{LS} — le sexe, la danse et d'expression

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{LS} — le sexe, la danse et d'expression

Mensagem por Demétrio Eckheart Ghödshy em Ter 21 Jul 2015 - 23:33



Mergulhe em seus corpos e descubram seus segredos mais profundos, aflorem seu ser, libertem a mais divina forma do seu eu. Não importa se és feminino ou masculino. O gênero não será de importância alguma quando perceber o quão capaz és de desenvolver a sensualidade. Aos olhos de quem anseia, terá. Não há amor. É como o simples ato de se deliciar com a magnitude da beleza humana, de forma a cessar um puro instinto sexual. Um instinto carnal. O tesão irá preencher cada extremo de ti. Contudo, tudo o que fará resume-se a conquista. A melhor transa que poderá proporcionar, mas sem nem ao menos despir-se. Saber sensual, é isso.

***

O salão era disposto de modo a proporcionar os alunos um conforto e um completo ambiente de harmonia. Dançar requer muito mais do que remexer o corpo. É uma expressão corporal, um exercício à alma. A luminosidade — obviamente bem planejada e que envolvia o auxílio das grandes paredes de vidro que ressaltavam o espaço mesmo da área externa — proporcionava uma amplitude de visão que permitia a breve confusão quanto ao tamanho do espaço.

***

— Nossa cara, eu estava justamente com esse mesmo pensamento. Uma dança envolvendo nós dois? É claro que eu topo. Por que não perguntou antes? — Um tagarela. Uma frase atropelando a outra, bombardeando a morena que acabara de lhe fazer uma resposta irrecusável. Os dois, ambos amantes de uma mesma atividade, unindo suas habilidades numa mesma apresentação, ou melhor, numa mesma coreografia. Era um dia excitante ao olhos dele. A questão era distinguir por quais causas: a aula inaugural ou a proposta de formar par com a amiga. Provavelmente a primeira alternativa tenho se unido a segunda e por fim, o estado atual tenha o alcançado. A animação era quase que indescritível. Estava cheio de ideias quanto ao que prepararia como primeiro ensinamento. Uma dessas seria trabalhar com algo que muitos repreendiam ou viam como um tabu dentro de uma instituição. Um tabu a ser quebrado naquele momento.

O primeiro passo foi dado. Um sorriso se expandia nos finos lábios que entravam em perfeito contraste com o bronze ganho na pele. Não haviam muitos presentes. Algo esperado. Não havia credibilidade no seu nome. O Ghödshy era mais um aluno com aptidão a dança. Nada além. — Primeiramente, sejam todos muito bem-vindos. — Os lábios se contraíram ainda mais, delineando a uniforme arcada dentária num belo sorriso. — É um prazer estar tendo essa oportunidade com vocês. — Disse, dando uma pausa. — Contudo, como devem saber, o sistema na acadêmico me permite selecionar os membros e ter total autoridade sobre a ações de vocês. Em resumo, impressionem-me, sejam criativos e mantém-se nesta atividade. — A sua voz propunha uma simplicidade que não existia nos requisitos. Era a sua forma mais comum de tranquilizar não importasse quem. Costumava fazer isso nos momentos mais assustadores. Unindo esta capacidade ao olhar fixo e supostamente sincero que exibia naqueles íris tão escuras quanto seus fios de cabelo.

O salão era disposto de modo a proporcionar os alunos um conforto e um completo ambiente de harmonia. Dançar requer muito mais do que remexer o corpo. É uma expressão corporal, um exercício à alma. A luminosidade — obviamente bem planejada e que envolvia o auxílio das grandes paredes de vidro que ressaltavam o espaço mesmo da área externa — proporcionava uma amplitude de visão que permitia a breve confusão quanto ao tamanho do espaço.

