O Auditório

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O Auditório

Mensagem por Stalker em Seg 15 Set 2014 - 21:28

Auditório Principal

É a maior locação da escola. Possui cerca de 700 lugares e é usado por ambos os corais para treino e apresentações especiais. É possível acessar este local através do primeiro andar seguindo por uma longa escada. Aqui também são realizadas algumas reuniões de escola e de diversos clubes, já que seu uso não é privado.  

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The your ghost, the ur image. I'm the stalker!

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Re: O Auditório

Mensagem por John Terry em Qui 4 Dez 2014 - 4:33

worries about new days
All I am is a man, I want the world in my hands, I hate the beach but I stand in California with my toes in the sand, use the sleeves on my sweater, let’s have an adventure.

Fazia algum tempo que não lecionava, mas a aptidão para as artes cênicas do descentende de poloneses deveria ser notável para mesmo passando certo tempo ele não perdesse as habilidades que tanto cultivou no início de sua vida. Naquele dia em questão ele não tinha certeza do porquê o diretor Figgins o havia convidado à ir até o William McKinley High School, mas também não o questionou sobre as reais intenções, estava meio entediado de se envolver apenas nos assuntos burocráticos da empresa de telecomunicações que havia herdado do pai ou da de transportes que criou com o próprio suór à base de bons investimentos. Viver agravatado atrás de uma mesa ocasionalmente te deixa meio exausto de viver e com Jakub não era muito diferente.

Um brilho diferente invadiu as janelas de seu quarto naquele dia, parecia a luz de um novo caminho se erguendo misteriosamente para ele, e tinha certa excitação em quanto à isso. Não se vestiu com tanta formalidade, mas passou mais segundos que o normal ajeitando a gola da camisa polo vermelha com detalhes brancos. Um jeans básico e sapatos pretos compunham o visual optado. Saiu de casa com o típico frio na barriga do suspense da situação, já estava perto dos 30, mas aquilo não mudava de jeito nenhum, talvez já fosse parte de sua excência como pessoa.

Dirigiu o Sedan habilmente pelas ruas de Ohio e tão estranhamente não se deparou com nenhum sinal vermelho em todo o caminho de seu apartamento até o colégio, seria um sinal de que algo estava para ocorrer? Preferiu cessar as suposições. Subiu à escada do colégio limpando a mente de tais pensamentos, passou pelas portas sem exitar. Caminhou à passos longos e rápidos até onde seria a sala do diretor e observou 2 pré-adolescentes sentados ali esperando, provavelmente seriam responsabilizados por algum atitude que tiverem, por alguns meros segundos se viu no lugar deles, assim como a maioria dos garotos daquela idade não escapou de algumas idas à sala do diretor para tomar um esporro ou dois. Senhor Blaz...; a voz feminina veio de trás, mas não completou suas palavras, era normal, até ele às vezes tinha dificuldade com o próprio sobrenome. - Só Jakub facilita as coisas... - comentou esbanjando um sorriso difícil de ser à esse horário do dia. A mulher acentiu positivamente e abraçou a papelada em suas mãos. O diretor Figgins pediu para que o senhor o esperasse no aditório do segundo andar, se não for muito incômodo. Ele alguns problemas à resolver, eu posso gui...; interrompeu a fala dela. - Não se incomode, eu sei bem o caminho, avise ao Figgins que estarei esperando ele lá. - não precisava, já tinha estado ali algum tempo atrás.

Guardou as mãos nos bolsos da calça e voltou à mesma caminhada de antes. Da escada até as portas, se viu entre as cadeiras e imaginou o auditório lotado, mas aprecia faltar algo para ele. Talvez não sentisse mais saudade daquilo, ou sentia e não sabia explicar. Enfim parou frente ao palco, encarou o relógio e esperou que o diretor viesse tratar do tal assunto.
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Re: O Auditório

Mensagem por Convidado em Qui 4 Dez 2014 - 20:42




little trolli of poison  
like my town with a little trolli of poison nobody knows they're lining up to go insane. i'm all alone i smoke my friends down to the filteri'm all alone, i smoke my friends down to the filter but i feel much cleaner after it rains
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Mais um chamado. Alice estava começando a achar que Figgins possuía sérios problemas psicológicos. Depois de dar a aula nas Troubletones, a loira saiu da sala, sendo a última no corredor. Os saltos agulha tocavam o chão, remetendo um eco martirizante até para ela mesma. O cansaço da viagem de Londres até Lima havia sido desgastante, e os dois dias que haviam se passado não tinha sido suficiente para o total descanso. Por um momento, sentiu falta de estar em um SPA, despreocupada, relaxando. Sentiu falta de estar desfilando nas passarelas junto de cantores famosos, ao lado das famosas angels, as quais fazia parte. Mais só de lembrar a parte de ter que trocar de roupa na frente de múltiplas pessoas, ter que correr para ajustar detalhes nas lingeries e maquiagens, as quase quedas por conta dos saltos altos demais, suspirava, agradecendo mentalmente por ter uma folga disso tudo.

Figgins? — Deu duas batidas na porta que dava para a diretoria, a qual estava aberta.

Ninguém respondeu. Adentrei o cômodo, encontrando um espelho de corpo inteiro ao lado da porta. Deveria ser o da sala de teatro. Lembrava dele. Se aproximou, ajustando o cinto na cintura, arrumando também as mangas 3/4 do vestido. O cabelo estava em perfeito estado. Alguém limpou a garganta não muito atrás, fazendo a loira se virar.

Alice? Figgins pediu que o esperasse no Auditório do segundo andar. Ele está resolvendo algumas coisas agora. — Uma mulher ruivinha começou a falar. Emma Pullsbury.

Certo. — Estava saindo dali, quando sua voz soou ligeira, dizendo que poderia me levar até lá. — Não precisa, obrigada. Conheço o caminho. — sorriu pequeno.

Alice se moveu com agilidade. Estava acostumada a andar rápido, no intuito de evitar fotos que pudessem lhe prejudicar ou lhe deixar constrangida na mídia. Chegou ao corredor do auditório, diminuindo o passo. Andou com calma até chegar em frente as portas. Sem mais delongas, abriu-as e adentrou o recinto. Desceu com calma cada degrau da escada, não que estivesse com saltos tão altos que lhe deixassem emperrada, muito pelo contrário. Eram confortáveis e lhes permitiam descer tão livremente, estava apenas pensando sobre o que seria a conversa. Ao chegar no meio do auditório, bem a frente do palco, percebeu que não estava sozinha. Um homem - diga-se de passagem muito bonito - estava ali em cima, como se uma platéia fantasmagórica o estivesse encarando. Talvez ele estivesse pensando isso, ou não. A realidade, era que agora, tinha mesmo alguém lhe assistindo. Alice inclinou um pouco a cabeça de lado, abrindo um fino sorriso.

