{BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

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Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Seg 25 Maio 2015 - 15:42








Esta RP se passa no dia 06 de Setembro de 2010, na Biscayne Bay. Trata-se de uma RP atemporal (Cinco anos atrás, no dia do trabalho). Esta é uma interação Privada restrita aos participantes Hanna McCain, SanClair Hartmann e Dianna Graeff, ficando restrita a entrada de terceiros, exceto se por convite de algum dos membros da mesma.




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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Seg 25 Maio 2015 - 20:17

Funebribus


once upon a dream!

Ninguém está lhe olhando, eu prometi a mim mesma. Ninguém está lhe encarando, ninguém está vendo você, aliás. Mas, isso não foi o suficiente  para evitar que meus orbes rolassem ao meu redor para se certificar, já que eu não poderia mentir de maneira convincente nem pra mim mesma.

Enquanto eu lançava desajeitadamente os cachos espessos e amarelos para detrás de meus ombros, espreitei a minha esquerda. Um Chevy, Toyota e um Ford após o conversível de meu pai Bernard caminhavam um grupo de meninas magricelas, com suas saias exageradamente curtas e tops exibindo seus torsos perfeitamente malhados. Elas deveriam ser muito mais velhas que eu, aliás, qualquer um naquela cidade parecia ser mais velho que uma menina de treze anos de idade como eu. Quando os olhares alheios puseram-se a me encarar eu quase engasguei com a coca-cola que descia minha garganta; eu conseguia ver pouco de um sorriso cínico em cada um dos lábios do grupinho-de-perfeitas. De súbito me acovardei, guiando os olhos para a paisagem deslumbrante que se estendia a quilômetros do estacionamento, mas nem mesmo a beleza que cercava cada minimo centímetro do Biscayne Bay me fez sentir melhor. Quando eu iria me acostumar a ver as pessoas rirem de mim? Aliás, quem não riria? Não era comum que as pessoas escondessem a pele o quanto podia numa cidade tão calorosa quão Miami era, principalmente ao verão. Mas ali estava eu, com uma blusa de botões rosa ─ pelo menos era sem mangas, e infelizmente meus braços gordinhos não escapavam de estarem a mostra; a calça capri jeans não me incomodava, os rasgos na altura das coxas deixavam entrar a brisa fresca por minha pele, sempre tão quente. O.K, talvez aquela touca de choche fosse desnecessária, mas aquele fim de tarde não parecia o melhor momento para o meu cabelo estar solto. O óculos redondo e pouco opaco era a única coisa que eu realmente agradecia estar usando ali, pelo menos ninguém veria meus olhos cheio de lágrimas pelo resto do tempo que eu tivesse que estar cercada por todo os corpos esbeltos e os risinhos maldosos daqueles que desfrutavam de um brilhante feriado do dia do trabalho na ilha.

─ Papa... Bernard, precisamos mesmo ficar aqui? Não podemos passar o resto do dia em casa, ou talvez em um lugar sem tanta pessoa? ─ Meus dedos gordinhos tocaram o pulso do homem de porte atlético ao meu lado, esbanjando boa saúde e um conjunto da Calvin Klein que só realçava sua juventude ─ mesmo que ele já beirasse os quarenta anos. ─ Filhinha, você sempre se nega a ir a praia. Hoje é feriado! É sua última semana de férias, pelo menos hoje, fique comigo ao ar livre. ─ O timbre dócil do homem só causou um aperto maior em meu peito. Bernard era o único que parecia me entender a maior parte do tempo, e o único também que parecia disposto a estar ao lado de uma garotinha com sérios problemas de auto-estima que se negava a tudo que parecesse exposição demais. ─ Por favor, querida. Antes que anoiteça iremos para casa, só vamos curtir um pouco, combinado? ─ Os olhos negros do homem captaram aos meus, mesmo que minhas iris azuladas estivessem encobertas pelas lentes do óculos, e aquele olhar se prender a mim até que eu mostrasse um rastro de aceitação. ─ Só um pouco, eu ia gostar de um sorvete ou água de coco. ─ Resmunguei, encolhendo-me debaixo do abraço do homem enquanto o seguia numa trilha de pegadas pela aria dourada que substituía o asfalto.

