{MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 23 Set 2015 - 22:33


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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O que tinha na cabeça quando resolvi me candidatar para lecionar a G-Kempner mais nova? Fora, o interesse que havia desenvolvido, a atração que sentia por ela, e poderia falar mais mil e um motivos. Ok. Tinha que focar na parte em que a garota tinha dificuldades, e ajudá-la no que poderia. O fato, é que nunca tinha estado na presença dela sem Dean por perto. Era mais amiga dele, de uma forma ou de outra. Estava me olhando, frente ao espelho do chão ao teto, pensando se aquela roupa tinha a capacidade de não me fazer parecer uma desleixada. Camisa xadrez em tons variantes de azul, um short jeans escuro, e cinto caramelo escondido pela camisa. Nos pés, all stars branco de cano médio. Simples. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo bem firme, indo ao banheiro checar se o short de compressão estava bem apertado. Ciente de que em algum momento começaria a incomodar por conta do aperto, teria que pedir uma pausa no estudo, para poder aliviar a pressão. Se é que iriam estudar, mesmo.

Com o pensamento correndo solto, peguei a bolsa, jogando uma alça no ombro esquerdo. Iria andando mesmo, para exercitar um pouco. Gostava de andar, olhar as pessoas. O caminho até meu destino não era tão longe, no mais tardar, chegaria em quinze minutos. Com os fones no ouvido, caminhei sem pressa, distraindo a mente de todas as situações que estava formando em mente. Imagina se eu chego no quarto na hora em que ela estivesse vestindo uma roupa ou procurando algo, abaixada? Seria super estranho explicar que era diferente das demais meninas, e mais, ter de dizer isso em voz alta. Já era acostumada com o próprio corpo, mas não sabia se ficaria confortável com uma - em parte - desconhecida sabendo de tal coisa. A poucos metros da casa, olhei o visor do celular, vendo que estava dois minutos atrasada. Não sabia dizer se era algo ruim, Shannon poderia ser extremamente pontual, e já estaria perdendo pontos com ela. Quer mesmo agradar? Parece que tem alguém realmente interessado aqui. Dei de ombros, ignorando meus próprios pensamentos. Estava um pouco ofegante pela caminhada, mas nada muito perceptível. Passei pela entrada externa da mansão, indo até a porta. Toquei a campainha, sendo atendida não muito depois por uma senhora que, claramente, não falava inglês. Ela deve ter percebido minha cara de quem estava perdida, e acabou por fazer um gesto com a mão, para que eu entrasse. Fiz um sinal de "legal" com o polegar, entrando na residência.

Estava já para começar a fazer língua de sinais, quando a senhora começou a andar e parou no meio do caminho, fazendo um novo gesto, para que eu lhe acompanhasse. Apenas fiz o que era requisitado, prendendo a vontade de rir. Se não tivesse ouvido sua voz assim que abrira a porta, tomaria uma nota de que ela era muda. Chegamos a porta de um quarto, no qual ela dera duas batidas na porta, esperando alguns segundos para abrir. Me fez entrar e fechou a porta, saindo sem mais um gesto. Não foi difícil encontrar a loura, sentada na cadeira, com fones no ouvido. Ja tinha tirado os meus, e guardado dentro da bolsa. Então, fiz o óbvio. Me aproximei, parando atrás da cadeira. Parei um momento para olha-la, aproveitando sua distração. Camiseta creme, short jeans. Muita pele a amostra. Tirei a bolsa do ombro, deixando-a cair ao meu lado. Gentilmente, pus ambas as mãos em seus ombros, deslizando-as até a lateral deles para chamar sua atenção. Esperei ela tirar o fone, dando alguns passos para trás, logo depois.

Desculpe o atraso. — foi tudo o que disse, um sorriso maroto se abrindo pelos lábios. — Oi.

