The Lima Bean

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The Lima Bean

Mensagem por Stalker em Qui 18 Set 2014 - 22:06

Relembrando a primeira mensagem :

The Lima Bean

 Não há um cidadão de Lima que não conheça ou que nunca tenha saboreado a uma deliciosa bebida da cafeteria Lima Bean. Localizada num excelente ponto em Lima, a cafeteria serve os mais diversos tipos de bebida para seu público, vareia de cappuccinos, cafés e chá. Além de bebidas, tem variedade em comida, sanduíches, tortas e guloseimas que são perfeitos como companhia para uma bebida quente. A cafeteira está sempre movimentada, principalmente por estudantes das instituições próximas ao estabelecimento, como a Dalton Academy por exemplo.  

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Re: The Lima Bean

Mensagem por SanClair S. Scherbítsky em Sab 14 Mar 2015 - 19:20

"I'm back!"

Hey guys!
Não tinha me entendiar com Dianna, ela conseguia puxar qualquer tipo de assunto e conversarmos sobre ele por horas sem se tornar chato ou entendiante. Tomei um gole do chá verde enquanto Dianna me dizia que eu não tinha que lhe dar satisfações sobre o meu afastamento quase permanente. Observava as falas de Dianna cuidadosamente, então ouvi a palavra "Noiva", ignorei aquela palavra porque achei que fosse apenas mais uma palavra que saia de sua boca para definir que tinha mais uma namorada que era somente sua, sorri como um sinal de deboche, tomei mais um gole de meu chá e olhava para Dianna, foi quando percebi que ela não estava brincando. - Ai meu deus.

Ela não poderia estar falando sério, com certeza não poderia estar falando sério, um casamento? aos 18 anos, ela só poderia estar louca, ela tinha tanta coisa pela frente, a formatura, a faculdade, nos, jovens, sempre mudamos de ideia tão rápido, porque que ela iria querer se amarrar em alguém para sempre. - Noiva? Você vai se casar? - Perguntei, esperando que fosse algum tipo de brincadeira, estava definitivamente assustada com a atitude de Dianna, quer dizer, eu antes de viajar Dianna estava, até onde eu sabia, solteira e quando volto, ela se encontra noiva e prestes a casar, naquele momento eu percebi que havia ficado muito tempo longe. - Você não pode se casar ao 18 anos, Dianna. Eu já ouvir dizer que lésbica se apagam mais rápido que os gays e que no segundo encontro já procuram um apartamento para morarem juntas e dizem eu te amo como quem diz bom dia, mas se casar... é meio insano. - Disse sem querer parecer grossa ou até mesmo alguém que quissese estragar os seus planos, mas tinha que dizer o que pensava, o nosso castelo de amizade sempre foi construido com pedras de sinceridade, então, eu tinha que ser sincera com ela.

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Re: The Lima Bean

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 14 Mar 2015 - 20:41




I won't let these little things slip out of my mouth.
Estava de fato, esperando por algo mais sério, mas, não tão exato como SanClair havia feito. Respirei fundo, me levantando. Aquele chá não seria o suficiente, chás costumam me deixar mais tranquila, e isso estava longe de acontecer, agora. A xícara era pequena, aliás. Fui até o balcão, pedindo um mocha. O pedido logo foi atendido, e em menos de dois minutos estava voltando para a mesa. SanClair veria isso, pelo tempo em que nos conhecíamos, que eu estava pensando bem nas palavras que deveria usar para responder. Antes, costumávamos trocar farpas por conta de coisas ditas sem pensar, e com o amadurecimento do passar dos anos, aprendemos a controlar certos extintos. Metade do que havia sido dito por ela, não era verdade. Não existe essa coisa de relacionamentos que podem ter mais "apego" do que outros. É tudo questão do que esta sendo sentido no momento, e de fato, eu tinha total certeza de que Shannon era a garota. Soltei um suspiro forte, mais por estar cansada da corrida. Voltei para a mesa, me sentando no mesmo lugar de antes, tomando um gole da minha bebida. Estava quente, quebrando o gelo da manhã frieira.

Não penso assim, apesar de concordar que é mesmo cedo. Mais bem, a vida é muito curta para se ter arrependimentos do que não fez. Prefiro arriscar com ela, do que não tentar. — olhei a morena baixinha a minha frente.

Tentei abrir um curto sorriso. Apesar das palavras, tinha completa certeza de que ela não seria capaz de ir contra minha decisão, afinal, era o que me faria feliz. Puxei uma lufada de ar para os pulmões, estava com a respiração ligeiramente afetada, ainda. Estava me recuperando lentamente, como gostava. Sentia cada célula ainda mais viva, como se meu corpo precisasse disso em algum momento, para me certificar de que estava tudo bem com a saúde.

Entendo o que quis dizer, e agradeço pela preocupação. — comecei de novo. Só que... Você sabe. Nunca fui do tipo que namora em um primeiro contato, não sou uma pessoa fácil. Procuro conhecer a pessoa, saber se é isso mesmo que eu quero, se pode dar certo. Foi assim com ela também, San. Ela me dá todas as certezas de que minha felicidade depende dela. Quando a conhecer, vai saber disso. Acho que vai perceber, pela forma que eu a olho ou que ela me olha, que isso não é uma coisa que vai mudar radicalmente de uma hora pra outra. Há muito mais que isso, coisas que não podemos descrever, por que é tudo tão intenso e insano, como disse. É novo, mas é um novo bom. Muito bom. E não quero me livrar disso. — terminei.

Fui sincera, assim como ela. Não havia papas na língua entre nós duas. Poderia ser até perigoso, termos uma recaída e voltar as farpas, mas achava difícil. Hanna sempre nos controlava nessas horas, mas, SanClair estava muito mais madura e conservadora sobre o bem ou mal que isso poderia me causar. Era o que eu havia entendido sobre tudo o que tinha dito. Tomei mais um gole do mocha, encarando os olhos verdes, para depois desviar.


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Re: The Lima Bean

Mensagem por Convidado em Seg 16 Mar 2015 - 14:33

DiannaSanClairLima BeanDianna friend
Nice to meet you
Eu sinto meu peito queimando toda vez que vejo você. Quando sinto seus toques, meu mundo se desfaz e eu me perco nas sensações que você me causa. Eu quero viver qualquer que seja a vida que me derem contigo; não importa se serei rica ou pobre. Só quero que me ame e tome conta de mim, sabendo que eu sou apenas... Eu.

Eu sinceramente não sei dizer o porquê de eu ter começado a ser tão sentimental. Na verdade, sei sim: o motivo tem nome, endereço, olhos intensos e... Bem, deixa pra lá. Solto um suspiro ao acabar de ler as quatro linhas que havia escrito na última folha do caderno de matemática ao cair na real que não saberia como resolver as atividades que ali estavam. Eu odiava matemática. Tiro os fones de ouvido e me estico na cama, olhando para o relógio grudado na parede ao lado da estante. Ainda era cedo e eu estava entediada. Totalmente. Então me levanto, tomo um banho rápido, coloco uma roupa confortável o bastante para algumas pedaladas e vou em direção à garagem, pegando a bicicleta que estava há meses ali guardada.

-x-x-x-x-

Havia mais de uma hora e meia que guiava a bicicleta pelas ruas de Lima, sem nenhum lugar específico para ir. Titanium, com sua batida forte, tocava alto nos fones de ouvido. Por um breve momento eu me imaginei no clipe da música, fugindo dos policiais. Um sorriso se forma em meus lábios ao me dar conta do quão idiota eu era por estar “viajando” demais.

