[TD] THE DEVIL'S DINNER - Stonehaven's

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[TD] THE DEVIL'S DINNER - Stonehaven's

Mensagem por Archie A. Stonehaven em Sab 5 Set 2015 - 23:47


THE DEVIL'S DINNER

A postagem se inicia entre Archie A. Stonehaven, Nathan A. Stonehaven e Khalidah A. Stonehaven e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em dez de setembro, na sala de jantar. A postagem está em andamento.




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Now if you never shoot
you'll never know

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Re: [TD] THE DEVIL'S DINNER - Stonehaven's

Mensagem por Nathan A. Stonehaven em Seg 7 Set 2015 - 11:05

What Goes Around, Comes Around!!
Quero batatas, quero doces ✖
Just a classic case scenario!
Em uma das minhas inúmeras conversas com meu amado e estimado avô durante meu recém acabado exilio na Escócia, certa vez ele me disse uma frase, que para mim definia o momento atual “Todos nós podemos moldar o nosso futuro, mas nenhum de nós escapa do destino”. Essa era a frase perfeita para definir as pessoas que eu estava prestes a encontrar, o caminho para casa era definitivamente longo.  

Não longo do tipo que parecia que não ia acabar, eu estava em Miami a mais de uma semana, provavelmente todos já sabiam que eu estava lá, inclusive a minha família, papai tinha conseguido tempo para me visitar e fazer ameaças caso eu não fosse pra casa na ultima noite. O ninho de cobras me esperava, a imagem de melhor família da historia não podia correr riscos, embora eu estivesse me mantendo sossegado desde que tinha chegado ao hotel, meu pai precisava de mais um filho em casa e o fato de eu nem os ter visitado desde que cheguei, era definitivamente uma das razões pra mídia bombardear ele com perguntas e mais perguntas, ainda mais depois de eu ter estado em uma festa recentemente.

Minha mente pulava e dançava de pensamento em pensamento como uma pedra saltando através de uma lagoa. Eu não sei quanto aos outros, mas eu ainda me lembrava da ultima vez que havia estado em casa, fogo, fumaça e uma noite terrível. Me deixava ainda mais irritado saber que em todo esse tempo, minha mãe, Khalida ou Archibald tinham tido se quer a preocupação necessária para me fazer uma ligação. Como é que algumas pessoas simplesmente caminham pela vida arrastando suas mentiras com elas e destruindo tudo o que tocam? Alguém precisava por todos em seus lugares e por isso eu havia retornado.

A velha porta de vidro estava ali, da mesma forma que eu havia deixado, nada naquela casa parecia ter mudado com o decorrer do tempo que eu passei distante, uma das inúmeras empregadas fez questão de abrir a porta correndo, enquanto meu motorista entrava com minhas malas, certamente tinham um aviso de meu pai que eu chegaria naquela manhã, mas os empregados não eram importantes, entrei e passei pelo hall de entrada e pela sala, observando que minha mãe tinha comprado quadros e mobília novos enquanto estive fora, mas o que mais me atraiu em toda a casa foi aquele barulho, vozes, talheres, copos batendo a mesa... Uma pequena reunião para o almoço? Eu não podia estar mais satisfeito, mas para a minha descepção apenas Archie e Khalidah estavam na cosinha, não que isso fosse definitivamente ruim, abri aquele meu velho sorriso enquanto entrava de supetão, podendo notar que eles talvez não estivessem me esperando, recusei-me a sentar a mesa e dei uma caminhada lenta e silenciosa, enquanto apenas olhava para os dois e sorria. Meu destino era uma garrafa de whisky em um dos inúmeros armários que estava por ali, enchi um copo e dei um pequeno gole, ainda de costas para eles dei uma gargalhada.

—  Eu senti saudades... —  disse virando-me para eles, e me recostando no balcão —   O que fizeram de suas vidinhas miseráveis enquanto eu estive fora? —  bebi mais um longo gole da bebida quente, apreciando cada instante em que aqueles rostos olhavam para mim —   Espera... eu sei o que fizeram, tinha um detetive seguindo cada um de vocês... Eu sei tudo que  fizeram na minha ausência, e também cavei um pouco do passado de cada pessoa que carregue um Stonehaven no nome... E vocês sabem o que o papai sempre disse, cavar o passado não traz nada de bom, especialmente o nosso.

Caminhei até a mesa ainda com aquele sorriso estampado no rosto, destruir a mascara de Archibald era uma das coisas que eu mais queria na minha vida e gerar sofrimento na minha gêmea era apenas um efeito colateral que eu iria apreciar muito, apreço por familiares era uma coisa que eu podia certamente dizer que já não possuía mais tanto assim, me aproximei da mesa, deixando meu copo repousar sobre ela, passei por Khali, correndo os dedos por volta dos seus ombros, eu mesmo me fazia lembrar uma cobra pronta para dar o bote certeiro, sorri para o meu irmão mais velho ao estar finalmente ao lado dele e lhe estendi a mão, mas não como um sinal de paz, tive um breve momento de impulso. Impulsivo o suficiente para lhe acertar um bom soco na cara, derrubando-o da cadeira.

