Sala dos Harmonizers

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Sala dos Harmonizers

Mensagem por Stalker em Qui 18 Set 2014 - 14:01

Sala do Coral - The Harmonizers

A sala é grande, e possui um espaço bem dividido. No canto, um piano de calda, e os instrumentos da banda logo atrás. Em frente, uma pequena escadaria mais ampla, onde cadeiras poderiam ser colocadas nos batentes, organizadas em fileiras. Bancos altos, alguns instrumentos e pastas com músicas impressas encontravam-se disponíveis para o uso dos alunos.

____________________



The your ghost, the ur image. I'm the stalker!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Viktoria Modesta em Ter 23 Dez 2014 - 19:28



 
 
 
I'm Living for Love
cause this is how we do
------  ✖  ------


O
hio, 24 de Dezembro de 2014. Sair de New York City para ir para Ohio e aguentar um bando de lordes e ladys que acreditavam sem melhor do que todos apenas por existirem, ou por falarem bonito, tanto faz. As pessoas dessa cidade eram, no mínimo, extremamente hipócritas e livres de qualquer bom senso. Quando eu vim com a minha mãe para cá eu realmente achei que tudo isso fosse ser um pouco diferente, pensei que as pessoas fossem agir de forma natural e não como se fossem todos superiores, bom, pois eu estava completamente enganada. Eu estava na minha aula de Literatura Francesa na minha nova escola, sem realmente prestar atenção no que a professora estava falando, e enquanto ela continuava explicando a importância do livro Les Mis para o contexto histórico eu escrevia em meu caderno: Ohio: The Land of Kings and Queens of the Cows.

O sinal tocou, fechei meu caderno, e com extrema dificuldade peguei as muletas e subi as escadarias para o primeiro andar, parei em frente ao quadro de avisos, onde li: Clube AV, Clube de Jardinagem, Clube dos Festivais, Clube RPG, Glee Club... "Não acredito que estou fazendo isso, na verdade, eu bem acredito, mas não entendo como, mesmo assim, posso estar tomando uma atitude tão baixa." pensei. Peguei uma caneta no meu bolso e assinei meu nome na lista de inscrições para as chamadas "Harmonizers" um coral totalmente desconhecido do extremo de Ohio.

Eu realmente não me importava muito com a falta de uma perna, mas era realmente frustrante ter de subir e descer tantas escadas sem poder usar a minha prótese. "Vai chamar muita atenção pra você." - Eles disseram. - "Vai estragar todo o disfarce e acabar com o plano todo, vá com as muletas.", e eu, sendo a imbecil que sou, concordei. Segui em direção a minha próxima e última aula, Ciências Políticas, após ela, eu teria a tal reunião no clube do coral.







____________________


Stop Limiting Yourself Your Ambition
Your insults they just give me ammunition

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Convidado em Seg 5 Jan 2015 - 1:07

Second best is never enough; You'll do much better baby on your own...
Express Yourself
Depois de um longo tempo fora de Ohio decidi voltar para minha cidade e tentar remendar algumas coisas em minha vida. Em primeiro lugar estava me reconciliar com minha filha.
Sabendo de suas inclinações musicais me candidatei a uma vaga de treinador de coral que havia aberto em uma escola próxima, o Winterfield Academy. Treinaria os garotos e garotas do grupo denominado Harmonizers.

...


Entrei na sala do coral e tirei o sobretudo, jogando sobre uma cadeira e pegando um marcador ao lado do quadro branco, para depois me virar para os estudantes ali presentes. -Olá a todos. Para os que não me conhecem sou o novo treinador de vocês... Sintam-se livres para me chamar de Steve ou Sr. Overwhelming. Disse sorrindo para eles e me aproximando do quadro. -Vocês já me conheceram, e agora é minha vez de os conhecer. Por isso a tarefa desta semana é Express Yourself, quero que cantem uma música que os definam como pessoa, que os definam como artista. Alguém que conhece a si mesmo não precisa temer os inimigos e este será o primeiro passo no rumo as competições. Disse em tom animado, usando o marcador negro para escrever em letras de forma o tema da tarefa no quadro branco.

Tema: Express Yourself
Período: 05/01/2015 - 15/01/2015
NOTES : Task 1

Convidado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Wes Aizen Hannsen em Qui 15 Jan 2015 - 22:33


Now it's turning blue, and you say...
Os conselhos da Lauren fora suficiente par me fazer pensar quais os pontos que eu precisasse melhorar. Depois que a mesma revelou à vencedora, suspirei tranquilo orgulhoso de mim mesmo. Fora minha primeira apresentação e as dicas eram bem-vindas, principalmente emitidas por uma das Fifth Harmony. Para ser sincero, eu amava estar com todos ali presentes. A trajetória delas foi de grande avanço, e seria egoísmo eu falar que não tinham elas como inspiração em minha carreia – sim, eu sonhava em me formar e ser alguém no mundo artístico da música. Assim como elas sonharam e acreditaram que foram vencedoras em  um realy show.

• • •

Depois da aula de biologia em pratica, tratei-me de sair rapidamente da sala antes mesmo que aquilo virasse um tumultuo sem fim. O sino soara assim que acabara de guardar todos os materiais e posto à mochila no ombro. Olhei para alguns alunos – em especial, apenas os que faziam parte do coral, o que eram poucos – e logo lhes mandei um sorriso animador. Já havia pensado a respeito da tarefa que o novo professor nos informara. Steven não me parecia bem um professor, ao meu ponto de vista ele parecia ser um daqueles empresários que aposta muito em você e seus talentos para te lavarem ao verdadeiro paraíso do mundo musical.
Por hora tratei-me de pensar em apenas na minha apresentação. Express Yourself. Fora tantas ideias, músicas e performance que me veio a mente que tive um bloqueio temporário. Era como se fosse preciso elaborar bem minhas ideias, porque tinha precisão para isso. Ultimamente o coral vem tendo ausências em seus integrantes e isso era mau, e muito até. Nossas competições estavam ficando cada vez mais perto, o que nos levaria a crer estar eliminados se não fossemos fieis ao grupo. E eu era. Ergui a cabeça respirando fundo de modo confiante após entrar na sala do coral, direcionando-me ao centro.
- Olá pessoal! Para alguns que ainda não me conhecem, me chamo Aizen. – Apresentei-me como se fosse possível notar alguns novatos ali sentados e logo continuando. – Para a semana irei performar, Apologize de OneRepublic. Aliás, bem-vindo professor Steve. – Lhe mandei o melhor sorriso do dia, sincero as palavras. Assim que mantive a postura ereta, sinalizei aos instrumentais para iniciar a música. Cumpri o diafragma e então iniciei.

I'm holding on your rope,
Got me ten feet off the ground
And I'm hearin what you say but I just can't make a sound
You tell me that you need me
Then you go and cut me down, but wait
You tell me that you're sorry
Didn't think I'd turn around, and say...
As batidas eram ritmadas em um tom suave e harmônico. Meu tom soara aveludado e sentimental a cada frase cantarolada. Mostrava total dedicação a performance, assim como a música. O sentimental era nítido ao deixar minha voz suave e tranquila em partes precisas. Era para se expressar e não tinha nada melhor de que fazer isso cantando – e claro – dançando. Coloquei-me na ponta dos pés, mantendo os braços arqueados na altura dos ombros onde movi lentamente minha cabeça em direções opostas para os lados. Ao inclinar meu corpo para o lado direito, levantei uma de minhas pernas para o alto, rodando ao leve meu corpo. Girei-me ao quicar duas vezes com as pontas dos pés passando para outra parte do centro. Mantinha as duas mãos presas em minha cintura ao caminhar árduo lentamente pelo recinto. Quando pequeno praticava aulas de tetro, e com alguns passar dos anos entrei para a aula de Ballet. Contudo, fora experiências adoráveis que consegui obter com o sucesso, e estava grato por isso. Com os pés unidos em um pliê, agachei meu corpo levando um dos braços ao abraçar o ar. Lancei o outro ao passar sobre meu abdômen direcionando-o à frente. Com uma curva decrescente baixei o braço ao pousa-lo na cintura. Olhei rapidamente para a minha esquerda e logo obtive sucesso em três giros seguidos.

It's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late
Caminhei até o centro gesticulando algo em minhas mãos ao agarrarem o ar. Inclinei meu corpo ao erguesse junto a uma das mãos que apontavam o teto da sala, enquanto tive um dos pés como apoio na ponta dos dedos. Girei-me novamente fitando à minha frente. Cumpri rapidamente o diafragma ao recuperar o folego e então tornei baixo meu tom ao cantar os dois servos. Sentia-me tão bem ao fazer ambas as coisas, era como só eu existisse e ninguém mais pudesse me ver quando compartilhado esses minutos, alegres e sentimentais.

I'd take another chance, take a fall
Take a shot for you
And I need you like a heart needs a beat
But it's nothin new
I loved you with a fire red-
Now it's turning blue, and you say...
"Sorry" like the angel heaven let me think was you
But I'm afraid...
Caminhei até o piano ao dar continuidade à próxima estrofe da música. Posicionei um dos braços no instrumental e então inclinei meu corpo ao levantar minha perna em altura da minha cintura, quebrando-a no joelho. Movimentei suavemente ao retira-la de sua posição em pliê voltando-a a postura inicial. Minha mão caia sobre meu corpo em curva, voltando-a a altura da cabeça enquanto movimentava-me para os lados. Ao dar uma breve pausa, caminhei ao redor do piano fitando-o de modo sonhador. Meus lábios fora inclinando em um riso pequeno e que em instantes voltados ao normal assim que corri até o centro da sala. Com três giros, o ultimo pareou ao ar como se fosse leve o meu corpo. Fora três giros abraçados ao meu corpo até pousar firmemente ao chão. A sensação era incrível, embora o tempo não me fosse favorecido para permanecer com o ato. Entreguei-me completamente a tarefa da semana, e esperava conseguir bons resultados para isso.

It's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late
Após tocar ao chão, coloquei-me a ponta dos pés ao levantar ambos os braços em revência. Inclinei todo o meu corpo para frente deixando meus pés firmes novamente ao solo. Logo mantive a postura ereta como de inicio e então prossegui a estrofe sem dar algum passo qualquer. Estava sendo a melhor coisa para mim naquele dia. Eu tinha disposição para a tarefa, e me entregava a isso com paixão. Tinha me queixado para fazer o meu melhor e demonstrara isso nesse dia. Os instrumentais fora delicadamente gentis com meu timbre, enquadrando-o com garra e determinação ao efeito desejado.

