[CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

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[CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Billy M. Currington em Seg 6 Jul 2015 - 23:37


Asphalt Cowgrils

A postagem se inicia entre Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em alguma noite de setembro, nos campos à 126km da costa. O conteúdo é livre ou para maior de dezoito anos. A postagem está em andamento




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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Billy M. Currington em Seg 6 Jul 2015 - 23:43

Country Ass
Não era um dia qualquer, era um dia memorável, apesar de ainda ser um dia comum. E por dia comum, como qualquer outro, entenda-se que ele acordou na mesma hora de sempre, saiu para correr como sempre fazia, aproveitar a brisa fresca do mar junto de um calor aceitável. Por conseguinte, ainda passou o resto do dia entre a ansiedade e algumas tarefas acadêmicas. Podia ser um dia diferente, mas a noite era mais ainda. Um raro evento ocorria na California, um evento que raramente costumava ocorrer no local, mas talvez as mudanças recentes e o aumento do fluxo de turistas tenha feito tudo se realizar. Um rodeio estava para acontecer num pedaço de terra de Miami, exatamente algo que foge de qualquer estigma praiano, surfista e patricinha, se bem que ele reconhecia que encontraria todos esses estereótipos lá. De um jeito ou de outro garantiu seu ingresso, um caipiria nunca perderia tal evento, ainda mais com direito a show de Zac Brown Band e Brad Paisley no primeiro dia, após é claro o rodeio em si.

Uma coisa não fugiu de Gerrard, convidou duas amigas para ir, se iriam ou não era outra história. Na realidade o garoto de pele branca e cabelos claros não colocava muita fé em nenhuma das duas, tinha que reconhecer que eram de mundos totalmente arbitrários, imaginava as duas mulheres com nojinho de pisar na lama ou achando o espetáculo do rodeio em si uma afronta aos direitos animais. Independente da ida de Diana ou Hanna ele iria, aquilo era um presente divino para ele. Era a chance de se sentir um pouquinho mais perto de sua casa enquanto estava a milhares de quilômetros, ou até um pouquinho mais.

Não era preciso muita vaidade para ir num rodeio, aquela ducha fria rápida servia para purificar a alma e acordar o corpo. Sob este uma calça jeans clara e justa, camiseta preta e camisa xadrez aberta por cima, as longas mangas dobradas com certa pressa e desleixo até a altura dos cotovelos. As botas é claro não poderiam faltar, marrons num tom rústico e com poucos ornamentos, na cabeça e escondendo o cabelo razoavelmente grande que já fazia franja sob a testa foi pouco arrumado, a excitação o impediu de tanta vaidade, colocou o boné favorito na cabeça, boné vermelho e branco com o escudo dos Dallas Cowboys e partiu com a pick-up da Chevrolet deixando para trás as vias bem pavimentadas da zona litorânea e centro da California, para as vias esburacadas, irregulares e lamacentas do interior do estado. Logicamente ligou para as duas ilustres convidadas antes, afinal, dificilmente os carros moderninhos não ficariam atolados no terreno quase selvagem que ia até o interior. Apesar de fazer a gentileza de dar carona caso alguém precisasse a figura das duas andando de ônibus era algo que ele realmente pretendia ver um dia.

O evento era anunciado a cada quilômetro com outdoors fazendo propaganda. O evento propriamente dito era tudo, ou até mais, do que a publicidade dizia. Tudo ocorria num enorme parque de eventos, basicamente era um enorme terreno talvez do tamanho de um estádio coberto com grama e poucas árvores, agora com palanques, arquibancadas, barracas, estábulo, curral e outras coisas dando cara ao evento. O som alto de alguma banda pequena fazendo tributo à Jonnhy Cash podia ser ouvido de longe, afinal não chegara bem no início. O palco, com área cercada para o rodeio ocorrer e rodeado pela arquibancada enxia-se aos poucos. Distribuídos pelo local, várias barracas vendendo cervejas de todos os tipos, muitas artesanais até. Pontualmente áreas vendendo churrasco, uma delas fazia o famoso churrasco de chão onde parecia que tinham matado e colocado para assar um búfalo inteiro! Ainda espalhados havia as barracas temáticas com tiro ao alvo, pescaria, alguns quitutes como milho cozinho, doces, cachorro quente e principalmente touro mecânico.

Poupou suas palavras apesar dos olhos dizerem que parecia um garoto num parque de diversões, mas para todos os casos virou-se para quem estava com ele e disse em alto e bom tom cheio de orgulho. – Bem vindas ao novo mundo. Os garotos aqui não ouvem Beatles, nem dançam parecendo que estão tendo um piripaque. – o sorriso estampado de orelha à orelha dizia tudo. Finalmente o animal em cativeiro parecia ter encontrado seu habitat natural.
CR

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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 7 Jul 2015 - 1:47


Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.

I'm starting to move on.
It's just too little too late.
Depois de um final de semana agitado e especialmente marcado por fotos postadas em redes sociais, onde a protagonista da vez, havia sido a morena filha de uma brilhante estilista inglesa, as coisas voltaram para o ritmo normal de uma rotina teen. Os protestos não haviam sido existentes, apenas boas risadas e promessas de que a dose seria repetida. E mais. Seria ainda melhor. Desde então, um sorriso brando não abandonava os lábios da menina Ohlweiler, que encontrava-se quase que ansiosa pela próxima vez. Havia tido uma crise séria de riso perante os três dias em que estiveram na Inglaterra com outros amigos conterrâneos. Não conseguiria esquecer com facilidade a parte em que Victoria havia entrado na limusine alugada quase amarrada, mas ao ouvir "a festa continua no hotel", não tardou em baixar o vestido, alegando que "a calça estava muito apertada", deixando todos confusos e uma rodada de risos se fazer presente, não cessando tão cedo.

Já de volta a Miami, Dianna imaginava se esta vida era mesmo a que tinha pensado ter. Viajando praticamente todos os finais de semana com amigos, namorada. Era muito mais do que queria. E foi durante um devaneio, que recebera uma mensagem de alguém que não esperava rever. Steven Gerrard havia lhe convidado, e Hanna também, para um rodeio. Visivelmente não era alguém que fazia a linha da roça, mas também, não era do tipo que dava ataques mais conhecidos como piti, por estar pisando em esterco bovino, ou coisa parecida. Certo, o pensamento não havia lhe agradado, tendo até franzido o nariz para isto. Tratou de responder a mensagem, perguntando o endereço do evento, mas não enviou. Preferiu deixar o menino sem saber se iria ou não. Fez uma pesquisa online, encontrando tudo o que precisava. A partir daí, tratou de ordenhar-se para o shopping de Miami, a procura de algo que pudesse lhe dar um visual country. Como não era muito paciente para escolher roupas, destravou a tela do celular, mandando uma sms para a morena a qual havia compartilhado o final de semana. Lhe enviou uma curta mensagem, e a resposta fora imediata.