Alguns passos foram dados à frente. O garoto estava no centro da sala, tendo obviamente, todo enfoque. — Eu sei que o comum seria de início trabalharmos na zona de conforto de vocês, vermos como cada de um vocês se saem. A questão é que: ao trabalharmos com o conforto, não estarei preparando vocês para algo diferente. Estaria no máximo aprimorando um conhecimento que possuem. Quando minha maior intenção é lhes mostrar o novo. Então, decidi que como tema inicial, trabalharemos com a sensualidade. — Minha fala cessou, dando início a um olhar que percorria a sala vagarosamente, junto com meus pés, fazendo-me rodar ao redor do círculo que havia se formado em volta de mim. Um círculo que dava abertura naquele exato momento, para a única que ousaria se atrasar para a minha aula.

— Que tal você nos mostrar o quão sensual é, mon ange?


Demétrio returned to Miami and will meet with your dancers on dance room, WA. He clothes this. This creation it's from Funebribus, the owner of the Mr. Ghödshy.

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See I ain't no bitch nigga, no rich nigga
I'mma real nigga, that's real nigga

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Re: {LS} — le sexe, la danse et d'expression

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qua 22 Jul 2015 - 21:58


i'll gonna put my body
on your body!
Promise not to tell nobody
#DANCE | Ourfit
Rabisquei com a ponta da caneta as primeiras linhas de meu diário pessoal, mas era somente isto que eu conseguia escrever ali, meus dedos congelaram e a ponta da caneta afundava na folha manchando-a. Bufei, largando o caderninho dentro da bolsa Tom Ford, aproveitando aquilo para retirar meu aparelho celular – que piscava em alerta, como sempre. O ecrã do IPhone estava repleto de notificações, algo bastante comum para alguém célebre como eu, isto por pura consequência ao nome que me era associado; Os Mensdorff-Pouilly, os McCains, Buttahbenzo, Ghödshy. Ghödshy! Quase gritei um rosnado quando seu nome apareceu vinculado a um lembrete que eu não deveria ter esquecido de forma alguma! "Primeira aula de dança do rei Ghödshy." De acordo com o horário do alerta eu estaria no minimo uns cinco minutos atrasada, isto tudo por consequência a futura troca de roupa para a aula. — Merda, merda, merda! — Gritei para o auditório silencioso e isolado; maldita hora em que eu havia escolhido aquele pavilhão como meu favorito em todo o colégio e me permitido vir para até ali para relaxar.

***

— Será que podem por favor sair do meu caminho? Nunca viu uma menina vestida para dançar antes não? — Buscar serenidade e bons modos em situações como aquela era definitivamente impossível. Ok, eu não era do tipo de menina que berra para garantir aquilo que deseja, mas falar manso com um bando de marmanjos do time de futebol e lacrosse que aglomeravam o corredor do terceiro andar, com aqueles olhares famintos por um espetáculo feminino de dança. "Por que não participam logo da aula?" Desejei saber, antes de me enfiar em meio ao grupinho e atravessa-los na base dos empurrões e resmungos.

Quando tropecei para dentro da sala de aula desejei não ter feito aquilo. Os poucos presentes dali fizeram questão de me olhar, inclusive o único que permanecia de pé dentre o círculo de presentes; em uma postura definitivamente superior aos demais. "Que tal você nos mostrar o quão sensual é, mon ange?" Eu havia o ouvido, e até acompanhado os movimentos feitos com seus lábios enquanto o mesmo dizia, mas eu permaneci ali estagnada, como se não houvesse registrado ainda. Vozes sussurradas provinham das minhas costas e eu girei automaticamente para fuzilar o grupo de meninos intrometidos. — Pardon. — Murmurei com um sorriso cínico antes de empurrar a porta com o calcanhar e bate-la em suas faces. "Bem melhor", pensei, relaxando os ombros e tornando minha atenção para a classe enquanto firmava o nó da camisa xadrez atado a minha cintura. — Desculpe o atraso, S... Senhor Ghödshy. — Quase ri ao chama-lo daquela forma, mas mantive-me séria, concentrada no que poderia fazer para responder o pedido do moreno e em como resistir a vontade de impressa-lo na parede e arrancar toda uma explicação de seu repentino sumiço nas últimas semanas. "Que a sorte esteja a meu favor." Entoei mentalmente antes de adentrar mais a sala e guiar meus passos ao canto onde se localizava o aparelho de som, usando daqueles poucos segundos de caminhava para resolver a grande confusão em minha mente; O que fazer!?

