Restaurante

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Restaurante

Mensagem por Stalker em Dom 7 Set 2014 - 20:29

Restaurante

 O restaurante tem por si, uma qualidade mundial de saúde em termos de bem estar. Nada de comidas gordurosas, apenas o necessário para uma boa alimentação. Um nutricionista e chef de cozinha trabalham juntos, com mais alguns funcionários para servir os acadêmicos. Folhas, vegetais, frutas, sucos, energéticos, tudo é encontrado aqui! Não é necessário pagar pedágio para a alimentação, visto que o preço está incluso no pacote mensal da academia.    

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Re: Restaurante

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Sex 10 Abr 2015 - 0:51

O céu oscilava entre um tom rosado habitual de fim de tarde e o tom acinzentado de uma dia inteiro de chuva forte. A brisa gélida que soprava a camisa larga e listrada e aos meus fios louros agia como um estimulante a cada inspirada minha. Meus olhos desviavam por todo o cenário urbano que tinha ao meu dispor através da janela escancarada do pequeno quarto daquele maldito apartamento em Akron; em um canto, um pequeno parquinho de chão arenoso estava vazio e molhado, em uns prédios adiante, no que parecia o quarto andar, um branquelo de dreadlocks curtos e negros fumava secretamente a um baseado na janela do seu quarto e ao encontrar meu olhar tratou de esbanjar seu torso robusto e peludo. "Nojento." Bufei, choramingando seguidamente ao lembrar da visão deslumbrante que tinha do estonteante gazebo e do pequeno bosque da minha suíte na mansão em estilo vitoriano dos McCain, em Lima. Eu sentia falta daquele bairro, era totalmente diferente de Akron; e ser ordenada a estudar em Carmel tinha como consequência viver sozinha em um apartamento na área residencial do bairro.

Um silvo longo e ritmado e meu olhar desviou da exibição nítida do drogado para meu celular que apitava frenético acima de minha cama. Por inteiros cinco segundos cogitei a ideia de joga-lo na parede ou ignorar o alerta, temendo ser uma nova mensagem de um anônimo que sem qualquer motivo havia tratado de me ameaçar numa festa no último fim de semana. Mas o vibrar do aparelho parecia surtir efeitos sobre mim, era impossível resistir a dar uma olhada no que poderia ser. Saltei na cama, capturando o aparelho e prendendo o ar para o que estava por vir. Por puro alívio sequer se tratava de uma mensagem de texto, mas sim uma de voz. Disquei o número do correio de voz, pressionando o celular contra o ouvido para ouvir a mensagem pendente e foi quase tão surpreendente ouvi-la quão seria se houvesse sido outro recadinho ameaçador. O timbre rouco e grave preencheu meu ouvido e minha mente, seu tom parecia sério, até mesmo hesitante, nada condizente a imagem que eu tinha em mente do dono daquela voz. "Precisamos conversar, irmãzinha. Te encontro hoje a tarde no shopping ou em algum local chato que costume ir?" A voz de Shane repetiu na mensagem e após o findar da segunda repetição eu tratei de lhe responder, por uma mensagem de texto, já que não conseguia falar de tão estupefata.

"Não posso.
Irei malhar a tarde toda. Desculpa.
— Hanna."

***

Uma suco de blueberry, com muito gelo. E uma barra de cereal, por favor. Soprei uma longa arfada ao finalizar meu pedido ao atendente que parecia mais um modelo de boa saúde á um atendente do restaurante da academia. Não que eu esperasse um funcionário gorducho e calvo na academia body's perfect, todos os clientes exalavam boa forma e devoravam seus alimentos estupidamente saudáveis enquanto eu ingenuamente os espelhava, ignorando aos roncos impacientes de meu estômago após uma longa e pesada aula de dança. Encarei ao meu reflexo em uma coluna entornada por um espelho. A Legging branca estampada por caveiras parecia uma segunda pele em mim, revestindo as minhas pernas afinadas e as coxas perfeitamente firmes. Minha cintura aparecia parcialmente por consequência a cropped de tom vermelho escuro com alguns detalhes alvos em destaque. Eu parecia bem, até. Firmei ao rabo de cavalo alourado e seguidamente ao moletom negro que pendia ao meu quadril. O sorriso confiante tomou o reflexo a minha frente e eu assenti, encorajando-me de que eu estava ótima.

