Sala do New Directions

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Sala do New Directions

Mensagem por Stalker em Seg 15 Set 2014 - 21:03

Relembrando a primeira mensagem :

Sala do coral - New Directions

É uma sala quadrada com vários instrumentos musicais e cadeiras vermelhas onde ficam os membros do Clube, uma lousa branca onde ficam as listas com as tarefas da semana.E um prateleira com os troféus que o Clube já ganhou. Ao fundo uma enorme prateleira de madeira com várias partituras e fotos em quadros de algumas performances mais marcantes do coral. A sala é bem iluminada devido ao número de janelas encontradas nas partes de cima das cadeiras.    

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The your ghost, the ur image. I'm the stalker!
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The Bosses

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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Blaine Anderson em Sex 20 Fev 2015 - 20:49


Last Night On Earth

My Love


Certo, faltava apenas uma semana para as Sectionals e meu mundo estava de cabeça para baixo. Okay, não era pra tanto, mas eu não tinha nenhum solo naquela competição, nenhum dueto ou trio. Aquilo não poderia estar certo, apenas algumas linhas na canção em grupo que, pasmem, incluía back vocals, imagine só, Blaine Anderson fazendo back vocals. Pedi licença para Mr.Schue, me levantei e saí da sala. Eu precisava dar um jeito de mostrar para todos que eles haviam subestimado o melhor artista daquela sala pela última vez.

[xXx]


-Mr. Schue, se me permite, eu quero começar a tarefa. - Peguei um banquinho e coloquei no centro da sala, olhei para todos e comecei meu típico discurso pré-solo. -Bom, como vocês sabem, meu nome é Blaine Anderson, e mesmo tendo sido completamente ignorado da setlist nas Sectionals, eu vou cantar uma das baladas mais poderosas e depressivas que eu conheço, Last Night On Earth do Green Day..
Apontei o indicador para o pianista e murmurei "Hit It". Ele começou a dedilhar o piano com notas graves e pesadas, enquanto eu permanecia parado no banquinho.



I text a postcard, sent to you
Did it go through?
Sending all my love to you
You're the moonlight of my life everynight
Giving all my love to you


Comecei a cantar lentamente, mantendo minha voz grave seguindo o low tempo da música, eu mantinha minha costas eretas e minhas mãos apoiadas na parte superior da coxa, olhando fixamente para os membros do Glee Club enquanto eu expressava toda a minha tristeza e decepção para com eles naquela canção. Alguns me olhavam de forma estranha, como se eu estivesse fazendo drama demais ou reagindo de forma exagerada, mas eles não entendiam pelo que eu estava passando, eu tinha deixado meus amigos da Dalton apenas para me juntar aquele coral que estava me subestimando.



My beating heart belongs to you
I walked for miles till I found you
I'm here to honor you
If I lose everything in the fire
I'm sending all my love to you


Mantive o mesmo tom de voz da estrofe anterior, porém, deixando o drama um pouco mais implícito na canção. Em "I Walked for miles 'till I found you", a porta da sala se abriu e cerca de três pares de Cheerios vestidas com um uniforme preto e vermelho se movimentaram delicadamente, até pararem atrás de mim. Me levantei e um assistente tirou o banquinho dali enquanto eu continuava cantando. As garotas se moviam delicadamente atrás de mim, sem movimentos bruscos, apenas passos leves.



With every breath that I am worth
Here on earth
I'm sending all my love to you
So if you dare to second guess
You can rest
Assured all my love's for you


O sample da canção tocou sem acompanhamento vocal por algum tempo, em algum momento, uma outra Cheerio outrou na sala e se juntou a formação, ficando ao meu lado. Quando a terceira estrofe começou, todos formaram pares, deixaram os corpos um pouco mais rígidos e continuaram com a sequencia de dança. Era como uma pequena valsa, porém um pouco mais lenta e bem mais apertada.



My beating heart belongs to you
I walked for miles till I found you
I'm here to honor you
If I lose everything in the fire
Did I ever make it through?


A melodia continuava triste e um tanto quanto depressiva, aumentei o tom da minha voz consideravelmente na última estrofe, e continuei com a coreografia lenta até o último verso, onde as as garotas pararam numa formação simples e eu na frente delas.
Olhei para os membros da sala do coral e disse: -Eu sei que foi simples, e básico, mas, foi isso que o Mr.Schue pediu. Agora resta ver se vocês conseguirão fazer o mesmo. - Fitei Berry e Fabray por alguns segundos e, novamente, saí da sala.



thanks weird for

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Break Free

This is the part when I say I don't want ya, I'm stronger than I've been before, This is the part when I Break Free, 'cause I Can't Resist it no more!

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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 21 Fev 2015 - 10:47

come harder this won't be easy
Okay, depois de tanto tempo de férias, eu esperava algo mais... Fácil como tarefa do coral. Obviamente isso não seria possível, vendo a letra circunférica de Will, enquanto o homem deixava o tema da semana no quadro. Estava a poucos minutos de tocar o sinal. Não haveria mais tempo, e dessa vez, eu não tinha a menor vontade de ser a primeira. Olhei para Rachel, tentando assimilar suas expressões. Os membros mais antigos estavam segurando o coral nas competições que estavam por vir. Isso era algo bom? Um sinal para tentar me esforçar mais e estar visível como opção? Sendo ou não, eu estava farta dos pensamentos. Nunca me senti tão confusa ou perdida, distraída - em outras palavras, como estou nos dias atuais. O motivo? A morena a algumas cadeiras de distância. Era um bom motivo para se estar confusa, pelo menos. Suspirei longamente, esperando todos saírem da sala, para finalmente ir. Não queria esbarrar com nenhum nerd estranho, cheerio chata ou um idiota do time de futebol. Estava sem a menor vontade de olhar para a cara de muita gente. Minha cabeça estava em mal funcionamento, e isso não poderia continuar por muito tempo. Meu olhar desviou-se para um ponto qualquer da sala, encarando alguns dos colegas que deixavam a sala sem lhes olhar realmente. O que esta acontecendo comigo?

///

Finalmente, o final de semana. Sexta-feira, dia de comemorar o fato de que nos dois dias seguintes estaria livre de qualquer coisa ligada a escola. Tinha acordado com o humor instável, o que era algo bom e novo. Era sempre rude e fechada no início do dia, e hoje, havia progredido um pouco. Não havia sido escalada para um plantão de estágio no hospital, o que fora melhor do que o esperado. Estaria completamente livre para curtir o fim de semana. Já tinha alguns planos, esperava ver Hanna e Sanclair, não aguentava mais um minuto longe das plut girls. SanClair eu já sabia que não seria possível ver, já que havia viajado para o exterior sem um prazo de volta. Hanna estava em Akron, não muito longe. Abri um sorriso curto, já estava pronta para ir ao WMHS. Peguei a chave do Fusion e minha bolsa, descendo as escadas e percorrendo toda a mansão para estar fora dela. Enquanto chegava ao meu carro, saquei o celular da bolsa, digitando uma simples mensagem de texto.

