BARRETT GAMMONDS, Harleen

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BARRETT GAMMONDS, Harleen

Mensagem por Harleen Barrett Gammonds em Ter 15 Set 2015 - 20:39


Harleen

─ Nome Completo:
Harleen Barrett Verret-Kiefer Gammonds.

─ Idade:
21 anos.

─ Escola:
Formada em Newtt McKinley High School.

─ Grupo:
Adultos.

Personalidade:

Há uma certa dicotomia em relação aos traços que a envolve a personalidade. Harleen possui uma certa necessidade em apresentar autonomia, determinação e valentia. A garota pode ser considerada uma amiga surpreendentemente leal, carismática e teimosa, três detalhes vindo da mãe. Independente desde lado supostamente feminino, narcista e evidente de sua originalidade, ela sempre foi uma pessoa de intelecto nível gênio, sádica e manipuladora. Ela adora testar, discordar, competir, intimidar. Acredita que a verdade tem que ser obrigatoriamente dita, e sabe usá-la a seu favor, e que para conseguir o que deseja deve se impor as regra já impostas e sempre testa os limites de seu potencial. Levada por  oscilações de humor, da-se uma garota extremamente fechada, fria e estrategista quando o assunto se põe a "vencer", além de insana e maluca, fazendo de tudo por diversão. Tornou-se uma garota autodestrutiva após a perda de sua memória, não que isso fosse algo que a mudaria, mas Leen tornou-se irônica, desequilibrada, sádica, irresponsável, problemática, melancólica e um tanto mais impulsiva.

História:

O fato do ambiente sombrio a fez sentir o corpo em chamas, não que estivesse, mas podia senti-las ao seu redor. O teto lambido pelo fogo e as nuvens negra os cobrindo. Em tumulto ouvia-se ruídos. Vozes reconhecidas, gritavam coisas como seu nome, até mesmo alguns cujo não podia identificar, um pedido de socorro era algo que de fato poderia ser questionado. A escuridão foi se formando entremeio as paredes, as portas, ao próprio olhar. Tentou abrir os olhos, mas as pálpebras pesavam o bastante para desfazer o desejado. Podia sentir o odor da perdidão. Seu corpo estava sendo separado de si, tomando parte da obscuridade que o envolvia.


XXVII XII MMXI


A luz era forte, brilhava, alterando cores repetidamente. Meu corpo doía a poucos onde  podia o sentir, já detalhados locais não sentia. Estava movendo, mas não exatamente com meus pés, eles não tocavam no chão, pelo menos não conseguia reconhecer-los. Meus olhos pesavam a ponto de não poder mantê-los aberto. — Saiam da frente! — Ordenou uma voz em alto tom, desconhecida, mantendo uma certa autoridade. Despertando-me dos pensamentos. — Encontramos mais essa garota. — Continuou logo em seguida. — Sim. Rápido! Rápido! — Havia outra voz, porém parecia baixa, e a do suposto "alfa" diminua a cada momento que tornava a pronunciar. — Estamos perdendo o batimento. — Não conseguia ver seu rosto já que o vazio tomava meus olhos, a escuridão contornava palavra, e aos sussurros que ouvia transformava-se em ruídos já irreconhecíveis. Não faço ideia de onde estou, mas sinto que estou morrendo.


VI IX MMXI


Harleen abriu os olhos envolvendo-se por uma quente ternura, quando enfim seus olhos se acostumaram com a intensa claridade, viu-se em um pequeno quarto, pequeno, branco, e um cheiro nada acolhedor. A dor abrangia por seu torso, começou tossir e em seguida veio o cansaço. Alguns tubos envolvia-a nos braços, soro, aparelho de respiração, que parecia ter sido apossado por longo tempo, mas agora não estava mais em uso. Próximo, às poltronas dormindo, uma mulher de cabelos claros, luzes talvez, onde apesar de deitada tinha belos traços, como similar os que via ao longo de seu reflexo.

A tosse lhe veio à boca logo, repetidamente, fazendo-a acordar, não que fosse um ato a que desejasse no momento, mas aconteceu. Caminhou com passos compridos, lançando o corpo sobre o da garota ali deitada. O peso era grande, grunhiu a baixo desta. A garota deixava escapar dos lábios um suspiro longo, e logo que a adulta se afastou a tosse lhe veio outra vez, acompanhada por uma emissão feita pela boca do conteúdo a qual continha no estômago em pouco prazo ao qual pode mover. Secou a garganta antes que pudesse outra vez observar a mulher, havia algo em seu olhar. Medo. Decepção. Amor. Vazio. Acreditou com sua sana consciência, estava lhe dando pela presença da mãe, algo que de fato suas lembranças não sabiam processar. Estremeceu, sem balbuciar qual fosse suas palavras.


