NARDORWEN, Arabella

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NARDORWEN, Arabella

Mensagem por Arabella B. Nardorwen em Sab 5 Set 2015 - 19:26


Arabella

─ Nome Completo:
Arabella Burkhardt Von Nardorwen

─ Idade:
Dezessete anos

─ Escola:
Winterfield Academy

─ Grupo:
Esportistas

Personalidade:


Delicada como a mais irriquieta e destruidora tempestade. É uma pessoa decidida, que costuma não voltar atrás em suas decisões e muito menos se arrepender das mesmas. Suas amizades são seletas, buscando sempre a lealdade daqueles que se dizem amigos. Possui grande influência em seu círculo social, sendo conhecida por nunca ser contrariada. Devido a sua criação, desde pequena buscou sua independência da forma que fosse. Busca sempre a felicidade de quem a tem como amiga. Faz birra quando necessário e usa da artimanha das chantagens apenas em casos extremos. Normalmente busca a saída de seus problemas por métodos não aconselháveis e considerados ilícitos. Seu humor é uma montanha russa sem previsão de parada. De risadas contagiantes à choros doloridos e exaustivos. Inconstante seria um bom adjetivo para lhe descrever.

Possui uma personalidade bastante fácil e equilibrada. Do ponto de vista das qualidades é calma, seja qual for a situação, bem como ponderada. É sincera, direta e comunicativa. Parece estar atenta a tudo. Às vezes é bruta e resistente, aquela que não tem medo de nada, mas não muito raramente consegue ser simpática. Sua palavra é lei e suas vontades reinam. Mas não, isso não é mimo ou birra de uma garota fútil. Tudo não passa de um jogo de poder e controle sobre o qual ela prefere ser quem rola os dados e escolhes as cartas. Mas se tiver a chance de a conhecer além da 'máscara' encontrará mais do que uma garotinha mimada e fútil. Até porque também possui seus demônios, afinal quem não os tem? Convive diariamente com cada um deles e aprendeu a os esconder das demais pessoas. Eles são de todos as formas, tipos e a machucam demais.

E não é apenas sexto sentido, eles são reais e estão sempre a atormentar Arabella. Quais são eles? Ninguém jamais os conhecerá, estão bem escondidos em seu interior. Mas há o seu lado fofa e encantadora, que tal como uma princesa em um conto de fadas.  Possui muita inteligência e poder de comunicação, embora nem sempre diga tudo o que lhe vem à cabeça. Segue sempre movida pela razão, e se enfurece quando é desmentida ou contrariada. Do ponto de vista dos defeitos, pode ser um pouco teimosa, e exigente com aqueles que a rodeia, por vezes exagera um bocadinho neste campo. Tem também alguma dificuldade em aceitar posições interesseiras, ou de pessoas que não lhe dizem nada, ou seja, não consegue fingir conversas de circunstancia e afins, não alimenta falsidades.



História:


Arabella Burkhardt Von Nardorwen nasceu na cidade de Londres - Inglaterra, em mil novecentos e noventa e oito, no mês de setembro e especificamente no dia três. Ás dezenove horas e cinquenta dois minutos vinha ao mundo a doce e meiga Arabella. Filha de Magnus Von Nardorwen, um renomado empresário do ramo hoteleiro, e Clarice Burkhardt, famosa estilista de joias. O som de seu choro era o preludio do que acontecera posteriormente, como se adivinhasse o que ocorreria e ao mesmo tempo sentisse o dolo. Não se passou um minuto desde que a garota fora ajeitada nos braços do sorridente Magnus, e então a correria da equipe medica foi assustadora. A menininha foi retirada de seus braços por uma das enfermeiras e ele foi indicado a se retirar da sala de parto. Sua mente não entendia o que estava acontecendo. O orientaram a esperar no hall do hospital e pelas horas que seguiram não houve notícia alguma.

Uma outra enfermeira apareceu horas depois, lhe indicando a segui-la para visitar a menina, que já se encontrava no berçário. O questionamento acerca de sua esposa não resultou em resposta alguma, já que a enfermeira não saberia lhe informar a respeito do estado de saúde dela. Do outro lado do vidro do berçário uma mulher vestida de branco indicava a menina enrolada no manto rosa ao longe. Arabella parecia distante de tudo aquilo e observava o teto branco e iluminado daquela sala. Ao seu lado o barulho era intenso, cheio de crianças que assim como ela, recém haviam chegado ao mundo. Mas a garotinha de cabelos castanhos não fazia a mínima ideia disto. Do outro lado do vidro o jovem rapaz estava com o coração apertado, não tinha notícias de Clarice desde o momento em que deixara a sala de parto.