"Você tem algumas horas depois do seu horário de aula para estar em minha casa, ou eu vou ai te buscar. Há algo que quero falar com você. É importante."

Junto da mensagem, mandei uma foto minha com Shannon, tirada a poucos dias. Estávamos em uma relação saudável e até... Mais intensa do que todas as que tive. Estava compromissada! Era realmente uma novidade e tanto. Foco, Dianna. Repeti mentalmente, enquanto entrava no carro e finalmente partia.

Em exatos quarenta minutos havia chegado a escola, e pelo meio do caminho, havia decidido o que cantaria. Afinal, a primeira música que tocara no dia fora a escolhida para ser a performance da semana. Como não queria pensar em algo mais relacionado ao "barulhento" e sim ao "forte", Bang bang tinha suas características similares ao tema. Isso já era o bastante, sim? Will precisava pegar mais leve na próxima tarefa, ou todos acabariam tendo um colapso nervoso de tanto pensar no que fazer. Meu primeiro pensamento ao passar pelas portas do Mckinley havia sido o de encontrar Shannon. Mas, estava atrasada e tinha dois minutos para estar na sala ou pegaria uma detenção. E se tem algo que ninguém merece, é passar mais tempo do que o necessário na presença de Sue Sylvester. Cotando o pensamento de ir falar com a morena mais tarde, pensei se não era melhor fazer isso depois de decidirmos como agir em público. Não teria problemas, não escondia minha opção sexual e nem me importava com o que pensariam. Não era nenhuma daquelas pessoas que pagavam minhas contas ou que fariam meu futuro. E cheia de devaneios, fui de aula em aula, até chegar a hora de me situar no Glee club.

Blaine se apresentou, uma música curta, o que pareceu surpreender um pouco todo mundo. Duas vezes. A primeira, é que ele não havia cantado Katy Perry, a segunda, algo pequeno e totalmente prático. Certo, ele havia feito um bom trabalho. Capturei meu lábio inferior entre os dentes. Sam era a única coisa que me impedia de estar ao lado de Shannon. Respirei fundo, me levantando. Fui até o equipamento de som, dessa vez não precisaria da ajuda da banda. Pluguei um pen drive que continha apenas uma música e era Bang bang. Abri um meio sorriso, me encaminhando até o centro da sala.

Não sei vocês, mas esse foi um dos temas em que mais tive dificuldades em pensar algo. — tinha 20 segundos antes da música começar. — Então... Vamos ver o que sai de impulso.

Esperei a contagem final, e bem quando a intro começou, coloquei uma mão na cintura, esticando o outro braço para frente, apontando Kitty. Havia sido um gesto comum, e era coincidência o dedo ter apontado exatamente uma menina, enquanto começava a cantar. E não pela parte que seria da Jessie J, havia cortado o início para não ficar enorme. Como o tema era tornar simples, tinha começado por isso. Diminuindo a música.

She might've let you hold her hand in school
But I'mma show you how to graduate
No, I don't need to hear you talk the talk
Just come and show me what your momma gave (ooh, yeah)
(Your love gotta be, baby)
(Love, but don’t say a thing)
See, anybody could be good to you
You need a bad girl to blow your mind

Pela parte da Ariana, visei Kitty enquanto cantava as primeiras partes. O meio sorriso de antes havia virado uma expressão semelhante a da cantora no vídeo original, enquanto baixava a mão, dando um giro um tanto que devagar, para o lado esquerdo, esticando a perna direita para ter o apoio certo, parando com a mão na cintura, assim como havia começado. No "i don't need to hear you talk the talk" dei alguns passos para o lado, agitando a mão direita como em um gesto de "não dou a mínima", parando subitamente para dar continuidade a letra. Baixei meu busto, inclinando-o para a frente, movendo-o horizontalmente no espaço vago no ar. Ao chegar do outro lado, voltei a posição normal, serpenteando o corpo uma única vez para estar no lugar que deveria. A batida da música continuava a mesma por enquanto. Andando quase desfilando para o lado direito da sala, quase falei as palavras seguintes como Ariana executa em sua versão. Esticando as duas mãos para a frente, escondi meus polegares entre as palmas e os demais dedos, o indicador bem esticado, a mão formando um revólver.

Bang bang, into the room (I know you want it)
Bang bang, all over you (I’ll let you have it)
Wait a minute, let me take you there (ah)
Wait a minute, 'til you (ah)
Bang bang, there goes your heart (I know you want it)
Back, back seat of my car (I’ll let you have it)
Wait a minute, let me take you there (you know what, girls?)
Wait a minute, 'till you (yeah, yeah)
(Let me show you how to do it)


Parei a frente de Artie, fingindo atirar nele, o encarando com uma expressão um tanto que sexy. Ele movia os ombros e o torso ao ritmo da música, o que me fez rir com sua empolgação. Gostava do jeito de Artie. Na parte do "I know you want it. Bang bang, all over you" me voltei para Sam, puxando o menino pela camisa para que descesse e viesse até a frente da sala. Sabia a dificuldade dele com a dança, mas como era algo improvisado, não o deixaria passar por maus bocados. Fiquei a sua frente, as sobrancelhas quase unidas enquanto tinha um sorriso nos lábios. Ele não cantou, apenas se moveu agitando os braços para os lados e para cima de um jeito que quase me atrapalhou e me fez rir. Segurei suas mãos, fazendo-o girar e depois o encarei fixamente ao para-lo a minha frente. Sam fingiu atirar em mim no próximo "bang bang", enquanto eu dançava sem me prender a um movimento típico de alguma dança. Parei de cantar na hora do "wait a minute, let me take you there" do final para sussurrar a Sam para fazer o rap da Minaj. Ele parou no meio da sala, flexionando os joelhos e mexendo as mãos a sua frente.

It’s Myx Moscato
It’s frizz in a bottle
It’s Samih full throttle
It’s oh, oh
Swimming in the grotto
We winning in the lotto
We dipping in the pot of blue foam
Kitten so good
It's dripping on wood
Get a ride in the engine that could
Go! Batman robbin' it
Bang, bang, cockin' it
Queen Dih dominant, prominent
It's me and Dianna, so fancy!
If they test me they sorry
Ride this uh like a Harley
Then pull off in this Ferrari
If he hanging we banging
Phone ranging, he slanging
It ain’t karaoke night but get the mic ‘cause he singing
B to the A to the N to the G to the, uh
B to the A to the N to the G to the, hey


Assim que ele começou, ambos paramos e cruzamos os braços como alguns rappers sempre faziam, mas, eu flexionei os joelhos, rebolando onde estava. A música havia ganhado as batidas de super bass, mas leves e cativas, deixando a parte mais simples do que realmente poderia ser. Sam havia estranhado no início, mas acompanhou retóricamente sem nenhuma dificuldade ao conseguir pegar o ritmo. Foi impossível não rir com a troca do "Its Nicky" por "Its Samih". Parei de rebolar, passando com um giro por trás de Sam, parando quase a frente de Jhonah, apontando para ele bem quando o loiro reverberava o "Batman". Mais uma vez Sam trocou os nomes para o nosso, acrescentando um "so fancy" para acompanhar a letra. Ele saiu da pose, andando e fazendo gestos com as mãos para alguns membros do coral. Voltei para perto dele, o acompanhando na parte final, onde estava sendo soletrado o "bang."

