HEMMING, Ian

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HEMMING, Ian

Mensagem por Ian Harold Hemming em Sex 5 Jun 2015 - 14:44


IAN HAROLD

─ Nome Completo:
Ian Harold Hemming

─ Idade:
18

─ Escola:
Winterfield Academy

─ Grupo:
Dancers

Personalidade:

Camisas de banda e fios do cabelo desconexos; também tem aqueles casacos de filmes de ficção científica e nenhuma calça não rasgada com estilete ou caneta. Claro, como se esquecer das medalhas de física que ele esconde numa caixa embaixo da cama – junto ao monte de porcaria, e inclua pôsteres de filmes antigos e clássicos. O garoto é um nerd, apesar de tentar disfarçar sempre que possível, e falha muitas vezes, visto que é a pessoa mais empolgada quando sobre assuntos de seu interesse. Tudo bem, na verdade, ele é empolgado com praticamente tudo - a não ser pela praia durante dia, porque o sol é a única coisa qual não consegue se adaptar. Sabe dividir as responsabilidades (e: amigos, amigos, negócios à parte é algo que segue fielmente). Também é o que chamamos de positivista e ‘boa áurea’ – você, pensa, então, que o garoto vive feliz vinte e quatro horas: quase isso. A questão é que ele guarda tudo e somente para si. Inseguranças e receios, há muito disso nessa mente esquisita, mas a questão é que ele leva a filosofia que, bem, a vida é preciosa e que enquanto existir música, ele puder dançar, ele estará mais que satisfeito com o que vier.

História:

Um ato gera outro, na maioria das vezes. Aqui, falamos da adoção – no seu ponto mais levemente engraçado. Quero dizer, as chances de você ser um descendente de coreano e ter pais puramente ingleses não é grande. A chance de duas pessoas, desse mesmo  caso, se conhecerem e se apaixonarem é menor ainda, certo? É possível, entretanto. Mas não para por aí: a garota de olhos puxados e nenhum sobrenome oriental, junto com o garoto de olhos puxados sem nenhum sobrenome oriental, casam, mudam-se para a Irlanda, e adotam um garotinho de olhos grandes e vidrantes. Não recearam, mas desejavam repetir o ato prazeroso que é o da adoção. E para quê construir uma típica família com aparência estereotipada ‘asiática’ quando nunca foi assim? Cresceram com os julgamentos da sociedade; continuariam com os mesmo. O diferente é lindo para eles, afinal, e Ian recebeu essa influência.

Pois é, aparentemente, se você é branco e de íris clara, você é o pobre coitado que cresceu tendo que comer peixe cru. “E tudo bem, meu querido, deve ser horrível, né?”, quantas vezes fora obrigado a ouvir coisas assim? Nas primeiras vezes que contou, frustrado, para seus pais, estes riram – até que ele percebeu que ele também podia rir. O garoto aprendeu, também, que era diferente, bem como toda sua família, e aquilo era incrível. O diferente, então, passou a fascina-lo... Bem como a dança. Foi com seus nove que o menino passou a frequentar uma escola de música, mais especificamente: as aulas de dança. Pode-se dizer que experimentou vários ritmos durante cinco anos – e então, ele teve que deixar para dedicar-se à escola. Acontece que seus pais cresceram, não vacilaram com a segunda grande chance que a vida os deram, e agarraram: se tornaram grandes médicos cirurgiões. Nomes prestigiados; classe social muito boa. Ian, então, tinha o peso na consciência que gritava ‘ei, você também fará medicina’. O garoto, assim, passou a dar de tudo quando ainda no ensino fundamental – até que seus pais notaram mudanças em seus jeitos e atitudes. Tornou-se mais que recluso. E esta era a última característica que seus pais o adjetivariam.  

Sempre foram abertos uns com os outros, os três. Ian mais que admira seus pais, eles são seus amigos. Numa conversa, desabafaram e as velhas ideias mudaram. Foi um peso, enorme, a menos nas costas do garoto: medicina era tudo o que menos queria, e agora não precisava mais viver cada dia de sua vida dando o seu melhor para aquilo que não gosta. Ian voltou a entrar nos clubes da escola, e desses vieram novos hobbies como o skate. Quero dizer, não os clubes em si, mas as pessoas que conhecera nos mesmos. Estas que estavam com ele quando saiam e voltavam tarde (do outro dia) - ele, entretanto, não deixava as responsabilidades de lado. Se bem que, às vezes, vacilava. Foram anos bons e construtivos em vários sentidos, mas acabaram quando seus pais anunciaram uma casa em Miami. O garoto não entendeu a mudança.

Não que Ian se importe com o choque enorme da diferença de ar entre Dublin e Miami, mas de vários lugares, tinha que ser lá? Praias lindas, pessoas mais lindas ainda e verão, diziam. Bem, estavam aí duas coisas que ele não podia ligar menos – mesmo depois de um ano, não gosta de sol. Parece que a bola gigante simplesmente não foi feita para ele, ou seja, também não gosta de praia durante o dia. (Sim, as pessoas bonitas são sempre bem-vindas). O garoto protestou, obviamente; ah! Claro que não só pelo clima, mas por toda a vida que mudaria completamente. Não teve jeito, entretanto, dois meses antes de começar o ano letivo nas Américas, onde na Irlanda ele já estava livre do ensino médio, mudaram de país. E como ele sabe, não é fácil, mas por seus pais o garoto faz muito, então tenta ser o mais mente aberta possível. A cidade não é ruim, afinal. Bem, fica fácil quando se tem algo que ama ao seu alcance: ele voltou a dançar. Ainda que numa escola tão rígida.
 


"Head in the clouds but my gravity's centered".

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