— Seu pedido está pronto, Srta. McCain. — Ouvi uma voz cantarolar do outro lado da coluna. Quase corri ao encontro do balcão se não sentisse que algo estava entranho. Por que aquela voz me parecia tão familiar? — Um suco sem graça e um barra de cereal. Alguém quer morrer de fome? — A voz tornou a balbuciar e de imediato sua imagem apareceu em minha mente. Seus fios longos, rosa e arrepiados em um estranho moicano brilhou em minha memória. Seus olhos arregalados de um azul que ligeiramente me lembrava o tom dos meus próprios olhos apareceu logo após. Seu sorriso nervoso não demorou a aparecer quando eu revivi a única lembrança que tinha dele, do dia que expulsei ele e nosso pai da mansão em meio a talheres e moveis atirados ao ar. "O que diabos ele esta fazendo aqui?" Gritei mentalmente antes que minha cabeça pendesse para o lado e outra imagem tomasse meus olhos, ao invés de meu reflexo. Os fios inesperadamente ajeitados em um topete acastanhado me fizeram soprar um "oh my god" quando vislumbrei o que não esperava. Sua pele parecia mais pálida, seus olhos parecia mais brilhantes e seu sorriso cínico me fez xingar baixo de tão familiar que era. Shane? Murmurei, incerta. Era ele, mas ao mesmo tempo não parecia ser. O que você está fazendo aqui? E o que aconteceu com você? Finalmente caiu em si e decidiu parecer uma pessoa normal, ao invés de sustentar aquele moicano assustador!? Meus olhos por poucos segundos não desgrudaram da figura do moreno, analisando-o por completo antes que eu firmasse o olhar em minha bebida, como se houvesse um milhão de informações interessantes naquele copo cheio de suco. O que você quer? Resmunguei por fim. Shane me conhecia, ou pelo menos deveria saber que eu não era do tipo receptiva quando se tratava de meio-irmãos bastardos como ele.
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Re: Restaurante

Mensagem por Convidado em Dom 12 Abr 2015 - 1:00


Someone to follow, someone to fear
Keeps me in line, oh it keeps me in gear.
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Se não bastasse ter que ir até aquele fim de mundo que era aquela cidade, ainda tinha que ficar naquele pulgueiro que estava usando como pousada. Mas não queria arriscar ter minha cabeça arrancada do meu corpo por pisar na mansão McCain novamente. A lembrança da ultima vez que estive lá ainda era bem clara, se os vasos da dinastia Ming atirados contra minha cabeça, ou os talheres ou os os móveis, eu ainda podia recordar muito bem os gritos histéricos da loira aguada.
Olhei com desgosto para o colchão velho e abri minha mala para pegar um casaco que impedisse o vento de me deixar mais frio que o café dessa espelunca. Puxei meu celular, a carteira e as chaves do carro e saí do lugar, trancando a porta atrás de mim, estava na hora de eu fazer o que havia vindo fazer e parar de enrolar.
Entrei no carro e abri a parte de contatos do celular, procurando um numero que nunca havia sido usado antes. Meu dedo hesitou por alguns instantes, mas depois de alguns segundos e de ligar o foda-se eu cliquei para ligar. -Precisamos conversar, irmãzinha. Te encontro hoje a tarde no shopping ou em algum local chato que costume ir?  - disse sério, tentando evitar qualquer tom de ironia que estaria presente normalmente ao falar com ela, já que não queria uma loira louca e psicótica mandando aquelas amigas igualmente loucas atrás de mim.
Revirei os olhos quando recebi a mensagem de resposta da garota, só uma patricinha como ela para responder dessa maneira. Me controlei para não ligar naquele instante e mandar ela tirar da cabeça que o mundo não gira em volta do próprio umbigo. Saí do carro e fui até a área administrativa, não foi difícil descobrir onde ficava a única academia daquele inferno. Voltei para o Hummer e dei a partida. Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até maomé. Ou melhor, se a aguada não colabora, o coitado aqui tem que ir até a aguada.

...


