MONTTECHIO, Maya C.

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MONTTECHIO, Maya C.

Mensagem por Maya C. Monttechio em Qui 4 Jun 2015 - 1:33


Maya

─ Nome Completo:
Maya Castellan Monttechio

─ Idade:
16 anos

─ Escola:
Winterfield Academy

─ Grupo:
Cheerios

Personalidade:

Costumo viver em função de tentar entender as pessoas e a mim mesma, é complicado, pois não consigo entender a bondade e a humildade que reside no coração de alguns seres. Eu costumava observar os humanos em suas rotinas para tentar entender minha própria mente, sei que é estranho e sem sentido, mas costumava funcionar. Imagine ficar sentada em um banco olhando as pessoas irem e virem, é um bom momento para pensar no que realmente estão fazendo, mas primeiro tente entender porque gostaria de fazer aquilo. Eu gosto porque sempre me imagino como eles, obrigado a seguir as regras da sociedade, preso à um ciclo infinito de emoções. Assim é a vida. Porque gosto de observar? Resposta simples e fácil: gosto mais de entender o mundo ao meu redor do que tentar entender o que se passa aqui dentro. Talvez eu seja só mais uma presa nessa caçada da vida, ou talvez eu seja especial, algum dia saberei. Já descobriu o que queria sobre mim? Não? Explicarei melhor então. Não estou do lado do bem, muito menos do mau, apenas vivo minha vida sem me importar com o que os outros pensam de mim, apenas me importo em me divertir. Na vida aprendi apenas duas coisas que nunca esquecerei: nada é o que parece, devo questionar tudo que vejo e todo mundo tem um preço. Não é tudo preto no branco como alguns pensam. E no final, eu estou no lado mais escuro do cinza...

História:

Acho que no fim, você começa a pensar no começo. Aquele mísero instante em que tudo mudou. O momento em que soube que sua vida nunca mais seria a mesma. Esse é o fim, o fim do ciclo. Eu sou aquela garota, parada no meio do corredor de uma escola totalmente nova. Observando aqueles que a observam. Sempre fora a filhinha da mamãe que estudou música e línguas em casa, que tinha tudo o que poderia querer. Agora, me pergunto o que faço no meio de Miami. Com um suspiro, deixei que tudo voltasse por uma última vez, tudo o que eu queria esquecer.

10.25.2010

Era fim de tarde e o sol já se punha, quando ouvi batidas ritmadas na porta da frente. Eu tocava o piano da família, mas não pude deixar de prestar atenção no que diziam, algo sobre o marido da minha mãe. Pena que minha mãe era solteira.  O medo fez meu corpo inteiro se arrepiar, algo não parecia nada bem. Já não poderia mais tocar nem se quisesse, com sorte não teriam percebido minha presença. Apertando a barra do meu vestido com todas as minhas forças, fechei os olhos e esperei que fossem embora, mas provavelmente não foram. Pude ouvir gritos abafados e o som da porta se chocando com algo ao tentar ser fechada à força. Algo me puxou com força pelo braço e um grito agudo e infantil escapou de meus lábios.

Minha mãe me arrastava para o andar de cima, fazendo-me correr pelas escadas. Ela me trancou em seu closet. – Não faça nenhum ruído, minha coelhinha... – Ela me entregou meu golfinho de pelúcia e fechou a porta. Eu não podia entender o que estava acontecendo, mas estava assustada e muito. Estava escuro demais, por isso não podia ver nada, mas eu podia ouvir bem demais. Passos pesados e gritos abafados. Porém permaneci imóvel e calada, como haviam me ordenado. Depois de minutos, talvez horas, não pude ouvir mais nada, nem mesmo a respiração da minha mãe e foi então que permiti a mim mesma, uma garota de apenas 12 anos de idade, bisbilhotar pela fresta da porta. Não havia ninguém. Ninguém vivo pelo menos. Ao olhar melhor, vi um corpo jogado no chão, braços esticados e sua cabeça virada na minha direção, como se quisesse chegar até mim. A mulher que me trouxe ao mundo sangrou até a morte em seu próprio quarto.

~CRESCENDO.

Cresci como a filha adotiva de um casal que morava ao norte do Texas. Eles tinham uma casa grande e muito dinheiro, e por isso viviam tentando comprar o meu amor. Depois de ouvir minha mãe morrer, não consegui mais ser a mesma garotinha ingênua e meiga que era antes do trauma de infância. Ainda tinha lembranças dos policiais levando o corpo da minha mãe e tentando inutilmente tirar alguma informação de mim, o que piorava as coisas. Minha mãe não tinha família, pelo menos ninguém conhecido e tudo o que eu tinha do meu pai era um sobrenome. Era isso, estava sozinha no mundo. Como não podia ter minha própria casa e emprego ainda, me mandaram para um lar adotivo. Mãe texana e pai britânico, o que mais uma criança sem pais poderia querer?

Planejei minha fuga daqueles caipiras ricos por anos. Não queria um carro novo, só a minha mãe de volta. Festas. Drogas. Bebidas. Digamos que eu não era a filha que eles queriam e tentavam reverter isso com jóias caras. Eu fingia que funcionaria e na noite seguinte saía para mais um pouco de rebeldia. Não queria jóias e roupas caras. Eu estava bem enquanto não me pegassem. Mas é como dizem, tudo o que é bom dura pouco. Em uma dessas festas para maiores que eu entrava de penetra, ocorreu uma briga. Meu namorado contra o namorado de alguém que ele beijou. Relacionamento Aberto. Resumindo: Socos, empurrões, eu jogando uma garrafa em alguém, narizes sangrando e algemas. Fim. O casal que me adotara não parecia nada feliz com minha última experiência. Tanto que pela primeira vez em toda a vida decidiram agir e decidiram que eu iria para uma tal de Winterfield Academy em Miami, então... Aqui estou eu tentando me enturmar junto à um bando de garotas com pompons e mini saias.



"You are the antidote to everything, except for me".

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