It's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late
It's too late to apologize, yeah
I said it's too late to apologize, yeah-
I'm holdin on your rope, got me ten feet off the ground...
Dei alguns passos à frente mantendo o tom de voz aveludado suspeitando desmoronar em emoções. A música era uma das minhas favoritas, e me deixava confortável com uma paz enorme no interior. Assim que cheguei ao centro cumpri o diafragma ao prolongar suavemente em “it’s too late” obtendo folego para prosseguir a cada verso. As meninas gentilmente me acompanhavam em um uníssono incrível que tornava o momento mais épico, modéstia a parte. Deixei-me levar pelas emoções do momento cantando às vezes com um nível um pouco elevado da voz, sem deixar quaisquer riscos de imprudência no ritmo. Os instrumentais fora se desfalecendo aos poucos tornado minha voz mais nítida em todo o recinto. Prolonguei algumas notas e logo deu fim a performance em agradecimento a todos. Suspirei pesadamente enquanto caminhava para meu lugar de sempre, fitando todos ao meu redor.



fulano de tal usou isto, falou com everyone e estava na sala do coral.


____________________

my own reflection
You'd be rich if looking good was a profession Think I'm in love, cause you're so sexy Boy I ain't talking about you I'm talking to my own reflection
@

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Convidado em Sab 24 Jan 2015 - 1:30

Band Week
Estilos diferentes

E
ntrei na sala de mal humor, carregava uma pasta na mão e joguei com força em cima da cadeira. Olhei com seriedade para os presentes, eu estava decepcionado por apenas um integrante ter feito a tarefa. -Estou decepcionado galera. Passei uma tarefa simples, e com a exceção de um, ninguém foi capaz de pensar em uma música que te representa? Falei em tom de voz médio, olhando cada um no fundo dos olhos. -Espero mais de vocês nessa semana. Continuei, já com voz baixa.
Virei de costas para eles e arregacei as mangas da minha camisa, puxando um marcador do bolso traseiro da calça jeans. Tirei a tampa e escrevi em letras de caixa alto no quadro branco o tema da semana.
-Eu darei a cada um de vocês uma banda, e transformem em algo para um único vocalista. E quero que cantem o melhor que puder, mesmo que não seja o seu estilo favorito, nem sempre lidaremos com nossa areá de interesse. Falei antes de escrever o nome de todos os integrantes no quadro branco.

Aizen - Pearl Jam
Lauren - Florence + The Machine
Allyria - Pink Floyd
Allyson - Black Eyed Peas
Angelique - Kodaline
Blossom - The Black Keys
Camila - Years & Years
Dinah - Destiny Childs
Julianna - Lady Antebellum
Maxxie - Roxxete
Normani - Spice Girls
Michelle - Coldplay
Megan - ABBA
Scarlett - Kings of Leon
Shane - 30 Seconds to Mars

Prazo - Até 9/02




THANKS RAIN

Convidado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Yris Bertrand Mckinley em Dom 25 Jan 2015 - 15:29

Said I'm gonna leave my body, lose my mind.

Depois de uma longa temporada fazendo tournê, finalmente estava de volta a Miami, e mesmo sabendo que não era por muito tempo, ainda sim me sentia aliviada. Estava me sentindo um tanto que multi-funcional. Show's, tarde de autógrafos, saídas para descanso que duravam menos que o tempo que piscava os olhos e o final do ensino médio. É, a vida não tá fácil pra ninguém. Tive que acordar cedo pela milionésima vez em três semanas. Estava começando a me acostumar com isso, e de fato, não era uma coisa boa. Resmunguei tantas coisas, que até para mim havia sido algo incompreensível. Desci a escada com a mochila pendurada em um lado do ombro, indo para a cozinha. No caminho, beijei o topo da cabeça de Taylor, minha irmã mais nova, e baguncei o cabelo de Chris, meu irmão mais velho. Meus pais já haviam saído para trabalhar. Fui até a cozinha, pegando uma maçã, e pronto. Estava tudo certo. Fui em direção a porta, pegando a chave do meu carro atrás dela, sem nenhuma vontade de sair de casa para estudar. Liguei para Ally, querendo saber onde ela estava. Sempre era a primeira que eu pegava para dar uma carona. Por implicância, a baixinha já estava na esquina, me esperando, junto com Normani. Dinah iria com Camila, então já estava tudo certo.

Assim que peguei as meninas, parti direto em direção a Winterfield. Baixei um pouco a janela do meu lado, afim de apreciar o vento natural, o qual estava balançando meus cabelos, deixando os fios afobados, mais nada que eu não pudesse arrumar depois. Abri o porta luvas, pegando meu ray-ban. Liguei o sistema de som do carro, e claro, não podia estar tocando outra coisa, que não fosse Lana Del Rey. Era a minha paixão musical, e era difícil ouvir algo que não tivesse um rastro da minha musa no meio. Batuquei os dedos no volante, cantando, até que enfim, chegamos ao inferno. Ou melhor dizendo, a academia de Winterfield. Estacionei o carro, bem ao momento em que Dinah chegava com Camila. Esperei as meninas saírem do veículo, e sai em seguida, pegando minha mochila, voltando a jogá-la sobre um dos ombros e ativei o alarme do carro. Era o meu bebê, afinal. Morria de ciúmes dele. Boa parte do pessoal direcionou os olhares para onde estávamos, agora nos reunindo. Abri um sorriso fino, fazendo o meu melhor para não dar uma impressão de antipatia, quando eu apenas não estava com paciência para estudar.

๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑

Na sala dos Harmonizers, pude perceber que haviam alguns novatos. Nunca os tinha visto ali antes, pelo menos. Claro, ao passar quase meio ano afastada de tudo, não era pra menos. Pude notar pelo menos uma garota, e um garoto novos. A menina era loira, bonita. Tinha uma beleza diferente de todas as que já havia visto em Miami. Ela não tinha jeito de ser uma cidadã natural da região. O menino, bem. Era um gato. O cabelo bem penteado, o rosto não demonstrava apenas uma coisa, o que lhe deixava com um aspecto fofo-misterioso. Era um rapaz interessante. Passamos por ambos os novatos, e não deixei de lhes darem um sorriso, poderia me esforçar mais para ser simpática, mais isso realmente não combinava comigo. Um sorriso que representava as boas vindas era tudo. Steve, o cara que havia nos substituído quando tivemos que entrar o coral entrou na sala, deixando o tema semanal. Para cada aluno, ele havia dado algo. Não pude deixar de sorrir ao saber que ficaria com Florence. Não ouvia com frequência, mais fazia parte do meu estilo musical. Como ninguém fez nada, me levantei. Talvez, só talvez, se eu me animasse na primeira aula do dia, poderia fazer com que meu mau humor matinal se esvaísse. Falei com o pessoal da banda, assim que me levantei, tomando conta da frente da sala. A intro começou, e logo me preparei para cantar.

MUDANÇA DE CENÁRIO ◎ AUDITÓRIO DA WIINTERFIELD
TODOS SENTADOS PELAS CADEIRAS, OBSERVANDO A APRESENTAÇÃO ENQUANTO LAUREN SE ENCONTRA NO PALCO, SEGURANDO UM MICROFONE AINDA PRESO NO PEDESTAL, OS HOLOFOTES APONTADOS EM SUA DIREÇÃO, ENQUANTO TODO O PALCO SE ENCONTRA IMERSO EM ESCURIDÃO.

I'm gonna be released from behind these lines
And I don't care whether I live or die
And I'm losing blood, I'm gonna leave my bones
And I don't want your heart it leaves me cold

Minha voz repercutiu em seu ápice de rouquidão. Estava com os olhos fechados, segurando o tronco do pedestal com a mão esquerda, a direita no microfone. Não sei de onde tinha tirado tanta paixão e concentração para cantar agora, visto que estava fazendo sozinha, e não ao lado das meninas. Permaneci com os olhos fechados, a voz oscilando a cada vez que findava em "lines, die, bones, me cold", proporcionando um falsete a cada "and I", sentindo minha pulsação acompanhar o ritmo das batidas.

I don't want your future
I don't need your past
One bright moment
Is all I ask

Lentamente, fui abrindo os olhos, focando-os no chão, e não às pessoas a minha frente. Sentia uma vibração positiva vindo de mim mesma, e também, de minhas amigas e daquelas pessoas. Estavam todos em silêncio, observando, sem interagir. Era o que eu precisava para continuar confiante daquela forma, não que não fosse, era... Eu não estava mais de mal humor. Mais aquela música não me passava um momento oportuno para sorrir, ou mostrar animação pelo fato. Processei a letra com cuidado, projetando o corpo um pouco mais para frente - apenas a parte superior - ao cantar o "one bright moment, is all I ask", para voltar ao mesmo posicionamento inicial.

I'm gonna leave my body
(Moving up to higher ground)
I'm gonna lose my mind
(But history keeps pulling me down)


Transformei o tom rouco em um mais grave, mais ainda sim, suave. Levantei os olhos, fitando a primeira pessoa a quem eles encontraram. E lá estava o garoto, até então, o único do coral. O back vocal da banda deram passagem no "moving up to higher ground" em um primeiro momento, enquanto segui com minha parte, e logo depois voltaram com o "but history keeps pulling me down." Percebi que poderia dar umas subidas de tom, mas não agora. Deixaria para o final, pegando do meio. Ainda encarando o menino, soltei o microfone do pedestal, passando por sua frente, lateralmente, da distância em que estávamos.

MUDANÇA DE CENÁRIO ◎ SALA DOS HARMONIZERS
TODOS SENTADOS PELAS CADEIRAS, OBSERVANDO A APRESENTAÇÃO ENQUANTO LAUREN SE ENCONTRA NO MEIO DA SALA, PRÓXIMA AO PIANO. A CENA É COMO SE A CÂMERA MOSTRASSE APENAS SEU VULTO PASSANDO EM FRENTE A LENTE, ENQUANTO AIZEN A OLHA, ACONTECENDO A TROCA DE CENÁRIO.