Sinto meu estomago revirando, lembrando-me que ainda não tinha tomado café da manhã naquele dia. Será que Dianna já acordou? Seria uma boa tomar café com ela... A ideia de convidar a morena para me fazer companhia sumiu no momento que vi a hora no relógio em meu pulso. Era cedo e, levando em consideração que não estava tendo aula naquele dia, ela ainda deveria estar dormindo. Uma verdadeira coala. Rio sozinha com meu pensamento, fazendo com que uma senhora, que passava no passeio ao lado, me olhasse de forma estranha. Paro a bicicleta e desmonto dela, colocando-a no pequeno bicicletário na parte de fora do Lima Bean: hora do melhor muffin da cidade!

A sineta tocou no momento que adentrei a loja, revelando o espaço agradável e com cheiro de chocolate. Não havia muitas pessoas ali, no momento. Meus olhos passeavam, de forma desatenta, pelos clientes espalhados por ali. Até que uma forma chamou minha atenção: cabelos negros, corpo esguio e, para confirmar minha suspeita, o perfil com o nariz perfeito. Eu reconheceria Dianna em qualquer situação. O sorriso bobo foi inevitável, juntamente com aquela acelerada no coração. Clichê? Talvez. Mas era essa a reação que meu corpo tinha toda vez que via a garota.

Um pequeno vinco se formou entre minhas sobrancelhas ao notar que a morena não estava sozinha. Eu não conhecia aquela menina e, a julgar pela postura da minha noiva, alguma coisa estava acontecendo ali. Tomo um fôlego antes de forçar meus pés a se movimentarem até lá, pensando se era realmente uma boa ideia atrapalhar a conversa que ambas estavam tendo. Ando de forma lenta à mesa que era ocupada por elas, chegando por trás da minha garota. Repouso uma mão em cada ombro da mesma, dando um leve apertão no intuito de fazê-la relaxar. – Caiu da cama hoje, Overwhelming?


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Re: The Lima Bean

Mensagem por SanClair S. Scherbítsky em Seg 16 Mar 2015 - 17:56

"I'm back!"

Hey guys!
Ainda estava incrédula com a noticia que havia recebido de Dianna, casamento sempre me parecu algo tão inútil, 95% dos casamentos que haviam no mundo sempre terminavam com o mesmo final: Traição. Não que Dianna fosse capaz disso, mas o casamento no mundo inteiro se tornou algo tão banal e hoje qualquer tipo de casal poderia subir no altar, casais esse que nem sempre tão o seu laço de amor forte o bastante. Eu a observava enquanto a mesma me respondia da forma mais educada que conseguia. Antigamente, trocariamos ofensas e certamente sairiamos no tapa, mas como todo ser humano muda, era de se esperar que conseguiamos manter aquela conversa de uma forma adulta, mesmo ambas tendo opiniões diferentes. - Tudo bem, mas o pior do que viver com arrependimentos do que não fez, é viver com um de uma escolha mal pensada. Pensei em Hanna, se a loira estivesse ali, com certeza iria se manifestar para tentar equilibrar a balança. Como ela estaria? E por onde ela andava? Não tinhamos nenhum tipo de contato desde que fui para Santa Barbara. - Dianna, você só tem 18 anos, temos muito pelo o que passar nessa vida e pensar em casamento á essa altura do campeonato é uma total perda de tempo, sem falar que casamento só causa dor de cabeça e dependendo do marido ou neste caso, a noiva, podem te fazer parar num hospicio. - Desabafei.

Talvez tenha me alterado um pouco, não queria que Dianna pensasse errado sobre mim, que pensasse que eu não queria sua felicidade e por isso mesmo que estava jogando todas as cartas na mesa, estava dando a minha opnião. Eu tnha uma prova viva de que alguns casamentos ou a maioria deles não levavam a nada, ainda mais quando envolvem uma terceira pessoa, tudo bem, eu poderia estar descontando toda a raiva que sentia de meu pai em minha amiga, mas era meu dever como amiga faze-la enxergar que casamentos também seu lado ruim, quem garante que sua noiva será para sempre fiel a ela. Eu não garanto. "Casamentos são uma droga" Pensei. O clima mudou quando uma garota e obviamente mais alta que eu se aproximou de nós, eu já estava pronta para correr ela dali, estavámos tento uma conversa séria e sinceramente, pelo menos naquele momento, queria fazer Dianna pensar duas vezes antes de dizer "Eu aceito", foi quando percebi pela forma um pouco ousada da parte da garota que ela era a tal noiva de que estavámos falando. Tomo mais um gole de meu chá e as observo, amabas eram muito bonitas, se encaixavam perfeitamente, mas a atitude que tomariam talvez pudesse acabar com toda aquela beleza que estava em minha frente.
  
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Re: The Lima Bean

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 16 Mar 2015 - 20:18




I won't let these little things slip out of my mouth.
SanClair realmente estava diferente, e não só em termos de aparência. Seus cabelos antes longos e espessos haviam sido saudosamente cortados na altura dos ombros, ou um pouco mais a cima. O ângulo de sua postura não me permitia enxergar com clareza a demanda correta. Escutava suas palavras atentamente, tomando um gole do mocha vez ou outra, como que para não deixar que apenas suas palavras fossem digeridas. Algo estava acontecendo com ela. Algo de muito errado. Entendia o fato de que ela estava me fazendo enxergar que era um tipo suicídio querer algo neste momento, principalmente, algo sério como um casamento. E por um momento, minha consciência levou suas palavras em questão. Ela poderia estar terrivelmente certa. Mais, se tem algo que os Overwhelming's fazem, é enfrentar desafios. E comigo não seria diferente. Eu pagaria o preço que fosse, a loucura, insanidade, insensatez, mas o faria com Shannon. Valeria a pena.  

Sinto que suas palavras estão saindo mais como um eco. Não sei se algo aconteceu a você neste tempo que esteve fora. Creio que sim, eu conheço você. Sei como realmente seria se isso tudo que disse tivesse haver só comigo, e aposto todas as minhas fichas de que não é só isso. Há algo que eu deva saber? — lhe olhei de uma forma inquisidora.

Me recostei sob o acolchoado da cadeira, os ombros um tanto que tensos pela conversa. A resistência de SanClair não fazia completo sentido, não mesmo. Casamentos podem ter seu lado ruim, mas também haviam os bons. Como todos os momentos da vida. Só por que tinha um significado mais marcante, não queria dizer que seria diferente dos demais. Uma amizade, a nossa amizade, incluindo Hanna, sempre tivemos os bons e maus momentos, não quero nem imaginar o que ela dirá quando souber que Hanna estaria agora na Carmel. Seria a traição pela qual ela estava falando agora? Eu via diferente. As vezes era preciso mudar. Era preciso experimentar os dois lados. O sério, e o independente. O livre. O qual eu vinha tendo desde minha infância. Nunca havia me prendido a alguém daquela forma, e duvidava de que haveria uma segunda vez.

Um barulho de sinos ecoou o ambiente, quebrando o silêncio formado no assunto. Uma música se iniciou, bem quando mãos tocaram meus ombros. The hearts wants what is wants tocou rusticamente através dos alto falantes embutidos em cada extremidade das paredes. Tocava em um volume mais baixo que o normal, para servir mesmo como música ambiente. O toque quente de mãos macias foi seguido de uma voz que certamente fez um sorriso aparecer em meus lábios de imediato.

