{WB} Once Upon A Time...

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{WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Stalker em Dom 23 Ago 2015 - 13:35

Relembrando a primeira mensagem :


Ambientação

A partir de agora vocês encontram-se em um salão real. Customizado em tons de dourado e vermelho, simbolizam o festejo de uma união, e não somente isso. Uma princesa deixou de ser princesa, e agora, torna-se a rainha. Diante de seu povo, esta irá se mostrar digna de governar o novo reino. Vários brasões encontram-se espalhados pelo local, adornados por longas e refinadas cortinas feitas com os melhores tecidos do mundo. As portas de entrada para o salão do baile, darão de frente para toda a organização do evento. Ao lado esquerdo, bem ao canto, uma mesa com os mais variados cardápios (preparados por Samuel McCarthy, chef da realeza) disponíveis em um banquete, onde criados estarão a postos para servi-lo do que quiser. Todos os tipos de bebidas encontram-se também por ali. Ao canto direito, a mesa do DJ, o qual comandará a noite. No canto que daria de frente para a entrada, existe um piso mais alto, com alguns degraus laterais, montados para parecerem com a sala do trono de um castelo. Ali, dois tronos encontram-se lado a lado, em disposição para as anfitriãs do baile, Dianna Graeff e Hanna McCain, e para ninguém mais. Mesas incrementavam o salão, afastadas para as partes de trás, no intuito de deixar o meio livre para servir como pista de dança.

A festa inicia-se às 23:30, no dia 23/08 e se encerrará dia 02/09. Bom proveito, e cuidado. Estamos de olhos bem abertos em cada um de vocês. Ressaltando apenas, que aqueles que não estiverem vestidos a caráter, não terão a entrada permitida. Dois seguranças estão em frente as grandes portas que dão para o salão, e sua carta de entrada é o convite. Esteja com ele em mãos. Vários outros seguranças estão espalhados pelo salão, e através do camping, fazendo o resguardo do evento.  

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 30 Ago 2015 - 22:15

Rolling on and on, sounds of love are in the air.
A ventilação ali fora, era magnífica. Por um breve momento, permiti que meus olhos se fechassem, me entregando ao prazer que era sentir a brisa bater contra meu rosto. Por alguns segundos, desvinculei as mãos do corpo de Shannon, usando-as para prender o cabelo em um coque mal feito, com duas mechas ladeando meu rosto. A vontade de tirar aquela fantasia superava qualquer outra coisa, um suspiro empertigado escapando por entre meus lábios. A loura deveria retornar em menos tempo do que imaginava. Será que um dia a mais lhe faria mal, estando tanto tempo afastada? Quer dizer, Keana fazia estágio de meio turno no Hospital de Miami, e poderia muito bem desenrolar um atestado, livrando-a de pelo menos, dois dias de qualquer atividade que pudesse fazer. Qual é, só queria mais um tempo com minha noiva. Voltei a adornar seu corpo com ambos os braços, quase fundindo-a ao meu próprio, coisa que ela mesma havia me dado auxílio, ao faze-lo também, depois de dizer algumas palavras. Algo sobre os filtros e sentidos, mas uma vez. Então, seguindo cada palavra, um gesto. Certo, ela queria brincar? Pois bem. Permiti cada toque, provindo de uma sensação nova a cada segundo que se passava. Tomei uma respiração profunda, concentrando toda a atenção que tinha, para um fluxo de pensamentos bem formados e nada bons para o momento.

Um estalo fez-se presente, coisa de minha cabeça. Shannon estava mesmo ultrapassando o limite, em um local público, mesmo que estando apenas nós duas ali. Havia o perigo de alguém entrar. Ou não, já que a própria loura tinha fechado a porta de passagem. O rosto da formosa rainha de Arendelle aproximou-se de meu pescoço, aspirando meu cheiro. Olfato, ok. Próximo? A ponta de sua língua percorrera meu lábio inferior, afirmando sobre meu gosto. Paladar, ok. Agora, ela inquiriu a audição, me fazendo arquear a sobrancelha de leve com o que tinha dito. Ela... Seu toque foi direto, não tão pressionado, mas com firmeza. Com urgência, tive de abafar um gemido, mas não fora capaz de controlar o suficiente para que o outro fosse solto. Em um arfar, um pequeno som fora produzido de maneira sôfrega. A inocência - falsa para o momento, diga-se de passagem - em seus olhos, contribuía para que o desconforto dentro das calças aumentasse. Tinha certeza de que minhas pupilas haviam se dilatado, visto a dificuldade em enxergar algo que não estivesse a um curto alcance. Puxei uma respiração, sofrendo no processo, já que o peito parecia pesar uma tonelada. "O que tem a dizer agora, Senhora Tenho-Resposta-Para-Tudo?" É claro que eu tinha uma resposta. Se ela achava que ficaria por isso mesmo, estava muito enganada. Meus dedos encontraram sua mão, o olhar ainda firme nos olhos azuis. Depois de segurar sua mão, movi de forma que ela adentrasse minha calça, pondo sobre o único tecido que impedia um contato mais direto.

Se você quer brincar, eu não vou me opor. Creio que você não iria, certo? — esta fora minha resposta para sua pergunta.

