{SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

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{SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Teresa Graeff Ohlweiler em Qua 29 Jul 2015 - 22:24


Soul Sister

A postagem se inicia entre as irmãs Dianna Graeff Ohlweiler e Teresa Graeff Ohlweiler e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado por uma das duas envolvidas. Esta começa no aeroporto e segue-se dentro de um carro, no caminho até a casa de Dianna Ohlweiler, no dia 18/04 (sábado), no período matinal. O conteúdo é livre para todos os públicos. A postagem está em andamento



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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Teresa Graeff Ohlweiler em Qua 29 Jul 2015 - 22:59

Other plans fell through
Checo o relógio de pulso mais uma vez somente para confirmar o que eu já sei: Dianna está imperdoavelmente atrasada. É impossível conter o suspiro desanimado e ligeiramente irritado que escapa por entre meus lábios quando procuro por ela no saguão do aeroporto e não encontro nem sinal de usa presença. "Vou estar lá, não se preocupe", ela escreveu em uma mensagem de texto para mim, ontem. Pois bem, cadê você? Passo o peso de meu corpo para a perna esquerda e aperto a alça de uma das minhas malas até os nós de meus dedos ficarem quase brancos devido a falta de circulação. Não me preocupar? Isso parece ridículo. Como não ficar apreensiva? Esperar me deixa agoniada e tensa. Principalmente quando eu dependo da pessoa a qual o atraso se refere. A sensação de exposição é enorme — quase como se eu fosse uma criança perdida no shopping a procura da mãe. É terrível. Mesmo que a ocasião pareça corriqueira, normal, consegue me tirar do sério em níveis absurdos. Contudo, é preciso manter as aparências. Por isso evito olhar o celular há cada dez segundos e só checo o relógio quando tenho total certeza de que já se passaram cinco minutos.

Penso em sentar e folhear os exemplares de edições passadas que a Vogue russa me disponibilizou, ou talvez pedir um café em um dos pequenos estabelecimentos mais a frente, mas tais ideias se afastam rapidamente dos meus pensamentos. Ter de sentar ou me ocupar com algo significa me dar por vencida, o que eu me nego terminantemente a fazer. Seria mascarar minha ansiedade — por estar sozinha, por esperar Dianna, por não vê-la há tempos, por ter feito uma viagem longa e cansativa —, ou seja, admitir que algo está errado ou minimamente fora do que é considerado a rotina. As aparências são muito importantes, segundo meu agente. No início eu não entendia, mas depois passei a compreender o motivo de o externo ser fundamental. No fim das contas, acostumei-me a ter o controle de qualquer situação que me seja imposta, mas construí, no processo, um transtorno de ansiedade que faz-se presente toda vez que algo não sai como o planejado. Parece uma atitude mimada, mas é algo que simplesmente foge de meu controle. E espero que Dianna chegue logo e se explique, ou sou capaz de dar piti com ela na frente de todos, o que não será bom. Dar início ao período de férias que eu mesma me dei com brigas e discussões — e pior, em público — não seria nada bom.


— Onde está você, Dianna? — O tom é baixo o suficiente para que ninguém note, o que é bom. Com o indicador, empurro o óculos que cai-me nariz abaixo para cima. Não vejo a hora de tirar os saltos altos, a roupa elaborada — composta de uma calça de couro e uma blusa que, apesar de linda, pinica como o inferno — e a maquiagem e substituir tudo isso por uma roupa leve e um bom e velho rabo de cavalo. Solto a mala e puxo o celular do bolso. Nenhuma nova mensagem de minha irmã e já se passaram cerca de quinze minutos desde a última vez que olhei e uma hora e quarenta e sete minutos desde que cheguei. Bufo. Desbloqueio a tela e busco pelos contatos, já procurando pelo nome dela em meio os pelo menos oitocentos contatos que eu tenho. Ao achá-la, aperto em seu nome e ouço o telefone chamar, indicando que ela está recebendo a ligação. Colo a tela no ouvido e respiro fundo, me preparando para o sermão que daria. Por vezes eu pareço mãe de Dianna, mas o que eu posso fazer? É mais forte que eu. Não espero que ela diga alô para começar a falar. — Espero que você esteja perto, porque estou ficando cansada de esperar e se eu completar duas horas plantada aqui, com certeza eu mato você, pestinha. Vamos logo com isso. E é bom me trazer café. Estou com fome. Rápido!

com: Dianna Ohlweiler
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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 29 Jul 2015 - 23:51

// in case
Maldito trânsito!