No lugar de responder sua pergunta, me levantei, tocando seu quadril com uma das mãos, furtivamente, puxando-a para mais perto. Beijei o canto de sua boca, sentindo um tipo de eletricidade curta e estática correr por minhas veias ligeiramente, com o contato. Encarei os olhos azuis por uma fração de segundos, esticando a mão livre para tocar seu queixo, tocando-o com o polegar, fazendo um carinho.

Bom dia, sweet. — tornei o sorriso um pouco mais fechado. — Sente-se conosco, esta é SanClair D'alleman, uma de duas das minhas melhores amigas. San, esta é Shannon O'Marley, minha noiva. — pela primeira vez, estava chamando-a assim, oficialmente, em frente a alguém.

Olhei de uma para outra. Esperava que SanClair fosse ao menos simpática com Shannon, uma coisa era ela ser sincera comigo, onde tínhamos uma relação construída a anos, e outra, era ser  com uma total desconhecida. Ainda de pé, puxei uma cadeira ao lado, movendo-a para perto da minha, esperando atrás, para que Shannon se sentasse, e então, voltaria ao meu lugar. Não sabia o que esperar. Se elas dariam as mãos, se iriam se abraçar, realmente não sabia. Não era bem o tipo de pessoa que se perdia pensando essas coisas. Ao invés disso, chamei um dos garotos que trabalhava ali, para que minha noiva pudesse fazer seu pedido.


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Re: The Lima Bean

Mensagem por Adm em Seg 16 Mar 2015 - 21:30

Don’t fucking kid me!

Parecia que depois de todas as confusões que tivemos com a aleijada do demônio finalmente tínhamos conseguido um pouco de paz. Bom, pelo menos a maioria do pessoal conseguiu essa paz, para mim era só um problema a menos e menos tempo de ensaio, o que me dava mais tempo para trabalhar.
Respirei fundo e joguei o pano na mesinha, indo direto para a máquina de café que servia aos funcionários e qual não foi minha vontade de dar um ataque digno de Sue Silvester e jogar aquilo na cara de alguém quando vi que estava quebrada.  Olhei para o relógio pregado acima da porta e vi que faltava pouco menos de meia hora para o fim de meu turno.
Revirei os olhos e sai andando da oficina, não ficaria ali mais tempo sem café no sangue para aguentar aquelas pessoas metidas a burguesas que não mandavam na própria vida e achavam que podiam mandar na minha.
...

Entrei no Lima Bean ignorando os olhares de troça de alguns por ainda estar com o macacão do lava-jato e fui direto à maquina expressa, assim como um zombie vai atrás de um cérebro. E quando senti os primeiros goles do café foi como um diabético que toma a insulina.
Me virei para ir embora e instantaneamente meus olhos se arregalaram quando vi as três pessoas paradas na mesa bem em frente a mim, Dianna até iria, Shannon parecia não ser minha fã, mas SanClair? Ela provavelmente deveria querer minha cabeça numa bandeja de prata e regada a champagne caro.
Tentei andar discretamente ao lado da mesa para sair despercebido do lugar, mas todos sabemos como discrição não é meu “forte” e eu tropecei no pé de um dos garçons. Vi bandeja voando, meu café voando, o bloco de notas dele voando, em resumo tudo saiu voando loucamente como o padre dos balões, só que direto pra mesa das garotas. Como esperteza é outra coisa que não é o meu forte, engatinhei para debaixo da mesa.
Depois de alguns segundos e finalmente me tocar da idiotice, enfiei a cara para fora do pano e dei o sorriso mais cara de pau existente na face da terra para minha melhor amiga e para as outras duas garotas. -Precisam de alguma coisa garotas? Falei tentando manter a compostura que não existia.
...



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Re: The Lima Bean

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Seg 16 Mar 2015 - 23:16

welcome to the new age
"Fevereiro, 2015. Manhattan, NYC."

O brilho de excitação que domava minhas íris refletia-se no pequeno espelho de bolso que eu carregava. Umas últimas e desnecessárias checadas em minha maquiagem que mantinha-se intacta desde minha última checagem — que foi a dez minutos atrás —, os fios dourados pendiam bem penteados bem abaixo dos ombros, centímetros acima da metade de minhas costas. Eu estava definitivamente pronta para estampar a capa de qualquer revista mundialmente famosa, com aquele vestido rosado pálido BCBG da última coleção de verão que entornava com graciosidade minha silhueta curvilinea. Meus saltos Jimmy Cho me davam uns centímetros a mais, os exatos para me fazer alta, magra e superior a qualquer garotinha nova-iorquina que cruzava a calçada de Manhattan aquele fim de tarde. Nova-Iorque. Era simplesmente fabuloso estar naquela cidade por motivos tão fabulosos quão a própria.

Duas semanas, exatas duas semanas que eu havia viajado para uma cidade próxima as ruas nova-iorquinas. Filadélfia era o local onde eu estava hospedada. Eu nunca, sequer havia cogitado a idéia de visitar a Pensilvânia, mas quando seu ex-padrasto com quem você tinha uma relação inteiramente pura de pai e filha lhe pede para ser modelo de sua campanha eleitoral para o senado da sua cidade natal fica difícil dizer não, certo? Umas semanas de férias longe de Ohio e de todo ambiente da pequena cidade fora mais que benéfico. Aterrissar em Filadélfia, ajudar na campanha de Richard e dias depois ser convidada pelo fotografo particular da campanha, Ralph Horowitz, para uma sessão de fotos da sua agência de modelos fora muito mais que o esperado por mim.

E ali estava eu. Com o celular em mãos, um aplicativo que mapeava o endereço dado pelo homem de seu estúdio, atravessando as ruas movimentadas da cidade que não parecia disposta a descansar por um segundo. Nova Iorque era definitivamente a cidade para mim. O agito, a eletricidade da cidade grande e o aconchego de cada curva das avenidas era como um projeto real do lugar dos meus sonhos.

Algumas quadras mais tarde eu havia saltado do utilitário. Com um copo de Latte em mãos, um sorriso que dizia "Estou definitivamente pronta para enfrentar o mundo" nos lábios rubros e um caminhar firme digno de uma modelo com anos de passarela em seu encalço. O prédio dito por Ralph era um pouco diferente do que eu esperava ver, eu esperava algo luxuoso mas era como um prédio tradicional com paredes de tijolos vermelhos e janelas em estilo gótico, totalmente vintage. — Aqui vamos nós. — Sussurrei, tamborilando o punho contra a porta de aço até que esta se abrisse e o homem com uns fios estilosamente grisalhos e um sorriso alvo e um tanto malicioso aparecesse, trazendo consigo um cheiro forte de cigarros e uma visão privilegiada de seu peitoral por seus dois botões abertos de sua camisa. "Prazer em te ver novamente Hanna, vamos as fotos, querida."

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Duas semanas atrás. Aeroporto de Nova-Iorque.

