{MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

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{MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 23 Jul 2015 - 18:35


Eletric compiliation

A postagem se inicia entre Dean Kempner, Dianna Ohlweiler e Shannon Gould-K. Está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado, passando-se esta em alguma tarde de 2013, na mansão Gould-Kempner. O conteúdo é livre e a postagem está em andamento.




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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 23 Jul 2015 - 21:13


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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O que você fez?

Eis que minha própria mente me confrontava. Pela primeira vez, estava tendo coragem para observar o trabalho que vinha fazendo a cerca de exatos um ano. Cansada. Sim, eu estava. Poderia encontrar tal coisa em meus próprios olhos imensamente abatidos e apertados de tanto estar ativa. De onde havia tirado forças para cumprir o que tinha planejado? Bem, é algo a se descobrir. Porém, já estava feito. Poderia sorrir, poderia sair porta a fora de meu quarto, e exibir para quem quisesse ver, que eu havia mudado. Mas, o medo de ter que responder ao que quer que pudessem me questionar, era muito maior que a própria sensação de dever cumprido. Por que àquilo parecia tão errado? Observando cada curva bem delineada em meu corpo, custou afastar o olhar daquela margem de erro. Sim, havia sido um erro, mas, um que valia a pena. Não seria um completo caos modificar meu corpo. Eu mesma. O roupão cobrira tudo o que eu não precisava ver. Havia esculpido meu próprio corpo. Quem me visse, certamente perguntaria-se onde estava a magricela desleixada que andava por ai, com uma timidez absurda, coberta por roupas que tinham quatro vezes o tamanho real de seu número. Fora, os ridículos óculos de grau, com armação de casco de tartarugas. O cabelo antes volumoso, ainda continha certo volume, mas havia sido cortado, um pouco próximo do meio das costas. Estavam despenteados propositalmente. Não de uma maneira que me fizesse parecer um tipo de zumbi que tinha acabado de sair de sua catacumba, afim de atormentar qualquer um que cruzasse meu caminho. Era isso mesmo?

A roupa já havia sido separada a alguns minutos antes de entrar no banheiro, e tomar uma boa ducha, e relaxar cada músculo exausto. A partir de hoje, também tiraria uma folga de exercícios pesados, mas não sairia de minha rotina adepta para manter tudo em forma. Uma blusa bege clara, shorts branco, e uma camisa xadrez aberta estariam sendo o look para afortunar-me na mansão Gould-Kempner, onde iria prestar auxílio a um amigo próximo, Dean. Seu sobrenome parecia-me subjetivo. Era como se já houvesse ouvido falar dele, em algum espaço de tempo que não me recordava. Dei de ombros, afivelando o cinto caramelo, e deixando uma bolsa pender no ombro, com algumas folhas de papéis dobradas. Tratava-se do material necessário para complementar sua aula particular. Como ele tinha todos os cadernos e livros em dia, não precisaria levar os meus. Antes de sair, pusera o único detalhe que ainda precisava dar um jeito de me livrar. O óculos. Mas, não eram mais enormes e fundos, como antigamente. Havia providenciado um Forever 21 Square verídico, e trocara as lentes para uma refinada, potencialmente favorável para acomodar meu pequeno problema de visão. Ainda compraria lentes de contato, e não demoraria muito mais que alguns dias para providenciar isso também.

Ao dobrar as mangas da camisa xadrez, e prender o cabelo em um coque afrouxado, onde alguns fios de cabelo preenchiam as laterais de meu rosto, calcei o all star de cano médio, ostentando o corpo para não ceder as pernas e me sentar no chão do quarto, mesmo. Ao tomar de uma respiração profunda, agradeci mentalmente por estar sozinha naquele momento, dentro de minha própria casa. Acionei Hebert, um dos motoristas da família, já que não tinha idade o suficiente para dirigir, e lhe passei o endereço do nosso prévio destino. Pude perceber suas sobrancelhas se franzirem ao me observar, e sua expressão de surpresa, que eu realmente tinha feito algo de bom. Pelo menos, era o que ele, e os outros pensariam. Ter me livrado da antiga Dianna, era o meu adeus definitivo a mágoa causada pela morte de meu avô.