Tudo o que sabia era de que sua filha se encontrava bem e no berçário do hospital. Ele acenava para a criaturinha, mesmo sabendo que ela não entenderia quem ele era, ou o que fazia. Seu sorriso se dissipou ao ouvir o médico chamar sua atenção, o semblante não era dos melhores e ele era o portador da má noticia. Clarice não havia sobrevivido. Eles fizeram de tudo para salvá-la e de nada adiantou, foi tudo em vão. As lastimas do médico pareciam sinceras, mas Magnus não se importava em escutá-las. O chão debaixo de seus pés havia se desfeito. Apoiou-se no vidro da enfermaria e ficou a observar a menina de cabelos castanhos e embarcada em um sono angelical. Não sabia se seria capaz de seguir em frente sem Clarice. O médico logo se retirou de sua presença, o deixando a sós com sua dor.

✖✖✖

Os anos rapidamente se passaram e mesmo ainda pequena a menina já sentia a ausência da mãe falecida e do pai, que vivia envolto a seu trabalho e disperso quanto a ela. Magnus usou o trabalho para distrair-se, tentar não pensar da dor da perda e no buraco que se abriu em seu coração e assim o império hoteleiro que ele comandava se expandiu. Acarretando na mudança em sua forma de ver o mundo e administrar seus negócios, isso fez com que ele se tornasse um homem ambicioso e egoísta, personalidade que refletiu na filha pequena e persistindo até os dias atuais. A infância da menina foi presenciada apenas pelos serviçais que lhe cercavam. Sempre muito mimada por eles, já que se sentiam comovidos pelo destino que tudo indicaria que lhe estava reservado. Magnus nutria um sentimento ambíguo pela filha, ao mesmo tempo em que adorava a ideia de ser pai e criar Arabella, estar na presença dela era se lembrar constantemente da morte de sua amada esposa. Ele não conseguia assimilar a ideia de que a garota pudesse ser o que lhe restara de Clarice.

Para Magnus a filha era apenas a lembrança de que sua esposa jamais estaria em seus braços outras vez, jamais voltaria a amar alguém assim e isto por causa do nascimento da filha. Era preferível apenas investir em seus estudos e manter a distância necessária para que as recordações não lhe ferissem ainda mais. A cada vez que entrava em contato, seu coração se partia ainda mais, pois era notável a semelhança física que Arabella herdara de Clarice, os mesmos cabelos castanhos e o sorriso com covinhas, fora o tom de seus olhos, o castanho amendoado único que jamais voltaria a ver. Ele resolveu que o melhor de fato era se afastar realmente e mudou-se para Istambul quando matriculou Arabella em um internato no interior do Reino Unido. Não houve qualquer relutância por parte da garota que subitamente sucumbiu ao anseio de se afastar também. Aos poucos ela tomava conhecimento do que representava ao seu progenitor, mesmo com tenra idade.

✖✖✖

A passagem deste tempo foi de fato crucial para o desenvolvimento de sua personalidade e sua visão de mundo. Na fase de pré-adolescência foi quando os primeiros indícios de que o a ausência do pai e a falta da mãe lhe fizeram falta durante sua vida. Seus anos de criação já não interferiam mais nas atitudes que tomava e na pessoa que começava a se tornar. Juntamente com más influencias e escolhas erradas de companhia, Arabella demonstrava ser um alguém diferente da doce menina que um dia chegou a ser. Poucos meses antes de debutar seus quinze anos foi quando pela primeira vez teve contato com drogas ilícitas. Não fora exatamente por livre escolha, mas por pura influência de suas amizades e a curiosidade de saber o quão bom era fazer algo de errado pela primeira vez em sua vida. Ninguém jamais suspeitaria de que a senhorita Nardorwen fosse capaz de algo assim.

