Estacionamento

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Estacionamento

Mensagem por Stalker em Qui 11 Set 2014 - 22:29

Estacionamento WMHS

 Sejam todos bem-vindos ao McKinley High School. O estacionamento é a primeira parada de todos que buscam o colégio. Não é muito grande, mas pode guardar com facilidade alguns carros. A maioria das vagas são rotativas, para os ônibus escolares da região. Algumas bicicletas podem ser presas em suportes de ferro. Não há vagas para motos, embora muitos motoqueiros simplesmente estacionem-as entre os carros, enlouquecendo alguns motoristas na hora de ir embora. Aqui se encontram várias lixeiras grandes, de lixo orgânico e reciclável misturado. Tome cuidado para não ser atirado dentro de uma delas.

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The your ghost, the ur image. I'm the stalker!

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Re: Estacionamento

Mensagem por Convidado em Ter 7 Out 2014 - 10:55


SO MAKE A WISH!


A tarefa da semana era sobre cantar algo que unisse os membros do coral, ou que pelo menos, os incentivasse a alguma coisa. Jacob não era muito bom em lembrar músicas temáticas, e isso só piorava, quando ele tinha pouco tempo para fazer isso. Uma música passou por sua cabeça como um flash, e sem pensar duas vezes, decidiu que seria ela a escolhida para a performance. Acompanhou a de alguns membros, e se surpreendeu com muitos. Até uma guerra de comida foi iniciada. Teve um dia para preparar-se, e ensaiou um pouco. Pensou em lugares para cantar a música, mas não conhecia muito a escola. Só havia passado pelos corredores, algumas salas e o estacionamento. Sem muitas opções, ficou com a última. A passos apressados, chegou no local da apresentação, vendo pessoas indo e voltando o tempo todo. Respirou fundo algumas vezes, tentando se acalmar. Não poderia falhar na primeira performance do coral.

Voltou correndo até chegar na sala, respirando com dificuldade. Chamou o pessoal da banda, precisaria de esforço, não conseguiria sozinho. A música não falava exatamente sobre união, mas sim, sobre celebrar uma coisa importante. E esta coisa, unia as pessoas. Então, pensou que seria bom fazê-la. Informou aos rapazes da banda enquanto voltavam para o estacionamento o que ia cantar, e com o consentimento deles, já tinha permissão para começar. Olhou para os lados, buscando concentração e calma, como se fosse proliferá-las pelo ar. Após alguns minutos, estava pronto para iniciar.

I heard you're feeling, nothing's going right
Why don't you let me, stop by?
The clock is ticking, running out of time

Começou a cantar com meia voz, colocando um cap na cabeça, virado para trás. Assim que a banda iniciou os toques iniciais, Jacob percebeu que algumas pessoas riram, outras ignoraram, e parte do restante parou para prestar atenção. Estava entrosado com a canção, gostava dela, o deixava animado. Se aproximou de Brooke, que estava por ali, segurando sua mão enquanto cantava why don't you let me, stop by? The clock is tickin, running out of time.

So we should party, all night

Normalizou o tom de voz, enquanto prosseguia com a letra da música. Empurrou a ruiva um pouco para frente, e a puxou de volta, fazendo-a girar o corpo, estando próxima outra vez. Viu um sorriso brotar no rosto dela, e tomou como um ato de coragem para continuar.

So cover your eyes, I have a surprise
I hope you got a healthy appetite
If you wanna dance, if you want it all
You know that I'm the girl that you should call

Teve o apoio de algumas pessoas, vendo que a maioria agora estava animada. Não sabia se apresentações como essa ocorriam o tempo todo, mas não queria parar para pensar, ou se atrapalharia. Tentou fazer alguns passos de dança, dança de rua. Era a única coisa que podia fazer no momento, mas sem ousar muito. Viu um grupo de garotas dançando, e não pensou em se afastar - era o que faria normalmente. Mas, tomou coragem e se aproximou, colocando o boné na cabeça de uma, girando com as costas encostadas as dela, e ao chegar do outro lado, pegou o cap novamente, recolocando-o na cabeça.

