Sala dos Warblers

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Sala dos Warblers

Mensagem por Stalker em Ter 16 Set 2014 - 15:25

Relembrando a primeira mensagem :

Sala dos Warblers

O ponto de encontro do coral da academia, os Warblers. É decorado de maneira a passar serenidade para os presentes - isto torna-se visível pelos vasos de flores dispostos por algumas mesinhas. Na parede em frente à porta, o brasão do colégio, ainda maior do que o encontrado no refeitório, recebe olhares de todos que adentram o local. Mesas e cadeiras ficam de um lado da sala, enquanto um pequeno palco jaz do outro. Ao lado deste, um piano de cauda negro está disponível para todos os que possuem aptidões para o instrumento, ou os que não possuem mas gostariam de aprender. A sala foi construída de modo a barrar o som, tanto interno quanto externo. Logo, é perfeito para que os Warblers treinem suas apresentações.  


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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sex 6 Fev 2015 - 4:53


Someone Like You...
I heard that you're settled down
Vários dias haviam se passado desde o meu reencontro com um antigo amigo querido e, apesar dos dias se passarem lentamente, quando você se dá conta e analisa, percebe que tudo pareceu uma eternidade. Ao adentrar na sala dos Warblers tudo pareceu correto a não ser pelo fato de ter uma garota ali, e de um homem que eu nunca tinha visto em toda a minha vida estar cantando com uma voz incrivelmente esquisita. Estreitei os olhos, sentindo asco e sentando-me em um dos sofás dispostos na sala e meus olhos fixaram-se em sua apresentação estranha, com direito a coreografia sexy. Para a minha sorte, ele já estava terminando de cantar e eu ergui as sobrancelhas de forma bastante desagradável, cruzando os braços. Ao terminar a apresentação, um dos garotos ali presente me fala do tema. Apenas assenti levemente cruzando as pernas, suspirando percebendo conhecer apenas Adele daquela lista de cantores. Geralmente eu era visto como um garoto bonito e depressivo, um pouco solitário. E era verdade, e certamente as canções escolhidas por mim geralmente me fazia ser visto justamente como uma pessoa que todos achavam que eu era, e talvez eu fosse. Com passos leves, fui até o centro do local onde eram feitas as apresentações. O piano soou, calmo e melodioso.

I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you

Minha voz saiu suave, num tom médio enquanto minha mão esquerda repousava no bolso da calça. Minha expressão era calma, a voz saía sem esforços e era limpa e melódica, ao fim de cada verso para o início de uma outra as palavras uniam-se rapidamente, em "I heard" ao final da palavra a voz falhou ficando um pouco rouca mas ainda não tirando o tom da música, e em "didn't give to you" minha voz saiu um pouco mais baixa, suavizando-se.

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over

As frases eram cantadas de forma suave, minha voz saía límpida como cristal e era melancólica, meu olhar observava o além e não os garotos - e a garota - à minha frente, como se eu olhasse para tempos de outrora, fora do tempo normal. Na última frase a diminuição do canto nas frases foi preciso para dar espaço ao refrão.

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah

As notas subiram, minha voz acompanhando-as, o "you" sendo prolongado de forma melodiosa, assim como a última palavra da segunda frase. Em "I beg" minha voz saiu mais afinada, tomando um tom obscuramente mais melancólico e um timbre suave se sucedeu. Ao término do refrão, o piano cessou. Abri um leve sorriso e, apesar de uma pequena apresentação, achei que talvez tinha sido no mínimo boa.

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Sex 6 Fev 2015 - 15:11



The Old Soldier come back on battlefield!