Antes que eu começasse a fazer o que realmente gostaria, a porta se abre com um estrondo não tão alto, por conta do barulho da música que vinha de dentro do salão. A figura de uma Keana sorridente e com um celular na mão era o cúmulo do momento. Ela guardou o aparelho no bolso, levando um susto ao nos ver naquele estado. De primeira, mantive a mão de Shannon ainda ali, investindo o quadril para ela, forçando-a ao contato. Keana vinha em nossa direção, o semblante descontraído, sem prestar devida atenção no que acontecia. Ao chegar perto de mais, desfiz o toque, fingindo que a todo o momento, estive apenas abraçada a loira.

Ok, casal. Vocês podem matar a saudade em casa, vamos aproveitar a festa. — ficou entre nós, enganchando um braço no meu, e outro no de Shannon, nos arrastando de volta para dentro.

Graças a Deus, o ambiente ainda continuava escuro. Keana tinha o dom de atrapalhar ou criar situações indevidas, e depois sumia. Agora não seria diferente. Dei de ombros, colando-me na traseira de minha noiva, aproveitando que sua trança lateral deixava um bom acesso ao seu pescoço. Beijei sua nuca, pressionando os lábios de uma força demorada ali, fazendo o mesmo ao pressionar o quadril ao dela, buscando mover-me um pouco ao ritmo da nova música.

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Adm em Dom 30 Ago 2015 - 23:21

The Steadfast Tin

Cozinhar para uma pessoa é algo, você pode usar a cozinha sozinho e pode criar e recriar quanta mágica quiser usando os ingredientes corretos. Cozinhar para um restaurante é outra coisa, você cria a mágica e confia nos seus colegas para que consigam recriá-la. Mas cozinhar para um baile inteiro? Era necessário um batalhão de cozinheiros, em sua maioria que não me eram conhecidos mais do que de boca e eu não podia deixar nada errado nesse baile, ou uma certa loira e uma certa morena arrancariam minha cabeça fora.

O baile já começara a pelo menos duas horas e apenas agora eu tinha a confiança de que poderia deixar a cozinha nas mãos do meus sous chef sem que nada desse errado e levasse meu nome ao lixo. Fui até meu carro enquanto tirava o chapéus de chef e o casaco, deixando-os no banco traseiro. Abri o porta-malas e retirei minha roupa para o baile em si, já que não estava interessado de ir fantasiado de “mini-chef” do Ratatouille, também peguei a mala onde estava o rifle e a baioneta que usaria como complemento da fantasia.

Passei pelos seguranças e cumprimentei cada um individualmente, já tinha compartilhado algumas cervejas com eles durante os anos em que frequentei os lugares que a família Ohlweiler frequentou. Entrei em um dos milhões de banheiros do lugar e tranquei a porta para poder me trocar.

...

Joguei minhas roupas no lixo e ajeitei o chapéu antes de sair do banheiro, sorri para uma garota que estava do lado de fora e que me olhou com raiva por ter mantido o banheiro parado por dez minutos. Abri a mala em cima de uma mesa vazia e comecei a assobiar enquanto montava os pedaços do rifle e colocava a baioneta, ele estava carregado com pequenas bala de borracha.

Joguei a arma sobre o ombro e comecei a caminhar em direção aos dois tronos que estavam no salão, Hanna e Dianna deveriam estar no meio daquela gente toda dançando e se divertindo, mas como estava lá apenas para fazer um pouco de “sala” antes de ir embora, fui para o local onde teria que encontrá-las hora ou outra.

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Convidado em Seg 31 Ago 2015 - 21:05


Party
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O sorriso que se estabeleceu nos lábios inchados da loira, com o pequeno som reproduzido pelo fundo da garganta da garota vestida de Fera, podia ser definido como satisfeito. Certo que ela esperava um som um pouco mais intenso, daqueles que lhe acendia todo o corpo pelo simples fato de causar prazer a pessoa amada, porém ela sabia que a – sorriso bobo – noiva havia se controlado, como se não quisesse dar aquele gostinho a ela. Mordeu o canto dos lábios, reprimindo a troca do sorriso satisfeito para o convencido que sabia que se passaria. A dona do cabelo cor de ouro tinha a noção de que brincar daquele jeito com Dianna era quase que brincar com fogo e, ainda usando essa metáfora, ela sempre saia queimada. Inclinou a cabeça alguns centímetros para a esquerda, sem nunca desviar as orbes azuladas dos castanhos intensos. Pode notar as pupilas dilatadas e a respiração um pouco rasa vinda da outra, e sentiu que a resposta que havia ironizado, segundos atrás, estava por vir. Maldita seja. A frase de duas palavras piscava em sua mente de uma forma alarmante ao sentir o – nem um pouco pequeno – membro semiereto revestido por uma fina camada de tecido sob sua palma. Aquela fora sua hora de arfar. Era uma sensação única saber que a culpada por tal coisa era ela. – Eu nunca negaria brincar com meu brinquedo favorito, amor.  Você sabe. – Piscou-lhe um olho, mantendo o joguinho que era imposto por sua garota – e que tinha sido começado por ela mesma. Arrastou a mão pela extensão do órgão, até sentir o que viria a ser a glande e circundou a região, sabendo que aquela era a área mais sensível. Colou mais ainda os corpos. – Você... - Sua frase foi cortada no início, por alguém totalmente alheio ao momento, com a abertura da porta de vidro que dava a privacidade as duas. Girou o pescoço para conseguir ver o ser cujo qual aluiu a situação, avistando a figura de Keana vindo em direção as duas. Bufou, frustrada, tentando retirar a mão de onde se encontrava. Franziu a testa ao ter sua ação impedida pela morena. – Dianna! – Comentou entre dentes, já sentindo o fluxo de sangue correr diretamente para suas bochechas. Seria um pouco vergonhoso caso a terceira menina visse o que estava rolando ali. Prendeu a respiração até o momento que teve sua mão libertada.

