{TC} — Light. Camera. Action.

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{TC} — Light. Camera. Action.

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qua 29 Jul 2015 - 4:36


Light. Camera. Action.

Bem-vindos a primeira aula de teatro!

Está é uma RP fechada, é permitida apenas a postagem de alunos inscritos na aula ou alunos que tenham sido permito pela instrutora de classe a participar da mesma – ainda que não tenham o curso de teatro como principal.  

A RP se passa no teatro do primeiro andar do prédio da Winterfield Academy. O ambiente assemelha-se muito a um teatro da Broadway, em um formato de cúpula. O palco é espaçoso o suficiente, contendo toda a aparelhagem necessária para as aulas; como cenários, uma tela projetora ao fundo e holofotes.

Está RP ficará disponível para postagem pelo prazo de quinze dias. Sendo assim, vocês terão até o dia 13 de agosto (em OFF GAME) para postar.

Tenham uma boa aula, stars.
Dúvidas? Sintam-se a vontade para se comunicar via MP.






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Re: {TC} — Light. Camera. Action.

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qua 29 Jul 2015 - 4:55

you can start speaking up
BRAVE

"Você pode fazer isto, você pode!" Eu havia conseguido ditar aquela pequena frase em mente em todos os tons possíveis; com dúvida, com certeza, com ansiedade, até mesmo em um riso nervoso. Aquela frase havia estado pairando em minha mente desde aquele início de manhã, quando tudo parecia ser só mais um usual dia na Winferfield Academy. Quando meu nome foi anunciado nos auto-falantes até que eu seguisse as ordens dadas no anúncio.

Hanna Mensdorff, favor comparecer a sala dos professores. Precisou que aquilo fosse repetido duas vezes para que eu notasse que era realmente eu a ser chamada ali. Sala dos professores? Desejei saber o porquê no mesmo instante, mas por uma terceira vez meu nome foi anunciando e eu involuntariamente pus-me a caminhar pelo corredor, apressando-me ao máximo que pudia estando sobre um par de Dolce e Gabanna que me davam quinze centímetros a mais.

Em poucos minutos eu havia descido a escadaria para o térreo, corrido em meio a multidão e tropeçado para dentro da sala dos professores – que cheirava superficialmente a pinheiro –. Observei ao movimento agitado ali dentro, da dezena de professores transitando de um lado ao outro com largos sorrisos e postura descontraída – nada semelhante a como tendiam a ser nas aulas –, mas logo tive a atenção tomada pela figura que se esgueirou para minha frente. — Senhor Gallagher? Foi o senhor que me anunciou no auto-falante? Bastou isto e o olhar do homem se iluminou, seus lábios se entreabriram e dali saíram mais que uma dezena de palavras que simplesmente voavam de um ouvido ao outro, poucas permaneceram em minha mente e estas poucas me pareciam tão inacreditáveis que eu quase duvidei de tê-las ouvido. "Você será monitora de minha classe de teatro, Srta. McCain. Mostrou-me o quão é apta para o meio teatral, por isto, será responsável por algumas aulas, sob minha supervisão, as vezes. Meus parabéns!" Depois daquilo nada mais pareceu real. Eu caminhava pelos corredores, assistia as aulas e até retocava o batom vermelho nos lábios quando sentia a necessidade daquilo. Mas era tudo tão automático, por horas me senti como uma zumbi, e eu sabia que aquilo precisava sumir. Eu precisava parecer firme e competente para o que me fora designado, precisava mostrar que algo dado a uma McCain era devidamente cumprido, sem erros. ❞


***

O som abafado de passos tomaram o ambiente silencioso. As batidas de meu coração só se tornaram mais fortes e audíveis em meu ouvido. Eles havia chegado, estava na hora. Encarei meu reflexo no espelho do camarim improvisado na coxia; a saia assimétrica em tom grafite, junto a blusa de cetim branca, uma jaqueta de couro negra e um par de sandália com salto davam-me um ar devidamente sério, quase profissional. A maquiagem leve e bem feito só mascarava o exterior, meu interior parecia estar em combustão, em um misto inquietante de sensações. Mas, eu iria conseguir. Só precisava respirar fundo, pensar positivo e deixar fluir. Eu era uma atriz, certo? Eu iria mostrar isto.