Boy when you're with me
I'll give you a taste
Make it like your birthday everyday
I know you like it sweet
So you can have your cake
Give you something good to celebrate

Parou no meio, perto da banda, mas teve que se afastar ou não escutariam sua voz. Começou a dançar de seu próprio jeito, mesmo parecendo torto e desengonçado, Jacob tentava dar o seu melhor para contagiar as pessoas que estavam ali, mesmo sabendo que Birthday fazia isso por si mesmo. Dessa vez, mirou um grupo de meninos que também arriscavam dançar. Chegou próximos a eles, cantando já o give you something good to celebrate.

So make a wish
I'll make it like your birthday everyday
I'll be your gift
Give you something good to celebrate

Continuou ali com eles, pulando, girando o corpo no mesmo lugar, dando uma curta corrida, segurando a mão de uma menina. A informou por meio de gestos que segurasse a mão de outra pessoa, e assim, formaram um grande "trem" humano. Iam correndo por partes do estacionamento, todos cantando em uníssono agora. Jake tinha pretensões de cortar a música, já que a asma não lhe permitira cantá-la toda, sem danificar sua respiração. Precisava treinar isso, e a música o ajudaria bastante.

So let me get you in your birthday suit
It's time to bring out the big balloons
So let me get you in your birthday suit
It's time to bring out the big, big, big, big balloons

Soltou a mão da menina, e pediu que ela continuasse com o trem, que já voltaria. Subiu no capô de um carro qualquer, e bateu o pé ali algumas vezes, enquanto cantava a parte seguinte. Enquanto sua voz entoava o so let me get your birthday suit, viu algo que lhe agradou. Um senhor vendia balões, e tinha uma boa quantidade com ele. E como a música praticamente exigia alguns... Pulou do capô e correu até onde ele estava, batendo no suporte que segurava os balões, livrando-os dali. Muitos começaram a voar imediatamente. Jake conseguiu pegar alguns, enquanto ia cantando. Tirou uma nota de 100 do bolso e entregou ao senhor, que sorriu e aceitou o pagamento de acordo.

Boy when you're with me
I'll give you a taste
Make it like your birthday everyday
I know you like it sweet
So you can have your cake
Give you something good to celebrate

Voltando para o "trem" humano, Jake entregou balões a algumas pessoas. Cercaram o pessoal da banda, fazendo um grande circulo ao redor deles. Logo uma outra turma formou outro, e como se fosse algo combinado, o círculo de dentro rodou para a esquerda, enquanto o de fora rodava para a direita. Um pouco suado e já respirando um tanto que ofegante, Jacob sorria largamente. Porém, o sorriso se fechou quando viu o time de futebol se aproximando com copos de raspadinha. Algumas pessoas dos círculos perceberam e pararam. O garoto não parou de cantar, nem mesmo quando sentiu um líquido gelado contra seu rosto para logo depois ensopar sua camisa. E foi assim com muitos outros.

Boy when you're with me
I'll give you a taste
Make it like your birthday everyday
I know you like it sweet
So you can have your cake
Give you something good to celebrate

Jake teve vontade de sair correndo dali, e acabar com a apresentação. Porém, um garoto e uma garota seguraram suas mãos, um de cada lado, reforçando que aquilo não os pararia. Então, começaram a dançar novamente. Os círculos voltaram a ter vida, e a animação estava de volta. Já teriam que ir para casa, mesmo. Então nada impediria eles de se divertirem na saída! Cantou a plenos pulmões, até puxando algumas notas.

So make a wish
I'll make it like your birthday everyday
I'll be your gift
Give you something good to celebrate

Parecia mais aquelas festas de cores, onde jatos de fumaça deixavam as pessoas em multicores. Mas ali, era real. Eles sentiam os pedacinhos de gelo no corpo, sabiam que tinham perdido aquelas roupas, por conta da pegajosidade do líquido. E ainda sim, estavam ali, se divertindo. Como se aquilo não bastasse, uma chuva forte começou. De repente. Jacob tinha um sorriso rasgando os lábios, como muitas pessoas ali. O rapaz pensava constantemente "A quanto tempo não me divertia assim? Ou essas pessoas? Devo isso ao Glee Club. Estou me renovando!" e assim, foi finalizando a música. A banda parou de tocar no momento exato em que a chuva engrossou e já não seria possível tocar.

Happy birthday!