Ela estava arrepiada. O beijo desferido em sua nuca fora golpe baixo. Keana havia as arrastado para dentro novamente, alegando que poderiam matar a saudade em casa e que deveriam aproveitar a festa. Mal sabia ela que Shannon tinha intenção de fazer uma festa dentro da festa e que provavelmente não teriam tempo para isso depois. Os olhos azuis brilharam, após se acostumar com a falta de iluminação, ao ver o copo com a bebida colorida passando na bandeja, obrigando-a a desvincular-se da morena que mantinha o corpo grudado em sua traseira e seguir o garçom por alguns metros para conseguir pegar o último copo de Sex on the Rave – um drink criado a partir do Sex on the Beach. Enlaçou o canudo com a língua, colocando-o para dentro da boca e sorvendo uma golada longa da bebida gelada. Agora ela percebera que estava com sede. Estacou os passos ao se colocar na frente, outra vez, da morena, ainda bebendo o drink totalmente refrescante. Afastou o copo da boca, tendo em mente que era capaz de sorver todo o liquido de uma vez só caso não desse um tempinho. Olhou em volta, capturando todos os mínimos detalhes que lhe passaram despercebidos ao chegar na festa. - Ficou muito legal isso aqui. De quem foi a ideia do tema? - Indagou olhando para o teto, vendo que a decoração se encontrava até lá. Voltou a atenção para a menina, voltando a beber mais do coquetel alcoólico. Interrompeu os goles, se lembrando de algo que ainda não havia dito a noiva. - Eu tenho novidades! - Exclamou animada demais, chamando a atenção de um garçom que passava por detrás da morena. Aproveitou para colocar o copo quase vazio na bandeja, como se fosse pra deixar as mãos livres para gesticular. - Você sabe que fui escalada pra uma peça, não é? Pois bem. No dia que fui fazer o teste, tinha um cara na platéia. Eu achei que era algum ajudante ou algo do tipo, mas depois descobri que não. - Fechou a boca, dando uma pausa pequena para encher os pulmões de ar. A animação era palpável na garota vestida de Elsa. - Antes de ontem ele entrou em contato comigo, informando que era um agente e estava interessado em me apresentar para um amigo dele e, no caso, também me agenciar. - Mordeu o canto dos lábios, em um sinal de pura excitação. - Acontece que esse amigo dele é, nada mais nada menos, que David Fincher! - Deu um pulinho animado, não escondendo o grau de felicidade que lhe atingia. - Eu tenho até segunda que vem para dar uma resposta. - Parou de repente, se aproximando da morena e apoiando os braços nos ombros magros. Suavizou a expressão. - E eu queria saber sua opinião. - Sorriu de lado, de forma leve, encarando os olhos castanhos.    

Ela sabia que sua carreira incomodava um pouco a mulher a sua frente devido alguns papéis cujo qual faria par com outrem, mas sabia também que a mesma sempre lhe daria o apoio necessário para fazer a escolha certa. Piscou os olhos, aguardando algum tempo para o conteúdo de suas falas ser absorvido pela morena e ter uma resposta que, com toda a certeza, afetaria diretamente na resposta que daria ao homem interessado em sua vida profissional.  
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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 1 Set 2015 - 1:26

rolling on and on, sounds of love are in the air.
O ar foi tirado dos meus pulmões no exato momento em que o movimento da mão de minha noiva se situara em minha parte mais sensível. Seus olhos ainda portavam de um brilho inocente inconfundível, o qual era totalmente oposto ao sem tom de voz saliente e carregado de malícias, sendo transmitido a cada palavra saída de seus lábios. As pupilas tornaram-se quase que inteiramente negras naquele instante. Eis que a maior dificuldade do momento estava se dividindo em algumas tarefas, todas comumente simples, mas que agora faziam tudo parecer tão difícil quanto carregar o mundo nas costas. Que Atlas não ouça! O peito pareceu pesar ainda mais que duas toneladas, agora. Poderia jurar que eu não estava respirando, estava hiperventilando ou algo do tipo.

Ainda que estivéssemos voltando para o salão, era praticamente impossível prestar a mínima atenção no que era dito pela bela loura vestida de Elsa. Podia apenas acompanhar o ritmo de seus lábios, enquanto o latejar desesperado no membro praticamente ereto era a única coisa que consumia o tracejar de um pensamento coerente. Nada fazia sentido. A forma em como Shannon parecia se atentar a decoração do local, segurando um drink em uma das mãos era de uma beleza promíscua. Estava agindo como se nada tivesse acontecido, enquanto eu, estava prestes a explodir ali mesmo. Tal coisa ajudara-me a agir sensata, e voltar a ter controle. Só precisava dar um jeito de não deixar o volume na calça ficar visível para os demais convidados. Por que não tinha posto o maldito short compressor? Certo que não esperava por Shannon, então, não haveria perigo eminente em passar por uma situação dessas. Fora que o short incomodava, e muito. Mas, ali estava a noiva, e tinham acabado de protagonizar um momento deveras íntimo. Era a primeira vez que aquilo acontecia publicamente. Como não deveria manter o foco no recente ocorrido, tentei fixar-me ao que acontecia no presente momento. Uma música contagiante qualquer fazia com que os corpos já derrotados pelo álcool movessem-se como verdadeiros dependentes, consumidos por sua droga favorita. Dei de ombros, balançando-me ao ritmo, não tão animada como os outros, mas aproveitando como poderia, naquele espaço de tempo. Peguei outra garrafa de água, sorvendo um gole moderado, mais pelo calor terrível que estava sentindo. O momento quente de poucos segundos havia servido apenas para triplicar minha temperatura corporal. Não tirei o terno, mas praticamente desabotoei toda a camisa branca de dentro. Estava usando um top esportivo preto, deixando exposto o começo, dando a impressão de que estava com uma regata fina por baixo.

