{FP} Dylan Crawford

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{FP} Dylan Crawford

Mensagem por Dylan Crawford em Seg 30 Jun 2014 - 11:47


Dylan Crawford



HISTÓRIA

Dylan foi nascido e criado nos EUA, NY. Filho de Helena, uma argentina que para lá se mudou para fazer faculdade de medicina, onde foi que conheceu o homem que viria ser seu marido e futuro pai do seu filho, chamado Henry. O casal apaixonado decidiu se casar e criar uma família, dando a luz então a seu primeiro e único filho que era o amor e o orgulho do casal. A criança cresceu em meio do bom e do melhor, e mesmo sendo americano, teve algumas aulas de espanhol por conta dos seus avós maternos. O menino desde pequeno se saía bem na escola. Era um destaque na turma, tinha as maiores notas e era a grande esperança dos pais, de que um dia teriam um cirurgião famoso na família para passar o nome daqueles médicos de renome que chamava de “pai e mãe”. A verdade era que quando Dylan completou oito anos de idade, ganhou um violão do seu pai, e foi o que se tornou o grande desfecho do seu futuro a partir dali. O menino aprendeu a tocar e fez do objeto o seu favorito em todo o mundo, descobrindo assim o seu enorme amor pela música. Mas é claro que em uma família de médico, se Dylan decidisse ser músico, seria nada mais do que uma dor de cabeça para todos, e por essa única razão, o garoto resolveu deixar de lado os seus sonhos para seguir os planos impostos por seus pais.

Quando completou dezesseis anos de idade, aconteceu o episódio que por seu simples existir, mudou a vida da família para todo o sempre. Um dia, sendo liberada mais cedo do seu turno de mais uma costumeira quarta feira, Helena decidiu voltar para casa mais cedo para poder aproveitar a companhia do seu marido e filho tão amado. A descoberta da traição foi o ápice da vida de Dylan, em que sua mãe nada disse ao seu marido, apenas lhe dando as costas, pegando o primeiro avião para a Argentina e levando consigo o garoto, deixando para trás apenas os papéis do divórcio. Arrasada, Helena morou um ano com sua mãe até que conseguisse se organizar financeiramente por não querer saber mais daquele que um dia amou. É claro que para uma pessoa que amava seu país de origem, a mudança havia sido um pesadelo para Dylan, que sequer espanhol fluente falava, mas decidiu que a última coisa que sua mãe precisava naquele momento eram aborrecimentos. Depois de estabelecida na vida, Helena se mudou com o filho para uma cidade pequena nos EUA, matriculando-o em uma das melhores escolas da região, Dalton Academy, que era conhecida por seus vários sucessos, especialmente o clube do coral. Como estava em uma situação ruim e sabendo que aquela seria uma de suas únicas chances, o garoto agarrou a primeira chance que teve de se integrar ao grupo, e por mais que cantar em público fosse algo que ele nunca havia treinado, decidiu arriscar. Aquela era a sua chance e ninguém iria para-lo.

DADOS

NOME: Dylan Crawford

DE ONDE É?: New York, USA

IDADE: 18

GRUPO?: The Warblers

AUDIÇÃO

Eu jurava que havia chegado até mais cedo do que o papel de inscrição pedia no auditório, mas mesmo assim, fui a última pessoa a entrar. Algumas cadeiras estavam ocupadas por um número não muito grande de pessoas, mas que estavam tão sérias e focadas, que me perguntei se havia entrado no local certo, ou se não estava em uma sala de espera para teste de carreira militar ou coisa do tipo. Eu havia ouvido que eles levavam o coral muito a sério naquela escola, mas até poder ver com meus próprios olhos, não havia colocado muita fé naquilo... Até que vi quem estaria concorrendo comigo, e foi por isso que resolvi que para a minha segurança, o melhor era me sentar longe.

Olhei aflito para as folhas com a letra da música em minhas mãos. Eu conhecia-a de cabo a rabo, eu já havia a cantado milhões de vezes, mas eu tremia e tinha medo de errar quando fosse a hora de me apresentar. A verdade era que por mais que eu tivesse treinado desde que me conhecia por gente, a ideia de cantar em público agora simplesmente me apavorava. Eu nunca havia de fato feito isso antes. A música sempre havia sido um amor proibido, e poder ter acesso a ela agora era... Aterrorizador.
-Dylan Crawford

Chamou uma voz com pronuncia totalmente errônea, mas não corrigi. Me coloquei de pé calmamente e respirei fundo como meu pai havia me ensinado a fazer. Em momentos críticos o melhor era manter a calma... Em passos lentos caminhei em direção ao palco, tentando manter a cabeça erguida por mais difícil que fosse, engoli em seco, observando o local. Sobre o palco nada mais havia do que um microfone sobre um tripé e um rapaz ao lado que deveria ser  o DJ responsável por colocar as canções. Me posicionei perto do microfone e estreitei os olhos tentando enxergar a pessoa que estava atrás da mesa que me observava, mas por conta da luz forte sobre o palco, não consegui. Respirei fundo, abrindo um falso sorriso, sentindo cada músculo do meu corpo contraído.