Vieram férias, vieram compromissos, veio tudo que devia e não devia vir e lá estava o grandessíssimo Gerrard com a cara na lama. Úmida e fedida como de costume, o que levou essa situação a se desenhar não foi nada inusitado, ele deveria ter previsto que o tempo na cidade deveria ter destruído sua habilidade de colocar o pedaço de feno na boca e puxar a aba do chapéu, como todo bom caipira, galante e paquerador. Não realmente ele não era metade disso, muito menos agora que resolveu deixar os pentelhos de mendigo que tinha na cara crescer e agora estava parecendo uma mistura de Don Quixote com algum maluco da máfia mexicana e uma pequena pitada de essência de capivara. Diga-se de passagem ele poderia ficar mais um tempinho na lama apreciando a queda de mais de três metros que fraturou uma costela do lado esquerdo, mas sabiamente os primos colocaram ele numa carroça e o levaram para o hospital da região.

O veredito fora dado, 3 dias internado, esporro coletivo, orgulho ferido por um cavalo e uma costela quebrada. Felizmente agora depois de tanto tempo ele estava de volta à sua escola. O mesmo jovem de sempre, só que agora sentindo dor a cada passo que dava. Adentrava triunfante na sala dos Warblers, na verdade adentraria, porque tropeçou na merda daquele tapete do diabo e depois de muito lutar com passos esquizofrênicos por uns 2 metros ele tomou o equilíbrio e não caiu ao chão. Encarou em volta vendo Timótio, alunos novos desconhecidos, o Jacaré do É o Tchan e uma garota. Parou. Pensou. Voltou. Uma garota. "Pe-pera aí. Para o bonde que Isabel caiu. Como tem uma mulher aqui? Isso é possível? Não, calma. A Dalton é uma escola apenas para homens, biologicamente, porque eu devo ser um dos poucos que curte um rabo de saia. Logo..."; ergueu os olhos para a garota, fixou-os bem indo da cabeça aos pés. "...é Kinder Ovo. Um baita Kinder Ovo diga-se de passagem. Por isso que essa merda tá quase custando um salário mínimo!"; concluiu os pensamentos achando sábio ir se sentar em algum lugar, afinal sentiu uma pontada na lateral do tronco e ainda se lembrou que se fizesse merda iria ganhar uma placa de titânio para fixar a maldita costela.

Sentou-se num sofá, tão confortável quanto o dinheiro poderia pagar, mas ele sempre odiava os sofás daquela sala, eles pareciam um buraco negro, toda vez que você sentava parecia que era sugado para trás e se levantar tornava-se uma epopeia que nem uma dançarina da Valeska iria conseguir mesmo tendo feito Deus sabe quantos agachamentos. Para sua surpresa sentou-se ao lado de Andrew, não era muito de falar com ele, mas não tinha problema algum com o jovem. Aquietou a mente e passou a assistir a apresentação enquanto pensava numa música, considerando que havia sido pego de surpresa. Sua reação foi bastante incomum quando viu o Jacaré não cantar "É o Tchan no Havaí"; a única expressão no rosto de Gerrard era uma conforme esta imagem aqui, demorou alguns segundos para processar o que estava acontecendo. Felizmente a apresentação de Andrew amenizou o clima de "eu vi coisas que não podem ser desvistas."

Felizmente ou não, chegou sua vez, estava decidido a usar um instrumento incomum até então. Todo bom camponês que se prese sabia como era e como usá-lo. O braço de madeira envernizado saiu de sua mochila lentamente, parecia mais é que o instrumento estava com a costela parcialmente quebrada e não Gerrard. O cheiro do carvalho, matéria-prima era simplesmente magnífica e viciante, ele já estava na frente quando segurou bem e sentiu os olhares no banjo que acabava de trazer de viagem. Iniciou o
dedilhado fazendo a introdução da música sem dar grandes satisfações, o som que outrora poderia ser feito por meios eletrônicos e instrumentos como teclados parecia mais vivo ao som do banjo. Uma melodia prazerosa e inconfundível, pena que o momento solo foi quebrado com as notas do piano e em seguida a bateria. Os mais de 1 minuto de introdução passaram e chegou o momento de cantar.