Não me diga que você é o Figgins. — disse, sabendo que ele não era.

Ficou bem abaixo do palco, encarando o homem ali em cima.


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Re: O Auditório

Mensagem por John Terry em Dom 7 Dez 2014 - 11:57

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Era um tanto quanto nostálgico ficar num lucal como aquele, mas Jakub parecia entender que agora estava fora dos holofortes. Entre o artista e o homem de negócios muita essência se cria, uma dualidade particular dele. Quer dizer, provavelmente sua família já estava acostumada com mudanças, tinha sangue polonês, o avô presenciou a guerra e morreu num campo de concentração, o pai teve a sorte de não perecer no mesmo fim. Não vamos entrar nesse tipo de assunto, mesmo que isso tenha ajudado a construir uma grande parte de seu caráter. Além disso voltemos ao ponto principal que o levou até ali, Figgins.

Permanecia em sua espera silenciosa encaranto o amplo auditório até o som se fazer presente. 'Tec, tec, tec' o inconfundível som de sapato contra a madeira, quem quer que fosse ele sabia que estava no auditório também, mesmo que ainda estivesse de costas para tal pessoa. Um perfume feminino vagou com um odor carmesim agradável. Virou-se para a direção no exato instante em que a voz indagou. Certamente ele não era Figgins, mas aparentemente a pessoa também estaria ali para tratar de algum assunto com o diretor da escola.

- Tenho que te desapontar, mas não sou o ele... - falou em meio ao sarcasmo e só agora observava o corpo feminino. Discretamente, óbvio, da cabeça aos pés, parecia um médico tentando observar cada canto. Pele branca, fios loiros. 'Bonita'; foi o segundo pensamento que surgiu em sua mente, óbviamente o segundo pois o primeiro é melhor mantermos no anonimato já que era o tipo de coisa que mulher odeia que homem fale/pense.

- Jakub Blaszczykowski, prazer... - apresentou-se cumprimentando-a apenas com um leve aceno com a cabeça, esperou o possível susto comum da maioria das pessoas em tentar entender a complexidade de seu sobrenome. Aparentemente Figgins ainda iria demorar. - Assuntos à tratar com o Figgins também? - indagou tentando puxar alguma conversa para deixar o ambiente mais agradável e por outros interesses...
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Re: O Auditório

Mensagem por Convidado em Seg 8 Dez 2014 - 19:55

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Alice notou bem a forma como era notada por aquele homem. Em mãos, tinha alguns papéis entregues por Emma, onde havia recebido antes da partida da ruiva. Não deixou de abrir um fino sorriso. Era fácil decifrar um homem. Observou-o agir, falar. Realmente era bonito, refinado e claro, galante. Seu sorriso era digno de um conquistador, poderia pensar facilmente em estar com ele em outro ambiente, fazendo outros tipos de coisa, claro, se fosse uma mulher fácil. O que nem de perto, era uma realidade. Ao ouvir sua fala sarcástica, inclinou um pouco mais a cabeça para o lado direito, dando uma observada no auditório. Por que diabos Figgins trataria de assuntos particulares da escola, em um local onde qualquer aluno pudesse entrar a qualquer momento? Vá entender. Preferiu não sibilar qualquer palavra sobre o primeiro ditado do homem, que agora, havia se apresentado. Inibiu a vontade de arquear uma sobrancelha, por mínimos minutos. Pois, estava o fazendo segundos após a tentativa. Nome difícil.

De onde você é, Jakub? Perguntou, descendo mais alguns degraus. Sobrenome interessante. Continuou com o sorriso fino.

Desceu o restante dos degraus, percorrendo a mínima distância da base do auditório, até a primeira fileira de assentos. Cruzou a perna esquerda sob o joelho direito, baixando o olhar, ouvindo o que Jakub falava ao seguir com o contato verbal. Estaria ele puxando assunto? Ou apenas passando o tempo, como a loira queria fazer.

Oh, tenho sim. Verbalizou, o olhando novamente, voltando a fixar nos papéis. — Vi seu nome eu um desses papéis. Com certeza eu não o confundiria. Deu uma pausa ao dizer o nome do homem, continuando segundos depois.

Os folheou, procurando o que havia aquele nome. Viu o de algumas pessoas enquanto procurava. William Schuester, Shelby Corcoran, Sue Sylvester, Bestie Coach, Holly Holiday, Jakub Blaszc... E finalmente, o achou. Abriu um pouco o sorriso.

Jakub Blaszczykowski. Aqui diz que você será proposto a ser o novo técnico do time de futebol americano do Mckinley High. Lê ligeiramente, o olhando em seguida. Sou Alice O'lavery, prazer. Findou, voltando ao meio riso.



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Re: O Auditório

Mensagem por John Terry em Qui 11 Dez 2014 - 13:21

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Um sorriso fino, percebeu bem e aparentemente, ela também parecia lançar uns olhares que faziam Jakub nutrir pensamentos nada politicamente corretos. O mais engraçado certamente foi a reação da mulher ao ouvir seu sobrenome, normal, Blaszczykowski com certeza não estava na lista telefônica como um dos nomes mais comuns nos EUA. A pergunta dela foi lógica, você não pensa que alguém com tamanho nome de família pudesse ser de origens americanas, no entanto ele era, apesar de em suas veias correr sangue estrangeiro. - Sou americano, nascido em Nova Iorque, só tenho pais poloneses, daí o sobrenome meio extenso e essa curva no nariz. - falou num tom amistoso indicando com as mãos a curva acentuada no nariz, tipicamente polonês, isso sem contar outros traços físicos que certamente carregou como herança hereditária.