Bem vindos a aula de teatro. Sim, vocês estão no local certo! — Meus olhos mantiveram-se em um contato visual com todos os olhares que me rodeavam. Eu já não estava mais na coxia, estava no meio do palco, dentre um círculo formado pelos alunos que permaneceram sentados ali, olhando-me curiosos, talvez. Pigarreei, seguindo com as palavras que teimavam prender em minha garganta. — Fui posta como monitora de teatro, pelo Sr. Gallagher. E se ele confia em mim para isto, espero que também confiem. Eu só irei mostra-los o que sei, e quero que me mostrem o que sabe. Será uma troca mútua. Iremos aprender uns com os outros, para mim, está é uma ótima forma de aprendizagem. — Minha voz não havia soado nem um pouco fraca, eu até parecia confiante demais. Ótimo. Prossegui, movendo-me para poder olhar a cada um ali, tentando me manter ligada de algum modo com todos. — Para um bom começo, eu, e creio que todos aqui, queremos conhece-los, ver quem são. Para um bom ator, qualquer papel é interpretável. Você pode ser um homossexual orgulhoso e que sofre pela sua condição em um dia, e no outro pode simplesmente ser o maior Don Juan em cena. Atuar é se permitir. Doar-se para uma experiência única de ser não só você mesmo, mas um milhão de outras coisas. Porém, nesta primeira aula, eu quero que me mostrem quem são vocês. Quero que se expressem da melhor forma que quiser. Seja lendo um monologo, original ou afamado no meio teatral. Podem interpretar uma cena do seu filme favorito, ou até mesmo criar seu próprio personagem. Quero que expressem-se da maneira que mostre quem vocês são. — Dito isto, sorri, encorajando-os. Todos os olhares em mim me faziam sentir algo quente por dentro, talvez de ansiedade, talvez de puro bem estar por estar conseguindo seguir de modo natural com tudo. Se eu havia sobrevivido até ali, sobreviveria com todo o resto, hm?

Sintam-se a vontade. O palco é nossa casa, sempre!

Disse, batendo uma palma, antes de ceder o centro do palco para os demais.


WHAT KATY DID

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Re: {TC} — Light. Camera. Action.

Mensagem por Katherine Ghödshy em Ter 4 Ago 2015 - 21:46


I Always Won

My wicked tongue, Where will it be?

Miami! Ah, a ensolarada e povoada Miami, como eu havia sentido falta dela! Estava de volta naquela cidade tão amada, ansiosa por novas amizades, por reencontros emocionantes e logicamente para matar a saudades de meu irmão e também de seus amigos, que também eram os meus amigos, digamos assim. Como não se lembrar da bela Hanna, sempre simpática ou da tímida e reservada, porém ainda sim amigável Dianna? Haviam muitas outras pessoas legais para se conhecer, pessoas novas e antigas, muitas coisas aconteciam no curto espaço de um ano. Aquele era o meu primeiro dia de aula, eu havia chegado ontem, havia ido em casa dar um enorme abraço em meu pai, infelizmente Demétrio havia ido dormir na casa da Hanna, sua melhor amiga. Eu o veria pelos corredores da Winterfield no dia seguinte, com toda a certeza.

Devidamente apropriada para as aulas, não hesitei em fechar a porta de meu carro e com passos habilidosos adentrar na conhecida Winterfield. Tudo parecia similar a como era exatamente um ano atrás, rostos novos, alguns antigos de pessoas com quem nunca conversei. Um garoto de cabelos loiros e olhos tão negros quanto a noite me abriu um imenso sorriso. Lembrava dele das antigas aulas de teatro, sempre com um sorriso bobo na sua face de criança, apesar de ter dezoito anos, toda vez que eu surgia em seu campo de visão. Ergui as minhas sobrancelhas comprimindo os lábios, segurando firmemente a alça de minha bolsa ao vê-lo. Não que eu não gostasse dele, mas seus assuntos eram sempre intermináveis.

- Quanto tempo, hein, Katherine? Londres lhe fez bem, está mais linda ainda! Com todo o respeito, claro. - Sua face passava de nervosismo para admiração, confusão, culpa e logo admiração novamente. Sorri brevemente para ele, apoiando a mão direita em seu ombro em parte para acalmá-lo e outra parte para indicar que eu estava com pressa.

- Sei disso. - Com um último tapinha no seu ombro, continuei o caminho pelos sinuosos e extensos corredores em direção ao auditório, onde teria as aulas de teatro, e eu torcia para que Demétrio aparecesse por lá. Certamente ele saberia pelo papai que eu estaria nesta aula e viria, não é mesmo? Por fim, encontrei a sala.

Estava um pouco mudada, talvez uns ajustes e mudanças aqui e ali, mas continuava bela, e para minha surpresa, com uma nova professora. Pendi a cabeça para meu lado direito, confusa ligeiramente com a aparência conhecida. Seus cabelos eram loiros e grandes, com profundos e expressivos olhos azuis apesar de uma pose ereta e inabalável, e se vestia muito bem, quase como se desfilasse pelo espaço dentre os alunos naquele palco. Rapidamente, subi tentando não tropeçar nos altos sapatos negros, logo abria um sorriso largo para... Hanna! Hanna? Sim, Hanna! Mais de perto era possível ver antigos traços da garota desajeitada ali, e rapidamente toquei em seu ombro com minha mão esquerda afagando-o e sorrindo para ela, indo me juntar aos outros alunos. Não iria querer atrapalhar a professora Hanna McCain, fabulosa e perfeita. Sim, como eu já havia notado, muita coisa havia acontecido durante minha ausência. Só faltava outros amigos e conhecidos meus e de Demétrio parecerem obras de arte agora.