— Richard, desculpa, ok? Eu prometo voltar antes de toda a votação para ajudar nas coisas. Mas preciso mesmo voltar para Ohio. Eu amo você, pai. Boa sorte. — O tom frio e impassível que eu usei para falar com Richard no telefone não era a única novidade aquela manhã. As olheiras fundas em meus olhos denunciavam as noites perdidas. Minha pele estava mais pálida ou era pura impressão? Tive um rápido vislumbre de minha imagem atravessando o corredor de embarque do aeroporto, para o vôo com destino a Columbus, Ohio. Meus cabelos estavam escuros, novamente curtos na altura dos ombros, mas escuros, castanhos e não mais lisos como um véu dourado. Os óculos escuro esconderam meus olhos vermelhos e por meio segundo eu estava tão diferente de mim mesma que não reconheci meu reflexo. Duas semanas haviam se passado desde que eu havia sofrido com ameaças do canalha de nome Ralph Horowitz. Fotografar dispersa não me fizera a melhor modelo do mundo. Fotos e mais fotos custaram uma alça de vestido caído e uma sessão sexy suficiente para que eu parecesse uma modelo de nú artístico da pior qualidade. E aquelas fotos seriam publicadas em blogues e revistas se eu não pagasse a quantia exigida pelo homem após a negação de um avanço íntimo de sua parte — nojento! —. Dez mil dólares. Uma quantia que eu sabia exatamente onde encontrar. O cofre do escritório de Richard foi de muita ajuda na situação, mas custou a demissão de seu agente publicitário — que foi acusado por mim de ter feito a retirada do dinheiro —. Por outro lado era melhor isto a ter sua campanha associada a uma adolescente com fotos sensuais na internet.

A voz irritante de anúncio do vôo entoou pelos corredores e me fez despertar do péssimo devaneio. Columbus, Ohio era o destino. Eu nunca havia imaginado que estaria tão feliz em retornar a cidadezinha que eu tanto depreciava na maior parte do tempo. Pelo menos o alívio em meu peito e os passos corridos para o embarque do avião diziam o contrário, eu estava indo para longe da confusão e de todo os pesadelos e segredos dali. Estava indo para casa.

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Lima, Ohio. Atualmente.

O barulho do meu salto estalando contra o concreto das esquinas de Lima era tão reconfortante que eu sequer ousava pensar no que tanto me aflingia no último mês. Sequer me importava com os olhares curiosos e surpresos ao enxergar a mim em meu novo estilo. Hanna McCain, não mais a loirinha de porte delicado e superficial como uma pequena boneca barbie. Aquela cropped rendada e negra, assim como a saia de suas camadas, por dentro meio acima dos joelhos e por fora um tecido opaco até acima dos tornozelos, só exibiam uma nova atitude, algo tão fabulosamente dark.

Abaixei a Ray-Ban que escondia meus olhos para enxergar com total clareza a fachada da cafeteria tão popular do bairro. Lima Bean. Adentrar aquele lugar e sentir o cheiro doce que preenchia o interior do estabelecimento era inebriante. Meus olhos não percorreram a quem estava ali, o foco destes por detrás das lentes escuras eram apenas o balcão vazio e a variedade de bebidas e tortas no painel de amostra.

— Eu vou querer um descafeinado com bastante creme, um pedaço de torta para viagem e algumas bolinhas de queijo, por favor. — Minhas palavras dirigidas aquele balconista já tão conhecido pareceram ter sido vindas de uma desconhecida pelo olhar que ele me dava. Retirei os óculos e encarei as orbes âmbar do menino só para registrar seu reconhecimento ao me ver. "Oh, Han..." Seu gaguejo fora cômico e o bater de meus cilios fora inevitável. O sorriso nervoso do garoto enquanto rabiscava seu bloco de notas por pouco me chamou a atenção, antes que eu seguisse seu olhar também estranho e visse um cenário extremamente impactante.

Fora puro instinto saltar do banco alto e tropeçar as adjacências em que as duas meninas estavam. Dianna Overwhelming e SanClair D'Alleman. Contive-me em correr ao encontro delas quando uma terceira figura uniu-se a dupla. Fora ai que eu travei. Ela era bonita, não do tipo que se vê por ai, ela era bonita! E segurava nos ombro de Dianna com tanta intimidade que identificar seu posto não fora tão difícil. "Namorada, Srta. Overwhelming?"

"Hanna, seu pedido." Entoou Cameron, o balconista. Girei rapidamente, tomando o copo da bebida e o prato de papelão com o emblema da cafeteria onde estava a torta e o salgado, provavelmente. Lancei uma quantia suficiente para pagar a conta e tornei a caminhar na direção das minhas meninas, sentindo como se um fio invisível nos ligasse, prestes a romper com nossa proximidade após um tempo agonizante longe uma da outra. Em meio as curtas passadas me perguntei o porquê delas não terem me reconhecido, a resposta era obvia no meu reflexo na janela, eu não parecia eu. Mas novamente a terceira menina me fez parar estupefata onde eu estava. Não por algo que ela havia feito, mas sim pelo que eu havia acabado de ouvir sobre ela. "Shannon... minha noiva. A voz da mais alta de porte atlético havia dito. Dianna. Os óculos foram ditados de minha face automaticamente e eu encarei sem crer no que havia ouvido. Meus olhos encaravam a SanClair, a toda a divergência em sua aparência, mas esperando por seu berro e surto sobre o anúncio de Dianna. Mas ela não parecia surpresa, só em seu estado de "recolhendo informações". San. Eu quis gritar, mas nada saia. Só meus olhos se moviam, e agora estavam no garoto que havia chegado. Atrapalhado, em tropeços se escondeu debaixo de uma mesa. Sammy.

Por meio segundo cogitei espelha-lo e me esconder, mas senti olhos sobre mim e quando notei estava centímetros da mesa em que as três morenas estavam sentadas. Já não era mais segredo minha presença, não após eu deixar o copo cair e espalhar a bebida no piso. — Noiva? Você está noiva, Dianna? Eu estive a algumas horas longe da cidade e você aparece noiva? — Quando me ouvi recuei, fora puro impulso aquilo, e eu me condenei internamente por isso. Olhei os olhares dirigidos a mim e sorri sem jeito, tentada a correr dali. — Sim, Hanna McCain voltou. Little Lamb... Clair! Prazer, Shannon. — Meu olhar percorreu uma por uma na mesa enquanto eu as cumprimentava de longe, até pairar na desconhecida estuda-la por segudos suficiente para não parecer estranha demais. — E senti sua falta também, Sam Evans. — Declarei, saltando internamente pelo golpe de mestre em desviar a atenção súbita de mim para que os olhos fosse guiados para a mesa onde o loiro se escondia. E ali estava a típica Ohio em seu drama matinal.

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Re: The Lima Bean

Mensagem por Convidado em Seg 16 Mar 2015 - 23:49

DiannaLima Beanknowing Sanclair and Hannaoh my Godness, Sam!
Nice to meet you

Eu realmente havia atrapalhado algo. Talvez tenha chegado a essa conclusão com o olhar cortante que recebi da amiga de Dianna, que descobrir chamar-se SanClair alguns minutos mais tarde. Mas não me importei muito; eu poderia claramente arrumar alguma desculpa, sair dali e deixa-las terminar o assunto que percebi ser tenso.

Observei minha garota levantando-se e me recebendo de uma forma um tanto quanto calorosa, resultando em sorriso aberto e suspiro de minha parte. – Bom dia, meu amor. – Sussurro, de forma que apenas Dianna escutasse. Viro o rosto em direção à menina que estava sendo-me apresentada, lançando-a um sorriso um tanto quanto amigável e um olhar com uma desculpa muda por ter interrompido o assunto.