Pus as mãos dentro dos bolsos do short jeans, esperando algum tipo de instrução do que fazer. Porém, estava um tanto curiosa. No momento em que havia tocado em seus ombros - e sentido uma descarga elétrica estranha - tinha visto que ela fazia um tipo de mixagem. Com o sorriso, afastei o pensamento, prestando atenção na bela menina a minha frente.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 24 Set 2015 - 0:25


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Estava prestando atenção agora na tela do computador, verdadeiramente interessada em ouvir o que a menina havia feito. A aparelhagem de DJ ao lado contrário do notebook era um indício de que ela não seria o tipo de pessoa que baixa o Virtual DJ e brinca de fazer mixagem amadora. Havia até um teclado. Era a única coisa ali que sabia tocar, por ter aulas de piano por quinzenas. Tinha mais ou menos uma noção do que fazer. Ja ela... Dean não possuía nenhum talento que não fosse atrair metade da escola, mas isso se dava a sua beleza. O seu complementar era apenas a simpatia e o companheirismo. Para mim, era o suficiente, vindo dele. Saindo do devaneio repentino, vi de relance quando ela virou a cadeira, o gesto parecendo ter sido feito em câmera lenta. A primeira coisa que vi, foi a forma cavada do decote de sua camiseta. Céus. Será que o short compressor seria suficiente? Melhor garantir e deixar uma almofada por perto. Quieta no lugar, ergui uma sobrancelha ao ouvir seus dizeres sobre meu atraso. O que tinha o meu sorriso? Mordi o lábio, focando a vista na tela do computador, ou acabaria com o olhar fixo nos seios dela e com uma certa animação entre as pernas, assentindo para o que ela tinha dito, sobre tolerar a pequena ultrapassagem do horário combinado. Acabei não percebendo quando ela se levantou, me assustando.

Er, tudo bem. Eu me distrai. — disse, enquanto era conduzida até a cadeira que ela tinha estado a poucos segundos, me fazendo sentar. — Ok, vamos ver o que você produziu.

Tentava ao máximo ignorar os arrepios que surgiam, no momento em que suas mãos me tocaram mesmo por cima da roupa, ou quando nossas peles entraram em contato pela segunda vez naquele pequeno intervalo de tempo. Precisei fechar os olhos por um segundo, me concentrando em ouvir primeiro a versão original da música. Certo, era até que boa, mas claramente tinha algo faltando. Os fones eram grandes para meus ouvidos, mas eram confortáveis e estavam em um volume agradável à audição. Agora era a vez de ouvir a mixagem. Poderia dizer que não estava surpreendida, mas seria uma grande mentira, caso o fizesse. Nos primeiros vinte segundos da música, era possível identificar a qualidade melhorada tanto da canção, como do nível expresso por ela. Ouvi quieta, sem expressar nada através do rosto ou corpo. Ao findar da canção, tirei o fone, pendurando-o em seu lugar específico, como a loura tinha feito antes, e sem perceber que estávamos tão próximas, me virei o suficiente para acertar o canto de sua boca com os próprios lábios, girando a cadeira. No processo, acabei por ir um pouco mais pra frente, fazendo com que a dona do ambiente caísse sentada em meu colo. Com o rosto completamente corado, pus as mãos em sua cintura com agilidade e firmeza, me levantando, deixando-a segura em meu peito. De pé, soltei seu corpo, rezando de todas as formas possíveis para que ela não tivesse sentido nada estranho.

Desculpe, eu não vi que estava tão perto. Sua mixagem me deixou bastante atenta. Você é muito boa no que faz. Em vinte segundos mostrou que a música poderia soar de outra forma, adicionou o que faltava. Deveria postar isso. Tenho certeza que muita gente vai gostar, também. — disse, um tanto nervosa.

Mas, abri um novo sorriso. Desta vez, um torto, ladino. Não imaginava que um simples contato de lábios tão ligeiramente, poderia me causar um turbilhão de sensações. Sentia o lugar que havia tocado o canto dos lábios dela formigar, uma coisa que nunca havia acontecido antes. Não dessa forma. E se o namorado dela tivesse entrado no quarto e visto a cena? Seria embaraçoso. Quer dizer, ela com certeza deveria ter um namorado. Era tão linda, que consideraria burro aquele que não tentasse nada. Melhor ainda, já que teria o caminho livre para chegar até ela. Mas, sabia que era algo impossível. O celular tocou com uma mensagem, quebrando o momento um tanto que vergonhoso. Era Dean.

Seu irmão e a mania de me arrumar uma namorada. As vezes seu irmão irrita. — percebi que tinha soltado uma informação valiosa. Já era tarde pra dar com o pé atrás. — Eu espero que não tenha problemas com isso, eu... Eu... Prefiro garotas. É melhor com... Droga. Bem. — me compliquei, sorrindo sem graça.