 —  Todos passaram a vida tentando me tornar um lorde como Archie Stonehaven, o grande filho perfeito... O que será que a família perfeita ia achar dos dois, se eu revelasse seu segredinho? Deviam imaginar que tentar me manipular não acabaria bem.

The Devil Returns!
All Rights Reserved for Belladona

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Bitch Please!

Baby I'm preying on you tonight, hunt you down eat you alive just like animals, animals, like animals-mals. Maybe you think that you can hide, I can smell your scent from miles, just like animals, animals, like animals-mals, Baby I'm

Animals - Maroon 5

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Re: [TD] THE DEVIL'S DINNER - Stonehaven's

Mensagem por Khalidah A. Stonehaven em Seg 7 Set 2015 - 21:24

& in the endi'd do it all again

Droga. Droga. Droga. Esqueci completamente onde enfie a merda do meu celular. Ok, refazer os passos parece uma boa ideia. Fui tomar uma ducha, depois que me troquei fiquei jogada na cama escutando Flow com o ipod e depois eu peguei um mangá pra ler, só que fiquei com tédio e… Argh. Não lembro. Shit.

Apesar que estou esquecendo de outra coisa importante, além do meu celular, claro. Hoje tem alguma coisa que havia me deixado muito irritada… O que me deixa irritada? Ah, sim, quando roubam minha comida — eu não divido comida com ninguém, me julguem —, quando meu café está gelado, quando tenho que socializar com pessoas e, por fim, quando os Stonehaven’s estão juntos… Juntos, família, jantar com o lordizinhoOh my god. Jantar de boas-vindas do exílio é hoje. Bullshit. É mil vezes pior que perder seu maravilhoso celular, é ter que lhe dar com o irmão gêmeo que deve estar puto com a família maravilhosa.

Ah, mas para completar a minha felicidade, papai pedira para Archie voltar da viagem de negócios para assumir a presidência da empresa aqui de Miami a fim de utilizá-lo como “bom exemplo” para nós, filhos esquecidos. Ridículo.

Quanto tempo que não no reunimos para comemorar alguma coisa? Quanto tempo não jantamos como uma falsa família? Depois que Archie resolvera se afastar e cuidar as empresas no exterior — ignorando por completo o que decorrera a dois anos atrás — e Nathaniel sendo convidado a se retirar de casa para apaziguar os boatos a seu respeito, sobrara apenas eu, a garotinha imperfeita pronta para ser leiloada a um riquinho qualquer. As atenções voltaram-se para mim, na tentativa falha de salvar o respeito — que estava por um fio — da nossa família na alta sociedade.

"Khalidah, não use isto." Uso sim, me obrigue, pensava. "Khalidah, converse mais com as suas colegas de classe, aprenderá muito com elas". Aprender com elas? O que? Qual dieta seguir? Isso não me fará passar no vestibular. "Khalidah, quantas vezes eu te disse para usar salto alto e caminhar como uma dama? Não, continua andando errado". Argh. Com pesar eu admito isso, mas está voltando tarde, Nath, muito tarde.

Com a ovelha negra fora de casa, o orgulho fazendo coisas espetaculares, sobrou apenas a princesinha da família para tentar manipular. Obviamente, que como meus irmãos, herdei um gene da família que é passada em cada geração: a dissimulação e o sarcasmo. Coitados, não sabiam com quem estavam lhe dando quando decidiram brincar de pais da filhinha fofinha. Posso ser a mais nova, mas não é por conta disso que sou burra.

Lentamente, desci as longas escadas com o piso de mármore reluzente que davam acesso ao hall de entrada. Pela porta de vidro, notei o audi preto de Archie, que nunca chega atrasado, grande surpresa. Enchi meus pulmões de ar e soltei lentamente. Encararia-o como se nada tivesse acontecido, assim como ele tem feito comigo. Um deslize da irmãzinha que estava curiosa de como seria beijar alguma pessoa, pois não tem capacidade suficiente de chegar em um cara e faz o teste com o irmão mais velho. Só. Um erro, era só isso. Nada mais e nada menos.

Khali, estamos terminando de arrumar a sala de jantar. Seu irmão está desfrutando de um vinho na cozinha. —  Anthonieta, segunda mãe (a que eu considerava a única), dissera assim que me avistou. Seu sorriso nervosa não passou despercebido por mim. Todos daquela majestosa mansão estavam esperando pelo pior.

Oh, valeu. —  Um sorriso breve transpareceu em meus lábios pintados de vinho para dar um tapinha no visual, só pra mostrar para minha mãe que sei sim usar batom. Provavelmente, Louise irá encarar-me com aqueles grandes olhos castanhos em represália por usar uma calça jeans, all star, toca folgada e uma camiseta do south park preta escrita: enfia no cú. Puts, a velha vai ter um infarto, tenho que gravar isso.