Said I'm gonna leave my body
(Moving up to higher ground)
I'm gonna lose my mind
(But history keeps pulling me, pulling me down)

Voltei a fechar os olhos, atrevendo-me a começar a mexer o corpo para os lados, em um movimento de serpenteio, enquanto minhas mãos percorriam meu tronco, em menção ao "i'm gonna leave my body" enquanto novamente, tinha a ajuda do back vocal.

I don't need a husband, don't need no wife
And don't need the day, I don't need the night
And I don't need the birds let them fly away
And I don't want the clouds
They never seem to stay

Abri os olhos mais uma vez, as mãos suspensas no ar, abertas, como se houvesse uma superfície sólida invisível no ar, e eu a tocasse. Me toquei que aquela música dizia mais sobre mim do quê qualquer outra coisa. Depois de comentários inoportunos de James, do The Vamps, onde falso testemunho havia sido levantado contra mim, eu havia percebido. Não precisava de um homem, de um marido, ou de uma esposa. Não precisava voar, como pássaros, ou de uma noite, apenas. Eu só precisava deixar meu corpo, e encontrar o meu eu. O verdadeiro.

I don't want no future
(Want your future)
I don't need no past
(Need your past)
One bright moment
(One bright moment)
Is all I ask
(All I ask)

Aumentei a voz em algumas partes, ainda deixando-a furtivamente grave, suavizando nas palavras finais, enquanto voltava a movimentar o corpo, dessa vez, mais lentamente, chegando a flexionar os joelhos e executar uma quase reboladinha. Encarei Dinah, seguida de Normani e Ally. Evitei olhar para Camila, a sala estava repleta de gente, e tínhamos que manter o acordo.

MUDANÇA DE CENÁRIO ◎ AUDITÓRIO DA WINTERFIELD
TODOS SENTADOS PELAS CADEIRAS, OBSERVANDO A APRESENTAÇÃO ENQUANTO LAUREN SE ENCONTRA NO MEIO DA SALA, ANDANDO AGORA PARA O LADO DIREITO DO PALCO, O MICROFONE EM SUA MÃO ESQUERDA.

Said I'm gonna leave my body
(Moving up to higher ground)
I'm gonna lose my, lose my mind
(But history keeps pulling me, pulling me down)

Parei a poucos passos de estar na extremidade do palco do auditório. Cantei o "said i'm gonna leave my body" quase recitando-o em paradinhas. O back vocal não parava atrás de minha voz. Encarei alguns colegas de coral, os olhos fixados aos seus, movendo-me de volta para o centro do palco, voltando a enganchar o microfone no leito do pedestal. A todo momento, puxava as notas, sentindo real potência ao meu tom daquela forma.

(Pulling me down)
Pulling me down
(And it's pulling me down)
Pulling me down, oh
(And it's pulling me down)
Pulling me down
(And it's pulling me, pulling me down)
Pulling me, pulling me down

O back vocal continuou atrás de minha voz, enquanto eu apenas complementava os espaços com "pulling me down", dando cada vez, mais tons altos a minha voz. Sentia falta das meninas cantando junto a mim, mais naquele momento, éramos pessoas individuais, fazendo suas responsabilidades. A música finalmente estava chegando ao fim. Acrescentei um "oh" na penúltima linha, alongando-o até onde eu podia. Quando o finalizei, peguei direto em um "pulling me, pulling me down."

I'm gonna leave my body
(Moving up to higher ground)
I'm gonna lose my mind
(But history keeps pulling me down)

Agora, estava fazendo apenas notas altas. Não tão altas quanto as que podia fazer, era apenas um tom mais alto que o anterior. Repetindo várias vezes a mesma parte, decaindo o tom para um falsete em devidas partes, estava chegando verdadeiramente ao final. Um braço estava esticado para a esquerda, o outro apontando o microfone em frente a meus lábios. Não havia expressão pessoal em mim, apenas a que a música exigia. Achava um momento não condingente para misturar as coisas.

MUDANÇA DE CENÁRIO ◎ SALA DOS HARMONIZERS
TODOS SENTADOS PELAS CADEIRAS, OBSERVANDO A APRESENTAÇÃO ENQUANTO LAUREN SE ENCONTRA EM FRENTE A SALA, AFASTADA DO PIANO, OLHANDO PARA ALLY, QUE ESTAVA A SUA FRENTE, O GESTO NÃO TINHA NADA DE ESPECIAL OU EXCLUSIVO. SEUS OLHOS APENAS HAVIAM A ENCONTRADO ENQUANTO ESTAVA NO AUDITÓRIO, ONDE A TROCA DE CENA OCORRE, OS OLHOS CONECTADOS AO DA AMIGA.

Enquanto a música original terminava a um último momento do back vocal, fiz diferente. Os colegas de coral haviam começado a bater palmas, encontrando e afiliando-se as batiidas da canção, e assim que encerraram a melodia e as palmas, reverberei um "said I'm gonna leave my body" a voz voltando a rouquidão perfeita, que eu tanto gostava. Abri um sorriso fino, pressionando os lábios, indo me sentar, dando espaço para a próxima apresentação.

tag: #tarefa with: harmonizers song: leavy my body outfit: this -q
© SHE MEANS WAR AT ATF

____________________

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Allyson Brooke em Seg 26 Jan 2015 - 2:36



Meet me half way

Meet me half way, right at the borderline That's where I'm gonna wait for you

Finalmente, um “descanso” após um longo tempo em turnê. Não que eu estivesse reclamando, nunca! Agradecia a Deus todos os dias por ter me permitido trabalhar com algo que amava e ainda ter arranjado amigas incríveis como brinde.  Porém as vezes eu até sentia falta da escola e da ‘normalidade’ da vida em Miami. Faziam quase 4 meses que nem eu nem as garotas tínhamos tempo de ficarmos juntas, a não ser em compromissos oficiais. Sentia saudades delas, mesmo que estivéssemos sempre juntas.
Naquele dia acordei de bom humor – algo não muito raro – e fui tomar café da manhã com a minha família, um ritual que eu fazia questão de repetir todos os dias. Me arrumo em pouco tempo  e encontro Mani me aguardando na calçada, já que pegaríamos carona juntas para a escola com Lolo. Falando nela, ela me liga assim que eu e Mani nos encostamos lado a lado na esquina, aguardando-a! Chegando a Winterfield eu e as garotas caminhamos juntas – como sempre – conversando entre nós mesmas, atraindo olhares das pessoas. Eu tentava não me importar com aquilo, mas às vezes me sentia muito...exposta. Sorrio gentilmente e foco em não tropeçar e cair, sempre acenando quando via algum amigo.
                               ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A tarefa de hoje era sem dúvida uma das minhas preferidas! Cada integrante ficara responsável por uma banda, e teria de cantar uma música da mesma. Eu havia ficado com Black Eyed Peas – não ouvia muito, mas sabia uma música que sempre que ouvia tinha que cantar junto. Aguardei a apresentação de Lolo – que havia sido incrível – e havia terminado olhando para mim. Aplaudi efusivamente com um sorriso orgulhoso nos lábios.
Logo que ela se senta e eu me levanto e ocupo o seu lugar, não sem antes rezar uma pequena prece agradecendo pelo meu talento e pela oportunidade e também pedindo para continuar tendo os mesmos. Era importante agradecer. Enquanto me dirigia para lá a curta parte instrumental da música começa, permitindo-me começar a música virada de frente para todos. Minha voz estava em um volume moderado, nem muito alta nem muito baixa, e eu a mantinha suave nesse começo.
I can't go any further than this
I want you so badly, it's my biggest wish



Em seguida começa uma parte de rap – um ‘desafio’ para mim, que quase não cantava rap’s. Ando em um círculo amplo pela sala enquanto cantava  o rap, gesticulando com a mãos e sempre focando o olhar em uma das minhas garotas. Em ‘Hey Girl’ pisco para Lolo passando em um rodopio perto dela, e em ‘missing you’ acariciando os cabelos de Dinah ao passar pela mesma. Após o primeiro ‘whats up’ paro de cantar deixando a própria música encarregar-se do resto enquanto começo a próxima estrofe, cantando por cima dos mesmos.
I spend my time just thinking thinking thinking about you
Every single day yes, I'm really missing missing you
And all those things we use to use to use to do
Hey girl, whats up, it use to be just me and you
I spend my time just thinking thinking thinking about you
Every single day, yes I'm really missing missing you
And all those things we use to use to use to do
Hey girl what's up, what's up, what's up, what's up



Em ‘halfway’ abro os braços com as pontas dos dedos voltadas para baixo e a cabeça levemente erguida. Mantenho a posição até o ‘you’, quando aponto para um garoto na plateia – acho que seu nome era Aizen – dando alguns passos para frente. Coloco ambas as mãos nos quadris e as subo até as minhas costelas enquanto movia os quadris de um lado para o outro junto à batida da música dançante. Dou u rodopio e caio com um joelho no chão e a outra perna apoiada na ponta do pé, movendo dessa vez os ombros.
Can you meet me halfway, right at the boarderline
That's where I'm gonna wait for you
I'll be lookin out, night and day
Took my heart to the limit
And this is where I'll stay
I can't go any further than this, ooh
I want you so bad it's my only wish


Levanto-me e estendo uma das pernas mantendo a outra meio flexionada, cruzo os braços e neles escondo o meu rosto. Jogo a perna estendida para trás e fico completamente ereta, baixando os braços ainda com os dedos entrelaçados e jogo a cabeça para trás,fazendo meus cabelos voarem naquela direção. Movo apenas as pontas dos pés,fazendo que meu corpo (que estava virado para a esquerda) virar-se para a direita colocando os braços cruzados atrás da cabeça. A perna estendida havia ficado esticada para trás agora.
Can you meet me halfway
Right at the boarderline
That's where I'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night and day
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
OOh ooh
I can't go any further than this, ooh, ooh
I want you so bad it's my only wish, ooh, ooh
I can't go any further than this, ooh, ooh
I want you so bad it's my only wish