Herbert, esta tudo bem? – perguntei, checando a rua pela qual passávamos. – Estamos a duas ruas de onde eu deveria estar. – notei, lembrando das instruções de Dean.

Ele olhou pelo retrovisor, parecia um tanto que atordoado com alguma coisa. Com um pedido de desculpas, o homem fez o retorno e finalmente pareceu estar convicto de onde deveria me deixar, pois, em menos de sete minutos, ele estacionou na entrada da mansão. Eu deveria estar sentindo-me intimidada pela grandiosidade da família do meu amigo? Deveria. Como também, deveria ter perguntado um pouco mais sobre eles. A confiança trazida sabe-se lá de onde me motivou a descer do carro, e percorrer o caminho até o hall de entrada, onde o garoto de brilhantes e animados olhos azuis já me esperava. Mas, ele não esperaria me encontrar daquele jeito. Abri um sorriso recluso, aproximando-me dele, deixando alguns bons centímetros de distância.

Se sua atenção em matemática estiver do mesmo jeito que você está me olhando, acho que não irá precisar da minha ajuda. – encurtando a distância, puxei-o para um abraço amigável, coisa que eu não fazia antigamente. – Espero que esteja disposto, Dee. Você precisa estar, e eu vou te ajudar da forma que puder.

Toquei seu ombro, ao lado esquerdo, quando nos afastamos do abraço. Ele sempre havia sido gentil, estando comigo, mesmo que todos mantivessem distância. Dean nunca havia dito nada sobre os infâmios óculos com lentes de fundo de garrafa, ou zombado da minha magreza. Junto com Sam, sempre estava comigo, e interferia caso alguém - o que era raro, mesmo estando propensa a sofrer bullying - ousasse me desmerecer de alguma forma. Faria qualquer coisa para ajudá-lo sem nem pensar duas vezes.


― You're on my side.
You look in my eyes, and I just see the sky.

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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Convidado em Seg 27 Jul 2015 - 1:01

"A Sky Full Of Stars"
'Cause you're a sky, 'cause you're a sky full of stars I'm gonna give you my heart 'Cause you're a sky, 'cause you're a sky full of stars 'Cause you light up the path
S
eria possível morrer de nervosismo? Me perguntava isso enquanto caminhava de um canto ao outro de meu quarto apressadamente, esperando pacientemente a vinda de Dianna para que juntos, pudéssemos iniciar os estudos em - ânsia de vômito - matemática. Como se não fosse difícil o suficiente cálculos, a cada semana os professores davam um assunto novo, uma nova forma de calcular, dividir, subdividir dentre outras milhares de formas de se utilizar os malditos números matemáticos. Eu sabia que não devia me arrumar para estudar, mas já que eu receberia visitas em casa, vesti uma confortável camisa azul-marinho de algodão com mangas pequenas, pondo uma camisa negra de botões totalmente aberta e calça jeans azul, e com chinelos brancos macios fui receber a morena que acabava de chegar, um pouco atrasada de fato, mas melhor tarde do que nunca. Enfiei as mãos nos bolsos da calça, semicerrando os olhos por um momento.

Aquela à minha frente era uma nova Dianna, totalmente bem-vestida e bem mais linda que antes, digo, ela sempre foi bela, porém era aquele velho esteriótipo onde você é belo e se acha um lixo de frente ao espelho. Não sabia se era alguém que animava a vida da morena e a fazia querer drasticamente mudar seu visual, ou se foi simplesmente um "acordar para a realidade" dela que a fez perceber que mudar seria o melhor, mas... ela estava sensacional! Sorri bobamente, provavelmente apanharia de minha namorada caso me visse babando na Dianna daquela forma. O silêncio foi quebrado com Dianna, sarcástica, pela primeira vez sem o brilho tímido no olhar, mas ainda sim amigável e doce. Dei de ombros com sua afirmação, abraçando-a apertado e passando a mão direita em seu cabelo, bagunçando-o em forma de agradecimento por sua ajuda sempre tão bem-vinda.