Ri baixinho, imaginando a cara de espanto dos meus não tão queridos familiares, quando noto a presença de Archie, quieto, com a uma das mãos por dentro da calça social enquanto a outra elevava a taça de vinho aos lábios bem desenhados. E, para a minha surpresa, algo gélido contraiu meu estômago em sinal de desconforto. Merda, merda e merda. Eu esqueci. Esqueci. Bola pra frente que ficar parada no meio do campo não dá certo. Só tenho que continuar o teatrinho que Archibald dirigia.

O bom filho á casa retornar, huh? — Cruzei os braços rente ao peito, encarando-o como se fosse o um cara qualquer em um dia qualquer. —  Cof. Cof. Não querendo me meter na sua vidinha maravilhosa como o filho predileto de Albert, mas, você não pretende se meter novamente nos assuntos de Nathaniel a mandado de seu pai… Er, quero dizer, nosso amado pai, hein? — Perguntei, deixando algumas palavras irônicas saindo de meus lábios. Queria mostrar para ele que estava ciente de tudo, e que não era uma garota fútil que fica desligada no próprio mundinho de porcelana.

Aquilo foi mais um aviso: não cutuque a fera. Eu dividi o ventre com aquele rapaz, e, acredite, conexão de gêmeos de vez em quando funcionam. Nath viria com todas as armas querendo ferir o primeiro que aparecer e a lindinha aqui não quer ser a primeira na lista.

Entretanto, paz não é exatamente a palavra correta para descrever o ambiente. Assim que pensei em sentar-me, eis que entre as sombras o mais temido ser do planeta aparece. Ele, o chapolim colorado, só que não. Para minha infelicidade não era o chapolim com suas antenas tectônicas, e sim, meu irmão, Nathaniel.

Bom vê-lo tão disposto, cópia.— brinquei, tentando de todas as formas possível deixar o ambiente em uma vibe boa. O cacete que eu seria a primeira vitima, me recuso. Ele tem que despejar todo o mal humor nos velhotes para que eu possa ter um espetáculo particular.

Mas então, como esperado, ele não esperaria nossos pais aparecerem para atacar. Suas palavras não tinham nexo algum para mim. Detetive. Seguir. Ausência. Hm, então o cara que ele contratou ficou me seguindo e vendo eu ir pra escola, da escola pra casa, de casa pra rua, da rua pro Starbucks? Nossa, coitado, deveria ganhar uma gorjeta por aturar meu dia tedioso, nem eu suportava.

Credo, Nath, stalkear a vida alheia ainda é crime. —  Repliquei, não compreendendo absolutamente nada. Com a visão periférica tentei descobrir o que se passava pela mente de Archie naquele momento. Nada. Não conseguia ler a porcaria da mente dele. Merda de poderes que não funcionam.

Só que, para a minha surpresa, os eventos a seguir pegou-me completamente de surpresa. Um momento Nathaniel pousava suas mãos em meu ombro, em outro socava a cara de Archie. Ouch, essa deve ter doido, mas o Archie estava merecendo esse soco por ser o estúpido que acata todas as ordens de nossos pais.

Infelizmente, não conseguiria deixar meu corpo fora da situação, já que meu irmão gêmeo estava fazendo de tudo para afetar tanto a mim quanto Archie com suas palavras. Embora não tinha muito sentido, pois eu e Archie passávamos mais tempo evitando um ao outro do que se “encontrando”. Algo no meio de sua frase me deixou um tanto confusa, em vista que os feitos de dois anos atrás, infelizmente, não voltaram a se suceder.  

Khaidah, pensa em algo, rápido.

 Obrigada Nath pelo soco espetacular, mas, tirando todo esse discurso barato de "eu sou o vingador e blá blá", do que é que você está falando? —  Dissimular e fingir que sou autista, ótima opção.

Olhei para Archie e em seguida para meu gêmeo divertida. — Eu e ele? HAHHAHA, que nojo Nath. — Sentei-me na cadeira, tentado segurar a risada que ecoava pela cozinha. —  Aproveitou tão bem a Escócia que fez curso profissionalizante pra palhaço. Lamentável irmãozinho, vai precisar treinar um pouco mais suas piadas.
Fall to your knees, bring on the rapture Blessed be the boys time can’t capture On film or between the sheets I always fall from your window to the pitch black streets And with the black banners raised As the crooked smiles fade Former heroes who quit too late Who just wanna fill up the trophy case again and in the end i'd do it all again i guess you're my best friend Don’t you know that the kids aren't al-, kids aren’t alright? I’ll be yours When it rains it pours Stay thirsty like before Don’t you know that the kids aren't al-, kids aren’t alright?

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 A TROUBLEMAKER ▲

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