-Meu nome é Dylan e eu vou cantar Radioactive do Imagine Dragons.
Anunciei desajeitado praguejando mentalmente pelo pesado sotaque alemão que tinha. Soltei um longo suspiro. Eu estava um tanto confiante quanto a música e jurava ser uma boa escolha. Os poucos que haviam me escutado cantar havia comparado minha voz com a do próprio vocalista e eu sabia que era capaz de atingir as notas altas. Eu só precisava de calma. Ouvi a calma melodia da música se iniciar e umedeci os lábios com a língua, aproximando-me do microfone para poder ser ouvido. Concentrei todo meu corpo e fiz questão de que minha voz saísse forte, assim como era feita na música. Por mais que a introdução fosse suave, a música era quase um hino de guerra.

- I'm waking up to ash and dust, I wipe my brow and I sweat my rust. I'm breathing in the chemicals... –Respirei fundo assim como é feito na música, mas em parte porque precisava respirar por conta do nervosismo também. Tentei não deixar transparecer. -I’m breaking in, and shaping up, then checking out on the prison bus. This is it, the apocalypse. Whoa. –Cantei concentrado, firmando minha postura para que conseguisse alcançar as notas altas do refrão. Respirei fundo, deixando minha voz se soltar. - I'm waking up, I feel it in my bones, enough to make my systems blow. Welcome to the new age, to the new age. Welcome to the new age, to the new age. –Cantei, com um sorriso satisfeito por ter conseguido sem desafinar. Aos poucos fui sentindo meu corpo relaxar. -Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive! Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive! I raise my flag, and dye my clothes, It's a revolution I suppose. We'll paint it red to fit right in, whoa. I'm breaking in, and shaping up. Then checking out on the prison bus. This is it, the apocalypse, whoa.

Cantei, agora sentindo-me completamente confortável. Meu corpo experimentava de uma sensação de adrenalina incrível e todos os meus músculos estavam relaxados. Eu não me importava com os olhos sobre mim, eu não me importava com a sensação de estar sendo avaliado. Eu estava cantando e estava amando aquilo, minha voz atingia tons altos e ao mesmo tempo em que eu apresentava-me sentia-me livre. Eu finalmente estava fazendo o que eu gostava, eu finalmente não estava mais tentando agradar ninguém. Eu estava agradando a mim mesmo, com o som que eu gostava.
- I'm waking up, I feel it in my bones, enough to make my systems blow. Welcome to the new age, to the new age. Welcome to the new age, to the new age. Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive! Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive!

Puxei o microfone mais para perto de mim, deixando com que minha mente relaxada baixasse meu tom de voz na medida em que a música desacelerava. Colei os lábios ao microfone, deixando sair suavemente:
-All sistems go... The sun hasn’t die. Deep in my bones... Straigh from inside... –Puxei mais uma vez o microfone, deixando a intensidade voltar a minha voz, caprichando ao máximo no último refrão de toda a música. Eu sentia um frio incrível na barriga e meu coração batia acelerado. - - I'm waking up, I feel it in my bones, enough to make my systems blow. Welcome to the new age, to the new age. Welcome to the new age, to the new age. Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive! Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive!

Acabei, sem sequer acreditar no que havia acontecido. Eu ouvi algumas poucas palmas das poucas pessoas que ali estavam e eu não tinha ideia de como era a face do meu avaliador, por estar cego por conta da luz. Ao receber o sinal, desci do palco, agradecendo ao DJ e voltei a me sentar em minha cadeira, esperando ansiosamente pelo resultado.




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Re: {FP} Dylan Crawford

Mensagem por Timothy D. Keynes em Seg 30 Jun 2014 - 18:27





Aceito!

Sua ficha foi aprovada! A partir de agora, você é um membro oficial do RPG. Pronto para postar e conhecer novas pessoas e lugares? Divirta-se ao máximo!

ANÁLISE DA FICHA: Adorei sua história! A forma como seu personagem dá apoio pra mãe e tudo o mais, lindo de verdade! Mas vamos ao que realmente nos interessa: Sua performance. Dylan, ficou claro que você sabe o que faz, sua descrição do ambiente, movimentos e de todo o resto que se passa durante a apresentação são incríveis, a escolha dá música com certeza foi ótima, eu nem precisei ouvi-la para ouvi-la, se é que consegue entender isso. Só posso dizer Bem vindo aos Warblers, será um honra tê-lo conosco.

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