Jogo a perna estendida para frente e um chute e paro de pernas afastadas e mãos na cintura. Movo um pouco mais o quadril de um lado para o outro,jogo os cabelos para o lado e vou para perto das meninas novamente, rodopiando e meu caminho para lá. Paro perto de Camila, puxando-a para rodopiar comigo em seguida deixando-a voltar ao seu lugar, voltando saltitando para o centro da sala.
Let's walk the bridge, to the other side
Just you and I (just you and I)
I will fly, I'll fly the skies, for you and I
(for you and I)
I will try, until I die, for you and I, for you and I
For for you and I
For for you and I, for for you and I
For you and


Repito os movimentos da estrofe anterior a esta última com perfeição, porém desta vez virando-me com as costas voltadas para o público. Jogo meu tronco para frente e volto mais lentamente em seguida, aproveitando para olhar por cima do ombro para os que me assistiam.
Can you meet me halfway
Can you meet me halfway
Can you meet me halfway
Can you meet me half
way
Meet me half way, right at the borderline
That's where I'm gonna wait, for you


Me viro de frente e dou uma pequena corrida para a direita, estendendo o braço esquerdo à frente e deixando a perna esquerda estendida para trás. Corro mais um pouco para a esquerda desta vez, estendendo braço e perna direitos. Corro até o centro e dou um único giro em volta de mim mesma,caindo de joelhos no chão.
I'll be lookin out, night and day
Took my heart to the limit
And this is where I'll stay
I can't go any further than this, ooh, ooh
I want you so bad it's my only wish, ooh, ooh


Estendo os braços com as pontas dos dedos voltadas para o chão e a cabeça completamente para trás,olhando para o teto da sala para terminar a música. Me levanto e agradeço a todos fazendo uma leve reverência. Vou para o meu lugar esperar por mais apresentações.


Com quem: Harmonizers | Local: Sala dos Harmonizers | Veste: This
Thanks Nanda from TPO




____________________

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Wes Aizen Hannsen em Ter 3 Fev 2015 - 17:51

Yes, I understand that every life must end, aw-huh

Pearl Jam ♬
Passar o fim de semana em Ohio foi ótimo. Eu realmente queria ter um tempinho só para mim, não que eu estivesse sendo egoísta. Na verdade quando eu não iria para Ohio eu tinha que ir para casa da vovó – e não tinha problemas em visita-la. Eu amava vê-la sempre disposta a me contar coisas engraçadas desde sua adolescência. Vovô Max era o garanhão da cidade, sendo a minha avó. Mas eu queria ficar sozinho, era preciso e eu saberia que todos entenderiam se eu optasse ficar em Ohio. Conheci Christopher no clube aquático, ele era simpático e me deixou ansioso para vê-lo novamente. Resolvi algumas pendencias que tinha em Ohio, uma delas era matar a saudade da pequena cidade a qual eu vivi por um curto tempo.
No domingo de manhã não tive muito tempo para correr na praça, eu lutaria contra o tempo para deixar tudo em ordem até a hora da viagem de volta à Miami. Não tinha muitas coisas aqui que fizesse ocupar meu tempo, mas eu precisaria de um pouco mais de descanso e saberia que no dia seguinte iria para escola. Comi alguma coisa que me deixasse satisfeito por hora, uma maçã ou um cacho de uvas. Não me alimentava quando estava em viagem, certamente eu não teria “apetite” para isso. E eu não sei dizer o porquê, simplesmente não comia muita coisa. Logo o avião partiria deixando apenas a saudade de Ohio em mim. Suspirei tentando afastar os pensamentos um pouco, e logo adormeci durante o voou.

Foram dezessete horas de longo voo para casa, bem cansativo. Li algum um livro aleatório, beberiquei alguma bebida e comi alguns biscoitos. E o tempo fora se passando lentamente. Não era fã de voos, mas adorava viajar por todos os lugares. Vai entender né?! Ficar sentado sem fazer nada era tedioso, me fazia refletir tudo o que eu já fizera no passado, presente e no que vou fazer futuramente. Era quase possível eu sofrer de um bloqueio temporário, mas quem liga para isso, não é verdade? Mamãe discordaria de mim se eu falasse assim, tão egoísta. Ela provavelmente me daria uma leve palmada e me encararia em uma tentativa de me intimidar para ficar quieto. Mas eu sempre acharia um meio para tornar a situação um pouco mais engraçada e até divertida.
Finalmente estava em terra firme, minha playlist já havia repetido por várias vezes e continuaria assim até chegar à minha casa. O motorista do papai estava a minha espera. Suspirei fundo colocando os óculos no rosto e então segui para o carro. Retirei os fones de ouvido e acoplei o celular ao som do carro escolhendo alguns artistas aleatórios da minha lista do dia-a-dia. Logo o som se espalhou pelo carro todo, em um volume não muito alto. Pearl Jam fazia o meu dia começar bem. Adorava o estilo musical da banda, e sinceramente? Era uma das minhas favoritas.

Cheguei à residência mais rápido do que imaginaria, e agradecia ao Marc por isso. Tinha aula logo pela manhã e talvez eu já estivesse quase em um atraso. Não tive tempo para guardar minhas roupas da mala, fui diretamente para o banheiro tomar uma boa ducha. Foram 15 minutos para o termino do banho, e mais cinco para me arrumar. Diariamente eu não gastaria esse tempo exato, mas como estava com um pouco de pressa eu não poderia reclamar. Dei uma rápida olhada no aparelho celular para conferir meu atraso, digo as horas, e logo concluísse que teria tempo suficiente para correr os corredores até a sala.
Trajava uma calça jeans preto com alguns rasgados brevemente curtos. Uma camisa cinza com dizeres “Who?” em letra negrita Brittanic Bold. O cabelo com um penteado rebelde e a tattoo recentemente deixada amostra no braço esquerdo. Para finalizar, calçava um all star tradicional; preto e branco. Peguei meu celular na cama e então parti deixando a casa para trás. Marc ainda me aguardava para me levar à Winterfield Academy. Uma maçã fora o suficiente para o lanche da manhã, e então rumei ao colégio. Pearl Jam não parava de tocar em meus fones de ouvido, me fazendo cantarolar algumas estrofes em baixo tom para mim mesmo. Marc não tinha problemas em me ouvir cantar, na verdade ele não teria problema com ninguém a não ser o seu trabalho como motorista. Ele era sério demais.

Logo cheguei a Winterfield, desci do carro colocando a mochila sobre um ombro e então me despedi do motorista. Hoje parecia ser mais um dia agitado para mim – o que já tinha virado rotina. Adentrei pelos corredores seguindo direto para a sala dos harmonizers, decidido. O professor Stev passara uma das melhores tarefas que eu já presenciasse em sala. E por falar nisso, a sala estava cheia. Era incrível, pois as fifth harmony teriam acabado de chegar de uma turnê. Certo, eu não precisaria esconder meu pequeno penhasco que tinha pela Lauren, na verdade eu me daria muito bem com a aceitação de que ela nunca olharia para mim como eu a fitava. Ela era um caminho desafiador, e isso tornava as coisas interessantes. Eu sempre soube da minha orientação sexual, mas isso não me impedia de nada. Talvez eu estivesse em uma fase de conhecimento, de provar diferentes coisas. Suspirei tranquilo ao adentrar o recinto cumprimentando todos ali presentes, especialmente Lolo. Mandei-lhe o melhor sorriso, simpático e gentil, obvio. Da segunda fileira, atrás de Ally e Lolo estaria eu, apenas observando as apresentações até agora. Depois de me surpreender com a escolha do professor Stev, eu estaria mais que preparado para cantar Pearl Jam com o melhor jeito possível. O ritmo era calmo, e me soaria um belo indie. Tinha uma pegada ótima, e que me deixava à vontade para expor um lado harmônico que não envolvesse só a dança – algo que eu colocaria em primeiro lugar nas tarefas. Suspirei fundo ao pedir licença para seguir ao centro da sala.

- Bom dia, pessoal! – Cumprimentei gentil ao sorri, unindo as mãos. – Para a tarefa cantarei Just Breathe, de Pearl Jam como o próprio professor Stev escolheu para tema da minha tarefa. – Comentei em animo, fitando o professor. – Obrigado. – Sorri ao agradecer, pois adorava a banda.


Direcionei-me até a ala instrumental que a sala continha em uma parte. Recolhei um violão envolvendo-me ao segurar firme o braço do instrumento. Puxei um banquinho para o centro, sentando logo em seguida fitando todos ao meu redor. Pigarreei enquanto tocava as cordas do violão, iniciando a introdução. Os músicos me ajudariam com alguns sons ao fundo, mas daria prioridade ao som maior de minhas mãos em contato com o instrumento de cordas.


Yes, I understand that every life must end, aw-huh,..
As we sit alone, I know someday we must go, aw-huh,..
Oh I'm a lucky man, to count on both hands
the ones I love
Apoiei o violão em minha coxa que estava um pouco mais alto que a outra. Limpei a voz e então iniciei a introdução da música. Um tom baixo, tranquilo e aveludado. Meus olhos se encontravam fechados no momento, viajando para outro mundo. Meus dedos não paravam quietos enquanto mantinha as cordas do braço, firmes. Uma rouquidão vinha como bônus, acompanhado com um vibrato que minha voz deixava a escapar. Lá estava eu diante de uma montanha ao lado de uma árvore grande que disponibilizava gentilmente a sua sombra. E o frescor de uma brisa que pairava em meu rosto, fazendo-me dar risadas para o nada. Mas “nada” seria tudo. Entrava em um perfeito clima harmônico com a música, eu particularmente amava isso, era tranquilo o som, como se você fugisse por exatos 3 ou 4 minutos de música, sem se importar com mais nada. Apenas vivendo de lembranças, e de como elas foram ótimas e duradouras por certo tempo.

Some folks just have one,
yeah, others, they've got none, huh-uh

Stay with me
Let's just breathe.
Não me preocupei em aumentar meu tom de voz para se sobressair com os instrumentos que me acompanhavam. Pelo contrário, a minha voz era firme e acolhedora. Ela por si só tornava o efeito adequado ao ritmo. Era uma pluma em meio ao algodão. Um tom suave e gostoso de ouvir. Ainda em viagem aos pensamentos, imaginaria a mamãe em todos os meus passos. A música falaria por mim, chegada à parte a qual a tornaria referencia principal. Isso de aceitação era algo normal para mim, cresci tendo que lidar com diversos casos sobre o assunto. Não era tudo que poderíamos ter tampouco conseguir ter de volta, mas isso me limitava em apenas querer sonhar com algo irreal. Umedeci os lábios iniciando a segunda estrofe da música ainda com o tom aveludado. Manteria assim até o termino da música.