Brandi, apertando com força o couro macio da Range Rover. Por que não tinha ido com alguma das sete motos estacionadas na garagem? Certamente já estaria no aeroporto, dentro do horário combinado. Não era preciso ter bola de cristal para saber que Teresa estaria furiosa com meu atraso. Até eu estava. Não queria ficar ali e esperar que um reboque viesse buscar o infeliz que havia batido em um poste, causando um engarrafamento de mais de dois metros. Era a segunda da fila, logo depois dele. Estava empacada a alguns metros do aeroporto. Podia ver a fachada encoberta, inclusive, a chegada do avião no qual certamente minha irmã estaria. No momento, me detestava por proporcionar os primeiros piores momentos de suas desejáveis férias. Impaciente, pensei em avançar o sinal. O idiota que batera no poste, levara na batida, a câmera daquele sinal, e ainda não havia nenhum policial. Seria arriscado ultrapassar a rua, visto que tratava-se de uma encruzilhada.

"Você agora faz parte da polícia. Olhe sua camisa azul marinho com o bordado da FBI e vai se lembrar disso." Certo. Parte do atraso havia se dado pelo fato de que estava pensando em como adiar algumas coisas que Teresa descobriria de uma forma ou de outra. O namoro, a carreira na FBI... Droga! Fora só pensar em seu nome, que ele aparecera no visor digital de meu carro. Atendi, não podendo nem mesmo proferir qualquer palavra, tendo de ouvir seu tom irritado e cheio de razões.

Eu estive presa no trânsito, me perdoe. Já estou indo pegá-la. – encerrei a chamada.

Ela estava com fome. E enfrentar uma Teresa irritada e faminta, era a última coisa que eu queria no momento. E por um segundo, me senti sortuda. Ao meu lado esquerdo, havia uma cafeteria. Peguei uma nota de cem, e sai apressada do carro, indo buscar um café expresso puro, e um par de brownies azuis. Costumávamos comer quando éramos apenas crianças, e o simples fato de lembrar, me fez abrir um ligeiro sorriso. Paguei, voltando para o carro. Não pensei duas vezes em virar o volante, e pisar fundo no acelerador. Apenas mais alguns minutos...

Havia estacionado de qualquer forma. Não me importava de parecer uma perita em baliza, no momento. Peguei a sacola com o que serviria para saciar a fome - ou parte dela - de Teresa, e subi até o salão de espera. Estava um pouco movimentado de mais, porém, não tive problemas em encontra-la. Estava de frente para onde eu lhe observava. Puxei a jaqueta de couro preto, cobrindo o bordado das siglas da FBI, e percorri o trajeto até a garota que se destacava dentre as demais. Era costumeiro ver tantas loiras artificiais, superficialmente bronzeadas e expondo sorrisos felizes por qualquer motivo estúpido. E por isso, fora fácil encontrar minha irmã, apesar de não saber o que esperar. Já fazia um bom tempo que não lhe via. Teresa era uma das únicas morenas, mas realmente a única que não parecia contente. Ela estava sozinha, o que me fizera respirar aliviada, de certa forma. Não fazia parte dos planos ter que aturar qualquer pessoa que fosse a lhe fazer companhia. Poderia soar egoísta, mas queria a atenção da belíssima morena para mim, e apenas a mim.

Eu realmente gostaria de saber até onde sua beleza pode chegar, Ohlweiler. – tomei coragem para dizer algo, desviando o caminho para aparecer atrás de onde ela estava sentada.

Não sabia o que esperar, a partir de agora. Ela poderia me esfolar, me arrancar um membro do corpo, ou me torturar de qualquer forma, ao te-la feito esperar tanto. Enquanto esperava minha sentença final, aproveitei para olhá-la verdadeiramente. Teresa não era mais a garotinha adestrada. Havia tornado-se uma mulher deslumbrante, ainda determinada e mais feroz, pelo seu pequeno ataque de fúria. Era possível admirá-la um pouco mais?

Escute, eu realmente não queria deixa-la me esperando. Mas um idiota bateu em um poste e eu estava logo atrás... Bem. Esta pronta para ir para casa? – questionei, esperando pelo menos um abraço, ainda com um leve temor do que ela faria comigo.