Desci do carro e entrei na academia e ao invés de entrar diretamente na parte do maquinário fui até a recepção onde pude ver uma garota atendendo os novos clientes e tirando duvidas dos mais antigos.  Me inclinei sobre o balcão e dei meu sorriso mais cafajeste para a garota, que ficou corada e se virou para mim, essas garotas do meio do mato... -Você poderia me dar uma ajudinha? Minha irmã, ela está ai dentro. Ela é loira, patricinha, mau humor, deve conhecer. - completei com outro sorriso. Ela se atrapalhou e começou a buscar em alguns papeis, mas antes que ela encontrasse algo eu vi um borrão de cabelos loiros passarem na direção do restaurante e fui atrás. Pulei a catraca e me aproximei.
— Seu pedido está pronto, Srta. McCain. Um suco sem graça e um barra de cereal. Alguém quer morrer de fome? - cantarolei saindo de trás de uma coluna e dando de cara com minha querida irmãzinha. Meu olhar refletia meus pensamentos que quase me faziam rir da surpresa, quem diria senhoras e senhores, a toda inabalável Hanna McCain surpresa por um corte de cabelo. -Não, sou David que veio do passado. - respondi sarcasticamente depois de revirar os olhos.  Ignorei a sequência de perguntas idiotas e dei um passo em direção a minha meia-irmã. Coloquei o dedo no seu ombro e empurrei levemente, sabendo que aquilo a irritaria muito. -Não se preocupe irmãzinha, não estou aqui para roubar sua herança ou sua coleção inútil de Louboutins. Precisamos conversar. - disse carregado de ironia durante a maior parte da sentença para depois ficar sério no final. -É sobre a família. E querendo você ou não, eu sou um McCain. - suspirei e puxei meu celular para mostrar uma mensagem que havia recebido alguns dias antes.
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Re: Restaurante

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Ter 14 Abr 2015 - 15:01

Não que eu houvesse permitido, mas um vestígio de sorriso tomou o canto de meus lábios quando o moreno defronte a mim usou do sarcasmo para dirigi-se a mim. Uh, tão parecido a nosso pai, que aquela sua menção de ser um David McCain do passado não me pareceu algo tão ridículo; não havia como negar que ele era de fato um filho do McCain. E ali estava, a sensação nada agradável de assumir aquilo pra mim mesma. Shane era um McCain. Certo; ele havia saído de dentro de uma empregada, com quem meu pai havia traído minha mãe e quem sabe metade do Reino Unido. E ainda que eu tentasse negar com todas as minhas forças, aquele projeto de bad boy — que não tardaria a ir detido por alguma imprudência arquitetada e refletida naquele sorriso estupidamente malicioso — tinha o sangue McCain correndo em suas veias.  

Tratei de morder com força a  extremidade do canudo que jazia no interior de minha  boca. Naquele instante qualquer mínima coisa era essencial para me distrair ou me fazer não falar qualquer coisa com aquele menino. Mas até quando? Uma hora o suco se findaria, a barra de cereal — ainda perfeitamente inteira — não passaria de farelos e certamente Shane continuaria ali. Bufei, largando o copo acima da bancada e ocupando o assento a direita de Shane. Meus olhos teimosos pareciam avaliar a cada pequeno detalhe das adjacências, evitando olhar o intruso ali ao lado, mas era impossível não notar sua presença, ele se movia inquieto como se soubesse que aquilo iria me irritar; até a forma pesada e audível de suas expiradas faziam meus nervos balançarem. Sim. De acordo com David, você é um McCain. Porém, não entendo o que eu tenho a ver com isso.   Meus olhos tornaram a desviar. Foi involuntário o movimento inquieto de minha cabeça, lançando para trás os fios que caiam a minha face e para findar todo aquele tique, mordi meu lábio inferior por poucos segundos, antes que notar o que fazia. Eu precisava aprender a mentir com perfeição. Era obvio que eu sabia o que eu tinha a ver com a aparição de Shane, ou pelo menos desconfiava. Você quer vir morar na mansão, é isso? Encarei sem piscar aos olhos de Shane na tentativa de detectar qualquer resposta contrária, mas nada veio. Ainda que extremamente claros e brilhantes, os olhos de Shane parecia um buraco negro — absorvia a tudo mas não deixava nada passar —.