"Eu até já estou imaginando o que vou te fazer usar. Me espere em frente da Vogue. A operação: Transformar uma gatinha em leoa acaba de começar! Xoxo. — V.L.T. "

Custou a não rir abertamente em público, afinal, o que pensariam de uma adolescente parada no meio da rua, rindo sozinha? Ela e suas manias de nomear as situações. Guardou o eletrônico no bolso da calça, e se dirigiu até a Range Rover Evoque em tom de cinza chumbo, partindo para o seu destino. Levara cerca de vinte minutos para chegar até a Vogue, onde a figura magra e alta de Victoria lhe esperava. Seu sorriso ao ver que havia chegado era aquele que mais temia. Estacou no lugar, sabendo que estava completamente entregue aos caprichos vestuários que ela impusesse. A menina viera lhe buscar, rebocando-a para a loja quase vazia. Diga-se de passagem, era preciso ter uma condição a mais do que apenas uma "boa" para se estar ali dentro.

Dianna fora arrastada para o provador numerado pelos números: 006. Não foi preciso mais do que isso para lhe fazer imaginar que estava na operação Skyfall do filme 007. Não teve nem tempo para raciocinar, quando uma pilha de roupas fora jogada sobre si, podendo apenas ouvir as batidas frenéticas de Braveheart. Amava aquela música, e parecia ser o seu ponto de animação para provar tudo aquilo.

Você só pode estar brincando. Eu não vou usar isso, Vic! – depois da milionésima prova, a morena saíra com uma cara emburrada.

A vendedora loura e toda engomada apertou os olhos, e Dianna podia jurar que a tinha visto se abanar. Estava vestindo uma calça clara que ajustava-se a suas pernas. Realçava sua bunda, e fazia parecer alguns músculos bem marcados nas coxas. A blusa era em tons de azul, xadrez, com um lenço vermelho. Havia gostado deles, mas a calça... Estava apertada de mais.

Você ficou uma gracinha! – a menina se levantou, olhando-a completamente. – Olha! Apertável, hein. – apontou para a bunda e caiu na risada em seguida.

Dianna soube que ela havia pegado aquela para lhe provocar. Voltou para o provador, e depois de quase um século, finalmente havia escolhido tudo. Ou melhor, concordou com o que Victoria tinha separado, mesmo depois de provar quase todo o estoque daquele estilo. Ao saírem da loja, a morena Ohlweiler sentiu como se um peso tivesse sido tirado de suas costas. Não queria ir parecendo uma adolescente californiana moderna, bem onde todos estariam ao melhor estilo da fazenda. Almoçaram, e logo cada uma tomou seu rumo.

A organização do local chocou Dianna. Não esperava encontrar um tipo de parque festivo. Um palco mais afastado, arquibancadas, cercas onde os bois provavelmente estariam presos, e um fluxo de pessoas um tanto que inesperado. Não fazia ideia de como era se estar em um rodeio. O short branco que usava realçava seu tom de pele, assim como as botas que mais estavam para coturnos, em tom de marrom claro. A camisa era a mesma xadrez azul, com uma regata branca por dentro. Havia desabotoado dois botões, e colocado o lenço vermelho meio virado de lado. Deixou o cabelo um tanto que rebelde, com um volume aceitável, ondas bem feitas e caídas em uma cascata negra abstrata. Do jeito que gostava. Girou os olhos pela multidão, achando a figura já conhecida do menino da roça, apesar de achar muitos garotos vestidos como tal. Seu cabelo parecia um pouco maior, não lembrava-se de que o mesmo usava franja. Andou até ele, desviando de algumas pessoas que lhe cumprimentavam. Não fazia ideia de quem eram.

Acho que vou me surpreender bastante, esta noite. – murmurou em resposta para o que ele havia dito.

Hanna ainda não havia chegado. Não se viam a cerca de um mês, onde cada uma havia se concentrado em dar atenção aos amigos feitos em períodos de suas vidas ao qual estiverem ausentes, para a outra. Segurava um chapéu marrom, com a mesma cor de sua bota. O colocou na cabeça, tomando uma respiração neutra. O que sairia daquela noite?



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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Ter 7 Jul 2015 - 21:40


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Por intermédio de um espelho – que revestia por inteiro ambas as portas de acesso ao meu closet – pude me vislumbrar por inteiro, as formas curvilíneas de meu corpo mostrando-se em realce a iluminação dos últimos raios solar que ousavam atravessar a vidraça entreaberta de minha suíte. Despida e arqueada, era assim que me observava enquanto atravessava em passos preguiçosos o átrio do cômodo pós um longo, quente e relaxante banho. Era um fim de tarde ventoso, e a brisa que adentrava ao quarto acolhia meu corpo em um gélido abraço, deixando-me arrepiada por inteiro, e ainda mais preguiçosa. Eu realmente precisava sair aquela noite? Como se estivesse conectado de alguma forma a minha mente, meu telefone começou a convulsar sobre a mesinha de cabeceira. Não precisou que eu fosse até ele para saber do que se tratava, somente o alerta sonoro com a melodia de um banjo entoasse por ali que eu sabia de quem se tratava. Gerrard; o motivo para que eu não estivesse na cama naquele exato momento, envolvida por um edredom em minha cama queen size num sono tranquilo. Eu não poderia recusar seu convite, não poderia ignorar a única chance que tinha de conhecer um terço do que era o maravilhoso mundo country, de acordo com o loirinho cowboy. Quando soube que haveria um evento totalmente relacionado ao seu universo caipira, o menino não custou em divulgar aquilo, e – por algum motivo que ainda era mistério para mim – não hesitou em convidar a mim e Dianna para ser suas acompanhantes no rodeio.

Dianna. Mais de um mês desde nosso reencontro e nem em um segundo havíamos estado realmente a sós, conversado realmente sobre todo o tempo fora, sobre tudo o que havia acontecido. De alguma forma, ela não parecia a mesma, isto era bastante evidente. Mas eu também não parecia a mesma, não mesmo. Aquela menina gordinha, extremamente sensível e com instinto de auto-proteção a todo o instante não parecia em nada comigo; uma garota superficialmente impassível, com perfeitos cinquenta e dois quilos e uma vastidão de peças de roupa e sapatos das mais diversas grifes mundiais em seu closet. E em meio a vastidão de roupas eu não conseguia encontrar um maldito conjunto apropriado para uma noite em um rodeio. Nada de jeans rasgadas, nem blusas de botão sem mangas e quadriculadas. Eu realmente não tinha aquilo? Aliás, quando que eu iria me imaginar em meio a todo o ambiente rural de uma festa de pião, pisando em estrume e em caminhos lamacentos? Talvez, pela simples motivo de jamais ter me imaginado em uma situação assim, era o encorajamento ideal para que eu ousasse comparecer ao evento, querendo ou não aquilo era uma novidade – e novidades são sempre bem-vindas.

