Sala dos Warblers

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Sala dos Warblers

Mensagem por Stalker em Ter 16 Set 2014 - 15:25

Sala dos Warblers

O ponto de encontro do coral da academia, os Warblers. É decorado de maneira a passar serenidade para os presentes - isto torna-se visível pelos vasos de flores dispostos por algumas mesinhas. Na parede em frente à porta, o brasão do colégio, ainda maior do que o encontrado no refeitório, recebe olhares de todos que adentram o local. Mesas e cadeiras ficam de um lado da sala, enquanto um pequeno palco jaz do outro. Ao lado deste, um piano de cauda negro está disponível para todos os que possuem aptidões para o instrumento, ou os que não possuem mas gostariam de aprender. A sala foi construída de modo a barrar o som, tanto interno quanto externo. Logo, é perfeito para que os Warblers treinem suas apresentações.  


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The your ghost, the ur image. I'm the stalker!

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sab 4 Out 2014 - 0:55



Heartbreaker!
The boys like the look of dangerous...









Mal dava para acreditar. Após um certo tempo ausente, lá estava eu, de volta à Dalton. Durante o tempo que passei ausente com meu pai na Rússia, tudo lá parecia simplesmente equivocado, minhas decisões, meus relacionamentos e meus amigos, assim como meu gosto pela música. Meu pai me fazia ter esperanças em seguir seus passos e ser um magnata dos negócios, assumindo seu posto, porém em minha alma ficava apenas uma nostalgia vaga, que suplementava à melancolia e fazia-me entrar num estado profundo de inércia, sem querer me alimentar ou sequer forçar sorrisos nas inúmeras festas de negócios de meu querido pai. Aos poucos, as férias foram tornando-se piores que os acampamentos desprovidos de cor e vida que eu costumava ser enviado.
No avião de volta para Ohio tudo parecia às mil maravilhas. Eu cantarolava E.V.O.L, uma música super animada em ritmo pop da Marina, que com certeza eu cantaria mais cedo ou mais tarde na sala da Dalton para meus poucos amigos. Naquele dia fatídico da volta dos laranjinhas, eu estava com os nervos a flor da pele, tentava não roer as unhas demais, sempre com uma pastilha de menta na boca, e quando adentrei os corredores tudo se dissipou como a fumaça de um cigarro ao vento. Era quase tão acolhedor quanto meu próprio quarto na parte alta de Ohio.
Jovens dançavam em certa sala com deveras desenvoltura, outros cantavam alguma música de uma banda de rock gótico num canto. Continuei caminhando pelo corredor até chegar em nossa sala, tão amada e aconchegante. Aspirei para meus pulmões o cheiro delicioso das mesinhas bem lustradas, o cheiro adocicado que vinha das janelas, sentando-me no sofá acenando para poucos amigos que viam para lá e para cá.
Cheguei perto de um garoto com um violão próximo ao palco, sentado em um banco negro de aço. Cochichei em seu ouvido a música que deveria tocar, e ele prontamente assentiu enquanto uma pequena trupe de alunos sentava-se nos sofás dispersos frente ao palco pequeno, porém bastante bem arquitetado da sala. Pisquei e acenei para o mesmo garoto com o violão à minha esquerda, que começou a tocar a canção How To Be a Heartbreaker, da Marina and the Diamonds.
O som do violão começou no ritmo da canção. Até agora sem a interferência das batidas pop. Então comecei a cantar numa voz descontraída.

Rule number one is that you gotta have fun
But baby when you're done
You gotta be the first to run
Rule number two: Just don't get attached to
Somebody you could lose
So le-let me tell you

Minha voz saiu calma, baixa e sem esforços, enquanto com minha voz de soprano eu ia cantando as regras para ser um destruidor de corações. A cada regra levantava um dedo, ao todo levantando dois dedos indicadores, minha pose quase incólume movia-se lentamente ao ritmo do violão, quando as batidas ainda tímidas da canção surgiram, meus quadris não moveram-se como deveriam, apenas seguindo o movimento de minhas mãos anunciando as regras de como ser um destruidor de corações. Quando o refrão chegou, meus braços ergueram-se acima de minha cabeça, as palmas próximas e quando finalmente começou a melhor parte minhas mãos desceram em direção ao público.

This is how to be a heartbreaker
Boys they like a little danger
We'll get him falling for a stranger
A player, singing lo-lo-lo-love you
How to be a heartbreaker
Boys they like the look of danger
We'll get him falling for a stranger
A player, singing lo-lo-lo-love you
At least I think I do

No famoso refrão da banda, agitei os braços para cima e para baixo, meus quadris obedeceram-me e foram para os lados, e na parte "A player, singin" minhas mãos foram ao microfone, usando-o como apoio para descer com os quadris movendo-se em sincronia com as batidas da canção. Em "How to be a heartbreaker" novamente naquele refrão maravilhoso e chiclete, minhas mãos abriram-se e meus braços abriram-se como se eu fosse abraçar alguém, e rebolei para os lados quase agachando-me até o chão, com as pernas unidas e logo subi rapidamente, as mãos fechando-se em punho e uma para cima, outra para baixo, enquanto minhas pernas moviam-se fingindo uma corrida enquanto eu terminava de cantar o refrão, fitando os alunos da Dalton.

Uh uh uh uh, Uh uh uh uh
Uh uh uh uh, Uh uh uh uh
Uh uh uh uh, Uh uh uh uh

Cause I lo-lo-lo-love you

At least I think I do

Na parte de ponte para a próxima parte da música, apenas segurei o microfone com a mão direita, a esquerda agitando-se para cima e para baixo, e meu corpo movia-se num molejo sensual para os lados. E em "Cause I love" fui subindo o timbre de minha voz, aguçando-a e terminei soltando o ar de meus pulmões. E na última frase que componha a canção, sussurrei e abri os braços para cima, os punhos fechados e abri as pernas terminando aquela dança um tanto quanto improvisada, porém nem sequer eu imaginaria que iria cantar Marina and the Diamonds para meus colegas.
WHAT KATY DID

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Sibley
Been trying hard not to get into trouble, but I, I’ve got a war in my mind, So, I just ride

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Sab 4 Out 2014 - 22:35






1st day again  



Primeiro dia de aula! Todo ano era aquela sensação de mágica de poder ser um aluno melhor, tirar notas melhores, ser menos preguiçoso, um recomeço sempre dava espaço pra um... recomeço. Entrar na Dalton naquela manhã foi quase nostálgico, depois de um longo período de férias era bom sentir o cheiro de verniz que mesmo após tantos anos ainda incendiava a entrada da escola, aquilo era extremamente confortante, era quase melhor que poder estar em casa.  Apressei-me logo em ir para a sala do coral, já estava certo de que deveríamos nos encontrar lá um pouco antes das aulas começarem, assim  que adentrei à sala vi que vários rapazes já se encontravam lá, era difícil ter certeza se todo mundo estava ali, as vezes, nesses recessos, algumas pessoas simplesmente desistiam do coral, claro que também tínhamos rostos novos, e estes seriam mais que bem vindos entre nós. Por outro lado, tinham os formandos, rapazes dos quais tínhamos certeza que não voltariam a vestir o nosso belo blazer azul, e por mais que eles fossem motivo de muito orgulho para a equipe, sempre é triste ver um dos seus partir, independente do por que.
Nostalgias a parte, eu tinha uma equipe ótima a minha frente agora, e eram aqueles rapazes que dariam ao coral mais e mais troféus esse ano, sentei-me sobre a mesa a frente da sala e sorri da forma mais confiante possível para os rapazes – Muito bom tê-los aqui! Senti falta de vocês, quero que deixar claro desde já que pra esse ano não pretendo fazer nada completamente diferente do que tivemos feito anteriormente, apesar de não ter agradado todo mundo, acho que foi ótimo pra quem participou – Talvez esse discurso não estivesse sendo o mais motivador, eu mesmo estava um novo plano de mim, quem dirá eles! Cruzei uma das pernas sob a outra indo com o corpo mais para o centro da mesa e continuei – Porém, “não fazer nada completamente diferente” não significa que não pretendo modificar algumas coisas... Tá confuso, eu próprio já não sei o que estou dizendo, vai ficar mais fácil com a tarefa! – Pulei da mesa e comecei a caminhar por entre os rapazes – É o seguinte, para essa semana vocês vão cantar regravações de músicas, estava dando um olhada e vi grandes obras de grandes estrelas tem sido regravadas por grandes outras estrelas. E é entre essas músicas que quero que escolham o que vão cantar pra nós essa semana, o velho de forma nova, se é que posso chamar assim. – Parei com a mão no ombro de um novato que eu não conhecia a ainda e sorri pro garoto, assim que ele sorriu de volta me afastei começando a falar – Dessa forma vamos também estar estudando um pouco de história, já pensou que legal descobrir que aquela música hitando no rádio na verdade tem 50 anos. Obviamente, Glee não vale! – Não sei se alguém tem uma música adequada pra agora, mas temos a semana toda pra isso...


Vocês podem postar até 18-10-14. Sem choro nem vela.

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Dom 5 Out 2014 - 2:08




Little Taste From Heaven  
Strawberries, cherries and an angel's kiss in spring My summer wine is really made from all these things
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Caminhar pelos graciosos corredores da Dalton era um prazer de longe imaculado, mesclado ao sentimento de pertencimento ao local. O cheiro que exalou quando adentrei à sala foi espetacular, e ver o velho e bom Tim lá na sala começando mais um complexo e mirabolante discurso foi impagável como sempre. Sentei em um dos sofás, desembrulhando um chiclete de menta, enquanto cruzava as pernas e calmamente dedilhava meu celular, gravando numa pasta de documentos do word chamada "Dalton" um documento com o nome do primeiro tema aquele ano.
Confesso que desta vez o tema proposto por nosso jovem professor era de acordo com a estação e o clima. Reinvenção, renovação. Teríamos de cantar músicas regravadas recentemente. Estufei o peito, terminando de anotar em meu celular e salvar o documento, pensando seriamente e rapidamente a música que eu teria de cantar. Minhas mãos uniram-se enquanto meus pensamentos desvairados continuavam a maquinar numa perfeita canção para uma primeira tarefa na sala aquele ano. Quando meus pensamentos foram ficando suaves, consegui pensar em Nancy Sinatra em toda a sua majestosa diversidade de canções recentemente gravadas. Poderia cantar Bang Bang, que recentemente foi regravada por Skyllar e David Guetta, porém não tive muita vontade, pois a música já deveria estar na mente da maioria dos alienados jovens na sala.
Levantei minha mão com rapidez, minha antiga timidez havia se esvaído de mim, havia se dissipado e agora surgia um novo Andrew, incrivelmente capaz de estufar o peito e fazer as tarefas sem vergonha ou medo de errar. Tim pousou seus olhos em mim, suas sobrancelhas erguendo-se como um sinal de "pois não?". Sorri brevemente, pondo-me de pé e unindo minhas mãos.
- Irei cantar agora. - falei para Tim, em especial para um garoto que fez menção de levantar-se e se oferecer para cantar. - Irei cantar uma antiga música recém regravada pela minha cantora favorita; Lana Del Rey. A famosa música Summer Winne é de Nancy Sinatra com a parceria de Lee Hazlewood, de 1967.
Falei com a voz firme, aguçada e dei um aceno solene para os instrumentistas logo atrás de mim no fundo do palco improvisado. Subi ao palco com passos decididos, agarrando com leveza o microfone em estilo um tanto rústico - improvisado por conta da aula - e logo tratei de abrir meus lábios deixando a canção fluir de meus lábios a capella.

Strawberries, cherries and an angel's kiss in spring
My summer wine is really made from all these things

Minha voz saiu afinada, sem o apoio dos instrumentos saiu límpida e sem indícios de desafinar. Na parte "my summer wine" minha voz saiu um tanto quanto grave, porém o sorriso ostentava meus lábios. No final, principalmente na parte "all these things", minha voz saiu num celestial tom prolongando o "things", docilmente partindo para a parte onde eu teria de deixar minha voz rouca e penetrante.

I walked in town on silver spurs that jingled to
A song that I had only sang to just a few
She saw my silver spurs and said
Let's pass some time
And I will give to you summer wine
Hmm, summer wine

O timbre de minha voz mudou radicalmente, visto que seria difícil interpretar uma canção que era um ótimo dueto, porém eu não iria perder tempo tentando achar parceiros que conhecessem a canção, então teria de me virar como podia, e eu amava improvisar com minhas músicas favoritas. Minha voz ressoou grave e em sintonia com o toque que então finalmente surgia após minha introdução da música com o famoso refrão. Ao final de cada frase meu timbre rouco prolongava-se, como se eu realmente estivesse contando uma história junto da maravilhosa canção.
Na parte "Hmm, summer wine", prolonguei a voz manhosa, porém ainda sim rouca de uma forma grave o suficiente para sustentar o timbre em sincronia com a canção.

Strawberries, cherries and an angel's kiss in spring
My summer wine is really made from all these things
Take off your silver spurs and help me pass the time
And I will give to you summer wine
Hmm, summer wine
Hmm, summer wine

No refrão voltei ao timbre afinado de minha voz, exalando a fragilidade na voz, seguida de um sorriso e uma melodiosa voz acompanhando o refrão. Em "Take off" minha voz aumentou o seu tom tornando-se alto e ainda sim sereno, transparecendo minha felicidade em cantar aquela música. Na frase "And I will give to you summer wine" cantei de forma solenemente calma, um sorriso sensual em meu rosto e convidativo surgia enquanto meus lábios moviam-se delicadamente para entoar a canção.
Ao terminar a canção pisquei os olhos diversas vezes enquanto soltava o microfone e estufava o peitoral enquanto puxava o ar para meus pulmões, dando um sorrisinho nervoso e ao mesmo tempo com certo sentimento de vitória ou satisfação nele. Sentei-me em meu local, cantarolando lentamente uma música russa. Não sabia se ficava ansioso pela aprovação de Tim ou não, então apenas cruzei as pernas, suspirando e tentado a usar o cigarro, porém me contive e apenas me limitei a balançar interminavelmente meu pé direito.