Serei sincera: o ar me faltou quando escutei a forma que a garota ao meu lado me apresentou. Noiva. Era a primeira vez que ela me apresentava dessa forma a alguém e o sorriso bobo foi inevitável. Fui obrigada a piscar algumas vezes até perceber que já havia acabado as apresentações e era minha vez de falar algo. Dei alguns passos em direção à recém-conhecida, parando em sua frente um pouco sem jeito. – É um prazer conhecê-la, SanClair. – Falo suavemente, me inclinando para frente e dando um beijo em sua bochecha esquerda. Lanço outro sorriso à menina e volto para o lado de Dianna, sentando-me na cadeira que a mesma havia puxado para mim. Minha mão, de forma inconsciente, pousa na coxa da menina ao meu lado. – Um Vanilla Latte e um muffin de chocolate, por favor. – Peço ao garçom que havia parado na mesa que ocupávamos. Limpo a voz um pouco irritada ao perceber o olhar de cobiça que o garoto lançava a minha noiva e me dirijo à menina a minha frente. - Então, SanClair, conte-me todas as gafes que a senhorita Overwhelming já cometeu e teria extrema vergonha caso eu ficasse sabendo. – A frase é dita juntamente com um pequeno sorriso malicioso no canto dos lábios: eu não perderia a chance, não era todos os dias que eu tinha a oportunidade de conhecer uma das melhores amigas da minha garota. Chego um pouco mais perto da morena e deito a cabeça no ombro da mesma, inalando o perfume que a mesma exalava.

É como diz o ditado: antes da tempestade vem à calmaria (ou seria depois da tempestade vem à calmaria? Enfim). Eu me encontrava numa posição extremamente confortável e com uma expectativa enorme para saber as histórias que SanClair viria a contar – assim esperava, ao menos - , mas, por ironia do destino, alguma coisa tinha que acontecer. Com o canto dos olhos, noto a aproximação do garçom cobiçador de noivas alheias com sua bandeja de prata contendo meu pedido. Ajeito-me na cadeira, com expectativa de degustar logo meu desjejum. Isso não ocorreu.

Os fatos a seguir aconteceram rápido demais: um barulho incrivelmente alto se fez presente no estabelecimento, uma chuva Vanilla Latte, muffin de chocolate, bandeja, garçom e Sam – Sam? -, caiu aos meus pés e alguns resquícios de algo realmente quente atingiu minha coxa. – AIMEUDEUS. – Foi a única coisa que consegui falar, observando aquela situação toda. Tudo indicava que existia, sim, alguém mais estabanado que eu. Encarei o louro debaixo da mesa, com apenas a cabeça do lado de fora e piquei os olhos algumas vezes ao cair na real do que havia acabado de acontecer. Outro barulho, consideravelmente mais baixo, foi-se ouvido juntamente com mais café derramando-se no chão. Estávamos em uma daquelas cenas de novela mexicana ou o que? Subo meus olhos enquanto mais uma voz se faz presente e não me surpreendo quando encontro o rosto um pouco conhecido – devido a fotos – da loura. Um sorriso um pouco forçado, resultado da fala da mesma, aparece em meus lábios enquanto encaro a recém-chegada com beleza suficiente para estampar capas de milhares de revistas país a fora. – É um prazer finalmente conhecê-la, Hanna.

Para um dia que começou entediante, ele estava, literalmente, dando um giro de 360 graus. E, sinceramente? Eu estava louca para saber como acabaria.



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Re: The Lima Bean

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 17 Mar 2015 - 19:12

Take me by the tongue And I'll know you Kiss me 'til you're drunk And I'll show you All the moves like Jagger I've got the moves like Jagger I've got the moves like Jagger I don't need to try to control you look into my eyes and i'll show you --------------


Era tudo questão de segundos. Com uma malevolência desastrosa, o garçom que trazia os pedidos de minha morena fez o impensável. Bandeja, muffins, vanilla, tudo estava indo de vento em poupa. Literalmente. Com um reflexo construído a partir dos anos de prática de natação, consegui captar a tempo seu tropeço. Dera tempo apenas de me levantar, Shannon tinha feito o mesmo. Em passos deliberados e curtos pela mínima distância entre nós, consegui ficar a sua frente. Um braço esticado de forma protetora, a mão recostando sua coxa, onde senti um líquido quente tocar. Não tinha vindo da bandeja, somado ao fato de que tinha borrifado pelo sentido contrário do nosso. Ou seja: tinha alguém atrás de todas nós.

Não me virei para ver, já que meus olhos se acomodaram no cabelo dourado, desgrenhado e um tanto que coberto de um elemento preto viscoso, com um brilho opaco e enjoativo. Gracha. Um volume considerável havia sido adicionado a mesa, o que me fez arquear uma sobrancelha. Dois incidentes no mesmo momento. Era muita coincidência. Então, veio a voz. E tão grande fora o alívio que me preenchera, apesar do sorriso desleixado e preguiçoso que dava para Sam. Já deveria esperar isso, discrição não era o seu forte. Acabei por deixar escapar um sorriso mais tranquilo. Sam já sabia da minha condição com Shannon, e poderia ser um aliado contra a opinião - por mais estranha que estava sendo - de SanClair. Foi então, que de certo, o maior impacto ocorreu.

Me virei lentamente, depois de ouvir sua voz. Parecia soar distante em minha cabeça, como se, de repente, eu tivesse sido transportada para uma sala e estivesse observando a interação sem que soubessem. Meus olhos focaram, inicialmente, no mar castanho escuro, como chocolate dissolvido com avelã, que eram os cabelos curtos e presos de uma forma elegante. Tive uma leve vertigem de sua voz agitada e passiva em um mesmo tempo entoar o "Little lamb, Clair!" Mais não conseguia deixar de olhá-la. A pele estava de fato, com um brilho pálido, deveria ser efeito do novo tom de cabelo. As maçãs do rosto não estavam mais tão ressaltadas, angulosas. Estavam mais estreitas e curvadas, dando um aspecto mais poderoso ao rosto delicado. Os lábios preenchidos de vermelho não eram a novidade. As roupas, obviamente de alguma marca famosa traçavam bem certos centímetros de pele, ressaltando a cintura bem marcada e fina que Hanna tinha. Estava alguns centímetros mais alta, façanhas de seus inseparáveis saltos. Sua voz soava melódica em meus ouvidos, o que me fez retornar em uma lembrança.

*flashback*

– Não precisa, vá para casa e descanse. Prometi que não deixaria nada acontecer e estou mantendo a promessa. – sentia um cansaço absurdo, mas tentava confortar Mary de alguma forma.

– Sei que não vai deixar, mas é minha irmã, Dih. Não vou descansar até que ela esteja em casa, saudável, sendo a Hanna que conhecemos. – assenti, colocando as mãos nos bolsos do jaleco.

– Eu realmente preciso deixar Hanna sozinha, para ser medicada. Se ela reagir bem hoje a noite, terá alta em breve. Ela vem melhorando bastante, aceita os remédios bem, não se retrai a nada. Vamos ter um pouco de paciência agora, hm? O pior já passou, de qualquer forma. – abri um sorriso sem brilho.