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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Teresa Graeff Ohlweiler em Qui 30 Jul 2015 - 11:59

i knew i wouldn't forget you
E, após desligar o telefone no findar das desculpas de Dianna — se esfarrapadas ou não, eu analisarei depois —, dou-me por vencida e sento-me em um dos desconfortáveis bancos de espera do aeroporto. Não há o que fazer. Ela provavelmente demorará mais alguns longos minutos, então sou obrigada a me dar por vencida e admitir para mim e para o mundo que há algo minimamente errado. Isso me incomoda, já que as aparências são importantes e tudo mais, mas pelo menos tenho certo descanso para as pernas, que já doíam devido aos saltos e ao tempo que passara de pé. Mas convenhamos, as chances de alguém me reconhecer são mínimas. Estou de óculos escuros e sem a companhia de meu agente ou de qualquer outra figura que me caracterizaria, então sinto que estou segura. Pelo menos, até alguém se dar conta. O segurança já me encara há algum tempo, mas talvez seja só porque é difícil não olhar.

Não sei exatamente quantos minutos de espera se passam, mas sei que a voz que escuto perto de mim é a da minha irmã. E, nesse instante, esqueço as quase duas horas de atraso, a dor no meu pé e a vontade por um banho: simplesmente dou um sorriso, enorme e radiante, o mais sincero que dou há anos. — Ainda estão sendo feitos estudos para ver o limite dessa gostosura toda, mas os resultados ainda são inconclusivos. — Respondo, levantando-me. — E até onde a sua inteligência chega, D? Quer dizer, é simplesmente genial me deixar esperando e depois me elogiar. Quase me faz esquecer do atraso. — Apesar do tom ser de sermão, o sorriso continua estampado em meu rosto. Tão grande que quase dói. Mas é o tipo de dor boa, aquela que se faz questão de sentir quando aparece. Dor de felicidade, de risos, de sorrisos, essa é boa e rara.

Escuto suas explicações e meu sorriso se desfaz lentamente, dando espaço à preocupação. — Mas você está bem, certo? — Questiono, parando na frente dela, dessa vez. O bem estar de Dianna vem em primeiro lugar, apesar de não parecer, de eu nem sempre passar essa impressão. Examino-a minuciosamente a procura de algum sinal de que ela havia sido parte do suposto acidente, mas como não encontro, volto a abrir um sorriso. Um pouco menor, dessa vez, mas ainda assim um sorriso. — Que bom. — Porque, se não, eu seria capaz de matar o infeliz, completo mentalmente, mas não digo mais nenhuma palavra. Com as pontas dos dedos, coloco a franja de Dianna para trás da orelha e seguro seu rosto. — Que saudade que eu senti de você, little D! — Declaro, puxando-a para um abraço.

Instantaneamente, me sinto em casa. Dianna é e sempre foi meu porto seguro. Ela é a certeza de que, não importa aonde eu vá ou o que eu faça, eu ainda assim vou ser aceita de volta ao lar. Por Deus, como eu a amo. É possível amar alguém assim, de forma tão grande e verdadeira? — Você cresceu tanto desde a França. — A França foi a última vez que eu tinha visto minha irmã. De três há quatro anos atrás, se minha memória não falha. — E está tão bonita, Di. Meu Deus, eu estou ficando velha. — Brinco, passando a mão pelos cabelos dela, bagunçando-os. Ouço-a reclamar e rio baixinho. Faço isso desde pequena e desde aquela época ela odeia o ato. — Vamos pra casa? — Questiono, pegando ambas alças de minhas malas e arrastando-as com certa dificuldade. Dianna faz um comentário sobre exagero e dou de ombros em resposta. — Nunca se sabe. — Duas malas grandes com duas pequenas malas atadas a cada uma delas. Eu não julgo muita coisa, mas se ela sim... deveria ver meu guarda-roupa.

— Mas me conte... como anda a sua vida? Com certeza há novidades! — Estou animada com a perspectiva de ficar tanto tempo com Dianna que não quero esperar um segundo a mais para começar a conversar. — E a escola? Espero que continue tirando boas notas. — O puxão de orelha gratuito faz-me parecer mãe dela, mas não me importo. Paramos em frente ao seu carro e um homem aparece prontamente para ajudar-me com as malas. Como em um milagre, ele faz com que elas caibam no porta-malas e no banco traseiro rapidamente. Agradeço-o com um sorriso e algumas notas tão generosas quanto minha expressão.