See, anybody could be good to you
You need a bad girl to blow your mind (your mind), hey


A música parou propositadamente, enquanto eu estava a frente de Rachel e Kurt, agora. As pernas mais abertas, me deixando com uma postura impecável. Apontei para Rachel, enquanto cantava o "anybody could be good to you. You need a bad girl to blow your mind" quase como uma indireta para que ela mesma pudesse ser essa "bad girl", no bom sentido, claro. Não puxei nenhuma nota, como na versão em que a Jessie cantava. Deixei o tom aveludado e normal.

Bang bang, into the room (I know you want it)
Bang bang, all over you (I’ll let you have it)
Wait a minute, let me take you there
Wait a minute, 'till you, yeah, yeah
Bang bang, there goes your heart (I know you want it)
Back, back seat of my car (I’ll let you have it)
Wait a minute, let me take you there
Wait a minute, 'till you


Ao iniciar a parte, a qual havia o acompanhamento original da Ariana e Nicky, repeti o "bang bang bang bang" como a Jessie fazia, tomando cuidado para não subir tanto o tom. Estava agora a frente de Shannon, com um sorriso largo. A música se seguia no "in to the rom, i know you want it. Bang bang, all over you" onde girei ao meu redor, apontando para ela. Dei alguns passos para frente, ou me desconcentraria se passasse mais alguns segundos encarando a morena de olhos azuis. Voltei para onde Kitty estava, me virando para Tina, Mike, Sugar, Quinn, Puck e Finn. Dancei perto de Finn, que estava na ponta do grupo, enquanto cantava as partes finais da canção.

Bang bang, into the room (I know you want it)
Bang bang, all over you (I’ll let you have it)
Yo, I said, bang bang
B-b-b-bang
Bang, bang, bang, bang, b-b-bang
Bang bang, there goes your heart (I know you want it)
Back, back seat of my car (I'll let you have it)
Wait a minute let me take you there (ah)
Wait a minute, 'till you (ah)


Sam voltou para fazer a última parte em que seria da Nicky, enquanto eu cantava o restante. Não durou muito até o final, que havia sido feito comigo e Sam batendo um high five no ar, e trocando um abraço apertado. Meus olhos teimaram em voltar para Shannon, enquanto sentia meu rosto levemente corado por conta das movimentações feitas na apresentação. Estava um pouco ofegante, nada que não fosse normalizar em alguns segundos. Fiz uma pequena reverência aos colegas de coral e fui ocupar meu lugar com Sam me arrastando para dar espaço a nova apresentação.


TAG: #New Directions HEAR: Just come and show me what your momma gave, your love gotta be, baby; NOTES: nothing for now; RAWR.
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Climb on board
We'll go slow and high tempo

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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Kitty Wilde em Sab 21 Fev 2015 - 23:51


I Love you like XO

Quinn Fabray estava de volta ao New Directions, felizmente meu plano de trazer a ex capitã das cheerios de volta para o coral tinha dado certo depois de destruir aquele clube de bombeiros ridículo, eu deveria estar satisfeita e até de um certo modo feliz, apesar de Berry não ter saído do clube, mas eu já sabia que isso seria difícil. Eu não entendia por que não estava feliz, na verdade entendia, apenas não queria admitir para mim o que eu sabia no fundo do meu coração. O meu problema é e sempre será Dianna Overwhelming, desde que a garota havia adentrado os corredores de McKinley eu senti algo por ela diferente, algo que deveria sentir por garotos, não por uma nova líder de torcida morena, mas toda vez que via a garota meu coração se acelerava e meus lábios teimavam em formar um sorriso.

Entrei na sala do coral naquele dia com minha cabeça cheia de pensamentos e todos levavam a Dianna, eu havia escutado comentários pelos corredores sobre ela ter beijado a nova garota no coral, uma tal de Shannon e tive que conter minhas lágrimas ao escutar tal notícia, eu não queria que ela beijasse outras pessoas, eu queria que seus beijos fossem só meus, mas eu era uma vadia covarde demais para admitir isso. A notícia que cantaria uma canção com a anã Berry e o lady boy foi bem surpreendente, não imaginava que teria um momento de destaque em uma competição até porque era meu primeiro ano no coral, mas fiquei feliz pela notícia e pelo solo ser da Quinn, um dia aquele solo seria meu, mas por enquanto eu preferia que ficasse na voz da Quinn do que na voz de gato estrangulado da Berry.

Procurei a visão de Dianna com os cantos dos meus olhos e percebi que ela estava distraída olhando para a segunda pessoa que mais odiava naquela sala, Shannon. Apertei minhas mãos com força tentando controlar minha raiva, minha felicidade havia se esvaído em segundos. Escutei vagamente Will Schuester dizer que a tarefa era para cantar canções de um modo simples e básico, mas não dei muita importância, esperei logo a reunião acabar e saí quase que correndo da sala para não voltar e puxar aqueles cabelos castanhos da Shannon e esfregar aquela cara daquela capivara no chão.

-x-

Final de semana, eu sabia que tinha uma festa de um dos jogadores do time de futebol para ir esse final de semana, mas sinceramente toda a minha vontade era de ficar em casa pensando em Dianna, Jesus Cristo! O que essa garota tinha feito para mim?  A festa tinha sido surpreendente de vários modos, em um momento estava bebendo copos de vodca perto da cozinha e em outro estava me agarrando com uma garota no banheiro. Ela era bonita, tinha longos cabelos castanhos e tinha uma aparência parecida com a garota de meus pensamentos, se o cheiro de bebida que vinha de sua boca era algum indício ela estava tão ou provavelmente mais bêbada que eu. Só me lembro de ter dito para ela esquecer o que havia acontecido e sair do banheiro me certificando de que ninguém havia me visto.

O resto do final de semana havia sido basicamente ficar em casa e ensaiar para a minha apresentação no clube do coral na segunda feira, eu sabia que ninguém esperaria que eu cantasse tal canção, mas eu não aguentava mais segurar tais sentimentos dentro de mim, tinha que demostra-los mesmo de tal forma. Ensaiei bastante, afinal seria uma apresentação muito importante e não queria errar de nenhum modo.