A camisa vermelha xadrez de manga longa – furtada do quarto de meu primo Max – assentou perfeitamente em meu torso, principalmente após um corte feito por mim mesma na bainha da camisa, deixando-a pouco alinhadamente acima de meu umbigo. A saia plissada de seda em tom opaco de jeans contrastou simetricamente com a camisa, encobrindo-a com seu cós alto, e em um toque final vinha as botas negras com fivelas – country o suficiente  –, uma bolsa de franjas e um colar típico de uma cowgirl, feito de palha ou algo sintético. Eu estava devidamente a caráter, nada de Tiffany's ou Louis Vuitton, e mesmo assim eu conseguia me sentir bastante segura com tudo aquilo; era eu, toda aquela simplicidade de uma menina caipira e minha novíssima Polaroid SX-70. E em meio a tanto aquele toque tradicional estava meu querido Prius, a única coisa que me mantinha na modernidade. Caçar roupas, molda-las ao meu gosto e findar tudo aquilo com penteado e maquiagem havia custado muito do meu tempo, e eu deveria estar atrasada para encontrar Dianna e Gerrard. Só por isto eu não hesitava em afunda a ponta de minha bota no pedal do acelerador – mesmo com o plano tapete de concreto alternando para uma estrada esburacada e movediça na medida que me aproximava das adjacências do parque designado ao evento. — Isso tem que valer a pena. Se não, Gerrard me deve uma manutenção do meu carro. — Resmunguei, enquanto seguia a trilha iluminada de faróis rubros que pareciam seguir o mesmo caminho que o meu.  

— Wow. — Estas três letras eram o necessário para expressar o que se passava em minha mente. Surpresa, admiração, espanto. Era um misto de coisas, e tudo só parecia se intensificar enquanto eu ia mais adentro do parque dignamente decorado ao estilo mais rural possível. Em um segundo o cheiro adocicado de meu perfume dominava meu olfato, até ser substituído por um odor mais "natural". Palanque, arquibancada, um espaço grande e revestido em barro – provavelmente para o espetáculo em que um homem certamente alienado monta em um boi bravo e tenta não quebrar suas costelas –, barracas das mais diversas utilidades e até um touro mecânico. Por meio segundo me senti no Tennessee, mas bastou que eu visse as meninas excessivamente magras e os garotos exageradamente bronzeados com um sorriso insuportável de tão alvo que eu recordei que era só Miami. Mas, para minha surpresa, todos ali pareciam simples, adequados, nada de micro-biquínis nem bermudas de surfistas . Por puro instinto alisei meu cabelo louro, bagunçando-o para o lado direito enquanto sentia-o escorrer até pouco acima do meio dorso – meus cabelos havia crescido, e eu não desejava corta-lo novamente, não tão recentemente. Duas finas tranças cortavam as laterais dos fios claros, unindo-se logo atrás de minha cabeça, nada estava fora do lugar. Meus olhos captaram por fim duas figuras familiares; a menina morena de pele caramelada e longos fios espessos cor-de-chocolate ao lado de um rapaz com legítimo porte de caipira, de fios louros cor-de-palha encobertos pelo boné e um sorriso tão largo e orgulhoso que me fez rir junto. — Vocês caipiras sabem como dar uma festa. — Disse, assim que alcancei os dois e me estiquei entre o espaço que os dividia. Encarei as suas reações; estariam eles surpresos comigo ali? Bati o fundo de uma bota com a outra e acenei para ambos com um balanço da cabeça, segurando a aba de um chapéu imaginário, enquanto sorria ansiosa pelo que parecia ser o início de uma noite repleta de diversão.



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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Billy M. Currington em Qua 8 Jul 2015 - 0:11

Country Ass
O típico ar caipira invadia suas narinas e preenchia seus pulmões, a cereja do bolo foi a galinha branca que passou correndo alguns metros à sua frente seguida por 5 pintinhos, nem tão amarelos considerando que poderia ter escorregado no barro e tomavam a colocação meio amarronzada. Enquanto ainda ficava ali, inerte e observando ele pode ver que, mesmo com toda aquela gente criada em casa de avó tentando se disfarçar de caipira, ainda podia contar com alguns caipiras por excelência. O que era muito bom, se não estaria tão descolocado como quando sai para correr e tem que ouvir metade da cidade falando sobre coisas triviais e luaus, nada contra, mas aquilo já tinha enchido o saco.

Com calma ele teve tempo de observar a indumentária da sua primeira acompanhante, talvez devesse um óscar à Diana, a morena soube se arrumar para um evento daquele jeito, se bem que não esperava o contrário, na realidade queria era ver a roupa que Hanna estaria usando, se é que ela iria dar o ar da graça. Não conseguia imaginar a loira de botas ou camisa xadrez, o simples fato de pensar na imagem o fez dar uma risada contida. Como de costuma, tentava evitar olhar cintura abaixo em qualquer moça, como já dizia sua avó "ali é a área do diabo", ainda mais se você é novo no local e a qualquer momento pode ser abordado por um motoqueiro com o colete dos Sons of Anarchy querendo tirar satisfação por você dar razão de que a bunda da possível namorada dele é algo memorável digna de toda a contemplação. De certo modo rodeios e eventos do gênero eram coisas bem infelizes, a maioria dos homens seguia a linha básica de vestimentas, mas as mulheres no entanto se superavam a cada vez que ele ia em uma, conseguiam achar uma forma sexy até mesmo de usar um vestido Maria mijona, mesmo que o tamanho das roupas esteja diminuindo gradativamente.

Diana enfim deu-lhe uma resposta e, cá entre nós, não sentiu firmeza nas palavras da morena. Deu de ombros, tinha certeza que tanto ela quanto a loira iriam se divertir. - Trate de por um sorriso nesse seu rosto mexicano, já basta eu estar torcendo para você escorregar e esse short branco se tornar de qualquer cor, menos branco... - provocou numa tentativa de aliviar qualquer possível tensão. Foi então que a atenção foi subitamente sugada de Diana, para um trio feminino que passava a uns 5 metros de distância. A primeira era magrinha e sugada feito um bambu, a segunda uma gordinha de sardas e cabelos ruivos e a terceira, benza Deus, haja saúde. As três passaram rindo e encarando-o, por esses breves segundos Steven permaneceu feito uma criança numa máquina de doce, mas logo tirou a careta do rosto disfarçando e ajeitando o boné sobre a cabeça. Isso é o bom de se estar nesse tipo de ambiente, da mesma forma que as mulheres passavam numa nada nobre tentativa de mexer com ele, os dois carecas próximos de uma barraca de lembranças, sendo um deles barbudo, pareciam devorar a morena com os olhos e até tecer alguns comentários inaudíveis. Bem vindos à selva.

