Lennart Bertrand

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Lennart Bertrand

Mensagem por Lennart Bertrand em Sab 1 Nov 2014 - 14:12


LENNART BERTRAND



HISTÓRIA

Avaliadores, espero de coração que consiga a vaga a que me inscrevo. O programa de incentivo musical que vocês propõem surgiu para mim em um momento difícil e eu vou explicar mais à frente nesta carta. Primeiramente, como pedem uma história minha eu a farei, contando o que sei sobre ela. É sempre tão difícil falar de si mesmo que precisarei de grande esforço para chegar ao final e ainda assim não será nem metade de tudo pelo que já passei e não é nem um terço do que eu ainda espero passar. A vida é assim, não é? Feita de momentos. E lamento informar que a minha vida foi construída sobre os piores deles. Preparem-se para a série de infortúnios que formaram o garoto que agora escreve pra vocês.

Minha vida começou em um açougue. Calma, deixa eu explicar. Aos dezesseis anos, minha mãe descobriu que estava grávida. Ela era uma moça de família de classe média alta e vivia em um bairro nobre de Londres, na Inglaterra, e estar gravida naquela idade era alto injustificável, principalmente vivendo em tal classe social. O pai da criança era um garoto que ela havia conhecido no verão. O nome dele? Como ele era? Minha mãe nunca contou, e depois de um tempo eu parei de perguntar. Após refletir muito, ela tomou sozinha uma dura decisão: iria realizar. Aí você pensa: se ela realizou um aborto, como você existe? Vou responder sua dúvida.

Procurando se informar, ela descobrir um açougueiro que realizava abortos com discrição. Era a chance dela. Minha mãe foi até esse tal açougueiro decidida e pronta para o que iria fazer, no caso, me matar. Eis que outra pergunta surge em sua mente: você não culpa sua mãe por ter tentado assassinar você ainda no útero dela? E eu lhe respondo: Óbvio que não! Quer dizer, se eu descobrisse agora que eu estou grávido (hipoteticamente) e vou parir uma criança aos dezessete anos eu iria correndo enfiar algo bem funda na minha vagina até meu útero sair inteiro de dentro de mim. Ok, talvez eu tenha exagero um pouco, mas só quero que saibam que eu não a culpo por isso, eu imagino o quão desesperador deve ter sido pra ela. Contudo, o fato de eu não culpa-la, não significa que ela não se culpe até hoje.

Enfim, voltemos ao açougue. Chegando lá, ela conheceu meu pai. Quer dizer, meu padrasto. Fui criado por ele e eu o amo como amaria o meu próprio pai de sangue se ele não tivesse sido um idiota (posso falar idiota numa carta de seleção?) e tivesse abandonado minha mãe e eu. O açougueiro que depois se tornou meu pai, era um jovem alto e bonitão e apesar de sua profissão ele não partia mulheres ao meio e tirava a criança de dentro com machadadas. Ele tinha alguns... remédios, e vendia para as moças da alta sociedade. Era comum aquilo, até onde sei. Meu pai e minha mãe não gostam de falar disso, e também não me interesso em saber. O passado é passado e eles são outros agora.

Resumindo, meu pai largou aquela vida, arranjou um subemprego em uma multinacional e galgou sua carreira rumo ao sucesso. Tornou-se após alguns anos, um dos assessores mais importantes. Minha mãe passou a se dedicar a arte, leiloava quadros de artistas famosos e pintava os seus próprios nas horas vagas. Após algum tempo, meu pai recebeu uma importante promoção, porém teríamos que nos mudar para os Estados Unidos. Minha mãe conseguiu um emprego como curadora em um museu de arte e dessa forma ela e meu pai poderiam ir juntos para o novo país. Eu tinha por volta de 15 anos nessa época, chegamos e ficamos em uma mansão cedida pela empresa onde meu pai trabalhava.

Foi nessa idade que eu descobri o quanto gostava de cantar. Quando vi na televisão um concurso de corais regionais de Ohio, senti uma vontade incontrolável de participar daquilo tudo. Meus pais porém disseram que eu não iria de jeito algum, mas eu não deixaria que eles atrapalhassem meu sonho e foi assim que me mudei sozinho para Lima. Vivo agora em uma casa simples e trabalho durante o dia em uma lanchonete. E este é o motivo pelo qual envio essa carta, gostaria muito de uma bolsa na Carmel High School, assim poderia estar presente no coral e ao mesmo tempo perseguindo o meu sonho.

DADOS

NOME: Lennart Bertrand

DE ONDE É?: Londres - Inglaterra - Inglês

IDADE: 17 Anos

GRUPO?: Vocal Adrenaline

AUDIÇÃO

Eu havia treinado bastante e não fazia a menor ideia do porquê então meu coração estava tão acelerado, minha mão suava frio e tremia de leve. Havia passado toda minha vida cantando, mas nada poderia me preparar para a sensação de estar ali, pronto para me apresentar. Quando ouvi meu nome ser chamado, caminhei lentamente até o palco, olhando para o chão e então subi os pequenos degraus. Peguei a guitarra do canto e olhei para a banda, sinalizando para que começassem.