Eu e Hanna fizemos o esboço. Ela que contratou o cara e a equipe de montagem. — respondi sua pergunta relacionada a decoração.

Estava mesmo tudo muito bonito, original, mas bastante organizado como nos tempos de realeza. Não sabia dizer quanto tempo havia se passado quando ela falara que tinha novidades. O aperto na calça estava começando a incomodar, e ir no banheiro não seria opção, caso piorasse. Seria obrigação. Cocei a nuca, ouvindo com calma o que ela ditava. Não pude deixar de notar a felicidade extrema em seus olhos, combinando com o sorriso perfeito e inteiramente aberto na minha direção. Ainda compreendia apenas pouca coisa, principalmente, por que agora tocava Shower. Diga-se de passagem, uma de minhas músicas favoritas. Eu poderia estar me acabando de dançar, pulando e cantando insanamente, se não tivesse sido afetada pelo que veio em seguida. Estava quase o fazendo, até tinha começado a pegar pequenos impulsos e começar a pular, mas não conseguira finalizar. Ela achou alguém que faria sua carreira decolar. Shannon achara uma pessoa legalmente responsável para realizar o seu desejo de se tornar conceituada no ramo artístico e cinematográfico. Um lugar que estaria a milhas de distância de onde eu poderia ficar. O passo seguinte foi calculado milimetricamente em uma velocidade inconstante, mas ligeira o suficiente para que eu sentisse seu toque em meus ombros. Quase dei um para trás, usando de um controle absurdo para não o fazer. A excitação sumira.

Me esforcei para abrir um sorriso bastante verdadeiro. Apesar do egoísmo de pensar apenas no buraco que aquilo causaria em nossa relação - o que a deixaria ainda mais longe e por muito mais tempo - era algo incomparável. Ambas certamente tomaríamos rumos diferentes em um patamar referente ao profissionalismo, e isso poderia ser o nosso fim. Se bem que, eu poderia entrar em qualquer peça a qual papéis fossem dados. Tinha um bom talento para atuar, e ainda não havia considerado essa hipótese. Era um ponto a se pensar, já que poderia me deixar - pelo menos um pouco - mais próxima dela. Coloquei as mãos em sua cintura, completamente alheia a tudo. Shannon sabia de que algumas personagens que obviamente teria de interpretar não iriam me agradar, e as grandes chances de brigarmos era de quinhentos porcento, em prol de meus ciúmes. O que causaria em: afastamento. Eu preferia me afastar, do que brigar. Ela sabia disso, também. Mas, a pior revolta que eu poderia obter, era a do conflito interno que teria, ao dizer que não queria que ela aceitasse. O brilho em seu olhar bem esquematizado com o sorriso feliz desapareceriam no mesmo momento em que eu abrisse a boca para negar sua própria felicidade, por causa de um capricho.

Isso é maravilhoso, Shannon. — olhei em seus olhos, agora que ela estava bem próxima. — O que eu mais quero, é que você tenha o seu dom reconhecido. Talento é o que eu tenho. O que os seus alunos tem. Poucos tem a benção de portar um dom, e você é uma das privilegiadas. Merece ser mostrada ao mundo. — disse, sem rodeios.

Era tudo verdade. Ela merecia ser reconhecida e ter foco em seu dom para a atuação. Mesmo que não fosse o único que Shannon tem. Mesmo que isso implicasse em ouvir - sim, não veria nenhum de seus papéis onde teria um par romântico - mesmo que forçada a isso por motivos de pessoas comentando, postagens em redes sociais e coisas do gênero, a química que teria com fulano de tal, ou ciclano de outro canto. A pontada no peito foi submetida a choque de realidade. Não poderia ficar entre ela e o seu sonho.

... Mesmo que isso nos cause uma catástrofe. Eu não preciso dizer o quanto me incomoda apenas pensar o que você poderá fazer em cena. Eu sei que não é real, mas não é fácil ver quem a gente ama sendo o amor de outra pessoa. Então, quando esse cara te ligar, pergunte quando poderão começar a discutir um contrato, okay? — um par de lágrimas rolou por minhas bochechas. — Só prometa que vai voltar para juntar os meus cacos. Eu só preciso saber disso. — colei a testa na sua, fechando os olhos.

Este era o preço de amar cedo de mais. Quando as coisas fugissem do controle, tudo iria parecer o fim do mundo. Para mim, a importância daquela garota ia muito além do que apenas palavras velhas e profusas. Era angustiante saber que passaríamos por mais um momento difícil e cheio de complicações. Mas, a cima de tudo, existia a crença de que conseguiríamos enxergar a luz na escuridão que se aproximava. Ou, uma funcionar como a lanterna da outra.

Eu amo você. — beijei sua testa, um beijo cheio de carinho.

Enxuguei as lágrimas, levando em conta o fato de que Shower já não tocava mais. De alguma forma, aquela música estava marcada. Havia descido um degrau na escala de preferência. Braveheart tomara seu lugar no pódio. O coração precisava ser forte, ou não iriam sobreviver a tudo.