A segunda-feira logo havia chegado e me arrumei mais devagar do que todos os outros dias, enquanto dirigia meu carro sentia minhas mãos ficarem molhadas de suor tamanho era o meu nervosismo, depois da minha apresentação hoje as coisas seriam diferentes e eu não estava ansiosa para isso. As aulas pareciam passar mais devagar do que o normal, parecia que quanto mais ansiosa a pessoa estava, mais devagar o tempo se passava. Finalmente o horário do clube do coral havia chegado e entrei na sala evitando olhar para Dianna, eu não havia olhado em sua direção durante todo o dia.

O namorado do lady boy decidiu ser o primeiro a cantar, fiquei incrédula por vários motivos, o primeiro ele não ter cantado alguma música da Katy Perry, o segundo por ele ao menos conhecer Green Day e o terceiro porque eu realmente gostei de sua apresentação, coisa que normalmente não gostava. Talvez aquele gel tivesse melhorando um pouco seu gosto musical. A próxima a se apresentar tinha sido Dianna, mordi meu próprio lábio ao ver sua figura esbelta em pé no centro da sala e me surpreendi quando ela escolheu cantar uma canção que normalmente seria bem agitada. Como sempre ela havia sido ótima, suspirei ao perceber que mesmo se apresentando seus olhos sempre voltavam a encarar Shannon. Percebi que ninguém mais iria se apresentar no momento e respirei fundo tentando arrumar alguma coragem antes de me levantar e andar até o centro da sala.

Um dos garotos da banda tinha colocado um banco no centro do local e sussurrei em seu ouvido qual seria a canção que iria cantar. Logo ele colocou um banco do meu lado e um violão estava em suas mãos. Meu olhar nunca havia deixado o chão, mas sabia que tinha que encarar aqueles olhos castanhos ou nunca conseguiria tirar tais sentimentos de dentro de mim. Levantei a cabeça e toquei minha coxa com minhas mãos apertando o pano de minha saia em busca de um conforto. - Err... Há algum tempo eu tenho tido sentimentos dentro de mim... - Murmurei em um tom audível, porém envergonhado, eu não gostava de fazer isso, mas eu tinha que dizer a ela de alguma forma ou iria explodir.

- Sentimentos... Sentimentos românticos por uma pessoa... Por uma garota. - Voltei a fitar o chão, sabia que todos provavelmente estavam surpresos e não queria encarar seus olhares de julgamento. - Essa canção é para ela... Dianna. - Quase que sussurrei o nome da garota, minhas bochechas estavam avermelhadas, olhei para a banda e acenei com a cabeça indicando que poderiam começar a tocar.

As cordas do violão começaram a ser dedilhadas de uma forma gentil e delicada, fitei as minhas mãos achando elas muito interessantes em tal momento, eu estava me sentindo vulnerável, mais vulnerável do que em toda a minha vida, eu estava com medo de olhar para a frente. Eu tinha que cantar, aquela canção era o que faltava para liberar todos os meus sentimentos, por mais que tivesse vontade de sair correndo da sala e não encarar ninguém, Kitty Wilde nunca foi covarde desse modo e não seria hoje.

Your love is bright as ever
Even in the shadows
Baby, kiss me
Before they turn the lights out

As palavras sairam de minha boca lentamente, meu nervosismo se transparecia apesar da afinação correta. O timbre baixo e suave não era nada parecido com a da cantora original, a voz dela tinha um timbre um pouco mais encorpado do que o meu e eu cantava deixando uma certa gentileza e suavidade que não existia originalmente na canção. Eu estava segurando meu coração naquela canção e isso era assustador, esse sentimento de medo, eu sabia que poderia ter meu coração partido em alguns minutos e isso não era nada encorajador. A única coisa que poderia ser escutada na sala era minha voz, as cordas do violão vibrando soando as notas e a respiração de todos na sala.

Your heart is glowing
And I'm crashing into you
Baby, kiss me
Before they turn the lights out
Before they turn the lights out
Baby, love me lights out

Apertei com mais força o pano de minha saia e mordi meu próprio lábio após cantar o primeiro verso daquela estrofe, levantei minha cabeça lentamente e me vi fitando seus olhos castanhos, toda vez que os fitava sentia meu coração acelerar e daquela vez não foi diferente, podia ver a surpresa em seus olhos, seus lábios estavam entreabertos e mesmo naquele momento ela estava impecável, mais bela do que nunca. Não pude evitar o sorriso que se espalhou em meus lábios mesmo em tal situação, não era o sorriso que eu usava nos corredores, aquele era o sorriso que somente ela poderia causar. O ritmo dos acordes dedilhados no violão continuavam a ser lentos, apenas acompanhados pela minha voz singela, foi apenas quando o tom de minha voz subiu um pouco e eu comecei a colocar uma certa força por trás da canção no último verso da estrofe que o violão aumentou seu ritmo parando de dedilhar e realmente tocando os acordes da canção. Aquele aumento da minha voz tinha sido causado não apenas pelo momento da música como também pela coragem que encarar os olhos de Dianna havia me trazido, meu nervosismo parecia ter se afastado com apenas tal gesto.

In the darkest night, I'll
I'll search through the crowd
Your face is all that I see
I'll give you everything
Baby, love me lights out
Baby, love me lights out
You can turn my light down

Memórias começaram a surgir em minha mente e todas a envolviam, como naquele momento em que havia lhe visto pela primeira vez, tinha sido durante o primeiro treino das cheerios daquele ano, Sue havia chamado todas as novatas no esquadrão e eu tinha lhe visto pela primeira vez, ela sempre se destacou por ter sido escolhida como co-capitã das líderes de torcida apesar de não ser uma integrante antiga. Primeiro eu achei que o que senti por ela era inveja, ela dançava bem, tinha uma pele linda, cabelos longos e castanhos, era alta, tinha um corpo maravilhoso e seus olhos... Seus olhos tinham o castanho mais brilhante que havia visto, eles pareciam amigáveis e tudo nela era impecável. Esse brilho que mesmo hoje, quando me encarava cantar com todo o meu coração e voz permanecia. O sorriso em meus lábios era a prova de que mesmo em tal situação eu estava feliz, eu estava feliz pois não precisava mais me esconder atrás de uma máscara e estava cantando sobre o que realmente sentia. No segundo "Baby, love me lights out" suavizei minha voz um pouco na metade do verso antes de voltar para o mesmo tom, esse melisma discreto foi bem destacado pois além daquela estrofe ser acompanhada pelo violão um dos integrantes da banda tocava uma batida simples em um cajon.

