{LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

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{LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Qui 25 Jun 2015 - 1:00


At the Mall

A postagem se inicia entre Nathaniel Sibley, Dianna Ohlweiler e Shannon Gould Kempner e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em 17/04, sexta-feira, no Shopping Lincoln Road. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.




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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Qui 25 Jun 2015 - 1:35




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Shopping e eu sempre fomos uma relação complicada. Eu geralmente só ia a shoppings para fins como cinema ou - raramente - comprar alguma roupa, caso fosse realmente necessário. Dianna e Shannon haviam sido duas ótimas companhias algum tempo atrás quando fui para o acampamento no conjunto de ilhas Florida Keys. Elas haviam sido benevolentes e amigáveis na minha pior época, me ajudando a superar meus problemas e a me esquecer de todas as dificuldades, passando por elas. O apoio delas foi imprescindível durante minha trajetória para superar o luto e a culpa pela morte de Dylan Bishop. Depois de ver Dianna de nosso pequeno encontro no bar eu havia marcado um segundo encontro, desta vez, para ver Shannon, cuja pessoa eu não via fazia um ano. Sentia saudades da loira, namorada de Dianna. Trajando calça jeans, tênis negro combinando com a calça e uma camisa vermelha de longas mangas, eu as esperava na área da alimentação, cruzando os braços por sob uma mesa.

Esperava-as, para que pudéssemos colocar todos os nossos assuntos em dia, para que nós três juntos pudéssemos conversar à vontade.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 25 Jun 2015 - 2:15



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Após o final de semana em Londres, Dianna estava de volta. Havia recebido um convite de uma velha amiga: a senhorita Thompson. Junto com Vic, as duas embarcaram para acompanhar a criação da Winter Collection New Classic, onde peças vintage com um toque descolado e moderno seriam lançadas como nova tendência no próximo mês. Ficara lisonjeada e até mesmo sem graça com o convite para ser modelo do desfile que seria preparado para o lançamento, mas recusara por motivos implícitos. Victoria, por sua vez, encabeçaria a coleção. A menina era precisa e crítica. Ajudava sua mãe, deixando evidente que havia nascido para estar neste mundo. E assim foi o final de semana: Pequenos desfiles para aprovações - onde até a opinião do zelador da agência era levada em conta -, idas a restaurantes com direito a parte em que as meninas relembravam alguns momentos do passado, e claro, muita diversão. Tudo, dentro dos devidos limites.

•••••••••••••


Quatro dias depois, estava estacionando a Range Hover no estacionamento do shopping, onde havia combinado de se encontrar com Nathaniel e Shannon. Esta última, não via desde a volta da Inglaterra, já Nate, tinha-o visto por último, na sala de aula, onde o rapaz demonstrara que era bom no que fazia. Estava vestida de maneira simples, nada que chamasse atenção. Uma camisa de botões azul bebê com as mangas dobradas até os cotovelos, um short jeans branco com um cinto nude, e Vans. Havia prendido o cabelo em um rabo de cavalo, e pronto! Preferia o conforto de roupas simples para se estar em um shopping.

Viu a figura do amigo do outro lado da extremidade que estava, e caminhou até ele, colocando o celular no bolso. O abraçou assim que estava ao seu lado, abrindo um sorrisinho vertiginoso.

Se não é meu dançarino preferido. – se afastara alguns centímetros após o abraço, lançando-lhe um olhar firme.

Olhou para os lados, no intuito de ver Shannon, mas parecia que sua garota ainda não havia chego.  


#shopping #nate #shannon



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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Qui 25 Jun 2015 - 14:45

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Shopping. A menor menção dos complexos de lojas, cinema e restaurantes causavam uma animação repentina na loira. Não que ela fosse uma dessas patricinhas mimadas que passam o dia inteiro fazendo compras e gastando o dinheiro dos pais, mas ela era uma boa apreciadora do lugar. Sempre passava horas a fio na livraria, lendo, uma vez ou outra, uma nova obra dos autores contemporâneos e ouvindo os novos CD’s de seus músicos favoritos. E, claro, a ida frequente ao cinema ajudava um pouco. Fora uma surpresa – um tanto quanto agradável – quando Nate a convidou para sair para ir especialmente aquele lugar. Sempre achara que o garoto tivesse uma aversão ao ambiente, mas aceitou de imediato, animada com o fato de que reveria o menino após um ano. Está certo que tinha alguns sonhos perturbadores devido ao acontecimento no acampamento, mas os momentos que viveram após aquele dia fizera com que uma amizade deliciosa surgisse ali. Ela sentia falta dele e precisava saber como este estava.