Pluguei meu IPhone a um encaixe do aparelho de som, sem demora selecionei a uma canção que deveria explorar bem ao lado sensual de uma dançarina. Quando a sonoridade inicial produzida pelo que parecia um instrumento de teclado entoou pelo cômodo eu me ergui e girei para encarar a classe em um semi-círculo . Aspirei e expeli o ar de meus pulmões ligeiramente antes de guiar meus pés para mais adiante na sala, cada passada tão lenta com um movimento bem presente de meu quadril se movendo. Poucos segundo antes do fim da pequena introdução instrumental e eu já estava bem ao centro da ampla sala, de costas para todos ali. "I just wanna show you how much i appreciate you" ecoou pelo lugar com a voz cargada de uma genuína sensualidade com um toque mais libidinoso de rouquidão, a introdução cantada por Beyoncé me envolveu em um golpe certeiro e ligeiro; minhas mãos puseram-se a deslizar da metade de minhas coxas, passando pelo quadril e parando ao alcançar a cintura fina, e quando o movimento se findou eu girei a coluna para o lado direito – fazendo questão de jogar os fios dourados no ar, enquanto a canção seguia para o verso "Wanna show you how much i'm dedicated to you" e eu movimentei meu ombro direito em círculos de forma lenta até repetir o movimento da coluna, girando para o lado oposto e fazendo o mesmo com o ombro quando o verso que  excedia as caixas de som passou a ser "Wanna show you how much i will forever be true". Com um ligeiro giro  – onde eu apenas lancei a perna direita na direção oposta – eu me pus de frente aos que me assistiam ali. Em segundos em corpo decaiu até que eu o sustentasse com as pernas abertas quando o verso "Wanna show you how much you got you girl feeling good" se iniciou, e durante este eu movi-me para abrir e fechas minhas pernas enquanto empinava meu quadril em um movimento de quicada por três vezes seguidas e ritmadas, com o findar destas me movi de modo que me posicionasse de lado para me erguer enquanto empinava o bumbum e roçava as mãos pelo caminho de minhas pernas, coxas até bater com uma das mãos contra o quadril acompanhado com perfeição ao tempo do verso que já se findava, assim como o movimento coreografado por mim. Em "Wanna show you how much, how much you understood" eu me movi na direção do primeiro aluno mais próximo, tornando a me agachar bem a sua frente com as pernas tão abertas quão a primeira vez que fiz aquele movimento e com as palavras cantadas de formas pausadas pela cantora original eu toquei meu torso com as mãos, indo de meu ventre ao busto e por fim aos cabelos; lançando-os em um giro no ar antes me erguer em um salto e rebolar com os passos que dava na direção das barras embutidas a parede dali – alcançando-a antes do findar do verso, tentando manter a sincronia de minha dança a canção que era cantada. "Wanna show you how much i value what you say" guiou meu corpo em um rebolado lento de um lado ao outro, enquanto as palmas de minhas mãos apontadas para baixo pendiam nas curvas de minha cintura encoberta pelo tecido do short jeans de cós alto; mas não sustentei as mãos ali para o verso seguinte, eu as posicionei na barra e deslizei cada uma para um lado, estando meus braços enquanto descia o corpo em um rebolado sinuoso pelo decorrer "Not only are you loyal, you're patient with me babe". Com um giro me aproximei novamente de um aluno mais próximo de mim, ousando apoiar a sola de meu minha bota no pé direito acima de meu joelho tensionado erguido, e com aquilo eu empinei o quadril e rebolei com força e ritmo por três vezes seguidas quando o "I really care about your heart" ecoou, tanto na voz de Queen Bey quanto no meu susurro; E então eu me peguei olhando para Demétrio, sentando em um banco alto na extremidade oposta, encarando-me analiticamente – o que me arrancou um suspiro nervoso e um sorrisinho torto em poder olha-lo de perto após tanto tempo.  E foi exatamente no momento em que "Wanna show you how much i hate being apart" ditou o que eu pensava, e foi inevitável não lançar um sorriso cúmplice enquanto eu lancei as pernas uma frente da outra em longas passadas meio coreografadas com as repetições de "Show you" até alcançar o monitor de dança, o moreno de olhos escuros e vidrados, o motivo pelo qual uma pequena letra "G" estaria marcado para sempre em minha pele: Demétrio Ghödshy. "I wanna keep it how it is, so you can never say how it used to be" deu início a meus passos lentos rodeando ao menino, eu o tocava com a ponta de um único dedo, passando de seu torso ao dorso, até findar o giro e cutucar seu queixo, preparando-me para o que viria a seguir.