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Nathan A. Stonehaven em Ter 1 Set 2015 - 22:35

What Goes Around, Comes Around!!
Quero batatas, quero doces ✖
Just a classic case scenario!

O sorriso da moça com as minhas ações foi a coisa mais gratificante da noite até aquele momento, sua mão delicada, o perfume que pude sentir ao beijá-la, a garota fazia mesmo jus a tudo que eu já tinha ouvido sobre si.

Comecei aos poucos a levantar o corpo após ouvi-la pigarrear, ainda com aquele sorriso confiante em meu rosto, pude perceber alguns olhares sobre nós, mas a aquela altura eu já nem me importava com essas coisas,  as palavras da moça me fizeram dar um sorriso de canto e dar de ombros, então ao menos meu sobrenome ela conhecia, esperava que a fama não estivesse incluída no pacote, mas continuei ali segundo a sua mão, aparentemente “me recusando” a solta-la.

— Droga... Eu fui descoberto — dei uma pequena gargalhada, ainda tentando quebrar o gelo — Você está certa, eu pai é um parlamentar da rainha e o meu avô é um Duque, assim como eu serei um dia... Por hora sou apenas um pequeno Lorde. Mas, como eu disse antes, seria uma grande honra acompanha-la, mesmo que por um instante. Mas tente ir com calma comigo, faz algum tempo desde que dancei algo que não fosse uma valsa com alguém em um desses bailes da nobreza... Essas coisas são um saco.

Parecia interessante a ideia de dançar com ela, era linda e cheirosa, parecia a melhor companhia do mundo para mim naquela noite. Sorri para ela novamente quando percebi uma musica um pouco mais lenta começar, era o momento exato para começar uma dança.

O sorriso não foi embora, enquanto tentava me posicionar para dançar com ela, posicionei a mão esquerda em sua cintura e levei a direita dela até o meu ombro e comecei a tentar acompanhar os movimentos daquela musica, ela me parecia bastante animada, o que me levava a ficar um pouco mais animado  também. Ao contrário das outras mulheres, ela não usava muita maquiagem, não precisava daquilo. A sua fantasia era comportada, mas ainda assim a deixava incrivelmente linda e sexy. O cabelo se movia conforme ela balançava a cabeça, eu poderia passar a noite inteira observando aquela garota.

Me aproximei um pouco mais do corpo da moça, sentindo o aroma de seu corpo, tentando não assustar a garota levei a boca ao seu pescoço, roçando de leve os lábios no mesmo enquanto aspirava com o nariz aquele perfume inebriante que me fazia viajar em minha própria mente, levei os lábios até seu ouvido em seguida.

— Mas então senhorita McCain... Um passarinho me contou que você é a mulher mais bonita de Miami. Devo dizer que fez jus fama, consegue ser ainda mais bonita do que me descreveram. — afastei novamente o rosto, olhando diretamente em seus olhos — Mas me conte, por que a moça mais interessante dessa cidade vem a sua própria festa desacompanhada?



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Baby I'm preying on you tonight, hunt you down eat you alive just like animals, animals, like animals-mals. Maybe you think that you can hide, I can smell your scent from miles, just like animals, animals, like animals-mals, Baby I'm

Animals - Maroon 5

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por SanClair S. Scherbítsky em Qua 2 Set 2015 - 23:15


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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Estava de volta! Mais uma vez! Enquanto estava fora fazendo um curso de especialização musical para realmente começar a minha carreira de cantora, havia feito algumas composições e estava quase tudo pronto para realizar o meu primeiro Álbum, muita coisa aconteceu. Eu mantinha contato com minhas meninas, Hanna e Dianna, mas depois de algumas semanas bastante ocupada o tempo que tentara arranjar para elas quase não existia. As situações em minha casa continuavam as mesmas de acordo com as frequentes mensagens que Nathaniel me enviava. Meu pai havia me buscado a noite, assim que lhe perguntei sobre Nate, ele me afirmava que o smurf saltitante do meu irmão gêmeo estava em uma festa, Festa? Que saudades de uma festa boa!

Assim que chego em casa, me dirijo ao meu quarto, assim que largo minhas malas, vejo uma grande caixa em cima de minha cama, assim que a abro me surpreendo com um belo vestido negro com alguns detalhes roxo forte, vejo que também havia uma carta com uma certa escrita, obviamente não aquele vestido não deveria vir de meu pai, talvez Nathaniel. Mas eu reconhecia a letra assim que pus meus olhos nela, pertencia a Dianna.

Carta para SanClair.:
"Para minha Evil Queen, venha nós encontrar no baile de inverno, estamos te esperando."

Um sorriso se abriu em meus lábios, não pensei duas vezes para ir me arrumar, pelo visto era uma festa a fantasia, e eu iria de Evil Queen, o que caia como uma luva para mim. Me pai bate na porta e entra, ele me pergunta o que eu estava fazendo e eu lhe respondo que estava me arrumando para ir a uma festa, ele só se acalmou e aceitou minha saída por dois motivos que lhe dei, o primeiro que era na mesma festa que Nathaniel estava e ele alegava que meu irmão me cuidaria para não deixar eu fazer besteira, como se isso fosse possivel, Nathaniel que precisava de mim para não se pisado pelos outros e o outro motivo é que Dianna e Hanna também estavam por lá, então o velho aceitou. Ele resolveu me levar até o endereço da festa, eu aceito, só que ele precisava esperar eu me aprontar para sairmos. Assim que termino de me arrumar desço as escadas e ele me observava, seu olhar era uma mistura de admiração e um pouco de preocupação com alguma pitada de culpa, mas o ignorei e lhe pedi para irmos.