Gritou, tendo como apoio, a voz de todas aquelas pessoas. Aplaudiram, no que ele respondeu com uma reverência e com o ainda enorme sorriso. Agradeceu a muitos, trocando abraços e apertos de mão. Algumas pessoas continuaram pulando, dançando, se beijando, ali na chuva. Jake correu para debaixo de uma tenda, esperando que o temporal passasse. Tinha cumprido a tarefa, e feito muito mais. Unido várias pessoas, e juntos, não deixaram que um batalhão de vermelho e branco impedisse a diversão deles. Neste momento, devia muito mais a Katy Perry do que ao clube do coral.

Can you see the dark? Can you fix the broken? Can you feel.. can you feel my heart? Can you owe the hopeless? Well, I'm begging on my knees, Can you save my busted soul? Will you ache for me?

Tks: Liiz@ TPO

Convidado

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Re: Estacionamento

Mensagem por Convidado em Seg 3 Nov 2014 - 21:26


Foolish
I am

Não fazia a menor ideia do que tinha me levado até aquele lugar, normalmente ser um Warbler em território do McKinley era quase uma declaração de guerra, mas naquele instante eu estava em paz. Para fazer um pedido de desculpas mais corretamente. Sabia que o garoto que tinha me ajudado na festa estudava por aqui e devia isso devido por minha total atitude de idiota na festa de Halloween.
Estava recostado contra meu Shelby preto na espera do sinal de saída da escola. Meu uniforme da Dalton estava jogado contra o banco de trás e eu trajava apenas uma camiseta polo branca e calças jeans comuns.
Ao ouvir o sinal me ajeitei e dirigi meu olhar para a porta de saída, forçando levemente a vista para tentar encherga-lo.


Convidado

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Re: Estacionamento

Mensagem por Demétrio Eckheart Ghödshy em Qua 5 Nov 2014 - 21:23


Change Your Life?
I'mma change your life, I'mma change it?


B
ocejou, esticando o corpo ainda sobre a cadeira. O cansaço lhe domava de uma forma que não poderia suportar por muito tempo, precisava chegar logo em casa, do contrário, acabaria dormindo sobre a mesa como vários outros alunos. Era uma cena que chegava até ser engraçada. Todos estavam cansado após a última festança, porém uns expressavam isso de uma pouco mais intensa que os outros, digamos assim. Sorriu com os pensamentos, puxando a manga acinzentada da blusa para verificar as horas no relógio escondido pelo tecido. O sinal bateria em segundos. Guardou seus pertences, colocando a mochila sobre a madeira e ajeitando a blusa de frio, arregaçando ambas as mangas até o antebraço.

"Trrrm". Era o som que indicava liberdade. Puxou seus pertences, colocando-os sobre suas costas, dando os primeiros passos em direção a saída da sala. Conforme o movimento aumentava, mais rápido andava, tentando se livrar da imensa quantidade de membros andando de um lado para o outro de forma desgovernada. Conseguiu em instante se livrar de todos eles, chegando direito ao estacionamento. Desta vez, viera acompanhado com Dianna. Então deveria esperá-la para poder ir em bora. — Será que ela vai demorar? — Indagou-se, andando entre as fileiras gigantescas dos veículos, procurando no que viera. Havia esquecido completamente onde tinham deixado-no. Continuou andando, quando de repente percebeu uma presença familiar, justamente aquela que pelo que imaginava, jamais olharia em sua face novamente, no meio deles estava o garoto fantasiado de vampiro, Charles. Parecia estar encostado sobre um carro preto, esperando alguém.

— Posso ajudar? — Perguntou como na vez em que se conheceram, sorrindo da mesma forma saudável e calorosa de antes.


Na escola, vestindo exatamente dessa forma. Solitário. Humor parcialmente calmo e de estado cansado. Musica que definia o momento: Change Your Life..

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See I ain't no bitch nigga, no rich nigga
I'mma real nigga, that's real nigga