A observou caminhar e se sentar cruzando as pernas, reprimiu os pensamentos, se aproximou, mas não se sentou. Alternou os olhares entre ela e o maço de papéis em seu colo, com até certa curiosidade já que dava para entender que em alguma daquelas folhas provavelmente teria alguma falando sobre ele. Abriu um sorriso de canto ao ouvir o comentário sobre seu nome, mas logo se atentou em suas próximas palavras. Foi meio inacreditável aquilo, mas devia supor que era por isso que Figgins o chamara, devia se lembrar que por inúmeras vezes o diretor da escola conversou com ele sobre o desejo de trazer de volta do time de Futebol Americano da escola, parecia que além da cobrança dos alunos a atividade extra-curricular também melhoraria a imagem da escola. Devia ter imaginado que a intenção de Figgins era de convidá-lo para ser o treinador, mas pensou duas vezes nessa escolha, quer dizer, ele nunca foi um jogador profissional ou de grande presença, apenas havia feito parte do time da escola e da universidade que frequentou quando mais jovem, e apesar de ter conquistado alguns títulos importantes sua posição era na defesa na proteção do quaterback e, ocasionalmente, se lançava ao ataque agindo como Wide Receiver.

Observava o papel ainda meio incrédulo e inclinando o corpo até o rosto ficar na altura dela enquanto debruçava-se nas costas da poltrona. Passou a mão sob a barba enquanto pensava sobre aquilo. Deveria aceitar? Tinha tempo para fazer a tarefa, bastante tempo até já que na empressa corria tudo muito bem, mas se lidava com Futebol Americano ou qualquer outro esporte atualmente era apenas como Hobby ou para manter o físico. - Eu devia imaginar as intenções de Figgins quando ele começou a falar bastante sobre como queria dar um rumo certo ao time daqui, só não pude pensar que ele iria logo me escolher como treinador. - comentou brevemente enquanto erguia-se novamente deixando de se apoiar na poltrona. - A propósito belo nome, é de origem germânica ou fenícia, acertei? - desconversou, não tinha certeza se aceitaria ou recusaria a proposta ainda.
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Re: O Auditório

Mensagem por Convidado em Dom 14 Dez 2014 - 18:20

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Aquilo tudo estava de acordo com outras ocasiões, ao ver de Alice. Os dois poderiam estar em um jantar, em um local que não tivesse ligações com aquela maldita escola, e o diabólico diretor Figgins. Se bem que, por causa dele, teve a súbita chance de observar Jakub e sua beleza polonesa. A loira abriu um minimo sorriso ao fitá-lo, ao capturar suas palavras recitadas. Ela o via como um tipo de personagem fictício de livros, não dos romancistas. Mas daqueles que costumavam dar pitadas de erotismo ao que escreviam.

Bela curva. Entoou, o olhar preso aos papéis mais uma vez.

O fato, é que o elogio não tinha nada a ver com curva no nariz. Tinha observado a linha do peitoral pela camisa polo que usava. Não estava apertadinha, como os adolescentes costumavam usar. Estava de uma forma bem definida a seu corpo nos braços, e mais solta no tronco, mas ainda permitia uma boa visão de um corpo bem treinado. Molhando os lábios com a ponta da língua, Alice tentava focar nos papéis.

Figgins é mestre na arte de destinar papéis que não fazem o estilo de algumas pessoas. O olhou com um sorriso zombeteiro. Ou não tanto. Suspirou.

Viu o próprio nome, estava destinada a ser a treinadora das Troubletones por um período indefinido. O fato, é que tinha apenas dois meses de férias, e teria que novamente voltar para Londres ou qualquer que seja a cidade que precisaria estar para desfilar. Não deixaria um compromisso de milhões de dólares por um de números limitados a menos de 100. Não que fosse uma interesseira, longe disso. Apenas, precisava de uma boa quantidade de dinheiro, para continuar a ter os luxos de sempre.

Na verdade, sou britânica. O encarou melhor.Mas, boa parte do meu sangue é irlandês. Continuou com o meio sorriso.

Soltou os papéis, aquele assunto estava um tanto que 'dentro do script'. Era como se fossem obrigados a fazerem aqueles comentários, para seguir um roteiro de 'não ficar embaraçado na presença deste estranho'. Mordiscou a ponta dos lábios, correndo a língua mais uma vez pelo inferior, era um vício antigo.

O que faz neste lugar, Jakub? Tenho a impressão de que você não precisa ocupar este cargo de treinador. Perguntou como quem não quer nada.



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Re: O Auditório

Mensagem por John Terry em Qui 18 Dez 2014 - 17:13

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Tratou de observar e ouvir possíveis respostas da parte dela, o problema foi que no meio disso a atenção foi totalmente para observar outras coisas e quando se pegou pensando demais voltou à realidade. Tinha ouvido apenas parete do que Alice tinha falado, felizmente sabia disfarçar com tamanha naturalidade a maioria dos problemas deste gênero. Deu por si que ela o estava encarando e da mesma formou fixou-se os seus nos olhos dela, sentiu-se hipnotizado e podemos dizer que demorou mais segundos que o habitual para se libertar do transe.

- Fica tão estampado assim no meu rosto? - comentou liberando um sorriso de canto logo em seguida. Respirou fundo e encarou o palco à sua frente, se parasse para pensar que tipo de coisas tinha conquistado na vida, por si mesmo não encontraria uma lista muito grande de seus feitos. Apesar da série de catástrofes que a família viveu antes ou depois da guerra e que de alguma forma o influenciaram mesmo sendo problemas de antepassados já entregues ao tempo é como uma ferida que dificilmente cicatriza completamente, um pequeno descuido e ela volta a abrir e mostrar que ainda pode doer bastante.

- Certamente Figgins poderia encontrar, no mínimo, outros 5 ou 6 nomes melhores que o meu para cumprir essa função. - e isso era uma verdade totalmente conhecida. O que há nos Estados Unidos de ex-jogadores profissionais de Futebol Americano é impressionante. Nem todo mundo sabe lidar com o dinheiro de forma que mesmo depois de construir seu nome ainda precisa de alguma renda física para viver vem. Por outro lado também teria de sobra professores de Educação Física com especialidade no esporte em questão. O verdadeiro ponto estava aí, por que escolhê-lo? Mesmo procurando motivos ele não encontrava, então caímos para a segunda questão: Por que aceitar?; e era nesse ponto em que ele tinha a resposta para a pergunta dela. - Eu realmente não preciso, e talvez esteja aí a grande questão, talvez por não precisar provavelmente não sentirei a pressão que poderia atrapalhar no trabalho. Farei pelo simples prazer de gostar disso. - dava para perceber que pelo seu discurso ele aceitaria o cargo, mas preferiu deixar isso ainda mais bem claro. - E a propósito aceito o cargo de treinador.