Mas as aparências enganam, e o coração também. Todos acreditavam que a súbita mudança no comportamento fosse devido ao distanciamento cada vez maior por parte do pai da garota. A dor da perda fazia com que sua mente se lembrasse do buraco negro em seu coração, aquele preenchido apenas pelo abandono durante seu nascimento. Sentia que novamente estava sozinha e apenas encontrava algum tipo de consolo ao sentir sua mente se expandir e o mundo ao redor se esvair juntamente a fumaça que se dissipava no ar ao que era expelida por seus lábios. Logo as drogas de passagem não faziam mais os mesmos efeitos e o organismo da menina ansiava por algo melhor e mais forte. Suas atitudes transfiguraram-se da água para o vinho e ela se transformou em um alguém irreconhecível.

O estopim das atitudes erradas que ela acabava por cometer acontecera em um dos finais de semana em que ela e os colegas eram dispensados das atividades e permanência no internato. Se passava das três horas da manhã quando as sirenes foram ouvidas por todo o perímetro da área residencial, o grito apavorado de algumas garotas era misturado ao som alto e a batida da música. O som logo se dissipou assim que alguém o arremessou ao chão, o impacto do aparelho não lhe fez nada mais do que agradecer por aquilo. Um dos garotos tentava manter o rapaz ao chão com a cabeça erguida, e levava a sério seu papel, como se fosse mesmo salvar a vida do outro. Arabella permanecia de joelhos ao lado do corpo do rapaz. Ouviu as portas se abrirem e as sirenes cada vez mais atordoantes ao seu envolto. Os atendentes do resgate adentraram o cômodo rapidamente, cada segundo contava. Foram diretamente de encontro ao corpo imóvel na frente da garota.

Ela observava aquilo tudo em silencio, como para não perder um segundo sequer da ação. Estava imóvel, em choque demais para sequer tentar se desfazer do pó branco que estava disposto sobre a mesa em carreiras. O oficial de polícia buscou por respostas a sua pergunta. Arabella continuava em silêncio, mas apenas levantou a mão ao ouvir alguém questionar sobre quem era o responsável por tudo aquilo. O laudo pericial foi afirmativo. O garoto havia feito uso prévio de cocaína e teve morte súbita em decorrência de insuficiência respiratória aguda. Overdose. A expulsão de Arabella e dos demais colegas do internato foi imediata.

Os inquéritos acerca do ocorrido foi aberto, processos em andamento para a busca dos culpados do acontecimento. Tudo ocorreu de modo rápido. Arabella ainda se encontrava em choque devido aos acontecimentos recentes. O Sr. Nardorwen acabou por voltar para Londres e tentou de todo modo abafar o caso, dissipar qualquer envolvimento de seu sobrenome ligado ao que ocorrera no interior de sua casa. O tratamento de choque recebido culminou na queda de sua ficha. Não conhecia aquela garota a quem deveria chamar de filha. Arabella não passava de uma desconhecida. Mesmo sem acreditar no que lhe contavam, acreditou que talvez ainda houvesse uma chance para eles, uma chance há muito tempo esquecida e que ele fizera questão de extinguir. Não sabia se haveria chance de reconquistar o amor e respeito daquela garota que lhe era tão familiar e ao mesmo tempo desconhecida.

✖✖✖

Questão de semanas depois Arabella já se encontrava matriculada na Winterfield Academy. Mas em Miami, Flórida. Isso mesmo, do outro lado do Oceano Atlântico. Uma instituição militarista e voltada para o ensino-aprendizagem de forma mais rígida. Tudo o que Magnus deseja para sua filha neste momento. Em forma de tentar se aproximar e recriar laços de afeição para com a menina, acabou por se mudar para a cidade também, onde há uma de suas maiores fontes de renda. Um novo recomeço para ambas as partes. Ele somente teme ser tarde demais para se tornar o pai que ela tanto necessita. Por parte de Arabella, a mudança é mais do que bem-vinda, obrigada. Depois da montanha russa de emoções a que foi submetida ultimamente, deseja apenas a paz de poder recomeçar sua vida em outro lugar, abandonando tudo o que um dia conheceu. Não espera que os anos perdidos de sua vida familiar sejam recuperados tão facilmente, afinal as feridas estão abertas ainda e demorarão a cicatrizar. Quem se tornara é alguém desconhecido e difícil de lidar até mesmo para ela, mas busca reiniciar sua história, se possível.
et cetera

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lla
I think I fell in love again, maybe I just took too much cough medicine I'm the best worst thing. That hasn't happened  to you.

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