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Re: Estacionamento

Mensagem por Kitty Wilde em Sab 7 Mar 2015 - 22:47


Only Love Can Hurt Like This

Eu corri, eu corri sem parar no momento que sai da sala, não aguentaria ficar naquele lugar após o que eu havia feito, após as palavras serem ditas, não queria lidar com os questionamentos, a confusão nos olhos castanhos de Dianna e a reação de sua namorada. Meu coração batia forte em meu peito, eu sentia como se fosse explodir, parecia uma bomba prestes a detonar e doia, era uma dor quase insuportável. Lágrimas caiam de meus olhos e molhavam meu rosto, minhas mãos tremiam, eu não deveria ter feito aquilo, eu sabia que não poderia dar certo, alguém como Dianna nunca retribuiria meus sentimentos.
Parei por alguns instantes e me encostei contra um armário, a maioria dos alunos já haviam saído da escola ou estavam na sala da atividade extra-curricular, para a minha sorte não havia ninguém naqueles corredores para testemunhar a confusão que eu me encontrava naquele momento. Mordi meu próprio lábio e desabei contra o chão sentando por alguns instantes, coloquei ambas as minhas mãos na frente de meu rosto tentando enxugar as lágrimas que caiam como uma cachoeira futilmente, sentia meu lábio tremer. Soltei os meus cabelos deixando-os cair bagunçadamente pelos meus ombros. Em tal momento me lembrei de uma canção que havia escutado no rádio alguns dias atrás quando soube da notícia que Dianna e Shannon estavam namorando.

I tell myself
You don't mean a thing
But what we got
Cannot hold on me?
But when you're not there
I just crumble
I tell myself
That I don't care that much
But I feel like I'm dying
Till I feel your touch

A letra da canção saiu embargada pelas as lágrimas de meus lábios, não sabia por que estava cantando tal música, talvez em uma forma de buscar consolo, não era isso que o Schuester falava para fazermos sempre? Os versos saiam entre soluços de minha boca, era irônico justo nesse momento eu estar seguindo os ensinamentos do Schuester, sentia como facas perfurassem meu coração, eu não havia precisado de palavras da boca de Dianna pra ver a surpresa em seus olhos e a dor que ela tentava esconder, havia passado muito tempo lhe observando para não notar coisas como essa.

Only love
Only love can hurt like this
Only love can hurt like this
Must have been a deadly kiss
Only love can hurt like this

Amor é algo que eu havia tentado não me render, havia visto anteriormente como tal sentimento enfraquecia os outros, eu não queria ser fraca daquele jeito e como estou agora? Cantando uma música depois de me declarar para a garota que havia me apaixonado, se pelo menos fosse um garoto talvez não doesse tanto. Nunca tive nada contra lésbicas, mas sempre pensei em que no dia que me apaixonasse provavelmente seria um garoto mesmo não tendo boas lembranças de contato com esse gênero.

Say I wouldn't care
If you walked away
But everytime you're there
I'm begging you to stay
When you come close
I just tremble
And everytime
Everytime you go
It's like a knife that cuts
Right through my soul

Sua pele morena e aqueles olhos castanhos me faziam sonhar durante a noite, aqueles olhos infestavam meus sonhos como uma praga e eu não pude evitar de me apaixonar pela dona de tais olhos, se apenas eu soubesse antes que o amor doia desse jeito eu teria tentado mais, se apenas eu tivesse resistido mais. Levantei lentamente do chão frio dos corredores, aquilo estava me sufocando, eu não iria conseguir continuar naquele colégio sabendo que ela ainda estava sobre o mesmo teto, que ela talvez pudesse vir atrás de mim, eu não iria conseguir lhe encarar de vergonha e medo... Medo de escutar de seus lábios que ela não sentia nada por mim, mas também não posso a culpar, como alguém sentiria?

Only love
Only love can hurt like this
Only love can hurt like this
Must have been a deadly kiss
Only love can hurt like this
Only love can hurt like this
Your kisses burning through my skin
Only love can hurt like this

Andei apressadamente com passos largos pelo corredor, eu tinha que sair daquele colégio, só queria me jogar em minha cama e chorar. O refrão da canção mal saia de meus lábios com tantos soluços que saiam por entre as palavras, as lágrimas não haviam parado de cair. Como será que ela está agora? Provavelmente beijando sua namorada, apenas em pensar que ela namora outra doí, não dá para acabar com essa dor? Se eu pudesse rasgaria meu coração do peito apenas para não sentir tal dor como essa.

And it's the sweetest pain
Burning hot through my veins
Love is torture
Makes me more sure

Atravessei os portões e respirei fundo quando senti o ar puro entrar pelos meus pulmões, passei rapidamente pelo pátio e logo estaria no estacionamento, queria entrar naquele carro e ir embora daquele lugar, nunca mais sair de casa para não ter nenhuma chance de me deparar com Dianna e sua namorada novamente. Os versos sofriam para sair de meus lábios tremidos, minha voz já estava rouca de tantas lágrimas e embargada pelas lágrimas, logo me deparei com meu carro vermelho do outro lado do estacionamento e suspirei de alívio.