Mary baixou a cabeça, e não disse mais nada. Senti seu toque em meu braço. Era um agradecimento mudo. A conhecia o bastante para saber disso. Afastei o contato ligeiramente, precisava descansar tanto quanto qualquer outro. Haviam sido três longos meses. Noites de insônia, treino pesado para liberar o stress, nenhum envolvimento pessoal, que não fosse com amigos e o pai. Dias a frente, veio a alta de Hanna. Sem mais preocupações, poderia dormir bem, agora que a amiga estava fora daquele lugar. Mais, quando estava prestes a dar um passo para dentro do quarto onde a menina estava, o encontrou vazio. A não ser, por um pequeno papel deixado em cima da maca. Estava devidamente dobrado, quando o peguei e encarei com perplexidade o que havia ali escrito.

Hanna tinha ido embora.

E novamente, veio a preocupação latente, as noites sem sono, e as ligações constantes para Mary, atrás de alguma notícia. Mais tudo foi se sucumbindo vagarosamente, até virar-se um leve incomodo empurrado para o fundo do corpo. Não poderia continuar assim. Tinha perdido peso. Quase quinze quilos. Sentia os ossos dos próprios dedos rangerem a pele, as bochechas esticadas de mais, os joelhos pontudos e desproporcionais. Aos poucos, com a ajuda de Sam, consegui retornar a Dianna de sempre, mas agora, havia um brilho diferente em seus olhos. Com tanta coisa que havia acontecido, algo havia me marcado. Não de uma forma boa.

E as bombas continuaram. SanClair havia definitivamente ido embora. Não dava notícias, não respondia a mensagens deixadas em todas as suas redes sociais ou números de telefone, nada mesmo. Hanna havia sido transferida para a Carmel. Logo a Carmel. Havia deixado-lhe algumas mensagens também, porém, havia nutrido uma indiferença descomunal pela garota que costumava chamar de Barbie. Igual quando haviam estado no acontecido do clube.

A mente vagou do flashback por meros segundos, lembrando-se do dito se minha noiva. Shannon perguntando a SanClair algumas gafes cometidas. Ela não se lembraria do que havia acontecido. Esperava isso, pelo menos.


*flashback off*

Dessa vez, tudo era plena negritude. Como deveria agir perante a menina? Agora completamente diferente do que sempre fora, para adicionar ao ímpeto. Subi as mangas da blusa térmica branca por instinto, sentindo minha pela quente. Sempre tive temperaturas quentes, mesmo estando normal, sem febre ou ter me movido muito. Mais tinha feito uma corrida matinal, e estava diante de uma situação de confronto emocional. O sangue parecia ferver nas veias. Ouvi meu próprio ritmo calmo de respirar, apesar do nervoso disfarçado. Respirei fundo, dando um passo para frente, depois de ouvir Shannon lhe dirigir a palavra. Em seguida, SanClair lhe disse algumas coisas. Meu sorriso havia se fechado.

Há muitas coisas que não são mais de seu conhecimento. E ouso dizer, que existem ainda mais coisas vindas de você, que se passam por desconhecidas. – dei mais uma passada a frente, ficando frente a frente com Hanna, controlando a acidez que certamente sairia.

Tentei esconder a ira por trás da voz, tendo que mascará-la com uma frieza não usada a muito tempo com a menina. Estávamos do mesmo tamanho, coisa proporcionada por seus saltos.

Já faz tempo desde a última vez. – me referi ao tempo que não nos víamos. – Você está formidável, Barbie.

Toquei seu braço direito, deslizando a mão por sua extensão até chegar em seu punho, onde a puxei um pouco para mais perto, circulando os braços ao seu redor de uma forma não muito calorosa, a indiferença impedindo uma felicidade genuína por sua volta. Ela devia explicações, mas não cobraria. E também, por respeitar minha noiva. Não seria descente abraçar uma garota como Hanna, em sua frente. Dei um passo para trás, encarando Shannon. Peguei um guardanapo limpo, e limpei o que havia de sujo em seu rosto, pernas, em tudo. O garçom se apressou em trazer novos pedidos.

Acho que esse vai ser o café da manhã mais interessante dos últimos dias. – abri um sorriso curto.

Não sentia mais o mínimo de embrulho no estômago, ou algo que associasse a fome.



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Re: The Lima Bean

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Ter 17 Mar 2015 - 23:01

welcome to the new age
"Respire, respire fundo e não perca o controle." Repetir aquilo em mente dezenas de vezes em um curto espaço de tempo não parecia surtir qualquer efeito. Maldita hora para que eu perdesse a capacidade de me locomover. Eu sequer sentia o sangue correr por minha veia. Aquela paralisia, aquela voz inigualável de Dianna dirigindo palavras com uma já familiar frieza que eu só havia presenciado uma única vez, e até mesmo seu toque me transportou involuntariamente para um momento pouco semelhante aquele. Eu a ouvia, eu a sentia, eu não me movia também. Mas o contrário daquela temporada tortuosa após o acidente no findar de outubro, aquele momento eu tinha o livre arbítrio de fugir, de caminhar para fora dali, algo que eu não pude fazer quando meu corpo jazia sob uma maca do hospital de Ohio.

· · ·

❝Que dia era aquele? Que horas eram aquela? Sinceramente, eu não fazia idéia de nada. Deveria ser a noite do dia das bruxas, certo? Ainda que eu desconfiasse que fosse impossível dormir tanto por uma única noite eu não conseguia chegar a conclusão alguma, só que todo o meu corpo doia, que nada aceitava os meus comandos e que eu queria gritar, pular daquela superfície pouco aconchegante e correr para longe de todo aquele clima estranho que me cercava. Eu estava concentrada, determinada a não cair na escuridão novamente e viajar pelo mesmo cenário iluminado e repleto de adolescentes trajados com as mais diversas fantasias macabras para o halloween. Ao contrário de mim, que estava fabulosamente vestida de anja, ainda que o sorriso lascivo e o modo em que meu corpo estava envolvido ao de uma figura ligeiramente mais baixa e bem mais forte que eu mostrasse algo bastante divergente a uma menina angelical.

Noite de halloween, certo. O moreno de olhos azuis brilhantes e sorriso embriagado que me beijava com fúria em meio a apluasos, O.K. Eu sabia que ambas as coisas estavam ligadas, mas não conseguia uni-las aos flashes que se seguiam, comigo correndo em meio a uma trilha de gramado baixo, chorando descontrolada e cambaleando com um pé entornado pelo salto alto em estilo gladiador e o outro descalço. Mais passos e BUM. Meu corpo ia ao chão, com um peso insuportável sobre ele e um grito mais tarde eu já não tinha forças pra me mover ou até pensar. Quando não era isto que eu vivenciava em mente eu só contemplava a escuridão, enquanto meus ouvidos pareciam captar ao presente, ouvido os sons daqueles que se aproximavam de mim. As vozes eram as mesmas na maior parte do tempo. Mary, Nicholas, Aaron, Timothy. Mas uma voz sempre costumava vir nos momentos em que eu achava estar só, nos momentos em que nada se ouvia além de estalos de uma maquina e o barulho do que parecia ser minha respiração em algo sob minha face.

"Você vai ficar bem, Barbie. Você tem que ficar bem. Por favor." Eu a ouvia, e após isso cair na escuridão não era tão ruim ou perturbador. Era Dianna.❞


· · ·

Pisquei os olhos, sentindo-os arder. Provavelmente pelo fato de eu também não conseguir piscar. Meu corpo ainda formigava com o abraço pouco acolhedor usual de Dianna. Meu olhar observava a ela cuidar de sua noiva após todo o desastre de alimentos voadores e só quando o corpo de Clair me fez tombar com o abraço eu pareci acordar. — Oh, San. Eu senti muito sua falta. — Obriguei-me a sussurrar, ainda que de modo tão fraco e trêmulo. O cheiro picante de seu perfume fazia cocégas em meu nariz, substituindo o aroma de Dianna. Seguidamente foi Sam a aquecer meu corpo com o abraço, sequer me importei com o fato dele parecer tão sujo. — Samuel, pateta. Senti saudade disso. — Sussurrei, sorrindo tão hesitante quão minhas palavras.