Esperava que ela não desse um ataque homofóbico ou algo do tipo, estava embaraçoso, mas queria saber um pouco mais sobre aquela garota.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 24 Set 2015 - 15:13


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Tinha a atenção ainda mantida no computador, tentando assimilar que Shannon havia sentado no meu colo, por tempo o suficiente para perceber que havia algo de errado ali, mas parecia não ter - graças a Deus - notado. A tensão era algo preliminar. Já sabia lidar com o caso, mas tratando-se daquela loura em questão, as coisas tendiam a ser diferentes do comum. Respirando fundo, dissipei um pouco daquela intensidade, mantendo-a apenas no olhar. "Respire." Estava fazendo isso, mas tinha minhas dúvidas de que ela estava o fazendo. Por que? Não era normal alguém te pedir algo tão óbvio, a não ser que estivesse precisando do mesmo. O que havia afetado ela? E por que parecia esconder alguma coisa?

Estou respirando. — disse, convicta. — Tenho a impressão de que é você quem precisa fazer isso. Apenas me pergunto o por que.

Falei, deixando-a ciente de que eu estava prestando atenção nela. Porém, não disse mais nada, já que suas palavras seguintes pegaram-me de jeito. Então ela também... Ow. Não, não o fato de também preferir meninas. E sim, a coisa de ter descoberto quando... Quando tinham se encontrado pela primeira vez. Lá estava o sorriso confiante que pouco se via, o de quando agia como uma predadora prestes a desafiar sua presa, encurralando-a até o momento de saciar sua fome. Depois de tanta informação, deveria agir um pouco confusa, para não dar tanto a entender. Não queria ser vista como alguém que, de fato, ia pra cima com tudo. Porém, Shannon parecia ser minha exceção. Então, por que não agir? O único problema seria, se ela já tivesse alguém. Aproximando-me o bastante dela, fiz com que se recostasse na madeira da mesa, por mais uma vez, espalmando as mãos na base, ficando tão próxima a loura, que bastava apenas um gesto, e a teria da forma que mais desejava naquele momento. Então, resolvi mexer um pouco com o perigo, já que a qualquer momento, a porta do quarto poderia ser aberta.

Você precisa postar isso. Se não fizer... — me inclinei pra frente, deixando o rosto ao lado do dela, colando os corpos. Pus o arquivo disponível, pronto para upload. — Eu abro minha conta, e faço.

Virei o rosto, roçando os lábios em sua bochecha esquerda, pincelando a ponta do nariz por sua pele cheirosa, não resistindo ao gesto. Se ela tinha dito que se descobrira comigo, nada mais justo do que ela saber o que me causava. Tanto antes, como agora. Ladeando seu quadril com ambos os braços, pressionei o corpo ao dela, agora, sem medo. Estava agindo quase que dominada pelo momento, tentando puxar os freios, mas era algo que não acontecia.

Aliás, deixe-me dizer. Desde aquele dia, você não saiu mais da minha cabeça. — fui direta, e, me dando por vencida, encostei os lábios aos dela.  — E depois de entender o que estava sentindo, venho sonhando com o dia que poderia te beijar. — joguei verde, os olhos presos a ela como se Shannon fosse um tipo de ímã.

Me afastei um pouco, tendo consciência do que estava fazendo. Tínhamos ido ali para estudar, e lá estava nós duas, em uma coisa totalmente diferente do planejado. E se ela me estapeasse? Bom, nada mais importava, se não, a vontade avassaladora que tinha de beijar aquela loura.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 24 Set 2015 - 23:49


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Sabe quando você perde o poder de controlar os seus sentidos, e cada passo, fala ou gesto que faz, é feito no modo automático? Era basicamente isso o que acontecia agora. Meu corpo não respondia aos estímulos do meu cérebro. O que diabos tinha dado em mim para agir daquele jeito? De forma alguma agiria assim, como se não tivesse filtros. O que Shannon iria pensar? Havia lhe dado um quase beijo! E a prensada que lhe dera na mesa? Céus. Precisava de limites, urgentemente. Ali, olhando para aqueles puros olhos azuis, poderia ver um transbordar de veneno. Um veneno que lhe contaminava com o mais puro querer. A queria, e isso era tudo. E aquele cheiro delicioso de morango que vinha dela? Mas isso não implicava em agir como estava fazendo. Poderia assustar a menina, faze-la pensar que era uma aproveitadora e acabar gerando uma confusão. E se ela dissesse a Dean que estava sendo abusada? Nessas horas eu queria ser um Power Ranger, para morfar e sair de megazorde de uma situação como essa.