Não tardou para a terceira pessoa finalmente dar o ar da graça. E igual á anterior parece que alguém resolveu ouvir a Billboard Country Hits por 1 dia e absorver o espírito do interior, menos mal, imaginem se Hanna tivesse decidido vir com um dos sapatos que devem custar mais caro que o rim de Gerrard. - Esse deve ser um dia memorável, as cidadães mais sangue nobre de Miami resolveram sentir o cheiro do esterco e agraciar os peões com sua presença. - brincou coçando o queixo, lembrete da noite, fazer a barba, afinal tinha bons genes e se demorasse mais um pouco poderia começar a parecer o lobisomem de Kentucky. - Se me permitirem quero ver a maestria das madames com uma arma. - pausa para a entonação erótica. Brincadeiras à parte, uma das barracas de tiro ao alvo não estava tão longe e ele certamente deu um jeito de arrastá-las até lá. Eram dez dólares por 3 tiros, com alvos mais difíceis, vide menores e em movimento, até os mais fáceis, estáticos, razoavelmente grandes e leves. Gerrard colocou as rolhas em cada cano da espingarda, puxou o cão e atirou. Com os três tiros acabou derrubando duas caixas do tamanho de uma caixa de fósforo, e errando o terceiro. Tratou de prender os prêmios na blusa das jovens que o acompanhavam, duas estrelas de plástico imitando o distintivo de xerife imortalizado pelos filmes Hollywoodianos. - Alguém se habilita? - indagou pedindo mais 6 tiros e oferecendo a arma de ar.
CR

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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 8 Jul 2015 - 13:41


Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.

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Ainda um pouco distraída com o ambiente festivo ao seu redor, sentia-me em um daqueles momentos em que um desafio era posto a minha frente. Em evidência explícita, estava em uma área desconhecida. Já tinha visto algo parecido como aquilo, quando havia ido para o Texas, mas ainda sim, não se comparava em nada com o que estava bem ali. Primeiro, por que estava em Miami, longe de qualquer indício mais selvagem, em vínculo com praias, festas em boates ou coisa parecida. Segundo, por que os costumeiros surfistas e madames californianas estavam circulando o perímetro como se fossem conterrâneos natos de Steven Gerrard. Até eu mesma. Pigarreei, tratando de por pelo menos um sorriso no rosto. Não queria parecer desanimada ou contrariada. Havia aceitado o convite com o intuito de me divertir além das cotas normais, em um evento nunca presenciado como este, antes.

Recorri minha atenção para o peão amigo, respondendo-lhe com um arquear de sobrancelha seguido de um "hey!". Por que diabos ele iria querer ver meu short sujo de esterco, lama ou qualquer coisa que inibisse o branco leitoso de sua cor original? Contive una risada. Uma música primitiva e completamente country tocava. O barulho do banjo sendo acompanhado por uma voz arrastada e carregada de um sotaque caipira fizeram-me imaginar em como estava fora de sua linha. Tentei ouvir àquela canção como se estivesse mixada por algum bom DJ, mas não obtive sucesso. Minha mente deu um estalo, jogando um zumbido para os ouvidos. Estava ali para absorver algo mais natural, e não, músicas que mal tinham letras, repletas por batidas excêntricas e com um poder de transmitir um calor típico de quem estava prestes a se jogar numa pista de dança. Decidi naquele exato momento que não pensaria muito, iria apenas se deixar levar pelos instintos.

Três meninas haviam secado o loiro, que parecia ter ganhado na mega-sena. Foi impossível não rir de sua postura. Sabia como ele era danado, e que seus pensamentos estariam - talvez - imaginando diversas situações em que ele poderia se meter com aquelas três. Mas, minha atenção havia se ligado a dupla de homens não muito longe, agora. Estava com aquela sensação de que alguém me encarava firme a algum tempo, e quando encontrei aqueles pares de olhos animalescos, tomei uma respiração profunda. Deveria ter vindo de calça? E que tal fechar um pouco mais essa camisa xadrez? Não! Virei-me para Steven prestes a falar algo, quando uma fragrância francesa adentrou meu olfato. Perdi as palavras de imediato, sabendo reagir bem a isso. Só havia uma pessoa dentro de Miami que exalava aquele cheiro. E tão pouco precisei assimilar, já estava ouvindo sua voz. Já não nos víamos a cerca de quatro semanas e mais alguns dias, e mesmo mantendo uma proximidade constante pelos meses passados, ainda não tínhamos tido um tempo particular. Abri um de meus típicos sorrisos que eram uma mistura de timidez e animação - coisa a qual era a única mantida desde que havia mudado.

Tiro ao alvo? Isso não... Não é perigoso? – processei rápido o que Gerrard havia dito, mas ele já havia ido para a barraca

Não tive muito o que fazer. Na verdade, havia dito aquelas palavras como uma desculpa, para não ter que fazer nada daquele patamar. Mas, não houve jeito. Gerrard já segurava uma espingarda com aparência antiga, do tipo que se era usado para caçar, mas depois de ser tirada de circulação, servia como diversão em barracas festivas. Aproximei-me de Hanna, dando espaço para o menino atirar. Ele parecia ter habilidade, mas havia errado o último tiro. Neste tempo em que vinha saído com Hanna, notei que ela não tinha nada daquela menina gordinha de antigamente. Com exceção de duas coisas: Os olhos e o sorriso. Não negava que esta Hanna era muito melhor do quê a antiga, mas, também não negava que sentia falta de ver uma pureza inestimável nos olhos dela, como via antigamente. Procurei me concentrar e expulsar os pensamentos inoportunos. Logo, uma estrela de plástico estava alçada a minha camisa xadrez. Tive que rir. Mais seis balas estavam em cima do balcão amadeirado, sendo deixado a dispor de mais três tiros para a próxima pessoa, e mais três para a seguinte. Olhei de esguelha para Hanna, vendo que ela estava parada, provavelmente esperando que fosse antes dela. Uma pequena platéia se aglomerou ao redor, como se fosse um show de tiros ou coisa assim.

Precisava agir cautelosamente, para não dar indícios de que havia feito treinamento policial, e que sabia atirar como ninguém. Dei um passo a frente, relaxando os ombros. Tomei a espingarda de sua mão, colocando a primeira bala com uma maestria e agilidade imbatível, ja mirando uma caixa do tamanho de uma de fósforo, assim como Gerrard havia feito. Com a arma um pouco afastada do rosto, com espaço suficiente para amparar o disparo com a mão esquerda que segurava sua base e a direita, onde o indicador segurava o gatilho, dei o primeiro tiro, acertando bem no meio da caixa. Recarreguei a segunda bala com a mesma habilidade, mirando por dois segundos em uma caixa ainda menor. Disparei de imediato, errando propositalmente. Abri um sorrisinho fino, resguardando a memória de quando ainda estava em treinamento e tinha dificuldades em acertar o alvo. Talvez estivesse demonstrando demais que sabia bem o que estava fazendo, mas era uma questão de diversão, e atirar, me divertia bastante.

Qual é o alvo mais difícil? E qual seria o prêmio? – perguntei ao rapaz da barraca, interessada.