Então ocorreu aquele momento mágico, sabe aquele ponto no tempo-espaço em que você parece ser iluminado por uma existência divina e tudo fica mais claro e não existem mais dúvidas? Foi o que ocorreu, dada a resposta ele a encarou bem, haviam pistas de interesse mútuo, em algum momento aquilo poderia se tornar um jogo de flerte e sedução típico dos livros que garotas se derretem para ler, mas ele optou por pular essa parte e ser bem franco e direto. Se havia naquela escola a política de "onde se ganha o pão não se come a carne"; ele iria quebrá-la, até porque na maioria das vezes sua impulsividade sobrepujava a razão. Permaneceu encarando-a e pousou uma de suas mãos sobre a dela, não foi com intenções romântincas, mas talvez servisse para compor a cena, na verdade era só para tirar o olhar dela dos papeis e focar nele. - Também aceitaria de muito bom grado se você concordasse de sair comigo hoje à noite ou amanhã. A menos que tenha algum comprossimo inadiável... - foi meio que um ataque surpresa, mas arriscar também faz parte.
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Re: O Auditório

Mensagem por Convidado em Qui 18 Dez 2014 - 20:52

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Enquanto Jakub falava, apenas uma coisa concretizava-se na mente de Alice: Figgins não era mais necessário no assunto, a partir do momento que ele aceitara o cargo. Até por que, por via dos fatos, a loira já executava o seu. Suspirando, divagou enquanto ele continuava a falar algumas coisas. Por alguns segundos, havia se desligado. Porém, como mulher, sabia como agir. Os filhos fixos aos dele vez ou outra, lhe dariam a impressão de que a loira esperava por uma resposta, caso Jakub também se perdesse no momento.  Cruzou as pernas, ajustando os óculos para que não escorregassem. Odiava quando tal coisa acontecia, lhe dava um ar de mais velha, que não queria receber antes do tempo.  

Só em dizer, e deixar transparecer traços poloneses, sempre quer dizer algo. Sorriu, afastando os papéis do colo por um momento.

E claro, ela não diria em voz alta, que estava estampado em seu corpo. Jakub tinha uma postura comum de homem democrata, que comanda uma linha de pessoas que certamente precisam de suas ordens para conseguir concretizar uma ideia. Não via pessoas assim com facilidade, a não ser, os mestres para a empresa em que desfilava. Era acostumada a ver modelos, a seguir ordens, mas havia uma diferença. Se Alice não cumprisse, nada daria certo. Era um trabalho promíscuo. Se um desistisse, todos os outros seriam desfalcados.

Bom, como ele não está aqui, sinto-me no dever de dar-lhes as boas vindas. Lançou um sorriso. Seja bem vindo.

Estava prestes a se virar para ele, quando sua voz continuou a falar, e o próximo gesto, lhe deixou um tanto que surpresa. Não esperava pelo ocorrido, mas desejava por ele. E por muito mais. Sentiu-se ainda melhor ao notar o toque. Sem romance, sem carinho. Era um sinal claro de que a masculinidade de Jakub lhe agradaria bastante. Gostava de romance, mas não tanto. O via como um tempero, de menos, ainda sim poderia ser engolido com a comida. De mais, não desceria nem mesmo pela garganta. Se aproximou bastante para encará-lo olho no olho, estando a menos de um palmo de distância dele.

Rápido, polonês. O encarou melhor.Admiro sua coragem. Não tirou os olhos dele um segundo se quer.

E fez questão de transparecer cada coisa que desejaria fazer, não no jantar. Mas após ele. Onde com toda certeza indiciaria coisas a mais. Tirou do meio dos papéis, um pedaço. Tinha seu número escrito. Planejava entregá-lo a Figgins, caso o homem demorasse. Porém, agora, tinha outro destino para ele. Não o entregou a Jakub, a própria Alice colocou-o dentro do bolso da calça do homem, olhando-o logo em seguida.

É só dizer a hora. Chegou ainda mais perto, sussurrando para ele a resposta.

Sem mais, saiu do auditório sem nem olhar para trás.



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Re: O Auditório

Mensagem por Dexter F. Schuester em Qui 16 Abr 2015 - 3:46





 
 
 









Dark Horse - Reprise


E se eu simplesmente mandasse todos irem se foder? Seria tão mais fácil. Já deixei bem claro que não são marionete de ninguém, e que se quiserem me tirar por não compactuar com vossas práticas errôneas, que assim o façam. Não significa que por eu ser bom com as pessoas, que necessariamente precise ser o gênio do Alladin, muito menos por esse coral. Chuto uma lata de lixo ao passar pela saída do colégio e com certa ira, retorço os ombros. Desço as escadas da saída a correr e o vento corre pelo meu cabelo, agitando parte dele. O carro está do outro lado do estacionamento e tudo que quero, e preciso, é encontrar com Bia e deixar que ela me acalme par anão fazer uma besteira com alguém do Vocal Adrenaline. A dor de cabeça é absurda, bem como, a vontade de esmurrar uma pessoa. Não sei o que venho me tornando, porém não acho que seja bom. A Benevolência para alterar-se desmedidamente a cada dia. Hoje percebo que ser um bom ser humano, não necessariamente, significa ser conivente com tudo que te propõem. Escancaro aporta do carro e adentro o automóvel. Ao bater violentamente a porta do mesmo, respiro profundamente e ponho os dedos indicador e polegar em conjuntura com o nariz.

- Acalme-se, Dexter, é um ser humano melhor do que todos eles. Ao menos pode ter certeza disso. - Digo para mim mesmo. Recuso-me a participar de um reinado tirano, baseado em destruir outras pessoas. Eu não sou essa pessoas, apesar de não me julgar bom as vezes. Dou partida no carro e acelero o pedal numa velocidade razoavelmente alta. Quebro a tradição de ligar o rádio, na verdade, esqueço-me disso em virtude do tanto que minha cabeça suporta. As palavras míseras, as expressões de nojo, ou simplesmente, "Não serve para este time, já que não pode fazer o necessário para vencer." - Como não? Treino doze horas por dia, divido as áreas de produção. Tanto danço, como canto, e até mesmo atuo. Não sou bom por não querer espionar? Bando de cobras. Cobras estas que passam a me dar mais ódio a cada momento. Durante o percurso até o Mckinley, chego a fraquejar algumas vezes e até acredito que vou chorar, no entanto, tamanha é a minha indignação, que tudo o que faço é dirigir mais rápido. Preciso de Bia. Quase acabo batendo num ford à minha frente, em meio a esta raiva que me domina e faz-me avançar sem paciência par ao colégio da minha irmã.

