OHLWEILER, Dianna.

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OHLWEILER, Dianna.

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 24 Maio 2015 - 22:38


Dianna

─ Nome Completo:
Dianna Graeff Ohlweiler.

─ Idade:
17 anos.

─ Escola:
Newtt Mckinley.

─ Grupo:
Dancers.

Personalidade:


Devido as circunstâncias decorridas de sua vida, Dianna nunca fora alguém de dar sorrisos de mais, ou coisas do gênero. Quieta, silenciosa e reservada, tinha um comportamento diferenciado dos demais ao seu redor. Sua condição física era um patamar pesado. Ao ser questionada sobre o por quê de tanto usar óculos de sol, respondia curta e grossa: "Não é algo que seja da sua conta." Quem gostaria de admitir que passava a maior parte do tempo confinada dentro de um quarto, chorando tudo o que poderia - e até o que não podia, também? Tinha uma grande dificuldade em olhar alguém nos olhos, e quando o fazia, não durava mais que alguns nano-segundos. Falar era algo quase que impossível para a pequena garotinha, que fora crescendo, perdida em um mundo totalmente afastado, perdida em si própria. Perder seu avô - a quem tinha uma ligação deveras forte - acabara por sofrer uma drástica mudança. Acabou por criar um tipo de bloqueio pessoal, onde não permitia a presença de ninguém ao seu lado. Para Dianna, já não existia mais nada a perder. Agora, a expressão fechada domina as feições rígidas - mas delicadas - da morena, que tornou-se mais amarga do que poderia imaginar. Claro, isto não se dá para todo mundo. Exitem exceções, as quais poucos são os que conhecem a verdadeira Dianna. A que costuma sorrir, quando oportuno, mesmo que em raras ocasiões. A que não é tão fria. Apesar de ser uma pessoa mais reservada, a morena passa longe de ser falsa, nem mesmo quando algo ou alguém lhe causa interesse. Não é do tipo que confia fácil, mas se faz confiar fácil. Persuasiva, sabe usar o dom, quando acha que é o momento de o fazer. Não tente graça com o que ela acha ser "seu", independentemente da forma como isso possa soar, a morena costuma agir como uma leoa prestes a matar por seu filhote. Agressividade pode ser um bom ponto forte, ao ter seu temperamento tocado.

De uma inteligência aguçada, havia estudado em casa, nos primeiros anos letivos de sua vida. Isso não a tornava menos capaz que os outros, muito pelo contrário. Ajudara Dianna a ser centrada logo de início. Seu primeiro indício de sensibilidade emotiva se dera ainda aos sete anos de idade, quando estava brincando com algumas outras crianças, e em um momento de descuido, acabara por esbarrar em uma das menininhas que também brincavam, fazendo-a perceber "algo" de errado com a pequena morena. Dedos apontados para si, enquanto era empurrada diretamente para o chão, enquanto afastavam-se dela, como se tivesse alguma doença altamente contagiosa. Ainda hoje era capaz de ouvir lividamente as vozes infantis chamando-a de aberração, e que não deveria estar viva. Ainda podia sentir a sensação do peito inteiramente gelado, das lágrimas impedindo sua visão, dos soluços sonoros irrompendo da garganta, enquanto a negação provinda de outras crianças - assim como ela - faziam seus pais aproximarem-se, querendo saber o que tinha acontecido. Ao saberem, a situação se intensificou. "Não quero mais que se aproxime do meu filho!" E encolhida, uma Dianna inocente descobria que o mundo não lhe seria receptivo. Jamais se encaixaria nele. Desde então, não aguentava nem mesmo olhar para si mesma, sem ter nojo. Sem querer fazer qualquer coisa que pudesse lhe libertar daquele sofrimento, ao qual estava destinada a ter como o seu pior fardo.


História:

Criada em berço de ouro, Dianna descende dos Graeff-Ohlweiler, uma família composta por italianos vindos de Roma e britânicos londrinos. Desde pequena, a morena fora muito ligada a família, duas pessoas em especial. Seu avô George Graeff, a quem tinha um laço paterno fortíssimo, construído em cima de passeios, mimos e regalias de um avô para a primeira neta. Enquanto crescia, Dianna aprendia coisas inimagináveis com o velho homem, a quem considerava o mais sábio entre os demais ao seu redor. Não por sua idade já avançada, e sim, pelas decorrentes lembranças que o homem relatava a neta, enquanto ainda era parte das forças armadas. E, Teresa, sua irmã mais velha. Não a via nem mesmo como uma irmã, e sim, como sua mãe. Devia sua vida a ela. Atualmente, estavam unidas de novo, a preocupação da Graeff mais velha era o ponto mais forte do relacionamento, desde o dia em que Teresa encontrara a irmã - anteriormente trancada no quarto - chorando compulsivamente, tremendo, e com o corpo coberto de seu próprio sangue, encolhida no chão. Repetia baixinho, olhos comprimidos e inchados dizendo "aberração" tantas vezes, que havia tornado-se como um mantra amaldiçoado. Cortes entalhavam a pele morena clara, não tão fundos, não todos. Mas, eram tantos, que era difícil desviar o olhar. Levada ao hospital, fora diagnosticada com depressão, e fora devidamente internada e cuidada pelos melhores profissionais de Roma. A mudança ocorreu assim que a alta fora concebida. Daniel, pai das garotas, havia aparecido, e ao saber do que disseram a sua filha, abriu processo contra cada família petulante e ardilosa. Sua filha era apenas uma criança, e mesmo estando ausente na maior parte do tempo, não deixaria de cumprir seu dever paterno. Levara ambas as filhas para a Inglaterra, e as criara da melhor forma que poderia, mesmo sendo tão ocupado com afazeres da empresa, ou de sua própria vida. Afinal, era uma parte dela, moldada em forma de duas crianças. Teresa não saia de perto da irmã, e aos poucos, foi ajudando a apaziguar o trauma do ocorrido. Iam juntas ao parque, brincavam na beirada do lago, alimentavam patos e se divertiam comprando balões - apenas para soltá-los e ver como poderiam ir longe. Começaram a viajar junto do pai, conhecendo novos lugares, sabendo que o mundo não era apenas um lugar pequeno e infeliz. Poderia ser bem mais que isso. Vagarosamente, Dianna foi sendo apresentada a felicidade. Isso fizera a pequena perceber que apesar dos problemas que havia sofrido durante a gestação da mãe - a quem preferia deixar em um assunto considerado como morto - poderia conviver com o impasse de ser intersexual. Sabia que poderia operar, mesmo que os riscos fossem maiores agora, mas era uma opção a se recorrer.

Aos treze anos, passara uma temporada em Miami. Neste período, conhecera pessoas importantes, as quais teriam um significado primordial em sua vida. Teresa havia entrado em uma escola de artes, e arrastara a irmã. Ambas ficaram amigas de Samuel McCarthy, um jovem divertido e leal, que ao passar do tempo, foi percebendo o comportamento de Dianna e acabou por descobrir o seu segredo. Lágrimas a fio, a morena fora contemplada com um "você é perfeita do jeito que é, e nada pode mudar isso." Sam acabou tornando-se um tipo de herói para ela. Lhe ajudou a entender o que aconteceria com o corpo, as mudanças que se passariam consigo enquanto a puberdade fazia seus efeitos, e como deveria reagir. Discrição fora ensinada e o aprendizado se tornara um laço de amizade inquebrável. Keana Issartel também havia sido uma figura e tanto desde sua chegada. Sempre curiosa sobre Dianna, tornou-se quase uma pulga, e não descansou até descobrir tudo. Para a morena, acanhada, era difícil tocar no assunto e sempre recorria a Sam, para ajudá-la a contar. Não que o fizesse para todo mundo, mas quando necessário, sim, contava. Keana, que era de sua idade e da mesma classe, prometera cuidar de tudo. E a promessa era cumprida até os dias atuais. Hanna McCain fora a próxima, afunilando-se a vida da italiana-britânica em um pequeno acidente, junto com SanClair Sibley. O trio acabara por se tornar PLUT, uma espécie de trindade profana. Eram as melhores amigas que poderia querer. Porém, não fora capaz de contar o segredo para nenhuma das duas. Não conseguia se imaginar sem a amizade delas, e em sua cabeça, acabaria afastando-as e tendo mais um momento do que seria chamada de aberração, outra vez. Também tinha a ajuda de Jhonah, um primo que fazia questão de presenciar sua vida. Demétrio Gödshy era a figura masculina em que mais se via. Ambos reservados, e parecidos a sua forma, o via como sua parte de peso. Também não havia dito-lhe nada. Não poderia arriscar-se a perder tanto, por causa de tão pouco. E por fim, Shannon G-Kempner. A garota pela qual se apaixonara desde que havia-lhe posto os olhos. Ainda que não soubesse o que era amor, fora descobrindo através de pequenos momentos com a loira, que acabou por descobrir sua condição. Assustada, Dianna tivera sua aceitação, e isto fora a utopia que precisava para seguir em frente. Tornou-se sua namorada, e mais a frente, seria sua mulher.

Tendo suas experiências, acabou por descobrir que não seria tão rejeitada. As poucas pessoas que sabiam mantinham o segredo, mas não os olhares. Eram curiosos a ponto de lançarem olhares nada castos para o meio de suas pernas, no intuito de descobrir coisas que não lhe caberiam. Foi perdendo a vergonha, tornando-se famosa, até. Seu nome bombava nas redes sociais, vinculada ainda a Hanna, como a dupla Buttahbenzo. Suas fotos eram ícones de beleza, curtidas, compartilhadas e usadas por pessoas que nem sabia da existência. Mal sabiam o que escondia. Assim, procura levar a vida. Aproveitando o que pode, deixando de lado um pouco do bloqueio pessoal adquirido na infância, o qual fora quebrado por pessoas que não poderia perder jamais.


"There is beauty behind every tear you've cried, sometimes it's just hard to realize."

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