Estacionamento

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Estacionamento

Mensagem por Stalker em Seg 15 Set 2014 - 21:35

O Estacionamento

O estacionamento da Carmel é grande o bastante para ter a capacidade de suportar todos os carros dos alunos e funcionários. É divido em várias áreas com locais especiais para bicicletas e motos, cada professor possui um vaga com seu nome gravado. Os estudantes já no caso, podem estacionar onde quiserem, mas sempre fazem geralmente no mesmo local, cada grupo de amigos ficam próximos até a hora de precisarem voltar para suas respectivas moradias. 

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Re: Estacionamento

Mensagem por Dexter F. Schuester em Qui 9 Abr 2015 - 23:00





 
 
 









Who are you?


A cabeça estava quente, o bolo na garganta tanto incomodava. Não sabia ao certo o que pensar, apesar de ter exatamente a noção do que estava acontecendo. Me sentia infeliz, incomodado naquele lugar, da mesma forma que eles para comigo. Podia cantar a nota mais certa, fazer o passo mais exato, mas sempre havia um erro sobre mim, um defeito a ressaltar. "Pode ser talentoso, mas não pertence à esse lugar. É muito bonzinho.", "Por que não vai para onde sua irmãzinha está? Não quero você aqui para virar o show da doçura." - Bati a porta do armário forte e peguei abolsa, transbordando com os piores sentimentos que alguém poderia ter. Ouvi certa vez falar acerca da linha tênue entre amor e ódio, porém a que contemplo, vem de uma finura entre a raiva e a tristeza. Tento entender qual se manifesta em maior número:- Oi, Bia, é o Dexter. Quando ver o recado, apenas saiba que estou cansado de ser forte. A verdade é que nunca estive tão mal. - Após ouvir o bipe da caixa postal, foi tudo que eu consegui dizer. Desliguei o celular e respirei fundo encostando no armário. Está tudo bem, tudo sempre fica bem para você, os deixe ver que tudo está bem. - E pela primeira vez não consegui.

Passei as costas das mãos pela ínfimas e discretas lágrimas no rosto. Com a respiração a puxar forte, fechei os olhos e por um momento desejei a Irlanda, meus pais, estar bem, coisa que não podia mais me dar ao luxo. Naquele dado momento era como não saber mais de nada, se as pessoas seriam o sol ou a tempestade, se seriam quem me trariam alegrias, porque uma coisa que eu sabia, era que haveriam muitos arrependimentos. E entre a lágrima disfarçada e a sensibilidade que não queria expôr, fechei os olhos a sentir a voz vinda de dentro de mim:

Monday, you send me flowers
Tuesday, made me feel stupid
Wednesday, the world is ours
Thursday, we didn’t prove it
Friday, fell back in love
Saturday, we didn’t talk
Sunday, you said you needed space...

A mão esquerda entrecortou o tronco e parou a cobrir o coração. Aquele que insistia em bater por baixo de todo aquele amontoado de pele, e de todo aquele ser humano cansado. Repousando na turbulência do meu peito, pude sentir a mão pesar, aliás, todo o corpo. Olho para um lado e para o outro do corredor, posso até ver as pessoas passarem sem se importar, apesar de não as enxergar e entender quem são. Virei para a direção do corredor principal, o que dava para a saída do Carmel e ao dar cada passo, suspirava a tentar empurrar novamente par ao interior tudo aquilo que eu não queria mostrar. Não demonstrar é a melhor coisa sobre se sentir mal. Não precisa infectar ninguém:

Do you miss me?
Am I crazy?
Am I losing hold of love baby?

Cruzei a porta principal e atingi as escadarias da saída. Meus passos são lentos e a melodia em minha mente parece fazer a perfeita harmonia para com eles. E eu penso na ligação que fiz para Bia, talvez eu a tenha incomodado, feitos preocupar. Só há uma maneira de consertar isso, indo até ela. Seria difícil mais uma vez disfarçar as lágrimas, por o sorriso no lugar, exibir a infelicidade exposta através do puxar de lábios tão doloroso. Mas tudo se vale quando não se quer a mágoa das pessoas. Prossegui, até chegar ao meu carro:

Either you want me or you don’t
I need to know
I need to know.

Fechei a porta do carro e toda a sensação voltou. Sempre que me vejo diante de algum volante, eu os vejo, imagino a dor. Tem sido uma luta constante avançar. Cuidadosamente encosto as mãos no volante à minha frente e finalmente subo a visão um pouco mais. O reflexo no espelho me castiga tanto quanto a possibilidade de como meu rosto pode estar. Com apenas uma lágrima cair pelo lado esquerdo do rosto, ligo a ignição e dou a partida no carro. Sem nenhum som no carro, não há nada mais do que a minha voz:

Who are you today?
Will you be the sun or the pouring rain?
Who are you tomorrow?
Will you make me smile or just bring me sorrow?
Who are you gonna be when I’m lost and I’m scared?
Who are you gonna be when there’s nobody there?
Who are you today?
‘Cause I am still the same.

"Nós não precisamos de um nadinha irlandês.", "Devia se afogar nos oceanos no meio do seu rosto.", "Por favor, pare de existir. Agradecemos." - E a cada nota cantada, nunca havia um fim para as frases. E eu gostaria que, no fundo houvesse.
I am still the same

post #02 // polyvore // #Lonely // #ND // by loony!

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Dexter Schuester
Yeah, it's true. I am his Hansel. An she's my Gretel. Forever and Always.

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