Vestido Evil Queen. :

Desci do carro e meu pai tentou falar comigo, mas eu apenas lhe respondi que chegaria tarde ou que talvez dormisse na casa de umas das meninas, percebi que o salão do venomous camp estava lotado de adolescentes cheios de hormônios e testosterona e como eu sempre gostei de chamar atenção e do holofote sobre mim esperei o momento e a música certa para entrar. Então uma música começou a tocar e eu descobrir que aquela era música certa: Wham Bam de Clooney. Era uma música agitada, dançante, com uma batida sexy, a música perfeita pra mim. Subi o ultimo degrau e fiquei parada na porta, olhei para as pessoas que estavam dançando, algumas ou a maioria delas estavam me notando, comecei a caminhar, era óbvio que eu não pedi licença para ninguém, as pessoas saiam da minha frente com medo que eu fosse passar por cima delas e de fato passaria se preciso fosse. Elas, sem perceberem, formaram um corredor e eu caminhando lançando um olhar superior, os meninos assobiavam e outros babavam, já as garotas, a maioria me observava com olhar de inveja e a minoria com um olhar de admiração. Estava a procura de Dianna e Hanna, como as não achei, decidi partir para um bom e belo drink. - Um martini, gatinho. - Disse, escorada no balcão, pisquei para ele e ele sorriu para mim, depois que ele trouxe a minha bebida, me virei para o povo e fiquei observando. É meu povo, SanClair Sibley voltou!

Música de entrada SanClair.:


― You're on my side.
You look in my eyes, and I just see the sky.

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Check out, I’m blonde, I’m skinny, I’m rich And I’m a little bit of a bitch

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Convidado em Qui 3 Set 2015 - 23:28


Party
You and I could be the best thing ever...   

A certeza incontestável de que aquele sorriso oferecido a ela não era cem por cento verdadeiro lhe possuía. E notou, também, o ligeiro solavanco que o corpo moreno deu ao ser tocado logo após a verbalização das novidades, em uma tentativa reprimida de se afastar dela. Uma coisa estava claro como cristal para Shannon: Dianna havia ficado abalada com a notícia. O brilho nos olhos castanhos diminuiu drasticamente – o nível de concentração da loira era tanto que, sim, ela conseguiu notar esse pequeno detalhe mesmo estando num ambiente mal iluminado – e a expressão corporal da outra lhe dava dicas o suficiente para saber que ela não tinha ficado tão animada com a ideia como tentou aparentar ao oferecer o sorriso branco e perfeitamente alinhado. Sentiu sua própria animação escorrendo de seu corpo; suas células recebendo um balde de água fria com a reação da noiva. O sorriso foi se fechando aos poucos, à medida que os segundos iam passando e as frases escapuliam dos lábios finos, em uma regurgitação de palavras que pouco faziam sentido a garota. Espera. Aquilo eram lágrimas? Dianna estava mesmo chorando? Inflou o peito, permitindo que uma nova lufada de ar adentrasse seus pulmões. Vê-la chorando era algo que afetava – muito – a garota vestida de Elsa. O fundo musical, que já era ignorado antes, por agora, não passava de um fator coadjuvante que nada lhe atrapalhava: sua atenção estava completa e totalmente voltada à garota. Expirou o ar, acalmando a confusão de ideias e pensamentos que lhe explodiam na mente. Primeiro teria que acalmar sua morena para, depois, tentar entender o motivo do choro. – Ei. – Disse simplesmente, em um tom mais baixo e suave que o usual, esticando a mão direita para limpar o trilho molhado que havia marcado o rosto delicado. – Em primeiro quero que saiba que te amo também. Muito. Mas creio que você já sabe disso. – Sorriu de lado, olhando nas orbes castanhas que tinham resquício de água da melhor forma que podia, já que suas testas permaneciam coladas. Calou-se durante alguns segundos, organizando, mentalmente, as palavras que queria dizer a noiva. Algo estava errado ali, como se Dianna não houvesse pegado a ideia subentendida em suas frases. – Eu sei que a ideia de ter alguns papéis, para você, soa horrivelmente horrível, mas saberemos lidar com isso da melhor forma possível. Nós sempre conseguimos achar uma forma de levar algo, não é? Aposto que dessa vez não será diferente. – Descolou as testas, dando uma pequena distância da menina para poder encará-la melhor. Manteve o contato visual durante todo o processo. - E que fique claro que eu não voltaria para juntar seus cacos, Dianna. – Seu tom soou sério, assim como sua expressão havia se fechado um pouco. – Até porque eu nunca deixaria você se quebrar. – Completou um segundo depois, arqueando a sobrancelha esquerda em um sinal de que aquilo que tinha acabado de dizer era óbvio. Desviou o olhar. – Bem, e quanto ao contrato, só poderei falar sobre daqui cinco meses, que é quando minhas aulas em Prague terminam. Essa ligação é só para deixar claro que ele irá me agenciar. Eu preciso voltar pra Miami, primeiro. – Deu de ombros, franzindo levemente a testa com a música que tocava no momento. Braveheart. Um sorriso preguiçoso espalhou-se em seus lábios à medida que a batida forte preenchia o local, tendo a lembrança de que ela que tinha apresentado aquela música – e a banda – para a namorada. Retornou o olhar para a morena. – Mas não falemos disso agora. Não quero ser a pessoa a atrapalhar seu divertimento na festa que você mesma planejou com assuntos que podem muito bem ser resolvidos depois. E, hey, é Braveheart! 
 
