STRAVINSKI, Dimitri

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STRAVINSKI, Dimitri

Mensagem por Dimitri Stravinski em Sex 28 Ago 2015 - 14:50


Dimitri

─ Nome Completo:
Dimitri Holdefer Stravinski

─ Idade:
Vinte e um anos.

─ Escola:

─ Grupo:
Adultos.

Personalidade:

Mesmo em tão tenra idade, o rapaz encara a vida, em toda sua complexidade, positivamente. Ele não necessariamente é engraçado ou tenta fazer várias piadas, mas gosta de encarar de forma otimista as situações e dificuldades que vivencia de vez em sempre. Dimitri é o cara que apazígua uma discussão, que aparta uma briga, que conforta aqueles em momentos difíceis.

Ele acostumou-se a guardar suas dores, problemas e incertezas para si; talvez seja um pouco quieto demais, fechado demais para aqueles ao seu redor. Em sua rotina cotidiana, é preciso muito para tirá-lo do sério, embora existam certos assuntos delicados que podem funcionar como o pino retirado de uma granada. Mas, indiscutivelmente, é alguém confiável, um ombro amigo.

O bom-humor e a leveza com qual o Stravinski permeia seus atos comprovam seu bom caráter acima de uma criação problemática na adolescência. Tal criação também acentuou os traços cautelosos e protetores para com aqueles próximos ao rapaz. É bom em guardar segredos e dar conselhos. Provou-se um rapaz facilmente adaptável à pessoas e situações desagradáveis.


História:

Dimitri nasceu e cresceu em Miami, filho de um imigrante russo e uma jovem garçonete. Seu pai era um policial reformado, que tinha uma oficina mecânica no lado não-tão-rico-assim da cidade, e todo o dinheiro que obtinha da empresa, assim como as gorjetas do trabalho de sua mulher, iam para a educação de Dimitri em um colégio particular. O pequeno sempre foi ciente dos esforços que seus pais faziam para que ele tivesse uma boa instrução, e retribuía como podia, ajudando na casa e na oficina quando não estava estudando.

Por ser novo demais, Dimi não entendia certos comportamentos intensos de seu pai, como falas ou ações ferinas. Também não compreendia porque a mãe chorava durante as noites, quando o pai não estava em casa. Somente depois dos dez anos foi que percebeu. Os negócios não andavam muito bem, e o dinheiro começara a escassear. O primogênito começou a aceitar pequenos bicos, como entregador de jornal, vendedor de comida nas ruas... qualquer coisa que ajudasse-o a ajudar seus pais. Mas, na sétima série, teve que abandonar o colégio particular e começar a frequentar uma instituição pública.

Foi aos onze anos que viu seu pai bêbado pela primeira vez. Ele chegava durante a madrugada, fazia barulho por onde passava, e falava aos berros com sua mulher. Não demorou muito para que começasse a bater nela, também. Nessas ocasiões, Dimitri sempre escondia-se embaixo de sua cama, aterrorizado demais para reagir. Não conseguia compreender o porque das atitudes de seu pai, principalmente porque, ao raiar do dia, ele acordava e choramingava, pedindo o perdão do filho e da mulher. Ao anoitecer, saía para beber e o ciclo se repetia.

Quando tinha treze anos, seu pai começou a surrá-lo, ao invés da mulher. O garoto aceitava isso de bom grado, pois sua mãe permanecia a salvo daquele homem irascível. Secretamente, Dimi queria fugir dali com sua mãe, porém eles não tinham a quem recorrer. O medo de seu pai ainda era maior, então ele aceitava o castigo que lhe era imposto. Mas agora ele já tinha ideias mais formadas sobre o mundo a seu redor, e entendia que o comportamento de seu pai era totalmente repulsivo.

Aos catorze anos, Dimitri já sofrera o surto de crescimento típico da adolescência. Podia-se ver que seria alto, com as madeixas castanhas como a mãe e os olhos claros do pai. Nesta idade, começou a praticar musculação. Queria poder ter controle sobre o próprio corpo, já que não controlava nenhuma outra área de sua vida. E, secretamente, ganhava forças para impedir o pai de continuar maltratando-o e a sua mãe.

Alguns meses depois, Dimi voltava do colégio quando ouviu os gritos provenientes de sua casa. O pai chegara e, aparentemente, voltara a espancar a mulher. Ele estava desaparecido havia três dias desaparecido, tão bêbado que o rapaz não entendia como ele ainda permanecia de pé. Aqueles sumiços estavam tornando-se cada vez mais frequentes, e tanto Dimitri quanto sua mãe secretamente torciam para que ele nunca mais voltasse. Mas ele voltara.

Abrindo a porta da casa com um forte baque, o rapaz puxou a pesada mochila do ombro e usou-a para golpear a cabeça do pai. Ele respondeu com uma faca puxada da mesa, golpeando o canto da sobrancelha esquerda do garoto. Foi a gota d'água. Com uma raiva nunca antes vista, acumulada por anos de humilhações, Dimi bateu no pai até tirá-lo de casa. Berrou para que ele nunca mais aparecesse, ou iria matá-lo. Assustada com o comportamento do filho, sua mãe temia que algum vizinho chamasse a polícia. Mas nunca chamaram, em tantos anos de agressões naquela casa. Aquela não era uma vizinhança das melhores.

Após aquela noite, o pai de Dimitri nunca mais retornou. Preocupado nas primeiras semanas, o rapaz relaxou ao perceber que, finalmente, havia acabado. Naquele ano, ele formou-se no ensino fundamental, como um dos melhores alunos. Durante as férias, trabalhava o dia inteiro, em dois empregos diferentes, e conseguiu mudar-se de bairro com sua mãe antes do início do ensino médio.

A despeito da personalidade violenta que demonstrara no episódio final com seu pai - ou talvez, justamente por causa dela -, o Stravinski jamais agrediu quem quer que fosse depois daquela fatídica noite. Na verdade, procurava, com suas boas ações, apagar da sua memória o comportamento que assumira naquela noite. E assim prosseguira durante os próximos anos, guardando dinheiro para uma boa universidade, acalentando desejos de uma vida mais tranquila.

Aos dezessete anos, sua mãe caiu doente. A causa não era clara, no início, embora anos de surras houvessem danificado internamente alguns órgãos da mulher. Seu sistema imunológico piorou; era leucemia. Dimitri não era compatível para uma doação de medula. Sua mãe lutava, bravamente, mas logo após os dezoito anos do rapaz, ela veio a falecer.

Ele finalizara o ensino médio, aturdido. Não podia entrar para uma faculdade quando trabalhava para pagar o aluguel e suas despesas. Por isso, dedicou-se ao trabalho. Como mecânico, garçom, o que pudesse fazer. Pensava em viajar, ir embora de Miami. Por três anos, Dimitri labutou. Criou planos, sonhos, e os abandonou. Recentemente, mudou-se novamente de bairro. Agora, no centro da cidade, ele trabalha como garçom durante a manhã e bartender durante a noite.

E é nesse ponto onde sua história permanece em aberto. Quem sabe o que poderá vir a seguir?

"Is that a saviour outside my window or is that a reflection of me?"

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THE COURAGE OR THE FALL


Every man needs his saviour, Every saviour needs his task. But what comes first, the courage or the fall?

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