Era insuportável a sensação dos olhares sobre mim, era como se cada par de olhos ali fossem um pequeno mas exageradamente forte holofote contra mim, me expondo, exibindo cada mínimo canto de meu interior a qual eu me esforçava tanto para manter guardado, era onde eu escondia tudo. Eu sabia que para terceiros aquela cena era só o usual, mesmo que após tanto tempo. Três melhores amigas — as mais conhecidas de Lima, uh. — encontrando-se na cafeteria da cidade, tendo como companhia a noiva e o caso mal resolvido de duas delas. Mas não era exatamente isto. Não era um glorioso encontro das meninas Plut. Era como se naquele momento eu não pertencesse ali. Pigarreei, ainda de longe, encarando a cada uma das faces como se quisesse registra-las em mente novamente. — Uh, eu tenho suas coisas para falar. Primeiro é que seria bom ficar e conhecer mais de você, Shannon, mas e-eu tenho que resolver uns assuntos com a Carmel. É. — Recorri ao olhar de Shannon, sabendo que ela não captaria a mentira em minha ligeira mordida em meu lábio e no lançar involuntário de minha franja, ela não me conhecia o suficiente para captar os mínimos sinais como aquele. — Segundo. Eu tenho muito o que explicar, só não acho o lugar e a hora certa. — Meu olhar agora se dirigiu a Dianna e SanClair, e por meio segundo a Sam, eu sentia-me na obrigação de dar-lhe explicações também. — Shannon, não deixarei de lhe conhecer, ok? Deixarei você informada sobre onde e quando. Uh, e vocês três, eu sei onde encontrar. — "Respire, respire, morda a língua e mantenha-se firme." Murmurei em mente, seguindo os comandos enquanto obrigava o sorriso delicado mas tão impassível congelar em meus lábios.

Um giro, alguns passos. O novo copo de Latte em minha mão balançava com o tremor que percorria meus punhos. Eu não podia ficar ali, não após o que Dianna havia dito e ver como havia errado com ela e com todos. Atravessei a porta do Lima, só então notando que eu prendia a respiração por aqueles longos segundos. A porta de vidro se fechou as minhas costas e junto com o barulho do sino que entoou dentro do estabelecimento meu celular apitou. O aparelho vibrava frenético enquanto eu tateava a bolsa em sua procura e quando o achei desejei não tê-lo feito. Dois cliques foram necessário para todo o ar sumir de meus pulmões e tudo parecer se mover em câmera lenta em um fundo surreal. Na tela do aparelho surgiu uma mensagem que fez o aparelho triplicar de peso. Eu sabia o destinatário, já havia recebido muito dele nos últimos meses. Bernard, aquele que havia sofrido acusações no meu lugar.

Eu sei o que você fez, Hanna. E você vai pagar caro. — Bernard.


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Re: The Lima Bean

Mensagem por SanClair S. Scherbítsky em Qua 18 Mar 2015 - 19:29

"I'm back!"

Hey guys!
Finalmente havia conhecido a noiva de uma das minhas melhores amigas, seu nome era Shannon, eu a observava atenciosamente. Aparência: Indiscutível, Postura: Sem comentários, Comportamento: Educada demais. É, Dianna havia se achado com aquela garota ao seu lado. Shannon havia tomado a primeira iniciativa e veio em minha direção para me cumprimentar amigavelmente. "Seja simpática SanClair. Essa garota não é qualquer uma, é a noiva da sua melhor amiga. Seja simpática" pensei, eu a imitei, ela era mais um ser vivo que conseguia ser mais alto que eu, graças ao meu salto alto, não tive que usar a ponta dos pés dessa vez. - Então você é a garota que vai levar uma das minhas melhores amigas para o time das casadas?. - Sorri para ela. - Prazer Shannon, sou SanClair. - Ambas era bonitas separadas, mas juntas, ofuscavam qualquer tipo de casal, sendo eles gays ou héteros. Eu assumo, senti uma pontada de inveja de Dianna, estava nítido que havia encontrado a sua outra metade, eu não sabia se encontraria a minha, talvez não. Alguns tinham sorte no amor, outros...não. Eu as olhava e admirava o romantismo entre elas, era tão bonito, não costumava ser uma pessoa que se deixava ser emocionar facilmente, mas vê-las daquela forma, era algo tão puro que até cego veria. - Sabe de uma coisa? Eu sou contra ao casamento na adolescência, mas olha para vocês, vocês se amam e só passei alguns segundos com vocês e já posso ver isso, então Dih, se essa é a sua escolha, vá em frente, eu sou sua amiga e estarei com você não apenas nos momentos ruins, mas nos bons também, desejo tudo de bom para as noivas. - Dei a minha abenção para as noivas. Vi aquela minha atitude alegrou Dianna e aquela era a minha intenção.

Shannon me pergunta sobre as gafes de Dianna. Sorri, havia tantas, mas era preferivel não que elas não fossem reveladas pela minha boca, talvez eu pudesse estragar o casamento delas com algumas gafes feitas pela minha amiga morena e dançarina. - Há algumas, mas prefiro deixar que ela te conte. Mas...posso adiantar uma coisa, se ela ainda não te contou sobre o travesti...um dia eu te conto. - Cai na risada com a cara que Dianna havia me feito. Ninguém sabia sobre aquela noite, mas foi algo memorável. Shannon a olhou e depois sorriu para mim. Dianna havia ficado constrangida, mas riu junto conosoco. Estava tudo indo tão bem, um clima amigável entre três garotas em um local bem ambientado, mas como tudo que é bom dura pouco, o clima foi de agradável para um pouco desconfortável, pelo menos para mim. Sam havia aparecido e quando me dei por conta um pouco de café havia caído em meus sapatos, por sorte não foi na minha cara. Tinha que ser o Sam. Fazia um certo que eu não o via, ele estava o mesmo sempre, o mesmo que garoto que eu havia me apaixonado, o primeiro que eu havia me envolvido com seriedade. O clima entre nós até então era de extrema frieza, um ignorava a existência do outro, mas eu queria saber sobre a sua vida, principalmente sobre a parte amorosa, se ele estava envolvido com alguém? Não sabia dizer, mas era preferível que eu não soubesse. Ele nós pergunta em que poderia nós ajudar. "Era só o que me faltava", pensei. Eu o ignorei enquanto as garotas o cumprimentavam. De repente surge Hanna. Nossa, como ela estava mudada, quase não a reconheço. - Han! Quanto tempo Barbie, nossa...você está...demais. - Tentei não usar o termo "Estranha" ou "Mudada", havia algo de estranho em Hanna, mas ela nós contaria, talvez ela só quisesse mudar, assim como eu que adorava meus cabelos longos e os cortei na altura dos ombros, é, uma mudada não faz mal a ninguém. - Também senti sua falta garota. - Disse para ela. As garotas do PLUT finalmente se reencontraram e estavam juntas novamente, a quanto tempo que não ficavamos assim, eu realmente estava com saudades. Mas algo havia chamado minha atenção, porque Dianna estava num clima frio com Hanna? Eu sabia que elas estavam estranhas uma com a outra, a forma que elas se cumprimentaram, era da mesma forma que eu estava agindo com Sam, mas elas pelo menos se cumprimentavam e falavam uma com a outra. Algo me irrita um pouco e me deixa um tanto desconfortável e incrédula, Hanna estava na Carmel? Ela havia abandonado as Troubletones? Deveria ser por esse motivo que Dianna estava com aquele tipo de comportamento, se eu soubesse antes, também agiria da mesma forma. Não conseguimos conversar com Hanna direito, pois ela saiu correndo como um raio de Lima Bean, fiquei sem entender nada, mas era Hanna sendo Hanna, não tinha muito o que entender. Dianna faz um comentário sobre o que achava do nossa café da manhã. - Eu também acho Lady Di, mas como tudo que é bom dura pouco, eu também tenho que ir.- Me levantei e cumprimentei Shannon e Dianna, dando um abraço e um beijo em cada uma. - Mais uma vez, prazer Shannon e nós vemos no casamento, eu estou convidada, não estou? - Sorri para elas e assim que me responderam, peguei minhas coisas e fui embora, ignorando o fato de Sam ter se escondido embaixo da mesa quando passei pelo mesmo.  