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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Ghail C. Mudder em Qui 9 Out 2014 - 12:07

Come back to past!



Lá estávamos nós, voltando aonde tudo começou, não era mais o mesmo, nunca fui. A Dalton estava apenas me dando habilidades vocais, nem mesmo os mauricinhos estavam me incentivando a ser aquele Tyler de antes, tudo era novo, o meu eu era novo. Algumas normas da escola me proibiram de andar com os braços a amostra, tatuei todo meu corpo, foi assim que resolvi aguentar a dor da perda dos meus pais, por cima de outra dor. O tempo me fez pensar e repensar se realmente era aquilo que eu queria e cheguei a conclusão de que sim, e se talvez pudesse querer muito mais.
Muitos me olhavam perplexo vendo o quanto mudei, pouco me importava, essa agora era a primeira de minhas regras, não me importar e talvez fosse por isso que meu relacionamento com Timothy não tenha andado muito correto, nos afastamos um pouco, mesmo sabendo que ambos, tanto eu quanto ele, ainda nos amamos e sinceramente isso era a única coisa que ainda me fazer ter um mínimo de juízo.

Como sempre sentei ao fundo da sala, fiquei a observar os que chegavam e os que já estavam, não ousei me comunicar com ninguém e por fim o mentor chegava, olhei para ele de forma séria, mordi meu lábio inferior bem sutilmente e cruzei meus braços, esperando ele começar a falar que não demorou muito.
Fiquei escutando e observando, engraçado como não ousou olhar diretamente para mim, aquile certamente me incomodou um pouco, mas deixemos de lado. As palavras me lembravam quando recebi as boas vindas após entrar na Dalton, lembranças passadas, odeio lembrar. Por fim a tarefa era dada, cantar regravações, sério mesmo que já começou assim? O que foi mesmo que falei agora à pouco? Ah, sim... Odeio lembrar.

O primeiro aluno se prontificou a cantar, enquanto ele fazia isso fiquei a pensar na forma amistosa de Tim, ele era tão receptivo com as pessoas, eu já fui assim e agora não sou muito, talvez essa casca grossa tenha sido melhor, posso ser tanto frio quanto maleável, mas sempre uso a parte bruta pra ficar mais presente em minha personalidade. A apresentação era finalizada, palmas, dei apenas duas para não ser o descontente com tudo aquilo, vi que alguns ainda pensavam em no que cantar e me levantei, arqueei minha sobrancelha ao encarar Timothy, tire meu blazer, aquele troço me incomodava, fiquei com a blusa social apenas e a gravata, porém, dobrei as mangas até a metade de meu braço enquanto seguia para frente da sala, olhares novamente para os desenhos feitos em meus braços, ao chegar me virei para os demais e indaguei:
- A regravação que irei cantar foi feita por vários cantores, mas o que marcou bem foi na voz do Chad Kroeger, vocalista da banda Nickelback e vocês a conhecem muito bem... Bem, que nunca foi fã do Queen? - Sorri de canto e então para começar me virei para a mesa em que Tim estava sentado e dei três batidas, duas iniciais graves de mão fechada e a última de palma aberta.
- Buddy you're a boy make a big noise
Playin' in the street gonna be a big man some day!
- Comecei a cantar falando as palavras sequencialmente para não perder o timbre da voz, na última palavra a enfatizei alto e me calei fazendo aquele silêncio de surpresa. Soltei uma risada debochada e continuei logo em seguida.
- You got mud on your face
You big disgrace
- a primeira frase da sequencia cantei como se estivesse falando com o outro e na segunda frase pronunciei as três palavras fazendo a mesma sequencia de batida na mesa de acordo com a pronuncia dita e novamente me calei, me virei para os demais e terminei a estrofe.
- Kicking your can all over the place... - terminava pronunciando a frase final como se estivesse sussurrando-a para todos.

Olhei para um garoto que estava perto do som e pisquei para ele sinalizando para dar a partida da música que havia preparado (como ela havia estado no ponto certo eu não sei), após apertar o play o solo de uma guitarra gritou pela sala fazendo todos sentirem a emoção interna de parecer estar em um show ao vivo do tão amado Fredie Mercury, após o término do solo gritei:
- Singing!
Após minha partida todos puderam me acompanhar na frase épica em um único som.
- We will, we will rock you
We will, we will rock you!


A partir daí todos faziam a batida unidos. TUM, TUM, PÁ! TUM, TUM, PÁ!

- Buddy you're a young man hard man
Shouting in the street gonna take on the world some day
- comece a cantar enquanto caminhava pela sala observando todos entrarem no clima, a guitarra que acompanhava as batidas que não paravam, minha voz grave aumentava ainda mais a ênfase da música dando um clima único novamente.
- You got blood on your face
You big disgrace
Waving your banner all over the place
- Ao pronunciar "blood on your face" passei minha mão pelo rosto que se manchava de vermelho, representando o sangue vivo daquela apresentação. Meu timbre continuava bem firme, as batidas também, queria fazer todos se sentirem na presença do mito para dar uma agitação maior e começar aquela semana bem diferente.
- Come on!
We will, we will rock you!

Subi em cima de uma mesa cujo não tinha nada acima dela e gritei:
- Sing it!
Todos me acompanhavam no refrão:
We will, we will rock you!
Novamente um solo de guitarra para deixar todos extasiados, mexia meus dedos como se tivesse tocando o instrumento, me ajoelhei na mesa e balançava minha cabeça em junção com o ritmo que ela me proporcionava, as batidas continuavam, era fantástico sentir aquilo
TUM, TUM, PÁ! TUM, TUM, PÁ! TUM, TUM, PÁ!

- Buddy you're an old man poor man
Pleading with your eyes gonna make
You some peace some day
You got mud on your face
Big disgrace
Somebody better put you back into your place
- Cantei toda a estrofe junto com as batidas, estava para acabar a música, prossegui levando todos a nostalgia de ouvir Queen e terminava com o famoso refrão que todos gostavam de pronunciar.
- We will, we will rock you
Sing it!
- chamava todos para acompanhar.
We will, we will rock you
Everybody!
- mordia meu lábio inferior com certa tensão agitando minha cabeça para frente e para trás, desci da mesa com um curto salto e acompanhei-os batendo na mesa também.
- We will, we will rock you
We will, we will rock you
Alright!

Finalizei no "Alright" levantando minha mão com punho fechado demonstrando fidelidade as ações do cantor falecido e assim encerrando todas as batidas e acabando por ali a minha apresentação.
As palmas eram altas, olhei para Timothy e pisquei sorrindo e fui me sentar novamente no lugar em que estava.

TAGGED:

All

Soundtrack:

We Will Rock You - Nickelback

Notes:

All over again
Thanks, Baby Doll @ Etvdf

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...try to be yourself...

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Sab 18 Out 2014 - 20:37



Oh that pain...

Ser um warbler, certamente não era algo que estava em seus planos e anceios, simplesmente fez o teste pro diversão e acabou passando, era algo totalmente louco, até porque se por um lapso nervoso virasse para sua família dizendo que queria ser cantor ou artista, mesmo de country, o pai iria largá-lo dentro do curral e mantê-lo preso por um mês até que a ideia tivesse desaparecido. Vejamos bem, o irmão mais velho foi um nobre soldado do exército que morreu no Iraque, a irmã não iria seguir os negócios da família e o caçula era jovem demais para pensar em outra coisa senão brincar e aprender a montar no cavalo. Acabou sobrando para ele toda a responsabilidade, pode parecer meio egoísmo desejar que o irmão estivesse vivo, mas mesmo assim, era uma ausência notada desde sempre. Os dois se davam muito bem, e mesmo que o outro fosse mais centrado, ele nunca deixou de estar ao lado de Steven, sempre apoiando-o.

Era meio tenso lembrar disso exatamente no momento que era sua vez de se apresentar no coral. Por que não fazer uma dedicação ao irmão? A morte é uma coisa cruel, não há liberdade ou conforto em se pensar nela, mesmo que se veja com um lado mais honroso com direito à presença de militares, condecorações e a bandeira da nação acima de seu caixão no seu funeral. Tomou o microfone quando viu o local livre, Levine havia acabado de deixar sua participação, é meio difícil tentar levar a vida sem cair nesses sentimentos e mesmo agora que ele pensava em ser forte, o aperto no coração vinha como a mordida de um leão estraçalhando tudo. Engoliu a saliva, mas ainda assim não chorou, mesmo com as memórias dos bons tempos indo e vindo, era de se impressionar vê-lo daquele jeito, sempre foi um sujeito alegre e energético, mas bem, daqui a 5 dias era o aniversário da morte de seu irmão.

- Vou cantar Hurt, originalmente de autoria de Nine Inch Nails, mas na versão de Johnny Cash, que foi o que fez a música decolar mesmo. Foi o último sucesso de Cash antes da morte, e é só isso... - falou de maneira meio cabisbaixa, sequer encarou as pessoas na sala, focava-se apenas no microfone enquanto o olhar perdido e sem brilho se mantinha. O violão fazia a introdução breve e assim a voz de Gerrard ecoava.

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real


Respirou fundo antes de começar, o tom de voz não era desfarçado, nem mesmo o sotaque era. Aquela sonoridade carregada de qualquer caipira se fazia bastante presente e de certa forma era aquilo que dava um "algo mais" na canção, tanto na voz de Johnny Cash, quando na dele agora.

The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything


O som terno da composição de violão e da voz grave seguia com certa paz, por vezes alguns versos pareciam não combinar com as notas, mas ao vê-los de uma forma por inteira se comprovava que realmente faziam uma boa composição. Fechou os olhos e balançou a cabeça negativamente, espantando qualquer ruído externo, tentou pensar em coisas levianas, mas não fazia o melhor sentido, talvez ainda não tivesse compreendido que era aquele sentimento de tristeza e dor que davam a carga emocional da canção.

What have I become, my sweetest friend?
Everyone I know goes away
In the end


O segundo verso pesou, pesou na alma, no peito e no coração. Compreender que tudo na vida passa e isso quer dizer pessoas e momentos é extremamente torturante. O homem tem medo, isso é indiscutível, podem dizer que não, mas a morte dá medo, podem tentar bancar o forte, o inabalável, mas não passa de uma máscara e mesmo que ele pensasse ser muito "gay" imaginar isso tudo, até porque aprendeu desde cedo com o pai que um homem deve ser forte, ser um porto seguro, a angústia de certos pensamentos é como uma maré que as vezes está calma e imperceptível, mas em outras não.

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt


O piano entrava para a música e ele se lembrava, como o irmão amava Johnny Cash. Se recordou de todas as vezes que um pegava o violão e mesmo sem saber tocar direito ficavam ali, tamborilando os dedos no chão de madeira e cantando todas as músicas que sabiam, muitas apenas o refrão até. Lembrou-se de todos os dias em que iam na casa do avô e depois de um longa história sobre a vida no velho-oeste pediam para o velho tocar gaita e cantar alguma música de Cash, porque o irmão simplesmente não pedia, ele insistia.

I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair


O ritmo calmo voltava, sem o piano. O que nós podemos fazer por aqueles que já se foram? Nada, nada além de manter viva a memória deles, mas mesmo que parássemos para pensar, por enquanto tempo essa memória sobrevive? Talvez até nossos netos, se bobear ela some até antes. O mundo se torna mais corrido a cada dia, se mal temos tempo de viver, quissá teremos de lembrar daqueles que já se foram, mesmo que estes tenham marcado nossa trajetória em algum momento. São coisas que você simplesmente não consegue reparar, mas coisas que também te fazem querer seguir em frente. Lembrava-se que o pai não derramou uma lágrima sequer durante o funeral ou a missa e mesmo quando ele, inocentemente, pergunto o motivo, ele disse que era porquê homens não devem chorar. Apenas aceitar o sofrimento, manter o luto e serem fortes.

Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here


Não havia muita dificuldade na canção, era bem simples, até mais simples na versão do famoso cantor Country. O problema sempre foi lidar com essas emoções e recordações que iam e vinham, sem avisar e sem querer ir embora. Abriu um sorriso, mas não pensem que foi algo sádico, apenas se lembrou dos inúmeros cascudos que levou do irmão, ou mesmo do dia em que o trancou no galinheiro e mesmo cheio de picadas das galinhas os dois riram à noite toda do momento, até porque ele ganhou um bom galo na testa quando soltou o irmão. Tantos momentos bons e felizes cujo o tempo iria levar.

What have I become, my sweetest friend?
Everyone I know goes away
In the end


O que você se torna quando supera isso? Mais forte? Mais fraco? Mais vivido? Mais experiente? Qualquer palavra que se use está longe da verdade, porque sua única opção é seguir em frente.

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt


O som do piano voltava e instantaneamente mais tensão foi aplicada, até mesmo quando os músicoso perceberam que ele cantava tudo com raiva, com emoção, o timbre aumentou, ele se curvava segurando o microfone tão fortemente como se fosse o braço do familiar que não queria deixar escapar.

