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Mensagem por Demétrio Eckheart Ghödshy em Qui 16 Jul 2015 - 20:39


Título da Postagem

A postagem se inicia entre Dianna e Demétrio e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em junho, no Museu de Artes de Miami. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.




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Re: {MAM} Ohlweiler & Ghödshy;

Mensagem por Demétrio Eckheart Ghödshy em Qui 16 Jul 2015 - 21:54



Oh Deus, e se eu disser que foi por amor? E se eu contar que foi por proteção? E se eu mostrar que não foi por mal? Eu queria tanto saber. Um sinal é do que preciso. Uma forma de esquecer de que não era meu real desejo. Não quero me arrepender de nenhuma das minhas palavras. Falsas como um sorriso ou verdadeira como as lágrimas, não quero. E se eu contar que a verdade não pode ser dita? Ah meu doce diário. Quem dera eu ter fé na mesma divindade que proclamei. Quem dera eu ter fé. Assim, como aqueles que oram, poder-ei encontrar uma resposta. Afim de então, não me encontrar mais tão confuso como agora. Perco em minhas frases, em minhas memórias, no meu sumiço. É mais que verdade os rumores. É mais que real. Faz parte de mim o ocorrido. As marcas sobre a maciez da minha pele alva mostram tal com clareza. Amigas do mesmo hematoma que ainda persiste em chamar atenção para meu pescoço no perfeito círculo que remetem a minha falha tentativa em dar fim aos incômodos que rondavam minha vida. Algo que apenas um ser fraco e incapaz como eu, poderia fazer. Ceder. Não sei mais quanto poderei esconder. A saudade me consome. Quero meus amados. Adeus meu eterno ouvinte.

***

O movimento era pouco. Praticamente uma pequena parcela da população estava ambientada ao mundo encontrado em cada uma daquelas cores postas por diversas pinceladas que levavam nomes de artistas de peso. Senhores de um dom aos quais poucos poderia portar. Dotados de uma sensibilidade reconhecida apenas pelos melhores admiradores. O museu. O único local que era capaz de me trazer paz além dos braços da dupla que a loira e a morena formavam. Minhas belas e doces, tatuadas as iniciais de seus respectivos nomes na lateral do meu pulso. Uma forma de jamais esquecer a quem amo e principalmente, um meio egoísta de possuir um pedaço delas para que resistir seja algo a ser feito.

Corri com os olhos pelo ambiente. A chuva entrava em contraste perfeito com a luminosidade do sol que entravam pelas paredes feitas inteiramente de vidro do ambiente. O som, o cheiro e a visão unidas de modo a provocar uma inspiração à arte. Uma a qual não poderia ser feita. Mediante é claro, da situação. Preso ao criadores da beleza perpétua eu estava. Ah como és bela!

Demétrio returned to Miami and will meet with your friend on Miami's Art Museum. He clothes this. This creation it's from Funebribus, the owner of the Mr. Ghödshy.

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Re: {MAM} Ohlweiler & Ghödshy;

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 16 Jul 2015 - 23:31


I'm starting to move on.
It's just too little too late.
O tempo fechado surpreendia-me como a qualquer outro habitante da Flórida. Era difícil - para não dizer raro - ver uma chuva daquelas despencar do céu, como se uma presença suprema estivesse triste, e extorquindo a tristeza por meio de lágrimas, lavando o céu e levando consigo tudo aquilo que fazia-lhe mal. Por sorte, havia acabado de entrar no Museu de Artes de Miami. O que tinha ido fazer ali? Nem eu mesma sabia. Não que não gostasse daquele tipo de arte, ou coisa parecida. Gostava, até tinha algum conhecimento o suficiente para criticar e citar algum efeito ou passagem visual que a obra poderia expressar. Porém, havia recebido uma ligação de Karlie, assessora pessoal de minha mãe aqui na Flórida, dizendo que eu deveria encontrá-la naquele ambiente, para receber uma entrega que deveria ser enviada diretamente para ela, por meio de uma Graeff-Ohlweiler legal. Me perguntava se minha velha estaria comprando mais um item de colecionador, o que não seria uma novidade. O vício de minha mãe era antigo, e já conhecido. Evitávamos levá-la a exposições, mas como ela tinha seu tempo livre - e o usava em Londres - era sempre assim que o gastava. Revirei os olhos quando senti meu celular vibrar, alertando uma mensagem. Não precisei desbloquear a tela para ver quem era, e tratando-se do remente, eu o ignoraria. Mas, ao ver as iniciais "V.T" gravadas na tela, arqueei a sobrancelha. Um curto sorriso se espalhou por meus lábios, já imaginando o que poderia ser.