- Obrigado, princesa. - Sorri, enquanto ela arrumava os cabelos desgrenhados graças a mim. - Sabe, sem você provavelmente eu estaria nas ruas, passando fome, no frio, sem cobertor sequer, sem minha querida mesada, e provavelmente sendo espancado e estuprado nas ruas de Miami. - Meu tom era sério, inicialmente, mas gradativamente um sorriso cínico surgia em minha face, até que gargalhei dando um soco de brincadeira no ombro da morena. - Brincadeira, mas sério, você é meu verdadeiro bote salva-vidas. - Agradeci-a, logo alongando as mãos unidas ao alto alongando o corpo. Era uma ótima hora para eu e ela, quem sabe, caminharmos pela praia, ou algo assim mas... é mesmo, matemática. Suspirei, esperando que o pequeno momento meloso tivesse passado um pouco, sorri nervosamente para ela.

- Então, o que tem pra hoje? - esfreguei as mãos, fitando-a com curiosidade.
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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Convidado em Ter 28 Jul 2015 - 1:10


Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight. And you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright. I pick my poison and it's you.

asking for help
help me if you can I'm feeling down
Era engraçado pensar no quanto eu havia mudado em pouco tempo. A garotinha com vergonha da própria sombra havia se transformado numa adolescente um tanto quanto... Diferente. O teatro havia, literalmente, mudado minha vida. Eu tinha um andar confiante agora; o cabelo havia crescido dois palmos e estava mais ondulado do que eu me recordava. E eu andava com a cabeça erguida. Ser chamada de metida por algumas meninas, por ora, era a coisa que eu mais ouvia. A única coisa que não tinha mudado em mim – (in)felizmente -, era a aversão a cálculo. Eu nem precisaria dele na minha vida! Eu, decididamente, havia encontrado minha paixão na Arte.

Quatro X elevado a três, mais dois X elevado a um número natural inteiro, mais duas vezes o quadrado do primeiro valor tem que ser igual à soma das bases multiplicado por três. Isso. Não. Faz. O. Menor. Sentido. Mas o que diabos é essa coisa? Pensei encarando a caligrafia redonda no caderno pautado. Eu prestava atenção nas aulas do senhor... Qual o nome dele mesmo? Enfim. Eu prestava atenção nas aulas de cálculo II, então, por que, eu não conseguia resolver aquela maldita questão? Cocei a cabeça, suspirando sem tirar os olhos do embaralhado de letras e números a minha frente. Como um ser pode gostar disso? Ou melhor, como um ser pode fazer faculdade e ganhar seu sustento com isso? Bati o lápis, com força, no caderno, resultado na ponta de carbono quebrada. Ótimo. Minha vontade era de jogar tudo aquilo no lixo e ir para o quintal de casa, aproveitar a praia privada que tinha ali. Mas minhas provas estavam chegando, e papai já havia falo que, caso eu não tirasse uma nota maior que A, não me deixaria ir pra Disneyland com o pessoal. Eu amo Disneyland. Levantei-me da cadeira, retirando o óculos da face e o jogando num canto da escrivaninha. Aquilo era tão frustrante! Por que eu simplesmente não podia ter uma afinidade com números? Suspirei.

Papai sempre havia cobrado notas perfeitas vindas de mim, do Dean e até mesmo de Sky (que era um assunto um tanto quanto delicado naquela casa). Era como uma troca: vá bem na escola e tenha todas as regalias que desejar. E eu amava aquelas regalias. Não as deixaria acabar por uma simples falta de paciência para resolver uma equação. Falando em equação, eu já mencionei que ela não seria útil para mim? Pois é. Estalei as costas, recebendo aquela sensação de alívio instantaneamente: era hora de procurar o Senhor Notas-Perfeitas, vulgo meu irmão mais velho, e gritar por ajuda.