Only love can hurt like this
Only love can hurt like this
Must have been the deadly kiss
Only love can hurt like this
Only love can hurt like this
Your kisses burning to my skin
Only love can hurt like this
Only love can hurt like this
And it must have been the deadly kiss

Andei rapidamente até o carro e encostei minha cabeça contra o metal frio, as lágrimas caiam no chão e molhavam meu uniforme, meus olhos estavam avermelhados. Meus pais não deveriam estar em casa novamente, normalmente isso me incomodaria, mas hoje estava feliz por esse fato, pelo menos não me veriam de tal forma, apesar que não preocupariam, no máximo perguntariam por que eu estava andando pela rua de tal forma desleixada, preocupados com suas reputações como sempre. Abri a minha mochila e comecei a procurar a chave do carro tentando me acalmar aos poucos.

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Demons
Don't get too close It's dark inside It's where my demons hide

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Re: Estacionamento

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 7 Mar 2015 - 23:40

TAG; #Shannon
WORDS; Thousand. qq
NOTES; Why, Kitty?

You're everything I thought you never were and nothing like I thought you could've been, but still, you live inside of me. So tell me how is that?
Correndo pelos corredores, tentei não me chocar contra nada nem ninguém, e ter algo para atrapalhar minha ida até Kitty. Onde você está, Kitty? Tentei dentro da escola, banheiros, auditório, ginásio, vestiário das cheerios e nada. Até o armário do zelador eu tinha tentado. Então, quando estava passando pelas portas do refeitório para alcançar o lado de fora do Mckinley, quando ouvi a voz embargada e falha de Kitty soar ali perto. Estacionamento. Andei rápido, ela estava... Quebrada? Não conseguia olhar para ela sem me sentir culpada por tamanho sofrimento. Não queria que Kitty tivesse uma impressão errada sobre o amor. Esperei ela terminar a canção, prestando atenção a cada parte. Estava parada atrás dela, agora.

Kitty? – chamei, ouvindo minha voz soar controlada, surpreendendo a mim mesma – Posso conversar com você?

Ela parecia estar com pressa para sair dali, mas eu não deixaria. Não era a hora de fugir. Se ela tinha tido coragem o suficiente para se declarar, não acreditaria no fato de que ela fugiria agora.


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We'll go slow and high tempo

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Re: Estacionamento

Mensagem por Kitty Wilde em Qua 11 Mar 2015 - 14:23


Only Love Can Hurt Like This

Meu corpo inteiro se endureceu ao escutar a voz de Dianna vindo atrás de mim, meus olhos se arregalaram e minhas mãos ficaram tão frias quanto o metal da chave que segurava atualmente. Minha mente buscou rapidamente uma saída daquela situação, talvez um buraco para o país das maravilhas se abrisse debaixo de mim em tal momento, eu preferia enfrentar a rainha de copas querendo cortar minha cabeça do que a dona de tal voz, mas nenhum buraco se abriria, não tinha outra saída, eu tinha que enfrentar Dianna.

Respirei fundo e soltei a chave no fundo da mochila, coloquei a alça sobre meu ombro e tentei me preparar em poucos segundos mentalmente para a garota. Mordi meu próprio lábio e me virei hesitantemente. Evitei encarar seus olhos e mantive meu olhar para o chão, minhas mãos estavam do lado de meu corpo desajeitadamente. - Eu acho que mesmo que eu negasse não iria te impedir não é? - Murmurei sarcasticamente buscando alguma força para não derrubar as lágrimas que teimavam em cair novamente.

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Re: Estacionamento

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 11 Mar 2015 - 22:07




I won't let these little things slip out of my mouth.
Pelo certo ou errado, aquilo não poderia continuar. Kitty não poderia continuar sofrendo. E por mais que isso fosse inevitável, eu não poderia adiar mais. Era como se tivesse dando falsas esperanças a menina. Esperou seu tempo, sem força-la a virar-se depressa ou logo, para que aquilo tudo finalmente acabasse. Não era assim. Não era tão... Insensível. Queria ter encontrado seus olhos, o que aconteceu. Kitty estava mesmo fugindo? Queria perguntar tantas coisas. Quando seus sentimentos haviam surgido, por que ela os guardou, era realmente muita coisa, mas poderia esperar outro momento para isso. Não agora, com tudo tão... Fresco.Respirando fundo, Dianna tentou escolher as palavras certas, nada que não pudesse elevar o nível da situação para algo que a agravasse ainda mais. Mais, tinha suas dúvidas se isso era mesmo possível.