Out here in the fields
I fight for my meals
I get my back into my living
I don't need to fight
To prove I'm right
I don't need to be forgiven


De algum modo a música parecia própria para ele, Gerrard vivia do mesmo modo, com um pouco mais de facilidade pela situação econômica da família, mas ainda assim o choque cultural era tão grande que ele não se acostumara totalmente com o ritmo frenético da cidade grande. A calmaria do campo sempre foi tão mais atraente do que o ar estagnado urbano. Dentre tais reflexivos deixou a voz emitir os sentimentos, cada batida do coração, cada mínima transpiração, toda aquela situação de se sentir feito um peixe fora d'agua.

Don't cry
Don't raise your eye
It's only teenage wasteland


O breve momento que a guitarra vinha e ele finalmente deixava o som do banjo, a estrofe curtíssima mas capaz de lembrá-lo de algo que sempre ouviu desde criança. Era simples, respeite todo o tipo de pessoa, todo mundo está lutando suas próprias batalhas. Todos nós temos problemas, lados ruins, dias ruins, mas há muito mais além disso. Além de mim, você e todo mundo. Certamente um ótimo sermão para qualquer criança, capaz de ensinar uma lição valiosa. O sentimentalismo era claro e não havia
preocupação alguma de mostrá-lo, certo ou errado depende muito do ponto de vista, mas certas coisas não se questiona. Ele podia acreditar que se tornou uma pessoa melhor depois que entendeu aquilo e de fato, se tornou mesmo.

Sally, take my hand
Travel south crossland
Put out the fire
Don't look past my shoulder


A canção do The Who era meio APAE devemos concordar, sair daquela forma de um contexto emocional para uma narrativa parecia ser algo bem desconexo, mas não era por isso que seria uma canção ruim. Pelo contrário Baba O'Riley se tornou uma das canções mais famosas do grupo se não a própria, está na lista de uma das maiores canções de todos os tempos e foi tema de produções do cinema ou da televisão. O próprio Gerrard pouco conhecia The Who e qualquer outro dos artistas indicados por Timothy na tarefa, mas seguir as recomendações iria garantir um bom retorno ao coral e talvez influenciasse os novos integrantes para se esforçarem e mostrarem sua total capacidade.

The exodus is here
The happy ones are near
Let's get together
Before we get much older


De alguma forma a cada palavra e composição que saíam de sua boca uma infinidade de lembranças retornava do local mais profundo de sua mente. Daquele lugar onde você se vê bem pequeno em frente a uma fogueira ouvindo as histórias do seu avô, no caso dele a saga de meia dúzia de antepassados da família que viveram no honrado período de 1 século atrás aclamado pela dramaturgia e pelo cinema inúmeras vezes, o Velho Oeste. Hora ele era um caipira com instrução, a família num era brincadeira não, certamente tinha um pé na Inglaterra e outro na linhagem indígena dos habitantes do que agora é
o Novo México, mas aquele pequeno pedaço da música foi referência clara às aventuras amorosas de seu bisavô que apesar de ter fama de garanhão, literalmente, morreu por uma jovem que não pôde consumar o amor deles. A música sempre mexe conosco, não?

Teenage wasteland
It's only a teenage wasteland
Teenage wasteland
Oh, oh
Teenage wasteland
They're all wasted!


Finalmente no refrão apenas manteve o calibre entrando em conjunto com a guitarra e retomando ao banjo. Uma espécie de pequeno solo onde cada instrumento de corda teve seu espaço para brilhar, inclusive a wild violino who appears. Naquela hora foi impossível não recordar das danças típicas de sua região. Deixou o sorriso estampar no rosto enquanto batia um dos pés e palmas para acompanhar o som com os olhos brilhando. Amava tudo aquilo até simplesmente a música chegar ao seu fim.

- Essa foi Baba O'Riley do The Who lançada em 1971. Agora se me dão licensa senhores, é um prazer inenarrável estar de volta aos Warblers. - falou esbajando a confiança caracterísca e sentando-se logo em seguida já que parecia que ele tomou um murro na barriga a cada passo que dava.