Sua Grand Cherokee a aguardava na porta quando saiu de casa. O short hot pants não tão claro, a camiseta branca com uma frase qualquer estampada e a botinha de cano curto nos pés, mostrava que era algo casual. O cabelo voava devido ao vento, os olhos azuis devidamente protegidos contra o sol com seu Ray-Ban Erika Junior; o cheiro suave do perfume escolhido exalava quando passava. Correu a distância da porta de entrada até seu carro, sabendo que chegaria atrasada caso demorasse mais um minuto.

~~~

Caminhava daquela forma confiante de sempre, em direção a praça de alimentação, quando o sorriso apareceu nos lábios rosados ao ver as duas figuras mais que conhecidas um pouco mais a frente. Ela não sabia que Dianna iria também, a namorada tivera um compromisso em Londres no final de semana e não havia a visto desde então. Nate havia mudado: estava um pouco mais alto do que se lembrava e mais forte. Mesmo de longe, podia ver que o amigo estava começando a adquirir características de homem. Apertou o passo, retirando o óculos no caminho - ter fotossensibilidade era uma coisa que odiava. - Estou me controlando para não chorar de emoção. - Comentou ao se aproximar o suficiente, pulando para abraçar o garoto de forma apertada. No começo ficou em duvida se abraçava primeiro a namorada ou amigo, fato que era resultante de ter duas de suas pessoas favoritas no mesmo lugar, mas como não via Nate a mais tempo, optou pelo garoto. - Nunca mais me faça ter saudades assim, Nathaniel Sibley, ou sofrerá as consequências. - Soltou-se do garoto após um minuto, indo para a morena ao lado dele. - E você, por que não me avisou que já tinha chegado? Estava começando a ficar preocupada. - Arqueou a sobrancelha esquerda, invadindo o espaço da garota cor de canela e a abraçando pela cintura antes de ser respondida. Deixou um beijo no pescoço moreno antes de se afastar, reabrindo o sorriso animado e encarando ambos. - Então, o que temos para hoje?

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sex 26 Jun 2015 - 1:07




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Um ano é um curto espaço de tempo visto de agora, porém vivenciando-o notei que tanta coisa ocorreu nesse espaço de tempo que eu mal conseguiria pôr em palavras todos os acontecimentos. O terrível acontecimento com meu amigo Dylan Bishop havia sido um grande buraco na minha alma, entretanto minha paixão cada vez crescente e principalmente, correspondida de Adryan havia me dado forças para continuar, além do apoio de minha irmã que nem fazia ideia do ocorrido. Infelizmente, a mesma havia sumido por um tempinho, por isso nosso reencontro fora tão rápido. Agora, lá estava eu esperando por Dianna e Shannon, como sempre eu havia chegado muitos minutos antes da hora marcada, apenas por precaução.

Utilizando roupas tão casuais quanto as minhas, fitei Dianna, ficando eu de pé e recebendo seu abraço com um sorriso maroto, dando de ombros e sentindo enrubescer com seu elogio. Eu não era um bom dançarino como ela ou como Shannon, só sabia que eu conseguia ao menos me expressar perfeitamente na dança ou pelas minhas letras e textos.

- Ora se não é minha professora favorita! - exclamei alegre, dando um leve tapinha com a mão direita em seu ombro. - Como vai, Dianna? Você está cada vez mais ótima! - elogiei-a, antes de poder puxar assunto eis que surge a loira, alta e vestida casualmente, mas linda o suficiente para ela e Dianna conseguirem sozinhas atraírem toda a atenção ao nosso redor. Seu abraço apertado foi a prova de que realmente ainda éramos amigos depois de todo esse tempo e todos os acontecimentos ano passado, que agora fiz questão de empurrá-los da consciência. - Tudo bem, ficarei aqui e nunca mais partirei sem levá-las comigo! - respondi-a sobre o fato de eu ter lhe dado saudades. As duas se abraçaram, e era visível que as duas realmente tinham um laço irrevogável de amor e paixão. Era lindo vê-las unidas, e só agora compreendi o que meus amigos e parentes sentiam e viam ao ver eu e Adryan juntos; era algo parecido com isso. Voltei a me sentar na mesa, tendo mais três lugares desocupados para ela. Começar com comida uma conversa era sempre bom.

- Então, o que vão querer? Por onde começamos? - bati as mãos na mesa levemente, esboçando um sorriso ansioso e olhando finalmente o garçom vir até nós. Queria novidades; queria saber como meu casal favorito estava e suas vidas, afinal tínhamos bastante o que colocar na mesa.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 26 Jun 2015 - 12:21



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Abrindo um sorrisinho torto, Dianna o olhou meio de lado com o que lhe fora dito. Nate era simpático, bonito e com um toque extra de fofura, sem falar no ótimo amigo que era. Adryan era um homem de sorte. Não teria do que reclamar. Desviou os olhos da multidão ao redor, conversas paralelas, pessoas passando de um lado para o outro equilibrando bandejas, funcionários de fast food's indo correndo para atender os clientes. Não fazia o tipo de garota que era fissurada por compras, como Hanna era, ou até mesmo SanClair - a gêmea de Nathaniel. Preferia ir a livraria, a loja de cd's ou, o lugar onde sempre era encontrada quando sumia repentinamente: Game Station.

Ah, eu estou bem. Só me recuperando do final de semana. Tive um compromisso fora de Miami. E você? Esta bem? – deixou de fora o fato que tinha ido a Londres. Não achava necessário dizer.  

Posteriormente a sua resposta, uma voz já familiarizada aos ouvidos de Dianna se fez presente, assim como seu cheiro, que havia chegado primeiro. Observou a namorada ir abraçar o amigo, não se incomodando com o fato de ter sido deixada para segundo plano. Eles não se viam a muito tempo, cerca de um ano e também, a morena não fazia o tipo obsessiva, onde queria ser a primeira na lista de tudo que Shannon faria, quando outras pessoas estivessem por perto. Era confiante o suficiente para saber que mesmo podendo ser a última a ter a atenção da garota, quando chegasse a ter, a teria por completo. Estava relaxada, acompanhado o assunto apenas com a audição, enquanto que com os olhos, chamou a atenção de um dos rapazes que trabalhavam ali. Um beijo no pescoço chamou sua atenção para Shannon.

Eu tive que resolver uns assuntos com meu pai, mas ainda tentei te mandar uma mensagem. Acho que não enviou. – respondeu ao pé de seu ouvido, depois de ter passado um braço ao redor de seus ombros.

Nate falara algo sobre nunca mais partir sem que nos levasse junto. Dianna soltou uma risada leve, havia gostado de ouvir aquilo. Não queria ter que saber que Nate estaria viajando para algum lugar distante, e que novamente teriam que se afastar. Não agora, onde quase todos os seus amigos de anos atrás, estavam em Miami, estudando na mesma escola. Era uma ótima oportunidade para reaproximações, e renovações de laços amistosos. Percebeu que o menino que os atendiam esperava pelos pedidos, então puxou Shannon para se sentar, ocupando o lugar ao lado da namorada. Ainda não havia comido muita coisa, desde dois dias atrás, onde quase havia adoecido por conta da mudança drástica do clima londrino, para o do litoral da Flórida.

Traga-me um sanduíche natural feito com molho branco. O acompanhamento deverá ser apenas um suco de laranja. – fez o pedido, pensando se conseguiria comer.

Virou-se para olhar Nate, que parecia admirar a forma em como costumava agir com Shannon. Comprimiu os lábios, abrindo um sorriso quase que sem graça. Coçou a nuca, tirando o celular do bolso do short. O aparelho estava vibrando, informando que havia uma notificação de mensagem.

"Negócio fechado, seu estúdio será aberto em dois dias.
Equipei tudo, espero que goste, eu te amo. — Daniel.
"

O sorriso fora inevitável. Finalmente, depois de quatro dias tentando resolver o que queria com o pai, havia conseguido. Deslizou o dedo sobre a tela, respondendo com uma empolgação contida, desviando a atenção do amigo e da namorada enquanto estes realizavam seus pedidos.

"Amanhã mesmo irei conferir. Obrigada, você é o melhor pai do mundo. Eu te amo também."

Travou a tela do aparelho, voltando a colocá-lo no bolso. Ergueu o olhar, apreciando por um devido momento, a beleza de sua garota. Passou a vista por seu corpo, pela forma em como havia se vestido, e mentalmente, queria que ela andasse como uma daquelas mulheres de Dubai. Coberta dos pés-a-cabeça. Notoriamente Shannon chamava atenção, como fazia agora, com um carinha sentado mais a esquerda, que não tirava os olhos dela. Dianna respirou fundo, de uma forma calma. Poderia ter passado um dos braços por trás da cadeira de onde a menina estava, ou ter-lhe dado um beijo para marcar seu território, mas tudo o que fez, foi desviar o olhar do cara, a expressão um tanto que fechada.

Podemos começar com você dizendo o que fez neste tempo em que não nos vimos. – deu a ideia, tentando abrir um sorriso convincente.

Se endireitou na cadeira, abrindo um botão da camisa, deixando bem pouco a amostra da regata branca que usava por dentro, para o caso de sentir calor e querer abrir ou tirar aquela peça. E como agora sentia um pouco de calor, fez o gesto de forma natural.


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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Sex 26 Jun 2015 - 22:34

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O sentimento de saudade foi dissipando-se, aos poucos, à medida que o abraço com o garoto foi acabando. Um ano não era lá muito tempo, mas era muito tempo. Vá entender. – Nos levar junto quando partir? Embora seja incrivelmente fofo de sua parte, que tal nunca mais partir? Eu senti sua falta, Nate. – Disse de uma forma totalmente sincera, dando um passo em direção à namorada e voltando a oferecer o espaço pessoal dele. A loura estava relaxada e um sentimento de conforto se apoderava dela. Estava prevendo que seria uma tarde agradável e que teria todo o tempo do mundo para colocar as novidades em dia. – Meu celular deu defeito, por isso não deve ter chegado. – Sussurrou de volta para Dianna, familiarizada com o braço ao redor de seu ombro. Aconchegou-se, olhando para Nate que as encarava com uma expressão de admiração e, agora, sentava-se a mesa. Sorriu. – Acho que comer sempre é uma boa ideia. – Respondeu sua própria pergunta, sendo puxada pela namorada para ocupar um dos lugares vagos.

- Quero apenas uma salada de frutas e uma água sem gás, por favor. – Disse entregando o cardápio ao garçom e lhe oferecendo um sorriso amigável. Não estava muito disposta naquele dia e seu estômago estava embrulhado, então optou por algo mais leve. – Como está Adryan, Nate? Podia tê-lo trazido também. – Comentou aprumando a postura, colocando os bons modos que recebera desde sempre em prática. Dianna encarava o celular e pode perceber uma animação repentina surgindo na menina. Encarou Nate por alguns segundos, dando “privacidade” a sua garota para responder e tornou a olhar a namorada, captando o olhar da morena sobre si. Aumentou o sorriso, sentindo o coração começando a bater mais rápido. Será que seria sempre assim? Um olhar e todas as células de seu corpo começariam a se agitar? Tudo indicava que sim.  Ela é tão linda! “Sabemos que sim. E parece que aquela menina a duas mesas para a direita sabe também.” Não fale isso, estava tentando ignorar desde o momento que cheguei. Por que ela não para de olhar? Está na cara que sou namorada dela. “Não está não”. Está sim! “Shannon, você está a quinhentos metros de distância dela. Tem certeza que está na cara?” Devo chegar a cadeira um pouco mais perto? “Sim, só cuidado para não....” BOOM! “...cair.” Merda. – Soltou baixinho, sentindo o rosto esquentar violentamente por ter caído de seu assento. Quem, aos dezesseis anos de idade, ainda caia da cadeira? Em público, ainda! Levantou-se rapidamente, sabendo que havia atraído olhares diversos em sua direção, voltando a sentar-se na cadeira que tinha sido posta em seu devido lugar por sabe-se lá quem. – Por favor, não me digam que todos estão me olhando. – Sussurrou, escondendo o rosto com ambas as mãos. Esperou um pouco antes de parar de esconder o rosto, encarando Nate e Dianna um pouco envergonhada. – Onde estávamos?

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sab 27 Jun 2015 - 21:09




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Para mim, tudo transcorria como água descendo pelas montanhas num rio abundante; o clima estava perfeito, para minha sorte eu não havia tido nenhum surto de espirros por causa do ar-condicionado, que aliás, estava numa temperatura perfeita, e talvez minha única preocupação seria não ter Adryan comigo. Desde que eu havia voltado de viagem, estar separado mesmo que um segundo dele me fazia sentir-me tão péssimo que era como se eu tivesse perdido uma parte de mim. Ele era como um órgão vital e essencial para mim, seu cheiro estava sempre comigo e eu sentia muita falta de sua respiração colada com a minha. Tentei não me distrair demais, cruzando os braços por sob a mesa, estreitando meus olhos tentando não perder um pouco da conversa, e Dianna havia tido compromissos ultimamente, que me fez erguer as sobrancelhas num "ah" de compreensão. Mordi o lábio inferior, ouvindo os pedidos da garota e entregando educadamente o menu para o moço.