Assumo o banco do carona enquanto minha irmã mais nova toma seu lugar na direção. — Dianna dirigindo... quem diria! — Parece que foi ontem que levei-a para um daqueles espaços de jogos e ela matou quase que todos os personagens do jogo de corrida na cidade. — Com sua licença... — Tiro meus saltos e coloco meus pés no painel, recostando um pouco o banco. Dianna ri. — Já estou me sentindo em casa. — Digo. Depois, abro a sacola depositada outrora em meu colo e dou de cara com cafés e... — Brownies azuis? OH, MEU DEUS! — Olho para ela com os olhos brilhando. — Como é possível alguém me conhecer tão bem? — Resolvo deixar as dietas doidas para manter o corpo esbelto de lado quando mordo um dos brownies e jogo o outro para Dianna. — Agora, comece a falar. Desembucha. Eu perdi alguns bons anos da sua vida.

com: Dianna Ohlweiler
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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 30 Jul 2015 - 22:30

// my soul sis
Com toda certeza, sentia meu coração acelerar, como se fosse correr uma corrida de fórmula 1. Aquele sorriso, vindo daquela agora mulher, me fez respirar aliviada e ao mesmo tempo, cheia de uma felicidade que sentia falta. Sua resposta para meu elogio em forma de pergunta - em uma sã tentativa de fazê-la esquecer do meu atraso não intencional - havia meio que dado certo, apesar de que ela tinha percebido a intenção. O sorriso fora inevitável com o que ela tinha dito. Seu senso de humor continuava o mesmo, se não, ainda mais afiado. Mas, tinha quase que completa certeza de que era uma das poucas pessoas a vê-la brincando daquela forma. Encarei a calça de couro que revestia suas pernas, e franzi o cenho, perdida em pensamentos. Teresa deveria estar desconfortável em estar usando uma peça daquelas por tanto tempo. Tinha aprendido o básico sobre moda com Hanna, e lembrava-me de sua voz repetindo várias vezes para que eu entendesse: "Couro é chique, veste bem, marca bem, mas incomoda tão bem quanto tudo isso junto." Havia me distraído com isto, que só me dera conta de que seu tom havia mudado para preocupação, quando pisquei os olhos com força.

Não, eu estou bem. Desenvolvi ótimos reflexos.e uma ótima pontaria, e uma perícia perfeita com armas, e... Céus. Preciso me concentrar.

E novamente, eu me desligara por alguns segundos, só tendo noção de que ela havia afastado minha franja de frente dos olhos, quando sentira um toque em meu rosto. O toque dela. Ao constatar isso, senti as maçãs de meu rosto esquentarem gradativamente, enquanto corava. Por sorte, havia sido puxada para um abraço, o qual retribuíra sem pestanejar nenhum segundo. Apertei seu corpo magro contra o meu, e a sensação de familiaridade, de carinho, de proteção, estavam todos ali. Ao nos afastarmos, fora como se parte de minha energia tivesse sido sugada, mas, tratei de por um sorriso no rosto. Teresa merecia o que eu tinha de melhor para lhe oferecer. "Também senti sua falta. Mais do que imagina." Ainda pude dizer ao pé de seu ouvido. As próximas palavras de minha irmã fizeram o rosa natural de meu rosto virar quase um vermelho vivo. Sim, eu havia crescido. Poderia dizer que estava de sua altura, até. Mais bonita? Ora, vindo dela, era gratificante. Mais ainda sim, vergonhoso. Teresa é a personificação da beleza morena.

Então, qualquer resquício de temor se esvai de meu corpo, quando vejo a quantidade de malas que ela trouxera consigo. Ok, ela poderia passar um, dois meses, mas duvidava de que seria necessário tanta coisa, quando se tinha condições para comprar uma casa para fazer de closet, e mais que isso. Cocei a nuca, tentando pensar o que tanto ela poderia ter trago, e ainda murmurar um "nunca se sabe." Não pude conter a risada, tendo que prendê-la na garganta, para não terminar levando um tapa em público. Um dos seguranças do aeroporto se aproximou, e acabou ajudando a carregar todas aquelas coisas até o carro, voltando a ocupar seu posto não muito depois.