Baba O'Riley - The Who

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sex 6 Fev 2015 - 18:26


Someone Like You...
I heard that you're settled down
Para a minha surpresa, alguém que não havia sumido voltou mais cedo do que eu esperava. Steven estava num péssimo estado, não fazia a mínima ideia para onde ele havia ido ou que havia sofrido para estar naquele estado, mas pensando bem ao olhar pra Steven ele realmente parecia aquele tipo de rapaz que se machuca bastante, apesar dele parecer calmo e sereno, às vezes. Suspirei, vendo-o cantar uma música interessante e lancei-lhe um pequeno sorriso ao vê-lo sentar-se ao meu lado.

- Hei, você sumiu, por onde andou? - Falei lançando-lhe um olhar simpático, recostando-me no assento do sofá. Ele realmente parecia satisfeito em ter voltado para os Warblers e eu podia compreender esta satisfação, pois já havia ausentado-me inúmeras vezes, mas sempre voltava com músicas guardadas na memória para poder cantar.

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Dom 8 Fev 2015 - 1:21



The Old Soldier come back on battlefield!

Foi mais do que surpresa quando viu Andrew falar consigo, tanta surpresa que antes de conectar as coisas ele olhou para o lado e em volta procurando se haveria outra pessoa em que o companheiro de coral poderia estar dirigindo a palavra e somente alguns segundos depois pareceu contentar-se de que, de fato era consigo. Em parte aquilo era meio inacreditável, como já dito antes, não tinha nenhum problema com ninguém, mas não saía puxando assunto com todo mundo a menos que estivesse num estádio de futebol, num rodeio ou numa fogueira, porque nesses locais é meio impossível que ele ficasse calado. O sujeito poderia ser o mais estranho possível, mas neste cenário era mais que certo que Gerrard abriria o bico para falar alguma coisa seja uma história de seu antepassado no velho oeste mais épica que a de Tombstone ou qualquer outra coisa.

- Tive que tirar umas férias forçadas, sabe como é né?! - o sorriso fácil, característico dele brotava no rosto, seria mais amigável se não tivesse sentido a costela doendo e o sorriso se tornasse um misto de sorriso e careta de dor, o que fazia da cena relativamente cômica até. - Rapadura é doce mas num é mole não, pensei que ia ficar descansando, mas me botaram pra trabalhar duro seja com enxada ou de terno. Como pode ver acabei ficando mais quebrado que arroz de terceira. - deveria guardar a experiência de lembrete. Certamente "o trabalho enobrece a alma e o homem"; mas deveria considerar que não tinha mais capacidade para domar cavalos como o maldito corcel que quase lhe fez perder a costela, era inimaginável se tornar bolinha de ping-pongue de um cavalo, mas ele chegou bem perto disso. Nem o coice que tomara quando tinha 10 anos fora tão eficaz quanto aquele tombo, Van Gogh poderia fazer uma pintura bem animada da cena que certamente venderia milhões.

- Mas me diz o que eu perdi nesse tempo por fora? - falava enquanto se esticava vagarosamente no sofá apoiando os pés num banquinho a frente. A cena era feita com tanta cautela que parecia em slow motion, não o culpemos afinal sentir dor é algo que ninguém quer e o maldito remédio que deveria aliviar não adiantava merda alguma. Era mais fácil ele tomar injeção para bode do que contar com os comprimidos, felizmente ele não era louco ou imprudente a este nível.
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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Dom 8 Fev 2015 - 3:06


Someone Like You...
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De todas as pessoas ali presentes, talvez eu fosse a mais estranha. Geralmente não puxava conversa com ninguém ou trocava palavras, a não ser sobre assuntos das tarefas, apenas. Steven parecia ser um moço quieto, não ouvia-o falar muito, apenas cantar nas tarefas. Quando geralmente o moço sumia certamente era algo importante, mas desta vez ele realmente parecia machucado, e foi este o motivo de eu ter aproximado-me dele para iniciar uma leve conversa. Geralmente pessoas necessitadas ou feridas chamavam a minha atenção, podem chamar isto de humanitário ou bondoso, ou o que quer que seja. O moço tinha um sotaque diferente, totalmente o oposto do meu sotaque russo americanizado, e tinha umas gírias interessantes que eu nunca tinha ouvido falar. No fim das contas, o moreno era bastante amigável.

