momento.

Don't you tell me no
Don't you tell me no
Don't you tell me no
Don't you tell me no

Senti meus dedos se aliviarem sobre o caderno, meu corpo relaxou um pouco e me senti tomado pela música, finalmente abri os olhos, mas o nervosismo ainda me fazia ver tudo manchado, mas pude ao menos focar no único rosto que me era conhecido ali, o de Maxxie que como antes sorria me dando apoio.
Soul, I hear you calling
Oh baby please…
- levado pela música, dessa vez sim, fiz a elevação de voz pedida na música e tentei segurar o máximo que pude a nota no alto com o último verso - … give a little respect to me. – e sem que eu mesmo notasse, meu corpo havia se movido, estava eu de braços abertos segurando a nota até o fim do meu fôlego, finalizando a música num gesto e numa pose tão aberta e vulnerável.
Vulnerável, quando notei, e vi todos me olhando, senti meu rosto queimar de vergonha, devia ter ficado todo vermelho em segundo. E o mais rápido que pude juntei meus braços junto ao corpo e apertei novamente o caderno com ambas as mãos:
- Terminei... hã.. desculpa... eu... é.. preciso sair.
Nem esperei por palmas, vaias, ou algum tipo de comentário, apenas sai do local. Eu tentei voltar alguns segundos depois, mas não consegui, estava com vergonha de mais para isso, não conseguiria ver nenhuma outra audição ali nem nada. Fiquei apenas encostado na parede próximo ao lado da porta de onde havia acabo de me retirar tentando me acalmar e esperando por talvez algum sinal ou resposta quando tudo terminasse.



( * - utilizei aqui o personagem Maxxie após receber devida autorização e com todo o respeito ao personagem e criador)






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Re: [FP] Henry Lee Sung

Mensagem por Timothy D. Keynes em Seg 30 Jun 2014 - 18:55





Aceito!

Sua ficha foi aprovada! A partir de agora, você é um membro oficial do RPG. Pronto para postar e conhecer novas pessoas e lugares? Divirta-se ao máximo!

ANÁLISE DA FICHA:AHHHHHH! VEM PROS WARBLERS C.C
Tudo bem, vamos falar sério, sua história é tão comum que se torna entediante, e isso é um elogio por incrível que pareça, já que não agüento mais todo mundo sendo herdeiro de reinos, máfias, impérios ou pertencendo a árvore genealógica da Lady Gaga. Porém em contra partida, vai continuar sendo um elogio, sua performance foi daquelas que deixam você querendo mais, isso por que teve duas músicas. Eu comecei a ler e quase entrei na tela do PC, simplesmente maravilhoso. É com uma certa lástima que digo: Faça muito sucesso no Vocal Adrenaline.

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