Ele mostrou uma garrafa que pendia do teto, onde ele havia prendido um fio de nylon do mais fino em uma cavidade superficial para aquele feito. Claramente era um alvo difícil, tanto por se estar mais afastado dos demais, como por se tratar de um fio muito resistente, que só seria partido com uma boa pressão. E claro, havia a ansiedade eufórica em faturar os quinhentos dólares dentro da garrafa. Pensei um pouco, tinha completa certeza de que acertaria e derrubaria a garrafa. Não iria fazer aquilo pelo prêmio, por que não fazia a mínima questão sobre a quantia. Queria apenas preservar a mim mesma, que ainda não tocando em uma arma a quase quatro meses, ainda estava em completa forma. Recarreguei a última bala, apoiando o cotovelo na extremidade do balcão. Este tiro requeria um pouco mais do quê mira, a tática era quase que obrigada a ser usada. O nylon não se partiria com um único tiro, e como já havia dado dois de meus três, optei pelo mais óbvio: Apontei a boca do cano da espingarda para o teto, fechando o olho esquerdo por um segundo, ajustando a mira para o ponto onde o nylon estava preso. Vi que ali estava um pouco arrebentado, por conta da força com que deveria ter sido preso, para dificultar ainda mais a infeliz escolha de quem quisesse aquele alvo. Respirei fundo, contando até três.

Plaaaaaaft!

O barulho da garrafa caindo no chão não foi a melhor coisa daquele momento. A cara de desespero do rapaz era cômica, visto que seu bolso estava quinhentos dólares mais maneiro. Desacreditado, e acompanhado por expressões de espanto ao nosso redor, ele pegou a garrafa, e com um pesar evidente, tirou o amontoado de dólares de dentro e me entregou junto de uma estrelinha como a que Gerrard havia ganhado.

Acho que sou uma garota de sorte. – abri um sorriso tranquilo, procurando não reparar nas expressões dos demais presentes.

Será que não teria sido melhor errar todos os tiros? A frase simples e monótona se repetia em minha mente, martelando minhas têmporas por breves segundos, até que expulsei a hipótese. Caso perguntassem, ter sorte seria a resposta. Prendi a estrela na camisa de Steven, ao me voltar para ele.

Agora esta certo. – lhe ofereci um sorriso verdadeiramente animado.

Como ainda segurava a espingarda, tratei de me virar para Hanna, esticando-lhe a arma. Era um pouco pesada, e estava pensando se ela manusearia bem. Afastei a ligeira preocupação, imaginando que certamente a loura faria algo engraçado.

Esta pronta? Sua vez, Benzo. – perguntei em tom normal, enquanto que duas escalas vocais haviam baixado quando lhe chamei pelo apelido.

Ainda era uma coisa nova chamá-la assim, visto a repercussão que causavam tanto nas redes sociais, ou até em pessoas que não pareciam satisfeitas com o vínculo criado. Após lhe passar a arma, afastou alguns bons passos, apenas para se prevenir de algo. Hanna poderia ser perigosa quando queria, principalmente agora, quando estava com uma espingarda carregada na mão. Esperava que ela não virasse com a arma, apenas para dizer algo e disparasse sem querer. A coisa toda era fatal, mas a vontade de rir ao pensar isto, não me deixou de imediato. Me aproximei de Gerrard, parando atrás dele como se buscasse uma proteção, sussurrando-lhe um "proteja suas cabeças!" de uma forma divertida. A noite estava apenas começando.



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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qui 9 Jul 2015 - 22:03


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Cidadães mais sangue nobre de Miami; era assim que eu e Dianna eramos vistas ou aquilo era uma uma opinião única de Gerrard? Do mesmo jeito súbito que a vontade de saber aquilo surgiu acabou por sumir, até porquê era quase impossível se prender a quaisquer outras coisas estando na companhia de um cowboy alvoroçado que mais parecia uma criança na Disneyland. Permiti-me observar boa parte da multidão que rondava a área em seus melhores trajes country; era até espantoso o quão grandioso parecia o número do público dali. Quem diria que os habitantes da Flórida apreciavam um evento que não fossem tardais, um luau ou qualquer outro festejo feito no litoral? "Talvez estejam aqui pelo mesmo motivo que você. Em busca de novidade." Pensei quase que imediatamente. E se eu realmente estava em busca de novidades ali estava uma oportunidade, bem defronte a mim. Gerrard fez sua proposta quase cômica se não parecesse tão perigosa em minha mente, mas eu não seria aquela a negar um desafio, Dianna parecia sequer ter cogitado a ideia de recusar.

Seguindo-os me vi diante de uma barraca de tiro ao alvo. Cada estalo dos tiros incessantes naquela área me faziam estremecer e eu não me permiti pensar na hora de eu ser a atiradora. Observei inerte a Gerrard tomar as rédeas do jogo e iniciar sua sequência de três tiros. Dois dos três derrubaram o alvo – que mais pareciam caixas de fósforo – e como consequência aquilo duas estrelas representativas a broche de xerife foram dadas ao loiro, que não demorou em anexa-las a minha blusa e de Dianna. Segundo round, Dianna tomou o posto de Steven e se preparou para os disparos; meu olhar – que até então pairava sobre um moreno de cachos lustrosos e um físico de quem poderia sustentar uma quantidade notória de sacos de adubo e parecia saber bem como manusear uma espingarda – voltou-se para Dianna com nítida expectativa. Não pude deixar de pensar em como me conter em risos quando seus tiros fossem tão desordenados quanto seriam os meus, mas após assistir seu primeiro disparo passei a me conter para não tirar a arma de sua mão e lhe questionar como ela poderia ser tão boa naquilo. O modo como segurava a espingarda, o jeito como se posicionava e até mesmo a forma que mirava no alvo não era nada condizente a uma principiante. — Sou só eu ou você também acha que Dianna sabe o que está fazendo? — Segredei para Gerrard após assistirmos a morena derrubar o alvo considerado mais difícil dali. A troca de olhares entre mim e o menino fora inevitável, e pelo menos da minha parte vinha a surpresa e medo; medo por ser a minha vez, medo por ver Dianna dirigindo a espingarda para mim e o quê aquilo desencadearia.

