{CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

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{CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sex 29 Maio 2015 - 21:23



A RP se passa no dia 7 de janeiro de 2015, às 07:45 da manhã, numa quarta-feira. Nathaniel volta após um ano depois do incidente num acampamento das ilhas Florida Keys, reencontrando seu até então interesse amoroso Adryan, com o qual manteve um longo relacionamento apenas pela internet. Voltando então para Miami, Nathan decide encontrar-se na Collins Avenue com o moreno, para um belo reencontro.
Nathaniel & Adryan


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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Ghail C. Mudder em Sab 30 Maio 2015 - 1:22




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Não conseguia segurar a ansiedade, já haviam se passados trezentos e sessenta e cinco dias quando finalmente conseguimos marcar para um reencontro. Nathaniel era um garoto no qual nunca pensei se apaixonar de tamanha maneira, a diferença de idade é praticamente mínima, sendo eu apenas quatro anos mais velho que ele. Não ligava para essa palhaçada de mais velho ou mais novo, ele tinha maior idade e já sabia o que era bom ou não para ele e eu disse isso ao meu pai quando contei. Mesmo sendo eu e ele de escolas e áreas diferentes isso não impedia o meu amor por ele.

Estava com uma roupa casual, uma camisa esportiva preta, com uma calça jeans e um sapato. Peguei minhas chaves e meu Audi R8 preto e peguei o elevador apertando o botão para a garagem. Havia acordado cedo, o horário marcado era quinze para às oito da manhã e já eram sete e dez. Adentrei ao automóvel e acionei a ignição, passei a marcha apertando no acelerador saindo do condomínio e indo para a Collins Avenue, marcamos em um café e eu não sou acostumado a chegar atrasado em encontros, principalmente especial quanto a esse.

Deslizava sobre o asfalto de Miami sem precisar cortar nenhum carro, a rodovia estava livre e quase sem ainda os apressados da manhã. Estacionava em uma vaga perto do McDonald's e dei a bandeira, caminhava pela calçada calmo e vendo que ainda tinha mais uns sete minutos, o café era logo na próxima esquina e assim que cheguei nela me adentrei na primeira loja que era aonde havíamos marcado. Me sentei em uma mesa olhando o local ainda vazio e pedi uma xícara de cappuccino, fiquei a aguardá-lo enquanto estaria degustando aquela bebida maravilhosa.



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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sab 30 Maio 2015 - 2:24

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Como conseguir relaxar por todo o percurso no avião? Como sequer conseguir fechar os olhos sem pensar nas feições amistosas e tão vívidas de Adryan? A forma como seus olhos da cor de um céu límpido de verão me fitavam faziam meu corpo sofrer calafrios agradáveis e sentia meus membros enrijecerem a cada toque de sua pele na minha. Era difícil conseguir identificar e conseguir colocar em palavras tudo que eu sentia e pensava a cada toque ou conversação entre mim e ele. A voz mecânica soou pelos auto-falantes, logo eu me encontrava levantando-me de meu assento, no percurso procurando pela silhueta daquele que viria a ser meu porto-seguro.

Sim, eu não era bobo, sabia que eu seria um completo estranho dentre todos, e mesmo sendo nós dois de duas instituições diferentes, eu tinha consciência de que conhecer o moreno mais velho me fazia sentir-me muito melhor e mais seguro. Eu nunca passei mais do que cinco horas sozinho em casa, agora eu iria morar sozinho, talvez, pelo resto de minha vida. Meu estômago embrulhou e senti um espasmo violento trespassar meu corpo, e não soube dizer se aquilo era bom ou não. Todas as minhas malas foram postas na mala do táxi, algumas permanecendo ocupando o banco de trás, devido a vasta quantidade, e fui no banco da frente com um olhar meio que assustado do taxista. Depois de colocar as malas na casa na qual eu permaneceria, peguei o carro na garagem já à minha espera e fui pelas ruas dali até finalmente chegar no meu destino, infelizmente quinze minutos atrasado. Pude ver do carro a preocupação do outro, sempre olhando o relógio e olhando em todas as direções. Abri um sorriso leve, encantado. Desci do carro, indo até ele.

Ele estava apresentável, assim como eu, e abri um largo sorriso. Ergui os braços como se esperasse que ele fosse correndo da mesa para me abraçar, mas na verdade abri meus braços como em sinal de relaxamento. Finalmente iríamos poder nos ver pessoalmente, finalmente não haveria mais dúvida quanto a distância que era o empecilho sempre pensado por mim e, acredito eu, dele também. Abracei-o com força, sentindo seu cheiro, exatamente como era seu cheiro um ano atrás, apesar do perfume ser diferente. Beijei sua nuca nua de leve, não beijando-o nos lábio por respeito ao idoso de seu sessenta anos e cabelos grisalho por detrás do grande balcão branco com tampo de vidro.

- Me desculpe a demora! Eu cheguei na hora certa no aeroporto, mas tive de passar em casa para poder deixar as malas, daí eu estava muito cansado, aí tomei um banho rápido, me perdi e tive de usar o GPS e errei o endereço! - falei o mais rápido que eu podia, desculpando-me, sentindo meu coração bater forte contra o peito, um nervosismo se apossando de mim lentamente. Não esperava que ele se irritasse por meu atraso.

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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Ghail C. Mudder em Sab 30 Maio 2015 - 3:07




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Meu dedo ficava rodopiando em torno da boca da xícara enquanto meu longo suspiro me fazia olhar o relógio vendo que haviam se passado quatorze minutos. Sem perder o ritmo do dedo circulando sobre a xícara olhava para o lado e para o outro, impaciente e nervoso. Nunca pensei que quinze minuto poderia agora fazer uma pessoa entrar em uma tortura incômoda enquanto o pensamento lhe fazia ter imaginações piores.

Já estava quase pedindo para trazer meu café quando eu o vi entrar pela porta. Meu sorriso se enlanguesceu me fazendo ficar de pé e apenas o esperar se aproximar. Bem vestido como sempre usando seu estilo modernizado Nate se mostrava materializado bem ali, depois de um ano sofrendo sua falta poderia ver seu rosto e seu jeito todo impactante de ser vindo em minha direção. Nos abraçamos e sentia o beijo em meu pescoço me fazer arrepiar os cabelos dos braços e da nuca, um frio percorreu minha coluna e retribuía o beijo no mesmo lugar de seu pescoço.

Após nos afastarmos ele começou a falar coisas rápidas, uma desculpa pelo atraso, havia pensado mesmo em ir embora antes, mas tudo passou quando o vi então ele não precisava se desculpar.
- Amor... Amor... - falei tentando interrompê-lo com as mãos o repreendendo de leve.
- Não precisa se desculpar, calma, atrasou por causa do voo, ponto. - peguei na sua mão sentando com ele na mesa beijando seu dorso. - Já está resolvido, okay? 
Não iria deixá-lo nervoso com aquilo, estávamos ali e isso era o que importava, continuei segurando em sua mão por cima da mesa olhando em seus olhos verdes lindos enquanto sorria.
- Bom... - soltei sua mão de leve. - Vamos tomar café, agora?
Levantei o dedo pedindo para o garçom trazer o bloco para anotar os pedidos.
- Quero aproveitar cada minuto com você antes de ter que ir fazer meu planejamento de aula. Falando nisso. - Pigarreei rápido e lhe fiz uma pergunta:
- Você então vai para McKinley, queria que fosse para a Winterfield, mas é bom para sentir saudades... Assim que damos mais valor e é assim que vemos o quanto nosso amor é forte para suportar a distância.

O garçom chegava com o bloco e perguntava o que iriamos pedir, me virei para Nate lhe dando a vez para responder com um sorriso enquanto o admirava.
- Pode pedir, sweet.
Esperei ele pedir para prosseguirmos a conversa.



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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Dom 31 Maio 2015 - 0:59

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Como o despertar de um belo sonho, por um momento pude sentir no âmago de meu ser a inquietude. Como se a qualquer momento o moreno de olhos azuis elétricos fosse sumir da face do universo, me deixando só e totalmente à mercê, porém, ao vê-lo, ao correr para os seus braços e abraçá-lo com ímpeto, e beijando sua nuca, pude sentir seu cheiro mais uma vez, pude ter a certeza convicção de que eu iria nunca mais sair do seu lado. Pude me acalmar um pouco mais, podendo inclusive respirar com mais facilidade e ele acalmou meu espírito dizendo que tudo estava bem. Eu sabia que ele entenderia meu ponto de vista. E agora? Eu não sabia o que iria falar para ele; eu falaria da minha viagem tranquila - em partes, pois minha mente durante todo o trajeto pensava ansiosamente em nosso reencontro - ou em alguma outra coisa? Não me sentia muito calmo, por isso levei um leve choque com sua mão de encontro a minha. Meu olhar partiu de sua mão unida a minha e ergueu até fitá-lo nos olhos, e como uma supernova, me acalmei tão rápido quanto meu nervosismo surgira.

Sentei-me à mesa, cruzando as pernas - a direita sob a esquerda, sempre - e abri um sorriso mais espontâneo, mais à vontade com toda a situação embaraçosa desenrolada. Amei sua sugestão sobre tomarmos café: eu amava muito café, talvez tanto quanto bebidas alcoólicas quentes. Fitei-o erguer o dedo para o garçom e com sua menção sobre as aulas eu ergui uma sobrancelha. Seríamos de diferentes instituições. Mas, talvez, fosse o melhor; eu e ele poderíamos vir a sermos professor e aluno, e isso seria totalmente anti-ético e confuso, podendo resultar em minha expulsão e a dele e, consequentemente, eu teria de voltar para casa, coisa que eu não iria querer. Eu me sentia livre aqui, desimpedido, para poder ver, fazer, e principalmente sentir o que eu quisesse sentir. Ouvi-o comentar sobre ele querer que eu permanecesse na Winterfield, o que me fez franzir o nariz numa leve careta engraçada.

- Bem, eu simplesmente não aguentaria a pressão de ter de vê-lo diariamente e, provavelmente, ter aulas com você e agir como se não fôssemos namorados, entende? Não foi só por isso que escolhi o McKinley, mas... é melhor assim. - De lábios unidos, esperei que ele compreendesse minha visão da atual situação, e ligeiramente inclinei o corpo para poder esticar minha mão esquerda e segurei a sua, apertando-a enquanto o dedão acariciava o dorso de sua mão. Me virei para o garçom abrindo um sorriso agradável: - Café puro, só. Ah, e açúcar.- Me virei para Adryan. - O que você tem vontade de fazer agora? - questionei-lhe, levemente curioso. A minha; subir na mesa e beijá-lo ali mesmo, agarrando-o com todas as minhas forças, mas não diria isso.



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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Ghail C. Mudder em Dom 31 Maio 2015 - 18:25




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Ouvia ele falar antes de fazer o pedido, assenti com a cabeça concordando com os argumentos. Se caso fossemos ficar na mesma instituição poderia ser algo arriscado, mesmo ambos tendo maior idade. Não iria conseguir ser seu professor, iria me chamar muito a atenção me fazendo perder o foco da aula. Ri nesse momento enquanto pensava coisas e inclinei meu rosto para o garçom fazendo o meu pedido:
- Outro Cappuccino, por favor. - nossas mãos estavam se acariciando em cima da mesa e assim que o garçom nos deixou me virei para Nate levantando um sorriso de canto.
- O que eu quero fazer agora não está nos planos de se realizar neste ambiente, ainda mais de manhã.

Pensava coisas absurdas, meus olhos se perdiam as vezes nos lábios alinhados e macios do outro, aqueles lábios. Engoli a seco e respirei fundo sacudindo minha cabeça de leve.
- Só você pra me fazer pensar coisas assim.
Enquanto os nossos pedidos não vinham retomamos para uma assunto menos caloroso e picante.
- Bom.. Vai ter um luau daqui alguns dias, como você está aqui... Pensei se não quisesse ir comigo, acho que todos os alunos estarão lá, tanto da Winterfield quanto da McKinley.
Friccionava meu polegar no dorso da sua mão o olhando ouvindo sua resposta. Abri um sorriso mais dócil e piscava para o outro.

Nesse momento nossos pedidos chegavam, retirei minha mão de cima da de Nathaniel e olhei para o garçom assentindo com a cabeça agradecendo. Pegava minha xícara e dava um sutil gole voltando a colocar o objeto de porcelana sobre o pires.
- E sua viagem, como foi? Conte-me as novidades.
O olhava esperando ele responder.



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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Dom 31 Maio 2015 - 23:39




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Não pode evitar corar mediante a declaração do moreno de olhos azuis; ele realmente sabia ser sincero e, principalmente, sedutor quando bem entendia e queria. Senti automaticamente morder meu lábio superior e o inferior, corando e provavelmente parecendo um pimentão ou um tomate maduro. Varri os olhos pelo ambiente calmo e pouco movimentado, nem parecendo com a enorme multidão que vagueava pelas famosas ruas de Miamo vinte e quatro horas por dia. Ainda sentia sua mão segurar a minha, me confortando e me fazendo ter o nervosismo pelo reencontro e a vergonha pela sua declaração amenizados um pouco mais. Ouvi-o atentamente falar sobre um luau que aconteceria em breve, e isso me fez engolir em seco e dar de ombros; eu não estava completamente pronto para uma festa. Preferiria passar a noite que seria o luau apenas com Adryan, sozinhos, conversando e pondo os assuntos em dia.

Quando meu café chegou, beberiquei do mesmo, olhando para as nuvens lá fora, tão brancas como algodão ou neve, e logo me fixei nos olhos cor de piscina do moreno à minha frente, ainda pensando no que responder. A viagem? Tensa.

- Bem, eu sabia que, quando eu aterrissasse em Miami eu iria reencontrar muitas pessoas legais: você, em especial. Eu iria reencontrar amigos e até mesmo uma meia-irmã, mas também sabia que memórias temíveis iriam voltar do fundo da minha mente para o palco principal de pensamentos. - Engoli em seco, tomando um outro gole de café sentindo meus olhos arderem. Pisquei com força meus olhos, por alguns segundos, abrindo-os e sentindo o coração palpitante. Sim, Dianna, Shannon, Adryan, que era o perfeito namorado, e também minha meia-irmão baixinha e fofa, eram um bom foco para se vir até aqui, mas por outro lado; eu havia matado uma pessoa por aqui, com minhas próprias mãos, e não só meu namorado mas como Dianna e Shannon também haviam testemunhado. De repente, toda a esperança se esvaiu tão rápido quanto surgira.

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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Ghail C. Mudder em Seg 1 Jun 2015 - 9:34




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Tem momentos em nossa vida que realmente devemos esquecer, mas não há como apenas apagar. Pude perceber que Nate ainda estava com seu receio de se envolver em meio de muitas pessoas, para alguém que passou por algo tão penumbro e horrorizante: Matar alguém.

Engoli a seco após ouvir suas palavras e abaixei a cabeça rodopiando a xícara lentamente, logo a peguei e de mais um gole no cappuccino voltando a encará-lo dando um singelo suspiro.
- Nate... - voltei a pegar em sua mão. - Eu sei que aquele incidente ainda assombra sua cabeça, mas se ficar a pensar sempre isso irá se prender pra sempre, amor.
Meu polegar ficava massageando seu dorso para tranquilizá-lo mais.
- Podemos esquecer o luau e irmos para um cinema, um dia inteiro lá em casa, só não quero você reprimido.
Terminei de falar fazendo uma careta com um biquinho que enrugava meus lábios enquanto meus olhos brilhavam mais que uma lâmpada de cem watts.
- Tive que ser obrigado a fazer minha cara de gato do Shrek. - abri um sorriso em seguida e senti meu celular vibrar no bolso.
- Só um instante... - pisquei para ele pegando o aparelho e rolando os olhos. - Senhor Mudder, me perturbando.
Arrastei o desbloqueio atendendo a ligação.
- Sim, senhor controlador?

- Pai, já disse que as apostilas estão na prateleira do seu escritório, da mesma forma que o senhor me pediu para pegá-las e modificá-las eu as coloquei no mesmo lugar que as retirei. - olhava para Nathaniel fazendo umas expressões de impaciência. - Ahhh! Achou? Bom, agora deixe eu voltar ao meu café com meu namorado... - me peguei fazendo uma expressão assustada agora e logo ri. - Ele mandou um abraço pra você e disse que é pra ir lá em casa um dia desses. - falei com o loiro e rapidamente fazendo a ligação se finalizar.
- Okay, daqui à pouco irei dar aula e só a noite estarei em casa. Beijos, também te amo. - desliguei e voltei a olhar para os verdes esmeralda do outro.
- Ouviu o convite, não é? Intimado pelo senhor Mudder, meu pai.
Terminava minha bebida e continuava a ficar olhando para o outro admirando sua beleza encantadora. Tive que agradecer mentalmente meu pai por ter me tirado daquele papo, sei que Nathaniel ainda sofria, mas ele estava precisando apagar, o quanto antes, aquela passagem da sua vida e nem que eu tivesse que criar uma maquina do tempo, iria fazer.




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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Ter 2 Jun 2015 - 1:57




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Era visível que eu não era o único a pensar daquela maneira sobre aquele assunto tão malfadado. Ele também pareceu recordar das terríveis lembranças, mas por mais que tentassem me fazer ver que sou inocente e que realmente não foi minha intenção matar Dylan Bishop, a culpa ainda residia em minhas costas, tão pesada quanto um calvário ou um elefante - tão esmagador que até mesmo um anúncio de uma funerária ou filmes como "Eu Sei o Que Você Fez Verão Passado" faziam meu intestino ficar do tamanho de uma ervilha, o nervosismo dominando meu corpo. Senti sua mão segurar a minha de forma mais forte e serena ainda, e por isto me senti agradecido por tê-lo em minha vida; eu era incapaz de assumir muitos riscos sozinhos, quase sempre precisando das pessoas me incentivando. Isso era quase infantil, visto por outros, mas eu me conhecia bem, sabia que eu queria sempre pessoas - grandes amigos, traduzindo - ao meu redor para me incentivar e me ajudar a me erguer, mas não por gostar de aplausos ou querer ser o centro das atenções, mas por puro capricho meu.

Sim, olhando para o moreno à minha frente de profundos olhos elétricos, eu não conseguia me vendo superar a morte de Dylan, ou conseguindo permanecer vendo meu pai todos os dias numa boa, imaginando qual reação seria a dele quando descobrisse sobre mim. Observei o olhar visivelmente forçado do outro, falando que poderíamos fazer diversas atividades ao invés de ir ao luau. Ponderei, e por fim ficar em casa me parecia ser a coisa certa. O celular dele toca, logo Adryan atendia-o falando quase que irritado com seu pai, cujo nunca havia conhecido. Tentei não prestar atenção na conversa dos dois, puxando da minha memória situações parecidas entre eu e meu pai. Éramos muito diferentes, não éramos muito sentimentais e diferente de minha sensível mãe, eu era um iceberg feito meu pai. Abri um sorriso de lábios fechados, meio sério.

- Bem, então ao invés de irmos pro luau, podemos ir... pra sua casa, assistirmos um filme. Sinceramente não quero ir pra cinema nenhum e, até que podemos encaixar na planilha eu conhecendo o meu sogro. - Tentei não transparecer meu nervosismo, largando a mão de Adryan e com ambas as mãos levando a xícara de café aos lábios, um pouco mais fria. Como será que o Sr. Mudder era? Ele não parecia ser muito legal conversando no telefone com o filho. Fiquei pensativo, mas por mais incrível que pareça, não permanecia tensão alguma, apenas uma leve curiosidade, facilmente ignorada. - Como foi passar um ano sem me ver? Conheceu muitas pessoas? - questionei-lhe antes mesmo de articular na pergunta, fechando os olhos numa expressão de arrependimento, mas dei de ombros, como se indicasse um "não sei o que diabos falei".


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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Ghail C. Mudder em Sab 13 Jun 2015 - 21:32




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Notei seu nervosismo após a retirada de sua mão da minha. Nathaniel poderia ser um ótimo "ator", mas eu sabia distinguir de longe os atos de alguém que esteja em um conflito interno. Recuei minha mão continuando a olhar para ele de forma calma, não poderia ficar nunca contra alguém que eu amava, claro que se ele estivesse feito de forma dolosa o caso seria diferente, mas não era o caso e ainda estava passando por uma situação de choque, mesmo tendo passado muito tempo.
- Nate, me escute, vai ser ótimo você lá em casa conhecendo meu pai super protetor e chato, mas não fique assim... - abaixo minha cabeça procurando as palavras certas para não causar um certo desconforto maior sobre aquilo.
Voltei a encará-lo e prossegui:
- Você saiu de lá, estamos em vida nova, eu e você agora podemos ficar juntos... - coloquei minha mão sobre seu ante-braço enquanto falava baixo para que só ele pudesse escutar. - Posso estar sendo um idiota te pedindo isso, mas eu testemunhei e sei que não fora de forma proposital tudo aquilo, as coisas acontecem porquê tem que acontecer, quem iria imaginar eu e você neste café aqui e agora? Um ano longe de você foi uma eternidade para mim e eu aguentei, te esperei, será que pode então ficar mais tranquilo e viver o presente aqui e agora com a pessoa que te ama?

Abri um sorriso após o que eu havia dito, queria deixar tudo de forma bem explicada e sem falhas, eram sentimentos que estava sobre aquele casal, confiança, amizade, respeito e principalmente amor. Voltei a acariciar com meu polegar sua pele acima do dorso após ter deslizado minha mão sobre a dele e me encostei na cadeira e abstraindo aquele assunto para um outro que havia começado por ele.
- Amor, passar um ano sem te ver foi praticamente um exílio para mim. Trabalho, trabalho e casa, esse foi meu ano sem você. Pra não dizer que fiquei trancafiado naquela mansão, sai umas duas ou três vezes e sozinho para fazer compras pro meu pai, ele não sai de casa e praticamente não tem vida, como eu.
Comecei a mexer na minha xícara também, rodava ela lentamente rindo da minha situação tão monótona.
- Antes de te conhecer eu gostava de sair, muito, mas depois disso parece que apertei um botão de party-off e pronto, não gosto de sair sem você.
Meu celular novamente vibrou, revirei os olhos e ao pegar vi que era da Winterfield.
- Agora é trabalho, só um instante. - levantei meu indicador pegando logo assim meu celular e atendendo.
- Professor Mudder falando... - falei com som de firmeza. - Sim, está tudo certo, as partituras estão comigo e já coloquei em ordem tudo que eles irão apresentar. - olhava para Nate sorrindo. - Não, não será todos, apenas os que sobressaírem na nota irão participar, não é qualquer um que vai ganhar uma premiação dessas, também acho, tudo bem logo logo estarei ai. Bom dia. - Desligava o aparelho e suspirava.
- Pronto. Onde paramos? - perguntei logo lembrando.
- Ah sim... Também comprei uma coisa pra você, quando você for lá em casa irei te entregar.
Pisquei e chamava o garçom do estabelecimento.
- Meu anjo vai querer mais alguma coisa? - perguntei esperando uma resposta.



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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Dom 14 Jun 2015 - 23:28




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Apesar de morarmos bastante longe por um ano, Adryan tinha um dom incrível de saber quando eu mentia ou fingia algo. Ele comentou sobre eu conhecer seu pai não ser algo totalmente horrível, e notei que ele concluíra que meu nervosismo se devia ao fato de conhecer meu sogro. Abri um leve sorriso, esperando que ele continuasse achando isso e tentasse me animar com algum assunto. Eu sempre fora um jovem de pensamentos conturbados, sempre pessimista e duro comigo mesmo, sem deixar espaço para outras pessoas adentrarem e me ajudarem, porém sempre sabendo da minha necessidade de ter um guardião protegendo-me.

Adryan era meu guardião, aquele que me protegeria nos dias de batalha, aquele que iria sempre lidar comigo nos meus piores e melhores dias. Me sentia agora grato demais para poder pensar no consolo que meu namorado me dava, só me concentrando em quanto eu queria abraçá-lo mais uma vez, poder sentir sua pele roçando na minha e seus lábios junto aos meus. Suspirei. Olhei bem em seus olhos. Ele comentava sobre como era sua vida antes de mim e o quanto eu havia mudado seu estilo. Abri um sorriso sugestivo e ergui uma sobrancelha.

- Agora não há com o que se preocupar, podemos ir para festas juntos. Não quero ir ao luau pois preciso me readaptar à Miami, pôr conversas em dias com minha irmã e ver se meu pai melhorou. Além de... - me senti livre e eufórico o suficiente para meus dedos indicador e médio subirem por seu braço até chegarem em seu ombro, eu curvando meu corpo para a frente para dar-lhe um selinho - precisarmos de um tempo só nosso, afinal um ano é muita coisa. Precisamos colocar tudo em dia, se é que me entende. - Ergui uma sobrancelha, minhas mãos dobrando perfeitamente um guardanapo, apenas para colocá-lo ali próximo, sem utilidade alguma.

Seu celular tocara, me fazendo olhar os detalhes do local onde estávamos, para em seguida abrir um sorriso calmo para assegurá-lo de que tudo estava bem. Senti sua mão sob a minha, retribuindo eu seu carinho. Ele, como sempre preocupado com meu bem-estar, me pergunta se necessito de algo. Assenti que não. Me pus de pé, sorrindo para ele.

- Então... vamos pra sua casa, odeio surpresas mas também sou muitíssimo curioso. - Falei quase que cantarolando, por um momento ficando na ponta dos dedos dos pés e batendo minhas mãos duas vezes, os olhos percorrendo Adryan curiosamente, como se eu fosse um telepata e pudesse ler seus pensamentos.

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Re: {CA} Nathaniel W. Sibley, Adryan L. Mudder

Mensagem por Ghail C. Mudder em Ter 16 Jun 2015 - 11:50




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Nate era um garoto incrível e quando ele estava mais relaxado acontecia sempre aquilo, sua euforia e seu "ataque" de sedução. Sentindo seus dedos subirem pelo meu braço até cair em um beijo rápido vindo logo recheado com suas palavras de provocação me fazia apenas sorrir e morder meu lábio inferior. Uma consequência gostosa da nossa química bem combinada.
- Vamos fazer nossa festa bem particular... Só eu e você, amor. - pisquei pra ele que já estava de pé.

O garçom chegou nos olhando e esperando para ver se faríamos um novo pedido, me levantei e retirei do bolso o cartão de crédito apresentando para ele.
- Só quero que encerre a conta, mas vou pagar no caixa, ire levar um café pra viagem.
Acompanhava o garçom, me virei para Nathaniel movendo os lábios dizendo sem emitir som.
- Eu já volto... - passei por ele e ia em direção ao caixa já fazendo em seguida meu pedido para que o garçom trouxesse.
Mais uma vez olhava para Nate que me aguardava ansioso, ainda tinha mais doze horas antes de ter que começar a pensar em trabalho e iria aproveitar muito bem esse tempo.

- Aqui está senhor, obrigado e volte sempre. - peguei o saco de papel que continha a logo do estabelecimento e com o café junto me virando assentindo com a cabeça agradecendo pela hospitalidade.
Caminhei até o loiro pegando em sua mão entrelaçando nossos dedos, estávamos em um país livre e que não precisava se chocar com um casal gay caminhando pelas ruas, meu carro estava logo na próxima esquina e não demoraríamos para chegar la.

- Seu presente só vai ser entregue quando eu achar que você deva merecer. - falei rindo logo em seguida e o abraçando por trás.
Assim saiamos do local indo até meu carro, entregava o pacote com o café de papai para ele e adentrava ao automóvel logo saindo dali.


ENCERRADO

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