 
Todo o pequeno diálogo que tivera com a Fera fora esquecido por ora. Seu corpo se mexia no ritmo da música, relembrando-a de que, por incrível que pareça, ela adorava aquele som. Ela obrigava Dianna a se movimentar junto de si, obviamente, e, uma curiosidade: Neon Jungle podia ser considerando uma de suas bandas favoritas. Embora a conversa tivesse sido jogado para um lado do cérebro, a dúvida ainda lhe assombrava: haveria algum momento de sua vida que seria obrigada a escolher entre teatro e Dianna? Caso sim, a resposta seria certeira e única. Dianna. Ela amava atuar, porém ela amava ainda mais a garota. A menina-mulher (com um bônus entre as pernas) proporcionava-lhe sentimentos completos, como se nada faltasse em sua vida. E o teatro... Bem, poderia ser substituído um pouco mais para frente. Uma coisa que ninguém sabia, e a loura preferia manter em segredo, era que escrever era sua paixão também. Poderia muito bem gritar para o mundo e publicar um de seus quatro livros já prontos. Agitou a cabeça, dando um passo em direção a morena e encarando os lábios alheios de forma descarada. A saudade dela ainda queimava em seu peito. Os olhos azuis escorregaram pelo tronco esguio, capturando uma extensão de pele que não deveria estar exposto para bem da saúde mental da loura. Em que momento Dianna tinha aberto a camisa? Estava mais que comprovado que o autocontrole da garota, naquele dia, permanecia em um número inferior ao zero quando o assunto era a menina a sua frente. O motivo? O imenso desejo que queimava em seu corpo desde o último contato que teve com a noiva, há semanas antes da festa cuja qual estava presente no momento. Seria aquilo o chamado tesão reprimido? Era um mix de desejo – que sempre estava presente ao avistar a morena -, saudade e de pequenos conflitos que tivera com ela, resultando em um sentimento de “preciso fazer as pazes” na loura. E, bem, a faísca de tudo fora dada com seu atrevimento quando ainda estavam na sacada do salão, minutos atrás. Arrastou os dedos pelo colo desnudo, sentindo a própria respiração pesar uma tonelada no caminho. Subiu o olhar novamente, um brilho diferente aparecendo em seus olhos. – Não está com calor? – Suas bochechas tomaram uma coloração avermelhada, as lembranças do que poderia ter acontecido, na sacada, caso Keana não tivesse aparecido de sabe-se lá onde, voltando com tudo em sua mente. Escorregou os dedos pela parte superior da outra, até parar no cós da fantasia que usava. – Sua fantasia aparenta ser quente demais. - Franziu o cenho, obrigando um vinco formar-se entre suas sobrancelhas. - Não é?  - Deu um passo para trás, acabando com todo o contato corporal que existia entre ambas, mas mantendo um espaço que permitira ser ouvida pela outra apesar da música alta. - Quer uma dica? Tire-a antes que eu a rasgue aqui mesmo. Segundo pavimento, talvez? - Um sorrisinho sacana brincara em seus lábios, revelando sua segundas intenções - e terceiras e quartas-  a morena. Afastou-se completamente. 
 
 Virou as costas, caminhando em direção a escadas que havia visualizado enquanto percorria o salão quando tinha chegado ali. Para alguém que a visse saindo, naquele momento, chegaria à conclusão de que a festa tinha terminado para ela. Para a loura, no entanto, estava apenas começando. 
Funebribus
Convidado
Convidado

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Nathaniel W. Sibley em Sex 4 Set 2015 - 19:51



Feeling Good
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling good

I'm Feeling Good


Olhei fixamente para a tela de meu celular, sem compreender a mensagem. Digo, eu compreendia, lógico, entretanto não pude acreditar no que meus olhos viam diante de minha face. Então, minha irmã estava de volta? Sorri, dando meia volta com o meu carro estacionando na frente da festa. Me sentia bem, agora, perfeitamente bem. Ter minha irmã de volta era algo bom. Apresentei o convite mais uma vez para um dos guardas na entrada que inclusive brincou que eu havia mudado de ideia. Lá dentro, foi impossível eu não sorrir ouvindo "I'm Feeling Good", música original de Nina Simone e cantada agora por um belo cover. Me senti disposto, abrindo caminho entre as pessoas e avistando de longe a figura baixinha de minha irmã, tão bem vestida que eu parecia um mendigo comparado à ela.

- Buh! - Segurei seus ombros, virando-a para mim. Abracei-a com ímpeto, um abraço carinho, afetuoso e apertado, pois eu realmente havia sentido sua falta. Um largo sorriso se fez presente em minhas compleições outrora tristes.

- Senti saudades, irmã. E aí, como está? Quero todos os detalhes! - Minhas mãos ainda repousavam em seus ombros, a curiosidade de como haviam sido seus dias longe de mim me atingia em cheio.



SanClair ▪ FantasySong ▪ Feeling Good




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Sibley
Been trying hard not to get into trouble, but I, I’ve got a war in my mind, So, I just ride

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Re: {WB} Once Upon A Time...

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Sex 4 Set 2015 - 22:10

le belle queenbow down, bitches.