"Filhos da mãe, não olhem. Vão para uma outra barraca. Suma todo mundo." Praguejei em mente enquanto forçava meus braços a sustentar a arma. Porquê aquela coisa não aparentava ser pesada? Respirei fundo, espelhando os movimentos feitos pelos dois anteriores para carregar a arma enquanto meus dedos tremiam bruscamente. — Será que tem como o senhor se afastar mais um pouquinho? É melhor precaver. — Murmurei para o homem que permanecia transitava pela barraca recolhendo os brindes e por incrível que pareça não havia sido acertado nem de raspão por nenhum tiro. Ainda. Franzi o cenho quando o homem rolou os olhos e permaneceu em seu lugar, inerte em um ponto centrar do interior da barraca; "Se quer arriscar" pensei, antes de apoiar o cotovelo do braço que sustentava o cano da arma sobre o balcão de madeira e dirigir a arma para um alvo fácil. Um, dois, três apertos no gatilho e aquilo sequer se moveu. — E-eu acho que quebrou. — Balbuciei, forçando mais fecho até senti-lo afundar e o projétil disparar para qualquer lugar a frente. O som agudo do metal atingindo o suporte de ferro que sustentava as caixas do alvo ecoou e me fez recuar um passo, como se o tiro fosse ricochetear e atingir algo ali. Meus olhos se fecharam e eu iniciei um mantra qualquer para uma calmaria, do contrário eu teria que verificar quem estava ou não rindo de minha performance. Desfaleci as pálpebras e tornei a dar um passo a frente, puxando todo o ar que pude com a narina e prendendo-o internamente enquanto carregava novamente a espingarda e me posicionava da melhor forma possível. O peso da arma fez meus braços tremerem e quando apertei o gatilho o disparo seguiu reto e acertou dentre duas caixas muito próximas, fazendo ambas titubearem até cair. — Puta merda! — Gritei, rebolando o quadril instintivamente em uma dancinha da vitória. Soltei a arma acima do balcão e aguardei por meu brinde; não precisava de mais um tiro, aquele já era o suficiente para um desfecho digno, não iria arriscar passar vergonha em uma terceira tentativa. Um único broche prateado fora dado, e eu quase usei do meu último tiro para acertar o gorducho responsável dali. Eu havia derrubado duas caixas, por pura sorte, mas havia. Eu merecia dois broches, uh? Dei de ombros, empurrando o broche para uma menininha de cabelos acobreados que observava um rapaz atirar com maestria. — Ponha no topo da trança, ficará parecendo uma presilha. — Segredei a ela, antes de enlaçar os braços de Gerrard e Dianna e puxa-los para longe dali.

— Assumam! Foi por pura sorte, mas meu tiro foi muito lindo. Se tivesse um concurso do tiro mais bonito eu ganharia, e o prêmio seria aquele cowboy maravilhoso de cachinhos que estava atirando na ponta da barraca. — Brandei para meus acompanhantes em meio a suas risadas e resenha sobre aquele momento do tiro ao alvo; enquanto eu caminhava no meio deles, concentrava-me em fotografar alguns cenários dali e até mesmo fotografa-los vez ou outra, analisando as fotos que eram instantaneamente reveladas pela câmera e as guardando na bolsa. — Acho que merecemos umas bebidas. Mas antes ... — Puxei ambos para perto das pilhas de feno e subi sobre um destes, elevando pouco a minha altura e usando seus ombros como apoio. Ergui a câmera acima de nossas cabeças e direcionei a lente para nossas faces. — Eu quero caretas, as mais lindas que tiverem. — Balbuciei antes de pender minha cabeça para o lado – apoiando-a junto a de Gerrard, fechar os olhos e formar um biquinho com os lábios rosados direcionados a lateral do rosto de Dianna. O flash disparou e a câmera registrou a fotografia, e enquanto aguardava-a revelar sorri satisfeita com aquilo. Aquela noite deveria ser registrada.



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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Billy M. Currington em Seg 13 Jul 2015 - 21:36

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Com o bastão dado, ficava agora à avaliar o desempenho das moças, o sorriso confiante deixava claro que esperava que elas acertassem tudo, menos os alvos. Talvez as estivesse subestimando demais, mas cá entre nós, nem o sujeito da barraca que os atendia parecia por muita fé nas damas uma vez que se afastou para fuxicar o celular ao invés de ficar por perto para pegar o possível prêmio ganho e levantar/repor o alvo. Aparentemente Hanna também não dava nada por Diana, mas a opinião da loira e do peão mudariam drasticamente poucos instantes depois. Para a surpresa geral a morena possuía uma mira excepcional, junto do controle e somado à tudo isso ainda parecia ter um ótimo conhecimento sobre a arma que estava usando.

Gerrard nem fez questão de esconder a surpresa ao ver a latina tomar a arma e acertar alvos inimagináveis. A expressão de surpresa em seu rosto chegava a ser cômica. – Ela certamente não aprendeu a atirar caçando patos, certos e tudo mais... – comentou incrédulo ao apontamento feito por Hanna pouco tempo antes da façanha de Diana. Cessou suas palavras antes de terminar a frase e esperava que a loira estivesse distraída demais para não ter a curiosidade instigada. Diferente de qualquer meio convencional que as pessoas possam usar para aprender a atirar e usar armas de fogo, ele em especial não aprendeu somente indo atrás de animais quando a temporada de caça estava aberta. Num verão quente de muitos anos atrás, os Gerrards passaram por um sério problema relacionado à índios. Curiosamente na mesma época em que atravessavam uma enorme prosperidade econômica, até o ataque evidentemente, onde vendiam parte do gado para o Fort Buchanan e compravam de fazendas nas proximidades de Tubac, onde os fazendeiros estavam fartos com as tretas causadas pela proximidade com uma reserva indígena e uma praga que abatia os animais, assim eles estavam dispostos a ter um pequeno lucro ou nenhum, para poder se livrar do gado e deixar o sul do estado. Se antes o menino Steven tinha a curiosidade de saber a diferença entre atirar em gente e animais, agora, após os ataques dos apaches no inverno daquele mesmo ano, tinha certeza dela. Eram chiricahauas de Dragoons e com semanas de intervalo atacavam o rebanho da propriedade para ter carne e dar prejuízo em protestos à medidas aprovadas recentemente que prejudicavam as aldeias indígenas que restavam.

No entanto o velho Gerrard era osso duro de roer, mobilizou amigos e os peões que trabalhavam no local, além dos próprios filhos para fazerem os índios pagarem. De bruços na encosta, com um rifle Sharps e sob a proteção das árvores, ele atirou em dois, derrubando-os dos cavalos quando atacavam o rebanho. Com um cartão de boas vindas nada favorável os outros saíram em retirada escondendo-se entre os pinheiros. Não foi o único evento em que teve de agir como tal, mas as memórias param por aí, até porque o atirador mudava. Agora Hanna ia até o balcão, apesar de parecer um tanto distraída com uma presença masculina nas proximidades. Não se negou a não olhar o movimento da loira enquanto andava até a arma. – Você não devia estar se escondendo aí, não foi ela que parece ter servido na guerra do Vietnam. – falou em resposta à Diana que ficava atrás dele, ainda bateu continência, da mesma forma que um soldado faz ao ver seu sargento.

Depois da exibição de Hanna ele literalmente chutou o balde, parecia que todos ali ou tinham sorte ou trabalhavam disfarçados para o MIB ou para a SHIELD, sem mais. Estreitou os olhos encarando Hanna e seu andar da vitória com a sorte que desafiava as leis da física. – Se eu soubesse que estaria perto de pés de coelho tão bons assim eu teria apostado na loteria hoje, sério. – comentou sacudindo a cabeça negativamente tendo de engolir a ideia de que mulheres atiravam melhor que ele. Não era machismo, ou era e a galera do interior do sul sabia disfarçar muito bem. Assim, do nada, foi surpreendido com o anúncio de uma foto, botou o sorriso mais largo que podia no rosto e deixou o semblante de macaco tomar-lhe até a alma e pronto, era melhor que a cara de cowboy sexy com paralização de metade do corpo que tentou fazer no baile da irmã. – Às cervejas agora. – decretou, rumando a barraca mais próxima cuja fila era enorme, não por capricho, mas porque aparentemente quem organizou o evento não colocou muito fé e faltava cerveja na maioria das outras barracas.
CR

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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 13 Jul 2015 - 23:59


Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.