- Salada, com azeite e um sanduíche integral. E café, com açúcar. - Sorri, lembrando-me de que quando conheci tanto Shannon quanto Dianna, eu estava bebendo café, da mesma forma foi com Adryan. E da mesma foi com Samuel. A sugestão de Dianna para começar a conversa não foi assim tão legal; eu iria falar sobre mim. Fiz uma leve careta de desagrado, pensando no que eu faria, por fim relaxando. Foi quando, de repente, uma queda. O som foi engraçado, e o mais interessante era a face assustada de Shannon; como um pobre pintinho que sai do ovo. Ri baixinho, pondo o dorso da mão na frente da face, sacudindo a cabeça num sinal de não quanto a pergunta de Shannon sobre estarem olhando-a. Um minuto e meio depois, respirei profundamente e fitei Dianna, séria, quase voltando a rir de novo.

- Bem, estou vivendo uma boa fase na minha vida. Eu e minha irmã estamos estudando no mesmo local, o que é ótimo, e eu e Adryan estamos mais unidos que nunca, e conheci meu sogro, aliás, ele é simplesmente incrível. - Comentei, balançando o dedo indicador com um sorriso de felicidade, como sempre me assaltava em momentos como este, quando eu falava sobre Adryan. - E vocês? - endireitei minha posição, como que esticando meu pescoço e passando o olhar por elas.




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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 27 Jun 2015 - 22:21



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 Depois do momento ignore-o-cara-que-esta-encarando-sua-namorada-sem-parar, Dianna se vira em um dilema provisório. Tudo havia acontecido rápido de mais para ter acompanhado. Enquanto desabotoava a camisa, notou que a namorada estava no chão. Arqueou a sobrancelha, encontrando-se séria, com uma cara de quem havia se perdido. Balançou a cabeça, movendo-se ligeiramente para ajudá-la a levantar. No processo, acabou por ter a camisa enganchada na quina da mesa, causando um rasgão nada discreto na peça de roupa. Ignorou, deixando em prioridade o fato de tirar a loira do chão. Ainda estava confusa. Como diabos ela havia caído? Pensando bem, era Shannon. O real quê da questão viria se ela não caísse ou protagonizasse algo desastrado em público. Abriu um sorriso tranquilo, puxando a menina para seus braços, abrigando-a, impedindo que todos aqueles olhares lhe fossem direcionados por uma fração de tempo.

Assim que seu rosto estivera livre de suas mãos, depositou um beijo suave na testa de sua garota, para então, se levantar e retirar a blusa agora rasgada. Para não parecer tão simples, desdobrou as mangas e prendeu na cintura, como se fosse uma jaqueta. Antes de ir embora, passaria em alguma loja de vestuário para comprar uma outra daquela. Sentou-se de volta, mas próxima a namorada, no intuito de encarar de volta o camarada que a olhava tanto, e que quase se atreveu a vir até ela. Seria desta vez que colocaria em prática parte do que havia aprendido no treinamento policial que secretamente havia feito? Mais um passo daquele cara, e teriam um novo momento como o que havia acontecido a Dylan. Agora, com total intenção. Abriu um sorrisinho moderado, transparecendo calma.

Devem estar olhando para onde o cara que nos atendeu esta indo. Em consideração ao que todos estão comendo, nós somos os únicos a dar uma vida na parte saudável daqui. – passou os olhos rapidamente pelo redor, evidenciando que praticamente todos dali, comiam coisas calóricas e excessivas em gordura.

Passou um braço por trás da cadeira da namorada, sentindo-se um tanto que estranha em estar somente de regata. E como se não fosse o bastante, nesta estava escrito "In case of emergency, call me." em letras pretas. Por que tinha mesmo colocado aquilo? Ah, sim. Preguiça de procurar por outra. Focou em Nate. Ele parecia distante, em um certo momento. Estaria pensando em que? Adryan? Ao que parece, não era a única a ter devaneios por conta do que sentia.

Ahn, quanto a mim, bem... Eu estou vivendo umas coisas importantes. Tudo esta no lugar certo. Quase tudo, quer dizer. – deu um riso rápido, triste.

Ja não via Beatrice a quase um mês, e estava matando-se para não pegar o primeiro vôo para Roma e ir buscá-la. Estaria lá no próximo final de semana, se nada lhe ocorresse. Convidaria Shannon para lhe acompanhar, mas o faria em um outro momento. Os pedidos chegaram, e por precaução, observou a movimentação do rapaz, que se desdobrava para deixar tudo sob a mesa. Se Shannon resolvesse se mexer agora, com certeza seria um desastre maior que sua queda. Prender o riso seria impossível. Aproveitou que o foco de Nate havia sido puxado para sua refeição, e tocou o queixo de sua namorada, dando-lhe um beijo breve, findado com selinhos. Logo estava de volta a sua posição, não aguentando, olhando para o camarada ao lado, que parecia contrariado, agora. Sorriu satisfeita.

E sobre nós... Eu não poderia estar menos feliz do que estou agora. Sabe quando você encontra a pessoa que faz você sair do próprio eixo? Perder a fala, passar um tempo encarando o nada por estar pensando nela, ou quando não consegue dormir por que esta com a cabeça cheia de... Felicidade? – perguntou, como quem não quer nada. Abrira um sorriso genuíno, olhando para sua namorada. – Acho que você sabe. Vejo o quanto Adryan te faz bem. Mas... Triplique isso pelo infinito. Vai dar algo parecido em como eu estou a respeito dessa moça ao meu lado.

Olhou rapidamente para Shannon, estando um pouco corada. Mordiscou seu sanduíche para afastar a vergonha repentina, mastigando enquanto olhava para o lado direito, meio perdida. Encontrou um olhar estranho de uma meninat, pôde jurar que ela lhe encarava fixamente, e acabou voltando os olhos para seu próprio prato. Parte disso, também se dava ao fato de Nathaniel ter mencionado a palavra "sogro." Sua cunhada era a única outra Kempner que conhecia oficialmente, sabendo dos outros, apenas seus nomes. Já havia tentado marcar de ir na casa da namorada, e fazer o pedido oficial, mas tinha a sorte (?) de sempre aparecer quando estaria sozinha com a loira. Sorriu meio sem jeito, coçando a nuca.

Você conheceu o pai do Adryan? E como foi? – pergunta, intrigada.

Conhecia o pai de Adryan de quando havia estudado na Winterfield, anos atrás. Ele era o responsável por Dianna ter optado a mudança de escola, visto tamanhas afrontas com o homem. Para evitar fadigas e perseguições, matriculou-se na Newtt, e tudo estava indo bem até então. Porém, a palavra sogro parecia ser uma das coisas em que mais lhe assustavam.



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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Dom 28 Jun 2015 - 22:27

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O fato é: toda aquela vontade de se esconder debaixo da mesa e só sair quando todos do shopping já tivessem ido embora, passou quando Dianna tomou seus lábios nos dela. O beijo da namorada era impecável, e sempre causava aquela agitação em seu interior, por mais breve que fosse. Tomou uma respiração profunda, controlando a vontade de retirar toda a roupa que lhe atingiu momentaneamente após os pequenos selinhos que deram fim ao beijo. Hormônios. Agitou a cabeça, saindo de seu pequeno devaneio e olhando a menina que se encontrava a direita deles: a expressão de desapontamento presente na face alheia fez um sorriso satisfeito surgir nos lábios rosados da loura. Agradeceu aos céus quando Nate falou novamente, arrancando-a daquela pequena bolha que havia se formado entre as duas enquanto seus pedidos eram colocados à mesa – dada a situação, ficou imóvel, se mexendo apenas quando o garçom acabara seu serviço; ela não queria causar um transtorno maior do que cair da cadeira.  Fuzilou o garoto a sua frente com os olhos, ciente de que o mesmo havia rido de seu tombo. Que tipo de amigo ele era? Posteriormente encarou a namorada, arqueando a sobrancelha para a escrita de sua camiseta. Ela esperava que nenhuma emergência acontecesse. – Se eu não te amasse, Nathaniel, provavelmente já estaria te enchendo de tapas por rir da minha desgraça. E você - Olhou para Dianna - Realmente espero que nenhuma emergência aconteça. – Comentou com um sorriso irônico, olhando para a escrita da camisa da namorada pela segunda vez. Espetou um morango com o garfo e levou a boca em seguida, se deliciando com o sabor doce da fruta.

Ouviu Nate com atenção, acenando, com a cabeça, satisfeita ao notar a felicidade palpável do garoto ao falar de sua vida atual. Ela havia o conhecido em uma época turbulenta, e o acontecimento que vivenciara com ele, sobre Dylan, era um assunto delicado que deixava aquele menino a sua frente sem o brilho nos olhos que tinha agora. Sorriu sozinha, realmente feliz pelo amigo. – Olha, amor, ele não teve medo de conhecer o sogro. Talvez você deva pegar algumas aulas? – Indagou, tomando um gole de água e segurando a vontade de rir, antes que Dianna respondesse a pergunta feita por ele. Ela sabia que a namorada tinha um leve receio de conhecer seu pai, mas mal sabia ela que o homem a amava sem mesmo conhecê-la. Oh, sim, ela já havia falado bastante sobre a menina cor de canela para ele e deixado bem claro seus sentimentos para com a mesma.

Boba apaixonada. Essa era a expressão presente na face da loura quando Dianna acabou de falar. A garota tinha esses momentos extremamente fofos, mas eram, em sua maioria, quando estavam sozinhas. Ouvi-la falar daquele jeito, para Nate, fez com que o sorriso se abrisse de forma inexplicável. E tinha o fato das bochechas dela estarem vermelhas. Quando irá parar de me surpreender, Ohlweiler? Repousou os talheres, parando de encarar o perfil da morena ao seu lado e voltando os olhos para Nate, inclinando o corpo ligeiramente para frente:

-  Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Citou impecavelmente, com a voz num tom mais baixo que o usual e pontuando as frases nos momentos necessários, como se estivesse com aquele texto em mãos no momento que falara. Conseguia observar as reações da namorada com o canto dos olhos, mas ignorava, por agora. – Você sabe o que Camões quis dizer quando escreveu isso? – Arqueia uma sobrancelha, um sorriso mínimo aparecendo em seus lábios. Voltou a encostar-se à cadeira, suspirando, sem desviar os olhos do garoto. – Tenho vivido os últimos meses nessas antíteses. Tudo que se passa com nós duas – Apontou para si e, em seguida, para Dianna. – Se resume nele. Sim, é mais complexo que isso, mas... – Parou de falar, sabendo que se perderia nas palavras caso não desse uma pausa. – Não consigo definir, entende? Quando estou com ela, é como se eu tivesse tudo e ao mesmo tempo nada. É intenso, forte. Fico contente e descontente. Quase fervo com as sensações que me atingem. É como se tudo que eu preciso para viver estivesse... Nela. – Finalizou, olhando para a namorada na última parte. Piscou os olhos, clareando a mente e caindo na real de que não havia respondido a pergunta feita. – Acho que é assim que estou agora. Completa. Em todos os sentidos. O resto fica para segundo plano. – Encerrou o pequeno monólogo com um sorriso, desviando o olhar para sua salada de frutas e pegando mais um pouco com a colher, sabendo que, provavelmente, naquele momento, os dois lhe encaravam. Levou a colher a boca, comendo a quantidade que havia pegado de uma forma lenta. O silêncio ainda permanecia na mesa. Engoliu o alimento, erguendo o olhar novamente e franzindo um pouco a testa. - Conte como foi o encontro com o sogro, Nate. Aposto que Dianna está se matando para saber como raios conseguiu sair vivo. Ele tinha uma espingarda? - Brincou de forma a incentivar o moreno, piscando os olhos de forma a aguardar o relato do mesmo.
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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Qui 2 Jul 2015 - 12:28




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Como eu poderia sequer imaginar que um simples encontro entre três pessoas iria resultar num ataque de riso de minha parte, roupas rasgadas e com direito a recitação de poemas e declarações melhores que filmes de romance? Pois é, a vida pode ser bastante surpreendente, principalmente quando não se teoriza ou se pensa demais, eu podia entender agora o ditado que eu quase sempre ouvia dos lábios róseos de Adryan; "viva e deixe acontecer, o resto o destino pode dar conta". Bem, ele não disse exatamente isso, porém a forma como ele agia, como falava, indicava que esse era o seu bordão. Lógico, nem tudo eram flores, na verdade o discurso romântico iniciado por Dianna se devia ao fato de um cara estar neste exato momento olhando para a loira como se estivesse vendo uma revista para adultos, se é que podem entender-me. Pigarreei, e ele me fitou, e de forma totalmente inescrupulosa, voltou a olhar para Shannon. Engoli em seco, sabia que Dianna tinha um ótimo autocontrole, mas era ciumenta, ou bem, eu podia concluir meus pensamentos ao ver ela fitando o homem provavelmente desejando ser a Medusa agora mesmo.