"Só pra avisar, desmarque tudo o que tiver para hoje a noite. Round 2, baby! E eu acho bom vir me buscar em casa, por que sou preguiçosa de mais para dirigir. E claro, não sei nem se vou saber meu nome no final da noite, quanto mais me lembrar como se troca uma marcha."


Deslizei o dedo pela tela, digitando uma resposta imediatamente.

"Ok, senhorita One Last Time. Só lembre-se de que não tem como uma calça estar apertada, quando não se esta usando uma. Vou te pegar às onze."

E guardei o eletrônico. Fui até a parte privada do Museu, onde algumas salas eram divididas para funcionarem como escritórios particulares para sócios ou compradores frequentes. O encontro com Karlie fora rápido, não mais que alguns minutos. Eu tinha que assinar um documento de entrega, o qual diria que eu seria a próxima cliente oficial do Museu, quando minha mãe quisesse doar alguma obra pela qual já tivesse enjoado, e resolvido dar fim. Então, o quadro só poderia ser entregue, por minhas mãos. Mas, é claro que nem tudo seriam apenas doações. Algumas obras tinham valores inestimáveis, e precisavam de uma oferta para serem consideradas do museu. Coisas que só fiadores entendiam, e eu estava longe de conhecer tudo. Apenas me encaminhei para a área da galeria histórica, caminhando pelas alas pouco movimentadas, observando estátuas mitológicas, objetos usados em guerras, mapas de batalhas navais e tudo o que me chamava a atenção. A chuva parecia ter aumentado consideravelmente do lado de fora, e me perguntava mentalmente para onde Victoria pretendia nos levar. De qualquer forma, sabia que teria uma boa noite de diversões e risadas a todo custo.

Continuei andando, parando para ler algumas placas de informações, a quais achava um tanto que desnecessárias e até... Mentirosas. Sempre davam méritos e explicavam os feitios de um homem, como se ele tivesse feito tudo sozinho, sem nem uma ajuda. Não gostava nem um pouco quando alguém tinha seu trabalho desmerecido, ou esquecido por puro capricho. Estava quase chegando ao fim da ala, quando um corpo másculo e familiar estava de costas para mim, talvez, observando a chuva do lado de fora da janela, ou alguém conhecido atravessar a rua. Já não o via a muito tempo, e o simples fato de vê-lo, feliz uma felicidade absurda se dispersar por meu corpo, tanto, que nem percebi quando meus pés me levaram para mais perto dele.

A chuva é tão magnífica, tão fatal e mansa em uma mesma dimensão, que é difícil não se deter por sua magnitude, não é? – perguntei em um tom acalento, tranquilo, apesar de estar contendo-me para não abraçá-lo de imediato, e não soltar mais.

E por mais que estivesse com esta vontade, esperei para que Demétrio se virasse e me encarasse. Estava com saudade daquele par de olhos azuis. Com saudade de sua presença, do que ele significava para mim. Mas, só de vê-lo ali em minha frente, tinha uma velha certeza. Poderiam se passar anos, o amor que tinha por ele, jamais mudaria.