Desci as escadas em direção ao hall presa em meus pensamentos, calculando – sim, eu sabia fazer cálculos básicos (e que seriam uteis) -, mentalmente, quantos dias faltavam para terminar a Middle School e ir finalmente para a Newtt. Essa última era conhecida por toda Miami por ser focada em Arte, e fora uma luta para convencer papai a deixar que eu estudasse lá e não num convento. Sério, o velho queria que eu virasse freira só porque alguns meninos já mexiam comigo na rua! Como se eu tivesse culpa - humildade mode off.  Ajeitei o macacão que usava, o puxando para baixo, quando cheguei ao último degrau. Agora seria uma luta para achar Dean naquela casa enorme. Por que morávamos numa mansão mesmo? – Dede? – Berrei, chamando a atenção de uma das empregadas que passavam por ali. Ela revirou os olhos, sorrindo e me informou que o Senhor Kempner – risos – estava no hall de entrada. Franzi a testa. Por que ele estaria lá? Tinha tanto lugar mais interessante que aquele hall... Tipo a piscina ou a praia logo atrás de casa. Dando de ombros, agradeci a mulher e fui em direção à entrada da casa que mamãe tivera a paciência de decorar cada milímetro quando nos mudamos definitivamente para Miami. - Dede? – Repeti ainda sem visualizar a imagem masculina um ano mais velho que eu próximo à porta. Soltei uma risadinha ao chama-lo daquela forma. - Eu quero ir pra Disneyland na próxima semana, então seja um bom irmão que tem notas perfeitas e me ajude em matemática. – Disse tudo de uma vez, encarando meus pés calçados com chinelos do Snoop. Ao erguer o olhar, me deparei com dois pares de olhos me encarando de forma curiosa. Corei. – Eu não sabia que tinha visita. – Sussurrei para o menino de olhos tão azuis quanto os meus, voltando a fintar a morena de olhos castanhos perto dele. – Oi. – Cumprimentei com um sorriso de lado, semicerrando os olhos em seguida: aquela garota a alguns metros de mim não era, sem sombra de dúvidas, desconhecida para mim.

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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 30 Jul 2015 - 23:03


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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Dean era extrovertido, alegre, e de seu jeito, bobo. Era fácil encontrar garotas, e até garotos suspirando logo após sua passagem pelo mesmo local em que estariam. Conseguia achá-lo atraente, e até então, o garoto perfeito para se namorar. Se não tivesse um problema. Dois, na verdade. Ele já era comprometido, e sua namorada fazia parte de nosso circulo de amizades. O segundo problema? Bem. Era mas uma confusão, que agora estava se clareando em minha mente. Desde que havia encontrado uma certa garota loura de intensos olhos azuis, não conseguia prender minha atenção em mais ninguém, de uma forma completa. No começo, me sentia desconfortável com isso. Sonhava com a menina seguidas vezes na mesma semana, em apelos mudos, implorava para vê-la outra vez, mas sabia o quão impossível isso seria. Não era como se ela tivesse no mesmo estado que eu, respirando o mesmo ar, ou morando ao lado da minha casa, apenas para realizar um capricho meu. Abri um sorriso com o "princesa" direcionado para mim. Ele era um galanteador de primeira qualidade, e isso sempre me fazia rir. Suas mãos bagunçaram meus cabelos, onde lhe fiz uma falsa cara feia, passando os dedos da mão direita entre os fios, tentando organizá-los de alguma forma.

Você deveria ser ator. Daria um ótimo rei do drama. – impliquei, fazendo uma careta de descontentamento fingido por breves segundos. Senti sua palma da mão fechada me atingir em um soco sem força alguma. – Você precisa de uns cascudos, Kempner. E eu estou bem disposta a dá-los sem pestanejar. – apontei sua cabeça, tocando o alto dela, como se amaciasse para logo depois agredi-lo.

Inicialmente, aquilo servira para me distrair de seu olhar. Com certeza ele não esperava me ver daquela forma. Aquele era apenas o primeiro, de muitos olhares semelhantes aos quais eu receberia por um bom tempo, então, era melhor me acostumar logo de agora. Dean se alongou, e de cara eu já sabia que ele teria algum pretexto para cancelar os planos de estudarmos, e fazer qualquer outra coisa que não tivesse contas incluídas. Tinha de admitir que não era a melhor coisa do mundo, mas ele estava em uma situação que não lhe dava escolhas, a não ser aprender de verdade, para conseguir terminar sua prova.

Temos uma tarde cheia de cálculos mate... – uma voz cobrira a minha, me fazendo franzir o cenho. Era uma voz feminina. – ... ?????