- Bem... - o que eu diria? Conhecer meu sogro não foi algo exatamente fácil, porém se tornou algo agradável e até mesmo divertido; geralmente as coisas são desse jeito, sempre dificultoso, entretanto depois do obstáculo você o olha como se fosse apenas uma pedra no sapato, sem maiores complicações como fora na época. - Bem, foi agradável, ele aparenta ser um homem realmente sério e bastante rígido, mas ele parece ser como qualquer outro pai normal e legal com o filho, e foi compreensivo mesmo com Adryan segurando minha mão e me beijando no rosto, o que quase me matou de vergonha. - Abrir um sorriso ao relembrar do acontecimento foi inevitável, realmente foi algo constrangedor, mas Adryan sempre foi um homem surpreendente, além do mais romântico possível, quebrando o iceberg que era meu coração, minha alma.

Deixei um tempo se passar, comendo meu sanduíche fitando o teto de vidro do refeitório, extremamente alto, estreitando os olhos sentindo alguns poucos raios solares quase me fazerem desmaiar. Pisquei os olhos; a quanto tempo eu não conseguia dormir? Cada dia que se passava era como se meu sono fosse cada vez mais curto. Dormir à meia-noite e acordar às cinco da manhã, com direito a intervalos entre esse espaço de tempo. Passei a mão direita no rosto, parando em volta dos lábios, tapando-os e bocejando, piscando os olhos disfarçando o lacrimejar, e foi quando, de repente, um vulto foi notado. Foi rápido, talvez rápido demais, e me fez estreitar os olhos procurando pela famosa e reconhecida silhueta. Usava um longo sobretudo negro de grandes botões, típico dele, os cabelos castanho-dourado típicos e o rosto de nariz delicado e queixo longo tão especificamente galanteadores se fizeram relembrados, puxados da memória, sempre voltando para a superfície.

Não. Eu estava com sono, não estava? Talvez fosse um truque da minha mente, ou talvez um sonho acordado. Fitei as garotas, a morena e a loira pareciam não terem notado nada demais. Curvei para trás, apoiando as mãos na mesa, mas não encontrei ele novamente. Voltei para a posição normal, tomando do café e fitando as duas.

- Bem... o segredo é nunca ter medo. Na verdade, mesmo Mark sendo um homem sério e que impõe respeito, o mais incrível é que os pais, principalmente o do sexo oposto o do filho, geralmente é muito protetor e não suporta ver o filho crescendo, mesmo que não admita. Acho que ele tem mais medo de conhecer você que você dele. - Voltei ao tópico sobre "sogro", como se nada houvesse ocorrido. Tomei um longo gole de café, piscando os olhos com força.



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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 2 Jul 2015 - 16:11



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 A morena desenroscou a tampa da garrafinha do suco que havia pedido, ingerindo um gole de imediato. Estava apreensiva com o que poderia sair de Nate. Conhecer sogros sempre fora seu maior medo, até por que nunca havia feito isso na vida. Já havia tentado várias vezes, mas dado o dia e a hora para se estar diante do homem, sempre fugia. E para bem longe. Fuzilou Shannon com o olhar, assim que suas próximas palavras foram ditas. "Nossa, to tão ansiosa que já vou treinar formas de como correr mais rápido que a velocidade da luz." Forçou um sorriso, tentando não parecer tão nervosa quanto realmente estava, com aquele assunto.

Enquanto observava Nathaniel, percebeu o rápido devaneio dele. Seus movimentos seguintes informavam que ele parecia estar em outra dimensão. Ele aparentava estar bem, apesar de estar agindo como se estivesse entrado em um estado de sono profundo. Mas, a preocupação que Dianna havia obtido, sumira com o revelar dos olhos verdes brilhantes do garoto, que demonstrava estar recuperado do que quer que fosse que havia acontecido.

Emergência? Do que voc... Ah sim! ‒ lembrou-se das escritas na camiseta, coçando a nuca. ‒

Então, foi a vez de Dianna entrar em um estado de demência absurda. Cada palavra dita por Shannon, desde o citar de um poema brasileiro até suas palavras posteriores haviam lhe deixado sem jeito. Sentira de imediato suas maçãs faciais adquirirem uma temperatura mais quente, enquanto baixava um pouco o rosto, portando um sorrisinho vergonhoso. Passou as mãos pela face, tentando encobrir a coloração rosada e notória que se expandia até pelo pescoço. Em sua mente furtiva e traiçoeira, ocorria uma repescagem do momento em que dançaram Thinking out loud. Deveria ser por que a canção tocava baixinho em um volume ambiente, em algum lugar mais afastado da praça de alimentação, porém podia ser ouvida, mesmo que minimamente. Segurou o rosto da menina, encarando seus olhos azuis. Nem se quisesse, poderia afastar aqueles olhos de si.

Eu te amo. ‒ ditou firmemente, enquanto ainda encarava as íris azuladas.

Lhe dera um selinho longo, seguido de um mais curto, onde havia mordido e puxado seu lábio inferior. Voltou a atenção para Nate, atentando-se a sua história de aventura ao conhecer o sogro. Sim, encarava o fato como uma aventura selvagem, onde preferiria enfrentar - quem sabe - uma criatura pré-histórica do quê estar diante de seu sogro. Já havia visto em filmes que alguns pais até faziam alguns testes de resistência com os supostos pretendentes de suas filhas, e se tinha uma coisa que não queria, era isso. Nate dizer que havia sido divertido lhe tirou um pouco o temor, que voltou tardiamente ao ouvir que era "dificultoso", e que se trata apenas de "uma pedra" ou "obstáculo." Shannon sabia deste medo, e para seu azar, costumava tirar sarro em ocasiões como estas. Coçou a nuca uma outra vez, era um gesto nervoso.

Ele tinha uma arma? Apontou pra você? – perguntou, interessada.

Sabia lidar com armas e pessoas que as portavam, podendo tirá-las de manipulação em menos de dois segundos, mas isso requeria alguns machucados nada agradáveis. Não queria machucar o pai de sua namorada, mas se ele lhe apontasse uma arma... Seria uma situação complicada. Já até podia imaginar os três na sala da casa família, Shannon a seu lado, enquanto seu pai dava instruções de: Sexo depois do casamento, nada de beijos, encontros só em lugares públicos e a coisa que menos queria ouvir.

O que fizer com ela, farei com você.

Engoliu a seco, pasma com os próprios pensamentos. Suspirou, lembrando-se de que havia algo para contar. Esperava que Shannon não ficasse brava em ter ocultado a informação. Fora mais uma obrigação de não ter dito, do que não querer. Havia assinado um termo de sigilo absoluto, e deveria segui-lo.

Mudando o assunto... Eu tenho algo para contar. – pigarreou. – Antes eu não pude falar, por ter assinado um termo de sigilo. Não poderia contar até a segunda ordem, a qual recebi a quatro dias atrás. – comprimiu os lábios.

Era uma novidade um pouco... Inesperada. Era melhor falar logo. Tomou um ar profundo, recostando-se na cadeira. Não era nada de mais, ou pelo menos, assim pensava.

Fiz treinamento policial. Se for o meu desejo, posso atuar na área por ter tido um desempenho maravilhoso. – mordeu o lábio. – Não se assustem se me verem de uniforme por ai.

Ainda não havia cogitado a ideia e havia dito isto apenas para tentar sentir-se um pouco menos ansiosa com as reações. Afinal, havia sido testemunha de um assassinato, apesar de que não havia sido intencional. Nate poderia pensar algo disto, mesmo que não fosse fazer nada a respeito. Era um assunto do passado, e assim preferia deixar. Quanto a sua namorada... Não sabia nem o que esperar. Fez o melhor que pode: esperou.


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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Qui 23 Jul 2015 - 22:59


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- Eu amo você também, Ohlweiler. Por mais medo que tenha de conhecer meu pai. – Sussurrou para a morena, com um sorriso divertido brincando nos lábios. No fundo ela não sabia o motivo do receio da namorada de conhecer seus pais, mas ignorava aquilo e sempre tirava sarro da situação. Virou o rosto após o longo selinho recebido, olhando nas iris azuladas de Nathaniel e aproveitando para checar se a garota oferecida ainda estava de olho em sua morena. Bufou, confirmando sua teoria de que Dianna chamava mais atenção do que imaginava e que a garota ao seu lado, provavelmente, havia ganhado mais uma admiradora. Deixou, por breves segundos, suas inseguranças de lado e saiu de seus devaneios, voltando à atenção ao que era dito em sua mesa.

Ela não sabia dizer o momento exato em que deixara o sorriso de satisfação por estar com duas de suas pessoas favoritas se transformar em um acesso de tosse. Não que estivesse engasgado de propósito – se é que isso é possível -, mas Dianna começara contar sua mais nova novidade no momento que decidiria tomar água. Um bom gole de água. O líquido travou em sua garganta, o ar sumira por alguns segundos e a face, já vermelha devido às demonstrações de carinho para com a namorada, recebera um tom mais forte.  Ela tivera que usar de todos os seus bons modos e boa educação para não cuspir o que tinha dentro na boca na face de Nate. Esbugalhou os olhos, virando o rosto drasticamente para a morena. – Você o que?! – Indagou com um tom de exclamação em um tom mais alto que o usual, chamando a atenção de algumas pessoas próximas (inclusive da oferecida), ainda se recuperando do engasgo e engolindo lufadas de ar para amenizar a ardência dos pulmões. Ok, ela estava surpresa.

Ainda encarava a morena com uma expressão abobada quando as imagens brotaram espantosamente rápido em sua mente: Dianna com óculos aviador e assinando um papel de multa; Dianna fazendo uso das algemas que provavelmente as seriam entregue caso seguisse a profissão; Dianna vestida de policial. - Oh, Deus. - Soltou em um quase gemido, chamando a atenção da namorada que parecia ansiosa para alguma resposta sua e do amigo sentado na cadeira frente a sua. Limpou a voz com um pigarrear, agitando a cabeça para tentar espantar as imagens nada puras formadas em sua cabeça. - Certo. Você fez treinamento policial, sabe manear uma arma e provavelmente terá um uniforme caso siga a profissão. -  Enumerou em voz alta. A imaginação, por mais que tentasse ignorar, tomava conta de todos seus sentidos. - Está tudo bem. - Sentenciou com um sorriso nervoso nos lábios, batucando os dedos, em ritmo qualquer, ao lado do recipiente contendo sua salada de fruta. - Eu vou ao banheiro. - Em um pulo se ergueu da cadeira, como se ficar ali, ao lado da namorada que havia acabado de revelar algo, fosse errado. E era. Era errado devido aos pensamentos que se passavam em sua cabeça naquele momento. Olhou rapidamente para Nate e tentou ignorar a figura morena da namorada, saindo a passos largos de onde estavam em direção ao banheiro.


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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sab 25 Jul 2015 - 1:33




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Para a minha sorte, a conversa transcorria agradável e sem nenhum tipo de problemas. As duas pareciam serem perfeitas juntas, e contradiziam todas as teorias de que casais homossexuais não poderiam existir, e tal pensamento me fez lembrar-me de alguém em particular, tão próximo de mim e tão, mas tão desagradável. Tal pensamento me fez olhar rapidamente meu celular em busca de telefonemas ou mensagens de minha irmã, mas havia nada. Franzi os lábios, de repente fitando ambas enquanto lentamente me vinha à mente que talvez houvesse uma pequena parte da conversa que eu havia perdido. Foi quando, repentinamente, Dianna anuncia que fazia treinamento policial e que, brevemente, poderia até mesmo usar um uniforme. "Dianna de farda de policial? Impossível! Sem chance!" protestei mentalmente, sem conseguir adivinhar se aquilo foi uma reprovação com seu ato imprevisível ou uma pontada de dor por saber que ela seria policial e saberia de um crime feito por mim, e que nunca iria conta-lo.

Minha reação foi apenas uma sobrancelha erguida e uma expressão tão neutra que eu deveria parecer uma estátua, mas apenas me inclinei apoiando os braços na mesa e segurei as mãos de Dianna, ao passo que eu quase levei um banho com o súbito acesso de tosses de Shannon. Olhei-a assustado, me perdendo nos pensamentos que eu tinha formado para falar algo bom e incentivador para a morena. Shannon pareceu um pouco afetada pela decisão da morena, eu não sabia dizer o motivo para seu baque repentino; podia ser a surpresa ou talvez pelo medo de saber que a namorada arriscaria a vida diariamente combatendo o crime, ou algo que eu não havia notado ou não sabia. Talvez a última chance fosse mais provável que todas as outras. Ainda segurando as mãos de Dianna, acompanhei com o olhar a loira anunciar que iria ao banheiro, sumindo no nosso campo de visão, e foi quando enrijeci todo o meu corpo, os olhos fixaram-se com tanta força no vulto, na silhueta, tão conhecidos... quando por fim me dei conta de que apertava com força, muita força as mãos de Dianna, por fim nossos olhos se encontraram e eu soltei suas mãos.