Minha vida? Bem. Está maravilhosa, e sim, continuo com ótimas notas. Até virei instrutora de dança da Newtt. – tentei soar animada, e menos assustada com o rumo que aquela conversa estava tomando.

Porém, uma nova risada escapara de meus lábios. Não era difícil imaginar o que ela estava pensando naquele momento. Já tive minhas dificuldades com volantes, e Teresa havia presenciado uma boa parte delas. Logo pude ver suas unhas dos pés pintadas, sobre o painel do meu carro. Não me incomodava com aquilo, apenas por ser ela, ali. Se fosse algum amigo, com certeza já o teria mandado para o nono inferno. Liguei a rádio, deixando em um volume ambiente, nada que fizesse as caixas de som pulsarem fervorosamente, ou coisa do tipo. Seu surto sobre os bolinhos azuis só me fizeram rir um pouco mais, tendo ela deixado um para mim. Lhe agradeci, mas sentira uma boa camada de tensão extra ser posta em meus ombros... E lá estava, o assunto voltando ao rumo perigoso. Se eu pudesse, fecharia Tessa em uma redoma de vidro, apenas para proteger a população mundial, quando ela soubesse de tudo. Pensei em quantas pessoas poderia atropelar, em quantos carros bateria, caso ela surtasse ali dentro.

Eu... – sabia que não poderia fugir do assunto. Se tinha algo que conhecia, era a persistência e determinação dela, em querer saber das coisas. Resolvi começar pelo menos complicado. Pelo menos na minha mente. – Eu sou uma jovem agente da FBI... – soltei uma mão do volante, para afastar um pouco a jaqueta, descobrindo as siglas da camisa.

Deixei visível por quase vinte segundos, e soltei, voltando a por as duas mãos no volante. Respirei profundamente, tentando não pisar de mais no acelerador, na medida em que o temor crescia. Não era do tipo que tinha medo de alguma coisa, ou alguém, em termos de realidade. Eram apenas três, e todos, eram pessoas. Hanna, Shannon e Tereza. Agora vinha a outra parte. Sabia que ela não tinha preconceito, que era mente aberta, e coisa do tipo. Principalmente, com algo que seria referente a minha felicidade. O único problema, era lidar com a fera.

E-e... Lembra da garota que eu disse ter encontrado a alguns anos atrás? Ela... Ela... Nósnosconhecemosmelhoredaieupasseiaamarelae... – falei tudo de uma vez, sem pausa, sentindo de repente, um calor excessivo dentro do carro. – elameamatambémeelamefazbemeelaéminhanamorada.

Pude sentir uma gota de suor escorrer pela lateral de minha testa, vagarosamente. Fazia de tudo para prestar atenção na estrada, e não acabar atropelando algo ou alguém. Mas, o pior acontecera. Um sinal vermelho. Quer dizer. Vidas estariam salvas... Mas e a minha? Batuquei os dedos no couro do volante, olhando meio de lado para minha irmã. Respirei fundo, entrecortadamente, como se respirar tivesse se tornado a coisa mais difícil do mundo, naquele momento.

Eu quis dizer... Que nós nos conhecemos melhor... E que eu a amo. – disse com calma, desta vez. – A oito meses, fiz o pedido de namoro e estamos juntas desde então. – sem que percebesse, eu estava me encolhendo contra o assento.

Não tive muito o que fazer, a não ser, esperar pela sentença de morte ao qual eu havia provocado.


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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Teresa Graeff Ohlweiler em Dom 2 Ago 2015 - 21:38

i knew i wouldn't forget you
Dou um sorriso enorme quando ouço-a dizer que sua vida está maravilhosa. Um sorriso sincero, quase que orgulhoso — é lindo ver sua irmã mais nova, que há pouco eu incomodava para ter uma aparência mais apresentável e notas exemplares. A sensação de "missão cumprida" é indescritível e parece não caber no meu peito, mas sufoco-a dentro de mim e mantenho apenas os olhos e o sorriso brilhando. As notas continuam ótimas, pelo que ela me diz, e a novidade que mais chama minha atenção é a que vem acrescentada ao fim de sua frase. — Instrutora de dança?! Não brinca! — Digo, repentinamente animada. Desde pequena Dianna parece ter o quê para dança. Lembro-me de quando ela fez ballet, e depois jazz e então hip-hop. — Parece que foi ontem que te peguei dançando Spice Girls no quarto. Meu Deus! — É nesses instantes que percebo que a vida passa mais rápido do que somos capazes de notar. Pouso o brownie azul no meu colo e apanho o café com cuidado. Tudo que eu não quero é uma mancha de café na minha roupa. — A impressão que eu tenho é que a família Ohlweiler tem um ímã que atraí os holofotes. — Digo, brincando e bebericando meu café para, então, colocá-lo sobre o porta-copos.