Me sentei numa cadeira que formava um meio-círculo juntamente aos outros alunos, cruzando as pernas e recostando-me na cadeira enquanto meus dedos circundavam a alça da minha bolsa, ouvindo atentamente minha primeira aula em solo americano. Aquela seria a primeira aula do ano, o que fez-me erguer uma sobrancelha com um presunçoso meio-sorriso de animação. A aula era, em partes, fácil. Estava um pouco enferrujada na atuação, mas talvez eu conseguisse improvisar algo. Eu tinha muitos livros favoritos, muitos filmes favoritos, mas seria difícil recriar tudo sozinha, sem a ajuda de terceiros, e provavelmente levaria tempo desnecessário arranjar alguém que eu soubesse ser confiável e competente para me ajudar na tarefa. Suspirei, olhando para cada uma das pessoas ao meu redor. Nenhuma se manifestou.

Dei de ombros, descruzando as pernas e me pondo de pé, ainda sem saber o que apresentaria, mas improvisaria, disso eu tinha certeza. Pus a bolsa em minha cadeira para ninguém tomar meu assento, e com passos firmes fui até à frente dos outros, no palco. Assenti, meus olhos percorreram os de Hanna, rapidamente, como se eu pudesse comunicar-me telepaticamente com a loira. "Eu estava ótima, eu iria arrasar, você consegue isso, Katherine, você pôde ir até a um país novo e nunca conhecido, mesmo assim conseguiu se habituar, criar amizades e relações com todos ao seu redor, você é capaz!" repetia para mim mesmo enquanto girava na ponta dos dedos para a plateia, unindo minhas mãos abrindo um típico sorriso que provavelmente muitas aeromoças abriam - eram não totalmente verdadeiros, mas ainda sim eram capazes de surtir certo efeito nas pessoas.

- Bem, provavelmente muitos de vocês não devem conhecer-me, mas já estudei aqui há um bom tempo, me chamo Katherine Ghödshy, e sumi por um ano, mais ou menos por ter de estudar em Londres, mas voltei recentemente e... bem, irei interpretar uma personagem criada por mim que criei a partir de uma música da Lana Del Rey, que inspirou-me bastante nessa personagem. Espero que gostem. - Saiu algo meio nervoso ali, porém foi inevitável; eu estava com o coração na boca, fazia realmente muito tempo que eu não pisava naquele palco, nem via aqueles longos corredores ou me admirava pela decoração impecável do local. Olhei para baixo, pigarreei, talvez nunca saísse do jeito que eu queria, mas tentei me recordar de todas as músicas da cantora como uma forma de tentar me inspirar nestas para criar minha patricinha mimada, apaixonada por homens criminosos e velhos. Era algo meio difícil de se imaginar, entretanto assim o fiz, chamando com o indicador um dos garotos, que nada falaria nada, apenas serviria como uma espécie de "paixonite" da minha personagem.

Um sorriso se abriu em meus lábios, que repuxaram-se, abracei-o por trás, beijando seu ombro e senti o calor de seu corpo. Eu esperava ao menos que o garoto soubesse como se comportar e não ficasse corado ou nervoso com minha aproximação.

- Querido, que tal irmos para Nova Iorque? Seríamos muito felizes por lá... poderíamos ir em sua moto potente da qual você sempre me fala e tanto a esbanja... - enquanto falava circundava por seu corpo, indo de detrás de suas costas até ficar de frente para ele, minhas mãos seguraram a gola de sua camisa, pisquei para ele. - Podemos passear pelas lojas chiques e zombar das outras garotas que não possuem uma vida! Querido, você me ama? - um sorriso zombeteiro se formava em minha face, por fim uni minhas sobrancelhas com uma pequena dúvida, apesar do sorriso esmaecer um pouco em minha face. - Sempre estaremos juntos, eu te amarei para sempre, nenhuma outra vadia o terá! Ninguém nunca ficará entre nós... - aproximei-me de seu rosto, nossos lábios estavam bastante próximos e beijei sua bochecha ao invés. Encostei minha testa na dele, suspirando enquanto meu braço esquerdo repousava em seus ombros e minha mão direita carinhosamente alisava seus cabelos negros.

- Ainda posso me recordar da primeira vez que nos vimos... foi tudo tão incrível, tão perfeito! Prometa que para sempre ficaremos juntos... - um meio-sorriso surgiu em minha face, acariciei seu queixo abrindo um enorme sorriso. Queria transparecer todo o amor que minha personagem sentia por seu criminoso belo, por seu homem. Talvez eu tivesse conseguido, eu nunca saberia dizer a julgar pela expressão de Hanna. Sorri para o homem, beijando sua testa. - Irei amá-lo para sempre, meu bandido perfeito! - minha voz era rouca, baixa, como se falada em confidência a minha frase havia sido falada, e com um suspiro assenti que a apresentação havia acabado. Com passos rápidos fui até minha cadeira, sentando-me e agarrando minha bolsa com meu braço direito contra meu corpo, como se a usasse como um escudo.

Sentia que havia sido péssima, o pior possível. Tudo havia saído de forma teatral demais, uma apresentação crua e horrível. Fitei o chão, fuzilando-o, desviando de qualquer olhar em minha direção. Bem, pelo menos tinha uma ótima professora.

| Wearing | Soundtrack | all rights to Miss!



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▲ I'm fucking crazy, but i'm free ▲


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