Agora, estava quase preocupada. O fato dela poder sentir a leve protuberância abafada pelo short de compressão era algo nulo. Se por acaso ela achasse que eu estava lhe abusando, teria milhões de pontos negativos contra. Portanto, perdia a chance de te-la para mim. Ok, tenho apenas quinze anos, mas, estou certa de que eu preciso dessa garota, como preciso de ar. Nossa senhora. Alguém se superou na arte do clichê. Mal sabia que era só o começo. Surpreendida por ela, teve suas mãos nos próprios ombros, tendo de controlar o ritmo cardíaco ao ouvir que a recíproca era verdadeira. A partir daquele momento, nada estragaria o dia. Nem mesmo o fato de que a loura tinha imposto o limite que estava precisando. Acharia fofo a tonalidade de suas bochechas, assim como sua explicação, se não estivesse se sentindo tão deslocada e corada quanto ela.

Eu seria muito burra se alguém tão linda como você me desse uma chance, e eu desperdiçasse, te fazendo ser só mais uma. — acariciei sua cintura, a ponta dos dedos pressionando bem contra a camiseta, para sentir um pouco mais dela. — E me desculpe por isso, eu realmente não quis invadir o seu espaço. Eu não sei o que me deu, mas, eu sei que quero fazer certo com você. Quero te levar não só em um encontro, mas em vários. Quero te conquistar de todas as formas possíveis, e te mostrar que eu posso fazer valer a pena.

Olhei seu rosto, certa de que a cada vez que pensava nela, via suas feições com clareza, e sonhava com o dia em que poderia toca-la daquela forma. Ainda que não fosse do jeito certo, eu tinha conseguido. Eu tinha realizado uma parcela do meu sonho. Deixando-a livre dos meus braços, Shannon se afastara, falando sobre irmos a praia. Suas palavras ecoavam em minha mente, de forma a pensar que ela queria tanto quanto eu. E estava me dando a chance de tentar. De fazer certo. E eu? Bem. Estava ao seu lado, tentando não ser tão invasiva. Será que, estaria considerando sozinha, que aquele passeio na praia poderia ser o primeiro encontro? Poderia lhe pagar um sorvete, andarem perto uma da outra, fazer coisas normais, mas que carregariam um bom significado para o começo do que poderia vir a ser... A coisa mais certa que estava fazendo na vida. Após saírmos da residência e chegar a beira mar, dobrei as mangas da camisa xadrez até os cotovelos, tirando o all star e deixando próximo a ilha de entrada da casa. Ao voltar para próximo da loura, resolvi começar a agir como deveria.

Este pode ser o nosso primeiro encontro? Quero te levar pra tomar um sorvete, ou, algo que você queira. — sorri, sem jeito. — Eu... Eu posso segurar a sua mão? Vou entender se não quiser.

Ainda ao seu lado, aguardou por qualquer resposta vinda dela, sentindo-se mais ansiosa do que nunca. Era a primeira vez que levava uma garota a um encontro, e meio que não sabia o que se fazia em coisas assim, mas estava pronta para saber como era, com ela, e só ela.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 27 Set 2015 - 16:45


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Como eu poderia controlar o que sentia, para que ela não percebesse com tanta facilidade? Sempre consegui bloquear minhas expressões, mas com Shannon, era diferente. Ela mesma desencadeava uma chave de novos fatores, novos sentimentos, novos temores, e eu estava tendo que lutar contra mim mesma, para não evidenciar todos eles. O problema, era conseguir pensar direito, quando tanta coisa começava a acontecer, logo como o rumo que as coisas aconteciam naquele momento. "Tecnicamente essa era a ideia desde o momento que..." O que ela iria continuar a dizer? Tendo que me virar apenas com a imaginação, deduzi que Shannon tinha armado aquela situação. Agradecendo pelo motivo de que seres humanos não podiam ler mentes, estava pensando no quanto aquela loura podia ser mais meticulosa que o irmão mais velho.