- Bem, eu não sei o que dizer. Sinto muito pelo machucado, nunca me machuquei desta forma. - Falei observando sua perna mas logo desviei o olhar e abri um leve sorriso. Ele parecia bem animado e disposto a cantar visto sua empolgação e o modo cômico com o qual lidava com os problemas. Às vezes, queria ter um bom senso de humor como Steven tinha, para poder encarar os problemas e dificuldades sem a necessidade de criar drama ou ficar cabisbaixo, mas parecia ser algo meu, sempre ficar depressivo por qualquer coisa. - Bem, não aconteceu muita coisa, exceto o fato de termos uma garota por aqui, o que fez com que todos não aceitem muito bem a ideia, mas ela é bem-vinda. - Falei fitando a moça lançando-lhe um leve sorriso. Por fim suspirei e assenti para Steven. - Bem, vou indo nessa. Tchau. - Abri um amplo sorriso simpático, saindo dali.



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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Billy M. Currington em Ter 10 Fev 2015 - 4:07



The Old Soldier come back on battlefield!

Uma genérica olhada para os lados de forma curiosa, era como se ele se perguntasse se mais ninguém iria se apresentar. Agora estava muito bem acomodado, mas parecia uma estátua, estático e parado tudo para evitar pequenas dores desnecessárias. Voltou a atenção para o loiro e se surpreendeu novamente quando ele falou sobre seu machucado. Gerrard apenas pôde forçar o sorriso e abanar as mãos de forma agilitada para contornar a situação. - Calma lá jovem, cê num tem nada com isso não, relaxa. - falou e desconversou.

A curiosidade veio com as possíveis notícias sobre o coral, tinha ficado um tempo fora e apesar de não se ver num ofício de artista tinha de dar o braço a torcer que aquele coral era um ponto relevante em sua humilde jornada, afinal já estava ali a um tempo considerável. Bocejou e nem se preocupou em por a mão frente o rosto, a única notícia nova é que a jovem sentada numa canto da sala. Alternou olhares apressadamente, então a garota não era bait nem trap. As sobrancelhas faziam arcos quase dignos de aquedutos romanos, como diabos aquilo tinha ocorrido? Não era uma escola apenas para homens? Deu de ombros e viu Andrew sair. Estreitou os olhos, estava se esquecendo de alguma coisa.

- Pera ae, ele tem cara de inteligente... - sussurrou colocando uma das mão frente ao rosto. - Eu devia ter pedido a lista de exercício de química e matemática emprestadas eu não vou conseguir fazer aquilo nem que caia uma chuva de mini Einstens em cima de mim. - talvez devesse recorrer a boa e velha maneira de sempre, livro, papel, lápis e estudar, afinal estava com um D, e certamente um D não lhe garantiria aprovação. Ficaria algum tempo ainda na sala até sair depois.

ENCERRADO

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Timothy D. Keynes em Seg 16 Fev 2015 - 21:29