Ao chegar no WMHS, não me proponho a procurar a melhor vaga com ode costumo, do contrário, estaciono num lugar qualquer. Ao menos o faço com o carro debaixo de uma árvore, protegeria mais do sol. Saio de dentro do carro a bater a porta e caminhar correndo para a entrada do colégio. A cada passo que meus pés dão no solo, a raiva vai manifestando-se por cada área do meu corpo. É como se um som também se junta-se aos meus pés desesperados, não somente por procurar Bia, mas por querer toda aquela sensação fora de mim. Chego a odiar-me por sentir-me dessa maneira. Ódio, ele brilha, ele ilumina tudo. Por mais que ser bom seja uma boa ideia, talvez se eu fosse ruim as coisas começassem aficar melhores. Eu não quero ser a pessoa que utiliza o talento para jogar outros fora, eu não sou esse, mas se eu quisesse, eu seria. Passo as mãos pelo rosto e tropeço num cara:-Olha por onde anda! - Ele protesta quando o caderno cai ao chão. Sem me preocupar muito, diferenciando-me de antes, vou em frente e começo a subir as escadarias da entrada do Mckinlley. Quando meus pés atingem a metade dos degraus, meu corpo cansa da correria, ou apenas de sentir isso. Passo as costas da mão direita pelo rosto. No simples e breve movimento que o fechar dos meus olhos estabelece, percebo uma certa mudança nas coisas. O vento torna-se mais forte e não há mais tanto concreto pela paisagem, não sendo pelas poucas construções adjacentes. A Areia está em abundância abaixo dos meus pés. E entendo o que o som da minha cabeça significa, o que toda a raiva começa a se tornar. Uma música.

Abro totalmente os olhos e encaro ao redor, areia, pirâmides, um sol que escalda qualquer ser vivente abaixo dele. O tempo me transporta par ao tempo certo de tudo isso. Como se uma marcha de pessoas andasse pelo lugar, ouço vozes longínquas que parecem falar numa língua diferente. O ritmo do bater de um tambor vai aparecendo em combinação com alguns instrumentos de produções mais rudimentares. Dou um giro em torno de mim mesmo, mais uma vez deixando que as mãos encontrem o rosto confuso. Ao descer a mesma, noto que não estou apenas num lugar diferente, mas numa roupa diferente. Ouro, é como o ouro, cada parte que adorna-a, apesar de estar de peito nu em sua superioridade. O ritmo da melodia vai ficando mais ritmado com o som dos instrumentos. Então uma mulher com roupas semelhantes aparece e traz consigo uma bacia com água, a qual posso ver meu reflexo. A tinta negra cobre o contorno dos meus olhos, o rosto esta diferente. Os olhos azuis destacam-se dos demais aspectos faciais. E acima da minha cabeça uma pequena coroa em formato peculiar situa-se. "Eu já estive aqui". - Penso. Uma rajada de vento altera o curso da areia, que se move rapidamente. Uma tempestade de areia projetava-se ao longe. A mulher a minha frente segue em frente e adentra as paredes do grande monumento à minha frente. E olhando para o que se aproxima, tudo o que faço é ir na mesma direção. A cada passo seguido a melodia sobe e eu entendo. Entendo tudo. Ao cruzar a soleira do lugar um ritmo envolvente começa a erguer-se, bem como um coro: - Let's Race. - Passo além da entrada e ao deparar-me com a grandiosidade do que encontro e da música, minha voz inicia pausadamente e no ritmo da música:


I knew you were
You were gonna come to me
And here you are
But you better choose carefully
'Cause I, I'm capable of anything
Of anything and everything

Aquilo deveria ser o corredor do Mckinlley, porém tudo que conseguir perceber, é a vasta fileira de pessoas que usam adornos na cabeça. Alguns gatos, outros falcões. As paredes erguem-se num tipo de pedra antiga, e as pinturas tomam todas as partes das paredes. Hieróglifos manifestam-se em suas mais variadas formas e símbolos. E quando a música inicia, um a um, as figuras vão saindo de sua posição estática, movimentando-se como os símbolos na parede. Todos seguem o padrão de virar as mãos e alterar o modo como elas fazem os passos. As pernas mexem-se em sintonia com a canção e logo tudo se torna um jogo entre o que canto, e aquilo que eles reproduzem nos passos da coreografia. Continuo a cantar e imito o movimento inicial deles, erguendo o braço para o alto e virando a mão, de modo a deixá-la na horizontal:

Make me your Aphrodite
Make me your one and only
But don't make me your enemy, your enemy, your enemy

Caminho para dentro do caminho formado pelas pessoas, e quando passo pela primeira mulher com a cabeça de gato, sinto a mesma por algo em minha mão. Ao olhar brevemente, noto um chicote revestido em ouro ser posto na mesma. Seguro o objeto com firmeza, enquanto continuo a caminhar e a canção preenche cada parte do lugar, agora em seu refrão. Seja qual for o motivo, ela me deu o chicote por um. Pouco a pouco, quando avanço por entre as criaturas, elas formando um grupo atrás de mim, jamais paradas, sempre fazendo passos conectados um no outro. Giro o chicote acima da cabeça a cantar:

So you wanna play with magic
Boy, you should know whatcha falling for
Baby, do you dare to do this?
‘Cause I'm coming at you like a dark horse
Are you ready for, ready for
A perfect storm, perfect storm?
‘Cause once you're mine, once you're mine
There's no going back

Após a última frase do verso, quando um som diferente dá um 'break' na música, paro estaticamente e com os braços abertos, tal qual os indivíduos atrás de mim. Movendo a cabeça para um lado e para o outro, o corpo segue o mesmo ritmo e ao final de cada lado, o braço vai rapidamente para a direção da cabeça e os dedos são estalados. O processo repetes-se por duas vezes. Quando o break se torna distante e a harmonia estabelece-se mais uma vez, vamos andando continuamente desta vez, porém com passos que possibilitam o movimentar sexy dos quadris. Prossigo:

Mark my words
This love will make you levitate
Like a bird
Like a bird without a cage
But down to earth
If you choose to walk away, don't walk away


Ao virar uma parede, um corredor, dois deles percebem a escuridão do caminho e aparecem a segurar tochas em suas mãos. Ao iluminar o percurso, a clareza ao olhar nos permite enxergar o resto das inscrições na parede e um corredor tão denso quanto o anterior. Mesmo com a baixa luz, o ritmo que permeia o lugar não se esvai, do contrário torna-se tão envolvente quanto antes. Seguindo com a canção, ergo a mão com o chicote e a outra e flexionando os joelhos a descer ao chão, movimento meus braços mexendo as mãos e cantando em sincronia:

It's in the palm of your hand now, baby
It's a yes or no, no maybe
So just be sure before you give it up to me
Up to me, give it up to me


Ao levantar-me, minhas mãos unem-se como numa prece religiosa e ao cruzarmos o corredor, nos deparamos com um final, apontando para uma porta revestida em suas laterais por um tipo de rocha decorada. AS inscrições egípcias se espalham por sua superfície. E com o símbolo formado em minhas mãos, vou caminhando compassadamente, os pés pausadamente um à frente do outro, enquanto que minha voz delineia as notas de maneira a tornar o clima atraente:

So you wanna play with magic
Boy, you should know whatcha falling for
Baby, do you dare to do this?
‘Cause I'm coming at you like a dark horse

Ao final de 'Dark Horse' os passos mais lentos ficam para trás e as pernas tendem a ser ágeis e dissimuladas nos movimentos que desenrolam-se posteriormente. É um jogo de braços a ir em diversas direções, como se formassem jogos de imagens com as mãos e os pés a guiar-se como se marchassem para aquela provável saída. Uma luz que irrompe da porta torna-se totalmente forte ao atravessarmos para o outro lado. Quando o fazemos, todos os olhos ficam maravilhados com a figura que nos aparece. O cavalo de destaques dourados e em parte com cores mais vivas, está à alguns metros e no espaço a areia é o elemento mais abundante. A música não cessa, torna-se mais viva e com o ritmo mais eroticamente possível. As batidas fortes preenchem as paredes, e sou segurado pela cintura por dois homens de braços tão fortes quanto os meus. Acredito que me levarão ao animal arisco, no entanto, posicionam entre dois sarcófagos com imagens de faraós simbólicos. Ergo as mãos e toco o dourado de suas laterais, enquanto que os dois homens em minha frente começam a mover o corpo de maneira sinuosa e no jogo de mãos. Dou com um braço no outro num movimento rápido e desço ao chão, utilizando a mesma velocidade, começando a entoar na harmonia corrida:

She's a beast
I call her Karma
She eat your heart out
Like Jeffrey Dahmer
Be careful
Try not to lead her on
Shawty's heart was on steroids
‘Cause her love was so strong
You may fall in love
When you meet her
If you get the chance, you better keep her
She swears by it, but if you break her heart
She turn cold as a freezer

Ao entoar 'She turn cold as a freezer', percebo que é isto que o meu coração tende a tornar-se. A sensação independe do lugar, meu interior ainda é o mesmo. Sei da raiva que o percorre, sei o quanto está presente. Deixo que a batida tome conta de mim e viro de perfil para os mais novos integrantes da dança, que fixam-se um pouco mais à frente dos outros dois homens. Movimentamos as pernas e os braços, enquanto prossigo:

That fairy tale ending
With a knight in shining armor
She can be my Sleeping Beauty
I'm gon' put her in a coma
Woo!

Me movo sozinho por entre as figuras e paro exatamente próximo de uma das com cabeça de gato que, ainda assim, possui um corpo esguio como uma mulher. Passo as mãos por suas curvas e seguro em sua silhueta, posteriormente tomando posse de seu braço direito e lhe girando e descendo ao chão. O faço com habilidade e agilidade, no mesmo ritmo rápido em que canto:

Damn, I think I love her
Shawty so bad
I'm sprung, and I don't care
She got me like a roller coaster
Turn the bedroom into a fair
Her love is like a drug
I was tryna hit it and quit it
But lil' mama so dope
I messed around and got addicted

Depois de gira-la e prendê-la em meus átrios, seguro-a pela cintura e levantando seu corpo com cuidado, a jogo para um lado e para o outro de meus próprios quadris. Os indivíduos restantes dançam mexendo os corpos e pescoços, enquanto não deixam de lado os movimentos conectivos das mãos e braços em estilo de dança egípcia. E ao chegar em 'addicted', prolongo o grave e solto a moça ao chão. Desta vez começo a me dirigir até o ser arredio pouco a frente e o cavalo parece desafiar-me veementemente. O chicote ainda em mãos, este se projeta no uso do momento. É como se o cavalo fosse todos aqueles que eu não pretendia ceder, mas que cedessem a mim. Não queria ser a marionete, não mesmo. Ergo o chicote e vou me aproximando do animal a girá-lo acima de mim, complementando com movimentos nas laterais. Canto:

So you wanna play with magic
Boy, you should know what you're fallin' for
(You should know)
Baby, do you dare to do this?
‘Cause I'm comin' at you like a dark horse
(Like a dark horse)

Viro-me de perfil mais uma vez e erguendo os braços acima da cabeça e juntando as mãos, meu corpo mexe os quadris em movimentos sensuais e ao mesmo tempo de invasão do seu espaço. Giro os braços e ao bater com o chicote em minha própria coxa, e sentindo a dor e o estalido, a figura parece abaixar mais o a cabeça.O cavalo vai dobrando-se no ritmo da canção, fazendo isso com cuidado. Atrás de mim, os dançarinos pegam-se em pares e elevam suas damas ao alto, como se estas voassem, elas eram como Íris com seus traços semelhantes. E vendo a submissão do cavalo, canto a me aproximar com o objeto de repressão nas mãos:

Are you ready for
Ready for (ready for)
A perfect storm?
Perfect storm (a perfect storm)?
‘Cause once you're mine
Once you're mine (oh)