We don’t have forever
Oooh, baby daylight’s wasting, ah
You better kiss me
Before our time is run out
Hmm, yeah, yeah, yeah

Respirei fundo antes de começar a cantar tal estrofe e o violão havia diminuído seu ritmo, mas não voltou a dedilhar como no início da canção. Decidi manter aquela estrofe simples como era o objetivo da tarefa destacando alguns melismas em certos pontos que com tal simplicidade nos versos ganhavam um enorme destaque, minha afinação estava impecável. Meus olhos continuavam a fitar os de Dianna, porém na minha cabeça apenas me lembrava de minhas interações com a garota. Nossos olhares trocados durante os corredores e aulas, sabia que ela provavelmente apenas estava estranhando o porquê de eu lhe encarar tanto, mas eu gostava de quando ela retribuía meus olhares, me fazia me sentir bem. O verso "You better kiss me" foi cantado em um tom mais aveludado e estendido, um pouco de rouquidão soou nesse verso, mas logo voltei a cantar no timbre mais encorpado e forte de antes os próximos versos, porém a suavidade não deixava o meu timbre e isso deixava a versão da música um pouco mais dócil.

Nobody sees what we see
They’re just hopelessly gazing
Ownn
Oh baby, take me
Before they turn the lights out
Before time is run out
Baby, love me lights out

Fechei meus olhos parando de fitar os de Dianna e balançava discretamente meu corpo me perdendo nas memórias e na canção. Apenas meu subconsciente me lembrava de continuar a cantar a letra da canção e foi esse mesmo subconsciente que me permitiu fazer um belo e melódico melisma no verso "Oh baby, take me", pois eu pensava no que aconteceria se eu tivesse perdido meu medo antes, se tivesse sido corajosa anteriormente, talvez eu estaria no lugar de Shannon, talvez meus lábios seriam o que beijariam os de Dianna e meu corpo seria o que ela iria tocar. Eu me culpava por não ter sido corajosa e meu coração se arrependia profundamente disso nesse momento.

In the darkest night, I'll
(In the darkest night, I'll)
I'll search through the crowd
(I'll search through the crowd)
Your face is all that I see
I'll give you everything
Baby, love me lights out
Baby, love me lights out
You can turn my lights out

O integrante da banda começou a fazer o backing vocal e eu me surpreendi, pois apesar de grave ele tinha uma bela voz, nem sabia que esses caras poderiam falar quanto mais cantar, bem, nada me surpreendia nesses dias eu acho. Estendi algumas notas naquele verso preferindo não usar melismas e apenas estender as notas enquanto deixava tudo um pouco mais linear. Voltei a abrir meus olhos e se o brilho em meus olhos azuis não eram um indício, o sorriso em meus lábios era a prova de que eu estava feliz, apesar de todo o momento ruim para tal declaração eu sentia como se um peso estivesse sendo tirado de meus ombros e isso sinceramente era libertador.

I love you like XO
You love me like XO
You kill me, girl, XO
You love me like XO

Cantei aquela estrofe em um tom alto, com toda a minha voz, as palavras vibravam ao sair de meus lábios e encarava Dianna sem me importar se mais alguém estava na sala, para mim apenas ela estava no local, só ela importava e apenas aquele momento era o que eu precisava. Eu sabia que poderia me magoar ao final daquela apresentação e apenas ao pensar nisso meus olhos brilhavam com lágrimas não derramadas, mas se tinha apenas aquela chance eu tentaria cantar com toda a minha emoção em busca de uma fagulha de esperanças em tal escuridão.

All that I see
Give me everything
Baby, love me lights out
Baby, love me lights out
You can turn my lights out

Olhei rapidamente para Shannon por um instante, sentia um sentimento quente de raiva em meu peito pela garota que estava com Dianna, ela não a merecia. Balancei suavemente a cabeça voltando a encarar Dianna, não poderia me deixar levar pela raiva, deveria me focar na morena diante de mim. Aumentei mais uma vez minha voz no verso "Give me everythin" fazendo um melódico melisma nos próximos versos terminando o verso "You can turn my lights out" com um falsete suave e baixo.

In the darkest night, I'll
I'll search through the crowd
Your face is all that I see
I'll give you everything
Baby, love me lights out
Baby, love me lights out
You can turn my lights out

Depois de tal estrofe cantado com notas altas e fortes eu decidi cantar essa última estrofe em um timbre baixo e suave, parecido com o do início da canção, apenas um pouco mais melódico. Senti algo molhado em minha bochecha e percebi que era uma lágrima que caia de meu olho, logo senti minhas bochechas completamente molhadas enquanto chegava o final da canção. Ao final do último verso minha voz estava embargada e percebi que o silêncio que se seguiu a apresentação foi ensurdecedor, poderia se ouvir os grilos. Não poderia ficar ali, não naquele momento, me levantei rapidamente e sai correndo da sala, não conseguiria lidar com algo a mais naquele momento.

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Demons
Don't get too close It's dark inside It's where my demons hide

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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Jason Sales em Ter 24 Fev 2015 - 14:43


E
ra minha primeira vez na sala do coral e eu não sabia nem os nomes dos meus companheiros. Como sempre fui um dos primeiros a chegar e logo me coloquei em uma das ultimas cadeira nos fundo e permaneci em silêncio até começar a aula. O professor "Mr.Schue", como os outros o chamavam, escolheu o tema da tarefa.

Após um tempo um dos alunos que havia saído da sala, retornou e se apresentou com uma musica um pouco triste, depressiva, não sei. Alguns olharam para ele. Bom eu não entendi muito bem sua justificativa, mas não dei idea. Logo depois uma garota se apresentou o que me deixou muito animado com sua apresentação, sem falar que ela era muito linda. Aquele apresentação me deixou bastante animado a fazer uma também, sorria o tempo todo para ele e para os outros, mas claro, ainda estava um pouco tímido. Bom... Depois foi a fez de outro aluno, que também não sabia o nome (rsrsrsrs). Antes de cantar ela mencionou algo sobre sentimentos, sentimento por uma garota. "Woh" Minha expressão foi de susto acompanhando o olhar de todos até a garota que tinha acabado de se apresentar. No final da apresentação a garota ficou imóvel e todos a olhando, não sei se foi esse o motivo, mas depois disso ela saiu da sala que continuou em silêncio...

Não sabia se era uma boa hora para me apresentar, mas aquele silêncio estava meio estranho, eu acho. Levantei a mão e me levantei lentamente caminhando até o centro da sala onde me virei para todos e comecei a me apresentar.

- Olá. Me Chamo Jason Sales e sou o novo membro do New Direction. - Dei uma pausa esfregando as mãos uma na outra. - Bom. Não sei se é um bom memento para me apresentar, mas vou tentar... - Terminei de falar sorrindo. Me virei e fui até os músicos cochichando o nome da musica. Eles concordaram, então voltei para o centro.

I throw my hands up in the air sometimes
Saying AYO
Gotta let go
I wanna celebrate and live my life
Saying AYO
Baby, let's go...