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way


E então, assim, sem glamour algum, a tensão foi indo embora, e tudo se resumiu ao silêncio. Acabou, assim como tudo na vida, a canção acabou. Mas não se enganem, ele não derrubou uma lágrima sequer, mesmo com os olhos mareados e meio vermelhos. Como o próprio pai disse naquele dia, na saída da Igreja, homens devem ser fortes, não devem chorar.

Hurt - Johnny Cash

Suae quisque fortuna faber est

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I'm a broken guitar
workin' on a broken song

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Ter 28 Out 2014 - 0:05






Halloween  



Os Warblers realmente estavam de volta, aquelas performances tinham deixado isso bem claro, cada um dos rapazes conseguiu mostrar o melhor de si com excelentes escolhas de músicas. Mas talvez fosse fácil fazer isso quando se pode escolher dentro de qualquer estilo musical, por isso, nessa semana eu pretendia obrigá-los a se manter em determinada área, a idéia era encontrar um estilo no qual ninguém dentro do coral aparentasse ter grande facilidade, ou pelo menos nunca tivessem performado músicas do gênero. Portanto eis que chegamos ao tão amado Heavy Metal, acho que em toda a história dos Warblers apenas Gerrard apresentou algo que pode ser ligado ao gênero, mas pra essa rodada eu ia querer mais.
Cheguei na sala do coral naquela manhã com uma meiga sacolinha laranja do Jack cabeça de abóbora – Bom dia, rapazes! Como as decorações por toda parte deixam bem explícito, estamos em época de Halloween, portanto acho divertido que as tarefas sigam esse tema! Será uma exigência que as músicas venham acompanhadas de batidas altas, solos mortais, berros ensurdecedores... Para essa semana, guys, vocês virarão metaleiros, heavy metal - disse fazendo aquele negócio do chifrinho com os dedos – Quero que escolham suas músicas baseados na data que estamos comemorando, como já deve ter ficado claro. – Abandonei a sacolinha laranja sobre a mesa, revelando algumas balas que caíram para fora e comecei a andar por entre os rapazes – Para esta tarefa eu espero que ousem, sejam criativos, afinal é Halloween, a inspiração está por toda parte! E os doces na mesa são para os bonzinhos que se apresentarem. – Terminei esboçando um sorriso e indo me sentar enquanto os rapazes planejavam o que quer que fossem planejar.

Vocês podem postar até 11-11-14. Sem choro nem vela.

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Convidado em Seg 3 Nov 2014 - 18:48


Halloween
Warbler

Estava sentado displicentemente em um dos sofás da sala enquanto esperava por Timothy aparecer. E não ficou surpreso ao notar que o rapaz entrara com uma abóbora em mãos, afinal... Era halloween, e as decorações espalhadas por toda Dalton não deixava que ninguém esquecesse disso.
Não pode deixar de suspirar decepcionado com o tema, Heavy Metal para representar a data comemorativa. Mas em minha opinião  não apenas esse estilo musical representa o dia das bruxas. Mas se era a tarefa, ele já tinha uma ideia do que  cantar.
...

Entrei na sala dos Warbles acompanhado de algumas pessoas que havia recrutado da banda marcial apenas para me ajudarem nesta tarefa, depois de muito pensar, resolvi que levar um aparelho eletrônico com a música de fundo não representaria a  verdadeira experiência de ouvir uma música de Heavy Metal ao vivo.
Acenei para alguns companheiros de coral conhecidos e segui para o palco, ajudando as pessoas a montarem os instrumentos e ligar os equipamentos de amplificação do som. Depois que tudo já estava preparado saí da sala por alguns instantes.
...

Voltei subindo diretamente para o palco e acenando com a cabeça para os músicos. Um suporte reto de microfone estava no centro do palco e  levei minha mão até ele, enquanto mexia a cabeça no ritmo da introdução. Olhando para os outros membros pela primeira vez após sair e mostrando a maquiagem de caveira feita para dar maior impacto à música. Segurei o microfone com as duas mãos ao começar cantar com uma série de grunhidos seguito de grito provindo da garganta, sem parar de me balançar como se estivesse em transe.  Tirei o blazer e joguei no chão ao lado do palco, voltando ao microfone e começando a cantar em um sussurro baixo e rouco, fingindo estar ofegante, o microfone estava a poucos centímetros da minha boca, o que aumentava a impressão de que  precisava do suporte para não cair.

Zero and zero is nothing but zero
Cancer and people conspire together
Running and running and going forever
Collected and sampled, starving for zero


Fechei os olhos com força e repeti algumas vezes o verso seguinte progredindo de um sussurro sofrido até uma série de altos gritos de garganta e acabei a sequência abrindo os olhos e tirando o microfone do suporte e lançando o mesmo a alguns metros de distância. Aproveitando para girar no ritmo da música, balançando a cabeça e o corpo como se estivesse drogado e raivoso.

Come see my cage, built in my grave
Come see my cage, built in my grave
Come see my cage, built in my grave
Come see my cage, built in my grave
Minus the inside and minus the circle
Inhabhit the riddle and fill in the hovel
Wherein and herein, between us and near us
Zero and zero is nothing but zero


Na estrofe final quase toda a voz que usaria seria a voz de garganta, usei todo o espaço livre do palco para variar entre saltos aleatórios, batida de cabelos. E me aproximei do guitarrista que estava funcionando de backing vocal e continuei a cantar a partir dali, ele me acompanhava com os movimentos de cabeça e os altos grunhidos, puxei minha gravata e atirei longe, era como se estivesse sendo possuido.

Come see my cage, built in my grave
Come see my cage, built in my grave
Come see my cage, built in my grave
Come see my cage, built in my grave
Keeping myself alive...
Through your empathy
Keeping myself alive...
Through your empathy
Keeping myself alive...
Through your empathy

LET ME GO


Continuei a girar no ritmo da música, repetindo alguns versos aleatoriamente no estilo drogado de ser, sequer imaginando qual era a reação de meus colegas de coral a minha frente. Quando a música acabou tomei folego e me virei para os músicos com um sorriso engraçado no rosto. -Bom, foi divertido. Falei, quase sem voz, ajudando os instrumentos a ser recolhidos.
Convidado

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sab 8 Nov 2014 - 0:09



Black Rose
O dia mais amado do país acho que talvez fosse o Halloween, era a data onde nosso amado país retirava todo o nosso dinheiro com milhões de enfeites e fantasias pras crianças, pra os pais, tios, avós, até os animais sofriam com as fantasias. Eu não curtia me fantasiar, não sei qual era o meu problema, mas se eu fosse usar alguma fantasia, certamente seria uma fantasia sexy e nada de zumbi, ou sangue falso, ou tripas de fora. Eca! Andando com minha roupa confortável e bonitinha cheguei na sala com passos lentos e mãos no bolso, fitando Tim chegar quase na mesma hora com uma sacolinha suspeita. Estreitei os olhos e me sentei ouvindo Tim falar interminavelmente sobre festas de Halloween, meio que sem jeito sentei-me num dos assentos cruzando as pernas e ouvindo com calma o que ele tinha a dizer e de repente... Heavy Metal? Pendi a cabeça para a direita e estreitei os olhos.
Engoli em seco e passei as mãos nas bordas do meu uniforme. Certamente, eu que sempre era um dos primeiros a me apresentar, não iria cantar nada. Um dos de meus colegas apresentou-se e eu não sabia que banda era a escolhida por ele, afinal não era meu feitio escutar músicas nesse estilo, então apenas fiquei ali no meu cantinho esperando minha vez. Quando a apresentação de Charlie terminou, eu rolei os olhos por todos, vendo que aquele clima de "quem vai agora?" iria continuar se alguém não tomasse alguma providência, então meio que nervoso levantei-me do assento confortável e fui até o palco improvisado e falei rapidinho com o pessoal pra ficar tudo certo.
- Bem, não tenho muito conhecimento em Metal, então vou cantar um rock gótico mesmo... - falei dando meu melhor sorriso largo e convincente.

Oh, paper flowers
Oh, paper flowers

O "oh" foi entoado de forma suave e prolongada e meus olhos permaneceram fechados e minhas mãos agarravam-se ao microfone com pressão, minha voz saía embargada e o tom suave entretanto mediano. Na segunda vez que entoei o "paper flowers", prolonguei o final da última palavra unindo minhas sobrancelhas num grito alto e levemente rouco, e então o som da guitarra surgira potente e estarrecedora, o tom gótico em cada nota conotava a força da canção. Logo, no próximo verso a guitarra assumiu uma função mais suave, onde o violão surgira.

I linger in the doorway
Of alarm clock screaming
Monsters calling my name
Let me stay
Where the wind will whisper to me
Where the raindrops
As they're falling tell a story

Na primeira estrofe suavizei mesclado ao som agradável do violão ao fundo, as batidas proporcionavam um clima mais interessante e continuei mantendo o equilíbrio na junção idílica das batidas da bateria, o violão e a guitarra. Na última estrofe antes do próximo verso prolonguei o "story" aumentando o tom de voz, deixando-a rouca, e logo a guitarra surgira.

In my field of paper flowers
And candy clouds of lullaby
I lie inside myself for hours
And watch my purple sky fly over me

Como deveria ser aumentei o meu tom de voz, segurando com firmeza o microfone em minhas mãos e fechando novamente os olhos. Em "I lie inside myself for hours" continuei o tom alto, como um grito suplicante enquanto abria os olhos e erguia a mão esquerda em direção a plateia, na tentativa de provocar a forma gótica com a qual Amy Lee conseguia expressar em suas canções. Em "And watch..." fui baixando o tom de voz e dei um breve sorriso ao final de "over me" e deixei que a guitarra terminasse a canção. Por fim, observei cada um enquanto o som da guitarra ainda ressoava em meus ouvidos diminuindo gradativamente, então assenti como forma de agradecimento e fui ao meu assento.
Bem, pode ter sido um horror minha canção ou a forma como cantei-a, mas pelo menos tentei. Antes de me sentar peguei um pirulito e botei na boca dando um breve sorriso.


____________________

Sibley
Been trying hard not to get into trouble, but I, I’ve got a war in my mind, So, I just ride

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Dom 9 Nov 2014 - 14:09



Grab your mask and don't be late!

Nada que uma boa soneca não concerte, ainda mais se os últimos dias estivessem tão cansativos à ponto de até nos sonhos ele se ver em meio à realidade. Sim, não era mentira, apesar da data festiva que se aproximava a breve soneca lhe fez sonhar que estava numa reunião discutindo sobre o preço das colheita de abóboras desse mês, afinal todos sabem que gráças ao Halloween a venda de abóboras praticamente triplica, o que faz com que o mercado agrícola fique em alta e acabe fazendo com que muitos produtores abandonem outras safras para se dedicar apenas à abóbora, mas bem, não estamos numa aula de economia para nos perdermos em tais explicações.

Timótio chegou na sala e com o barulho da porta se abrindo, Gerrard que estava muito bem acomodado tirando uma soneca ao mesmo tempo que se equilibrava na cadeira inclinada para trás que se enncontrava e a outra à sua frente onde repousava os pés, abriu os olhos, ainda sem conectar as coisas porque todos sabemos aquele estado de débil mental que você tem assim que acaba de acordar, e deu de cara com a imagem estampada na sacola que o líder dos Warblers carregava. - MAS QUE PORR... - nem conseguiu terminar de falar, perdia o equilíbrio e tomabava para trás, as duas cadeiras caíam sobre ele e uma por muito pouco não lhe tirou a possibilidade de ter futuros Gerrards no futuro. "O que diabos aconteceu aqui? Por que essas coisas só acontecem comigo?"; se fez muitas outras perguntas e comentários, mas estes foram os principais, ficou deitado no chão com as cadeiras lhe soterrando por mais algum tempo até a preguiça ir embora e se levantar. O blazer estava jogado em algum canto da sala, a camisa estava tão amarrotada que parecia ter sido mastigada por um boi e para completar acabou furando em meio à sua trapalhada. Vencido Gerrad jogou-se em algum sofá da sala, ainda engolindo seu despertar violento e assistindo as apresentações dos colegas, diga-se de passagem, ele não tinha voz para cantar Heavy Metal e qualquer gênero assim. Só parar para ver, primeiro tinha um sotaque carregado, segundo a voz era razoavelmente grave, terceiro não gostava do lado mais dark e pesado do metal onde parecem que colocaram um cachorro para latir no microfone e os instrumentos se compõem como numa fritadeira.

Passadas as duas apresentações ele chegou num consenso consigo mesmo, tinha a banda perfeita e a música mais que perfeita, a maior dificuldade seria atingir as notas mais altas e finas onde a pessoa canta parecendo que tem alguém esmagando as suas bolas para um barbudo parrudo fazer aquele gritinho de menininha. Passou a mão sob o cabelo numa tentativa completamente falha de arrumá-lo. - Abram espaço para os alemãs! Vou cantar, digo tentar, cantar Halloween da banda alemã Helloween! - o som dava suspense à sala, pediu para que diminuíssem a iluminação fechando janelas e apagando as luzes. A guitarra ditava o ritmo frenético da canção, era hora de colocar a casa à baixo, jovens!