Furtivamente, me atiro ao dorso do animal e acabo por montar nele. E ao fazer isso, seguro com força em seu pescoço ao perceber ele se levantar. E quando ele ergue-se sob as patas traseiras e relincha alto, em sintonia finalizo como braço erguido: - There's no goin' back. - E não há ninguém no local, quando todos os devaneios se vão. A minha mão continua erguida no espaço, com o peito a estofar-se sem camisa. Talvez a tenha arrancado de fúria, não sei. Meus sentimentos conturbam-se e ponho as mãos na cabeça a respirar fundo. O auditório do Mckinlley acabou por se tornar um esconderijo, aquele que segundo os meus, era o nosso maior inimigo. Na verdade, deles, não meu.
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Re: O Auditório

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 17 Abr 2015 - 11:12

and the world's like a science,
I LIKE TO LEARN THINGS SLOW, I TRY TO GET IT ALL AND IN THE END YOU KNOW YOU GET WHAT YOU GOT.  I LIKE TO MEAN WHAT I SAY BUT IT DON'T ALWAYS COME THROUGH BECAUSE IF I SAY IT ALL AGAIN, AGAIN, AGAIN, IT DOESN'T MAKE IT ALL TRUE.  I SAW YOU LINGERING STILL, STILL, I SAW YOU LINGERING STILL. THE WORLD'S LIKE A SCIENCE AND I'M LIKE A SECRET. ---------------------------------------


Não era um dia comum para as cheerios do WMHS. Havíamos acabado de chegar da semi final de um campeonato interestadual, e por isso, não se via nenhuma garota desfilando nos trajes vermelho e branco nos corredores da escola. Ganhamos sem nenhuma preocupação maior, se bem que o outro time era bastante esforçado. Não o bastante para nos vencer. Como capitã, deveria estar na escola hoje, para assinar alguns papéis em nome da equipe, e nada melhor do que fazer isso o mais cedo possível. Tínhamos o dia de folga, de aulas, treinos, tudo. Quer dizer, eu só precisava assinar estes papéis e estaria realmente livre. Vaguei pelos corredores vazios, já tinha assinado tudo, e agora estava observando melhor a escola, reparando no quanto eu poderia sentir falta daquilo. Em alguns meses não muito distantes, estaria fora dali, rumo a faculdade. Enfrentaria um mundo totalmente diferente do imaginado, sabia disso, mas era uma coisa natural. Crescer, ser melhor, cair, levantar. Eram coisas que não poderia evitar.

Como não tinha ninguém por ali, decidi esperar um pouco pelo intervalo e falar com Shannon, SanClair, Sam e Beatrice. Sem ter o que fazer, afundei as mãos no bolso do jeans, e simplesmente andei por ai. Em poucos minutos, pude ouvir uma batida enérgica de uma música conhecida, e de fato, adorada. Dark horse pulsava de uma forma abafada, porém, ainda sim, sonora. Quem quer que fosse que estava ali ouvindo-a, não parecia atento ao horário de aula na escola, e corria o risco de sofrer alguma detenção por isso. Pensando em passar direto e deixar a pessoa se ferrar, a curiosidade foi maior. Assim que abri a porta do auditório, o som deixou de ser abafado, e por alguns segundos, ecoou livremente pelo corredor. Fechei rapidamente, passando pelo breu que era a entrada, reparando que havia um garoto no palco. E não só ele. Todo um cenário egípcio estava montado, assim como pedia a canção. Estava me sentindo, de repente, na produção de filmagens do videoclipe onde Katy Perry era a protagonista. De pé no lugar que estava, observei toda a apresentação. Era uma? O garoto parecia determinado, e quase não pude observar suas feições, por que tudo ali puxava minha atenção. Inclusive, ele. Cabelos escuros, pele clara, e olhos azuis. Seu rosto possuía marcas rígidas angulosas, ele era muito bonito.

E dançava muito bem. Bem até demais. O surto inicial, fora apenas um: Quem era ele? De certo, saberia quando alguém como ele estivesse estudando no McKinley. Era impossível desgrudar os olhos dele, enquanto dançava e cantava. "Desculpa, Katy. Tenho uma versão melhor para ficar na mente." Ele usou um chicote, e de fato, aquilo saíra como uma das coisas mais sexy's que já tinha visto. Queria sentar, por que sentia meus joelhos tentados a cederem, e o que menos queria, era perder o equilíbrio e não ver o que ele faria nos minutos seguintes. Enquanto ele fazia sua coreografia junto com todas aquelas pessoas, desci alguns degraus, sem chamar atenção. Ainda estava encoberta pelo maravilhoso escuro que o auditório proporcionava. Observá-lo poderia se tornar um bom passatempo. Ele era bom, era muito bom! Na verdade, não achava que bom era algo que pudesse descrever aquela performance. O garoto parecia sentir cada batida da música, cada pedaço cantado, como se aquilo tudo estivesse sendo um desabafo ou simplesmente, uma tormenta sendo libertada através da música. Ao final de sua apresentação, enquanto ele ainda tinha a mão erguida no ar, e os demais personagens saiam do palco, desci sete degraus, batendo palmas o mais alto que pude.

Talvez não devesse fazer isso. Talvez devesse ter saído no mesmo momento, sem ter sido percebida. Mais ele havia feito um trabalho maravilhoso de mais para não ser elogiado. Meus olhos entraram em foco aos dele, fazendo um curto sorriso se deleitar por meus lábios, ainda dando sua salva de ovações. Poderia ser a única além dele ali, agora, mas tinha certeza de que se houvesse uma multidão dentro daquele ambiente, era isso o que estariam fazendo agora.

Não sei quem é você ou o que isso quis dizer, mas devo falar que você fez de Dark Horse, uma coisa para se lembrar por toda a vida. — desci mais alguns degraus, estando em uma boa iluminação para que ele me visse — Pelo menos para mim, que vi tudo.

Desci o restante dos degraus, ficando a frente do palco. Não subiria ali, não por agora. Queria deixá-lo mais um pouco ali, sozinho, em seu trono. Aquele garoto era um tipo de rei. Ele dominaria facilmente um público, não importando a quantidade de pessoas que poderiam presenciar uma apresentação sua. Aquela demonstração fora o bastante para saber disso. Não tinha uma sombra de dúvida, se quer.

Nunca vi nada assim. E acho muito difícil que alguma outra performance possa superar esta. A não ser, que você seja um artista profissional procurando apenas por um lugar para ensaiar e escolheu o auditório de uma escola, para isso. — abri um pouco mais o sorriso — Sou Dianna.