Comecei cantando acapela seguindo num ritmo lento e a voz suave enquanto olhava para o lado. Me mantive imóvel apenas olhando para o lado, depois na ultima estrofe volte ia olhar para todos lançando um sorriso, foi quando a musica começou e aguardei alguns segundos para voltar a cantar...

I came to dance, dance, dance, dance
I hit the floor
'Cause that's my, plans, plans, plans, plans
I'm wearing all my favorite

brands, brands, brands, brands
Give me space for both my hands, hands, hands, hands
You, you
Cause it goes on and on and on
And it goes on and on and on



Comecei agora num ritmo mais agitado apontando para o chão enquanto dava alguns passos rápidos usando só os pés para escorregar de um lado para o outro. Ainda fitando todos os meus companheiros depois voltando para o centro onde no terceiro verso repetia o "brands" dando uns tapinhas no casado da minha camisa como se estivesse a exibindo a todos. Deslizei para frente abrindo espaço com se tivesse tirando alguém da frente e depois recuando levantando as mãos a chamando o pessoal para dançar. Alguns levantaram das cadeira e foram até o centro continuar a coreografia comigo, sorria para eles com tamanha animação e alegria...

I throw my hands up in the air sometimes
Saying AYO
Gotta let go
I wanna celebrate and live my life
Saying AYO
Baby, let's go



Começamos todos juntos levantando as mãos seguindo de alguns passos para esquerda e depois para a direita. Mantive minha voz firme o que era difícil quando se canta e dança ao mesmo tempo, precisava de mais aulas sobre isso (kkkk), Eles me acompanhavam nos "AYO" e nos "LET GO". Sempre sincronizando.

I'm gonna take it all night
I'm gonna be the last one standing
I'm alone and all I
I'm gonna be the last one landing

'Cause I, I, I, believe it
And I, I, I
I just want it all
I'm gonna put my hands in the air
Hands in the air
Put your hands in the air



Voltei a deixar minha voz suave, agora parando de dançar e ficando no centro deles... Prolongava a voz nos "all" seguindo a musica também prolongando em "Cause I, I, I,..." e "And I, I, I..." Olhei para eles sorrindo, um pouco ofegante os chamando com o olhar a voltar a dançar agora terminando a estrofe dando uns leves pulos e jogando os braços para cima como se jogasse e pegasse um objeto ou pessoa...

I throw my hands up in the air sometimes
Saying AYO
Gotta let go
I wanna celebrate and live my life
Saying AYO
Baby, let's go



Novamente levantando as mãos seguindo de alguns passos para esquerda e depois para a direita. Mantive minha voz firme. Eles me acompanhavam nos "AYO" e nos "LET GO". Sempre sincronizando. A dança agora não tinha mais sincronismo. Era cada um por si, o que tornou mais animado que antes, pois alguns só pulavam, outros arriscavam uns passos assim como eu.

'Cause we gon' rock this club
We gon' go all night
We gon' light it up
Like it's dynamite
Cause I told you once
Now I told you twice
We gon' light it up
Like it's dynamite.



Terminei a musica mais ofegante que antes, mas valeu a pena. Agradeci fazendo um gesto de mão e abraçando alguns alunos que davam as boas vindas ao coral. Depois voltei ao meu lugar e me sentei esperando o próximo se apresentar. Para minha primeira apresentação acho que estava boa, claro, tinha muita coisa a aprender com eles. Aquilo era só o começo...

"Encerrado"

Música:
taio cruz - dynamite


Baby, let's go!!!
®




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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Jhonah Ohlw. Winchester em Qui 26 Fev 2015 - 9:23

[



Sweet child o' mine


She's got a smile that it seems to me
Reminds me of childhood memories
]


Dia monótono como sempre, até então. Após as aulas, certifiquei-me de passear um pouco no campo de treino dos titãs. Estava entediado e ao mesmo tempo ansioso com o meu teste para o time. Não sabia ao certo como eu sairei, tampouco tivera noticias sobre. Tem se passado alguns dias e até agora nada, talvez demorassem a fazer a seleção, não sei. Depois de algumas voltas olhei o relógio que marcava exatamente a hora de ir para o glee club. Em passos rápidos sai do campo passando pelos corredores até chegar à sala do coral. Sentei ao lado de Shan cumprimentando-a e então analisei o tema e as apresentações até agora. Não tinha nada em mente, não sabia o que exatamente cantar. Estava ficando cada vez mais confuso em minhas escolhas, e quando eu pensei em já ter escolhido algo, outra música surge fazendo um breve conflito novamente na escolha. Dianna tivera uma apresentação ótima e seu olhar ao encontrar o meu foram dignos de um riso amplo me meus lábio a mostrar os dentes. Sua referencia ao B atman fora inusitado, fazendo-me retribuir com uma piscadela. Em seguida vira Kitty se apresentar e surpreender não só a mim, como também outros membros do clube com o seu breve discurso sobre a paixão platônica pela Dianna. Arquei uma das sobrancelhas fitando a morena latina abaixo, imaginando uma serie de perguntas que por fim geraria levemente uma treita. Shan estava ao meu lado, o que me faz fita-la rapidamente de soslaio e logo focar na tarefa. Suspirei pesadamente e então ergui uma das mãos após o termino de Kitty e Jason - Um novato, pelo menos para mim.

- Oooh oooh, Sweet child o' mine. – Elevei o nível do tom em “ooh ooh” um pouco alto, tendo o efeito desejado. Enquanto caminhava para o centro, repetiria a frase umas 3 ou 4 vezes, em tom aveludado e tranquilo.  Sempre a finalizava com “oh mine” no final das vezes repetitivas. Uni as mãos fitando os músicos balançando negativamente a cabeça em sinal que não precisaria de sons instrumentais nessa tarefa. Os instrumentos rondavam o meu interior, a minha mente onde todos os acordes e solos da guitarra me encorajavam a cantar acapella.

She's got a smile that it seems to me
Reminds me of childhood memories
Where everything
Was as fresh as the bright blue sky
O rouco audível da minha voz saia mais centrado no tom harmônico do necessário. O grave perdia sua vez deixando o timbre melancólico e diferente da original. Não se era ouvido nenhum instrumento, apenas a minha voz ecoar na sala. O que diferenciava e muito as versões. Fitei um por um dos membros notando uma peça nova. E não, não considerava uma peça qualquer, tampouco se referia a um jogo. Ele era bom suficiente para estar conosco. Em “memories” cantarolei tão suave quando uma pluma ao passear na pele de alguém. O que praticamente me deixara sem jeito, mas ainda sim conseguia um tom acústico. Ao final da estrofe prolonguei alguns segundos em “blue sky” fitando o nada. Puxei um banquinho próximo a mim e então sentei, batucando levemente uma das mãos sobre a coxa mais alta sorrindo pequeno.