I'm starting to move on.
It's just too little too late.
Confesso que estava um tanto que surpresa com a tentativa de tiro de Hanna. Ela não tinha postura, ou se quer jeito para segurar a arma. Isso era de se esperar, visto que a loura fazia o tipo glam-chic que toda garota - ou quase todas - gostariam de obter como estilo próprio. Portar uma arma não era trabalho ou opção para alguém como ela. Apesar de que, imaginá-la em um cenário diferente, portando algemas e um... Certo. Abri um sorriso maroto ao ouvir o que Gerrard havia dito. Sua insinuação zombeteira havia calhado no momento, afastando as imagens mentais nada favoráveis e completamente desnecessárias.

Um soldado esperto reconhece o perigo, e procura um lugar seguro. Foi o que eu fiz. Se ela errar o tiro, ele vai ricochetear e acertar sua cabecinha de cowboy. – brinquei, apesar de haver uma verdade sobre-posta no que tinha dito.

Então, em um impulso, estava sendo puxada para frente. Hanna estava puxando-nos para algum outro lugar. Talvez outra barraca, ou o que seja. Encontrava-me um tanto que desatenta, ao encarar uma morena de olhos azuis. Ou melhor. Era como costumava lembrar-se daquela garota. Ou, poderia estar vendo errado e tendo confundido-a com quem estava pensando que fosse. Pisquei os olhos com um pouco de força, readaptando-me no momento exato em que sentia o ar quente de uma respiração suave contra uma de minhas bochechas. Foquei os olhos em Gerrard por um segundo, franzindo o cenho ao ver sua expressão de um nato e selvagem... Macaco. Hanna havia tirado uma foto, e pela forma em que havia visto seu rosto de relance, era a sua respiração que havia sentido contra o rosto. Pigarreei, movendo-me quase que no automático até a próxima parada. A qual havia uma fila enorme, diga-se de... Bem. O termo diga-se de passagem não se encaixava neste momento, então esqueçamos. Não sabia dizer quanto tempo havia se passado, só havia despertado, quando um cutucado delicado atingiu meu ombro, me fazendo virar para ver quem era.

"Dianna, quanto tempo." A voz doce e a realmente, muito tempo, não escutada.

Stacie estava ali. O quão surreal seria encontrar alguém que havia tido uma relação um tanto que... Incomum. Desde que tinha ido para Londres, no final de 2012, não tinha tido contato com alguém da Flórida, com exceção de Sam. Abri um meio sorriso, e apesar de estar feliz em reve-la, me sentia um pouco desconfortável em fazer qualquer tipo de gesto com ela, estando na presença de Gerrard e Hanna. Como esta última havia se mostrado bastante interessada em um rapaz ao lado, e as três garotas agora abordavam Gerrard, não esperei para ficar ali sozinha. Dando passos mais para frente, me virei para a morena.

É verdade, Stacie. Como você esta? – perguntei, tentando parecer interessada.

Ela parecia um pouco deslocada, tímida, talvez. Um grupo de quatro garotas estava nos observando, e quando Stacie trocou um olhar com elas, percebi do que se tratava.

"Eu estou bem, obrigada." murmurou, o rosto esquentando um pouco.

Nada mais foi dito, eu não sabia o que dizer naquele momento. Olhei para o lado, vendo que a fila havia diminuído consideravelmente. Eram os próximos a serem atendidos. Sem saber muito o que fazer, puxei a menina, dando-lhe um abraço sem jeito, que foi retribuído da mesma forma. Sem mais, me aproximei do par de louros, ainda olhando para trás, quando Stacie chegou ao seu grupo, também olhando para trás. Cocei a nuca, sentindo-me um pouco tensa.

Uma caipirinha de laranja. – fiz o pedido, deixando uma nota de vinte dólares sobre o balcão.

A bebida logo chegou, e dei espaço para que Hanna ou Gerrard pudesse ter sua vez. Não me preocupei com troco. Ainda estava um tanto que desnorteada em ver Stacie ali, tão perto. Ela era uma boa amiga, no final das contas. Não haveria mau em reatarem a amizade, tinha? Mexi o canudo preto no copo, sorvendo um gole não tão grande. Então pude notar que estava com um pouco de sede e calor. A caipirinha estava gelada, no ponto perfeito. Não abriria a noite com uma cerveja.

Gerrard, por que não mostra como se monta em um touro mecânico? – pude ver que a maioria dos rapazes que tentavam monta-lo, não conseguiam ficar nem mesmo por quatro segundos em cima dele.

Parecia uma árdua tarefa. Com toda certeza era algo muito mais difícil que atirar em alvos mal colocados. Tomei outro gole, não contendo em olhar uma outra vez para a morena de olhos claros não muito distante dali. Soltei um sorriso tranquilo ao ver que ela sempre parecia fazer o mesmo que eu, na mesma hora. Acho que reatar uma velha amizade não faria mau algum.



benzo » gerrard » different night » made by secret from tpo

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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Sex 24 Jul 2015 - 23:19


It's gonna be alright
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Resistir. Era a palavra-chave para meu estado de espirito ali, após ser arrastada para uma barraca que cheirava a cevada fermentada. Cerveja, ew! Eu estava resistindo a vontade de me esconder em algum canto e ouvir pelo menos alguma melodia das músicas mais ouvidas em minha playlist do meu iPhone – onde não tinham nem uma com acorde de banjo e estilo country. Não que eu desgostasse do Country, era um ritmo dançante até, mas em qualquer canto que fossemos ali era possível ouvir um banjo ou um berranteiro ecoando.

Outra coisa que parecia ter aos montes ali era fila. Estava em uma aquele exato momento, aguardando o momento de pedir uma bebida. Gerrard parecia interessado em cada mínimo detalhe que nos cercava – inclusive no trio de meninas que se atiravam nele, o modelo exato de cowboy legítimo –, Dianna por sua vez parecia ocupada em uma interação com uma menina que eu desconhecia. E eu estava ali, fingindo interesse em um típico menino da Flórida que achava estar enganando alguém com aquele sotaque caipira; Ok, era adorável o modo que seu rosto era salpicado em sardas e seus fios capilares ruivos mais pareciam um castanho acobreado, mas aquele sotaque falso. — Estou realmente encantada com o que me disse sobre seu verão no Texas. Mas será que pode me fazer um favor? Eu estou muito afim de uma comida caipira. Mas parece que em todos os cantos desse lugar tem fila. Será que poderia por favor garantir meu lugar em uma fila? Eu encontro-o logo logo. — Bati os cílios, revesti o timbre de minha voz com um genuíno sotaque exótico francês e mordisquei o lábio rosado; voilá! Os olhar vidrado, o sorriso perdido e a inquietude de seus dedos só me deram a certeza que aquele ali estava sobre o meu feitiço.