Once upon a time


Os rapazes estavam melhorando em muito sua técnica conforme praticavam, mas eu ainda sentia falta de algo, técnica era algo lindo, mas de nada adiantava se não tivesse emoção de verdade, por isso estava disposto a ir até onde fosse necessário para vê-los chorar enquanto cantavam, nem que pra isso eu precisasse passar tarefas com temas idiotas como Amor ou Família. Não ache que isso sejam coisas idiotas, mas são temas idiotas para se cantar. Mas ainda não tinha chegado a esse ponto.
Adentrei a sala do coral e antes mesmo de estabelecer contato visual com os rapazes comecei a falar - Luzes, drama, sentimento, palco, amor, ódio... Era uma vez um garoto - disse me sentando sobre a mesa de madeira a frente da sala, agora olhando para todos que ali estavam - E esse garoto fazia parte de um coral, certo dia esse garoto foi notificado a fazer a maior apresentação de sua vida, nessa apresentação ele deveria refletir quem era, sua personalidade, seu momento mais feliz, sua música favorita talvez. - Cruzei os braços esboçando um sorriso gentil para os rapazes que pareciam confusos com o que eu falava - Esse garoto é você, você e você. Todos vocês - disse lançando um olhar individual para cada um deles - Devem me contar qual o seu "Era uma vez", o que os marcou para ser lembrado, que vale a pena ser lembrado ou que talvez fosse melhor ser esquecido. O auditório e tudo o que existe no nosso depósito vai estar a disposição para criarem a performance de suas vidas! Sem limites de música, sem mais regras sobre isso. A vida é de cada um de vocês, certo? Os espero lá nos horários de sempre - Disse me levantando e caminhando porta a fora.

Observações:
*No auditório vocês podem me por onde bem entenderem, posso ser um dos backing vocals, posso estar assistindo de fora... vocês mandam na performance;
*Podem postar até dia 28/02.

valeu @ carol!


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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Qua 18 Fev 2015 - 20:59

It felt so sweet, It felt so strong, It made me feel like
Never thought that I could be Happy
Adentrei a sala com passos leves e suspirei profundamente. Sabia o que se aproximava e estava mais que nervoso com tudo aquilo que iria desenrolar-se, era quase como estar no centro de um grande furacão furioso; era sufocante e aterrador. Mordi o lábio inferior e então sentei-me cantarolando uma melodia suave de uma cantora talentosa e conhecida por mim, e então ergui a sobrancelha quando Tim adentrou a sala como sempre imponente e com um sorriso meio vitorioso e agradável no rosto, mas era perceptível uma centelha de preocupação surgir sua face, mascarada. Todos parecíamos prestes a entrar em guerra. Suas palavras soaram aleatórias e logo fizeram sentido quando seu dedo fora apontado à mim, depois outro amigo, depois ele nos generalizou. Seu tom de voz era apaziguador, sonhador e parecido com o meu quando falava de minhas cantoras favoritas ou de assuntos que me eram agradáveis e inspiradores. Sorri levemente, cruzando as pernas e pondo minhas mãos unidas encima destas. Era visível a animação que Timothy possuía, o brilho em seu olhar e a forma como seu entusiasmo nos afetava provava isto, e provava também seu empenho em nos propiciar a melhor tarefa possível, para podermos nos adequar ao desafio que estava vindo.

Abri um leve sorriso com sua frase sobre sem as específicas regras, que deveríamos colocar nossas vidas nas canções que interpretaríamos, deveríamos nos entregarmos de alma e corpo para a música que deveria ser a mais perfeita e condizente com nós mesmos o possível. Suspirei, aspirando o ar dali e fechei os olhos, levantando-me antes mesmo que eu pudesse pensar nisto, devido à empolgação e vontade soltar a voz após certo tempo de inércia. Saí dali com firmes passos em direção ao auditório, acompanhado pelos outros.

Encerrado
NOTES: Happy


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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sab 28 Mar 2015 - 20:51

Pain is just one...
Fazer parte do Conselho dos Warblers! Nossa, era algo que definitivamente eu não havia pensado antes. Passar tarefas, poder ensinar meus amigos e aprimorá-los era algo bom que eu teria de fazer responsavelmente daqui para a frente. A surpresa era grande, e eu passei alguns dias até mesmo sem aparecer pela Dalton, devido ao medo. Eu era tímido, mas havia aprendido com a Dalton a como soltar a voz e ser guiado pelo ritmo, fazendo o que vinha à mente sem pestanejar ou pensar no que os outros diriam. Meus amigos de lá, alguns nem viviam mais por lá, haviam me ensinado a superar as dificuldades que a vida colocava no caminho, de cabeça erguida e com um sorriso no rosto. Foi com este pensamento que, em casa, de pernas cruzadas no sofá, eu havia começado a ler um livro e tive uma ideia quando, de repente, me vi cantando uma velha música. Era "All The Things She Said", da dupla de garotas tATu. Era uma música bela, com a qual cresci e vivia cantarolando-a em meus dias mais sombrios, como os dias de luto. Aquilo acendeu uma pequena lâmpada na minha cabeça, então logo me pus de pé e dei um leve sorriso.