— Mas me diz, e o resto? Duvido que sua vida se restrinja a escola. — Pressiono, voltando a mordiscar meu brownie. Dianna então faz uma careta que aparentemente tenta esconder e liga o rádio. Penso se fui muito rápida ou se talvez esteja-a pressionando demais para saber das boas novas sem pensar que, talvez, ela não queira dividir isso comigo. E não culparia-a se este fosse o caso: eu não sei se eu mesma dividira coisas tão pessoais com ela caso ela resolvesse perguntar sobre. Mas então, analisando-a pelo canto do olho, reparo que não é falta de confiança o problema: Dianna claramente me esconde algo. Ergo uma sobrancelha e paro de comer, fitando-a quase que inquisidora. — Dianna? — Minha mente cria mil situações. Ela está doente? Já começo a calcular quanto tempo demoraria para que eu a levasse até os melhores médicos do mundo antes de a doença piorar. Alguém morreu? Pergunto-me se aconteceu alguma coisa com algum dos nossos primos.

E então ela conta algo que nunca teria se passado na minha cabeça. — FBI? — Não sei o que pensar. Claro, tenho um norte: segurança. Ela está segura? Não. A resposta vem instantaneamente em meu cérebro e ecoa dando a certeza que eu mais temo ouvir desde sempre: que Dianna não está segura. Passa-se por minha cabeça que talvez eu deva pular no volante agora e dirigir para bem longe com ela como refém. Pelo menos, comigo, minha irmã estaria segura, uma vez que eu jamais colocaria-a em risco. Nem mesmo sem querer. Mas sei que a ideia não é aceitável, então só encaro-a, boquiaberta e procurando as palavras com calma. — Di... como... como foi que você...? — Não sei exatamente o que perguntar. Por quê? Como ela entrara? Estava em alguma missão perigosa? Por Deus, temo por ela. Sou capaz de matar e morrer pela garota que está sentada ao meu lado e o pensamento de que ela corre perigo me desestabiliza completamente. Assumo uma postura mais séria, tirando os pés do painel e sentando-me reta. — Dianna, pelo amor de Deus, me diga que você não corre perigo com isso. Me diga que não há a menor chance de você se machucar. Me diga que você não é do tipo que atira e que sai em campo. — Talvez seja exagero da minha parte, mas prefiro achar que é só cuidado. Afinal, quem ama cuida.

E então, ela me dá a segunda notícia. Essa, ao contrário da outra, me faz parar completamente. Dianna está namorando. E não só isso: uma garota. Não sou preconceituosa e não é essa parte que me deixa ligeiramente impressionada. Na verdade, é outra coisa. Talvez... ciúmes? Provavelmente. De repente, sinto que não conheço a garota do meu lado. Sinto que ela não é a mesma. Sinto que ela está escapando por entre meus dedos do mesmo jeito que areia ou água. Enorme. Indomável. Independente. E isso é, antes que qualquer coisa, um tapa na cara. Dianna cresceu. Dianna é uma agente da FBI, Dianna instrui danças e Dianna tem um relacionamento. Dianna mora sozinha. Dianna dirige. Me pergunto para que sirvo, afinal. O pensamento pode soar egoísta, mas não me importo, uma vez que ninguém pode me censurar. Só noto que minha irmã parou o carro quando olho para frente e não vejo movimento. O.K, ela deve estar assustada com minha expressão. Ela deve achar que não aprovo ou que sou preconceituosa; Na realidade, imagino que sequer se passa pela mente dela que o que sinto é que sou inútil como... um apêndice, por exemplo. — Dianna... — Não sei, novamente, o que dizer. As aparências se quebram, frágeis como cristal, e me deixam ali, nua e crua, no banco de couro do carro de minha irmã.