Eu também gosto de menta com chocolate, mas prefiro só menta. — precisava dizer que quase  tinha tido um derrame quando ela entrelaçou nossos dedos?

Eu precisava, urgentemente, de uma maneira para controlar o nervosismo. Não duvidaria de que logo minha mão começaria a soar, e é lógico que ela perceberia. Já estava vendo: Uma Shannon dando gargalhadas, enquanto eu me retraia para mim mesma, envergonhada e certa de que nunca mais seguraria a mão de alguém. Ela nos puxou para iniciar a caminhada, e, eu só conseguia olhar para frente, pensando no quanto eu estava me sentindo em casa. Após tantos anos pensando naquela garota, no que ela me fizera sentir enquanto ainda era uma criança inocente, era a prova de que não estava cedo para dizer. Ela era a minha casa. E, um ensinamento que levava comigo, dado por meu avô, era: Você pode sair, passar anos, ou nunca mais voltar. Porém, você só tem uma casa, e é nela que vai querer estar para sempre. E Shannon acabara dando sentido àquelas palavras. Voltando a atenção para ela, tive de me esforçar um pouco para acompanhar suas palavras. Negando com a cabeça, olhei para o mar enquanto ela colocava seu óculos de sol, para proteger os olhos. Estava tentando não pensar muito no fato de que as mãos tinham o encaixe perfeito, ou em como a pele de Shannon era delicada, extremamente macia. Por estes pensamentos, tinha adquirido um leve tom rosado nas maçãs faciais, sentindo que era observada.

Então, fui bombardeada por várias perguntas. Um sorriso alegre brotara em meus lábios. Aquilo era um indício de que não era apenas eu sendo afetava com aquela proximidade. Mordi o canto do lábio, só para não sorrir mais. Ela pensaria que eu era louca, caso me visse gargalhar, apenas por estar... Apaixonada. Apertei os dedos aos dela, virando o rosto para olhá-la. Acabei por deixar um beijo bem pressionado em sua bochecha.

Minha cor preferida era vermelho, mas até o dia que eu vi os olhos mais lindos que alguém poderia ter, passou a ser azul. — sorri, sem jeito. — Minha banda preferida é Fifth Harmony, e tenho alergia a camarão. Não é bem alergia, eu acho. Sinto dor de dente, e fico com febre. Eu não gosto de chocolate. Como apenas quando tenho uma súbita vontade, amo pizza, e me exercito bastante, por conta dessas besteiras que como vez ou outra. E você? Me fale sobre você.

Disse, devagar para que ela absorvesse cada coisa. Cheguei um pouco mais perto, sentindo a brisa marítima deixar um clima tranquilo para o momento. Puxando uma respiração profunda, ainda estava tentando não rir. Nós duas estávamos agindo como duas bobas apaixonadas, e de fato, eu não reclamaria disso. Estava com um passo para dentro do que era amor, e se fosse para explorá-lo da melhor forma possível, levaria aquela menina comigo. E faríamos todas as descobertas juntas.

Você é tão linda. — ainda olhando para ela, deixei escapar. Era mais uma vontade que tinha de dizer, desde o momento que tinha posto os olhos nela.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 28 Set 2015 - 18:46

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Era exatamente nesses momentos que me perguntava por que o ser humano não tinha um botão de "desligar cara de cavalo chucro", já que claramente eu não estava no controle total. A única coisa que ainda respondia aos meus estímulos, eram minhas mãos. Isso, por que uma estava muito bem presa na mão de Shannon. O quão estranho era aquela coisa de querer estar sorrindo para o nada, tudo por estar segurando a mão da garota mais linda que já havia visto? Ela era tão fofa!

Com o adicional de que essa mesma garota também parece ter certo interesse em você, sendo também, o primeiro amor da sua vida. Sim, se você subentendeu que eu me apaixonei à primeira vista, você está terrivelmente certo.