Me recostei na cadeira, olhando ao meu redor, verificando a mesma direção na qual eu havia olhado e visto-o, ninguém encontrando ali. Eu estava vendo coisas? Era algo como o subconsciente pesado ou culpa? Carma? Respirei profundamente, piscando os olhos diversas vezes procurando um ponto fixo, uma forma de eu poder acalmar-me sem causar alarde. Os olhos cor de chocolate me fitavam curiosos, apenas olhei para baixo e em seguida fitei Dianna, abrindo a boca para falar algo mas nada saiu, tentei de novo, e me pareceu um esforço colossal faze-lo.

- Não é nada demais... mas ultimamente ando tendo a impressão de ser seguido por alguém, com sobretudo negro e cabelos castanho-claro. Pode parecer loucura, mas me parece muito a silhueta e o cabelo do... do Dylan! - as palavras eram faladas, agradecendo eu aos céus por não atropela-las, e segurei firmemente a dobra da mesa como se eu pudesse parti-las ao meio. Olhei ao meu redor, uma última vez, antes de encarar Dianna.


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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 25 Jul 2015 - 8:58



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Se em alguma vez da minha vida eu tinha me sentido estranha como agora, certamente não me recordava. Muito pior do que palavras desfiadas a gritos intermináveis - onde provavelmente todos que estavam ali presentes olhariam - ou palavras frias e cortantes, fora o silêncio que seguiu o desfecho do que eu havia dito. A primeira a reagir, havia sido Shannon. Inicialmente ela parecia aturdida, ou até desacreditada de que eu realmente havia dito tudo aquilo. Mas depois... Seus olhos vagaram, de uma forma que eu já havia visto. Não nela, mas em meus próprios olhos, referente a ela. Shannon estava mesmo fantasiando comigo? Um pequeno sorriso ameaçou surgir em meus lábios, estando quase cética de que a pequena informação havia feito seu cérebro trabalhar de mais. Antes que eu percebesse, ela dissera que estava indo ao banheiro.

Eu poderia ir atrás dela.

Era uma tentação deliciosa. Mas, não poderia deixar Nate sozinho, por conta de uma coisa que eu poderia fazer muito bem em casa, sem mais complicações. E por falar nele, suas mãos acobertaram as minhas, em um toque familiar e acolhedor que não combinava muito com sua expressão de quem ainda estava decidindo o que realmente deveria sentir com a novidade. Eles eram os primeiros a saberem disso, e suas reações espelhariam minha decisão de externar para mais algumas pessoas próximas. Mas, nada que não passasse realmente de meu círculo social pessoal. Apertei suas mãos de volta, vendo meu celular acender a tela com uma notificação de nova mensagem recebida. O remetente: Teresa. A quanto tempo não recebia uma notícia dela? Suspirei, correndo o olhar pelo salão da praça, captando o olhar do cara que havia tirado o momento para me deixar irritada. Ele parecia prestes a se levantar, e se ele ousasse ir atrás do lugar para o qual Shannon seguira, teria a minha primeira ação policial, privada é claro. Isso não me impediria de colecionar alguns de seus dentes e algum braço ou perna para Thomas brincar, por mais que achasse ofensivo para meu pequeno campeão.  Mais as mãos de Nathaniel apertavam as minhas com força. Muita força. Assim que percebi tal coisa, movi as palmas para os lados, de modo que ele não pudesse machucar minhas mãos, trazendo meu olhar de volta para ele, que parecia assombrado com alguma coisa. Ou alguém, já que seu olhar havia se fixado em algo atrás de onde eu estava. Olhei para trás, mas não havia nada ali, nem mesmo um movimento familiar. Apenas um curto ciclo de pessoas indo de um lado para o outro, equilibrando seus lanches em bandejas plastificadas. A pergunta de "O que está acontecendo?" estava em evidencia em meu olhar, curiosa para saber se ele estava bem, a cima do que quer que estivesse se passando.

Dylan??? ‒ questionei, bestificada.

Seria possível? Havia evitado tocar no assunto desde que o vira, em Miami Beach, bem quando havia retornado de Roma. Shannon também fazia o seu melhor para não mencionar nada, mas tudo parecia ter sido em vão, neste momento. O assunto surgira desta forma, com Nate dizendo que o via, como se estivesse sendo perseguido por ele. Agora com as mãos livres - nem havia notado quando isso acontecera - passei-as pelo rosto, tentando pensar com coerência. Nate estava se culpando. Certo. Ele tinha culpa, mas não havia tido a intenção de fazer nada do que acontecera. E ele parecia não se recordar disto.

Ele esta morto, Nate. – foi a única coisa que conseguira afirmar no devido momento.

Ja havia até esquecido de ver do que se tratava a mensagem de Teresa, quando dera um suspiro pesado, acalmando as células e terminais nervosos de meu corpo. De nada adiantaria estar dessa forma. Destravei a tela, lendo de imediato o "Acabei de decolar. Venha me buscar no aeroporto em doze horas." Ela iria voltar para ficar? E mais essa, agora. Não tinha nada contra ela, só não gostava de quando seu temperamento forte interferia em nosso relacionamento. Éramos bastante parecidas deste ponto, e apenas nisto. Havíamos herdado tal coisa de nosso avô materno. Não respondi a mensagem, apenas travei a tela, e coloquei o aparelho de volta sobre a mesa. Poucas eram as pessoas que sabiam da existência de minha irmã, não sendo esta, Beatrice. Nenhum amigo sabia. Apenas criados e familiares. Voltei a atenção para Nathaniel.

Nate, você se lembra de que não fez nada por querer, não lembra? Enquanto pensar que tem apenas a culpa de ter feito o que fez, não terá paz. Você sabe disso, e é mais forte do que esta sendo agora. Mas, se precisar, se querer, posso estar com você em alguns momentos. O Adryan em outros. Tenho certeza que Shannon também estará. Você não está sozinho. Nem agora, nem nunca vai ficar. Eu te garanto isso. – segurei suas mãos, afastando-as da mesa, antes que ele a partisse.

Mas, isso não o impediu de deixar a marca de seus dedos nela. Por uma fração de tempo, mantive as mãos sobre as dele. Havíamos chamado certa atenção, a partir do momento em que ele passou a quase quebrar a mesa, mas logo os olhares se disperçaram. Nate era uma das melhores pessoas que eu já havia conhecido e não merecia passar por algo deste nível, muito menos, sozinho. Sabia que não haveria nada mais que pudesse dizer, que alterasse o estado dele. Antes que mais alguma coisa pudesse ser dita, Shannon retorna a mesa, me fazendo arquear uma sobrancelha em questionamento, antes de trocar um rápido olhar com Nate.

O que... Ta tudo bem? – perguntei, quase assustada com sua expressão.




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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Sab 25 Jul 2015 - 19:51


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O episódio que acabara de ocorrer estava passando em sua mente novamente e ela aproveitava para analisar cada ato vagarosamente. Ela sabia o real motivo de ter ficado tão abalada e mexida com a revelação da namorada, mas queria ter certeza da conclusão que chegara. Havia mesmo descoberto um novo fetiche? Sorriu sozinha, achando um pouco de graça da situação. Algo lhe dizia que Dianna percebera sua reação e alguma coisa faria a respeito disso. Vir atrás dela, talvez? Não, decididamente ela não deixaria Nate sozinho. Descartou a ideia e continuou com a higienização das mãos. Estava acabando de secar as palmas quando a porta fora fechada atrás de si. Ergueu a face com ansiedade, achando que veria o rosto da namorada. Bufou ao reconhecer a pessoa. – Você só pode estar de brincadeira comigo. – Sussurrou para si mesma, sem desviar os olhos da, agora, morena atrás de si. Respirou fundo, girando o corpo para encarar a recém-chegada de um jeito melhor. – Posso ajudá-la? – Indagou com a sobrancelha esquerda arqueada e um sorriso de desdém se abrindo nos lábios finos.

Até onde iria a cara de pau do ser humano? Ela se perguntava isso enquanto andava com passos irritados até a mesa onde a namorada e o amigo estava. Ouviu ao longe uma voz masculina a elogiando, mas ignorou, continuando seu caminho da melhor forma que conseguia. Não se lembrava de ter tanta gente assim na praça de alimentação quando fez o caminho contrário do de agora. A vontade que lhe atingia era algo como sair empurrando quem cruzasse seu caminho e derrubar as bandejas de plástico no chão, para tentar dissipar a raiva que lhe consumia. Oferecida. Parou abruptamente ao lado da namorada, os pulsos cerrados colados a lateral do corpo. Se não tivesse sua cabeça tão longe, provavelmente perceberia o clima que ali estava. Virou a cabeça lentamente para a sua morena, sorrindo sarcástica com a pergunta que lhe fora feita. – Se está tudo bem? Está tudo ótimo. Por que não estaria? – Arqueou uma sobrancelha, sentindo o papel se amassando entre seus dedos e sua palma esquerda. – A propósito, tenho um recadinho para você.  – Esticou o braço, colocando o pequeno papel em cima do aparelho celular da namorada e sorrindo forçado mais uma vez.

Ela estava com ciúme. Muito ciúme, aliás. E, bem, ela não sabia como lidar com aquilo. Pegou suas coisas, sua salada de fruta e sua água e levou para o espaço em frente a cadeira vaga ao lado de Nate, ignorando por ora alguma coisa que partiria da namorada (e também para evitar ficar olhando para a outra). Suspirou, sentando-se perto do amigo. Encarou o perfil másculo e as mão forte com as juntas esbranquiçadas, como se ele aplicasse uma força imensa na mesa, durante alguns segundos. Franziu a testa levemente e relaxou a expressão, esquecendo o problema adolescente que lhe acontecia no momento. Havia algo de errado com o garoto. Será que ele havia recebido uma notícia ruim? Adryan entrara em contato enquanto estava fora e terminara o namoro por telefone? Muitas coisas, que podiam ter deixado o amigo naquele estado, se passavam em sua cabeça. Chamou a atenção do moreno colocando as mãos sobre seu ombro direito. - O que houve, Nate? Você está pálido, seus músculos do rosto tensos e seus olhos assustados. Você está exatamente igual ao dia em que... - Parou de falar, sabendo que aquele era um assunto delicado e que não era o momento de ser falado. Virou o corpo de forma a encarar o amigo, olhando brevemente para a namorada no caminho. Uma preocupação crescente estava lhe atingindo, o que a deixava um pouco tensa. Cobriu a mão do amigo com a sua, entrelaçando os dedos com os do outro. - Você sabe que pode contar comigo, não é? Pra tudo. - Pausou, tomando uma pequena respiração.- Estou aqui, Nate. Sempre. - Disse com uma voz amena, apertando de forma gentil a mão do menino para frisar o que acabara de dizer.  


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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Dom 26 Jul 2015 - 3:39




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Eu não sabia dizer se havia sido o nervosismo por estar diante de duas amigas tão antigas, se era simplesmente a falta de dormida nos últimos dias desde a minha volta da Rússia ou alucinação, porém era quase certeiro o fato de que eu havia visto, de alguma forma, Dylan Bishop. Tentei, em vão, não olhar ao meu redor, como que em busca de sua presença ou de sua silhueta trajando o velho sobretudo negro, mas logo voltei meu olhar para os olhos tom de chocolate da preciosa Dianna, que fazia questão de me acalmar, relembrando-me de que eu não havia matado-o por querer, e com um pequeno suspiro assenti, terminando meu café e erguendo-o na mão direita para ser enchido novamente. Cruzei as pernas, pela primeira vez podendo relaxar os ombros desde que havia pisado naquele refeitório, e fitei Dianna no intento de mudar o assunto para ela e sua revelação bombástica.

- Eu sei disso, mas é que às vezes você simplesmente é incapaz de guardar um segredo, por mais que você tente, e isso é como uma bolinha de neve jogada do pico de uma montanha que, lentamente, vai fazendo aquela minúscula e inocente bolinha vire uma verdadeira tempestade. - Era difícil explicar-lhe, mas Dianna tinha um dom único de adivinhar meus pensamentos, meus anseios, assim como Adryan. Fitei minha comida, intocada, não sentindo mais tanta fome, mas mesmo assim levei uma colherada cheia para minha boca, a fome voltando gradativamente. Fitei Dianna e, duas colheradas depois, cerca de um minuto e meio depois, terminei de mastigar e cruzei as mãos debaixo de meu queixo. - Eu havia me esquecido de como você, Shannon e Adryan me fazem sentir-me bem... - eu provavelmente tinha o brilho idiota nos olhos de esperança e alegria, e para minha sorte Shannon voltou.