Terminei me apresentando. Havia algo de familiar naquele garoto. Não sabia dizer o quê, mas havia, sim, algo nele que não me era estranho. E eu queria descobrir o que era. Também, queria saber mais sobre ele. Não deixaria claro que também era dançarina, queria ver onde tudo chegaria.






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Re: O Auditório

Mensagem por Dexter F. Schuester em Ter 21 Abr 2015 - 5:28





 
 
 









Finally, Dianna


Observei minha camisa ao chão, quando minha mão permaneceu estendida ao alto. O que eu, Dexter Schuester, havia acabado de fazer ali? Era difícil até me entender as vezes. Eles me queriam espionando e eu acabei abortando e ainda cantando no recinto do possível inimigo. Segurei o pano com um movimento furtivo e ao fazer isso eu ouvi algo, palmas. O breu que estava par alá do palco não me permitiam ver de onde vinha, até que o dono, ou melhor, a dona delas apareceu. Linda, não havia outra palavra para descrever a morena exuberante, com traços marcantes que surgiu diante de mim. Se eu gostasse de mulheres, ela seria dona de todos os meus encantos. Parei sem uma reação exata após o gesto dela, na minha cabeça, ninguém estaria me vendo ou ouvindo. E para minha surpresa, havia alguém.

- Não sei quem é você ou o que isso quis dizer, mas devo falar que você fez de Dark Horse, uma coisa para se lembrar por toda a vida. - Ao ouvir isto, paralisei ainda mais, ainda que, tivesse tentado soltar um "obrigado", que inaudível ficou. Coloquei os braços cruzados para trás, o que terminou elevando a região do meu tronco. Não havia uma sensação, se não, acanhamento. Eu poderia ter posto minha camisa, porém o desconserto de ainda saber que alguém surgiu, era deveras grande. - Nunca vi nada assim. E acho muito difícil que alguma outra performance possa superar esta. A não ser, que você seja um artista profissional procurando apenas por um lugar para ensaiar e escolheu o auditório de uma escola, para isso. - Eu, artista profissional? Deveria rir um pouco da minha forma patética. Eram tantos elogios, fazia tempo que não ouvia alguns, agora eram sobre como eu não tinha o padrão do VA. Perdido nas boas palavras da garotas, foi numa delas que eu parei. - Sou Dianna.

Dianna Overwhelming, a dançarina, uma das favoritas do New Directions. Minha mente se direcionou à uma daquelas reuniões nas quais eles faziam questão de estudar os perfis dos componentes do coral do meu tio. Era uma tortura, porém, lembrei dela ao ouvir o nome. Imediatamente me senti culpado por estar ali, na sua casa, na casa deles. Eu não era digno. Mesmo que não cedesse a pressão de quase crime do meu coral, simplesmente ainda estava nele. Tinha medo de não achar um outro lugar para mim. Mesmo com todas essas dúvidas que me rodeavam, firmei a voz: - Dexter Schuester. - Puxei logo a camisa de trás e passei-a pelos braços. Escondi o tronco definido, anteriormente desnudo. Estava mais confortável do que antes.

- Olha, me desculpe está invadindo assim os limites do seu colégio. Na verdade, obrigado pelos elogios, antes que eu me esqueça. Agora, me desculpe por invadir. Eu só tinha vindo ver a minha irmã. - Inventei qualquer coisa - Eu não a achei por aí, nem sei se veio à escola. Me perdoe. Pulei do palco, estava mais perto de Dianna. - E não, eu não sou um criminoso, antes que pense isso. Tenho uma irmã gêmea, Beatrice, viemos da Irlanda, bem, nossos pais morreram. - Não deveria ter lembrado disso, senti-me entristecido em meu âmago. - Viemos morar com o tio Will. Eu estava precisando falar com minha irmã, vim do Carmell apenas para isso. - Por algum motivo, apenas senti que já seria odiado apenas pelo nome da escola.
Him name is Pätra

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Dexter Schuester
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Re: O Auditório

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 22 Abr 2015 - 21:47

get on your knees.
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I wanna see you lookin' up.
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Certo, já era acostumada a receber olhares como àquele garoto estava lançando para mim, mas era sempre um pouco... Intimidante saber que alguém me olharia como se pudesse descobrir meus segredos. Havia algo nele, algo muito familiar. Frisava isso para mim mesma, enquanto pude observar seu torso ser coberto pela camisa. Wow! Corpo legal, cara. Se bem que legal era uma coisinha bem modesta para dirigir a ele. Então, ele falara mais algumas coisas. Dexter Schuester. Então ali estava a familiaridade. Fora incontrolável domar o sorriso que se espalhava por meus lábios. Claro! Os olhos azuis eram quase que idênticos aos de Beatrice, como não pudera lembrar-me dela neste momento? Talvez, seja por que nunca a havia visto dançar, ou agir sem timidez, no coral. Diferente do que Dexter havia feito a poucos momentos.

Dexter falara mais algumas coisas, o que me deixara levemente preocupada. Um integrante da Carmel não deveria estar ali, de forma alguma. Ao vê-lo pular para baixo, e estar mais próximo que nunca, percebeu que não havia maldade em seu olhar. Sabia captar tal coisa, afinal, já fora da Carmel e sabia bem lidar com esse tipo de coisa. Com um suspiro, levei as mãos até os bolsos da minha jaqueta, inclinando a cabeça um pouco de lado.

Acho que você errou o caminho das salas de aula, não é mesmo... — dei passos para mais a frente — Primo? — se ele era mesmo irmão gêmeo de Bea, era meu primo, tanto quanto ela.

Ele parecia não saber disto, já que à menção do meu nome lhe deixara um tanto que... Reflexivo. Porém, não havia reconhecido nosso grau de parentesco. Ninguém sabia, para dizer a verdade. Com exceção de Will, ela e Beatrice, ninguém mais fora avisado. Ao que parece, nem mesmo Dexter. Deveria explicá-lo? Ou Beatrice seria a melhor pessoa para fazer isso, já que era sua irmã? Imaginava se haveria algum motivo para ele não saber. Estaria afastado da família para viagem ou algo assim? Esperei alguns minutos para que ele absorvesse bem o que tinha sido dito.

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notes: new hot guy
music: get on your knees
tag: #what?!
with: dexter
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thank you secret from TPO.

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Re: O Auditório

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