"Loving you is really all is on my mind" soou como um sussurro em minha voz, enquanto eu rebolava meu quadril em movimentos que o guiasse de um lado ao outro com o início do verso. Com as palavras que se seguiram em baguncei os cabelos em um movimento com as mãos antes de joga-los para frente, assim que inclinei a coluna e tombei o corpo na direção de Demétrio, somente para erguer-me mais uma vez em "I can't help but to think about it day and night". Lancei meu quadril em um balanço ritmado  de um lado ao outro enquanto cantarolava a "I want to make the body rock" somente para jogar o cabelo para o lado direito, girar o corpo para o lado esquerdo – mantendo-o posicionado de lado para o menino – com o "Sit back and watch" já findando. Eu simplesmente sorri ao reproduzir em mente o movimento que fazia ali; eu mexia minha coluna de uma forma sinuosa enquanto o inclinava para trás enquanto ouvia o "Tonight I'm gonna dance for you invadir minha mente. Com a segunda repetição do verso eu mudei a posição de minha inclinação – jogando não só o corpo para frente como os cabelos e minhas mãos que seguraram meus joelhos enquanto eu rebolava o bumbum empinado da mesma forma lenta da melodia. Quando o terceiro verso daquela estrofe se iniciou eu já estava com a postura ereta a frente de Demétrio, e ousei me posicionar encima de seu colo, segurando sua nuca como apoio enquanto dava duas reboladas lentas e empinadas quando cantei para ele o "Tonight I'm gonna put my body on your body", fazendo que meu quadril quicasse acima dele sem toca-lo em "Boy, I like it when you watch me", e após findar meus movimentos recuei os passos movendo a o corpo em um rebolado meio ondulado até parar de frente a abertura do semi-círculo. Deslizei a perna direita por poucos centímetros primeiro, para depois recua-la e tornar a deslizar – dá segunda vez deixando que a mesma se esticasse e meu corpo agachasse; feito isto eu recuei a mesma, unindo-a com a esquerda antes de apoiar ambos os joelhos no chão e rebolar o quadril bruscamente, tudo isto entre o verso "I'll be rocking on my baby, rocking, rocking on my baby". No verso seguinte eu estava com os joelhos apoiados ao chão, assim como a palma das mãos e após me mover para frente por três vezes engatinhado eu subi e desci o bumbum em uma quicada dupla antecedendo um giro em que me posicionei de costas para os alunos. Na primeira batida do verso "Baby, let me put my body on your body" eu rebolei, somente para que na segunda batida eu erguesse meu quadril e enrijecesse os joelhos, mantendo meu bumbum ao alto e minha coluna automaticamente inclinada enquanto minhas mãos seguiam espalmadas no chão; e de forma lenta e libidinosa desloquei a cintura da esquerda a direita de modo pausado a cada palavra de"Promise not to tell nobody", e com a chegada de "Cause it's about to go down" eu endireitei o corpo, joguei os fios louros quando movi o rosto para olhar aos presentes por cima do ombro esquerdo e de modo provocante bati uma mão na nádega esquerda.

O som cessou, e eu ouvi apenas os batimentos de meu coração em meus ouvidos. Girei o olhar  para Demétrio – que havia pausado a canção. Seu olhar pairava sobre mim e eu pela primeira vez eu não soube interpreta-lo; e também não me concentrei a isto, apenas apressei-me a pegar meu celular nas mãos do moreno e retornei para a próximo do círculo, unindo-me a eles.


