Stonehaven, Khalidah

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Stonehaven, Khalidah

Mensagem por Khalidah A. Stonehaven em Qui 3 Set 2015 - 21:55


Khalidah

─ Nome Completo:
Khalidah Christine Audrey Stonehaven

─ Idade:
dezessete anos

─ Escola:
Winterfield academy

─ Grupo:
Esportistas

Personalidade:

Estou longe de ser a princesa de um conto de fadas, tampouco a garota ingenua que acredita no melhor das pessoas a sua volta. Querendo ou não o ser humano aproxima-se do outro para suprir suas necessidades, seja elas para apenas passar o tempo ou subir na hierarquia. Então, a melhor forma de se defender é afastando quaisquer pessoa que tende a se aproximar por interesse. Não confio em ninguém e não espero que alguém pense o mesmo sobre mim.

Tento o máximo possível ser plausível em minhas decisões, e, muitas vezes sou cabeça dura quando diz respeito a minha opinião. Não volto atrás da minha palavra, e díficilmente peço desculpas. Esse deve ser o lado ruim de possuir um orgulho excessivo.

Infelizmente ou felizmente não posso ser catalogada como a filhinha de mamãe, a revoltada ou a patricinha. Não tenho rótulo de fabrica, sou apenas o resultado defeituoso da experiência de Louise em moldar a filha perfeita. Tenho vários defeitos e não tento escondê-los para parecer uma pessoa bacana. Quem quiser goste de mim como sou e não no que acha que eu sou.

Detesto hipocrisia e pessoas que usam o nome e dinheiro para se sobrepor as outras. Detesto gente mimada que fingi ser o topo do mundo. Desteto aquelas pessoas que fazem drama só porque a vidinhas delas é uma merda. Detesto muitas coisas, mas o que repúdio é falsidade.

Não utilizo meu sobrenome, muitas vezes invento um nome qualquer e oculto o meu status social para testar como as pessoas se portam, assim consigo classificar quem presta ou não — apesar que a maioria não tem salvação.

Embora pareça uma pessoa chata, tenho o estilo de moleca e um sorriso travesso brincando em meus lábios. Sou a mistura de otaku e geek, usando óculos e lendo algum mangá qualquer. Adoro colocar os fones de ouvido e me perder em um mundo só meu, então as vezes eu sou meio desligada.

Se tem algo que eu preso é a liberdade acima de tudo, mas o que realmente não consigo controlar é a jeito irônico que a maioria das palavras saem da minha boca. Não sou a estressadinha ou a esquentadinha, porém sempre tenho uma resposta afiada. Sabe aquela frase: fala o que quer e escuta o que não quer? Não tenho piedade e muito menos paciência para lhe dar com gentinha hipócrita — ou que se finge disso. Minhas ações são impensadas e, particularmente não me importo muito com as coisas ou com as pessoas.

Como eu disse, estou longe de ser a melhor pessoa do mundo. Se for preciso usar o veneno de palavras frias com resquício de maldade para me defender, não pensarei duas vezes.  Não chego nem perto de ser a mocinha de uma estória, sou de certa forma, a antagonista.

História:

Cof, cof. Posso começar o relato? Ok. Meu nome é Khalidah Christine Audrey Stonehaven, irmã mais nova de Archie e Nath —  sendo irmã gêmea do último, tendo a infelicidade de nascer cinco minutos depois. Argh. Meu pai um grande arquiteto e senador de grande influência na política, minha mãe é proprietária de uma enorme rede de cosméticos.

Por ser a mais nova e a garotinha da família, Louise — como minha progenitora se chama —, resolveu que eu seria sua boneca de porcelana, aquela que seguiria seus passos para se tornar tão influente quanto à própria.

Não preciso mencionar que essa missão não fora bem sucedida.

Embora apreciasse os esforços de Louise para me tornar na dama perfeita, aquilo não tinha nada haver com meu mundo. Quando criança aceitava contente que escolhesse minhas roupas e que me ensinasse a como andar e me portar, porém, na adolescência comecei a notar o covil de cobras que era a nobreza. Uns querendo se sobrepor sobre os outros pelo prazer em humilhar e mostrar ser superior. Como aprendi isso? Simples, me tornei a vítima de das garotas populares, sendo tratada como uma reles escória todos os dias. Era assim que deveria agir? Balançar a cabeça positivamente e dar um sorriso aceitando tudo que elas me empunham para fazer parte do seu circulo de amizades?