Gritos animados. Sorrisos dignos de um close para comerciais de marca de creme dental na TV. Cada passo adiante na ilha só me mostrava o quão aquilo parecia um paraíso da diversão, e o quanto eu parecia uma nuvem negra em meio a todos os raios dourados do sol. "Pensamentos felizes, Hanna. Faça isso pelo seu pai. Por Bernard." Encorajei-me em mente, bufando desconcertada. Crianças corriam de um lado ao outro na areia, carregando bolas de plástico e brinquedos de praia; jovens robustos isolavam-se em seu canto, dançando de modo exagerado e exibindo o quão gostosos podiam ser uns aos outros. Bernard ─ que até então caminhava ao meu lado e segredava a mim pontos importantes da região e os defeitos que conseguia enxergar dentre alguns ali, uma brincadeira particular nossa ─ esgueirou-se para uma barraca lustrosa, desejando algo pra comer e beber. Eu permaneci estagnada na areia morna, meus pés envoltos dos sapatos afundavam involuntariamente. Droga. Eu simplesmente odiava aquilo. Odiava o sol, odiava o ar de diversão-a-cada-canto, odiava praia, odiava Miami. ─ Hanna, achei um sombreiro e umas espreguiçadeiras. Venha descansar. ─ Ouvi Bernard gritar ao longe, mas nem aquilo havia me feito despertar de meu estado súbito de revolta ao verão. "Será que se eu fugir Bernard viria atrás?" Cogitei a ideia, observando minhas possibilidades. A metros de mim, beira mar, estava uma menina ajoelhada. Seu dedo fino rabiscava formas sobre a areia e seu óculos de grau caia em seu nariz afinado. "Isso!" Se eu fingisse interagir seria mais fácil tirar a atenção de Bernard, e fugir depois, uh?

Meus pés tropeçaram para frente, eu obrigava-os a caminhar na direção da menina e se não fosse pela figura que surgiu a minha frente eu teria o feito. Só notei aquela menina agachada ali após voar desajeitadamente acima dela. Seus fios negros com mechas rosas proeminentes foram as primeiras coisas que vi, seguindo pelo olhar furioso que me fez recuar instintivamente. ─ M-me perdoe! Eu não tive a intenção de cair sobre ti. E-eu só queria fugir e eu não vi você. Desculpa. ─ Um soluço teimoso subiu minha garganta e por puro instinto me encolhi, esperando pelo pior ─ que era aquela menina me estapeando. Ela parecia irradiar ferocidade e aquilo só me deixava mais paralisada, nem mesmo pude gritar por Bernard. ─ Por favor, não bata em mim. ─ Pedi, fechando os olhos e deixando-me a mercê da boa vontade daquela menininha.





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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 25 Maio 2015 - 21:54