Now and then when I see her face
She takes me away to that
special place
And if I stared too long
I'd probably break down and cry
Ainda em sintonia com o timbre melancólico, ousei em prolongar algumas partes da estrofe. Era difícil escolher algo que se encaixasse ao tema que Mr.Schue escolhera. Por impulso Guns n roses fora a vitima, e sinceramente? Não encontrara música melhor para cantar a não ser ela. Meu estado emocional estava tão tranquilo consigo mesmo que chegava a estranhar, era como se eu tivesse esquecido boa parte dos meus problemas e que agora nada mais me restava a não ser curtir o momento. Animei por isso. Sair do tom, agarrar uma guitarra e fazê-la chorar em um solo incrivelmente audível em todo o McKinley era o auge dos meus pensamentos. Mas essa não era a minha tarefa, ainda não. Fechei os olhos por alguns segundos cantando quase como um sussurro em “I’ d probably break down and cry” segurando firmes as mãos enquanto abria-os preguiçosamente.

Oooh sweet child o' mine
oooh sweet love of mine
O mesmo nível de voz de inicio fora trago em “ooh sweet chilg o’ mine” o que não diferenciou para com a outra parte da estrofe “oooh sweet love of mine”. O timbre era calmo e isso refletia perfeitamente a mim mesmo. Não tinha mais a parte do “dia monótono” que dissera no inicio, agora estava razoavelmente bem. A música estava indo conforme o ritmo pedido na tarefa, teria que fazer algo barulhento, forte e épico. Obvio que Guns n roses era épico, e mais barulhento que os solos da guitarra do Slash era a voz de ganso do Timothy Kaynes na sala dos warblers tentando encontrar um alfa para acasalar.

She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
Her hair reminds me
of a warm safe place
Where as a child I'd hide
And pray for the thunder
And the rain
To quietly pass me by
Cessei as batidas na coxa agarrando o tecido da calça após uma breve pausa na música. Fechei os olhos quando iniciei a estrofe pensando apenas no nível da voz baixo e veludo. O timbre acústico não era deixado de lado, sempre permanecia em constante sintonia para com a versão nova da música. Minha escala musical estava tão baixa da original que a acapella sairá perfeitamente como pensara. Um nível levado a algumas palavras era o suficiente para que não fugisse do tema, mas logo voltava ao total clima harmônico para com a música.

Sweet child o' mine
Sweet love of mine

Where do we go
Where do we go now
Where do we go
Sweet child o' mine
Já estava na parte final da música. Levantei-me da cadeira deixando-a para trás a cada passo que dava na sala. Minha voz soara “doce” a cada vez que repetia em “Sweet child o’ mine” e “Sweet love of mine” deixando o momento melancólico possível. Nunca imaginara cantar algo assim mudando completamente o estilo da música para algo mais tranquilo e suave. Mas estava conseguindo, e me animava ver que o tom estava se encaixado a versão. Ouvi o bater das palmas levemente dos integrantes do clube. Agradecia-os mentalmente e então finalizava a minha tarefa em uníssono de todos. Enquanto prolongava uma das frases o New Directions iniciava outra, cessando por fim em “o’ mine” que deixara suavizar por alguns instantes até seu folego esvair por completo, voltando-se para o centro ao recupera-lo. Agradeceu a todos e então voltou-se para o seu lugar, sorrindo para a amiga ao lado.



[raxtegue #]
Post #eunãosei
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Notes: sendo... sla
Lyrics: polly @ nirvana
Thanks, IT


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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Convidado em Qui 26 Fev 2015 - 19:42


Eu sinceramente havia pensando duas vezes antes de ir à escola naquele dia. Primeiro eu acordara atrasada, a que me fez perder o primeiro horário de aula e segundo que não estava me sentindo bem. O cheiro de bacon e ovo que penetravam pelas frestas da porta fazia meu estômago revirar e a bile subir a garganta mesmo sem ter comido nada naquela manhã. Mas a consideração de cabular aula sumiu no momento em que me lembrei de que veria Dianna e teria a oportunidade de passar um tempo com ela na hora do almoço. E, bem, tinha o fato de ter a lição do Glee Club. Realmente tive trabalho para achar algo e não queria que o esforço fosse em vão. Então, com muito custo, me joguei para fora da cama e fui me arrumar.

-x-x-x-x-

O dia passou um pouco arrastado por alguns motivos: eu não conseguia ingerir nada sólido sem ter ânsia, uma série de tonturas me atingiam com frequência e eu não tinha visto a morena dona dos meus pensamentos ainda.   Era hora do Glee Club e eu me guiei o mais lento possível para a sala, parando no meio do caminho para beber água e tomar um ar. Fui, como sempre, uma das primeiras a chegar à sala. Mantive os olhos fechados durante todo o tempo que estive sentada sem ninguém  ao meu lado, fato que foi mudado quando a voz de Jhonah atingiu meus ouvidos em um cumprimento amistoso. Respondi a saudação justamente no momento que Sam adentrou a sala em uma conversa animada com uma garota que conhecia muito bem. O sorriso foi inevitável e a decepção de ter o louro entre a garota e eu era visível.

A apresentação de Blaine foi um tanto quanto interessante, já que o mesmo surpreendera todos com a escolha da música. Dianna fora impecável como sempre e o sorriso orgulhoso se estendia por meus lábios no final de seu pequeno show. Mas a apresentação que se seguiu, de Kitty, soara como uma tragédia para meus ouvidos.

Ciúmes. Eu, pela primeira vez na vida, realmente senti ciúmes. Meu maxilar ficou travado, minhas mãos agarraram a beirada da cadeira e apertou o plástico duro de uma forma quase violenta; os nós dos dedos ficaram brancos. Minha postura ficou ereta durante todo o tempo e os músculos tencionados, meus olhos não se desgrudaram da loura à frente da sala se declarando para uma menina. A minha menina. O que me fez relaxar foi o olhar que levei de Jho. As apresentações que se seguiram foram ótimas, com destaque para meu melhor amigo – que havia se arriscado com um acapella. Assim que os aplausos direcionados a Jhonah foram cessados, alcancei o violão ao meu lado e me ergui da cadeira, passando a correia do instrumento pelo pescoço e ajeitando o mesmo no corpo. Fui para frente, começando a dedilhar a música ainda de costas para os que estavam sentados.

Come on, come on, come on


Apertei os olhos fortemente antes de me virar para encarar meus colegas – e minha meio noiva – do coral. Era a primeira vez que eu me apresentava em “público” depois da minha audição para estar ali. Meus dedos se movimentavam sem problema algum pelo braço do violão, acertando em cheio as notas necessárias para S&M modificada por mim.