Findei deixando o resto no ar, me virando para a menina. Sabia que Dean não era filho único, e que tinha duas irmãs, mas nunca havia visto alguma das duas. Pelo que ele dissera, eram mais novas que ele, e como estavam de mudança - de novo - para Miami a alguns meses, não tinha achado propenso apresentá-las ainda. A primeira coisa que notei, foram o par de sandálias do Snoop. Eu tenho um par desses! Abri um sorriso quase infantil, ouvindo seu "oi" ser dirigido a mim, atraindo meu olhar para...

Deus do Céu. Isso não pode ser verdade, pode?

Já havia sonhado o suficiente com aquela garota, ainda sonhava, para reconhece-la de imediato. Os mesmos cabelos loiros, os olhos azuis intensos estavam dóceis, confusos e ainda repletos de intensidade. Da forma que eu me lembrava. Ela poderia não me reconhecer, e bem. Não sabia dizer se isso era uma coisa boa. Tratei de disfarçar, olhando-a com certa curiosidade, a qual eu não tinha. Não pela coisa de ser uma pessoa curiosa. Isso, eu realmente não era. Mas, tinha que ser naquele momento. Para o meu próprio bem. Eu poderia estar enganada. Poderia não ser ela, bem ali, na minha frente. "Não seja idiota. É a garota dos seus sonhos, olhe bem para ela!" Meu subconsciente gritara. "Você sabe o nome dela. Então deixe que Dean ou ela mesma diga. Mas, saiba que ela pode lembrar de você, assim que seu nome for dito. Se é que ela já não recordou de algo." Me senti um pouco tensa, de repente.

Ahn... Oi. – ótimo, pelo menos não gaguejou. – Desculpe, mas você mencionou... Ajuda em matemática? – questionei, tentando abrir um sorriso.

Eu tinha certeza que era ela. A voz, a cor dos cabelos, dos olhos... Será que até o cheiro eu tinha gravado? Não, eu não tinha sentido o suficiente. Deveria ser paranoia. Concentrar. Eu preciso me concentrar. Virei para Dean, achando o assunto como deixa para afastar os olhos da garota.

Ele? – encarei o garoto, esperando por uma explicação, já que de todos no mundo, Dean seria a pessoa mais apta para ensinar matemática para a garota dos meus... Sua irmã!


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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Convidado em Qua 5 Ago 2015 - 18:19

"A Sky Full Of Stars"
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E
u abri meu típico sorriso com as ameaças saídas dos lábios da morena. Ela não me dava medo, ninguém me dava medo na verdade. Rindo levemente de canto de rosto, pus as mãos na cintura enquanto ela me chamava de rei do drama e até mesmo dava a ideia de me dar cascudos. De repente, tudo foi destruído em um milhão de minúsculos fragmentos quando a voz aguda de Shannon quebrou o clima de amizade e paz, parecendo uma louca. Ela usava sandálias gigantescas, o que me fez cobrir a boca com a mão direita segurando o riso. Ela estava simplesmente infantil com aqueles enormes chinelos e com toda a sua gritaria dizendo que queria ir para a Disneylândia. Foi aí que meu sorriso de repente sumiu. Ela poderia dizer para nossos pais que eu na verdade não era assim tão bom em matemática, que na verdade eu buscava ajuda de uma amiga do colegial para me ajudar a passar nas provas e nos testes. Cocei o cabelo com a mão direita, desconfiado, notando haver uma pequena tensão em Dianna. Provavelmente, deve ser pelo fato da Dianna ter notado que ninguém sabia das nossas aulas particulares e secretas, e que agora minha irmã havia descoberto e com toda a certeza espalharia para todos na nossa casa a novidade.

- Dianna, essa é minha irmã, Shannon, não ligue para os chinelos do Snoop, ela é meio maluca. Shannon, querida tampinha, esta é Dianna, minha amiga e também minha professora de matemática particular e secreta que ganha nada me dando aulas... - primeiro virei as mãos para Shannon apresentando-a, depois para Dianna, introduzindo-as. Elas não se conheciam, nunca as havia apresentado, e este era o pior momento o possível para se conhecerem, afinal minha irmã havia acabado de descobrir que eu era na verdade péssimo em matemática. Quando Dianna apontou para mim falando um "Ele?" como se estivesse acreditando em algo absurdo, uni as sobrancelhas franzindo o cenho numa expressão meio carrancuda, mas não totalmente mal-humorada, e sim um pouco magoada. - Eu sou inteligente, tá bem? Eu só sou péssimo com contas, e cálculos, e biologia... e química e história... mas não importa! Eu sou inteligente! - minha voz diminuía cada vez mais, enquanto eu notava não ter tanto conhecimento assim nas principais matérias, mas por fim dei de ombros erguendo as palmas ao alto.