Algo em sua face parecia... diferente, como se alguém tivesse derramado algo na sua belíssima roupa, que agora pude notar estar intacta. Alguém provavelmente havia assediado-a, afinal desde que havíamos nos sentado à mesa haviam olhares dados em direção delas diversas vezes, afinal homens, principalmente os sem cara de pau, eram simplesmente nada agradáveis, dando olhares desconfortáveis sem o mínimo de respeito. E eu tinha certeza de ver um moreno de uns cinquenta anos umas nove mesas depois da nossa passando a mão nas partes ao ver as duas se beijando anteriormente. Nojento! Parecia igual a senhora tarada que havia parado a corrida para ficar olhando eu beijar Adryan na praia. Saindo do pequeno devaneio, notei com um xingamento mental que estava por tempo demais "desligado" da realidade, encarando o nada enquanto Shannon agora quem pegava minhas mãos, falando quase o mesmo que Dianna, de forma dócil. Ah, o que seria de mim sem aquelas duas?

- É exatamente isso... eu ando dormido muito pouco ultimamente, desde que eu voltei de viagem eu tenho visto pouco minha irmã e não estamos exatamente no maior clima de amor fraternal com relação ao nosso pai... - tentei ignorar os gritos, ou as bebedeiras de meu pai, só sabia que SanClair estaria segura desde que tivesse suas amigas e a mim, que sempre tomava as rédeas para ajuda-la a se livrar das inúmeras tentativas de agressões que, por sorte nossa, nunca haviam dado certo. - Às vezes tenho a impressão de ser seguido, de ter alguém me observando de perto ou algo assim, mas acho que talvez seja só uma paranoia minha porque... quase sempre essa pessoa usando sobretudo negro parecia ser Dylan... mas é melhor deixar para lá, afinal temos assuntos melhores e menos perturbadores. - Dei de ombros, com um sorriso forçado no rosto, mas que logo se transformou em um sorriso de verdade ao ver uma mensagem de Adryan piscar no meu celular próximo do prato.

Respondi-o, um sorriso ligeiramente de canto de rosto surgira em minha face, como quase sempre ao lembrar de Adryan ou de vê-lo diante de mim. Era como algo hipnótico, que eu tinha certeza de que Shannon e Dianna partilhavam da mesma sensação, apesar de me parecer que às vezes elas tinham mais problemas para se entenderem do que eu e Adryan, mas era visível o amor refletido em seus olhos como faróis na imensidão de um oceano.

- O.k., já que ninguém puxa assunto... eu começo; por que tanto medo em ver Dianna de uniforme, é algum tipo de fetiche? - repentinamente meu humor mudou, como era típico perto de outras pessoas, principalmente as queridas por mim, o que agora me pareceu animar, inclinando sob a mesa e cruzando os braços sob ela. - Porque eu admito; realmente é incrível ver Adryan voltando da Academia Winterfield com aquele traje social e às vezes com o blazer... é simplesmente irresistível! - dei de ombros, um sorriso amplo de vergonha mesclado à diversão na face. Talvez eu tivesse extrapolado, mas eu ria, afinal de contas, e me sentia perfeitamente feliz em faze-lo.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 26 Jul 2015 - 14:10


feeling
I DON'T WANNA BE NEEDING YOUR LOVE. I JUST WANNA BE DEEP IN YOUR LOVE AND IT'S KILLING ME WHEN YOU'RE AWAY. OOH, BABY, 'CAUSE I REALLY DON'T CARE WHERE YOU ARE. I JUST WANNA BE THERE WHERE YOU ARE AND I GOTTA GET ONE LITTLE TASTE. WON'T YOU COME AND PUT IT DOWN ON ME? I'M RIGHT HERE, 'CAUSE I NEED LITTLE LOVE AND LITTLE SYMPATHY. YEAH, YOU SHOW ME GOOD LOVING. MAKE IT ALRIGHT. NEED A LITTLE SWEETNESS IN MY LIFE.
nobody loves like us.
Se tinha algo de estranho em Shannon, isto só fora confirmado com sua postura, e o pequeno pedaço de papel posto em cima de meu celular. O que diabos era aquele recado? E por que ela estava tão brava? Nate havia dito algumas coisas a mais, seguidas por palavras de Shannon, enquanto eu me encontrava perdida. Por que ela tinha se sentado do outro lado, afastando-se de onde eu estava? Não tinha feito nada de errado, e tinha plena consciência disto. Será que a notícia que eu havia dado tinha lhe feito agir daquela forma? Maldita hora que resolvi abrir a boca. Não pude conter o suspiro triste com o afastamento repentino dela. Resolvi pegar o pedaço do papel depositado sobre meu celular, e o abri, lendo milimetricamente o que tinha escrito ali. A caligrafia era um tanto que infantil, o que me fez arquear a sobrancelha.

"Tenho uma emergência para você. Aqui esta meu número, por favor, me ligue. Te garanto diversão."

Olhei para Shannon, tentando extorquir uma explicação para o que seria aquilo. Quem havia mandado? Mas, ela estava imersa no quesito de me ignorar, e dar total atenção a Nate. Outro suspiro escapa de meus lábios. Vou ter que descobrir sozinha. Os dois estavam em um assunto que dizia respeito ainda a Dylan, e eu preferi não interferir agora. Apenas me levantei, deixando o celular ali em cima mesmo. Coloquei o papelzinho no bolso do short, e andei até por onde Shannon tinha seguido a alguns minutos. Na primeira passagem para a esquerda, uma loja a qual não me importei em ver marca ou se era sofisticada o suficiente, como sempre tinha de prestar atenção quando estava com Hanna. No caminho para lá, pude notar que havia um certo olhar de interesse depositado sobre mim, vindo de uma garota sentada não muito longe de onde eu estava com Shannon e Nathaniel. Então, assim que pude vê-la melhor, tive a certeza de que aquele sorrisinho dizia o bastante. Havia sido ela a me mandar aquele papel. Estava certa de que ela se levantou para ir - agora sabendo - ao banheiro e entregado aquilo para minha loura. Logo a ela? Assim que entrei, uma ruiva vestida em roupas sociais - saia e um terninho bem cortado para suas proporções - se aproximara com um sorriso gentil. Sua voz ditara um "em que posso ajudá-la?" atencioso e prestativo, e logo após respondê-la com um "preciso de uma camisa de botões feminina, em um tom claro. Não existe preferências" fui conduzida para o primeiro andar da loja, onde pude escolher a vontade. Como não me importava com a cor perfeita para contrastar com minha pele, ou com a textura super macia e confortável para minha pele, acabei por escolher uma cinza, mesmo. Era simples, básica, e esconderia aquela maldita regata espetaculosa. Por que eu ainda tinha ela, mesmo?

Voltando para a mesa, abotoando a camisa nas duas últimas casas de cima, deixando-as abertas. Não era possível ver a regata daquela forma, mas deixava um pouco de pele a amostra. Nada exagerado ou que chamasse atenção para aquele ponto. Estava completamente normal. Passando pela mesa onde o cara que havia estado me incomodando parte daquele encontro, abaixei-me ao lado dele, pondo as mãos em seus ombros. Quem visse aquele contato, pensaria até que éramos amigos. Porém, meus polegares pressionavam músculos específicos entre seu pescoço e ombros, restringindo seus movimentos.

Linda, não é? — perguntei-lhe em um tom baixo, calmo, mas coberto de ameaças. — Olhe, pode olhar o quanto quiser. Afinal, é só isso o que você pode fazer com a minha garota. — dei-lhe dois tapinhas, afastando-me.

Ele sentiria dores pelo resto da semana, e isso era o bastante. Pelo menos, por enquanto. Se ele voltasse a fazer alguma graça, não seria tão generosa, como desta vez. Primeira parte: Ok. Percorri o caminho até onde a morena estava, sentando-me ao seu lado. Seu sorriso expandiu-se de imediato, o qual tratei de corresponder com um sorriso reservado, com um quê de malícia. Peguei uma de suas mãos em cima da mesa, e tirei o papel do bolso, fechando sua palma sobre ele.

Você é muito bonita, mas eu não estou disponível para atender sua emergência, nem a de mais ninguém que não seja a garota a qual você entregou este recado. — lhe olhei diretamente nos olhos enquanto falava. — Passe bem, senhorita.

E me levantei, fazendo o caminho, finalmente, para a mesa a qual eu tinha estado todo o tempo. Não olhei para Shannon ou Nate. Não sabia qual era o assunto de agora, mas poderia dizer que eles ainda estavam imersos em alguma coisa interessante. Ainda estava triste pela atitude de Shannon, então apenas me limitara a recostar-me na cadeira, tomando o último gole do suco que havia pedido. Não estava com a mínima fome, mas detestava estragar comida, então tudo o que fiz, foi segurar o sanduíche e dar mais algumas mordidas até que ele tivesse acabado. Comi devagar, sem tirar os olhos do prato. Ao acabar, limpei as mãos no guardanapo, e pegara meu celular, para finalmente responder Teresa.

"Vou estar lá, não se preocupe."

Nada mais que isso. Soltei o eletrônico, apoiando o cotovelo do braço esquerdo na mesa, encostando o rosto na palma da mão aberta. Subi o olhar para Shannon por breves segundos, desviando para Nate logo depois. Seu rosto estava corado. Nathaniel era o garoto mais fofo que eu já tinha conhecido. Respirei fundo, tentando não parecer tão triste quanto realmente estava.




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notes: shopping.
music: GDFR!
tag: #argh
with: shan and nate.
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thank you secret from TPO.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Qui 30 Jul 2015 - 4:15


The girl who never cried again, and he never forgot what he'd learned
Let's have some fun.

Ela sabia que havia agido de forma – muito – errada. Mas, bem, tente ver pelo lado da garota em questão: ela estava ardendo em ciúmes e precisava “desabafar” de alguma forma. Porém escolheu a pessoa e o momento errado para isso. Descontar em Dianna fora a pior escolha que havia feito e ela chegou a essa conclusão quando viu um brilho diferente nos olhos da morena. Decepção? Tristeza? Não sabia dizer, pois a garota havia saído da mesa. Tomou uma respiração profunda, parando de olhar o caminho que a namorada tomava para prestar total atenção em Nathaniel. Seus olhos se arregalaram e a postura ficou rígida segundos depois da declaração do amigo. Sua boca ficou seca. – Dylan?! – Foi a única coisa que conseguiu pronunciar de imediato, chocada demais para falar outra palavra. Chegou a cadeira para mais perto do menino, virando o rosto masculino com a ponta dos dedos para si. Encarou os olhos azuis do menino, para reforçar o que viria a seguir. – Nate, Dylan está morto. E eu posso te afirmar isso com toda minha certeza. – Amenizou a expressão, desfranzindo a testa e relaxando os músculos das bochechas. – Tenho alguns pesadelos envolvendo esse dia até hoje. – Sorriu de lado, desviando os olhos dos azuis por breves segundos e umedecendo os lábios, aproveitando para passar os olhos pela praça de alimentação e ver se conseguia avistar Dianna. Nada. Retornou o olhar para Nate. – Você, de alguma forma, se sente culpado pelo ocorrido? Porque caso a resposta for sim, temos a resposta para essa sua pequena... Paranoia. Você precisa esquecer isso; passar uma borracha por cima e seguir em frente. Você tem Adryan, Dianna e eu para isso. Tenho certeza de que não mediremos esforços para que você se sinta melhor e esqueça essa parte ruim da sua vida. – Finalizou com um sorriso acolhedor, dando um beijo na bochecha um pouco corada do amigo.

Alguma coisa acontecia com o amigo e a namorada quando a loura colocava algo na boca. Essa era uma conclusão que estava chegando lentamente. Estava terminando de comer sua salada de fruta quando Nate, aleatoriamente, tocou no assunto do porque ter fugido com a declaração da namorada. Filho da puta! Terminou a mastigação o mais devagar que podia, tentando ignorar o calor que lhe subia pelo pescoço e tomava suas bochechas. Respirou fundo, metralhando o amigo ao seu lado com os olhos. – Obrigada, Sibley, eu realmente precisava dessa pergunta com cara de afirmação no momento. – Comentou passando os dedos pela testa, largando a colher na tigela e sorrindo um pouco envergonhada. – Eu não faço a mínima ideia de onde surgiu isso. – Sussurrou como se contasse um segredo. – Só... Veio imagens à mente e eu senti que, caso ficasse mais um segundo ao lado dela, aconteceria muito mais que um beijo aqui. – Mordeu o lábio inferior, subindo os olhos para encarar o garoto. – Não comente nada, ok? Eu sei que ela sabe que fantasiei e não seria legal para o ego ela descobrir isso. – Deu de ombros, avistando a figura esguia da namorada caminhando por entre as pessoas. Ergueu a sobrancelha esquerda, captando todos os movimentos que a mesma fazia: foi até um cara qualquer – que a encarava de uma forma estranha – e sussurrou algo em seu ouvido, como se fossem amigos há tempos. E depois foi até oferecida. Percebeu que seus sentidos haviam ficado mais aguçados, como se esperasse alguma coisa dali. Trincou o maxilar, desviando o olhar. Ela não conseguia sequer imaginar sua garota dando ideia para investidas de outrem.