Practiced are my sins,
never gonna let me win, aw-huh,..
Under everything, just another human being, aw-huh,..
Yeh, I don't wanna hurt, there's so much in this world
to make me believe.
Sempre estive em harmonia com a música, e quando não estava simplesmente me tornaria. Era impossível não desenhar um pequeno riso em meus lábios, por mais travesso que parecesse ser, mas ainda sim sorria. Fitei Lauren por alguns segundos, discretamente, obvio. Tinha uma parte a qual cantaria em um tom rouco, em “never gonna let me win, aw-huh” e “Under everything, just another human being, aw-huh” era uma citação para mim mesmo. De fato não tinha muitos planos para meu possível amor platônico, embora me deixasse intimidado em relação à isso. Fechei os olhos me imaginando sentado ao lado da árvore, como de inicio. Suspirava aquele ar puro que soprava em meu rosto com uma sensação de liberdade. Não me preocupava meu timbre, tinha uma voz doce e aveludada. Às vezes rouca, mas isso não alteraria de modo negativo em minhas escolhas musicais.

Stay with me,..
You're all I see.
Ainda viajando para um mundo paralelo, encontro em flashs cenas do meu passado. Ou melhor, da minha infância. Dedilhava delicadamente as cordas do violão, enquanto dava boas vindas ao violino que se mesclava ao ritmo acústico. O clima era perfeito, embora fosse lento não me deixava cansado em continuar com a música. Os sons logo foram surgindo aos poucos, trazendo batidas ritmadas ao efeito ideia, puxado para o lado melancólico.

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see,..
No one knows this more than me.
As I come clean.
Findei os flashs assim que me coloquei de pé, envolvendo-me com a alça do violão. Caminhava lentamente para os lados enquanto fitava a todos. Cumpri o diafragma e logo prossegui com a estrofe da música. Envolver sentimento enquanto cantava era realmente necessário, eu sempre fazia isso. Mesmo se não fosse obrigado, mas o que seria uma música se não colocasse sentimento próprio a ela? Por mais que não estivesse em seu ritmo original, mas quando adequado ao seu, tudo muda, incluindo o modo como a interpretava. Aprendi muito com o decorrer da semana, e precisava aprender mais.

I wonder everyday
as I look upon your face, aw-huh,..
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh,..
Nothing you would take
Everything you gave
Sentei em uma vaga entre os alunos. Brinquei com as cordas do violão e logo fui acompanhado por todos por um breve uníssono do coral. Agradecia-os com um sorriso gentil a todos e logo caminhei para o centro da sala. Olhe para o professor Stev, agradecendo-o pela escolha da banda, com um sorriso por igual. Pearl Jam estava entre o Top 10 da minha playlist, a qual eu sempre mantinha em meu dia-a-dia. Seguei o pedestal que estava a minha frente, posicionado. Silenciei o violão por esta estrofe deixando minha voz rouca misturada ao veludo. Balanceava meu corpo para os lados lentamente ao acompanhar o ritmo. Entre as duas ultimas frases, deixava meu tom prolongar brevemente as palavras finais, em uma pausa ao iniciar a outra.

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see,..
No one knows this more than me.
As I come clean, ah-ah
Novamente o refrão era cantarolado e no mesmo tom de inicio. Balançava minha cabeça de um lado para o outro, acompanhado com meus pés que mexiam inquietos com o ritmo. Meu tom ao inicio era natural puxando um pouco o timbre atraente do estilo musical. Segurei forte o microfone com um sorriso amplo no rosto, estava alegre, e isso era que precisava para que a música fosse cantada com a mesma euforia. Os instrumentos sessavam por uma pequena pausa de tempo deixando minha voz permanecer como principal. Fazia uma a capela entre um verso e outro enquanto alguns alunos me ajudavam com vozes de fundo, harmonizando em conjunto.

Nothing you would take,..
Everything you gave.
Love you till I die,..
Meet you on the other side.
Já estava no fim da música, o que me deixava de certo modo, intrigado. Literalmente. Estava bom até demais continuar com a música, mas não seria possível. Busquei ar para os pulmões ao deixar apenas os alunos cantarem as primeiras frases da estrofe. Envolver-me-ei com a corda de apoio do violão e logo iniciei os acordes suaves. Enquanto cantava direcionava-me para o centro, agradecendo todos mentalmente pelo lindo conjunto de vozes. Pouco a pouco os instrumentos foram desfalecendo, baixando o tom a cada verso terminado. Dei algumas dedilhadas no instrumento de cordas e logo finalizei a música. Respirei fundo e sorri.

- Obrigado! – Agradeci todos, e ao professor pela escolha. Logo caminhei para meu acento esperando presenciar mais algumas apresentações.


____________________

my own reflection
You'd be rich if looking good was a profession Think I'm in love, cause you're so sexy Boy I ain't talking about you I'm talking to my own reflection
@

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Convidado em Dom 15 Mar 2015 - 11:17


fuck on me
Depois de um longo período viajando pelo mundo como um voluntário da ONU, finalmente estava de volta a Califórnia. Não sentia tanta falta assim, apenas, queria respirar um ar sem algo a ver com pobreza extrema. Havia passado os últimos dois meses fazendo isso, e já estava desgastado o suficiente para continuar a fazê-lo. Era terrível estar em um lugar onde você havia se colocado a dispor para ajudar, mas eram tantas pessoas precisando de uma mão amiga, para pouca gente ajudando. Sem mencionar, o fato de que os suprimentos não eram o suficiente para atender 100% deles. Conseguiam ajudar em torno de 67% das pessoas em cada estado ou país que passavam, não era muito, não atingiam a meta mensal da ONU, mas era isso, ou deixar os outros morrerem de fome.

Não tinha pressa alguma para chegar em casa, vinha evitando até mesmo pensar sobre qualquer coisa que envolvesse este tópico. Quando estava no Imalaia, tinha recebido uma ligação de minha mãe, querendo que eu voltasse com urgência, pois precisava falar sobre algo importante, que não podia adiar mais. Conhecendo minha mãe, sabia que uma bomba seria jogada em minhas costas, se não, em minhas mãos. Lhe disse que não poderia ser dispensado em nenhum momento, estávamos juntando todas as forças para o serviço, inclusive, faço parte da força da aeronáutica da Califórnia. Poderia perder pontos com os meus superiores, caso saísse mais cedo. O que claro, era mentira. Só não queria enfrentar o que quer que fosse. Preferia lidar com pessoas desconhecidas, resolver problemas que pudessem dar um sorriso futuro àquelas pessoas. E visto que eu não chegaria no dia que ela havia dado como prazo, um outro telefonema foi dado. Desta vez, de Santa Barbara, vindo de uma tia que não lembrava nem da existência. Eu tinha uma irmã.

Isso só serviu para me afastar ainda mais da família. Havia passado um ano fora, servindo a aeronáutica e as causas sociais da ONU com força total. Porém, estava precisando respirar o ar sôfrego e desimpedido da Califórnia outra vez, ou enlouqueceria. Flashes de que eu poderia encontrar minha irmã assim que eu chegasse, ou, ela poderia desconhecer minha existência. Eram muitas perguntas, coisas que queria evitar ao máximo. Assim que cheguei, tratei de carimbar minha matrícula em alguma boa escola do estado, que acabou sendo a Winterfield. Era quase um internato, comandado por um grupo de garotas famosas, a qual não sabia dizer quem era quem, apesar de reconhecer o seu talento. Havia mais gente, garotos, garotas, todos pareciam joviais, cheios de saúde e disposição. Eu me sentia mais maduro, pelo menos, mais equilibrado emocionalmente. Mexer com causas sociais te faz aprender coisas, ver outras, e te faz enxergar o mundo com novos olhos. Olhos de compaixão.

Para um primeiro dia, escolhi uma camisa preta de mangas longas e gola v, subi o tecido nos braços até chegarem ao cotovelo, deixando-a em um estilo ¾. Uma calça jeans azul, all stars preto. A mochila estava jogada sobre o ombro esquerdo, e tudo o que fiz – antes de minha mãe acordar e se dar conta de minha presença – foi passar os dedos pelo cabelo e deixa-lo levemente bagunçado. Sai de casa, esperando o ônibus do outro lado da rua, e segui adiante. Cheguei a academia Wintefield, e fui até a diretoria, pegando uma folha para meus horários. Assim, o dia foi passando. Aulas, pessoas me encarando, provavelmente se perguntando por que alguém seria transferido depois do começo das aulas, e não, no início do ano, como todo novato. Apenas ignorei, a expressão séria, desfalcava qualquer aproximação que pudesse acontecer. A última aula deveria ser preenchida com uma aula extra curricular. Pensei em diversas, artes, confecção de peças e artigos de construção, até mesmo o clube do coral, que acabou por ser a opção escolhida. Adentrei a sala designada para a aula, e esperei pelo que viria. Ainda estava vazia, o que para mim, fora algo totalmente furtivo e perfeito para um momento de descanso.

hunter godwin

 
 
 
clumsy @ sa!
Convidado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Convidado em Seg 6 Abr 2015 - 18:08