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O que poderia uma garota romana-italiana estar fazendo em Miami? De certo, aprender inglês em cursos online e ter insistitido para entrar em um preparatório especializado havia sido sua salvação, sem sombra de dúvidas. No primeiro ano, sabia o suficiente para manter um diálogo com algum americano qualquer, sem passar por dificuldades maiores. Então, junto do avô e dá irmã, embaracaram mundo a dentro, explorando lugares, carimbando vistos e mais vistos em seus passaportes. O quarto destino, era o local em que estavam agora. Beatrice e George estavam parecendo dois foleões que haviam estado de frente para uma laguna pela primeira vez na vida. Podia ver bem o início do que seria Miami Beach ao lado norte da área, de onde estava. Não sentia-se tão animada na posição em que estava. Que tipo de pessoa usaria um suéter azul bebê de mangas longas e uma calça cáqui que caberia mas duas pessoas dentro? Pelo menos, estava descalça e poderia sentir a areia geladinha em contato com a pele, o que era gratificante, visto o calorão que fazia. Garotas de biquíni para lá e para cá, sempre em grupinhos com mais algumas meninas, ou até mesmo com alguns rapazes. Entre alguns aglomerados, não parecia haver nenhum traço de algo furtivo e selvagem de mais, apenas bons amigos se divertindo juntos. Seria pedir de mais ter um pouco daquilo? Não que não se divertisse com os dois patetas que tanto gostava, que estavam na água neste momento. Mas queria algo com pessoas diferentes, que não fossem da família. Queria amigos. Porém, a dificuldade em manter qualquer tipo de contato com pessoas que não faziam parte de seu - mínimo - círculo social, lhe assustava. Novos grupos cercavam a laguna de minuto em minuto, e de repente, estar de baixo de um sombreiro já não parecia uma coisa agradável, visto o rumo das conversas que estavam sendo geradas ao redor. O que cervejas e cabeças-ocas não podiam fazer, em dose dupla? Provavelmente este não era um pensamento que deveria ter, com apenas treze anos. Mas, seu estilo nerd era mais forte.

Saiu de onde estava, erguendo as mangas do suéter até os cotovelos, para se refrescar um pouco. Estava com um biquíni por baixo, mas não ousaria tirar as roupas. Tinha vergonha de mais para algo do porte. Não era tão ousada a ponto. Talvez, se estivesse em casa, a mercê da piscina... Ainda sim, seria complicado para a jovem Ohlweiler. Suspirou, caminhando até a areia mais quente, sentando-se com a postura desengonçada. Algumas pessoas passavam por ali, até um cachorro asnento, que cismou em rosnar para Dianna, que encolheu as pernas longas de mais para sua idade, recolhendo-se quase como um tatu-bolinha no lugar. Agradeceu mentalmente a mulher que aparentava estar entre seus quarenta anos, com pele queimada, cheia de manchas solares, que estava lhe olhando com curiosidade. Talvez, esperando algum contato ocular com um agradecimento mudo, o qual não viria a acontecer de forma alguma. Apenas virou o rosto de lado, equilibrando o óculos no nariz, começando a desenhar padrões desconexos e irregulares na areia. Um vento furioso percorreu a laguna, fazendo com que seus cabelos espessos e descuidados viessem para seu rosto, e quase melou a si mesma de areia, ao esquecer que estava traçando desenhos nela a poucos segundos atrás. Desajeitadamente, conseguiu afastar os fios teimosos para trás da orelha. E nisto, captou um pequeno diálogo. "...não bata em mim"

Levantou-se apressadamente, no intuito de fugir da possível confusão, e acabou tropeçando para frente. Sem esperar, já estava entre a loura gordinha assustada e a gótica baixinha com expressão raivosa. Diabos! O que iria fazer? Sair correndo era a primeira coisa que pensou em fazer, mas a situação era delicada, e já estava envolvida, de qualquer forma. Viu que algumas pessoas já as encaravam, algumas rindo, esperando o momento oportuno para atiçarem a futura briga, outras, apenas encarando. Dianna reparou que era mais alta do quê as duas, então viu uma oportunidade nisso, esquecendo-se de como não conseguia encarar ninguém nos olhos.

A-acho que você não é covarde ao ponto de bater em alguém que não é do seu tamanho, sim? Até por que, ela é menor do que você. Ainda seria covardia. — disse, o mais breve possível.

Não tinha chegado a tempo de evitar um empurrão dado pela gótica. Segurou o pulso da loura, impedindo que ela fosse muito para trás, trazendo-a de volta em poucos segundos. O contato durou apenas o tempo disto, sendo quebrado de imediato. Assim que não estava mais tocando a menina, sentiu as pontas dos dedos frias, nervosa pelo contato físico. Mantinha os olhos longe de qualquer uma delas duas, apesar de ainda estar posicionada em frente àquela garota que nem mesmo sabia o nome, 'enfrentando' alguém por ela. Certo, havia sido por um gesto desastrado seu, mas era apenas um fato não visto por elas.