Masquerade, masquerade
Grab your mask and don't be late
(Get out) well disguised
Heat and fever in the air tonight
Meet the others at the store,
Knock on other people's door
Trick or treat they have the choice,
Little ghosts are makin' lotsa noise


O desafio era alcansar os tons altos que Andi Deris costumava colocar ao fim de algums estrofes, com sorte apenas duas vezes precisou afinar e elevar a voz tão alto nessa parte, a maioria da música aqui era ditada como ordens. No rosto ele exebia um olhar centrado, mas sem foco algum, provavelmente alguma tática para não perder a concentração ou ficar encarando alguém com cara de quem é um estuprador. Cantar heavy metal é mais do que dar gritinhos e tocar guitarra fodasticamente bem, é saber interpretar este estilo, você não precisa chacoalhar a cabeça como se estivesse tendo um ataque epiléptico, você precisa é dar cara ao estilo e exemplos é o que não faltam na história. Ele não tinha aqueles cabelos longos e sedezos dignos de comerciais da Loreal Paris ou da Dove Man Care, por isso se policiava, mas assim que o corpo entrou em sintonia com a batida instrumental, teriam um caipira cantando Helloween.

But watch out. . .beware--listen. . .take care


O alerta surgia quase como se ele desse um conselho à todos, nesta parte podiam ver um Gerrard com um sorriso travesso, de canto no rosto, aquela típica exibição de sorriso malicioso exibindo apenas um dos caninos.

In the streets on Halloween
There's something going on
No way to escape the power unknown
In the streets on Halloween
The spirits will arise
Make your choice, it's hell or paradise
Ah--it's Halloween
Ah--it's Halloween. . .tonight!


Prolongou a nota no fim do terceiro verso, mas não muito. O desafio começava agora, porque se nas ruas durante o Halloween tem algo acontecendo, naquela sala do coral também tinha, era a rara de cena de ver um cantor de country tentando afinar a voz! Tentou imitar um fantasma, sem muito êxito, quando fez menção à emersão dos espíritos até finalmente frizar bem as sombrancelhas e forçar a voz para ps 3 últimos versos da estrofe. Notava-se facilmente as veias saltando a pele, principalmente no pescoço e na testa. Não estava acostumado à esse tipo de performace, só Deus sabe como conseguiu fazer algo consistente. Por algum motivo se recordou daquelas histórias loucas mexicanas dizendo que no dia das bruxas e no dia dos finados é quando o mundo dos mortos e o mundo dos vivos se aproxima criando uma espécie de ponte física onde os que já se foram poderiam passar para o mundo dos vivos e quem sabe fazer uma visita amigável com chá e bolachas.

Someone's sitting in a field,
Never giving yield
Sitting there with gleaming eyes,
Waiting for big pumpkin to arise
Bad luck if you get a stone,
Like the good old Charlie Brown
You think Linus could be right
The kids will say it's just a stupid lie


Continuava exigindo da voz 120% de sua capacidade. Ficou um pouco mais agitado a partir desse momento, era essa essência do Heavy Metal de contagiar, não é atoa que os adeptos parecem entrar num frenesi louco durantes os shows. Fez honra ao apelido que tinha quando criança, em tradução literal era algo como: "Macaco saltitante eletrizado", tirou o microfone da base e em meio à empolgação tratava dele feito uma espada rara apesar de que em toda essa imaginação acabava perdendo um pouco o controle, dava para notar a tensão em suas mãos ao segurar o objeto ou nas linhas de expressão muito bem desenhadas em seu rosto.

But watch out. . .beware--listen. . .take care


Na nota longa deu um salto, pousando no chão na ponta dos pés e rapidamente encurvando-se . Olhos fechados, Steven dando seu máximo, não era mais tão utópico falar sobre a incapacidade de caipiras cantores country em fazer algo totalmente fora de sua zona de conforto.

In the streets on Halloween
There's something going on
No way to escape the power unknown
In the streets on Halloween
The spirits will arise
Make your choice, it's hell or paradise
Ah--it's Halloween
Ah--it's Halloween. . .tonight


Novamente sorria travesso, olhava para os lados como se um exército macabro estivesse em sua companhia. Apontou para cada um deles de modo genérico e aleatório para enfatizar a escolha entre céu ou inferno indicando os mesmos apontando novamente, agora para cima ou para baixo. Acabou ajoelhando no chão e curvando-se novamente enquanto lutava para atingir as notas altas, não era tarefa fácil, para ele era quase como mandar um piloto de caça ser um ótimo alterofilista e suspender mais de 150kg apesar de ter uma constituição física normal. Com sorte veio um breve solo, foi o tempo para ele socar com raiva o chão e se recompor. Ficou a maior parte ali, apoiando-se na ponta dos pés, agaixado e de cabeça básica, alguém com audição muito boa conseguiria ouví-lo arfando o ar bem baixinho.

Listen now--we are calling you. . .
And there is magic in the air
Ah, on Halloween


Repetiu algumas vezes o primeiro verso da estrofe, praticamente sussurrando. O olhar que erguia pela sala agora parecia que procurava alguém no meio dos alunos, apesar de ser mais para enfatizar o contexto realmente procurou Levine entre eles, um das poucas caras conhecidas e estranhamente não o encontrara ainda. Afastou tais pensamentos da cabeça e focou novamente no que devia fazer. O solo veio e, rapaz, o sueito magricela cheio de espinha que tava na guitarra sabia bem como manejar o instrumento, não errava nenhuma nota mesmo o solo não sendo um daqueles rápidos que dá lag no cérebro. Repetiu a segunda estrofes mais algumas vezes durante o solo e deu prosseguimento.

Black is the night full of fright
You'll be missing the day
What will be here very soon
Changing your way
a knock at your door
Is it real or is it a dream
On trembling legs you open the door
And you scream. . . .on Halloween


Com sorte o início da estrofe lhe dava mais algum tempo para recuperar o fôlego perdido. Caminhou vagarosamente até a porta fechada, deu dois socos no movimento de martelar e um pouco depois arranhou a porta, digo, aaranhou mesmo, poderia ganhar um belo esporro depois porque bastava parar alguns segundos para perceber os 4 riscos de quase 20cm de extensão, tá bom, talvez tivesse se empolgado demais, mas tenha certeza os riscos não eram nada comparado ao que ele pensou em fazer e pôs em prática. Havia um momento de pausa, muitíssimo breve até finalizar a estrofe e entre os dois últimso versos e simplesmente saltou para trás executando um mortal e terminando essa parte. Mais um solo vinha, esse mais longo e trabalhado que antes, mas não se enganem, o jovem que precisava seriamente usar asepsia não errou uma nota, a guitarra gritava em suas mãos feito uma puta enlouquecida.

Darkness
Where am I now
Is there anybody out there
What has happened
Am I in heaven
Or is it hell
I can see a light comin'
It's comin' nearer
It's shining
It's shining so bright
It's shining on


Engoliu a saliva e limpou o suór da testa, cantou essa parte de costas para eles, foi então que sentiu o leve desconforto e se lembrou porque odiava aquele uniforme, na verdade a porcaria da gola e da gravata apertavam loucamente seu pescoço, era como a sensação de se estar numa forca, não que ele soubesse como era estar com a corda no pescoço. Afroxou a gravata e se lembrou do que tinha guardado dentro da camisa, foi meio relutante em fazer aquilo, mas tinha que dar tudo de si em qualquer apresentação, então não iria titubear. A guitarra novamente gritava e ele, recuperava o ritmo cardíaco.

I am the one, doom's in my hands
Now make your choice,
Redeemed or enslaved


Encarou as mãos, cerrando o punho e abrindo-o novamente seguidamente. Sacudiu a cabeça como se estivesse tendo um espasmo. Foi ao chão mexendo partes do corpo como se todos os ossos de seu corpo estivessem se quebrando e realocando afim de criar outra estrutura completamente diferente da hominídea. A cena era digna da transformação de lobisomem do filme Um Lobisomem Americano em Londres, o próprio tom de voz de Steven era como a de alguém que passava por uma metamorfose perdendo completamente os sentidos e com medo de não saber o que iria acontecer. Constituía aí um personagem. Rapidamente o baixista, o guitarrista base e o solo entravam em sua frente bloqueando a visão dos demais sobre ele.

I'll show you passion and glory
He is the snake
I'll give you power and abundance
He's the corrupter of man


Cantou esta parte ainda oculto da visão dos demais, quando os integrantes saíam da frente as pessoas veriam Gerrard com um capuz cobrindo o rosto, na real nada se via de sua face apesar de isso não prejudicar sua voz ou a harmonia da música. Essa ideia partia da Idade Média, relacionada à várias categorizações de fantasmas no imaginário popular, algo ligado ao espectro, aquele fantasma irreconhecível, esconder o rosto é cobrir de mistério, algo que você desconhece e portanto não pode supor suas ações, uma coisa tenebrosa, daí parte a ideia da morte ser uma caveira encapuzada, mas bem interessados nisso basta procurarem o texto Fantasmas e Assombrações na Idade Média de Jean-Claude Schmitt.

Save me from the evil one
Give me strength to carry on
I will fight for all mankind's
Deliverance and peace of mind


Retirou o capuz e revelou a máscara de uma cabeça de lobo em seu rosto, com Gerrard era assim ou era 8 ou era 80, porque se você quer fazer algo certo é melhor dar tudo de si, não é!? Durante o solo que se extendia, e de fato era o solo principal, ele tentou reproduzir uns animalescos, mas nada demais, apenas movia a cabeça de um lado para o outro deixando clara a respiração acima do normal, era a tentativa de realmente entrar no personagem baseando o contexto da música.

But watch out. . .beware--listen. . .take care


O aviso voltava logo em seguida, ele abria os braços quase como desafio, eram 13 minutos de música e ele estava exausto, mas ainda não era o final.

In the streets on Halloween
There's something going on
No way to escape the power unknown
In the streets on Halloween
The spirits will arise
Make your choice, it's hell or paradise
Ah--it's Halloween
Ah--it's Halloween. . .tonight


Exibia a mão e remexia os dedos como se fossem garras, arrastou-a daquela forma sob o torso como se tentasse rasgar o corpo ao meio e retirar algo de dentro de suas entranhas, felizmente aqui as notas mais altas já não exigiam muito de sua gargante, um agradecimento mental foi feito, ainda mais porque aquela máscara envolver couro e pêlos, mesmo que sintéticos, aquilo esquentava pra caramba ainda mais se você não conseguisse ficar parado por muito tempo como ele que sempre acabava encarnando um personagem nas músicas. Finalmente o breve solo final.

Yeah, it's Halloween
Yeah, it's Halloween
Yeah, it's Halloween
Yeah, it's Halloween. . .tonight


Para terminar ele correu pela sala, subiu num sofá e saltou no ar, pousou de joelhos deslizando pelo chão e usando a mão livre para frear o movimento até finalmente parar numa pose quase como a de um animal preparando-se para atacar. Estava encerrado. Retirou a máscara revelando o aspecto de esgotamente físico, o cabelo bagunçado agora, enxarcado de suór formava quase uma franja em sua testa. Que reverência que nada, precisava é de um bom copo d'agua e mais uma soneca, por favor.

Halloween - Helloween

Suae quisque fortuna faber est

____________________

I'm a broken guitar
workin' on a broken song

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Convidado em Qua 12 Nov 2014 - 0:49




Primeira tarefa...  



Não demorou muito o sinal da aula tocar e todos saírem de sala. Lentamente arrumei minhas coisas e caminhei pelos corredor em silêncio, estava com um pouco de sono, consequência da internet da noite passada... Ao chegar na sala do coral, me dirigi a uma cadeira na frente e fiquei com a cabeça baixa tentando descansar um pouco. Enquanto Tim Dava as boas vindas e fazia a explicação de tarefa. Meus colegas começaram a ir e fazer suas apresentações e eu sabia que uma hora não iria dar para fugir... "Sou péssimo quando se trata de heavy metal" Pensei assustado e ainda bem sendo um dos novatos não queria chegar dando mancada. Peguei me celular e listei os tipos de musica até uma que eu conhecia um pouco da letra. Enquanto as apresentações seguiam eu ia treinando a letra e tentando pensar em algo para fazer...

Então finalmente chegou a minha fez, gelei me levantando com calma e deixando minha bolsa carteiro na cadeira. Fui até o centro da sala e me apresentei. - Bom. Primeiramente um Olá a todos. Eu me chamo Rick e cantarei Going Under, Evanescence. - Engoli  seco quando todos me olhavam, dei uma leve pausa esperando para começar a musica...

- Now I will tell you what I've done for you
 50 thousand tears I've cried
 Screaming deceiving and bleeding for you
 And you still won't hear me... -


Comecei com a foz calma porem suave, prologando os finais dos versos. Fechei os olhos e apertei os punhos com força soltando a voz com tom mais alto e grave... - I'm going under - Continuei prolongando mantando a voz, e dando uma leve pausa como se cortasse a musica, abrindo os olhos e encarando os demais, voltei a prosseguir ...

- Blurring and stirring the truth and the lies
So I don't know what's real and what's not
Always confusing the thoughts in my head
So I can't trust myself anymore -


Caminhei para trás olhando para baixo voltando a deixar a voz suave... - Ah, ah,ah,ah,ah.... I'm dying again - Puxei o ar contraindo o abdome, voltei minha cabeça para cima com os olhos fechados, aumentei a voz e mandei ver...

- I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through -


Dei outra pausa tentando recuperar o fôlego e continuar...

- So go on and scream
Scream at me I'm so far away
I won't be broken again
I've got to breathe I can't keep going under -


Continuei agora com a voz calma, o rosto demostrando tristeza ou dor quanto levava as mãos até o peito e me encolhia finalizando abrindo os braços e gritando no (Going Under) depois voltando a mão apontando para o Guitarrista enquanto respirava um pouco e esperava para continuar... Voltei com a voz baixa e aumentando aos poucos... - Ah, ah,ah,ah,ah.... I'm dying again - Entrei no refrão.

- I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through -


Voltei a atingir tom alto finalizando a musica...