Se este for o motivo pra vocês vir atrás de mim, sinto muito mas sequer eu estou morando na mansão. Estou em Akron, e a mansão está fechada. E de jeito nenhum eu deixaria você morar sozinho naquela casa. Não quero que toda a história dos McCains que residiram seja arruinada com você transformando o lugar em um clube noturno particular. E tão obediente o sorriso sarcástico tomou meus lábios, e em meio segundo eu o desfiz. Ainda que não houvesse visto, eu sabia que aquele maldito sorriso havia semelhado-se ao de Shane minutos atrás.
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Re: Restaurante

Mensagem por Convidado em Sex 17 Abr 2015 - 14:53


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Ela só podia estar brincando comigo, minha vontade era de atirar aquele canudo e o copo na cara dela pra ver se ela ficava quieta. Deus, como uma garota só pode ser tão chata? Coloquei minha mão nas têmporas para tentar me acalmar. O que obviamente não funcionou. Se eu era o mestre em saber como irritá-la, ela também sabia me tirardo sério. -Escuta aqui patricinha... Nem tudo nessa droga de família é sobre você. Eu preferia continuar sendo um bastardo e tendo minha mãe do que ter você como irmã. Então cala essa boca e me escuta uma vez na sua vida! - estourei depois de ouvir que ela achava que eu queria ir morar na mansão ou transformá-la em boate. Algumas pessoas que estavam ao redor olharam para mim chocadas, mas eu só retornei o olhar deles com outro cheio de raiva.
-E acho que seu cérebro foi meio afetado com a tintura. Se você se esqueceu, eu moro em Miami e não estou com a minima vontade de sair de lá pra vir pro meio do mato. - encarei ela com raiva, até que dei de ombros e mostrei um sorriso irônico no rosto, de fachada. -Quer saber, eu vim de boa conversar com você. Mas parece que você não consegue sacar isso. Foda-se, eu to caindo fora daqui. - revirei os olhos antes de dar meia volta e mostrar o dedo meio para o segurança que estava vindo em minha direção e sair caminhando calmamente, como se nada estivesse acontecendo para a saída.
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Re: Restaurante

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Sex 17 Abr 2015 - 16:50

Meus orbes fixaram-se no movimento dos lábios de Shane, enquanto este proferia palavras que de certo modo acertava-me como uma sequência de socos esmagadores contra o estômago. Eu não era o tipo de pessoa que leva desaforos calada — ainda que sempre que recebia um grito repreendedor ou ofensivo segredava ao choro em qualquer canto extinto de qualquer ser humano —, mas, aquele momento, as palavras formavam um bolo insuportável em minha garganta. Suco! Firmei o copo de vidro em mãos, sugando furiosamente ao liquido pelo canudo enquanto cogitava a ideia de arremessar qualquer coisa que estivesse próxima a mim no moreno a minha frente — e com qualquer coisa digo, TUDO nas proximidades —.

E eu que achava impossível me surpreendi quando a vontade de acerta-lo com talheres e moveis se ampliou no exato momento que o bastardo virou-se, dando-me as costas e caminhou para a saída do estabelecimento. Filho da puta! Grunhi, ignorando os olhares curiosos que me cercava. Aquela altura, metade do restaurante já sabia que aquilo que caminhava de forma tão estranha e trajava roupas dignas de um bad boy despreocupado em escovar os dentes ou pentear os cabelos, era meu meio-irmão. Merda! Rosnei. Pus-me de pé em um pulo, caminhando em passos longos e apressados atrás do moreno que sequer olhou para trás. Maldito, orgulhoso. McCain, obviamente. Ei! Você. Me vire as costas novamente e verá como uma patricinha pode ser problemática, tanto quanto as menininhas que você costuma cair de amores, só que pior! E como esperado, Shane não deu a mínima. Segurei com firmeza seu pulso, puxando-o ferozmente para mim antes que meu próprio pulso fosse entornado por dedos finos e firmes. — Hanna! É a sua vez na sala de dança, vamos, agora! — Os olhos amendoados e os cabelos encaracolados e ruivos da menina de rosto sardento iluminou minha visão e eu pisquei meio atordoada. Era Chloë, uma das alunas da mesma aula de dança que eu frequentava na academia. Meu olhar oscilava da ruiva para o moreno. Eu não iria largar Shane, Chloë não iria me largar tampouco. Bufei, rolando os olhos enquanto me libertava do aperto da menina. Você! Venha comigo. Meu olhar fuzilou Shane, enquanto eu o puxava contra sua vontade para as escadarias, subindo-a em pulos para a sala de dança.
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