© kristen

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Re: {LS} — le sexe, la danse et d'expression

Mensagem por Alecssander L. Montecchio em Sex 24 Jul 2015 - 1:44



Don't ever love me!
Can't Get You Out of My Head
Meu telefone despertou de forma alarmante, irritante. Meus olhos giraram nas órbitas antes de eu finalmente poder me dar conta de onde eu estava e que eu estava bem, seguro e são e salvo em meu quarto, e não no meio de uma praia, bêbado e agarrado numa garrafa de vodca, com algum belo moreno de corpo escultural que eu não me recordava o nome. Por fim, meus velhos dias de Los Angeles haviam voltado refletidos em Miami; todas as bebedeiras, as pegações com desconhecidos e perfeitos estranhos com seus corpos sensuais, e tudo o mais. Eu parecia encontrar na decadência da bebida e das drogas ilícitas algo esplendoroso, uma espécie de transcendência, uma luz de vida, como uma faísca a iluminar a escuridão que tão ocupavam os meros e tediosos moradores da cidade que tanto vegetavam, condenados a uma rotina pífia.

Me alonguei, olhando no celular as obrigações que eu decidiria se seriam ou não aptas a mim cumpri-las naquele dia. Aula de dança. Nada mal, não me custaria nada ir até a academia Winterfield e balançar os esqueletos, manter-me em forma, afinal beber unicamente não me faria continuar com um bom corpo para ser a cina de muitos que viriam a explora-lo. Pus coturnos negros e longos, com uma calça igualmente negra de couro e uma camisa qualquer no armário de um time de basquete, e logo ia contra o tempo para a academia, na tentativa de não causar uma má impressão, pelo menos não no meu primeiro dia.

...

O corredor, ao contrário do que eu imaginava, não estava vazio com uma aparência inóspita, na verdade estava apinhado de pessoas, desde estudantes a até professores não muito agradáveis, dirigindo olhares na minha direção que reprovavam meu atraso, porém segui em frente. Entrei na sala e ergui uma sobrancelha curvando levemente os lábios enquanto acenava rapidamente para o professor antes dele prosseguir com seu monólogo, para minha sorte eu havia perdido apenas suas saudações e elogio sobre estar aqui conosco. Suspirei aliviado, por fim me encaixando no meio dos outros alunos e entrelaçando os dedos deixando as mãos para trás, fitando-o. Ele deveria ter o quê? Vinte anos, no máximo? Parecia ser só mais um aluno ali, entretanto, seu ar era superior, como se fosse ali o professor - e ele realmente o era -, o tutor, o qual deveríamos obedece-lo e guardar seus conselhos sempre.

Ouvi-o atentamente, imaginando que não iria vir algo fácil, entretanto pensei em algo mais difícil como um tipo de dança desconfortável como o balé ou alguma lição cheia de obstáculos, porém, seu assunto me pegou em cheio. Sensualidade. Eu havia ouvido direito? Nossa primeira aula e deveríamos provocar sensualidade em uma dança escolhida por nós, com a canção escolhida por nós, era tudo muito fantástico não só por ser uma tema fácil, e sim pela surpresa. Me lembrei automaticamente das palavras de meus pais antes de me enviarem à Winterfield: "Essa é uma academia rigorosa, na mesma linha de um colégio militar, onde você irá aprender a ter modos e a se comportar". , eu iria era dançar e mostrar tudo aquilo que eu sabia fazer de melhor!

Eu decidi que não iria me adiantar e ser o primeiro a me apresentar, afinal vai que eu fizesse algo errado ou fosse o mais avaliado pelo professor por ter sido o "adiantado da turma"? Como sempre, decidi esperar para ser o segundo a me apresentar, e foi bom ter sido o segundo, pois a primeira apresentação não poderia ter sido melhor. A loira era realmente bonita, tinha uma desenvoltura enorme para a dança e optou por Beyoncé para a sua bela performance. Qualquer outra garota que fosse apresentar-se naquela aula depois daquela coreografia certamente deveria se preocupar e muito em no mínimo supera-la. Me pus de pé habilmente, indo até o professor e abrindo um leve sorriso girando nos calcanhares dos coturnos e plugando no aparelho de som meu MP3 - meu celular haviam unicamente músicas favoritas, mas meu MP3 possuía infinitos Gigas e eu sempre andava com ele - logo escolhendo a canção, achando-a rapidamente.