Music
Rock the ground

O
bservei as apresentações com um sorriso no rosto, finalmente parecia que alguma coisa estava começando a funcionar e os garotos estavam saindo de suas conchas. E isso era ótimo para mim, já que mesmo a pouco tempo com eles havia desenvolvido uma espécie de afeto paternal, talvez fosse por causa da distância da minha própria filha que me deixasse assim.
Me levantei quase de um salto quando a ultima apresentação acabou e eu notei que ninguém mais iria se apresentar. -ISSO! Era isso o que eu queria pessoal, animação e comprometimento. Lauren, quase não tenho palavras pra falar sobre sua performance, Florence Welch teria orgulho de ver uma apresentação assim. Ally você pegou uma das bandas mais difíceis, já que o estilo vocal de cada um lá é diferente, mas consegui fazer um bom trabalho, muito bem. Wes... - dei uma pausa com uma pequena risada antes de apontar pra ele e continuar. -Você obviamente gostou da sua banda e aproveitou a oportunidade para mostrar sua adoração, apesar de usar o violão você conseguiu se focar a voz e isso é ótimo.
Parei de falar e olhei para eles com um sorriso orgulhoso no rosto, se continuássemos assim não teria um coral que nos impediria de conquistar o país. Segui até onde havia deixado minha bolsa e puxei duas pulseiras de cor vermelha fosforescente.
-Sei que alguns de vocês ainda estão desanimados e não participaram das tarefas. Mas aqui vai um pequeno incentivo para nossa próxima tarefa. O vencedor vai ganhar duas entradas VIP's para a boate Wall, com tudo o que consumir na noite pago. Segurei o riso ao ver os rostos animados para uma nova competição e desafio. Deixei as duas sobre o piano e puxei uma das cadeiras até o meio para me sentar. Eu tinha uma alta expectativa com essa tarefa e queria que eles pudessem entender perfeitamente.
-A música sempre foi um espelho e algumas vezes a principal personagem em modelar a história. Ela reflete um periodo de tempo social e politico e deixa uma marca notável na sociedade. Mas as vezes existem certas músicas que mudam o curso da história musical. - disse com os olhos brilhando, como professor e profundo amante da música eu sabia como ela era importante no desenvolvimento da sociedade e passar isso para meus alunos era o maior presente que poderia ganhar.
-Vou dar alguns exemplos... We shall overcome do Pete Seeger foi o hino dos movimentos pelos direitos civis em 50 e 60. A musica The Twist do Chubby Checker mudou a maneira de se dançar que antes era feita só naquela coisa de parceiros. Revolution dos Beatles que foi sobre a guerra do Vietnam e para vocês garotas que representam o Girl Power tem a musica I Am Woman da Helen Reddy que tem o tema do feminismo e é poderosa e tantos mais outros. - me levantei e fui até o quadro branco, escrevendo o tema da semana. Depois de deixar o marcador no lugar, me virei novamente para eles. -O tema dessa semana é Musicas que mudaram o curso da história. Quero que vocês deem o melhor de si, já que no fim o melhor leva as entradas. - finalizei a aula com uma palma encorajadora e pendurei as entradas do lado de dentro do vidro dos troféus, liberando os alunos para suas próximas atividades.

Prazo: Até 21/04







THANKS RAIN

Convidado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Yris Bertrand Mckinley em Dom 12 Abr 2015 - 14:06

Some just want everything, but everything means nothing.

Diante das palavras de Steve, não havia uma tarefa fácil esta semana. O professor era determinado a nos desafiar. A cada nova semana, um novo desafio era lançado como tarefa, e era bom, de certa forma. Ele testava nossos limites, e era divertido saber no fim das contas, que havíamos quebrado uma grande dificuldade que poderia haver anteriormente. Havia entrado na sala a poucos minutos, lembrando de suas palavras logo após o fim do encontro da semana passada, naquele mesmo lugar. Ali, eu tinha percebido certo interesse de um garoto. Aizen. Estava com um pequeno sorriso, observando-o por alguns breves segundos. Ele era bonito, mas eu não sabia se queria ter algo com alguém, agora. Minha vida andava agitada, e não tinha a mesma facilidade que Dinah ou Normani para manter um relacionamento a distância. Ser um artista, requeria abrir mão de algumas coisas. E eu havia decidido não ser uma pessoa de relacionamentos. No máximo, ficar e isso era tudo.

Ninguém havia ido fazer a apresentação. Entendia, era um tema realmente muito difícil. E como eu gosto de desafios, resolvi lançar o meu próprio, neste dia. Me levantei carregando um sorriso ladino, calmo e fechado. Tinha tido uma ideia para fazer a tarefa e talvez não fosse a coisa certa a se fazer, mas queria dar a Steve um motivo para acreditar no que eu queria passar com o que cantaria. E também, por que para mim, fazia todo o sentido. Tomei a frente da sala, encarando meus colegas por um breve momento.

- É o seguinte. Essas músicas que Steve falou, mudaram os fatores da história musical passada. É um tema muito difícil e certamente não é algo que podemos fazer de qualquer jeito. Além do fato de sermos jovens, e não ter presenciado ou saber dessas coisas. – abri um sorriso sem graça, pigarreando – Mais cada um tem sua história. Helen Reddy mostrou o poder feminino com I am woman, mas também, mudou sua própria história. Eu não acho que isso tenha haver com a música. Acho que tem haver com a vontade de querer ser diferente, de encorajar pessoas, e a música... É só um canal para fazer isso.

Olhei para algumas pessoas da sala, focando em Steve, pelo maior tempo. Avisei o que ia cantar ao pessoal da banda, me afastando por uma fração de tempo do centro da sala, logo voltando ao mesmo lugar.

- A música que eu vou cantar, é If I Ain't Got You, da Alicia Keys, por que essa música mudou a minha história. Cantá-la me fez passar no teste do X Factor, e conhecer as quatro pessoas mais importantes da minha vida. Camila, Ally, Dinah e Normani. – olhei para cada uma, falando seus nomes pausadamente. - De certa forma, hoje somos a girl band do momento, e várias outras estão aparecendo. Acho que é uma boa mudança para a música. Precisamos de mais mulheres fortes no mundo. Então, vamos lá.

Estava um pouco nervosa. Momentos da minha audição se passavam por minha mente, e logo depois, a junção ao Fifth Harmony, que tinha outro nome no início. Era algo que costumava me deixar emocionada, era um dos meus momentos mais importantes. Apenas Simon havia acreditado em nós, e até hoje, não era capaz de esquecer enquanto ele dizia a L.A “o mundo vai amar estas garotas”, enquanto ele dizia “Vamos ver.” E de fato, somos bem vistas na maior parte do mundo. Simon tinha feito suas palavras valerem, claramente fizemos nossa parte para isso.

Some people live for the fortune
Some people live just for the fame
Some people live for the power, yeah
Some people live just to play the game
Some people think that the physical things
Define what's within
And I've been there before
But that life's a bore
So full of the superficial

Fechei os olhos, dando voz a canção. A banda entrou assim que soei as primeiras palavras. Logo abri as pestanas, encarando minhas amigas. Eu devia parte de tudo a cada uma delas, não chegaria onde estávamos hoje, se elas não tivessem se esforçado tanto quanto eu. Abri um pequeno sorriso, atraindo o olhar para as outras pessoas do coral. Lembrava de ter escolhido aquela música com o propósito de ser diferente das escolhas comuns dos demais candidatos. Todos escolhiam músicas para expandir seus talentos vocais, para mostrar até onde conseguiam alcançar e provar que mereciam estar no programa. Como todos, eu queria o mesmo, mas também queria absorver aquela letra, e repetir para mim mesma que eu deveria viver para mim, e não para fama ou dinheiro, independentemente de ganhar ou perder.

Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you, baby
If I ain't got you, baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you, yeah

Dei passos para a frente, entoando a voz um pouco mais alto, exatamente como na minha audição. Meus olhos focaram-se em Aizen, com um meio sorriso. Não me demorei em frente a ele, para que não entendesse mal, ou ficasse no ar um clima engraçado. Eu só queria cantar, e mostrar que a mais valiosa das coisas que poderiam sentir, é a cumplicidade. Não especificamente de um namorado ou namorada, mas a de um amigo, também. Dinheiro, fama, e até alguns sentimentos, eram tudo e nada ao mesmo tempo. Ninguém conseguia nada sozinho. Nem mesmo mudar a história. Era preciso sempre de mais alguém. Para dar a melodia precisa, ou a escrever uma música e ensinar os tons.

Some people search for a fountain
That promises forever young
Some people need three dozen roses
And that's the only way to prove you love them
Hand me the world on a silver platter
And what good would it be?
And no one to share
With no one who truly be cares for me

Caminhei até onde Ally estava, ficando entre ela e Normani. Uma mão estava no ombro da morena, e transferia o olhar de uma para a outra. Depois, fui até Dinah e Camila. Fingi entregar uma rosa a Camila, e depois rodeei o pescoço de Dinah em um abraço simples. Eu não me via em um futuro sem elas, mesmo que - Deus nos livre - a banda fosse desformada em algum momento, eu precisava delas. Precisava delas para compartilhar os momentos felizes, tristes, seja qual for. Ninguém era nada sozinho e isso era o fato marcante da música. Aquela letra era cheia de coisas ocultas, e estava demonstrando com aquele desafio de Steve, o que muitos não viam.

Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you, baby
If I ain't got you, baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you, you, you

Levantei o braço esquerdo, agitando-o de um lado para o outro. Senti lágrimas nos olhos, e as prendi sem dificuldades. A maioria das músicas que mudaram não só a história musical, não fizeram apenas isso. Mudaram a história de pessoas, também. E era exatamente isso o que a If I ain't got you dizia. Se Helen não tivesse tido a oportunidade, vinda de outra pessoa, de cantar, ela teria sido reconhecida? E o cara que mudou o fato de pessoas terem que dançar apenas com um parceiro, que foi escrita por outra pessoa, teria nos dado o direito de escolher entre estar sozinho ou acompanhado? O direito de liberdade para ter escolhas? Nenhum deles conquistou nada disso sozinho. E os  Beatles? Se estivesse faltando um, ainda seria a mesma banda e contariam algo sobre guerra?

Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you, baby
If I ain't got you, baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you, yeah

Com isso, eu queria dizer: que mesmo querendo tudo, as pessoas não conseguiriam ter nada sozinhos. Nada teria o mesmo valor. Do quê adianta ter riqueza, fama, e não ter com quem gastar? Ser uma pessoa solitária não era o melhor das coisas. Com o pensamento de que tinha passado o bastante, resolvi apenas cantar, deixar minha voz soar leve, sem coisas subentendidas ou carregadas de expressionismo. Queria apenas cantar, como fazia para os fãs nos show's.