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Re: {MAM} Ohlweiler & Ghödshy;

Mensagem por Demétrio Eckheart Ghödshy em Sab 18 Jul 2015 - 16:24



"When, my, time comes around, lay me gently in the cold dark earth". Hozier tocava. Uma das minhas músicas preferidas em questão e nem mesmo havia sido capaz de a perceber anteriormente. O som único da voz do cantor misturado ao demais sons que pareciam ser projetados por mais de um ser. Pela primeira vez, em meses, pude sentir uma faísca do que poderia ser algum sinal de animação. Uma oportunidade de ao menos sonhar com a mudança de semblante. A expressão de um verdadeiro sorriso dado há muito tempo como "desaparecido". Uma esperança que se renovava, crescente ao decorrer do tempo. Seria então você arte? Seria você aquela que me traria felicidade ou apenas me daria a crença de que tudo poderia melhorar? Sabendo ou não, restou apenas o balbuciar. Uma musicalidade projetada pelo pequenos toques entre os lábios, incentivando ao cantar o que restava daquela letra.

A minha visão ainda possuía a atenção completamente focada ao cair da chuva. Algo completamente incomum, mas adorável. O aguaceiro remetia aos tempos em que o frio alcançava o verão na fazenda Ghödshy. Era magnífico olhar pela janela e poder encontrar a visão do sol em união com toda aquela água caindo e trazendo consigo lembranças, cheiros e uma imensa sensação de conforto.

"A chuva é tão magnífica, tão fatal e mansa em uma mesma dimensão, que é difícil não se deter por sua magnitude, não é?", ouvi. A voz era familiar. Contudo, era dotada calmaria misturada ao tom de indiferença. Não parecia a mesma da mesma dona. Ainda sim, sabia de quem se tratava. — Concordo plenamente, Daylight. — Minha resposta vinha em concordância aos seus dizeres, deixando ao final, seu apelido. A forma com que apenas eu, somente eu, a chamaria. Dito, meus calcanhares giraram e consigo o restante do meu corpo. Diante de mim, a morena. Como sempre deslumbrante.

— Você vai ficar parada ou irá me dar um abraço?

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Re: {MAM} Ohlweiler & Ghödshy;

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 18 Jul 2015 - 18:17


I'm starting to move on.
It's just too little too late.
Sabe quando uma sensação pode arrebatar-te de diversas formas? Foi exatamente desse jeito que me senti, ao olhar nos límpidos e astutos olhos azuis de Demétrio. Onde estava o brilho que sempre estava ali? A animação? A vida? E apesar de estar suspensa em meu próprio pensar, deixe-me vagar em um curto sorriso, ao ver-lhe virando para me olhar também. Ele estava elegante - não que fosse uma novidade - e despojado. Camisa em um tom vermelho entre o vivo e o escarlate, calça jeans rasgada e uma touca preta. Não lembrava-me de vê-lo assim, mas, era algo divergente para um pensamento natural. Eu também havia mudado, e ele estaria certo disso, só de ouvir o tom de minha voz. Ouvir o apelido usual e exclusivo que o próprio Demétrio havia me dado, trouxera consigo memórias. Lembranças de quando daylight ainda tinha poder para me descrever. "Direto. Isso não mudou." Um ligeiro sorriso escapara de meus lábios, sem uma permissão posterior com seu dizer seguinte. O tomara nos braços, com uma determinação abrangente. Sentia sua falta, falta de um amigo com o significado que ele tinha para mim.

Eu não sei se trata-se da sua genética, ou se existe algo por trás disso... Só me pergunto como, por Deus, você consegue ficar cada dia mais bonito. – com um leve arquear de sobrancelha, despi meus lábios em mais um sorriso curto.

Transcorri os olhos para o ambiente ao nosso redor. O movimento continuava o mesmo. Pacífico e quase que não notório. Olav estava a alguns metros de nós, mas isto mudara quando que, com um gesto de cabeça, induzi sua aproximação. Entreguei-lhe o envelope que segurava na mão esquerda, prosseguindo com um "me espere no carro." Assim, teria privacidade para estar com o rapaz. A chuva não cessava, a mesma presença que parecia triste ao derramar suas lágrimas nocivas daquela imensidão azul, agora parecia furiosa. O frio transcorria pelas entradas aderentes e profusas do Museu, arrepiando a pele cor de canela de meu corpo. Não tinha notado a passagem singela e proeminente de Hozier, ao resguardar seu talento em uma canção.

Como você esta? – resolvi impor primeiro esta questão, afinal, era a de mais importância.



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