DORNANSKYCZ, Uriehl.

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DORNANSKYCZ, Uriehl.

Mensagem por Convidado em Qua 8 Jul 2015 - 18:06


Uriel

─ Nome Completo:
Uriehl Ziggerman Dornanskycz.

─ Idade:
26 anos.

─ Escola:
x

─ Grupo:
Adultos.

Personalidade:

Imagine uma pessoa tranquila, de humor constantemente neutro, e de sorriso fácil. Isto pode fazer o estilo de Uriehl, alguém que dificilmente se abala. Diferente do que era normal de se esperar, o homem não havia tido nenhum tipo de super drama. Não tinha perdido os pais em algum acidente drástico, ou em suposições de que poderia ter sido abandonado e deixado em alguma casa de adoção. Muito pelo contrário. Seu sorriso fácil se devia em suma parte, de sua fervorosa personalidade cativante. Sempre era visto sorrindo, animando seu círculo social, como se fosse seu dever de cuidar para que ninguém ao seu redor estivesse triste.

Tranquilidade era realmente a palavra que lhe caia melhor. Um sagitariano leal à suas definições, gostava de aproveitar o melhor da vida, mesmo tendo que se sacrificar um pouco mais no trabalho, prestando horas extras e até ocupando-se com cargos que não lhe diziam respeito em seu serviço. Não era um consumidor compulsivo, mas era vaidoso. Gostava de usar um bom perfume, cremes hidratantes e cosméticos para a área masculina. Era contra a ética imposta pela sociedade que um homem deixa de ser um, quando passa a usar hidratantes faciais, ou vai a um SPA para fazer massagem ou até mesmo as unhas. Uriehl não concordava nem um pouco com esse tipo de teoria. Acreditava que todo homem deveria olhar por este lado. O lado da saúde. Cuidar da pele, andar cheiroso, e bem cuidado não queria dizer que ele era menos masculino. Queria dizer que ele era mais do quê apenas vaidoso. Era alguém que prezava pela sua saúde, e tinha completa segurança de que nenhum comentário ao qual pudesse lhe ser direcionado sobre isso em uma forma maldosa, jamais afetaria seu caráter e sua masculinidade.

História:

... Ow, já esta filmando! Vamos lá. – firmei a câmera de uma maneira melhor, para que pegasse bem meu rosto. – Vou mostrar minha rotina! Não se incomodem com o que podem ver, prometo que não causarei muitos danos visuais! – segui com uma risada divertida.

Prendi o objeto usado para a transmissão do livestream no guidão da bicicleta. Preferia pedalar ao ter que enfrentar um trânsito infernal daquela maravilhosa Miami. Respirar o ar salgado do mar, sentir o cheiro de donuts novinhos saindo do forno e a brisa fresca de uma manhã ensolarada eram o primeiro fato denotado para me manter de bom humor. Se aderissem mais a esta prática, o trânsito poderia melhorar e as pessoas tenderiam a se estressar menos e notar que Miami era sim, um paraíso. Ao colocar o capacete e todo o equipamento de segurança, sentei na cela do meu veículo de transporte, pedalando em um fôlego matinal perfeito. Não tinha pressa para chegar.

Ao chegar mais ou menos na metade do caminho, a câmera flagrava algumas pessoas atravessando um sinal que ainda estava aberto. Por bem, havia parado em uma das esquinas, não saindo da faixa para ciclistas em nenhum momento.

Não se produzem mais pessoas pacientes. – minha risada soando vívida, ao ter pego a câmera e apontado para meu rosto. – Não repitam isso, crianças.

Maneei a cabeça de um lado para o outro, voltando a encaixar a câmera em seu dispositivo. Pedalando de volta, rumei para a orla de Miami Beach. Uma música animada tocava de dentro de algum quiosque a beira mar, me fazendo soltar algumas coisas como "É isso ai, animação!" ao ver um grupo de amigos amontoados próximos a uma rede. Ao descer, ordenhei a bicicleta para o local onde mais algumas haviam sido acorrentadas, e lhe deixei meia virada, de forma que a câmera captasse bem os movimentos a seguir. Vestido com uma bermuda azul claro com branco e laranja, tirei a camisa térmica de mangas longas, deixando-a sobre a cela mesmo.

Cinco pontos e eu pago a cerveja no final de semana! – Sean, um amigo de longa data, havia se anunciado.

Seu time iria contra o meu. Uma rodada de risadas e caçoagens se iniciou. Ainda eram seis e quarenta e cinco da manhã. Todos iríamos para o trabalho daqui a duas horas, então a preocupação com horários era desnecessária, principalmente quando seu local de serviço estava situado a apenas quatro minutos de distância. Uma partida de vôlei se iniciou, e ao período de uma hora completada desde o momento em que começamos, a modalidade havia sido mudada para uma ligeira partida de futebol de areia. Ainda ousamos dar uns mergulhos para refrescar, e claro, apreciar as anatomias femininas que iam de lá para cá como se estivessem em um desfile para um evento da Victoria's Secret.