Dianna havia aparecido a sua frente com uma camisa cinza nova, com uma áurea de “assuntos resolvidos” ao seu redor. Foi por isso que te perdi de vista. Encarou os olhos castanhos quando os mesmos foram direcionados e viu novamente aquele brilho ali. Visto que a namorada tinha acabado de largar seu eletrônico, alcançou seu próprio, digitando uma mensagem destinada à própria garota a sua frente:- Prometo que aprenderei a conviver com pessoas dando em cima de ti e saberei que você não tem culpa de ser tão... Desejável. Mas, por agora, só saiba que você tem uma garota um tanto quanto ciumenta e que morre de medo de te perder pra uma oferecida qualquer. Desculpa-me por ter descontado em você? :( Eu amo você, Super S. Bloqueou novamente o aparelho, colocando em cima da mesa e passando os olhos pelas duas pessoas que lhe acompanhavam. – É impressão minha ou todo mundo já está satisfeito? – Indagou vendo os lanches já no final ou completamente acabados. – Enfim, eu tenho uma proposta para vocês dois. – Sorriu de lado, apoiando ambos os cotovelos na mesa e jogando o tronco para frente. – O que acham de gastar alguns dólares do Game Station em uma batalha secular no Rock Band? – Movimentou as sobrancelhas e um sorriso animado surgiu em seus lábios. – Eu aposto cinquenta dólares que vocês não conseguem uma nota maior que a minha em Timmy and the Lords of the Underworld. – Saiu de sua posição, voltando a encostar as costas no encosto de madeira e encarando ambos com uma expressão de desafio.
 


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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Qui 30 Jul 2015 - 13:52




I remember running to the sea
The burning houses and the trees
I remember running to the sea
Alone and blinded by the fear
All Rights Reserved for Flawless
Ok. O clima entre aquelas duas garotas sempre o foi o mais dócil o possível, recheado de abraços e beijos ora castos ora intensos como aquele que eu havia visto. Nunca, absolutamente nunca, eu havia contemplado uma cena de ciúmes entre elas. Era um pouco engraçado, admito, mas na maior parte do tempo era estranho, era quase como ver um demônio e um anjo jogando baralho na beira da praia - era ilógico, surreal. Minha atenção foi chamada pela loira de olhos tão transparentes quanto a água de uma piscina. Sim, eu havia acertado, ela havia tido um fetiche daqueles pela namorada. Eu podia compreendê-la, afinal quando no ano passado Adryan havia ido me buscar no Halloween eu quase agarrei-o na fantasia de policial. Sorri de canto de rosto com a lembrança. Ele deveria usar aquela fantasia de novo, algum dia. "Breve, Nathan, breve" falei para mim mesmo mentalmente, recebendo meu copo de café abrindo um largo sorriso para o atendente. Quando Dianna voltou, sua expressão era irreconhecível. Acho que nunca vi ela triste, e ela realmente parecia estar triste.

- Sim, estou satisfeito, mas quero uma outra xícara de café, pra viagem, sou muito viciado em cafeína. - Comentei apoiando os cotovelos na mesa erguendo o braço esquerdo e pedindo um café para viagem, ficando de pé enquanto notava haver uma pequena mudança de clima ali. Shannon propusera a ideia de irmos para... bem, não sabia o que era aquilo, entretanto eu provavelmente tentaria - e perderia, eu sou lento com jogos - jogar seja lá qual jogo for. Fitei Dianna, abri um sorriso de lábios unidos para ela, lançando meu melhor olhar revigorante - eu o usava muito para animar SanClair nos seus dias de irritação extrema.

- Sorria, flor do dia! - aquela frase era antiga, eu a usava quando acordava mais cedo que a minha mãe. Lembrava da sensação única de vitória ao acordar primeiro que ela e ter a chance de ostentar que eu era responsável por me acordar sozinho e cedo. Estendi a mão para ela, logo estendi minha mão direita para Shannon à minha direita, um sorriso de desafio surgia também em meus lábios. - Seja lá que jogo for, eu provavelmente derrotarei as duas. - Sorri.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 30 Jul 2015 - 21:09

let's play!
Após retornar, deveria dizer que sentia-me como uma intrusa no assunto. Os dois ainda pareciam envoltos em uma bolha de algo divertido para eles, enquanto eu continuava deslocada. Estava tão alheia, que nem mesmo percebera que estava assim. Respirei fundo, tendo a atenção tomada pelo meu celular, que havia ressoado o costumeiro som de notificação de mensagem. Não queria tomar o eletrônico em mãos, não sentia a mínima vontade de fazê-lo, mas, como estava fora da conversa, terminei por catá-lo e destravar a tela. Assim que o nome "Princesa Palito" se mostrara como remetente, franzi o cenho. Será que tinha chegado alguma mensagem atrasada? Puxei a mensagem de lado para ver os detalhes, e sim, era de agora. Não cedendo ao impulso de olhar para a loura ao lado de Nathaniel, me preocupei apenas em ler a mensagem.

Prometo que aprenderei a conviver com pessoas dando em cima de ti e saberei que você não tem culpa de ser tão... Desejável. Mas, por agora, só saiba que você tem uma garota um tanto quanto ciumenta e que morre de medo de te perder pra uma oferecida qualquer. Desculpa-me por ter descontado em você? :( Eu amo você, Super S.

Após ler, voltei a bloquear a tela. Estava de certa forma, decepcionada em ter sido tratada daquela forma. Não tinha feito nada de errado. Até tinha ido devolver o número para a menina, e sujeitado um certo cara ao olhar descaradamente para Shannon, mas me afastar da forma que ela tinha feito? Aquilo realmente tinha me chateado, além de deixar-me cabisbaixa. Seu convite para ir à estação de jogos havia sido bom, a chance perfeita para sair daquele local, que já não parecia mais tão confortável como antes. Nada disse, até por que, Nate havia me lançado um olhar ao qual eu reconhecia bem. Me revigorar agora? Bem, não me impediria disso, de forma alguma. Além de não querer estar em uma vibe ruim, não queria deixar um clima chato, por ter simplesmente desanimado. "Sorria flor do dia!" Em outras circunstâncias, aquela frase me faria revirar os olhos. Mas, tratando-se de Nate, eu sorriria, sim. E fora o que fiz. Tirei meu celular da mesa, pondo-o no bolso. Todos de pé, Nate fizera o pedido de seu café para viagem. Já não haveria mais o que fazer ali.

Não cante vitória antes do tempo, Sibley. – forcei um tom de seriedade, repuxando os lábios em um sorriso malandro.

Apertei a mão dele que segurava a minha, soltando-a logo em seguida, para percorrer o caminho para o Game Station. Não estávamos tão longe. Seria apenas o caminho de descer uma escada rolante, e já estar em frente para a fachada de entrada. Entrelacei os dedos aos de Shannon, e logo estava indo de encontro ao melhor lugar do shopping. Estava começando a me animar outra vez, empurrando tudo o que havia acontecido para o fundo de algum lugar, frisando apenas que agora seria a personificação de uma criança feliz, solta dentro de seu lugar preferido. Já tinha o cartão do GS, então soltara a mão de minha namorada apenas para tirá-lo de dentro do bolso do short - odiava andar com carteira - e entregá-lo para a moça, tendo andando mais na frente, para por os créditos.

Cem dólares de créditos, por favor. – lhe disse, tendo consciência de que no cartão ainda tinha uns bons trezentos dólares acumulados da última vez que estivera ali, e tive que ser tirada a força, antes que gastasse tudo.

Não aceitaria nenhum centavo vindo de um daqueles dois, e o olhar furtivo que lhes lançara era o veredito de que não deveriam protestar. Voltei a entrelaçar os dedos aos da loura, tentando me lembrar onde estava montado a máquina do Rock Band. Canto esquerdo, atrás do boliche, ao lado da cabine simuladora de parques temáticos para dinossauros. Praticamente arrastei Shannon para aquela direção, olhando de esguelha para Nate, no intuito de saber se ele estava acompanhando o passo apressado. Ao constatar que sim, só parei quando estava dentro do cubículo com a bateria, as duas guitarras e o microfone montados ali, de frente para a grande tela. Virei-me para Nate, e lhe entreguei o cartão. Se ele era mesmo bom, não teria dificuldades em fazer a simples tarefa que era usá-lo.

Se é mesmo um vencedor, não terá dificuldades em apenas dar play no jogo. Ah, eu fico com a bateria, só pra constatar. Vocês podem revesar o vocal. – lançara um olhar irônico para o moreno, tocando seu ombro logo em seguida.

Estava me prendendo para não rir. Conhecia Nate, e tinha completa certeza de que ele era tão ruim com jogos, como para outra coisa banal como esta. Me inclinei ao lado de Shannon para pegar as baquetas sobre os tambores vermelhos, os mais altos da bateria, e no processo, lhe dera um selinho, como uma resposta para sua mensagem. Como Nate estava de costas para nós, pude fazer um pouco mais, e mordi seu lábio inferior com força, em um castigo silencioso por ter me feito ficar triste. Fui ocupar meu lugar, sentada no banco para o baterista, girando uma das baquetas com habilidade. Daria uma surra naqueles dois.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Sex 31 Jul 2015 - 3:57


Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight. And you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright. I pick my poison and it's you.

let's have some fun
looking like good-good time
Nathan havia mesmo acabado de cantar vitória? Não, não podia ser. Estava na cara que ele era um desses garotos super-ruins em videogames que não sabe diferenciar um analógico, do botão start, do select. Arqueei uma sobrancelha, um sorriso de desdém se abrindo em meus lábios rosados. Seria, no mínimo, divertido ver o menino de olhos azuis tentando ser melhor que eu e Dianna no jogo. Ainda mais em Rock Band. Levantei-me da cadeira, tentada a pedir um café para viagem também. Desisti da ideia ao pensar melhor e me lembrar da última vez que bebi café – em excesso -: acabei que fiquei a noite inteira acordada, elétrica, andando de um lado para o outro em casa. Caminhei para o lado da morena, tendo minha mão capturada pela dela segundos depois. Seria aquilo um ato automático? Dianna não havia me olhando por muito tempo depois que eu tinha lhe enviado a SMS. Mordi o canto do lábio inferior com um pouco de receio, seguindo minha namorada e meu amigo para o Game Station que ficava não muito longe dali.

Eu estava sendo, literalmente, arrastada por Dianna. A menina a minha frente parecia estar um tanto quanto exaltada para começar com a sessão de jogos, o que me fez soltar uma risadinha – antes de tropeçar no pé de uma criança e fazê-la me olhar com cara feia. Parei abruptamente quando Dianna também parou. Franzi a testa com a quantidade de crédito que ela havia pedido para colocar. Se bem conhecia a morena, com seu vício naquela parte específica do shopping, provavelmente o cartão que ela estava acabando de entregar a moça no caixa estava carregado com algumas centenas de dólares.  – Ow, calma ai, Super S. Não vamos ficar aqui até amanhã. – Comentei com um sorriso suave nos lábios, achando graça da fobia da menina para com os jogos.

Acontece que eu não entendi nada do caminho que havíamos acabado de fazer. Se bem que eu não entendia muita coisa. Enfim. A menina cor de canela começou a me puxar por entre algumas máquinas com jogos modernos, passando por um boliche (ali tinha um boliche?) e pela máquina de simulação de dinossauros. Eu não me lembrava que tinha um shopping dentro de um shopping. Aquilo era enorme! Subi – leia-se fui puxada para subir - no pequeno palco que continha os principais instrumentos de uma banda de rock, prendendo o riso com a ação de Dianna. Eu não fui a única a captar que Nathaniel não fazia a mínima ideia de como jogar aquilo. Ou, melhor, ele não sabia como inciar aquilo. Risos.

Meu lábio inferior latejava incessantemente com a mordida nada carinhosa que havia acabado de receber. Merecido? Com certeza. Encarava a garota se ajeitando na bateria, girando a baqueta do instrumento de brinquedo com agilidade na ponta dos dedos. Aproximei-me, pelo lado direito, ainda mais de Dianna, com total certeza de que Nate ainda levava uma surra do equipamento que daria inicio ao jogo. Tomei uma respiração curta, me enchendo de uma súbita "coragem". – Posso ver uma coisa na sua mão um segundo? – Indaguei com um vinco entre as sobrancelhas, como se estivesse preocupada. Ao ter a mão esticada para mim, sorri. Coloquei a mão esquerda sob a mão direita da morena, para servir de apoio. Com a outra, tirei um pequeno aro de prata do bolso e o escorreguei pelo dedo anelar que me era estendido, com a maior velocidade que eu conseguia (e minha coordenação motora permita) no momento. Subi os olhos para os castanhos. Eu sabia que nada tinha saído como queria, mas tentaria seguir, mais ou menos, com o que tinha em mente desde o princípio.- I pick my poison and it's you. - Sussurrei, lançando-lhe um sorriso sem graça segundos após. Me afastei alguns passos, girando o rosto em direção a Nate. - Oh, céus, Nate! É só passar o cartão e apertar quantos jogadores são! - Elevei um terço o tom de voz, instruindo o menino como fazer aquilo. Voltei a encarar Dianna. - Parece que, agora, ficará claro que você já tem alguém. E, se me permite usar o possessivo, poderei provar visualmente que você é minha. Mesmo eu estado distante de você. - Dei uns passos para trás, virando o corpo para alcançar a guitarra de plástico e ajeitar a correia do instrumento em meu corpo. - Vamos lá, Sibley, você começa cantando. - Disse animada, dando um pulinho de alegria quando vi o slogan inicial brilhando na TV enorme.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Seg 3 Ago 2015 - 18:51