I I MMXII


Estava pronta para voltar à escola. Havia decidido isso alguns meses junto com a mãe, divorciada, que sempre lhe falava as simples e mesmas palavras: "Você não quer ficar mais tempo em casa?" "Estudar em casa não é uma opção?". Meses se passavam, e sua mãe se arrependia de querer voltá-la para escola. Seus últimos momentos dentro de um complexo como aquele não se deram aos melhores, se dizer que um lote incendiado se é de fato algo ruim, exatamente o que lhe fizera perder as lembranças, até mesmo o próprio nome.

Newtt McKinley High School parecia um bom refúgio, mas o fato de ser novata não lhe agravada de nenhuma maneira. Seu primeiro dia, sua primeira aula, seu primeiro amigo. — Jeremiah, prazer. — O garoto moreno dizia enquanto a Gammonds se aproximava se sua cadeira. Ela tinha acabado de se apresentar na frente da sala, e agora já era reconhecida como "a garota sem memória". — Prazer. — Colocava os matérias sobre a carteira, ajeitando-se sem se importar muito com qualquer presença. — Você não deve se preocupar com que dizem. — Foi a última palavra do garoto, assim que ela tomou o olhar a ele, ele já estava com os seus desviados para o professor.

O barulho do sinal lhe fervia na cabeça com uma leve dormencia, já não sabia bem para onde seguir. Levou o corpo através da porta e seguida pelo moreno, junto a si, olhando sobre seus ombros, seu mapa de horário. — Venha comigo. Posso te mostrar o caminho. — Seguiu o caminho com passos rápidos, algo que foi difícil para a Harleen que o acompanhava. — Você não é muito de falar. Percebi. — Alcançou os passos do garoto sem mudar sua expressão. Parou ao lado da porta que indicava a terceira sala, conferiu ao horário: 3ª sala. — De cabeça erguida pode ser uma opção. — Afastou-se antes que pudesse agradecê-lo, mas ainda o fez, sem saber ele poderia ter a ouvido.

Intervalo. Lanche. Sociável. Não, ela não estava se sentindo muito sociável. Perguntou a si mesma se antes de tudo quantos amigos ela tinha deixado para trás, e se aqueles sobreviveram ao acidente. Não soube lhe responder, muito menos sua mãe quis lhe contar, talvez houvesse algo por trás de toda história, algo que sentia que deveria descobrir, mas não buscou por, apenas aconchegou-se em um dos bancos, como todos, caçando algo bom o bastante para a satisfazer.


IV III MMXII


O sino tocou dessa vez mais demorado. Era o horário do intervalo, e Harleen não negava estar faminta. Correu os passos até o corredor, alcançando uma mesa com grande facilidade. Depositou sobre aquela alguns de seus ofícios. — Leen, Leen. — Cantarolou Jeremiah, apossando-se do seu abraço. Carregava com ele uma fruta, enquanto ela mordia o sanduíche como se sentisse prazer. Sorriu, após engolir todo o conteúdo de sua boca. — Jeremy! — Voltou a devorar o lanche, observando a alguns daqueles que ali passava. — Quem é aquele? — Sua voz saiu em quase um sussurro. Um moreno exposto ao canto, encostado à parede, ele possuía algumas colorações ao corpo como tatuagens, um pouco diferenciado de todos aqueles ali. — Jean, está aqui a alguns anos. — Ela concordou com a cabeça, tentando negar sua discordância. O garoto tinha a pele pouco mais escura que a sua. Leen não sabia todos de após sua perda, mas ele parecia estar nela.



I IV MMXIV


Passava-se anos após sua perca, algumas lembranças voltavam com o tempo, como o sentimento de calor que havia sentido no exato momento a qual se tomou a perde-la, ou de momentos da infância cujo relembrava a face de seu pai, nada mais, nada menos que simples recordações. O trabalho sempre bem posto. Especialista geral em tecnologia fora algo que escolhera desde seus princípios, mas estar trabalhando na Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), não. Veio se adaptando desde então aos objetivos propostos pelo trabalho, colhendo cada informação precisa e transformando-a em novas utilidades. Sua mãe por fim, carente por atenção e presença, esteve ao seu lado desde momentos a qual podia se recordar, nada faria ela se perder novamente, nem mesmo uma lembrança.
"Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias."

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