Os primeiros acordes da guitarra preencheram o auditório, dedilhei o instrumento e realizei as notas conforme a música original. Quando Cheguei ao ponto de iniciar o canto, minha voz soltou as primeiras palavras e no mesmo instante o rosto de Isablle surgiu em minha mente. A música era pra ela, e ela não precisava saber disso, ninguém precisava. Apenas eu, e eu sentia isso no meu coração quando cantava e deixava transparecer na música. - Well I'm so above you and it's plain to see.  - Ao menos era isso que eu precisava me fazer acreditar. Eu estava mesmo acima dela e isso era visível, principalmente pelo modo bruto como havíamos terminado. - But I came to love you anyway – Entoei a frase não acreditando plenamente nela. Não tinha certeza se o que eu ainda sentia por Bell era amor.

- So you pull my heart out, and I don't mind bleeding. – Fiz uma pausa e cantei o próximo verso. Any of the time you keep me waiting, waiting, waiting – Repeti as últimas palavras, acertando o tom e prossegui a letra, cantando o “Oooooh ooooh oh oh”. - I got a love that keeps me waiting! – Subi um tom e o mantive, sustentando a nota para a próxima frase, repetição da anterior. – Oh ooh ooh. I got a love that keeps me waiting! – As vozes de fundo pré-gravadas me acompanhavam conforme eu cantava, fazendo o back-vocal. Entoei as próximas palavras, e cantava exatamente para Isabelle. Havíamos terminado e agora eu era um garoto sozinho. Transmiti essas emoções pra música e cantei: - I'm a lonely boooooy! I'm a lonely boooooy! – Estendi as últimas palavra, prolongando o som do “o” como a música original e então entoei a última frase daquele verso: - Oooooh oh oh. I got a love that keeps me waiting – Finalizei.

Dedilhei então a guitarra fazendo a parte do solo, me movi para o lado, longe do microfone e inclinei o corpo para trás, erguendo a barriga e a guitarra e toquei as notas musicais da partitura que havia decorado. - Well, your mama kept you but your daddy left you. And I should have done you just the same – Voltei a cantar. Essa frase me pegava de jeito. Eu devia realmente ter deixado Isabelle, principalmente porque eu sabia que ela iria me deixar. Eu deveria ter sido mais rápido, eu deveria ter sido... Droga. - But I came to love you, am I born to bleed? – Será que isso era verdade? Provável que sim, talvez eu ainda ame ela. Não sei. É tão confusa essa coisa de amor. - Any of the time you keep me waiting, waiting, waiting. – Cantei as últimas palavras repetindo-as três vezes e voltei a tocar apenas a guitarra, fazendo a composição de fundo.

Ooooh oooh oh I got a love that keeps me waiting. – Tomei fôlego e repeti a frase. - Ooooh oooh oh I got a love that keeps me waiting – Até quando o meu amor me faria esperar? Esperava mesmo que Isabelle caísse em si e me chamasse de volta, eu estava esperando por isso. - I'm a lonely booooy. I'm a lonely booooy – Cantei, elevando as notas no “o”. Eu sou um garoto sozinho. Muito sozinho. E a dureza das palavras que eu cantava me atingia em cheio. Meus dedos deslizaram pelas cordas da guitarra e então parei de tocar, dando meu próprio toque à música. A última frase então, falei sem cantar: – I got a love that keeps me waiting. – Então, finalizei a canção, larguei a guitarra onde a havia pegado e agradeci a banda com um aceno da cabeça.

Desci os degraus e voltei ao meu lugar. Meu coração estava acelerado, mas começava a se acalmar. Pronto, estava feito e eu não podia voltar trás. Agora era só aguardar.






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Re: Lennart Bertrand

Mensagem por Demétrio Eckheart Ghödshy em Sab 1 Nov 2014 - 21:32





Aceito!

Sua ficha foi aprovada! A partir de agora, você é um membro oficial do RPG. Pronto para postar e conhecer novas pessoas e lugares? Divirta-se ao máximo!

ANÁLISE DA FICHA:

Como vira anteriormente a sua própria avaliação, havia sido aceito. Justamente pelo fato de que sobressaíra-se espetacularmente bem. Começando pela sua audição, ela apresentou uma narração descritiva capaz de prender o leitor, algo que de começo, era capaz de induzir qualquer leitor a manter seus olhos sobre a leitura até o final. Até mesmo os menos ávidos. Em resumo, saíra muito bem. Tanto na história, como também na ficha, como dito acima.

Foram justamente todos esses motivos que me levaram a uma conclusão direta, a aceitação. Então sem mais delongas, seja bem-vindo caro Lennart e passe bem! :B:

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See I ain't no bitch nigga, no rich nigga
I'mma real nigga, that's real nigga

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