Não queria me tornar mais uma marionete manipulada nas mãos de gente mesquinha.

A questão era aprender a sobreviver todos os dias, aprender a dissimular e me fingir de ingênua. Era aprender a se afastar e deixar apenas pessoas significantes entrar na barreira de amizades, e, se não me aceitasse da forma que era, só teria que lamentar.

Tornei-me a garota quieta, que fica afundada lendo algum mangá e sempre vestida com uma camiseta de alguma banda e a costumeira calça jeans. Ignorava as piadas direcionadas a mim, na tentativa de que a pratica de bullying pudesse me prejudicar — outrora eu sofrera muito para ser aceita, mas a nova Khalidah aprendera a não se importar com as opiniões alheias. Seria apenas o que eu era, não uma escrava de populares, não uma réplica de Louise, não a típica garota da nobreza que deve-se dançar conforme a dança. Decidi por mim mesma traçar a linha do destino.

Desgostosos, obviamente que meus pais não aprovaram as atitudes da princesinha da família, e, como papai — que pela primeira vez lembrou-se da minha existência — não queria ter sua bonequinha como a antissocial da família e da alta sociedade, o mesmo decidiu que eu deveria ser transferida para uma escola militar como castigo.

Agradeci aos céus pelo sua atitude.

Livrar-me dos antigos colegas para começar do zero fora o como premio da loteria que ganhei pela primeira vez desde o meu nascimento. Não era fácil ter que lhe dar com o fardo de ser uma Stonehaven. Embora toda a atenção da família caíssem sobre os dois rapazes, ter de ser a garota meiga destina a casar-se com um milionário era um porre.

Ainda mais quando o seu coração deseja algo impossível de se ter, mas que mesmo assim, se afunda no pecado para saciar a sede.

Uma noite, um beijo sincero, a troca de olhares. Fora, sem dúvida a noite mais feliz que eu tive quando adentrei ao quarto ao lado, porém, era errado para ele ter vivido aquela experiência. Senti-me suja quando aqueles olhos claros pousaram sobre mim como se eu fosse algum tipo de monstro sibilando: sai. Não costumava me importar de como as pessoas pensavam de mim, mas ele era a exceção.

Após esta noite, muitas coisas aconteceram. Archie fora embora, Nath estava incontrolável como sempre, e eu? Bem, estava invisível aos olhos dos meus familiares, e preferia assim. Não demorou muito para que os mais velhos dos Stonehaven se meterem nos assuntos do meu irmão, o que gerou um grande alvoroço. Eles queriam controlá-lo, eles queriam manipulá-lo e eu não podia fazer nada a respeito disso. Um ato covarde? Sim, mas sabia que se eu me metesse acabaria me tornando o centro das atenções. Ainda não estava pronta a entregar a minha liberdade limitada.

Porém, os escândalos assolavam nossa família em uma noite de verão. Discurso. Fumaça. Fogo. Correria. Pânico. Um corpo encontrado no quarto de Nath. A foto dos bombeiros tentando apagar o fogo estavam em todos os jornais. Obvio que papai e meus avôs não deixariam que o nome precioso da família fosse para o lixo e em um estalar de dedos — ou apenas a troca de milhões de dólares — as notícias se extinguiram. Quem disse que dinheiro não pode comprar as pessoas, huh?

A verdade era que nossa família sempre fora desestruturada, ninguém se importava com alguém ali, somente com o maldito sobrenome. O maldito título que o brasão carregara por séculos como velharia. Por que não podíamos ser uma família normal com problemas que davam para solucionar com um bom diálogo? Não tinha necessidade de toda essa palhaçada só porque Nathaniel estava em um fase de eu-sou-foda-e-tenho-dinheiro e o resto que se foda. Honestamente, ele só quer um pouco da atenção que nossos pais nunca davam. Tadinho.

Lembra que eu queria proteger minha liberdade limitada? Então, não adiantou. Quando a minha cópia versão masculina e aspirante a bad boy deu adeus para a nossa casa — sortudo ele, não? —, novamente as atenções voltaram para mim. Eles acreditavam mesmo que eu me tornaria como meu irmão mais velho, aquela que protege a família com unhas e dentes. Mas não era. Não deixaria de jeito nenhum que eles me controlassem.

Não se pode domar uma fera selvagem.
"Alguns elevam-se pelo pecado, outros caem pela virtude".

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