Vo-você esta bem? — perguntou a loura, por cima do ombro. — A propósito, me chamo Dianna. — ditou agora para que ambas ouvissem, sendo a única coisa que pensou para afastar a futura briga.



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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

Mensagem por SanClair S. Scherbítsky em Ter 26 Maio 2015 - 21:51


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M
iami sempre fora a minha casa, nasci aqui, cresci aqui e aqui tive momentos bons e ruins. Não estava tendo os melhores anos da minha vida, aos meus 10 anos havia perdido a pessoa mais importante para mim, minha mãe Yla Wolff. Desde então, tudo mudou, principalmente eu e meu pai. Havia me fechado para tudo e todos, hoje tinha 13 anos de idade e as pessoas ainda me ligavam, mandavam espécies de mensagens de todas as formas ou quando me avistavam, me lançavam olhares de pena e abraços "reconfortáveis". Não precisava de nada disso, a única que eu precisava e queria naquele momento era a minha mãe de volta. Havia mudado, tanto exteriormente quanto interiormente. Agora eu usava roupas escuras, usava acessórios pesados e para surpresa de muitos, eu havia colocado piercings no nariz e na orelha, então eu estava completamente diferente. Desci as escadas e fui a procura de meu pai, ele estava pior do que eu, não havia aceitado a perda de minha mãe. Adentrei a cozinha e pude ver um mutirão de cervejas sobre a mesa, meu pai, se encontrava atirado sobre a mesa, eu observava o seu estado depressivo. Minha mãe certamente ficaria decepcionada com o comportamento dele. Não fiz nada, apenas me encostei na mesa e lhe disse. - Papai, estou indo dar uma volta, okay? - Era óbvio que ele não iria me responder, estava embriagado demais, revirei os olhos e sai de casa.

Caminhava pelas ruas de Miami, onde podia ver várias pessoas de várias tipos diferentes passeando pela aquela cidade linda. Decidi então ir para praia, eu particularmente amava praia, amava o fato de morar em Miami. Tirei meus All Stars pretos e pisei na areia, caminhava sobre ela olhando para pessoas que estavam em voltas. Garotos com corpos robustos, Grupinho de meninas a qual me olhavam e soltavam piadinhas sem graças e risadinhas sobre a minha forma de me vestir, as respondi com um sinal de dedo e continuei a minha caminhada. "Ridículas." A cada passo que dava, lembrava dos momentos que vivia com meus pais na praia, é muito raro, mas eu conseguia me lembrar da algumas cenas mesmo sendo apenas um bebê, e uma delas fora quando minha mãe me ajudava a caminhar pela areia, a outra era quando montávamos um lindo castelinho de areia e meu pai vinha e destruía, o que me fazia chorar muito. Minha mãe costumava dizer que naquele castelo morava uma linda princesa chamada SanClair e que ela, um dia conquistaria o mundo com sua próprias mãos. Parei de caminhar e fiquei frente a frente com aquele lindo e sem fim oceano. "Saudades de você mã..." Meu pensamento havia sido interrompido. - Ai! Você não enxerga não?! - Perguntei agressivamente. Uma garota de cabelos dourados, roupas engraçadas e gordinha, gordinha não, gorda mesmo! Ela esbarra em mim e eu andava sem o mínimo de paciência. A garota começa a se justificar. ─ M-me perdoe! Eu não tive a intenção de cair sobre ti. E-eu só queria fugir e eu não vi você. Desculpa. ─ Pediu a menina, eu a encarava com ferocidade, não permitia que me atrapalhassem em meus devaneios, principalmente quando se tratava de minha mãe. Será que a baleinha sabia no que ela tinha feito? - Claro que você não iria me ver, não consegue nem ao menos enxergar os dedos do seu pé por causa dessa pança enorme. - A agredi mais uma vez, a garota parecia ingênua, doce, gentil e todas essas palavras bonitinhas que existiam. Ela me implora para que não batesse nela, eu até não iria fazer aquilo, mas estava tão irritada que não me importaria de descontar minha raiva em alguém.