If I ain't got you with me, baby
So nothing in this whole wide world don't mean a thing
If I ain't got you with me, baby

Finalizei a canção, fazendo uma meia reverência ao pessoal, e deixei o meio da sala para que as apresentações seguissem. Como toda pessoa normal, não tinha conseguido conter as lágrimas até o fim da apresentação. Era algo com muito sentido para mim, representava mudança, e em minha cabeça, tinha feito todo o sentido. Steve aprovando ou não, aquela canção, havia feito não só uma mudança, como havia criado uma nova história.

tag: #tarefa with: harmonizers song: If I ain't got you outfit: this -q
© SHE MEANS WAR AT ATF

____________________

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Allyson Brooke em Seg 13 Abr 2015 - 19:44



Like a Skyscraper...

I am closer to the clouds up here

Após sermos elogiadas pela última tarefa - confesso que ainda coro e me animo com elogios sempre como  se nunca os houvesse escutado antes - e uma semana relativamente agitada para mim e as outras garotas chega outra vez a aula do coral. Esta havia se tornado minha aula preferida. Era diferente cantar por hobbie do que em shows, eu deveria admitir. Aplaudo a apresentação de Lolo com o máximo de animação que eu consegui transparecer, me levantando assim que ela se senta.
- A música que cantarei é atual, mas ainda assim mudou o mundo. Muitos suicídios foram evitados e muitas garotas e garotos fragilizados se sentiram acolhidos por ela. Cantarei "Skyscraper", que também faz parte da nossa história - falo olhando minhas meninas - Foi uma das primeiras que cantamos juntas, e me faz lembrar da nossa eterna união.
Respiro fundo e me concentro, aguardando minha hora de começar.Eu não deveria parecer feliz no início desta música. Cruzo as mãos à frente do corpo e espero, relembrando os momentos emocionantes no X-Factor com as minhas melhores amigas.
Skies are crying, I am watching
Catching teardrops in my hands
Only silence as it's ending
Like we never had a chance
Do you have to make me feel like
There is nothing left of me?
Minha voz soava frágil e magoada, assim como minha expressão corporal. Olho tristemente para Camz e Lolo,sabendo que aquele olhar as deixaria um pouco abaladas. Solto as mãos e dou passos vacilantes em direção à Dinah com os braços estendidos, a voz levemente mais forte, porém eu ainda parecia quebrada.
You can take everything I have
You can break everything I am
Like I'm made of glass
Like I'm made of paper
Uma mão se fecha em punho em meu peito e eu canto cada vez mais alto,tentando mostrar ao mundo minha força interior. Eu não estava morta,apenas fragilizada, e me reergueria. Mostraria a verdadeira Allyson. Olho ferozmente para Steve,demonstrando o que queria dizer.
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper!
Like a skyscraper!
Em 'smoke' faço movimentos como se 'abanasse' fumaça no ar e em  'bleed' toco meus pulsos,como se limpasse deles o sangue cantado. Em ' standing' dou um passo para frente,batendo os pés o chão e erguendo o queixo. Minha voz soava alta e clara e minha postura era altiva. Eu era forte, a menina frágil se foi.
As the smoke clears, I awaken
And untangle you from me
Would it make you feel better
To watch me while I bleed?
All my windows still are broken
But I'm standing on my feet
Tiro o colar que usava e o deixo cair no piso, fazendo o mesmo com o casaco fino, cantando os primeiros versos da próxima estrofe. Dou uma pequena pirueta e sorrio para Mani cantando o resto, aproximando-me novamente delas.
You can take everything I have
You can break everything I am
Like I'm made of glass
Like I'm made of paper
Elas me acompanham na próxima estrofe, todas relembrando o início da nossa amizade. Éramos para sempre, e todas sabíamos disso. Eu as amava, e tentava demonstrar isso todos os dias. Abraço Lolo pelo pescoço cantando junto com a garota, nossas vozes combinadas como uma só.
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper!
Like a skyscraper!
Todas as 5 vozes cantam juntas,cada qual no seu tom mas a harmonia era tanta que uma não diferia em nada da outra. Aquela música era a nossa história. Minha voz era aguda, mas não muito, e eu voltava para o meu lugar no centro da sala.
Go, run, run, run
I'm gonna stay right here
Watch you disappear, yeah, oh
Go, run, run, run
It's a long way down
But I am closer to the clouds up here
A música se aproximava do final. Meus agudos saíam perfeitamente bons e eu agora cantava olhando para cima com emoção, pensando nas adolescentes que,fragilizadas,precisavam dela para se manterem firmes. "Fiquem fortes",era o que a música dizia. Eu também tinha de ser forte, a vida que escolhi demandava muita pressão e esforço.
You can take everything I have
You can break everything I am
Like I'm made of glass
Like I'm made of paper, oh
Termino a música como ocmecei, frágil e quebrada, porém com um olhar determinado: eu não desistiria. Minha voz vai se deixando abaixar até que a música acaba. Agradeço e volto ao meu lugar,recolhendo meus pertences.
Go on and try to tear me down
I will be rising from the ground
Like a skyscraper
Like a skyscraper
Like a skyscraper
Like a skyscraper



Com quem: Harmonizers | Local: Sala dos Harmonizers | Veste: This
Thanks Nanda from TPO




____________________

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Normani Kordei em Sex 17 Abr 2015 - 4:38

I kissed a girl and i liked it, i liked it...
About US, About GIRLS - Parte 2

Permito que Pierre adentre o recinto, e devo dizer que vi um pouco de insegurança nele. O menino é bom em fingir, porque a julgar pela maneira como toca a guitarra, nada acontecia. Eu não posso estar menos insegura, pois estou a cantar sobre um tema que provavelmente vai gerar conversas paralelas depois. Eles não queriam músicas que mudaram o curso das coisas? I kissed significa que uma garota pode gostar de outra garota tanto quanto pode gostar de um garoto. A força de seu lançamento e do seu sucesso, proporcionou uma visão diferente sobre como, até então, olhava-se para a Bissexualidade ou até mesmo a própria homossexualidade. Eu não preciso ser gay para cantar sobre isso. Do contrário, espero todas as minhas acompanhantes entrarem no recinto, enquanto Pierre toca seu brinquedinho de estimação. Uma das meninas fica próxima a mim e vou a olhando com volúpia nos olhos ao caminhar polidamente e sensualmente.

O mais divertido são as expressões que se abatem nos rostos das minhas amigas. Estão sem reação alguma, apesar de esboçarem singelos sorrisos divertidos e algumas colocam as mãos na boca, como Ally, por exemplo. Lauren me fita incrédula, estava revelando à ela o que planejei e a matei de curiosidade. Olhos verdes fita tanto a mim quanto ao Pierre, e deixando de lado as minhas amigas, me direciono para uma cadeira vazia, as minhas acompanhantes fazem o mesmo. Uma delas pega uma cadeira perto do Sr. Overwhelming e ele ri entusiasmado. Quando todas as meninas pegam as suas respectivas cadeiras, vão pondo-as num círculo, como se estas representassem uma dança das cadeiras. A organização se distancia do jogo habitual, quando não ficamos a girar e procurar lugar, mas sim, quando vamos nos sentando em todas, alternando as cadeiras enquanto em canto:

It felt so wrong, it felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it

A partir da última frase do verso, as cadeiras vão modificando-se de posição. Uma organização em linha reta vai se configurando no local, sou a primeira da fila. Uma a uma, as garotas vão trazendo seus respectivos acentos para a linha que eu puxo. E fazendo isso, elas entoam um coro comigo, no qual minha voz tem o destaque ao ir delineando todas as demais no momento:

Us girls we are so magical
Soft skin, red lips, so kissable
Hard to resist so touchable
Too good to deny it
Ain't no big deal, it's innocent

Ao fazer referências ao corpo feminino, paramos de frente para as cadeiras e nossas mãos começam a passar por nossa pele, do braço até a silhueta do quadril. Trajo uma saia curta preta e um pequeno top negro por baixo de uma pequena vermelha e tão provocante quando o batom carmesim que uso. Prossigo com os movimentos pelo corpo e ao atingir a última frase do verso, afino a voz em "innocent", permitindo que a palavra vague pelo recinto. Sei que Pierre já sabe o que de fazer. As notas da guitarra evoluem para um volume mais alto, alternando mais rapidamente as notas, trazendo à vida um solo. Viro de costas para o público e curvo meu corpo, apoiando meus braços no encosto da cadeira, as garotas imitam o mesmo movimento. Mexo meus quadris para o lado, fazendo com que minha bunda rebole no ritmo da guitarra e após isso, torno a me virar para a frente com as garotas. Observo Pierre não perder a concentração de suas notas e com um baque provocante, sento na cadeira e afasto as pernas, uma vez que, utilizo um short por debaixo da roupa curta. Apoiando os cotovelos na base dos joelhos, eis que requebro o corpo e jogo os cabelos para os lados, levando posteriormente uma das mãos ao cabelos e os massageando ao fazer pequena variações com a voz. Levanto sozinha e pouco apouco, quando vou cruzando a linha reta de garotas, todas vão se levantando e virando-se de costas. No ritmo da harmonia musical, saio dando tapinhas discretos em seus respectivos traseiros e na última, a morena de antes, passo o braço em sua cintura e ela na minha. Lentamente nos viramos e ficamos com os corpos colados, momento no qual meus braços circundam seu pescoço e ela me prende pela cintura, giro a cabeça de maneira sexy e ela encosta discretamente os lábios na pele negra do meu pescoço. Quebro o solo a cantar alto e com o pescoço envergado:

I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it


Levanto a cabeça e vou levando-a com a mão direita por sob seu tronco e caminhando, a fazendo andar contrariamente. Pierre junta-se à mim para mais um refrão.


notes: Home Work; tags: O novato ; vestindo: isso; Thanks Maay From TPO.

____________________


5H | ManiBear | Harmonizers | Sweet Girl ♥️

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Pierre Dalloway La Roux em Sex 17 Abr 2015 - 4:55


Mrs. Kordei
Il se sentait si mal, ce était si bien. Ne pas dire que je suis dans l'amour ce soir. Je ai embrassé une fille et je ai aimé ça, Je l'ai aimé.----------

 
 
 


Me posiciono num ponto que permita que as garotas se movam, podendo fazer a coreografia com a menina. Normani é leve quando faz seus movimentos, por mais que eles sejam impactantes e capazes de deixar qualquer pessoa impressionada. Fico ao lado do piano de cauda existente na sala e minha guitarra grita por si só, dando para a menina o suporte desejado. Mesmo não perdendo o foco das notas do instrumentos em minhas mãos, observo a desenvoltura de Normani Kordei. Faço back vocals em algumas partes, juntamente com as garotas do coro pessoal. Minha voz um pouco mais grave equipara a melodia na harmonia perfeita. As cadeiras são puxadas e imagino que algo maior irá acontecer, não decepcionando-me depois. A menina já devia ter feito tudo aquilo antes, eu fui apenas o cano condutor. Vou trocando as notas na guitarra e evoluo para algo mais suave e sensual, quando ela entoa a ponte da música e passa a organizar-se com as meninas nas cadeiras.