 
tags: #back #limabean. post nº: 014. vestindo: isso.
att @ sa!

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Re: The Lima Bean

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 18 Mar 2015 - 21:35

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E as coisas tardiamente voltam ao ponto. Enquanto observava o azul céu mais escurecido, quase da cor de um mar agitado, de Hanna. Sua pele parecia gelada ao toque, o total oposto de mim, extremamente quente. Depois do breve contato, desfizemos - quase que como um gesto combinado -, o abraço. A agora morena de lábios escarlate deixara algumas palavras propensas no ar. Ela sabia que havia muito o que dizer. Um suspiro longínquo escapa de meus lábios, enquanto meus olhos não lhe deixam por um segundo se quer. Seus movimentos curtos e precisos, o leve gaguejar ao se referir a Shannon... Meus olhos se voltaram para SanClair, em uma tentativa de saber se ela tinha captado o mesmo. Hanna estava... Nervosa? Minha noiva poderia não conhecê-la, mas não havia muito o que passar despercebido por mim ou SanClair. Resolvi deixar que as coisas fossem à seu jeito, e o silêncio me dominara por alguns minutos.

Não demora muito para que Hanna esteja quase correndo para fora do estabelecimento. Ainda tive o vislumbre de seus ombros tensos se remexerem inquietos e tardios. Não havia a graça habitual em sua movimentação, havia algo acontecendo a ela? Enalteço minha respiração com um puxar de ar longo e entrecortado. Ouvia vagamente a voz de SanClair murmurar algo sobre estar indo embora. O resto fora apenas uma furtiva nuvem de confusão se passando. Tinha assimilado algumas palavras, tais como: "travesti", "vou ser convidada?" e indo diretamente para isso. Sam continuava em seu canto, quieto, o que me fez voltar a atenção para ele. Lhe lancei um olhar interrogativo, questionando-o silenciosamente, sobre o por que dele e San estarem tão distantes um do outro. Não como Hanna e eu, tínhamos um histórico fraudolento a ser considerado. Não percebi que estava apertando o copo do mocha, até sentir o líquido quente respingar em minha mão, e causar uma leve queimadura. Nada que não fosse sumir com um curto espaço de tempo.

Por favor, traga um expresso puro para mim, e reconsidere o pedido da moça ao meu lado, o mais rápido que puder. Garanto que será bem recompensado se tudo estiver aqui em pelo menos, dois minutos. – me levantei, indo até o garçom que havia nos atendido.

Ele abriu um sorriso convidativo. Arqueei a sobrancelha, ignorando-o assim que meus olhos focaram Shannon. Abri um leve sorriso, deixando-me levar pela sensação de conforto em saber que ela era minha. Resolvi me aproximar, não muito, ainda estava com resquícios de suor por conta da corrida. Ouvi o familiar "tim tim" de quando um pedido havia sido feito. Faltava apenas um.

Se importa de irmos comer em outro lugar? Aqui não está tão arejado. Você pode escolher o lugar, minha casa, a sua, ou qualquer outro local. – sorri curto, acariciando a lateral da bochecha direita da morena.

E ouvi o segundo "tim tim." O rapaz veio em nossa direção em uma boa velocidade. Avistei Sam, que já não estava mais por ali. Tinha saído tão sorrateiro quanto havia chegado. Pressionei os lábios em um movimento lascivo aos meus pensamentos. Estavam em um fluxo confuso de mais. Tirei uma nota de cem dólares do bolso da calça, entregando ao menino. Seria o bastante para pagar a comida, e fazê-lo feliz por toda a semana com a gorda gorjeta que havia-lhe sobrado.





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Re: The Lima Bean

Mensagem por Convidado em Qui 19 Mar 2015 - 15:04

DiannaSanClair and HannaLima BeanÉ tudo culpa do Sam
Awkward Moment

Eu nunca me senti tão deslocada igual nos momentos que se passaram com a chegada repentina de Hanna. Estava claro que algo realmente estranho estava acontecendo, fato que foi confirmado com o comportamento de Dianna; eu nunca presenciara a mesma ser tão superficial com alguém. Um pequeno suspiro escapou de meus lábios quando encontrei os olhos castanhos que tanto amava: pude ler mágoa, confusão e... Dor? Meus olhos voaram para SanClair, a procura de alguma informação silenciosa, mas a mesma estava num clima um pouco tenso com Sam. Então nada me restou além de esperar.

Eu estava confusa, curiosa e preocupada. Confusa com o comportamento de Hanna, que me pareceu sair correndo da cafeteria; curiosa porque eu não sabia o que, de fato, havia acontecido entre elas – Dianna, SanClair e Hanna -, para deixar um clima tão pesado. E preocupada porque sabia que minha noiva não desabafaria. Ela ia se fechar na bolha dela até passar qualquer sentimento que martelava nela devido à situação, e tentaria, de toda forma, fingir que estava tudo bem. Mas eu sabia, pela forma que seu maxilar estava um pouco travado e os olhos um pouco opacos, que não estava nada bem.

SanClair e Sam saíram tão rápido quanto Hanna. Não tive o tempo necessário para continuar a conversa com San. Eu queria, definitivamente, saber essa história do travesti. Parecia-me um tanto quanto engraçada e constrangedora (constrangedora apenas para minha garota, diga-se de passagem). Abri um pequeno sorriso, tratando de pegar um guardanapo e secar a mão de Dianna, assim como ela havia feito com meu rosto. – Eu acho isso uma boa. A ideia de comer muffin não é tão apetitosa quanto antes, de qualquer forma. – Dou de ombros, acatando a sugestão da menina. Ignorando o fato de que a garota estava um pouco suada – o que me deu a leve impressão de que a mesma estava tentando manter-se distante de mim -, passo um braço por seu ombro e a guio para fora da cafeteria. – Vamos lá, Palmita, irei lhe mostrar meus incríveis dotes culinários com um delicioso café da manhã. – A trago para mais perto, aplicando um beijo em sua bochecha e torcendo, silenciosamente, que tudo ficasse bem.

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Re: The Lima Bean

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