Dois passos à frente e pronto; a música iniciava sua balada que talvez já de início alguém reconheceria. A cantora poderia não ser muito famosa, mas haviam umas três ou quatro músicas reconhecidas, que eu gostava e tinha elas no meu MP3. Erguia meu ombro direito ritmando com a sonoridade da canção, quando se iniciou o agudo e característico "La la la" da artista abri mais as pernas, deixando os pés separados, erguendo um ombro e baixando outro, invertendo as posições, minhas mãos estavam unidas com as palmas abertas sob meu peito, um cínico sorriso provocativo surgia em minhas compleições.

"I just can't get you out of my head" finalmente foi cantado iniciando a música, o que fez-me pôr as mãos separadas na cintura lentamente deslizando por meu corpo até as pontas dos dedos unirem-se, entrelaçando lentamente os dedos de minhas mãos, por fim quando o "head" fora cantado abruptamente levei as duas mãos para minha cabeça, girando a cintura completamente, "Boy your loving is all I think about" foi a parte onde inflei o peitoral como num solavanco ligeiro, descendo e subindo o peitoral enquanto estalava os dedos da mão esquerda ao ritmo da música, quando se iniciou o próximo verso repeti o mesmo processo, desta vez os movimentos foram um pouco mais rápidos condizendo com o ritmo crescente e o canto da artista. Quando se iniciou novamente o "La la la" a cada palavra cantada eu colocava a mão esquerda na região pélvica, depois a direita, até que finalmente a voz doce de Kylie se iniciou novamente, repetindo os mesmos processos anteriores com a repetição, entretanto na hora do "head" eu pus as mãos na cabeça rebolando duas vezes a cintura, com mais sensualidade, com mais desenvoltura no jogo de cintura para um rebolado melhor.

"Every night" fora cantada lentamente, fazendo-me escorregar com precisa lentidão a mão direita que fora de meu peitoral até minha coxa, enquanto meu corpo pendia para o lado direito, em "Every day" fazendo o mesmo porém com o corpo pendendo para o lado esquerdo e a mão esquerda indo lentamente de meu peitoral até a coxa. No verso seguinte com a menção ao braço fingi abraçar a mim mesmo, curvando ligeiramente os joelhos para descer um pouco o corpo, em seguida subindo enquanto separava meus pés subindo um ombro e depois o outro, o tempo inteiro meu corpo seguindo as subidinhas dos ombros, no ritmo exato da música que eu já havia acostumado-me à ela nos últimos dias por vício.

Meu corpo dançava com minhas mãos em meu corpo, os movimentos eram não contidos e sim soltos, entretanto no refrão - supostamente, afinal a música não tem exatamente um refrão - eu larguei o abraço ao meu corpo, erguendo os braços ao alto apenas inclinando meu corpo um pouco para trás, movendo a cintura sem criar uma coreografia, apenas seguindo o ritmo da canção, no último verso a cada "ever" eu girava as mãos no alto, em "La la la" fazendo o mesmo de sempre com mais rapidez, de acordo com a música, logo eu erguia ambas as mãos ao alto sabendo que depois do refrão a música seria pausada, o que ocorreu.

- Bem, espero ter sido satisfatório, professor... - dei de ombros, arfando sentindo o coração bater fortemente contra o peito, e foi com passos rápidos que me dirigi ao chão, sentando-me cruzando as pernas e suspirando, sentindo que meu dia havia valido a pena.
Wearing: this | Feelings: normal | With: Teacher and Class | Song: this


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I'm a Heartbreaker


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Re: {LS} — le sexe, la danse et d'expression

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