Não, Kitty. Não ia. — Dei um passo para mais perto.

Descruzando os braços, usou o polegar apoiado na base da mão para erguer o rosto da loira pelo queixo, fazendo com que olhasse um pouco para cima, por conta da diferença de altura. Suas íris estavam desfocadas por conta das lágrimas, e ver assim, tão de perto, fez o coração da morena errar uma batida. Tudo estava lhe desconcentrando, desde o som de pessoas circulando ao redor da escola, até os pensamentos que faziam questão de deixá-la aflita.

Eu não sei bem o que dizer, mas quero tentar. Não quero prolongar ou te fazer chorar por mais um segundo. — tocou suas bochechas, limpando os rastros das lágrimas que haviam escorrido. — Primeiro... Estou lisonjeada e até surpresa. Você gostar de mim? É uma honra e tanta. Acreditava, sempre acreditei, que existia essa Kitty ai dentro. Mesmo com tanta gente dizendo o contrário. Segundo, não se faz uma declaração dessas e sai correndo. — tentou dar um sorriso, mesmo que pequeno.

De repente, tudo fez um sentido. As coisas que ela havia feito com Johnny... Será? Era este o motivo? Franziu o cenho, se sentindo um tanto confusa, porém, tratou de se fiscalizar e voltar ao ponto. E será, que se Kitty tivesse dito tudo antes? Estariam juntas? E Shannon? Com um suspiro pesado, continuou.

Eu amei, sabe? Alguém fazendo uma declaração por mim, enfrentando os medos, as outras pessoas, tudo para mostrar o que sente. Mesmo tendo sido por simplesmente não aguentar mais prender. Mais... — soltou os dedos de seu rosto. — Eu amo a Shannon. É ela que me faz sentir coisas que... Se eu pudesse, se estivesse livre, poderia estar sentindo por você. Mais ela existe, e é bem real para mim. — ouviu um estrondo vindo de cima, mas não me importei.

Gotas de chuva despencaram do céu, grossas, pesadas e violentas. Ficamos um tempo em silêncio. Um silêncio desconfortável e doloroso. Não sabia se para ela também estava sendo assim, mas se sentia mal por fazer alguém sofrer daquela forma. Ainda estava frente a frente com Kitty. Tinha que terminar de falar. Já que ela havia cantado, se sentia mais confortável para continuar assim. Então, mesmo sem música, resolveu começar.

It’s easy to fall in love, but it’s so hard to
Break somebody’s heart
What seemed like a good idea has turned into a battlefield

Cantou com a voz baixa, em um tom auto suficiente para que Kitty ouvisse. Estava encarando agora o chão. Se sentia tão desumana quanto ele. Era um preço muito alto fazer alguém sofrer daquela forma. Não suportava ver a dor das pessoas, não aguentava nem mesmo as próprias. Aquela letra, aquela sensação de coração partido, de campo minado. Era tão palpável agora, que facilmente notariam.

Once lust has turned to dust and all that’s left’s held breath

As gotas da chuva caiam depressa, atingido-as com força, sem pena. A voz estava falha, porém, não houve problemas em repercutir a letra da canção. Transformaria os desejos da loira em poeira, em algo que esteve levantado entre ambas o tempo todo, apenas como algo que se desformaria a qualquer momento.

Forgotten who we first met
What seemed like a good idea has turned into a battlefield

We both know it’s coming
Does illusion count for something we hide?
The surface tension’s gotta break
One trolli is all it takes to flood out this lie

Qualquer palavra que pudesse pensar em ter dito, seriam como uma pisada em um campo minado para Kitty. Ela seria explodida a cada palavra dita. Como poderia falar em amor sem falar de Shannon? Parecia impossível. Aquela música fazia todo o sentido. Tanto para uma como, para outra. Kitty sabia que isso aconteceria, caso falasse, e mesmo assim, o fez. Os olhos castanhos subiram de encontro aos azuis, enquanto cantava, com lágrimas misturadas as gotas da chuva, o "does illusion count for something we hide?". Não podia mentir, não podia iludir, nem dar esperanças. "Nós" não existira para ambas. Precisava deixar isso claro, mesmo sabendo que ia afundar a loira em algo que não desejaria nem ao pior inimigo, caso tivesse um.