Feels so good being bad
There's no way I'm turning back
Now the pain is my pleasure cause nothing could measure
Oh oh oh oh oh


Minha voz soava num tom baixo e as palavras saiam de forma preguiçosa de meus lábios, dando um ritmo totalmente novo para a música escolhida. No final de cada frase, prolongava sua última palavra, dando um intervalo de um segundo para começar a outra. Ando alguns passos para frente, me afastando no piano no meio da sala e ficando mais próxima das pessoas sentadas nas cadeiras de plástico. Na parte do “oh oh oh” estendo o som de seu fonema, erguendo apenas meio tom da voz antes de dar início a próxima estrofe.

Love is great, love is fine
Out the box, outta line
The affliction of the feeling leaves me wanting more

Ao cantar a primeira frase da estrofe, meus olhos se conectaram com os castanhos de Dianna, um singelo sorriso aparecendo no canto dos meus lábios. Desvio o olhar rapidamente, focando em ninguém especificamente, ou eu perderia a concentração necessária para manter a canção no ritmo que eu desejava. Minha voz ainda saia exatamente como havia começado: um tom baixo e quase preguiçoso. Quando o som da última palavra sai, emendo, novamente, um “oh oh oh”, estendendo-o exatamente como antes e dando um tipo de introdução a próxima parte.

Cause I may be bad, but I'm perfectly good at it
Sex in the air, I don't care, I love the smell of it
Sticks and stones may break my bones
But chains and whips excite me


Sento-me no banquinho que Jhonah tinha usado em sua apresentação e cruzo a perna direita em cima da esquerda, encaixando o corpo do violão na minha coxa. Isso tudo sem parar de dedilhar as notas necessárias. As batidas nas cordas ficaram um pouco mais fortes e minha voz se elevou 1/4, mas não a ponto de se assemelhar a versão original. Podia sentir minhas bochechas esquentando levemente enquanto cantava a estrofe. Nas duas últimas frases, minha voz volta ao tom inicial. Prolongo o som do “me” e emendo a parte que viria em seguir.

Come on, come on, come on
I like it-like it
Come on, come on, come on
I like it-like it


A estrofe sai exatamente da forma que eu havia ensaiado: suave e totalmente dentro do ritmo imposto pelo violão. Passava os olhos por todos ali presentes, parando por alguns segundos em Sam e fazendo uma leve careta para a expressão maliciosa que era lançada em minha direção. Mudo a direção do olhar e reprimo o girar de olhos que com certeza sairia: Jhonah me olhava do mesmo jeito que o louro bocudo.

I love the feeling you bring to me, oh you turn me on
That's exactly what I've been yearning for, give it to me strong
And meet me in my boudoir, make my body say ah ah ah
I like it-like it


A tarefa era deixar a música simples e parece que eu tinha pensado da mesma maneira que a maioria ali: cortando alguns trechos da música. Não elevo o tom de voz ou faço algum prolongamento de som, mas a lentidão ainda era de praxe. Meus dedos ainda trabalhavam no braço do violão.

Cause I may be bad, but I'm perfectly good at it
Sex in the air, I don't care, I love the smell of it
Sticks and stones may break my bones
But chains and whips excite me
Na na na na Come on, come on


Novamente a batida fica um pouco mais forte e a voz se eleva meio tom, da mesma forma que eu havia feito na primeira vez que a parte fora cantada, nas três primeiras frases. Torno a voltar para o timbre suave em “but”.  O som estendido do “me” se junta ao “na na na” em um timbre baixo, dando um contraste agradável aos ouvidos com a forma que as notas soavam do instrumento de corda no meu colo.

Come on, come on, come on
I like it-like it


Paro de tocar o violão e findo a música acapella, o “I like it-like it” saindo quase como um sussurro de meus lábios. Desgrudo os olhos do chão branco e um sorriso ladino se abre em minha expressão com as palmas que eu recebia. Eu havia feito! Levanto-me do banquinho relativamente alto e giro a correia do violão, deixando o instrumento colado em minhas costas e minhas mãos livres.

Um suspiro escapa de meus lábios entreabertos, o dedão da mão esquerda tateando a aliança no dedo anelar da mesma mão. Umedeço os lábios e ajeito o rabo de cavalo que usava no dia - meu cabelo estava uma merda quando acordei. Finto a morena de olhos castanhos que fazia meu coração acelerar toda vez que me olhava ou tocava a alguns passos de mim e um, quase imperceptível, vinco se forma entre minhas sobrancelhas. – Eu posso falar com você? – Indago inclinando a cabeça levemente para o lado direito, em um pedido mudo para sair daquela sala e ter a conversa a sós.


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Re: Sala do New Directions

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 2 Mar 2015 - 13:23

come harder this won't be easy
Eu estava entendendo mesmo? Kitty estava se declarando. Abri um sorriso, cruzando a perna direita sobre a esquerda. Estava feliz com o fato de que alguém estava usando a tarefa para algo além de apenas fazer a tarefa do coral. Sua expressão dolorosa me fez pensar no quanto ela poderia estar sofrendo com os próprios sentimentos. Mais por que? Kitty era sempre tão durona e implacável e agora estava na fragilizada na frente de todo mundo. De duas, uma. Ou ela estava amando alguém que não deveria, ou estava com medo do que pudesse acontecer depois de terminar a declaração. Não deixei de pensar o quão sortudo o garoto seria, afinal, ela estava - claramente, enfrentando a si mesma, para demonstrar o que sentia. Então, veio o discurso.

E meu mundo começou a se quebrar em milhões de pedaços.

Não podia ser verdade. "Ah, vai dizer que o jeito fofo dela com você nunca te fez perceber nada?" Eu não conseguia piscar os olhos, ou afastá-los dela. Cada lágrima que tomava suas bochechas, era como uma faca acertando alguma parte de meu corpo. Agonia, frustração, horror, medo, angustia... Tudo queria sair de uma vez. Senti meus olhos marejarem, enquanto ainda não conseguia desviar o olhar da loira em frente a sala. A apresentação acabou sem que eu percebesse, e outras vieram. Não saberia dizer se alguém estava me encarando, ou pensando em ir atrás de Kitty, que saiu correndo porta a fora. "Vá atrás dela." Enxuguei as lágrimas. Eu tinha de ir, mesmo sabendo que a faria sofrer mais com o que poderia lhe dizer. Eu amava Shannon, estava certa de que era com ela que eu queria ficar, e iria. E antes que alguém continuasse com as apresentações, ela parou em minha frente, me fazendo despertar. Seu olhar era claro, queria que eu a acompanhasse para fora da sala do coral. Não sabia o que ela diria, nem poderia imaginar sua reação. Eu mesma queria entender o que se passava.

Claro. — Sai da sala, ainda atônita de mais para fazer ou pensar outra coisa.



TAG: #New Directions HEAR: Just come and show me what your momma gave, your love gotta be, baby; NOTES: nothing for now; RAWR.
coded by RESCUE RANGER ! of ATF

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Climb on board
We'll go slow and high tempo

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Re: Sala do New Directions

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