- Então, vamos todos estudar? Depois podemos ir numa sorveteria aqui perto, a Shannon paga, afinal ela que nos atrapalhou. - Abri um sorriso de lábios comprimidos para ela, cínico, pisquei para ela, pondo as mãos nos ombros das duas, me pondo no meio delas, guiando-as para dentro, na direção de meu quarto. Enquanto subíamos as escadas, não podia deixar de notar a pequena tensão entre elas. Elas se odiavam? - Vocês se conhecem? - questionei, um pouco confuso.


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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Convidado em Dom 9 Ago 2015 - 3:22


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Eu não havia prestado atenção em mais nada do que havia saído da boca de Dean depois do primeiro nome que fora citado. Eu já estava com aquela sensação de “te conheço de algum lugar” quando coloquei os olhos na figura morena parada na soleira da porta, mas eu não esperava por aquilo. Meu queixo havia sido aberto alguns centímetros, meus olhos ficaram um pouco arregalados e minha garganta secou absurdamente rápido. Se você tivesse focado nos olhos antes, não teria tido todo esse choque. Olhe os olhos, Shannon, são os mesmos que roubam suas noites de sono até hoje! Ela estava tão... Diferente! As roupas que usava estavam justas, moldando todas as curvas – curvas! - presentes no corpo esguio. Inclinei a cabeça para a direita, sem desgrudar os olhos da figura feminina e sorri de lado. Será que ela se lembrava de mim? Quero dizer, tinha se passado um bom tempo desde o  fatídico dia que nos conhecemos. Dois ou três anos? Não me lembrava. Tomei uma respiração profunda, fazendo meu peito subir e descer lentamente, e tentei me concentrar nas palavras ditas pelo meu irmão mais velho. Girei os olhos. – Não tem ninguém te chamando de burro aqui, Dean. Não é vergonhoso ter dificuldade em... Todas as matérias do colégio. – Mordi o lábio inferior, prendendo o riso de deboche que sairia. Era engraçado descobrir, dessa maneira, que o filho mais velho – e exemplar - tinha mais dificuldades em aprendizagem do que eu. – Talvez seu dom não esteja em matérias obrigatórias.  Quem sabe está em comer trinta e dois cachorros quentes em dez minutos?  – Dei de ombros, me referindo à vez que fomos numa festa e ele fizera papai, mamãe, Harleen e eu passar vergonha. Voltando os olhos para a morena, pisquei os olhos, abrindo um pouco mais o sorriso para ela. De repente me senti incrivelmente infantil com o macacão jeans e o par de sandálias do Snoop, mas não me preocuparia com aquilo no momento. Soltei um “oh” baixo, me lembrando de que não havia cumprimentando a garota corretamente. Dei os três passos, que nos separavam, restantes, parando na frente dela. Empurrei o braço de Dean para o lado, fechando a cara levemente com a ação totalmente possessiva do garoto. – Deixe-me cumprimentar sua amiga direito, Dede. – Murmurei, apoiando a mão esquerda na cintura da menina e chegando meu rosto próximo do dela. Deixei um beijo – um pouco demorado – na bochecha da garota, fazendo uma leve pressão com os dedos na região onde se encontravam. De forma muda eu estava falando um “Hey, Dianna, eu me lembro de você! Sabia que às vezes sonho com seus olhos e fico o dia todo sorrindo bobamente? Pois é. E você, ainda se lembra de mim?”. Dei um passo para trás, tomando uma distância segura, me lembrando da pergunta que ela fizera quando cheguei ali gritando. – Uh, sim. Matemática realmente é meu carma. Digo, é muita letra e número misturado. Complexo demais para uma mente tão... Lerda. – Suspirei, ficando envergonhada pela forma que admitira ser ruim naquela matéria. Observei a cara de riso de Dean, resultando numa cara de “sério?” em mim. – Mas eu me dou bem nas outras matérias, ao contrário do Senhor Super-Cérebro aqui. – Sorri vitoriosamente, cruzando os braços na frente dos seios e encarando meu irmão de volta. No fundo eu o compreendia e sabia que, provavelmente, por detrás daquela postura de “sou fodão” que ele mantinha, tinha um garoto tão desesperado em notas quanto eu.