Era até instigante o fato de que eu estava na companhia de um real nobre; um lorde. Por mais que eu mesma fosse denominada como uma rainha por alguns – muitos – não era como se um real sangue nobre corresse por minhas veias, pelo menos não que eu soubesse. Não era de meu conhecimento qualquer descendência minha a uma família nobre europeia, talvez se eu pesquisasse mais sobre os meus ancestrais ...

De Poison para uma música melódica e amena, o DJ parecia ter um timing perfeito para aclimatar o salão. A mão de Nathaniel seguia fixa a minha até que houvesse necessidade dele solta-la, situando-a em segundo na minha cintura. Enquanto minha mão direita repousava no ombro largo do moreno a minha esquerda era acolhida pela sua outra mão, encobrindo-a sem muita dificuldade. Por alguns segundos me concentrei nos acordes que entoavam pelo salão, era nítido que apenas a parte instrumental seria executada e vez ou outra uma voz ecoava ao fundo ao findar do que deveriam ser os versos; eu conhecia aquela música, obvio que conhecia. Thinking of you. Um sorriso expandiu-se nos meus lábios quando o reconhecimento surgiu em minha mente, e então os passos de Nathaniel vieram contra mim – o que me fez recuar os meus – assim como seus olhos. Ele sorria, o mesmo sorriso vistoso que eu havia encarado desde que o menino surgiu ajoelhado a minha frente. Sua condução na dança era boa, claro, ele deveria ser habituado aquele tipo de dança, afinal era uma típica dança para nobres, uh? Sua proximidade fora abrupta, por pouco instante imaginei ser apenas parte da dança mas bastou que a pele de meu pescoço fosse tocada pelo par de lábio alheio que eu acreditei ser algo particular.

Meu estômago revirou com o súbito ataque, não bastando o roçar dos lábios senti-o aspirar naquela região, lançando uma onda de arrepio por meu corpo que parecia entrar em um modo automático para afasta-lo. Eu realmente o conhecia a cinco minutos e ele estava tragando o aroma do meu Chanel diretamente da minha pele. Suas palavras então surgiram, afastando pouco da tensão que decaiu sobre mim por consequência ao seu ato, bem pouco. Forcei um sorriso em meus lábios, organizando as palavras dele em mente para só então poder alinhar as minhas para uma resposta. —  Seja lá quem for este passarinho peço que o agradeça em meu nome, por falar boas coisas sobre mim. — Consegui responder, ainda que com a voz consideravelmente fraca. — E eu tenho sim uma companhia. A fera. Dianna Graeff, minha melhor amiga. Ela foi quem veio comigo. Mas nos desencontramos por um instante. — E só então eu lancei meu olhar em meio a multidão, caçando a qualquer rastro dos cabelos longos e castanho de Dianna, mas o que vi não foram somente seus fios escuros e sim um tom brilhante de louro atravessar o salão. Seu vestido azul era lustroso, enchia os olhos com tanta formosura, seu caminhar era linear tão semelhante ao meu, assim com algum dos seus traços – certo, eu gostava de fantasiar que tinha semelhanças com aquela menina, minha lamb, Shannon! Quase a gritei, mas do que adiantaria? O som estava alto, eu não havia notado quando a música oscilou de lenta para agitada demais. Correr sequer era uma opção viável, do contrário e eu acabaria no chão em alguns metros adiante. Mas todos os meus planos para uma proximidade dissipou-se da mesma forma que a menina, ligeiramente. Ela estava ali um momento, no outro já não estava mais. — Eu acabei de ver alguém que até onde eu sabia estava longe daqui. Como isso é possível? — Questionei para Nathaniel, olhando-o como se ele fosse ter alguma resposta para aquele momento de confusão; quem dera ele tivesse.

Um remix alternou a canção atual para uma outra, mas não fora isto que me chamou total atenção. Meu corpo – que balançava com graça adjacente ao de Nathaniel – congelou enquanto meus olhos se moviam seguindo a movimentação adiante, nas escadarias de entrada. A figura revestida por trajes negros atravessava o átrio do salão com aquela sua aura suprema. Meu coração disparou enquanto eu a encarava, como se temesse que aquilo fosse fruto da minha imaginação. Primeiro Shannon, agora SanClair? Daquela vez eu tinha que ter certeza do que via. — Me perdoe, mas eu preciso conferir uma coisa. Não deixe de se divertir, lorde. — Reverenciei-o automaticamente – aquilo estava virando um hábito aquela noite – antes que me lançasse em meio a multidão para alcançar SanClair. Por sorte não era difícil se mover quando todas as pessoas abriam caminho para sua passagem, ser a rainha do baile tinha suas vantagens, afinal. Quando o pequeno corpo da menina se tornou mais próximo eu consegui expelir o ar de meus pulmões e respirar novamente. Era ela de verdade. De súbito uma terceira figura surgiu detrás da menina, a virando para si e abraçando seu corpo enquanto disparava a ela palavras que semelhavam-se muito as que eu teria feito. Os gêmeos Sibley reunidos, eu poderia recuar e deixa-los ter seu momento família, mas eles teriam muito daquilo em casa, uh? — Deixe um pouco para mim, Nath! SanClair Wolff Sibley, você merece morrer! Mas antes disto, vem cá. Eu estou morrendo de saudades. — Um sorriso alargou minha face, tornando nítida as covinhas e meus dentes alvos e perfeitamente alinhados. Quase corri para os braços da menina, se não estivesse tão próxima; em um passo e eu estava agarrada a ela e seu irmão em um abraço apertado. — Agora essa festa está perfeita. — Sussurrei.


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#nathan / wearing

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