Percebi que algumas pessoas já estavam colocando suas atenções sobre nós, algumas davam risadas, outras cochichavam e o restante apenas observando. Eis que surge mais uma menina estranha entre nós. Era só o que me faltava, mais uma para atrapalhar o meu dia e estragar ainda mais o meu humor. Ela diz para mim. - A-acho que você não é covarde ao ponto de bater em alguém que não é do seu tamanho, sim? Até por que, ela é menor do que você. Ainda seria covardia. - Não entendi o que ela quis dizer, se aquilo era pra mim ou para a garota gorda, realmente havia ficado na dúvida, percebi pelos seus rostos que ambas poderiam ter a mesma idade que eu, ou a gordinha poderia ser mais nova e a mais alta poderia ser um pouco mais velha, as garotas pareciam ser pra lá de timidas, nenhumas delas me encarava por mais de 3 segundos ou um pouquinho mais. Revirei os olhos, sinceramente, aquele não era o meu dia, primeira uma garota gorda e chata e agora, uma garota que parecia uma girafa de tão alta que era ou eu que era uma miniatura de verme que quase ninguém enxergava. - Cala a boca sua esquisita. - Disse para a morena alta e logo em seguida empurrei a loira que só não caiu porque a morena a segurou, logo em seguida, perguntou se ela estava bem e se apresentou como Dianna. Bufei e disparei. - Então Dianna, será que você pode evaporar com essa baleia antes que a devolva do lugar que ela nunca deveria ter saido, ou seja, o mar. Tô sem paciência.       




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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qua 27 Maio 2015 - 17:15

Funebribus


once upon a dream!

Eu não me recordava de sentir tanto medo de uma situação como sentia aquele exato momento. Maldita hora para uma súbita imobilidade, uh? Meus pés pareciam colados ao chão, parecia pesar toneladas e automaticamente afundarem na areia fofa. Pareciam? Talvez eu estivesse realmente pesando toneladas. E como uma indesejável visita, senti-me tontear, seguindo de uma náusea usual para momentos como aquele, de puro nervosismo. Era sempre a mesma coisa, bastava que eu me sentisse acuada, nervosa ou só ansiosa e eu seguia os padrões desesperados de uma menininha doente; comer, comer, comer e ao fim sentir-se mal a ponto de desejar colocar tudo para fora.

Eu tive a certeza que as coisas se tornariam sérias quando os olhos sinistramente brilhantes e escuros da sujeita de cabelos negros com mechas rosadas penetraram aos meus, eu conseguia ver o ódio alheio só com aquele mínimo contato visual. Eu jamais havia desejado tanto ter super-poderes e simplesmente voar dali, talvez aparatar dali, como uns feiticeiros que vi em um filme. Qualquer coisa seria bem melhor que permanecer ali imóvel e ser alvo da fúria de Wandinha Addams ─ sim, ela me lembrava muito da pequena Addams. ─ Eu já lhe pedi desculpas! ─ Gemi, tão pouco audível que arrisquei crer que somente eu havia me ouvido, ou talvez minhas palavras tivessem sido excedidas pelo que se sucedeu ao mesmo tempo. Em um piscar de olhos a figura pequena e aterradora da Menina-Addams fora substituída por um silhueta esguia, de tom caramelado e postura meio desajeitada. Os fios escuros e extremamente lisos da menina salpicavam sobre minha face com a brisa que o soltava, e ele parecia cheirar a protetor solar Neutrogena. Pisquei incrédula. Eu não a conhecia, isto era certeza, mas porque ela estava me protegendo? Eu exibia uma postura tão frágil o suficiente para que desconhecidos instintivamente viessem a minha defesa? Que seja, era melhor uma desconhecida ao meu lado, assim era menos uma para rir da cena.