- I'm going under
Going under
I'm going unde...-  


Fui diminuindo a voz no (Under) até encerrar a musica ficando el silêncio por alguns segundos e muito ofegante. Sentia minha garganta muito seca e ainda estava assustado com os comentários dos meus colegas e do Líder... Lentamente acenei com a cabeça agradecendo e voltei para o meu lugar, morrendo de vontade de beber algo.



Convidado

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Qui 13 Nov 2014 - 16:27






In summer



A tarefa da semana anterior havia tido um resultado extremamente satisfatório, confesso que até fiquei surpreso, pois por se tratar de um tema tão quadrado como foi, não esperava que tivéssemos um interesse como o que tivemos da parte dos rapazes, as performances foram todas excepcionais, por mais que nem todo mundo tenha se mantido restrito ao Heavy Metal de fato, eu não tinha do que reclamar. Portanto, nada mais justo que para essa semana eles pudessem se soltar um pouco mais.
Adentrei a sala e vi que o saquinho de doces continuava sobre a mesa, mas agora se encontrava vazio, sorri para os rapazes parabenizando-os pela tarefa anterior, apesar das dificuldades com o estilo nada convencional todos conseguiram se destacar por algum motivo. Como de costume, sentei sobre a mesa a frente da sala e sem mais rodeios comecei – Para essa semana, o tema será “Summer”. Acho que podem usar a criatividade e fazer o que bem entenderem a partir disso: férias, amores, paixões, robôs, Phineas e Ferb, Olaf... afinal, há tanto pra se fazer no verão – soltei um “no verão” prolongado, parodiando com “In summer” de Frozen. Ao contrário do que aconteceu na semana passada, agora eles teriam um arsenal bem maior de estilos pra montar o que bem entendessem, em teoria isso tende a facilitar a coisa pra maioria, mas as vezes escolher costuma ser a parte mais difícil tbm. – Enfim, rapazes, agora é com vocês. – disse me dirigindo ao fundo da sala.

Vocês podem postar até 29-11-14. Sem choro nem vela.

thank's for @lovatic, cupcake graphics
[/color]

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sex 14 Nov 2014 - 4:13


I'm a Froot!
Havia voltado recentemente da piscina onde havia conhecido uma das pessoa mais legal que poderiam existir na face da terra. Sem sombra de dúvidas eu estava encantado com o rapaz, e meu humor havia melhorado cem por cento. Caminhando com o uniforme após me trocar no vestiário, adentrei a sala onde Tim havia acabado de chegar, logo, fui para um dos sofás confortáveis e sentei-me enquanto ouvia atentamente o tema desta semana. Verão. O tema era simples, entretanto tinha um leque de possibilidades para podermos escolher a música ideal. Pensei em diversas músicas que passaram por minha mente, e de certa forma seria interessante cantar algo recente, que estivesse fazendo sucesso ou chamando a atenção como o "hit do verão" ou algo assim.
Com os dedos apressados, rapidamente encontrei uma música que cairia bem; era recente, viciante e agitada. Marina and the Diamonds, Froot. Ergui uma sobrancelha pondo o dedo no queixo e levantei-me alguns segundos após repassar a letra da música na cabeça diversas vezes, indo até o palco improvisado. Mordi o lábio inferior e sussurrei a canção para o responsável pela música, e logo a canção iniciou-se. A música tinha suas batidas eletrônicas agitadas.

Froo-oo-oo-oot
La, la, la, la, la, la, la
Juuu-uice
La, la, la, la, la, la, la

Ergui meu ombro direito acompanhando o ritmo, enquanto meu pé direito batia em conjunto ao chão, levemente. Em Froot prolonguei com a voz aguda e afinada, um sorriso leve no rosto enquanto minhas mãos com as palmas estendidas ao alto desciam e em "la la la" desci-as e meus ombros subiam e desciam com um sorriso mais aberto e o olhar fixo na plateia, o tom aguçado ainda permanente em minha voz. "Juice" foi acompanhado de um prolongado tom mais puxado para o lírico e agudo, minhas mãos abraçaram-se ao meu corpo, na altura dos ombros, logo as abri prolongando o "la la la" com o sorriso aberto e o olhar fixo nos amigos laranjas.

I've seen seasons come and go
From winter sun to summer snow
This ain't my first time at the rodeo

A primeira estrofe foi entoada em um tom normal, sem o esforço do agudo; saiu limpa e grossa, puxando para a próxima estrofe que foi entoada com o forte sotaque russo no "summer snow". Estendi a mão esquerda em direção às pessoas, a direita repousada no meu peito de forma teatral, até aqui o timbre de voz era calmo e em sintonia com o toque viciante da música. Na estrofe seguinte, levantei o dedo indicador da mão esquerda em negação, piscando levemente os olhos enquanto prolongava o "rodeo" aumentando gradativamente o timbre de minha voz grossa.

Nature ain't a fruit machine
She's gotta keep her credits clean
Good things come to those who wait
But I ain't in a patient phase

Seguidamente a música partiu para seu segundo verso, onde entoei a canção no seu conhecido timbre de voz grosso apenas deixando a voz melodiosamente embargada no "credits clean", seguida do "Good things" de forma um pouco mais alta, a entonação firme ali presente. "Patient phase" fora cantada por mim com um sorriso esboçado nos lábios, os lábios fazendo um biquinho enquanto levemente dobrava os joelhos, erguendo as mãos ao alto, de punhos fechados e olhar sedutor e fixo em cada um.

Come on, fill your cup up
Looking for some good luck
Good luck, good luck to you
Hanging like a fruit
Ready to be juiced
Juiced, juiced

Aqui minha voz encontrava-se afinada, o sorriso no rosto em "fill your cup up" era teatral, minhas mãos de palmas para baixo em direção aos garotos. Em "good luck to you" apontei o dedo indicador para os jovens com uma voz melodiosa e em "haging like a fruit" pus as mãos unidas atrás de minha nuca seguido rapidamente da seguinte frase e em "Juiced, juiced" cantei prolongando tais palavras num timbre amaciado.

Living la dolce vita
Life couldn't get much sweeter
Don't you give me a reason
That it's not the right season
Babe, I love you a lot
I'll give you all I've got
Yeah, you know that it's true
I've been saving all my summers for you
I've been saving all my summers for you
Like froot, like froot

Primeira abri os braços para cima e ergui voz aumentando-a e teatralmente balancei meus ombros descendo os braços e e em "Life couldn't..." falei com o sorriso no rosto e os olhos fechados e o tom de voz era idílico e agradável, e na seguinte frase levantei minhas mãos pondo-as em meu peito de forma teatralmente dramática, balançando levemente minha cabeça em negação. Em "Babe, I love you" meu sorriso tornou-se algo um tanto quanto perverso e em "I'll give you" abri meus braços como se fosse esperar por um carinhoso abraço, cantando com um tom de voz alto e em sintonia com a canção. Em "I've been saving" cantei ajoelhando-me e pondo minhas mãos unidas na altura de minhas coxas, os ombros subiram enquanto um pequeno sorriso esperançoso parecia surgir em meus lábios, o olhar para o alto iluminado. "Like froot" foi o final do refrão onde olhei-os ficando de pé e fechei os olhos com as mãos ao alto, prolongando o "froot" num timbre de voz fino.

Come on, fill your cup up
Looking for some good luck
Good luck, good luck to you
Autumn, I'll be gone
Birds will sing their mourning song
Song

A canção mudou para a ponte, novamente, onde prossegui com minha voz afinada e meus ombros subiam e desciam enquanto as frases conhecidas saíam amaciadas e doces, como uma fruta doce e madura. Ora erguia as mãos ao alto sacudindo-as, ora as descia e as colocava em minha cintura inclinando a cabeça para frente com um olhar fixo nos dos garotos enquanto continuava a cantar teatralmente, partindo para o refrão uma última vez.

Living la dolce vita
Life couldn't get much sweeter
Don't you give me a reason
That it's not the right season
Babe, I love you a lot
I'll give you all I've got
Yeah, you know that it's true
I've been saving all my summers for you
I've been saving all my summers for you
Like froot, like froot

Abri os braços ao alto balancei os braços fechando os olhos cantando com uma voz firme e seguida de palavras finais prolongadas. As palavras eram cheias de sentimentos e a cada estrofe minha voz se saía firme e o olhar fixo nos meus parceiros da Dalton. Em "I've been savin" estendi os braços na direção deles, um sorriso aberto e o tom de voz era brando e alegre, talvez aquela fosse minha apresentação mais alegre ali. "Like froot" fora cantada com o tom de voz deixando a palavra título da canção extensa, o meu timbre de voz era idílico e dei um leve sorriso nervoso saindo dali com passos rápidos e sentei-me ao fundo.
Andrew Grey estava com Tim e turma, na sala dos Warblers, post de número 666 e esse template foi feito pela clumsy do sa

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Sibley
Been trying hard not to get into trouble, but I, I’ve got a war in my mind, So, I just ride

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Ter 18 Nov 2014 - 13:55



Well, I won 2 dollars on a scratch-off ticket

Passado Halloween a nova tarefa já esbanjava tempo e espaço na agenda dos Warblers, dessa vez o tema era verão, que realmente abria um vasto leque de opções de músicas. Só que diferente de todos ali, para Gerrard era algo bem diferente, porque agora ele poderia voltar às raízes e recorrer ao único estilo de música que teve grande espaço em sua vida, sim, o bom e velho country! Com isso em mente as coisas se tornavam infinitamente mais fáceis, só que foi aí que ele tomou mais uma decisão importante. Não escondia que era meio old school, ou seja, preferia o country antigo à esse novo, normalmente misturado com outros estilos como pop e rock, era tão fã do antigo que o instrumento que ele melhor sabia tocar era o banjo, só que dessa vez decidiu inovar um pouco, sempre que tinha oportunidade prestava homenagens à seus cantores favoritos, a maioria hoje bem velha ou então já falecida. Por isso que agora ele praticava uma ruptura maior para as músicas mais recentes. Com isso em mente ele se fixou em 3 músicas: Long Hot Summer, de Keith Urban (sim, o marido da atriz hollywoodiana Nicole Kidman); Roller Coaster de Luke Bryan e por fim River Bank de Brad Paisley. No geral todas as 3 eram músicas que estavam embalando demais nas áreas onde o country prevalecia, e também todas as 3 eram os ditos Hits do Verão.

A escolha pesou, ele estudou as 3 no violão, na hora saberia tocar qualquer uma, no entanto o argumento que prevaleceu foi o diferencial delas. Escolheu River Bank, sabe por que? Porque havia um esquilo praticando esqui aquático no videoclipe da música! Pode parecer idiotice, mas sim havia um ESQUILO PRATICANDO ESQUI AQUÁTICO, me digam onde podemos ver isso atualmente? Além do que todas as músicas tratavam do mesmo tema, romances de verão, festas em rios, praias, fogueiras e etc, então sim, o esquilo foi o diferencial! Fora que não vamos desmerecer o trabalho de Brad Paisley, o sujeito tem 8 álbuns de estúdio e 1 ao vivo. Ele emplacou 32 singles na lista da Billboard Hot Country Songs, dos quais 18 atingiram o primeiro lugar, sendo 10 em sequencia e em novembro de 2010, Brad foi o "Artista do Ano" no 44º Prêmio CMA Awards, o mais prestigiado prêmio de música country norte americano. Ou seja, ele não era só mais um homem de sotaque com sua guitarra falando sobre o campo.

- Foi particularmente difícil escolher a música, mas um esquilo praticando esqui aquático rodeado de belas mulheres no clipe me fizeram optar por River Bank de Braid Paisley. - apresentou antes de começar o nome e o autor da música como fazia costumeiramente, até porque odiava quando as pessoas simplesmente subiam ali e cantavam sem nem dizer o diabo do nome da música, sempre que isso acontecia ele ficava perdido. Estalou os dedos e pegou a Fender Telecaster bege que estava no fundo da sala com alguns outros instumentos, por ser de cifra razoavelmente simples ele acreditava dar conta da guitarra sozinho, só precisava mesmo era de apoio na bateria. Iniciou a introdução fazendo aqueles típicos sons que você está acostumado a ouvir em filmes de faroeste. Aproximou-se do microfone 5 segundos depois e decretou!

Here we go!


Mordeu o lábio inferior levando o olhar para a guitarra logo em seguida. Não era um exímio guitarrista, e mesmo que banjo e violão/guitarra sejam instrumentos de corda não é a mesma coisa, então ele meio que era um amador naquilo, conseguia tocar música country porque obviamente não é tão difícil ou veloz como um solo do DragonForce. A música mal tinha começado e a imagem do esquilo já tomava sua mente, e sim aquilo provavelmente iria permanecer na cabeça dele porque não é todo dia em que se vê algo do gênero, o bicho conseguia até ser melhor que ele, para variar, que não durava nem 1 minuto sendo puxado pela lancha.

Well, I won two dollars on a scratch-off ticket
So I went back to the counter and I bought two more with it
And I, won ten bucks and that was just right
So, I bought a six pack and a bag of ice
Ya know even if our ship came in and this is all we got
It ain't like we really need a million dollar yacht, cause


A troca de estrofe era rápida ainda mais nessa parte, apesar de separados na letra, cantando agiam como um dístico, mas sem problemas, pra quem já havia cantado The Devil Went Down To Georgia aquilo ali era fichinha. Fez rapidamente a troca de Mi para pestana e depois caminhando para o Mi menor, e logicamente com os olhos na guitarra por motivos já esclarecidos no parágrafo àcima.