You and I, we have to let each other go
We keep holding on, but we both know
What seemed like a good idea has turned into a battlefield

Levantando as duas mãos com calma, indicou as duas, movimentando-as no espaço vago entre os corpos, enquanto as lágrimas corriam com intensidade, agora. Não queria estar fazendo isso, cantando isso. Se pudesse, estaria retribuindo a declaração, dizendo coisas bonitas, prometendo felicidade. Mais já havia feito isso. Já havia prometido a felicidade a alguém, tinha lhe dito coisas bonitas, se declarado. Amava Shannon em proporções as quais não sabia da existência. Estava descobrindo sentidos que achava que jamais notaria estar passando por eles, que jamais os sentiria. E não queria parar. Não queria nada mais que ela. Por isso, estava dizendo a Kitty, que precisava ser deixada.

Peace will come when one of us puts down the gun
Be strong for both of us, no, please, don’t run, don’t run
Eye to eye, we face our fears unarmed on the battlefield

We seemed like a good idea
We seemed like a good idea

Segurou suas mãos, sentindo-as tão molhadas quanto as próprias. Cantava agora diretamente, olhando em seus olhos. A voz falhou uma segunda vez, enquanto cantava o "be strong for both of us, no, please, don't run, don't run", sentindo cada músculo do corpo fraco, se sentia fraca. Por que? Ela poderia gostar de tanta gente. Qualquer pessoa. Por que eu? Era o que mais pensava. Gostar do que não lhe pertenceria era uma ideia que poderia soar boa, realmente. Kitty precisava aguentar. Precisava desistir. Precisava de paz, e só teria, quando deixasse tudo ir. As vezes, boas ideias não levam a lugar algum e era isso o que tentava transmitir. A real boa ideia, seria se livrar de todo aquele sentimento, já que ele não seria, de forma alguma, retribuído. Não conseguiria cantar tudo. Estava difícil tomar folego, enxergar na chuva pesada, cantar.

You and I, we have to let each other go
We keep holding on, but we both know
What seemed like a good idea has turned into a battlefield

Voltando a baixar os olhos, sem soltar as mãos da menina, pôde sentir a chuva com real intensidade. Os pingos grossos ensopavam o uniforme vermelho e branco que ambas usavam. As bolsas, tudo o que estavam carregando. A morena esperava lavar a alma da loira com tudo o que estava lhe dizendo, enquanto cantava. Esperava que ela entendesse que apesar de estar tocada, lisonjeada e triste por lhe causar tanta dor, também se sentia assim. Estava amando outra pessoa. Outra garota, e não queria acabar com o que tinham só para não causar dor a Kitty. Não seria capaz disso. Nunca.

Peace will come when one of us puts down the gun
Be strong for both of us, no, please, don’t run, don’t run
Eye to eye, we face our fears unarmed on the battlefield.

Chorou mais que cantou, durante os próximos versos. Não conseguia mais segurar a angustia. Não poderia correr disso, nem deixaria Kitty o fazer, e ali estavam. Frente a frente, enfrentando tudo, deixando as coisas saírem, deixando... Acontecer. Não de uma forma agradável. Não existia uma, para aquele caso. Soltou suas mãos, se afastando alguns passos. Passos que foram tomando uma grande distância entre as duas. Dianna levantou os olhos, vermelhos, irritados pela chuva pesada que caia sobre ambas.

Eu não posso, Kitty... Me desculpe, mas... Eu não posso. — apertou os lábios, respirando fundo, tentando ter alguma calma.

Não tinha mais o que ser dito, agora. Apenas se virou, e fez o caminho para fora dali, indo até o Fusion preto parado distante do carro da loira, e cantou pneus para longe. Dentro do carro, ligou para Sam e pediu ao garoto que levasse Shannon para casa.


notes: mckinley | with: Kitty | tagged: all about love.
thanks iida!

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Re: Estacionamento

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