A roupa estava perfeitamente alinhada e dei um leve sorriso para mim mesmo ao me ver no retrovisor do carro. Desci do mesmo e caminhei pelos corredores da Dalton sentindo uma leve saudade mesclada à culpa de não ter coragem o suficiente para, no dia seguinte após receber a carta de congratulações, ir diretamente para a sala dos Warblers, feliz da vida e passando tarefas com um amplo sorriso no rosto. Ao adentrar na sala, milhares de garotos com seus uniformes me fitavam com sorrisos nervosos ou então complacentes e ansiosos. Fiquei no palco à frente dos garotos, pus o celular no encaixe do som e então me virei.

All the things she said
All the things she said
Running through my head
All the things she said
All the things she said
Running through my head
This is not enough

Minha voz ecoou pelo recinto, estava suave e afinada, ergui a mão esquerda na altura de meu rosto. Aquela era uma música com a qual cresci ouvindo, sempre no top dez da MTV, e eu vivia cantando-a e relembrando-a, sendo uma das primeiras músicas das quais me lembro de ter crescido ouvindo. Era uma música bastante sombria ao meu ver por falar de relacionamentos e principalmente seu clipe, que resumia boa parte de meu crescimento. Minha voz saiu embargada com as velhas emoções, em "running through my head" apontei os dedos indicadores para as têmporas, elevando o timbre aguçado, era um tom quase suplicante e angustiado, suave e idílico. Abri os olhos e fitei eles, terminando o último verso prolongando o "enough", terminando roucamente. Fora apenas o refrão, apenas para eles puxarem de suas memórias a música antiga. Bati as mãos, dando stop na música e virando-me para eles unindo minhas mãos.

- Bem gente, cantei essa música pois cresci acostumada à ela. Eu tinha nem dez anos e já ouvia essa música quase todos os dias, sempre no top das músicas favoritas pela MTV, e bem, essa é minha primeira tarefa como conselheiro, por isto quis algo que remetesse algo como "começo" ou "iniciação", então a tarefa é bem simples; cantem músicas que vocês lembram-se de terem começado sua vida escutando-a. Pode ser uma música que marcou sua infância ou que você está bastante acostumado desde criança a ouvir, e pode ser música da Disney, pode ser música de algum espetáculo ou qualquer música com a qual cresceu ouvindo. - falei dando um leve sorriso de canto de rosto, meio tímido ainda, mas pronto para o que viesse.

Regras:

* Bem, vocês tem a partir de hoje(28/03) à próxima sexta (3/04) pra realizarem a tarefa
* Cantem músicas com as quais cresceram ouvindo, ou uma música marcante na sua infância, afinal são elas que definem seus gostos na atualidade
* Pode ser qualquer música
of the essences of love...


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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Convidado em Sex 3 Abr 2015 - 16:25


when the night has come
And the land is dark
Saí do carro com o blazer em mãos, apesar de ser uma roupa sempre elegante o uniforme da Dalton não deixava de ser insuportavelmente quente e isso não era uma coisa agradável durante o calor da primavera. Ao andar pelos corredores, pensei em continuar direto sem fazer a típica parada na sala dos Warbles, já que estava mais abandonada do que cidade fantasma, mas eu tinha recebido uma mensagem pela manhã que dizia que as coisas iriam mudar e resolvi entrar na sala mesmo assim.
Cumprimentei os outros integrantes do coral que por ali estavam e me sentei na cadeira habitual e puxei meu celular para jogar alguma coisa enquanto nada acontecia. E não pude me declarar surpreso quando vi Andrew adentrar na sala do coral com a típica atitude de um do conselho e começar a cantar para explicar sua tarefa.
Guardei o celular e me inclinei para frente para poder ouvir melhor a tarefa e fiz uma face de aprovação para a mesma, era uma coisa simples e ao mesmo tempo exploraria o emocional do pessoal.
...