We got an inner tube
We got a trailer hitch
We're near the river and far from rich
But we have got each other and gas in the tank
We're laughing all the way to the river bank


Já dava para perceber que a música era simples, até a melodia e a história. Um cara simples que ganhou 2 dólares numa rapasdinha e comprou mais duas e ganhou mais dinheiro e agora tinha uma caixa de cerveja e uma pequena farra na beira do rio. Era impossível não se lembrar da festança que era nas margens do Mississippi quando acontecia algo do gênero. Eles nem precisavam muito, independente da situação econômica, era só um grupo de amigos se juntar e comprar umas cervejas, trazer um carro ou alguém capaz de cantarolar, chamar o pessoal e pronto, tinham uma ótima distração para o verão que costumava durar até a noite ou até o dia posterior. Com sorte alguém aparecia trazendo alguns quitutes e faziam para todos comerem, era essa simplicidade e facilidade de felicidade simples que ele sentia falta ali em Ohio, na verdade sentia falta de muita coisa, mas agora deixemos apenas isso destacado.

Still, can you imagine if we ever struck it
I'd go shoot tequila, take a lime and suck it
And we'd tell our bosses they can do the same
We'll find a big cruise ship and buy the whole bang thing
We'd sail around the world and go to shore in a dingy
But 'till that dream comes true why don't ya grab your bikini
'Cause


Novamente as estrofes se ligando, tendo como o último verso, o "cause", como ponte entre elas, esse normalmente era falado no sotaque forte de quem vem do meio rural. As típicas apresentações um tanto quanto energéticas dele tinham de ser freadas quando estava com os intrumentos, até porque só tinha liberdade quando vinha o solo, se não o som do instrumento seria mais alto que sua voz, só que dessa vez ele deixou-se levar pela empolgação. Além do mais a porra do esquilo esquiava tão melhor que ele que quase se sentia compelido a tentar compensar isso. Podem rir, ele também estava rindo internamente, aliás, falando em esquilos, a única vez que tentou ser camarada com um deles e lhe oferecer um pedaço de maça o bicho voou em sua mão e mordeu o dedo e o pedaço da maçã, desde então preferiu distância.

We got an inner tube
We got a trailer hitch
We're near the river and far from rich
But we have got each other and gas in the tank
And it's a beautiful day
We're laughing all the way to the river bank


Até aí já tinha abandonado o microfone e duplicado o esforço das cordas vocais para o som ser audível. Passeava pela sala tocando, subiu numa poltrana e ficou lá numa pose como se estivesse declarando a independência dos Estados Unidos. O solo da música veio e, meus amigos, como ele gostou de fazer o dedilhado rápido e ouvir aquele estalo, grito, típico da música 'folk' de sua região, como alguém podia preferir outra coisa se não aquilo? Era simplesmente prazeroso e empolgante de se ouvir, tocar então...Saltou do sofá quando teve de voltar à cantar, caminhando em direção ao microfone novamente.

However it goes (whatever happens)
We've got it made (in these shades)
'Cause, baby, we can float (behind the boat)
And we can ride a wave


Contou com o nobre jovem da bateria para fazer o backn' vocal, que neste caso era tão fácil que até um mudo conseguiria fazer. Voltava ao solo e foi tanta empolgação que chegou a fazer uma careta de foco cerrando as sombrancelhas, inclinando o tronco para trás e mordendo a língua durante o dedilhado até trocá-lo pelas notas já melhor constituídas.

We got an inner tube
We got a trailer hitch
We're near the river and far from rich
But we have got each other and gas in the tank
And it's a beautiful day
We're laughing all the way to the river bank


Cantou mais lentamente na última estrofe e quase beijou o microfone, estava empolgado então dêem um desconto ao jovem cowboy. Finalmente acabou e tinha certeza que o bom e divertido verão do Mississippi tinha ficado bem exposto. Terminou a música limpando um filete solitário de suór da testa e bufando à medida que encarava a sala e os companheiros de coral com um brilho diferente no olhar, com aquele sorriso bobo de um moleque. Apenas saiu de lá e cedeu espaço ao próximo.

Brad Paisley - River Bank

Suae quisque fortuna faber est

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I'm a broken guitar
workin' on a broken song

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Convidado em Qua 26 Nov 2014 - 23:21


Solitary
Gun

Então a tarefa seria algo sobre o verão, algo quase que oposto ao ultimo tema que fora o Halloween, provavelmente a maioria dos warbles cantariam pop ou algum showtune, então resolvi diferenciar um pouco, escolhi uma música indie que tem uma pegada pro reggae e folk, de uma banda não muito conhecida mas que adoro.
A data final para a apresentação ainda estava longe, o que me daria o tempo necessário para ensaiar com a banda novamente. Tinha me decidido que apesar dos Warbles ser um coral majoritariamente acapella, eu me dava melhor com o acompanhamento de instrumentos, melhor ainda quando eles eram tocados ao vivo.
Obviamente paguei aos membros da banda marcial que me ajudariam uma certa quantia que nada atrapalharia no meu orçamento, e com eles ensaiei repetidas vezes a música e a performance. Quando decidi que os ensaios já tinham alcançado seu objetivo me preparei na noite anterior para o que precisaria levar.
...

Algumas faces pareceram surpresas ao me ver caminhar com uma case  nas costas quando cheguei a Dalton pela manhã, já que o instrumento é um dos meus guilty pleasures e pouquíssimos já me ouviram tocar. Conforme as aulas foram passando, as pessoas deixaram de se surpreender e eu fiquei aliviado de deixar de receber os muitos olhares.
Se apresentar nos Warbles era um desafio e por nunca ter ficado mais de um ano em alguma escola me sentia deslocado, Gerrard em minha opinião era um dos melhores cantores que temos, assim como Timothy, afinal ele não era líder do coral por nada e novos membros prometiam. Não sou o melhor cantor, ou um bom dançarino, então tento apenas me divertir com minhas apresentações.
...

Entrei na sala dos Warbles e meus colegas da banda já estavam por lá arrumando os instrumentos, um cajón acompanhado de pratos e pandeirola formavam a percussão e um violão além do meu compunham o conjunto. Acenei para o pessoal e segui direto para o “palco”, tirando apenas o terno e colocando ao lado. Abri a case e tirei meu violão, ele se diferencia dos outros violões por ser do tipo especial para tocar Folk, sendo um pouco maior.
Comecei apenas passando os dedos nas cordas, sem usar nenhum acorde enquanto cantava com uma voz semelhante a de alguem bêbado, deixando minha boca bem próxima do microfone para dar um efeito estranho.

Will I follow you down the line?
Will I follow you down the line?


Assim que acabei os dois  primeiros versos comecei a tocar o violão. A música usava apenas três acordes maiores que não são dificeis de  tocar. Por alguns instantes apenas ele podia ser ouvido, mas com uma virada semelhante a da bateria os instrumentos de percussão se uniram a mim. Em “whoa” eu utilizei uma pequena troca de tom no final.

Stepped off the the train and looked for Fruitvale signs
The January air it whips across my spine
Whoa, whoa


Tocava me balançando para os lados, meus pés se moviam como se eu estivesse dançando. Apesar da letra da música não ser a mais feliz de todas, o ritmo era animado. Tentava disfarçar rouquidão natural de minha voz, forçando um pouco mais a voz  de peito para faze-la parecer mais suave. Diminuímos também o ritmo da música no final da estrofe, deixando o ultimo verso quase que acapella.

We've been suffering the six days since he died
I saw a picture of his mother as she cried
Go to where the people go
We'll dig some piece of mind
And it burns, hard, real
To feel this feel.


Dei um passo atrás e usei meus pés para dar um giro 360˚ antes de voltar pro microfone e continuar a cantar. Olhei para meus colegas warbles e continuei a balançar no ritmo da música. No final dos versos cantei a ultima palavra usando uma pequena pausa na vogal. E passei a tocar sozinho quando ele acabou.

They're putting clothes to flame, an imaginary sun
They'll lay their boot heel down for a solitary gun
The hand that punches its own face, it begs for more
again
Shot echoed lonely from a solitary gun
Oh, yeah


Soltei o violão e o deixei pender do meu ombro e segurei o suporte com uma mão e o microfone com a outra. Usando um tom triste para cantar essa parte, deixando apenas minha voz.

Shops are looted and the windows are broken ice
She said "It's emotional but it's not nice"
Will you be the bed for me when they set the world on
fire
Just to see it burn
In a consolation urn
And my stomach turns to steel


Em "steel" o cara fez mais um giro no cajón e eu voltei a tocar cantando o refrão novamente com o mesmo agito de antes e no intervalo entre o refrão fiz um pequeno solo no violão abusando da pentatônica e power chords. Quando ele se iniciou o ritmo voltou a ser lento e eu encerrei a música em "whoa".

This brother's sister's mother's business is all gone
Stepped on her neck when we used to just sing songs
Whoa, whoa


Agradeci com a cabeça meus colegas de banda e depois me virei para os meus colegas de coral fazendo um agradecimento com a cabeça. Desci do palco e peguei meu terno e usei um dos sofás para guardar o violão dentro de sua case. Após isso me sentei e esperei que continuassem as performances do dia.
Convidado

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Sex 5 Dez 2014 - 10:29



Saw the eagle fly through a clear blue sky on 1965, the 8th of November

Colocar os pensamentos em ordem, foi algo que ele muito provavelmente precisou fazer depois que Timothy veio falar com ele. Inicialmente a ideia parecia bem impensável, o líder dos Warblers precisava de ajuda para treinar o coral, talvez isso e ser um bom aluno estivesse minando as energias do sr. Keynes, mas ter que recorrer à Gerrard lhe pareceu desespero demais. A reação do sulista foi quase que imediata: - Epa, epa, epa. Para o bonde que Isabel caiu! Você sabe que eu sou um ótimo cantor de country, e é só isso né?! - ele era humilde e duvidava demais de sua capacidade artística, ou seja, em matéria de country poderiam chamá-lo de novo Blake Shelton, agora mande-o cantar algum pop, certamente não vai ser legal ouvir Like a Virgin de Madonna com o sotaque expressivo do interior, é quase como mandar Chitaozinho e Xororó cantarem Nicki Minaj. Gerrard relutou um pouco, obviamente, mas depois pareceu entender que ajudar também fazia parte. Cruzou os braços, torceu os lábios, mas afirmou positivamente. - Eu ajudo, não vou ser tão bom quanto você provavelmente, mas eu ajudo...E a partir de hoje o senhor vai me passar todas as suas anotações de química, ok? Não tá fácil pra ninguém.

Resolvido aquilo podemos fazer uma mudança de cenário e retratar a entrada dele na sala do coral agora. Entrar naquela sala pensando em não ser um dos que ouviriam a tarefa e apenas se resumiria a fazê-la era meio complicado. Até porque foi pego meio que de surpresa e pensar em algo para oferecer era mais trabalhoso do que parecia.

Por Deus, se sentia um maldito leigo num seminário teológico, mas por um milagre o calendário norte-americano oferece algumas datas que podem servir de escape para estes pequenos empencilhos. Quer dizer, o natal estava longe, consideravelmente, por enquanto. No entanto entre novembro e dezembro havia uma data especial que marcava todo o país, já que estima-se que 80% das famílias dos Estados Unidos já ofereceram algum de seus homens para as forças armadas. E adivinhem? Eles tem mais guerras nas costas do que um camelo tem corcovas. O Dia dos Veteranos surgiu como uma ideia mirabolante na mente de Gerrard.

- Err, então gente, aparentemente terei o prazer inenarrável de passar as tarefas para vocês, a pedido de nosso amigo Timótio que parecia meio sobre-carregado com tudo isso ou sei lá. - falava brevemente enquanto se posicionava acuma de uma cadeira no centro da sala. Não o perguntem o motivo, mas quem já lhe assistiu cantando naquela mesma sala sabia que tinha algo em Gerrard que o fazia subir em sofás e cadeiras, e mesas e etc. - Agora, mudando de pau para cavaco, vamos à lição. Recentemente passamos pelo dia dos Veteranos, todos aqueles ex-militares ou militares de folga que lutaram em nome da nossa nação nas últimas guerras. Pode ser um idoso beirando os 100 anos que esteve na Segunda Guerra Mundial ou mesmo aquele seu vizinho que parece mais novo que você, mas esteve no Iraque. - era suspeito para falar, o irmão havia lutado e perecido no Iraque, fora que as cidades do interior assustadoramente eram as que mais ofereciam soldados para o exército norte-americano. Provavelmente ele teria destino igual se não tivesse sobrado apenas ele de homem entre os filhos da família. - Essa é a tarefa, cantem músicas que honrem a memória de nossos soldados mortos, enobreçam a imagem dos que voltaram para suas famílias ou retratarem o terror da guerra, a vitória americana e essas coisas. E pelo amor de Deus, há músicas melhores que This is War. - diga-se de passagem ele conseguia pensar em 3 músicas de imediato que seriam muito boas para ocasião, mas desta vez, todos estavam livres de ouvi-lo cantar seu tradicional country.

Desceu da cadeira e se acomodou em algum lugar. Era hora do show.

A data limite para a postagem é dia 19/12 (sexta-feira). Mandem brasa ae!

Suae quisque fortuna faber est

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I'm a broken guitar
workin' on a broken song

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Marley Rose em Sex 2 Jan 2015 - 19:49



The Warblers

Uptown Girl, I'm living in an uptown world.