— Um martini rose, por favor. — Resmunguei após Dianna fazer seu pedido. Eu não beberia cerveja, de modo algum, e também não desejava algo tão pesado de início; olhando a bancada de bebidas dispostas, um martini rose parecia o apropriado. Não demorou para o copo de plástico vermelho com minha bebida ser posto a minha frente, e eu com certa sede daquilo o virei em um longo gole, bebendo quase metade do conteúdo.  Foi até revigorante, eu consegui sorrir com naturalidade e balançar o quadril ao ritmo country enquanto observava o movimento por ali. Meu olhar foi distante, até uma barraca onde uma camisa jeans e calça preta desnecessariamente apertada me chamou a atenção; o ruivo. "Quanto tempo eu teria sem que ele me encontrasse com os olhos?" Pensei. Mas, para minha sorte, a sugestão provinda de Dianna pareceu uma ótima resposta aquilo. Touro Mecânico!





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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

Mensagem por Billy M. Currington em Ter 4 Ago 2015 - 22:35

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Não era exatamente fácil lidar com as coisas, filas são a típica coisa que gente pobre ama, brincadeira obviamente já que ele mesmo nunca faria tal tipo de piada, mas tinha que reconhecer que, por aquilo ser um raro evento no local era notório de que teria filas e mais filas, se estendendo como se não houvesse amanhã, Steven não reclamou, pelo contrário era até divertido ver como o povo da cidade grande tentava imitar os caipiras de quem tanto falavam mal e falhavam miseravelmente nisso, pelo menos tinha de reconhecer que algumas pessoas ficavam bem melhor em trajes clássicos do interior, e para sermos mais polidos não citemos nomes de uma ou outra.

No meio dessa eclipse de pensamentos e observações acabou que cada um seguiu, rapidamente para um caminho, Dianna encontrou uma amiga ou alguma outra coisa próximo disso e depois de fazer seu pedido virou sua atenção para a garota, Hanna aparentava um extremo interesse em espécimes masculinos, talvez pela primeira vez na vida Gerrard poderia imaginar o que sempre lhe disseram sobre o “fogo” das garotas que vivem em grandes cidades, de certa forma não era tão ruim acabar sendo queimado, mas bem, deixou isso apenas entre seus pensamentos e ignorou influências externas. – Só uma cerveja amigo! – falou em alto e bom tom exibindo o autêntico sotaque carregado e puxado do interior do solo norte-americano e tinha certeza que o sorriso do homem barbudo que lhe atendeu foi em resposta ao reconhecer sua naturalidade. Queiram ou não ainda havia uma espécie de orgulho por localidade e até rixas entre as regiões do território, da mesma forma que piadas sobre caipiras burros enchiam os barzinhos e rodas universitárias nas metrópoles, o mesmo ocorria quando se ia pro interior e de certa forma até que era uma rivalidade sadia e amigável.

Bebericou um pouco da cerveja, em geral era fraco para outros tipo de bebida que levassem uma porcentagem de álcool tão grande, além do que, sempre preferiu cerveja e se recordava com muito afinco da primeira que bebera com seu pai lhe incentivando e seu finado irmão rindo de cabo à rabo quando ele tossiu pelo gosto amargo e o primeiro contato com uma bebida alcóolica. Então como uma bomba que explode soltaram as palavras Gerrard, Touro e Mecânico. Teve a oportunidade de competir em rodeios, mesmo que tivesse sido apenas com cavalos, respeitava touros, mas teve um tombo que levou de um touro mecânico quando era mais moleque que podia jurar que o braço saiu voando junto de vários parafusos. Saudosos 2 meses de gesso. – Olha eu até iria, mas acho que aquela garota ali tá com muito mais vontade que eu. – comentou pouco depois que uma jovem, que deveria ser um ou dois anos mais velha que eles, passou por ali feito um furacão em direção ao touro mecânico.

A curiosidade de Gerrard fora despertada pelo modo da garota, uma olhar rápido e analítico, característico de todo homem, notou uma garota de corpo razoável e rosto bonito, a pinta próxima dos lábios era o charme básico do gênero, mas os cabelos voluminosos e o jeito que ela andava já diziam que nada de bom vinha por ali. Ouviu uma voz masculina nem tão longe de si aproximar-se, um sujeito com camisa verde e boné da mesma cor surgiu com o rosto mareado olhando em direção à garota, parecia incrédulo. A jovem não perdeu a oportunidade, subiu rebolando sob o touro mecânico, e por Deus, assim que a máquina começou a se mover e Steven viu que a garota acompanhou exatamente o movimento com a cintura e deslizando o quadril sobre o ferro ele soube que estaria diante de um show. A garota não se importou nenhum pouco com quem estava vendo ou o que estava ocorrendo, a cintura, os quadris pareciam seguir o ritmo frenético de um samba mágico, se o touro ia para frente ela sacudia a cabeça balançando os cabelos, empinando a bunda e torcendo o torso numa proeza sexy por demais. Nos 10 primeiros segundos Steven estava apenas interessado, mas a partir daí encontrava-se totalmente vidrado.

“Que mulher!”; comentou o garoto magricela de cabelos castanhos à sua frente; “Jonnhy se você continuar olhando para ela eu vou para a casa dos meus pais!”; brigou a acompanhante de um bombadinho a uns 5 metros deles. “Cara, aquela bunda tem vida própria!!”; falou o talvez mais exaltado de todos, um sujeito de boné aba-reta da Coca-Cola e camiseta xadrez exibindo o abdómen desnutrido que pensava ser malhado. Gerrard concordava com alguns dos comentários, a porcaria do touro mecânico atingia a sua velocidade máxima e lá permanecia a garota que não tinha seios fartos nem grandes curvas, mas pelo show era certo que cada homem e até algumas mulheres estariam desejando apenas alguns minutos da noite à sós com ela. Em compensação o garoto que olhava com os olhos quase cheios de água soltou meia dúzia de palavrões e deu às costas indo embora altamente transtornado, parece que o jogo virou não é mesmo?

A performance não durou mais, mas ele bem que desejou. Passou a mão sob os cabelos retirando o boné e quase deixando-o cair, olhou para Diana e depois para Hanna, coçou o queixo e cara, mas o que foi aquilo. – Acho que fiz bem em não ter ido, eu não ia fazer melhor de jeito nenhum! – comentou para duas apesar de sua voz ter sido abafada pelos gritos, assovios e palmas disparadas em direção à garota. “Me deixa ser seu touro, sua linda!!”; gritou alguém camuflado entre a multidão e todos riram, inclusive a garota. Fora do transe, Gerrard ainda se recuperava, apesar de quase precisar de alguém para enxugar sua baba.

A Performance da Garota
CR

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Re: [CF] Steven Gerrard, Hanna McCain e Diana Ohlweiler

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