Quase uma hora depois e ninguém ainda tinha se candidatado a participar da tarefa, eu podia sentir o grande elefante branco no meio da sala do coral. Então tomando coragem me levantei, deixando o blazer em cima da cadeira e fui até o palco, pegando o violão e uma palheta antes de me sentar na borda do mesmo.
Arregacei as mangas da camisa e cocei a nuca antes de olhar para a galera. -Essa música é importante para mim devido a diversos fatores, desde pequeno eu ouço ela e me lembra de coisas que já passaram, de momentos que já se foram. - Disse calmamente em um tom que deixava nenhum espaço para perguntas.
Comecei a tocar o violão baixinho de maneira que quando comecei a cantar ele quase sumia, deixando a voz ganhar o destaque principal. Fechei os olhos e tentei lembrar da primeira vez que minha mãe tinha cantado essa música para mim, tinha sido uma noite quando fiquei com medo do escuro. Devia ter uns 8 anos e ela me acalmou.
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light I'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

De olhos fechados eu não conseguia ver a reação de nenhum dos outros Warbles. Minha voz demonstrava toda a emoção que eu sentia ao relembrar as memórias da infância. Essa música havia se tornado ao longo dos anos a única coisa palpável que sobrara da minha mãe. Minha voz aumentou de volume sem deixar o tom suave e troquei uma das palavras pela que ela cantava ao invés da original.
Honey
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me,
Stand by me

Voltei ao volume original e toquei um pouco mais forte o violão para dar mais impacto a estrofe. Abri os olhos e encarei um ponto aleatório na parede, bem atrás da cabeça do pessoal. Qualquer um que olhasse no fundo deles poderia ver o choque de emoções. Minha voz soava quase que com raiva de algo.
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
So honey, honey
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me,
Stand by me

Parei de tocar e fechei os olhos de novo, minha voz soou alta e suave, com certa melancolia, com exceção dela poderia ser ouvido o som de uma agulha caindo no chão. Limpei uma lágrima que teimou por cair do meu olho direito e coloquei o violão sobre o palco.
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

Peguei o violão e coloquei-o no lugar certo, com a palheta presa entre as cordas. Desci do palco e voltei para minha cadeira, onde praticamente me joguei. Só de ter cantado essa música, eu havia ficado exausto, como se tivesse jogado basquete a tarde inteira ininterruptamente. Olhei para o pessoal como se esperasse que mais alguém fosse em seguida, porque ser o único a cantar seria uma coisa no minimo constrangedora.

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Re: Sala dos Warblers

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Qui 9 Abr 2015 - 20:14

Pain is just one...
Meus braços ficaram cruzados enquanto escutava o único Warbler a mostrar motivação ao se candidatar para cantar algo. Realmente o movimento mudou e tudo agora se resumia unicamente a uns poucos warblers sem muita motivação e desprovidos de tudo o que víamos quase sempre em cada voz alegre. Cocei a sobrancelha olhando meus próprios sapatos, meio que envergonhado. A culpa seria minha? Talvez fosse, ou talvez não fosse.

- Muito obrigado, Charlie. - Fitei-o abrindo um leve e simpático sorriso, admirando seu talento e principalmente sua disposição. Por fim soltei um suspiro grande e uni as mãos, dando de ombros e com passos saindo ali. Amanhã, seria mais um dia.

Encerrado
of the essences of love...


____________________

Sibley
Been trying hard not to get into trouble, but I, I’ve got a war in my mind, So, I just ride

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Re: Sala dos Warblers

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