"
"Principalmente a filha da cozinheira, você nunca chegará perto da Madonna a menos que acabe fazendo a comida em um hotel que ela se hospede, o que eu também dúvido que aconteça querida." - Mesmo depois de ter feito aquela prova de bolsa e ser aceita na Dalton Academy, eu não conseguia me livrar daquilo que Kitty havia dito, eu estava numa escola nova, livre de Bullying. Eu sem dúvidas iria sentir muita falta do New Directions, mas agora eu iria viver uma vida nova em uma escola diferente.
Era agora... já foi difícil entrar para uma escola com apenas homens, entrar para o coral seria extremamente improvável, mas eu faria o meu melhor, abri as portas de madeira com um empurrão e o que eu vi em seguida foi, provavelmente, uma das melhores performances da minha vida.
"



tagged: you. wearing: clothes notes nananana

thanks flarnius @ ops



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All Or Nothing
There's nothing you can say to blow my dreams away

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Sab 3 Jan 2015 - 17:52




Whistle, baby



Sabe aqueles dias em que você acorda decido a melhorar as coisas ao seu redor? O espelho parece até te mostrar alguém mais bonito do que você está acostumado a ver e até o velho Three Little Birds do seu despertador, que todo dia parece ser a canção mais torturante do mundo, pois te obriga a deixar a tão amada cama, nesses dias se torna tão dançante quanto Express Yourself as três da madrugada depois de já ter bebido todas. Se eu estivesse em casa essa seria uma daquelas manhãs em que meu pai me lançaria olhares tortos enquanto eu dançava pela casa com uma caneca de café na mão, o que só tornava o dia ainda mais divertido, porém eu estava na república. Nenhum dos rapazes parecia ter saído de seus quartos ainda, não era incomum eu ser um dos primeiros a levantar, e conforme já ficou claro nas linhas anteriores, desci as escadas até a cozinha ligando a cafeteira enquanto me deixava levar pelo aleatório do celular, enquanto a máquina fazia sua mágica eu retornava à meu quarto.

Quando retornei à cozinha já trajava minha farda, alguns garotos se encontravam debruçados sobre o balcão com os olhos inchados e cabelos despenteados, provavelmente resultando de algum exagero da noite anterior, a rotina matinal na república era bem mecânica, mas geralmente dava defeitos. Após virar um caneca de café peguei o material e sai de casa antes de todos, a curta caminhada sob o sol matinal até a colégio era deliciosamente revigorante. Chegando na sala do coral vi que sobre a mesa haviam algumas fichas de novos candidatos, passei os olhos sem dar muita atenção, aquelas fichas surgiam o tempo todo. Lembrei que tinha um dever de biologia pra terminar, afinal nem só de música é feito o homem, mas de cadeias de células também. Enquanto eu rabiscava alguns meu cadernos com algumas respostas não tão corretas como poderia a sala foi se enchendo.

Quando tive a impressão de ver todos os rostos que teriam de chegar presentes ali, soltei meu lápis sobre o caderno e em pé com as mãos apoiadas sobre o tampo da mesa eu me curvava encarando os rapazes, devido ao fiasco da tarefa anterior, se fossemos seguir o padrão era nesse momento que eu deixaria claro meu desapontamento pelos rapazes não terem seguido o tema proposto por Gerrard na última tarefa e em seguida tentaria deixar todo mundo animado a postar com um tema bem clichê que não fosse difícil pra ninguém. Mas no fim das contas, o único padrão a ser seguido hoje eram as normas de vestimenta da escola, ou não. - Queridos, lindos do meu coração, os feriados acabaram, agora começa uma nova etapa nesse jogo. Em breve as Seccionais estarão aí - Eu terminava a frase balançando a cabeça ao final, então me afastava da mesa caminhando até o espaço entre do salão que havia entre ela e os rapazes - Pra entrarmos no clima do que quero de vocês essa semana… Bom, talvez seja melhor mostrar.

Com os olhos fechados movo apenas os ombros em movimentos lentos enquanto as palavras fluem por minha garganta numa rouquidão até um pouco incomoda. - Big, big booty. What you got a big booty - Pigarreio deixando o som mais limpo e encaro secantemente os garotos que se encontravam atirados pelos sofás da sala, suponho que logo tenham entendido o recado passado, pois no segundo seguinte uma tropa se levantava fazendo coros e harmonias enquanto caminhavam ao meu redor no maior estilo I luv ya papa ou talvez não seja pra tanto.

Big, big booty
What you got a big booty
Big, big booty
What you got a big booty
Big, big booty
What you?


Os versos se seguem, apoio minhas mãos no ombro de um rapaz alto que estava ao meu lado e mantenho um rebolado lento.

Have you seen her on the dance floor Caminho por entre os rapazes que faziam sons de beat box que combinados com uma batida constante de mãos sobre o tampo de madeira da mesa formavam o ritmo exato da música. Meus dedos corriam pelos peitos dos rapazes e minha voz subia alguns tons em - She got the boom, shake the room! That’s the lighting in the thunder - Os garotos soltavam notas longas formando acordes que se encaixavam com perfeição a combinação total da coisa, tornando algo bem parecido com a versão de J-Lo e Iggy. - You wanna met her, you wanna touch her. See the lights in her eyes - Uma nota longa escapava em “eyes” enquanto eu puxava um garoto de olhos claros pelo pescoço ficando cara a cara com ele e em seguida o soltava - And it starts to make you wonder.

Numa formação quase militar nos posicionávamos na sala em - All the sexy girls in the party go and grab a man bring him to the dancefloor- as vozes soavam em unissono pela sala, nos moviamos numa coreografia ao melhor estilo Warblers de ser, pernas se cruzando a frente do corpo num ritmo marcado pelo estalar de dedos - Go and light them jeans, don’t worry you’re dancing. It’s his birthday - eu me desprendia do grupo do final da estrofe dando uns passos a frente e prolongando as sílabas de “birthday” enquanto alguns rapazes repetiam o “Big, big booty”, notei então uma garota parada a porta da sala, ela vestia o uniforme da Dalton, não esse que todos estamos acostumados, mas o suéter vermelho e a camisa branca típico dos calouros. Acho que jamais vira uma garota usar essas roupas, talvez fosse parte de algum fetiche, mas poucos ali tinham fetiches que envolviam garotas. Era difícil ter certeza a quanto tempo a morena estava nos assistindo, mas público era sempre bem vindo. - Let me show how to do it - soltei as palavras direcionandô-as à moça e deí-lhe uma piscadela discreta.

Dei as costas para a moça elevando as mãos de forma a jogar os braços curvados de um lado ao outro acompanhado o movimento do quadril em -Big, big booty. what you got a big booty- Os rapazes mantinha a frase se repetindo. - Twerk! - Soltei fazendo a palavra se sobressair sobre a música enquanto jogava meu quadril pra trás. Os garotos tinham as mãos fechadas em frente ao peito que ia pra frente e pra trás enquanto eles twerkavam -Big, big booty, what you got a big booty - eu caminhava entre eles passando a mão por seus ombors e costas, meus olhos voltavam a encontrar os da garota na porta que parecia estar se divertindo com o que via. - Shake That - soltei dando um tapa na booty de um novato.

The way she moves, I know you want her- deixava os garotos de lado e caminhava até a jovem de cabelos castanhos segurando sua mão e a conduzindo num giro, a puxava então para dentro da sala, - She likes the fire, get you right - Parávamos e eu dava uma reboladinha movendo suas mãos e então lhe indicava uma das confortáveis poltronas que haviam na sala para que se sentasse. - That’s the lightning in the thunder. You wanna meet her, you gotta touch her - Eu ia até um dos rapazes apoiando um braço em seu ombro e indicando a garota ali, as palavras saiam num tom extremamente coloquial, como se estivesse numa conversa. - Hold on tight for the ride, Cause you know you’re gonna love her - repetia o gesto agora com o rouxinol da minha esquerda mas retornando a batida da música.

All the sexy girls in the party go and grab a man bring him to the dancefloor - Minhas mãos se estendiam a lateral do meu corpo que se balançava como numa espécie de dança do ventre, eu dava uma pirueta e meia parando de frente pros rapazes, minha mão se encaixava na nuca de um deles e começava a dançar com a perna passando por entre as suas -Go and light them jeans, don’t you worry you’r dancing - meu dedo tocava a ponta do nariz do garoto e eu me afastava novamente enquanto o coral repetia ao fundo “Big, big booty what you got a big booty”
It’s his birthday, give him what he ask for - Me juntava aos rapazes numa coreografia que trabalhava principalmente braços e ombros enquanto os pés mantinham um constante 1, 2, 3 de valsa, que daquela forma não fazia ninguém pensar em valsa.

Os garotos desfizeram toda a formação e no ápice do -Big, big booty, what you got a big botty. Twerk!- Eles caminhavam entre si acariciando um ao outro de forma totalmente teatral e sem real malícia, alguns se abraçavam por trás robolando juntos enquanto outros simplesmente twerkavam livremente por aí - Big, big booty, what you got a big booty. Shake that! - Por alguns segundo só se podia ouvir notas longas que os rapazes emitiam se encaixarem a suaves “Big, big booty”, então Gerrard tomou a frente encarnando Pitbull! - Booty, booty, booty, booty everywhere! Look at her booty, stop, stare, they love her booty. Hell yeah! - Eu me misturava aos outros enquanto Gerrard caminhava até a moça sentada na poltrona gesticulando de forma exagerada com os braços, bem aos estilo rapper que ele não tinha. O garoto movia as mãos em frente ao rosto como se estivesse refletindo a respeito de uma complexa teoria The way she twerking, not fair, she got a booty, and a swollen thong and if you do it better, do it dirty all night long As palavras saiam aceleradas enquanto ele levantavas os dedos como se estivesse listando o que dizia, levantava os ombros dando uma piscada para a moça e recuava Booty, tooty, booty, you know the plan. So much booty, shakes us the plan to demand. A voz do garoto soava bem rouca e em seu rosto um gota de suor era visível enquanto ele caminhava por entre os outros Warblers interagindo com hang fives e tapas nos ombros -I wanna take that big ol booty shopping at the mall, I wanna pick it up and put that booty in my car. - O rapaz terminou a parte voltando a encarar a garota e com as mãos na cabeça ele praticamente se ajoelhava com um sorriso tomando seu rosto - Baby your booty is a movie star oscar award winning of them all Now give me that.

Mesmerized by the size of it, you can’t fight it as palavras saiam num tom calmo, o que contrastava de forma harmoniosa com as batidas feitas pelos rapazes ao fundo. Puxei um deles pela gravata if you like, take your turn, I can guarantee you’ll have the time of your life cantei o verso olhando no fundo dos olhos do rapaz e então o empurrei jogando as mãos para cima e a cabeça para o lado Throw your hands if you love a big booty Sinto um par de mãos tocar minha cintura, e desço as minhas pela nuca do rapaz que estava atrás de mim, todos dançavam ao ritmo da música como se estivessem numa festa. Por fim apenas alguns “Big big bootys” eram ouvidos entre as notas longas que soavam pela, e tudo logo foi perdendo a intensidade shake that! foi uma espécie de sinal que findou o momento baco, e todos pareciam mortos e preguiçosos novamente, a garota que estranhamente usava o uniforme da Dalton ainda estava ali, então após uma reverência - Posso ajudar em alguma coisa? - Perguntei com a expressão mais simpática e inocente que podia depois daquela apresentação.




valeu @ carol!



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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Marley Rose em Seg 5 Jan 2015 - 2:31



The Warblers

Big, big booty, what you got a big botty. Twerk! Big, big booty, what you got a big booty. Shake that!.




"
Ao adentrar na sala dos Warblers vi um garoto de bela aparência falando com os outros membros e quando mal esperava ele começou a cantar uma música. Sua voz era firme e ele parecia ter confiança no que fazia, me senti um pouco envergonhada pela letra da canção e minhas bochechas se avermelharam, eu já tinha escutado algumas vezes na playlist do ipod de algum membro do New Directions, mas sempre me envergonhava ao escuta-la pelo tema da canção. Logo outros garotos com blazers se levantaram e formaram uma harmonia, eles eram muito bons para improvisar tal harmonia bela e limpa.
Minhas bochechas ficaram ainda mais avermelhadas ao ver a piscadela do rapaz em minha direção, em outra situação eu encararia o chão, mas eu queria ver a sua apresentação com o coral. Meus lábios se entreabriram e tinha a certeza de que meus olhos azulados brilhavam de fascinação com o talento do coral, eu achava que o New Directions era bom, mas isso estava sendo incrível. Um sorriso surgiu em meus lábios com o passar do tempo e estava me divertindo com aquilo, esse sorriso se transformou em uma risada com o giro que o rapaz me fez dar antes de me indicar o lugar para sentar. Minhas pernas se balançavam com empolgação com aquela apresentação e quando um garoto veio fazer o rap do Pitbull eu achei muito engraçado, parecia que ele estava se divertindo com aquilo. Fiquei mais uma vez corada com a piscadela que esse garoto deu, aquele parecia ser o coral dos garotos bonitos.
A apresentação chegou ao fim e eu aplaudi fervorosamente, eles foram incríveis. O garoto que havia liderado a apresentação se aproximou de mim e depois de sua pergunta pisquei duas vezes tentando lembrar o que eu gostaria, depois de alguns segundos a realização caiu sobre mim. - Eu sou Marley Rose e sou a nova aluna de Dalton. - Falei em um tom envergonhado e baixo. Tinha medo que acontecesse o mesmo que aconteceu com a Kitty e eles me odiarem. - Eu soube que esse era o local do grupo de coral e eu queria entrar, o nome é Warblers não é? - Perguntei com um sorriso nervoso nos lábios.
"



tagged: you. wearing: clothes notes nananana

thanks flarnius @ ops



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All Or Nothing
There's nothing you can say to blow my dreams away

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Convidado em Seg 5 Jan 2015 - 3:30


What
da fuc?