"V-você está bem? A proposito, me chamo Dianna." Dianna! Repeti o nome uma dezena de vezes, só pra me certificar que jamais o esqueceria. E mais uma vez a voz esganiçada da outra menina atingiu nosso meio como uma centena de balas venenosas. Engoli em seco, obrigando-me a ignora-la, mas era impossível ignorar aquilo. ─ Eu já lhe pedi desculpas. Será que pode esquecer esse acidente e parar de me ofender, por favor? ─ Roguei, olhando-a nos olhos ─ mesmo que cada vez que eu fizesse aquilo eu sentisse uma onda eletrizante de temor correr por minhas veias. ─ E-eu me chamo Hanna, Dianna. E obrigada, por intervir. ─ Sussurrei, quase segredando aquilo para a morena cor-de-canela defronte a mim. Captei seu olhar e pela primeira vez não me senti acuada quanto a um olhar alheio. Os olhos de Dianna não me acusavam, não me avaliavam como se registrasse cada imperfeição minha somente para rir seguidamente, seu olhar era casto e aquilo me fez relaxar e sorrir por meio segundo. ─ Desculpe, por perturba-las. ─ Resmunguei, guiando o olhar para minhas mãos gordinhas unidas na altura de meu quadril desnecessariamente largo. Naquela altura, fugir ainda era uma opção? Bernard teria visto aquele acidente? Seria bom se não tivesse visto, mas era quase impossível já que todos os olhares adjacentes pareciam voltados ao trio de garotinhas estranhas na praia.






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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 28 Maio 2015 - 10:54

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Pelos próximos e exatos seis segundos que olhou para a gótica baixinha enfurecida, Dianna lembrou das palavras de seu avô. "Você parece ter o dom de decifrar as pessoas, em apenas observá-las. Não importa por quanto tempo. Deveria não temer em fazer este ato", já que sua vergonha de manter o contato ocular era uma das coisas mais difíceis de  lidar. E naqueles seis segundos em que a olhou, pode perceber um inconfundível brilho de perturbação nas íris esverdeadas e opacas. O óculos "aro de tartaruga" pendia constantemente de seu nariz afilado, fino de mais para suportar aquela armação pesada e grande de mais para seu rosto. O vento ainda fazia questão de tilintar seus cabelos, deixando-os esvoaçantes, mas nada que parecesse algo bonito. As roupas balançavam despreocupadamente, deixando uma aparência ainda mais magricela aparente. As palavras furiosas da menor do trio foram ditas profusamente, como se ela estivesse consciente de suas ações, mas não de seus gestos. Porém, havia algo que nem ela, nem a bela lourinha de olhos azulados atrás de si sabiam. Dianna poderia ser bem agressiva, quando lhe era oportuno. Apesar de que, isto era algo que apenas a própria menina era ciente, já que nunca havia realmente enfrentado ninguém em toda sua vida. Não permitiria que àquela menina desconhecida lhe faltasse com respeito, ao mandar-lhe calar a boca, muito menos, deixá-la agredir a loura. Fato este, que continha uma quantidade grotesca de seu desleixo, causa pela qual, havia se envolvido na encrenca.

Para alguém tão pequena, você exala má educação. – disse, dando um passo para mais perto da garota, encarando-a por mais três segundos, o sotaque romano soando forte, apesar do inglês fluente.

Por um curto espaço de tempo, a loura havia se apresentado. Hanna. O nome combinava com ela, era bonito, curto, e forte. Forte, em um acordo que se encaixava ao prefixo de poder. Dianna puxou os cabelos para trás, afunilando-os em um rabo de cavalo mal feito. Estavam grandes de mais, quase em sua cintura. Precisava cortá-los, urgentemente. Percebeu que havia mais daquele assunto sendo posto em ação. A baixinha parecia não ceder fácil, o que não as levaria para lugar algum.