Hysteria
'Cause I want it now
I want it now
Give me your heart and your soul
And I'm breaking out
I'm breaking out
Last chance to lose control

I'm Turning Inside Out


Competição nunca havia sido o meu forte, eu era um péssimo competidor, talvez por ter uma irmã ou talvez por nunca ter tido amigos tipicamente competidores e convictos de serem os melhores em tudo na minha infância, eu só sabia que havia meio que provocado uma verdadeira guerra onde futuramente - breve - eu iria quebrar a cara no jogo que Shannon havia indicado para jogarmos. Ela havia sido injusta, sugerindo um jogo no qual era talentosa, não é? Enquanto eu pensava isso no caminho, também dividia metade de meus pensamentos para notar que eu não me divertia tanto assim há muito tempo. Durante o caminho bebericava de meu café; sabia que teria de terminá-lo depressa pois o jogo era, pelo o que pude compreender das poucas pistas, agitado. Quando chegamos no enorme espaço que, sinceramente, nunca me interessou muito... até agora. Dianna tomou logo a frente entregando um cartão do local - eu nunca saberia que haviam cartões só para jogos até este momento - e nos guiando. Abri um pouco minha boca numa expressão "Ah, era isso" quando finalmente avistei o cubículo com os instrumentos e o microfone, fazendo-me unir as sobrancelhas quando recebi o cartão para poder dar o play na canção, que pelo o que pude compreender, ficava à minha escolha.

Inclinei a cabeça para a direita, uma expressão de interrogação na face. Como se ligava aquilo? Chiei com a língua, pondo o cartão numa entrada - na verdade não era uma entrada na máquina - e puxei o cartão rapidamente. Ops, entrada errada. Quase quebrei o cartão da Dianna? O que seria de mim se eu quebrasse o seu precioso cartão? Pela segunda vez hoje, arregalei os olhos perante a atitude de Shannon. Não que eu não gostasse dela, porém nunca havia visto a loira de oceânicos olhos com uma expressão irritada na face; primeiramente, no refeitório com minha menção ao fetiche, depois, agora. Tudo bem, eu era lento, eu merecia aquilo. Sorri sem graça, mordendo o lábio inferior e finalmente pondo o cartão no local certo, fitando a tela e escolhendo uma conhecida canção; "Hysteria" do "Muse". O.k, eu começaria cantando. Menos mal, eu só sabia tocar violão, apenas. Dei de ombros, lançando meu pior olhar de desolação e por fim comecei a cantar a música.

Eu geralmente cantava quando estava sozinho em casa, ou com minha irmã, mas nunca, absolutamente nunca para grandes plateias. Sim, eu considerava Shannon e Dianna assim como alguns poucos transeuntes por ali perto uma grande plateia, e para privar-me da timidez apenas me virei para a máquina. Talvez pelos treinos, ou talvez pela simples sorte, eu comecei a cantar a música, inicialmente um pouco nervoso, mas logo me soltava. Bem, até que era divertido, e meio que fácil, cantar as letras no tempo certo, e logo eu me soltava agitando minhas mãos e segurando firmemente o microfone, acompanhando o ritmo da música. É, definitivamente aquela era a melhor tarde de todas.




Dianna ▪ Shannon ▪ Song ▪ Wearing




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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 3 Ago 2015 - 22:37

let's play!
Soltei as baquetas, abrindo quatro botões da camisa recém comprada. Antes que eu pegasse as duas varetas de madeira propícias para o jogo, Shannon se aproximara, o semblante moldado em preocupação. Estranhei, afinal, não havia nada ali para que ela agisse assim. Então pediu minha mão. Baixei o olhar, a ponto de ver suas mãos cobrirem a minha, e antes que eu pudesse encontrar algum machucado ou algo que a pudesse preocupar, senti algo gelado percorrer meu dedo anelar.

Ela não... Sim.

Meus olhos pairavam sobre o aro prateado no meu dedo. Mal pude entender o que Shannon havia dito. Era como se o tempo tivesse desacelerado. Nem sabia mais onde tinha deixado as baquetas, ou onde eu estava. Tudo o que eu conseguia enxergar, e pensar, era no anel em meu dedo. Você deveria ter pensado nisso! E importava, agora? Respire. Você precisa respirar. Tentei puxar o ar, mas onde ele estava? Fechei os olhos com força, tentando me estabilizar. Podia ouvir minha própria respiração, como se todos os barulhos de games eletrônicos, risadas aleatórias e uma conversa paralela não estivessem cercando a mim, Shannon, Nate e a todos os presentes do Game Station. Ela precisa usar uma também. Tentando me levantar - e quase levando toda a bateria junto comigo ao chão - tive que me segurar bem para não cair. Ainda bati com o pé no banquinho com uma força descomunal, fazendo com que ele fosse praticamente arremessado para o outro lado. Meu dedo mindinho latejava violentamente, enquanto eu fazia o melhor para ignorar a dor, e chegava ao lado de Shannon. Enfiei ambas as mãos em seus bolsos, tateando a procura do outro anel. Se ela não estivesse com o outro, eu resolveria isso comprando um. Movi os dedos, encontrando uma circunferência no lado esquerdo, puxando para ver que era, sim, outro anel. Puxei sua mão,  subindo o olhar para a loura. Minha loura. Deslizei o anel por seu dedo, recuperando-me em olhar naquelas íris claras e poderosas.

Meu coração ainda martelava no peito, como se pesasse uma tonelada e ao mesmo tempo, parecia prestes a correr uma maratona. Clichê? Ora bolas, qual culpa tinha de ter àquela garota como minha? E ela deixara claro, pelo pouco que havia entendido, que agora poderia evidenciar que eu era sua, tão quanto aquele objeto mostraria aos outros, que ela pertencia a alguém. A mim. Atrás de nós, a voz de Nate dissera qual música tocaríamos, e por coincidência ou não, me ligava um pouco a canção. Até tinha ignorado a demora absurda que ele havia gasto para apertar o botão de start após passar o cartão, e selecionar a música.

Durma lá em casa hoje, uh? – ergui a mão direita, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos.

Me afastei dela, antes que fizesse alguma besteira. Antes, lhe dera um selinho breve, cheio de promessas para mais tarde. Percorri o caminho até onde o pobre banco havia se estatelado. O peguei, levando para o lugar ao qual tinha de estar, e me sentei, pegando as baquetas uma outra vez. Girando uma, senti o raspar da aliança em meu dedo, abrindo um sorriso sem nem perceber. Nate deu play, e tinha de admitir. Ele tinha jeito para música, e parecia bastante familiarizado com ela. Será que era um talento oculto? As primeiras notas da bateria vieram, e me concentrei nelas. Porém, havia algo errado. Meus olhos haviam se desviado para minha mão, focando a aliança. Agora, tocava como se tivesse tendo um ataque epiléptico, indo no ritmo contrário da música, se é que aquele som que eu fazia, tinha algum ritmo. Claramente eu passaria vergonha em errar a maioria das notas.

Minhas mãos estão com vida própria! – murmurei quase que para mim mesma, espantada.

Quando consegui levantar o olhar, foi somente para vislumbrar um Nate empolgado em cantar, e uma Shannon acertado todas as notas como se fosse o jogo mais fácil do mundo. E era, ma minhas mãos não entendiam isso, no momento. Meus olhos logo se voltaram para o aro de prata em meu dedo, e nada pude fazer, se não, contemplá-lo com um sorriso idiota e uma mordida no lábio, enquanto fazia de Hysteria, uma verdadeira algazarra.

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Climb on board
We'll go slow and high tempo

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

Mensagem por Convidado em Dom 9 Ago 2015 - 2:14


Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight. And you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright. I pick my poison and it's you.

let's have some fun
looking like good-good time
Verde, azul, laranja, laranja, laranja, amarelo, vermelho e verde. Meus dedos esquerdos apertavam, com total desenvoltura, as sequências de botões no braço da guitarra de plástico, enquanto o polegar “palhetava” a mesma. As notas que eu devia seguir rolavam rapidamente pela minha parte da tela, mas eu seguia sem dificuldade nenhuma. Parece que alguém é realmente boa em Rock Band. Hysteria era uma música um tanto quanto... Intensa e, sinceramente, eu nem sabia que existia naquele jogo. Nate cantava perfeitamente bem, o que me fazia ficar em dúvida se ele já havia feito alguma aula de canto ou já havia nascido com aquele dom. Ousava movimentar o corpo no ritmo da música, balançando-me de um lado para o outro em algumas partes. Estava quase se aproximando do momento em que eu faria o solo, então me encontrava um pouco ansiosa e em estado de alerta para, a qualquer segundo, liberar o especial que piscava no canto inferior esquerdo. Até que eu percebi o desastre na parte que pertencia a Dianna. Mordi a lábio inferior, segurando a vontade de rir do fiasco que minha namorada estava passando. Eu deveria tirar proveito daquela situação e deixar rolar, sabendo que, no final, eu sairia com uma nota bem maior que a dela. Eu sabia que a morena dominava aquela bateria melhor que ninguém devido às vezes que passamos horas em competições uma com a outra – onde, a maioria, terminava empatada. E eu sabia, também, que aquela distração fora causada por mim. Pausei o jogo, arrancando um olhar confuso de Nate e dei de ombros, pedindo um tempinho para ele silenciosamente. Coloquei o instrumento na base e me voltei para a garota sentada no banquinho, arqueando a sobrancelha de um jeito exagerado. Inclinei-me sobre o instrumento, deixando o rosto incrivelmente perto do da menina. – Eu sei que você está errando tudo por conta da aliança. – Sussurrei em um tom um pouco convencido e com um sorriso nos lábios, achando, ainda, a situação engraçada. – Deveria eu ter aguardado, pelo menos, o final da primeira partida? – Indaguei retoricamente, me referindo ao fato de ter dado a aliança, para mim mesma, franzindo a testa levemente. Agitei o rosto, voltando à atenção para morena sentada no banquinho. – Você está agindo como uma boba apaixonada, sabia? E eu devia tirar uma foto da sua expressão nesse minuto. Mas, você sabe, sou legal demais para isso. – Pisquei um olho, olhando para trás apenas para confirmar a teoria de que Nataniel estava nos encarando com uma carranca na face. Soltei uma risadinha, implorando por desculpas pela segunda vez e pedindo mais alguns segundos com os olhos. – Só tente prestar atenção na TV e acertar as notas que virão. Eu sei que você sabe jogar isso de olhos fechados, então não faz sentido você não conseguir acertar notas fáceis só porque foi surpreendida pela sua garota. – Finalizei, sorrindo de leve. Levei a mão até a nuca da minha morena, a puxando para um selinho rápido antes de eu voltar para minha posição cover de Bellamy. – Beijo de boa sorte.

Meu celular vibrando no bolso de trás do meu short jeans, no meio do meu solo, estava me irritando profundamente. Aquela parte específica da música era a minha favorita, e ter algo me tirando a atenção era... Irritante! Já estava planejando a morte do ser que me ligava incansavelmente quando o dito cujo parou. Amém! Assim que terminou a música, além de ver a porcentagem de Dianna, Nate e minha – 68%, 92% e 100%, respectivamente -, e meio que fazer uma pequena dança da vitória pela minha nota máxima, fisguei o aparelho do bolso, erguendo ambas as sobrancelhas quando vi cinco ligações perdidas e nove mensagens de Harleen. Meu queixo caiu alguns centímetros ao ler o conteúdo. Guardei o iPhone novamente. – Eu preciso resolver uma coisa. – Comuniquei aos dois que conversavam entre si.  – Parece que a outra eu aprontou de novo e está na delegacia com mais dois amigos. – Tranquei o maxilar, alcançando minha bolsa no chão, com um pouco de raiva. Dei um beijo na bochecha de Nate, já me despedindo do garoto e seguindo para Dianna em seguida, repetindo o ato. – Eu te encontro no estacionamento, daqui duas horas, para irmos para sua casa, sim? – Falei pulando do minipalco, olhando para cima para encarar as duas figuras. – Agradeçam por não ter uma gêmea má. – Murmurei, chateada por ter de deixar os dois, me afastando lentamente, de costas. Movi os lábios com “eu te amo” para Dianna antes de me virar e sair correndo Game Station afora.

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Re: {LRM - LR} Nathaniel W. Sibley, Dianna Graeff Ohlweiler & Shannon B. Gould Kempner

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