A coreografia se inicia e foco em minha guitarra, ou então acaberei perdendo o fio da meada na canção. Ela ainda canta um trecho e minhas mãos deslizam pelo braço do instrumento tão habilidosamente, que o homem ao qual julgo ser o mestre, olha-me reproduzir a harmonia da música. Com a deixa da frase final do último verso da ponte, sei que é a minha hora novamente, desta vez sem poupar voluma ou qualquer outra coisa. E ao estilo La Roux, minha mão direita desce violentamente contra as cordas da guitarra, iniciando o meu solo instrumental. Me lembro de como toquei a guitarra pela primeira vez e a sensação de preenchimento que isto trouxe, arrebatando-me completamente ao meu primeiro, talvez único amor. Jogo a cabeça para frente e ainda mexo um pouco os pés no chão em movimento não tão chamativos quanto os dela. As notas vão se alternando de maneira mais rápida e potente, como se as batidas dos meus pés no chão fizessem uma sincronia em conexão. Ela entoa o refrão e quebra minha melodia, e fico impressionado com a elevação de sua voz ao máximo, mais ainda, quando depois daquele show, ela empurra novamente o refrão para mim. Não me permito intimidar e ergo a voz em contraposta:

I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it

Num solo menos elaborado que o anterior, permito-na entoar os versos finais antes. Ergo a guitarra ao alto e continuo a mover os dedos a evoluir sequencialmente as notas. Estou ensandecido por mais. A adrenalina me preenche o corpo inteiro e desta vez eu elevo a minha voz corajosamente, tal qual ela fez anteriormente, complementando seu refrão. Meu último e derradeiro passo é quando me jogo aos pés dela e da outra garota, que deferem movimentos sensuais aos olhos de todos na sala.



copyright 2014 - All Rights Reserved for Larissa

____________________

He turns cold as a freezer

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Normani Kordei em Sex 17 Abr 2015 - 5:13

I kissed a girl and i liked it, i liked it...
About US, About GIRLS - Parte 3

Paro de guiar a garota com a minha mão direita, deixando que meus braços comecem a guiá-la no ritmo da música e trazendo-a novamente para o centro da sala. Tendo feito isso, noto a animação no rosto novato e eu e a acompanhante cantamos a música uma para a outra. Atuamos de uma maneira louvável, fazendo parecer que vivenciamos cada centímetro daquela música. Pierre vem caminhando e tocando magistralmente sua guitarra. Junto minha voz a dele num verso repetido e quando ele me agracia com o último verso da música, apenas aceno positivamente com a cabeça, por mais que eu gostaria de dar isso para ele, o francês ainda é um cavalheiro. A teoria dos homens...

It felt so wrong, it felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it

Pierre se joga em minha frente e da dançarina e de joelhos e encostando-se no chão, vai levantando cada vez mais as notas reproduzidas por seu instrumento musical. A garota posiciona-se atrás de mim e enquanto faço variações vocais para com minha entoação, sinuosamente nossos corpos mexem no ritmo de I kissed a girl. As quebradas que a alteração nas notas da guitarra produzem, fazem ainda mais o clima tornar-se envolvente, sobretudo quando a garota toca minha cintura de maneira ousada. Inclino-me um pouco par ao lado e nos pegamos olhando uma para a outra de lado. E ao final da canção, quando Pierre atinge o seu ápice, deitado totalmente no chão, aproximamos nossos lábios e um beijo simbólico e surpreendente surge ao ato que finda a performance. Mantenho nossos lábios pressionados por um momento e depois do choque, puxo o menino novato do chão. Ele é bem maior do que eu, porém sou eu quem o abraça:- Esse foi o melhor solo de guitarra que eu já vi. Você precisa dominar essa guitarra nas performances. Você arrasou, francês furão. Meus parabéns. - Palmas loucas se distribuem pelo local e respirando um pouco mais leve, permito-me finalmente dizer algo: - Bem, este é o Pierre, foi transferido da França e espero que o aceitem no grupo. Também, depois dessa performance, não vai ser difícil. E alguns podem não ter entendido metade do significado que acabei de fazer. Acho que todas nós, meninas, nos conhecemos o suficiente para saber quem e como somos. Eu escolhi esta música por dois motivos, o primeiro é que não precisamos ser homossexuais ou Bissexuais para nos impormos no mundo e erguer a nossa voz. Você apenas precisa amar as pessoas ao seu lado e ser por elas. E em segundo, porque não há nada tão feminino e sexy, do que duas garotas se beijando. Eu respeito os homens, mas por favor, nunca fomos o sexo frágil. Acho que isso passa tudo que somos como grupo, como pessoas. Obrigado. - Por um momento deixo a Pierre no canto, correndo apra abraçar as minhas amigas. Me sinto bem pelo que faço.


notes: Home Work; tags: O novato ; vestindo: isso; Thanks Maay From TPO.

____________________


5H | ManiBear | Harmonizers | Sweet Girl ♥️

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Convidado em Sex 17 Abr 2015 - 18:40


Someone to follow, someone to fear
Keeps me in line, oh it keeps me in gear.
This drunken stupor is not what it seems.
Mesmo antes do professor acabar de falar eu já sabia o que iria performar para o resto do coral. Tinha certeza de que as performances seriam das mais variadas, mas queria fazer a minha de maneira surpreendente e talvez até engraçada. E se aquele coral era praticamente dominado pelas mulheres, nada melhor do que fazer uma pequena homenagem alternativa para elas.
Lauren fez uma performance perfeita, como sempre e humilhou eu, um pobre mortal. Apesar de poder performar naquele instante preferi puxar meu caderno e começar a fazer alguns rabiscos do que seria minha primeira peça naquela escola. Eu poderia não ser o melhor cantor, melhor dançarino ou melhor performista, mas se tinha algo que eu sei bem é pregar peças.

...

Entrei no Winterfield com a mochila vazia de materiais escolares e completamente cheira de fios e baterias, algumas caixas de fogos de artificio e confetes, e uma lata de tinta preta em spray para completar. Minha primeira parada foi em algumas salas de aula, a segunda foi nos vestiários das lideres de torcida e time de futebol. Depois mandei uma mensagem para o pessoal do coral avisando que eu iria performar no horário do intervalo e queria todos ali. Quando vi um dos professores dando a volta no corredor e se aproximando, usei a tinta em spray para pichar algumas letras aleatórias no armário ao lado do meu, o que me fez ser levado até a diretoria, onde plantei minha ultima surpresa.
Joguei a mochila que continha as ferramentas para fazer as coisas no lixo e peguei uma igual de dentro do meu armário, que continha minhas roupas para a performance e segui para a sala do coral. Fui até o banheiro mais próximo e me vesti com a mais clássica roupa disco, igual a de John Travolta em Saturday Night Fever com exceção do grande black power que estava usando. Prendi meu relógio no pulso novamente e segui para a sala do coral.

...


Os alunos já estavam na sala e quando entrei pude ver que alguns ficaram mais do que chocados por minha fantasia, só sorri para eles e fui até o meio da sala. Sorri para a banda e me virei para o pessoal. -A música que eu vou cantar revolucionou a história musical. Num gênero onde tudo era sobre sentimentos bons e roupas ruins... Como podem ver comigo. - comentei fazendo graça para as garotas e para o professor. -Essa música provou que a música Disco também poderia contar uma história e também fala do poder feminino. E todos podemos concordar que o que mais exala desse coral é poder feminino. Então levem como uma homenagem garotas, porque vocês são incríveis. Mas não me odeiem caso eu estrague a música. -acabei e acenei para o pianista que começou com a clássica introdução.
Comecei a cantar baixo, forçando minha voz a ficar mais fina. Ficando parado no centro da sala, cantando como se contasse uma história para os outros Harmonizers ali presentes e estivesse muito irritado com o rumo que estava levando.

At first I was afraid, I was petrified,
Kept' thinkin' I could never live
Without you by my side,
But then I spent so many nights
Thinkin' how you did me wrong,
And I grew strong, and I learned how to get along,


A música fez uma pausa e eu inclinei a cabeça de lado para sorrir marotamente para a galera, antes do som voltar com toda a agitação e eu comecei a improvisar alguns movimentos da dança disco, balançando os quadris e os braços.


And so you're back, from outer space,
I just walked in to find you here
With that sad look upon your face,
I should've changed that stupid lock,
I should've made you leave your key,
If I had known for just one second
You'd be back to bother me,


Apontei para a porta e e fiz movimentos de expulsar algo com o braço e dancei até as cadeiras, onde puxei Lauren e Camila para o meio da sala e depois o resto das garotas. Continuei a fazer os movimentos de disco, como se estivesse na década de 70 e estivesse incorporando o John Travolta dentro de mim. Puxei de debaixo do piano uma bola de praia, que estava mais para cópia mal feita de globo de luz e chutei.

Go on, now go, walk out the door,
Just turn around now, cause you're not welcome anymore,
Weren't you the one who tried to hurt me with goodbye,
Do you think I'd crumble,
Do you think I'd lay down and die,
Oh no not I, I will survive,
For as long as I know how to love
I know I'll stay alive,
I've got all my life to live;
I've got all my love to give,
And I'll survive, I will survive,
Hey, Hey!


Acabamos a música rindo e a bola estava rolando pela sala, olhei para meu relógio e quase saltei de alegria quando vi o ponteiro  chegar no horário que eu estava esperando e o sinal bater. Poucos segundos depois alguns estrondos foram ouvidos pela escola e algumas pessoas saíram correndo quando o alarme de incêndio tocou. Fiz cara de paisagem e peguei meu material para sair como os outros, seguindo a liderança do professor.

Convidado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sala dos Harmonizers

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum