HOPENFIELD, Pietro

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HOPENFIELD, Pietro

Mensagem por Pietro Hopenfield em Dom 21 Jun 2015 - 3:26


PIETRO

─ Nome Completo:
Pietro Hopenfield

─ Idade:
16 anos

─ Escola:
Winterfield Academy

─ Grupo:
Estudantes

Personalidade:

Um garoto tímido e introspectivo que aprendeu a mascarar o déficit de autoconfiança e receio do público envolvendo-se em sua carapaça como um jabuti buscando ocultar sua essência. Nunca gostou de grandes aglomerados ou falar em público, assim como buscava evitar quando atenção de terceiros despendido a ele. O garoto inocente e reservado aos poucos cedeu espaço a versão pecaminosa, promíscua e inconsequência a qual o rapaz reflete nos dias atuais. A relação conflitante e abusiva estabelecida por seu pai desde os doze anos quando a mãe os abandonou para ir embora com um jardineiro mexicano que a família havia contratado no verão serviu para moldar a personalidade de Pietro que na ocasião iniciava as lascivas empreitadas da adolescência. As atitudes possessivas do pai contribuíram para um Pietro submisso e obediente não apenas no ambiente familiar, mas também em suas relações sexuais, nas quais ele sempre busca o estereótipo idealizado do pai viril, seguro, autoritário e dominador, mesmo que essas características sejam por eles transportadas para um universo carnal e não apenas em sua relação de pai-filho. A sua paixão pelos estudos lhe rendeu no antigo colégio o titulo de nerd, mas como eles diziam um nerd que fugia ao convencional, afinal ele bebe e por vezes faz uso de outras substâncias ilícitas. Ainda hoje revestido de um novo eu ao qual sempre que se vê sozinho diante do espelho não reconhece o rapaz anseia pelo sonho de poder novamente retornar a ser o garoto tímido e introspectivo o qual poucos conheciam e quase ninguém aproximava, mas que ainda sim era feliz vivendo em sua bolha sem as interferências positivas e negativas do exterior.

História:

Um menino que nasceu em berço de ouro. Essa é a melhor definição para Pietro. O jovem natural de Seatle nasceu ao final de uma tarde chuvosa de outubro, mas precisamente às 16 horas e 43 minutos de uma sexta-feira treze. Existem muitas lendas e superstições acerca da referida data, todavia essas nunca foram consideradas pelo casal Hopenfield. O senhor Sebastian Hopenfield dizia para aqueles que ao visitar o garoto na maternidade comentavam que ele poderia ter esperado algumas horas e nascer no sábado sem os agouros do treze que isso era bobeira, coisa de gente ignorante e desprovida de poder aquisitivo e cultural. Sim, o primeiro herdeiro de Sebastian e Aurea havia contrariado as expectativas da mãe que desejava uma cesariana e rompido a bolsa uma semana antes da data marcada, todavia seus esforços de nada adiantaram, pois o obstetra da melhor clínica da cidade portuária realizou o parto cirúrgico como era anseio do casal. O garoto desde o momento em que chegou a residência da família em um condomínio de luxo naquele que era considerado o mais nobre dos bairros de Seatle foi assistido por duas babás que auxiliavam os pais de primeira viagem 24 horas do dia. A medida que os anos iam avançando os pais nunca estavam presentes para escutar a primeira palavra, assistir o sentar, engatinhar, primeiros passos e finalmente o andar. A mãe passava os dias em seu antiquário enquanto o pai revezava entre viagens comerciais e reuniões na companhia aérea que havia herdado do pai e agora dividia com seu único irmão. Por muito tempo Pietro chamou a babá Mariana de mamãe e isso gerou uma situação constrangedora e represálias vindas de seus pais ao chegar ao ponto que Aurea considerou a situação insustentável e despediu a jovem causando no pequeno um bloqueio psicológico por ter sido apartado daquela com a qual tinha o laço afetivo mais estreito e intenso. Na ocasião o menino de cabelos negros e olhos amendoados tinha cinco anos e iniciava os estudos em um colégio particular que funcionava em estilo de semi-internato ao qual entrava as sete e saia as dezoito horas. A dor da separação a qual não entendia, somada as constantes brigas dos pais as quais sempre presenciava e castigos que o empresário impunha no garoto muitas vezes como forma de aliviar a raiva que não poderia descontar na esposa foram moldando um menino que outrora era alegre em uma criança triste e com problemas de socialização escolar. A medida que a idade chegava os problemas familiares e sociais de Pietro tornavam-se ainda maiores, mas nada está tão ruim que não possa piorar e como dizem miséria pouca é bobagem. As vésperas do seu décimo terceiro aniversário o seu mundo tornou a desmoronar. Naquela tarde ao chegar da aula encontrou seu pai na sala de estar. O homem berrava furioso ao telefone, proferindo ameaças aos quatro cantos. O menino caminhou em passos lentos e temerosos e com muito sacrifício conseguiu indagar o que ocorria. Às vezes devemos simplesmente não perguntar por algo e nesse dia ele aprendeu essa lição. A sua mãe tinha abandonado o lar e ido morar no México com o jardineiro que há alguns meses trabalhava na residência. Ele não conseguia compreender o porque dela ter partido. Não que fosse sentir falta do amor materno, uma vez que ela nunca o ofertou, mas se ia partir poderia tê-lo levado junto e não o abandonado com aquele homem que conseguia ser pior que Aurea em termos de rigidez e ausência de carinho inúmeras vezes. A adaptação à nova rotina não foi fácil e a relação entre pai e filho tornou-se conflitante até que Sebastian conseguiu domar o garoto o adestrando como se faz com um animal de estimação. O jovem mudou de escola por imposição do pai a fim de evitar burburinhos sobre o ocorrido e adotou uma casca de garoto extrovertido e debochado, como forma de esconder a tristeza que cultivava em seu interior e também como tentativa de agregar pessoas a sua vida e que essas não o abandonassem como sua babá e sua mãe. O novo Pietro fazia sucesso na escola, mas quando chegava a casa voltava a ser o mesmo introspectivo e monossilábico de sempre, limitando-se a responder as perguntas que soavam como ordens, vindas daquele que deveria ser o seu amigo e não o seu carrasco. O desejo sexual começou a despertar nele e culminou com um breve romance com seu melhor amigo. O romance foi breve, não por vontade das partes, mas por imposição de Sebastian que estava de mudança para Miami e levaria, por conseguinte o filho. As lágrimas perduraram por dias, mas não havia o que fazer senão aceitar com resignação a sua sina, ao passo que projetava em seus sonhos e diário como seria a vida em Miami e principalmente na Winterfield Academy sua nova escola.
"Frase de sua preferência, apenas não seja grande demais".


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