— Eu amo você. Mais do que tudo. E, incrivelmente, mais do que a mim mesma. E olha que eu realmente gosto de mim. — Humor sempre foi minha forma de auto-defesa. Por que agora seria diferente? — Espero que você não duvide disso. Nunca. Nem por um segundo sequer. — Minha voz é um sussurro que parece um grito. Na atmosfera do carro, o único som presente é ela e as nossas respirações. Em algum momento Dianna desligou o rádio. Noto que ela parece suar frio. É nesse momento que ofereço-lhe um sorriso terno. Esse é o meu papel. Apoiar. Amar. E, se necessário, deixar ir. Por mais que doa. Por mais que ela não note que está indo. E por mais que eu queira agarrá-la e prendê-la e não deixá-la ir jamais. — Eu fico feliz por você estar com ela. Pelo modo como falou dela, mesmo que estando quase engolindo a língua enquanto o faz, noto que gosta dela de verdade. E não me interessa e é uma garota, um garoto ou um ornitorrinco, eu vou te apoiar e te amar sempre, antes de tudo. Está bem? Sua felicidade antes de qualquer coisa. — Essas não parecem as palavras certas, mas é as que posso oferecer no momento. Isso e um abraço. Fico de joelhos no banco e puxo-a contra mim, abraçando-a fortemente. — E juro que não estou com ciúmes. — Sussurro em seu ouvido quando desgrudo-me dela.
com: Dianna Ohlweiler
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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 3 Ago 2015 - 13:09



myself
Cold as ice and more bitter than a December. Winter night. That's how I treated you and I know that I. I sometimes tend to loose my temper and I cross the line. Yeah, that's the truth. I know it gets hard sometimes but I could never leave your side. No matter what I say 'Cause if I wanted to go. I would have gone by now.

CAN YOU SEE ME BREAKING DOWN?


Respirar.

Entoava como um mantra em minha mente. Sentia que a qualquer momento poderia sofrer uma desoxigenação e passar mal. Teresa era uma verdadeira caixinha de surpresas, exatamente como eu era. Agora, entendia perfeitamente quando me diziam "nunca se sabe o que esperar de você." Suas palavras felizes sobre a escola me fizeram pensar duas vezes, sobre ter dito mesmo tudo aquilo. Teresa não merecia ser sobrecarregada antes mesmo de ter seu descanso, e não queria deixá-la preocupada. Bem, isso não parecia ser uma opção, agora. Era praticamente palpável sua preocupação, seu semblante informal de antes já não existia mais. Totalmente ereta na cadeira de meu carro, ela fitava o nada, provavelmente procurando uma explicação para o que eu havia dito. Meus dedos doíam, poderia sentir o queimor incômodo sobre os nós de meus dedos. A cada coisa dita para mim, eu sentia que lhe decepcionaria com o que seria respondido. Isso apenas piorou quando ela praticamente exigiu que eu lhe dissesse "não, eu sou do tipo que fica no departamento, atendendo ligações" o que não era verdade.

Antes que tire alguma conclusão precipitada, não. Eu não estou em perigo. Parte da minha decisão, veio de você. — resolvi dizer logo tudo enquanto ainda podia. — Miami não é tão perigosa quanto todos dizem por aí, sem contar que estamos todos expostos a tudo. Não é como se desse pra evitar todas as vezes. — tomei uma respiração profunda, procurando escolher bem todas as palavras.

Era tarefa complicada, no momento. Por sorte, o sinal havia fechado. Já não temia por minha vida, agora, tratava-se de não decepcionar a mulher primordial de minha vida. Nunca havia tido um vínculo muito forte com Laura, e acabou que o amor que uma filha deveria ter por uma mãe, eu tinha por minha irmã.

Lembra quando você me ensinou a andar de bicicleta? Não consegui me segurar por dois segundos, e acabei caindo, machucando a perna. — me virei um pouco de lado, olhando para ela. — Você me levantou, enxugou minhas lágrimas e disse que eu ia conseguir. Demorou um pouco, a cada dia, eu perdia as esperanças de que realmente ia dar certo. Mas, você estava lá. Não me soltava até achar que eu estava segura o suficiente, estava lá, pronta para me pegar caso eu desequilibrasse. Até que eu consegui, e o melhor... Foi ver o seu sorriso seguido de um "viu? Você conseguiu. Eu sabia!"