Pela segunda vez, em menos de dez minutos, girei os olhos para Dean. – Vamos mudar essa proposta? – Indaguei sentindo o braço masculino envolvendo meus ombros, chamando a atenção do garoto de olhos tão azuis quanto os meus. – Você paga o sorvete e eu fico calada quanto você precisar de ajuda para manter as notas perfeitas. Todos saem ganhando. – Pisquei um olho para ele, vendo a expressão fechando-se no mesmo minuto. Dean havia mencionado sobre eu estar atrapalhando. Será que os dois tinham um caso e a desculpa de estudar era apenas pare se pegarem no quarto dele? Minha postura ficou rígida no momento em que essa dúvida me atingiu, chamando a atenção do garoto entre mim e Dianna. Tentei não encará-lo, mas foi em vão. Vi a expressão confusa no rosto de meu irmão e encolhi minimamente os ombros. – Sim, a gente se conhece. Mas é longa história e eu não quero atrapalhar mais vocês dois. – Respondi, dando ênfase no atrapalhar, com o maxilar travado, minha voz saindo de uma forma que eu desconhecia até então. – Vocês podem... Ir estudar ou ir fazer sabe-se lá o que vocês têm em mente. – Desviei o olhar, me desvinculando do menino no mesmo instante e parando no meio do corredor. – Eu vou... – Apontei por cima do ombro, sentindo-me de um jeito bem estranho estando perto dos dois. – Vou comer alguma coisa. Não almocei ainda. – Colei meus olhos nos pés novamente, me sentindo estúpida por estar agindo daquela forma. Subi meu olhar novamente, concentrando-me apenas nos castanhos. – Caso tenha algum tempo depois, eu aceito, sim, sua ajuda para estudar. – Troquei o peso de perna, movimentando o corpo brevemente. Franzi o nariz levemente, me perguntando se meu irmão havia oferecido algo a ela. Dean costumava ser bem sem tato. – Você quer água? Ou suco? Um chá gelado, talvez? Está bem quente hoje, e duvido que esse ai – Indiquei o menino, que mantinha o braço ao redor dos ombros morenos, com o queixo. – Tenha lhe oferecido algo.

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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 9 Ago 2015 - 17:46



You?!
Cold as ice and more bitter than a December. Winter night. That's how I treated you and I know that I. I sometimes tend to loose my temper and I cross the line. Yeah, that's the truth. I know it gets hard sometimes but I could never leave your side. No matter what I say 'Cause if I wanted to go. I would have gone by now.

the girl of my dreams becomes real again.


Vamos, você precisa se reconectar.  

Era quase um mantra interno, o qual eu repetia milhões de vezes até ter que realmente me esforçar para conseguir acompanhar o assunto. Dean havia aberto um tipo de expressão carrancuda, a qual me provocara um pequeno sorriso. Estava quase entrando em um estado de demência, quando novas palavras se moldaram a conversa. Ela esta me olhando, literalmente. Ela se lembra. Oh meu Deus, ela se lembra! Acho melhor eu dar a volta e sair correndo. Isso seria tão estranho. Eu estava interessada nela, e não era de hoje. Desde a maldita hora em que pusera os olhos sobre aquela garota, irmã do meu amigo, que agora estava em Miami, morando a poucos minutos de onde eu morava.

Na verdade, eu ganho bastante, quando vejo você correndo até mim para contar que conseguiu fazer a prova. É melhor do que qualquer bocado de dólares, até mesmo dos que você me ofereceu pra ajudar.  — toquei o torso dele, encostando a ponta do indicador em algum músculo duro de sua barriga.