Baixe a guarda. É fácil saber que tem algo te incomodando enquanto age assim. Isso não vai levar a lugar algum. – cruzou os braços, o corpo magro parecendo prestes a se envergar a qualquer momento. – Como se chama? – sentiu-se estranha.

Enquanto se entendia por gente, a menina jamais havia puxado diálogo com alguém, muito menos, batendo de frente com outra pessoa. Mas, diante daquela situação, sentia como se devesse manter a linha entre as três. O que poderia esperar daquilo? Viu a irmã lhe acenar de dentro da água, recusando discretamente com um balançar de cabeça, causando uma expressão amuada na Graeff-Ohlweiler mais jovem. Respirou profundamente, odiava deixar a irmã naquele estado, mas odiava mais ainda, se expor daquela forma.

Vocês são daqui? – perguntou, tentando manter a confusão cada vez mais distante. – Esses sorrisos brilhantes estão me cegando. – comentou, quando um cara de porte atlético passou por frente de onde estavam, sorrindo para uma mulher que ali passava.

Chegava a ser enjoativo a forma como algumas pessoas se cumprimentavam. Eram sorrisos de mais. Brilho de mais. Falsidade de mais. Voltou a equilibrar os óculos no nariz, sentindo o sol começar a bronzear a pele nua de seus braços, onde havia erguido as mangas do suéter azul bebê. Retrocedeu alguns passos, ficando de baixo de um sombreiro vazio, a poucos passos de onde estava antes com a agora, dupla de garotas.




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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

Mensagem por SanClair S. Scherbítsky em Sab 30 Maio 2015 - 0:13


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E
para alguém que não tem coragem para encarar outra pessoa por mais de 6 segundos, você exala pura burrice me encarando desse jeito. - Disse para a morena alta dando alguns passos a frente, ficando cara a cara com ela, nossos rostos estavam quase grudados. A garota poderia ser um pouco esquisita, mas aquela menina esquisita fora a primeira pessoa a me enfrentar daquele jeito, ela havia me surpreendido. Arquei a sobrancelha e a lancei um sorriso desafiador. A menina gordinha que se chamava Hanna ficou imóvel, apenas nos observando. As pessoas ainda nos encaravam ainda, esperando pela a briga e com certeza, eu estava pronta para brigar. "– Baixe a guarda. É fácil saber que tem algo te incomodando enquanto age assim. Isso não vai levar a lugar algum." - Ficamos nos encarando, nenhuma de nós perdeu a pose, a menina morena de pele cor caramelo parecia serena, calma, mas era tudo fachada, ela quando queria poderia ser igual ou talvez um pouco pior que eu, havia percebido isso. - Você não me conhece esquisita. Não sabe nada de mim. - Disse para ela. A menina que se chamava Hanna tentou nos acalmar, tentativa falha, então penso em minha mãe. Ela certamente não gostaria que estivesse tomando aquela atitude, eu a decepcionaria. Porque eu estava agindo daquele jeito, ninguém tinha culpa de eu ter perdido a minha mãe, principalmente aquelas garotas, Hanna e Dianna. Resolvi abaixar a guarda, como Dianna disse. Logo todos percebem que o que eles estavam esperando acontecer não aconteceria. Descruzei os braços e me afastei um pouco da garota, estiquei minha mão e disse. - Me chamo SanClair, desculpas pelo me comportamento, isso serve pra duas, okay? - Tentei parecer simpática, depois que tudo se acalmou, Dianna tentou nos distrair com outro assunto, perguntando se eramos daqui. - Nasci aqui, desde que me conheço por gente, mas pelo visto, vocês não são daqui, são?





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Re: {BB} Dianna Ohlweiler, Hanna McCain & SanClair Hartmann

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