Foi impossível conter o par de lágrimas que rolara de meus olhos, escorregando pelas bochechas. Agora, naquele momento, - e apesar das notícias - estava mais evidente do quê nunca: Eu amava Teresa de uma forma que um simples "eu amo você" não seria capaz de abrigar a real força do que eu sentia. E, podendo vê-la a poucos centímetros, mesmo parecendo perdida, era incontestável a falta que ela me fizera. Afastei as mãos do volante, tentando não deixar a vontade de chorar me dominar.

Então, eu estava em casa em um dia desses, vendo TV. Era um filme chato, então fui passando os canais, até encontrar um que falava... Que a minha irmã, — olhei em seus olhos, vendo-a um pouco embaçada por causa das lágrimas presas. — ... Vinha sofrendo atentados. E tudo o que eu consegui pensar, foi nesse dia no qual consegui me firmar naquela bicicleta. Eu não teria conseguido sem você. Você me segurou, Teresa. Me protegeu. E eu vi nisso, a hora de inverter as coisas. — desviei o olhar brevemente.

O sinal já havia aberto de novo, mas faltava forças para dirigir no momento. Não estávamos no melhor ambiente para ter aquela conversa, mas quem se importava agora? Uni as duas mãos no colo, acariciando entre os nós dos dedos, tentando diminuir um pouco daquele queimor.

Alguns dias depois, me inscrevi para treinamento. Eu sou a melhor atiradora deles. — voltei a olhá-la. Isso deveria lhe dizer muito sobre a coisa de não sair em ofício ou atirar. — Teresa... Agora eu posso proteger você. Eu vou fazer isso, nem que possa custar minha própria vida. — toquei sua perna, sentindo minha mão um pouco trêmula.

Respirei fundo, espantando as lágrimas. Respirei fundo algumas vezes, sentindo meu coração martelar pesado atrás do peito. Com exceção dela, apenas Shannon tinha o poder de me afetar daquela forma, apenas elas tinham força o suficiente para me desestabilizarem com poucas palavras, ou um olhar, por mais simples que seja. E como se não fosse o bastante, escutara o seguinte: Eu amo você. Mais do que tudo. E, incrivelmente, mais do que a mim mesma. E olha que eu realmente gosto de mim. Claro, ela tinha de adicionar um quê de humor, ou não seria minha irmã ali. Irmã? Eu sempre pensava em Teresa como apenas... Teresa. Minha verdadeira alma gêmea. Minha outra metade. Acreditava que ela era o meu oposto perfeito, mas que me completava justamente por isto. E Shannon? Se possível, ia ainda além disso, mas não era a questão, agora. As palavras se seguiram, fazendo meu coração dar um solavanco. Ela me apoiava. Ela estava feliz por mim. Seus braços me acolheram, e o que eu poderia fazer, se não retribuir? A apertei contra meu corpo, mesmo estando em uma posição desfavorável para isso.

Eu te amo, Teresa. Eu te amo muito. — disse, contra seu pescoço, me sentindo exatamente como antigamente, quando ela me abraçava. Era como se nada tivesse mudado, ela se afastado e eu crescido.

Este era o meu agradecimento a ela. Por tudo. Então, uma ideia se passou por minha mente. Serviria para afastar o clima sensível dentro do carro, e para que o assunto fosse bem digerido. Ainda tínhamos muito o que conversar. Por exemplo, eu também queria saber como a vida dela estava, se ela também tinha alguém e quem era. Dei marcha ao carro, voltando a dirigir pelas ruas de Miami. Não estávamos muito longe de casa.

Eu gostaria de dar um jantar e te apresentar alguns amigos e minha namorada. O que você acha? — questionei, arqueando a sobrancelha direita.

Se ela aceitasse, sabia bem para onde ir e com quem falar. Apenas algumas ligações, um encontro rápido, e tudo estaria certo. Mordi o lábio inferior, imaginando Teresa e Shannon frente-a-frente. Ela poderia ter dito que não estaria com ciúmes, e que estava feliz por mim, mas conhecia bem o gênio de minha irmã. Era exatamente como eu, quando costumava aprontar com seus malditos namoradinhos do colégio. Nunca tinha gostado de vê-la com outra pessoa. Sempre imaginava uma vida onde seria apenas eu e ela, e após crescer, ria de minha própria bobeira infantil.

E... Como você esta? Sua vez de me contar algumas coisas. — tentei dar um bom sorriso.




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Re: {SLÁ} Dianna Graeff Ohlweiler & Teresa Graeff Ohlweiler

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