Seu braço sobre meus ombros e de sua irmã me fizeram relaxar um pouco mais. Era mais um gesto obrigatório. Eu tinha de me manter relaxada. Mas, aquela loirinha parecia estar pronta para me desmontar. Eu só queria que ela não me deixasse tão nervosa. Ela não esta fazendo nada. Odeio o fato de que minha mente possa ser tão traiçoeira quanto aquele fiasco de conversa, no qual eu havia descobrido que Dean mentia para sua família. Obviamente, deveria ter algo por trás disso, um motivo para o qual ele mentisse. Mais tarde poderia arrancar a informação dele. Demos alguns passos, parando quando ele e sua irmã entraram em um jogo de provocações. Estava quase que deslocada, quando encontrara o par de olhos azuis que tanto via em meus sonhos, bem ali, a poucos centímetros de distância. Sua mão recostou em minha cintura, e logo estava abraçando-me. Meu corpo todo tensionou no exato momento em que meus braços lhe envolveram automaticamente, apertando-a contra mim, e sentindo certa pressão dos seus dedos em meu quadril.

Eu me lembro de você. — sussurrei contra seu ouvido direito, ou melhor, minhas cordas vocais proporcionaram o som, sem que eu tivesse o comandado a sair.  

Já era tarde para não ficar nervosa. Eu estava afogando-me em lembranças, lembranças do momento em que tivemos no saguão do hotel, alguns anos atrás. Eu não poderia me deixar vulnerável em frente a ela, ou a Dean. Como uma nova Dianna, ser fraca não era nem mesmo uma coisa para ser pensada. Então, pus meu melhor sorriso, enquanto fitava a proporção angulosa do rosto da garota. Shannon. Agora a menina dos meus sonhos tinha um nome coerente. Shannon Kempner. Não que eu fosse procurar seu perfil por ai, mas... O assunto, de repente, havia voltado-se para cachorro quente. Shannon parecia alguém bastante descontraída e divertida, engraçada até. Pacote completo, unindo a beleza, e a forma quase infantil como ela estava vestida. Isso lhe dava uma inocência absurda. E como se não bastasse estar apaixonada por alguém que eu jurava que não veria nunca mais, eu a encontro, e descubro que podemos ter um vínculo. Mesmo que amizade. Um sorriso despontou em meus lábios, quando voltei a andar, enquanto a conversa se seguia. Então, Shannon tinha mesmo dificuldade. Olhando bem para ela, poderia jurar que isso era apenas um disfarce, que ela não teria o mínimo de incompatibilidade com a matéria, e só queria um tempo com o irmão. Ou comigo, agora que estamos frente a frente, outra vez. Ora! Desde quando estava me iludindo? Resmunguei baixo, ciente de minha capacidade cerebral estando alterada. Tentei focar nos dois, e agora, Shannon parecia arredia, incomodada com algo. O que eu havia perdido?

Depois que eu terminar com o seu irmão, eu posso te dar uma mão. — encarei os olhos azuis, nítidos como o tom do céu daquela tarde. — E não, ele não ofereceu, mas muito obrigada. Eu estou bem, Shannon. — seu nome saíra suave, quase musical dos meus lábios.

Acho que tem alguém assistindo Glee de mais. Claro, meu inconsciente não perderia a oportunidade de me dar um chute. Maldito! Segurei a cintura de Dean com certa força, ou sucumbiria a vontade de ir até sua irmã, e dizer: Desculpe, príncipe, mas eu vou dar prioridade a sua irmãzinha, por que morro de amores por ela. Seus olhos estavam focados nos meus, e isso me deixava ainda mais tensa. Céus. Eu odeio meus malditos hormônios.

Vamos, príncipe. Você tem muito o que aprender. — enfatizei o "príncipe", para combinar a forma em como ele me chamava de princesa. — E... Shannon, você não atrapalhou nada. Só me deu algumas questões a mais para o Dean. Vai ser interessante saber por que ele mente para a família de vocês. — uma sensação de que eu deveria me explicar, fez com que eu falasse tudo.

Olhei para Dean, esperando por ele para irmos até o ambiente em que lhe lecionaria a matéria, me sentindo ansiosa para poder passar um tempo a sós com sua irmã. Se é que estaríamos sozinhas. Matemática, pela primeira vez na minha vida, se tornara algo interessante.



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Re: {MGK} Dean G-Kempner, Dianna Graeff & Shannon G-Kempner.

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