Esta nos devendo algumas cervejas, Sean! – bati de leve em suas costas, visto que era bem mais alto e forte que ele.

Digamos que tenho um ótimo condicionamento físico. Não brincava no quesito saúde. Isto havia acarretado em um corpo definido, com músculos aqui e ali. Porém, o que mais costumava chamar atenção nas mulheres e em todas as pessoas que alternavam seus olhares para mim, era o cabelo. Havia-o deixado crescer, e cuidava para que não ficasse semelhante a uma palha. Por sorte, a boa genética ajudava. Não era preciso de muito esforço para adestrar os fios capilares extremamente finos e loiros em tons entre o escuro e o claro, dando um contraste natural ao rosto moldado por uma barba em uma camada, bem desenhada. Os olhos azuis eram apenas um acompanhamento.

A pé mesmo, todos nós nos dirigimos para o departamento dos bombeiros, do outro lado da próxima avenida. Antes, pesquei a câmera e a camisa de volta, pegando a mochila presa na bicicleta. Virei-a para Sean, pegando o exato momento em que ele parecia chateado.

Awn, não fique triste! Sua mulher não vai se importar com o fato de que você vai conceder aos seus amigos uma boa rodada do melhor chopp de Miami. – Barry apertou os ombros dele, dando um tapinha nas costas de sua cabeça.

Foi só uma partida, meu amigo! Não se preocupe. Lilian vai entender a sua derrota. Pelo quê? A quinquagésima vez no mês? – disparei, fazendo uma nova rodada de risadas se fazer presente. – Vocês todos, aliás! É o time que tem que prestar conta.

Estávamos divididos pelos times dos casados e dos solteiros. Éramos oito, então ficava quatro para cada lado. Eu, estava ao lado dos solteirões. Não por falta de opção. Já poderia estar muito bem casado, mas as mulheres que já havia tido na vida costumavam me deixar de mão, sempre que havia precisado ter sido transferido para uma outra cidade por alguns meses. Assim que voltava, deparava-me com o anúncio de que estava oficialmente solteiro outra vez, então tinha me decidido que esta parte, seria a menos importante. Ainda sim, tinha meus momentos galanteadores, onde sempre que ia a uma boate, ficava com alguma mulher. Era caso de uma noite, e deixava esta decisão por conta da acompanhante de vez. Estava longe de fazer a linha esmagador de corações.

Ao chegarmos no departamento, desliguei a câmera por uns minutos, até que havia tomado banho e vestido a farda. Estava atuando em casos de rua, apesar de que era da parte de lições. Lecionava boxe e defesa pessoal em uma academia de artes marciais, nos horários livres, também. Havia sido trago de Londres, onde havia ingressado para a área. Ja tinha ido para a Alemanha, Suécia, Dinamarca, Constantinopla e muitos outros lugares. Agora, estava fixo em Miami.

Ao religar a câmera, Ashton - o carinha do setor hidráulico do carro - havia se aproximado e olhava com certa curiosidade para a forma em como eu me filmava, e filmava tudo ao redor.

Cara, o que você ta fazendo? – tocou meu ombro, entrando no campo de visão da câmera.

Estou gravando a minha rotina. Minha irmã precisa disso para apresentar na faculdade. – acenei, vendo ele fazer o mesmo. – Pessoal, este é Ashton Collins. É o responsável por caçar casos urgentes. De um oi para o pessoal, Ashton.

Ele franziu o cenho, abrindo um sorriso desleixado. Baguncei seus cabelos ruivos espessos e encaracolados. Sua carranca aparente se mostrou de imediato, mas tão rápido apareceu, se foi. Ashton foi chamado pelo oficial de justiça federal – Louis.

Aquele ali, é Louis Mason. Trabalha para o FBI, mas acha que ninguém sabe. Ele é responsável por colocar os casos mais precisos em andamento, e encerrar os já concluídos, levando as cláusulas terminais para o sindicato, e de lá, aquele outro cara ali... – virei a câmera, falando baixo – James Harris, cuida da parte jurídica. Ele aciona advogados, promotores e tudo o que é preciso, para criminosos que não tem condições de pagar pela própria defesa. Também temos esta parte aqui, quando se trata de um incêndio ou qualquer situação que tenha sido feita com intenções.

Filmei-os conversando, tendo que engolir uma risada quando James teve uma dificuldade em passar pela porta, de tão gordo que estava. Agindo como se nada tivesse acontecido, ele cumprimentou alguns policiais que estavam ali, os quais nem haviam lhe dado atenção, por estarem ouvindo supostas denúncias em suas linhas de telefonia ou comentando coisas com outros bombeiros.

Daqui em diante, não posso mais gravar. É política privada. É isso ai, eu espero ter ajudado! – sorri largo, finalizando a filmagem.

Guardei a câmera, precisava entregá-la a noite para Judy. Estava com a sensação de que tinha algum material bom para minha irmã. O resto do dia fora passado com brincadeiras entre amigos e muito serviço prestado, o que tinha ocupado meu tempo de uma forma útil para outras pessoas.

live, enjoy, dream.
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