Entrei na sala dos Warbles e me joguei sobre uma das cadeiras encostadas na parede. Levei o copo extremamente grande de café a boca e comecei a tomar, esperando por Timothy passar a tarefa e depois disso eu poder ir para casa dormir. Mas nada pode ir de acordo com meus desejos, e ele guiou grande parte dos rapazes para uma coreografia de alguma música desconhecida para mim. Me inclinei para frente e para trás, deixando a cadeira sair do chão e batuquei o ritmo da música no copo.
Quando a performance acabou pude ouvir aplausos fora do comum e virei o rosto para enchergar uma garota trajada em completa vestimenta Dalton. Bebi mais um gole de minha bebida quente, me engasgando ao ouvir que ela era uma aluna da Dalton e que queria entrar nos Warbles. Ao engasgar me inclinei para trás e a cadeira virou, me levando ao chão e derrubando o resto de café no meu terno.
Convidado

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Qua 7 Jan 2015 - 0:50




hit me with your best shot



Levei alguns segundos pra conseguir entender aquilo, a garota estava mesmo interessada em entrar pro grupo. A princípio eu fiquei meio sem saber o que dizer, apenas a encarava e olhando ao redor era possível ver que eu não era o único surpreso por estrogênio natural estar rondando a Dalton Academy, Charlie chegou a derrubar todo o café sobre o blazer quando ouviu o que a garota disse. Passei a mão pelos cabelos a encarando de forma curiosa - Sim, é esse mesmo o nome. Somos os Warblers! - Disse a segunda parte tomando uma postura mais confiante e abrindo os braços como que mostrando todos os que estavam ali dentro. Abri um sorriso para a garota - Em toda a história nosso coral nunca teve uma garota, mas acho que isso se deve principalmente pelo fato de a escola nunca ter tido garotas.- Ao terminar a frase dei um aceno para os rapazes, como que os comunicando do que seria feito em seguida, pedindo autorização talvez, era uma forma de dizer que eles tinham participação naquilo e podiam intervir. Voltei a fitar Marley e lhe estendi a mão - Puxa vida, onde está minha educação? Marley Rose, seja bem vinda a Dalton Academy! - A frase findou num sorriso acolhedor que logo que correu pro canto da boca assumindo uma forma mais maliciosa - Quanto ao coral, prove que merece! - disse e soltei a mão da garota caminhando até meu lugar à mesa do conselho.



valeu @ carol!



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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Convidado em Qua 7 Jan 2015 - 2:11


What
da fuc?

Assim que caí no chão diversos colegas se apressaram a me ajudar a levantar. Aceitei a ajuda e levantei me resmungando, ignorando a cadeira caída. Retirei o blazer e tentei inutilmente tirar a mancha, ou pelo menos secá-la de minha camisa. -Você só pode estar brincando comigo TIm. Ela é uma garota! Como vamos encaixar uma mezzo-soprano entre as harmonias masculinas? Discordei em alto e bom som de nosso líder depois de notar que a grande maioria dos membros ali presentes eram grandes bundões sem atitude alguma que apenas sussurravam sua discordância. Me virei para a garota direcionando um olhar de desculpas. -Nada contra você é claro. Falei antes de me virar para Timothy e mandar um olhar de "O que raios esta fazendo?" e outro para o resto do coral de desgosto.



Convidado

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Qua 28 Jan 2015 - 16:55




Ed, Hoobastank, The Who & Adele



Após a revolta de alguns membros do coral, tendo destaque os argumentos apr3esentados por Charlie que quase convenceram a mim, Marley parecia ter morrido naquela cadeira, estava parada, estática, talvez não soubesse o que cantar ou fosse uma daquelas coisas hormonais que garotas tem, e eu não estava disposto a perder mais tempo com aquilo, Charlie poderia ter razão. Mais tarde descobríriamos isso. Minha atenção se voltou para todos os rapazes novamente e então como se fosse um dia comum na rotina do coral comecei ou melhor, recomecei - Pois bem, acho que consegui deixar claro o que espero de vocês, quero que façam algo nesse estilo que assistiram agora, podem escolher as músicas que cantarão entre Ed Sheeran, Hoobastank, the Who e Adele. Pode parecer que não muito a ver um com o outro, mas são mais parecidos do que imaginam. - Voltei a encarar a garota que ainda parecia ter sido atacada por dementadores de Azkaban - Quanto a sua audição, quando se sentir pronta podemos fazer isso. - Balancei a cabeça e dirigi-me ao meu lugar na mesa dos coordenadores aguardando qualquer coisa que os rapazes pudessem oferecer de bom.



valeu @ carol!



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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Ualaci G. da Silva em Sab 31 Jan 2015 - 15:24


Vem cadelinha, vem pra o papai!
  Eu estava entediado com aquele bando de viados ao meu redor desde que havia entrado naquele coral que mais parecia a parada gay, nem o Recife Antigo no Brasil era tão gay quanto aquele bando de viado cantando música, eu sentia o resto do meu orgulho hétero sumir cada vez que entrava naquela sala, forninhos tinham despencado, óculos sumidos, eu estava com meu orgulho hétero mais morto do que o forninho da Giovana, não é mole não moleque, rapadura é doce, mas não é mole não.

Quando estava perdendo já as esperanças e comprando lubrificante na 25 de março versão Estados Unidos pra me preparar para o viado que provavelmente comeria ficando naquela sala, parece que Jesus atendeu minhas preces e uma garota entrou na sala. Eu nem sabia que havia garotas naquele colégio, parecia que alguém lá no céu, inferno ou metrô de Recife me amava porque só pode. Ela praticamente não tinha peitos, essas norte-americanas não sabiam o que era silicone não? Quase perguntei se ela queria que eu pagasse porque a menina era mais reta do que uma avenida, pelo menos era mulher e tinha uma vagina quente e apertada para minha mamba negra adentrar, só por isso eu poderia ignorar o nome de cachorro que ela tinha e a personalidade que assim como os seus seios praticamente não existiam. Só esse fato já havia me feito querer foder a garota com nome de labradora.

Claro que nem tudo eram flores, quando a gostosa entrou na sala Timothy tinha começado a performar uma porra de música chamada Booty! Claro que eu adorava o clipe daquela música, que macho hétero não gostaria de um clipe que duas gostosas ficavam se esfregando e balançando a bunda, mas querer performar uma música daquelas era pedir demais, acho que a labradora pensou que eu era viadinho como o resto daquele coral. Pensei muito no que fazer para entrar com minha anaconda negra na casinha de cachorro da labradora, primeiro eu deveria fazer ela perceber que eu era hétero, mas aquele viado do coordenador Timothy só colocou artista de viado na tarefa da semana, assim não tem como te defender não é amigo? Eu estava me sentindo no Brasil de novo quando estava em uma boate gay só pela a bunda da rastafari gostosa amiga dos frangos e achavam que eu também era viado, vê se pode.

Tentei por dias achar uma música que não fosse tão gay e advinha só? Eu não encontrei, era tudo música de viado, acho que fui burro em pensar que teria algum artista hétero que aqueles viados de gravatas gostavam. Infelizmente eu ainda tinha que impressionar a labradora então tinha que adaptar aquelas músicas para o meu estilo, eu iria mostrar para a ela que com negão da favela do Japão era mais quinhentos. Cheguei na academia, que porra academia, colégio mesmo com o meu camaro amarelo e minhas correntes de ouro penduradas sobre aquele blazer escroto e logo fui para a sala dos Warblers aka Viados de Blazer. Hoje iria fazer minha apresentação para aquela tarefa ridícula e com sorte iria acabar a noite com aquela labradora de olhos azuis uivando como uma cadela na minha cama.

Entrei na sala com meu blazer fashion e vi que os Warblers e a labradora já estavam no local, isso de blazer fashion não pegou muito bem. Quando todos já estavam arrumados em seus lugares levantei e fui para o meio da sala, me sentia meio intimidado com todos aqueles viados me encarando, estava sentindo uma ovelha no meio de lobos famintos por o meu rabinho preto. - E ai galera, esses artistas de viadinho não são bem meu estilo, mas eu me garanto e vou tornar a música de um viado desses um pouco melhor. - Falei com o meu inglês que era pior que cueca pra lavar, eu sabia que esses viados só cantavam sem instrumentos, mas isso era uma puta duma merdinha porque eu precisava da minha batida. Olhei para o menos viado entre eles. - Solta uma batida ai parecida como hip hop. - Acho que o nome dele era Charlie, mas não me importava com nomes daqueles machos, sabia que o hip hop era o mais perto de funk que eles tinham nesse país de quinta.

Ah-la-la-la-la
Ah-la-la-la-la
Ah-la-la-la-la

O viado que não parecia tão viado chamado Charlie começou até a fazer uma batida legalzinha pra um viado, fazendo um pouco de beatbox com aqueles lábios femininos, eu não iria cantar aquela estrofe como o cantor com cara de viado virgem que cantava aquela porra, então não deixei minha voz parecendo uma menininha dando para os negões do morro como ele fazia, qual a dificuldade de cantar como macho nesse país? Cantei em um tom mais grave levando as mãos até a gravata no blazer a a tirando, olhei para a labradora com um sorriso malicioso e chamei os outros viadinhos para acompanhar tanto no beatbox e nas harmonias daquela parte.

I met this girl late last year
She said, "don't you worry if I disappear"
I told her I'm not really looking for another mistake
I called an old friend thinking that the trouble would wait

Um dos viados chamado Hector se aproximou de mim e começou a dançar ao meu redor enquanto fazia as harmonias com o resto do One Direction, epa, confundi... Warblers. A única coisa boa naquilo que não podia ser chamado de música era o fato de parecer muito com um rap, cantei dois tons mais grave do que aquele cantor com voz de menina até porque não ia ficar quebrando munheca ali não é? Dei um tapa naquela bunda grande do garoto, se ele tivesse um cabelo maior e alguma coisa que não fosse seu rabo para minha mamba negra entrar eu até pegaria ele. Ele começou a rebolar como eu indiquei na frente da mamba negra e me controlei para não dar o bote ali mesmo, eu podia ser hétero, mas comer frango não era pecado.

But then I jump right in
A week later return
I reckon she was only looking for a lover to burn
But I gave her my time for two or three nights
Then I put it on pause until the moment was right

Os viadinhos começaram todos a rebolar e cantaram aquela estrofe em uma única voz com aquelas harmonias, me irritei por ficar um pouco aguda, realmente homens daquele país não sabiam cantar como macho. Fui para perto dos garotos que faziam beat box e coloquei a mão na frente da boca ensinando como fazer um batidão monstruoso, tinha que até ensinar como fazer batida de macho, não merecia isso. Revirei os olhos enquanto balançava para os lados abrindo o meu blazer e jogando de lado enquanto voltava para o centro da sala diante de Marley que estava sentada para continuar a cantar.

I went away for months until our paths crossed again
She told me, "I was never looking for a friend"
Maybe you could swing by my room around 10
Baby, bring a lemon and a bottle of gin
We'll be in between the sheets until the late am
Baby, if you wanted me then you should've just said
She's singing
Ah la la la la

Girei o meu corpo em 360º graus andando dois passos para o lado e balançando a minha virilha para a frente e para trás em um movimento que praticamente dizia "vem sentar no colo do papai." Apontei para Marley e no quarto verso fiz um gesto representando a bebida levando meu dedo indicador perto de minha boca, Hector e Timothy começaram a vir para perto de mim quicando com suas bundas que eram até maiores que os da garota na sala ao som do batidão de beat box que faziam. Coloquei minhas mãos abertas dos lados do rosto rindo no último verso e andando para a frente de Marley ficando centímetros dela.

Don't fuck with my love
That heart is so cold
All over my arm
I don't wanna know that, babe

Os warblers harmonizavam com os "ah-la-la-la-la" que ficaram meio afeminados, mas tentei não prestar atenção em quanto gay eles eram e me concentrei no batidão monstruoso que alguns membros faziam, parecia que viado warbler não era bagunça não leke. Fiquei na frente de Marley enquanto cantava e passei as mãos no meu peitoral que era uma sedução pra qualquer novinha, até mesmo as cadelinhas como ela e balancei a virilha pra frente e pra trás na frente dela, sabia que a branquinha suburbana estava de olho no tamanho da neca do negão aqui. Girei ao redor da cadeira onde ela estava e voltei para o centro da sala ainda cantando dois tons mais graves do que a canção original, não era obrigado a cantar feito viado só porque tava num coral cheio de viado.

Don't fuck with my love
I told her she knows
Take, aim and reload
I don't wanna know that, babe
Ah-la-la-la-la

Coloquei uma perna para trás e balancei meu torso quase que rebolando, mas rebolando como macho, não como... Macho afeminado? Gays eram tão confusos. Preferi não continuar a música mais porque aquela música era enorme, nem fodendo iria cantar toda aquela porra como se não tivesse o que fazer, eu tinha louça pra lavar em casa, mentira, não tinha, mas tinha a casinha de cachorro da Marley para entrar. Assim que terminei de cantar aquele refrão girei novamente e parei de cantar e algo mais estranho do que ver um cachorro comendo uma égua aconteceu, os Warblers também pararam de harmonizar. Aqueles viados eram tipo crepúsculo? Conseguiam ler pensamentos também? Porra os Estados Unidos era louco mesmo hein viado. Formei uma careta em meu rosto e fui até me sentar depois dessa, quando chegasse em casa ia procurar até um pai de santo porque aquilo não era de Deus não.
Vem que o papai vai te adestrar!

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Re: Sala dos Warblers

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