A primeira coisa que me ocorreu ao ouvi-la dizer que vermelho seria a sua cor normal enquanto estivesse comigo, foi a coisa mais bonitinha que eu já tinha escutado. E foi assim até que ela completasse sua fala. Estava um pouco vermelha, diante de todas as palavras dela. Ela gostava da cor da minha pele! Eu a deixo nervosa! Deus, essa menina vai acabar comigo, de todas as formas. Percebi que a mão dela estava começando a soar, assim como a minha, que já havia entrado no processo a alguns minutos atrás. Na minha cabeça, mil e uma desculpas se formavam. O nervosismo, ansiedade, o calor. Tudo para que ela não achasse que era alguém que não cuidava da própria higiene. Fiz questão de memorizar cada um de seus gostos, para não esquecer. Sua fala sobre descobrir aos poucos fazia sentido, afinal, não tinha dito quase nada sobre mim. Apenas o básico do básico. Coisas que todos sabiam. E com ela, eu meio que queria confidenciar alguns momentos. Dividir coisas que apenas nós saberíamos. Piadas internas, assuntos mais delicados, qualquer coisa que fizesse dela, mais uma vez, única. Então, a loura soltou minha mão, me deixando extremamente perdida com a proposta. Mergulho? Eu não estava vestida adequadamente! Shannon acabou por tirar a blusa, e revelar um biquíni. Ela tinha mesmo planejado aquilo, já que estava com o traje de banho.

Um sentimento de desespero começou a me dominar. E se ela visse o que eu... Não consigo nem imaginar como ela poderia reagir. Para piorar, pude notar como o corpo dela era bem desenvolvido, diferente das demais garotas de sua idade. Imediatamente comecei a pensar em como Paz fazia para tentar alcançar seus pés, e massagea-los depois de um dia cheio na mansão. Tudo para não despertar o amigão bem preso pelo short de compressão. ─ E-eu não sei... Não estou com biquíni. ─ tentei explicar, um pouco aflita.  Porém, eu não queria acabar com a alegria que ela estava demonstrando. Também, tinha algo que ela havia dito, que me tocara. Não sabia bem o que esperar daquilo. Shannon tinha amor pela atuação, pela arte de interpretar outra pessoa. E se ela começasse a fingir? Eu simplesmente não saberia. ─ Deus do céu, eu espero que não me arrependa disso. ─ falei baixo, para mim mesma. Respirei fundo, olhando para os lados. Não tinha ninguém por ali, deveria ser pelo fato de que era uma área privada para as mansões por ali. ─ Ok, vamos lá. ─ Tirei a camisa xadrez, e depois a regata, ficando de sutiã. Era preto, pelo menos isso. Não ousei tirar o short, apenas retirei o que tinha nos bolsos, enrolando na camisa xadrez. Esperei que ela contasse até o três, e corri o mais rápido que pude, dando passadas longas e ágeis, impulsionando o corpo para um mergulho, assim que tinha alcançado uma boa profundidade da água.

Baby, listen please. I'm not on drugs, I'm not on drugs. I'm just in love. Baby, don't you see?

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 12 Out 2015 - 22:33

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Hipnotizada. Era exatamente assim que eu me encontrava. Sabe quando o mundo parece estar fora do eixo, e seu foco é apenas um? O meu, neste momento, eram as íris azuis de Shannon. Brilhavam em contraste com a luz solar refletida nas águas calmas da maré. Era como se alguém tivesse colocado milhões de pedacinhos de safiras ali dentro, e ao contato com a iluminação perfeita, o efeito de que aquele olhar estaria indo no fundo de sua alma era facilmente transpassado. O que ela havia dito? E por que Shannon estava tão perto, agora? Quando tinha se aproximado tanto? Céus! Deveria estar mais atenta aos movimentos daquela loura, ou acabaria fazendo alguma idiotice, tipo me assustar com a curta distância repentina, bater os braços no mar e acabar lançando um jato d'água no próprio olho. Ou pior: no dela. Então, aos poucos, cuidei em sair do estado de retardo absoluto, para poder prestar atenção naquela personificação de Afrodite em minha frente. — Puta que pariu! — disse baixo, ao perceber a forma em como ela estava agora. Parte do rosto emergido, aumentando a beleza refletida de Shannon. Pelos deuses! O primeiro sinal de vida fora dado dentro do short, e este era o fator que mais poderia odiar agora: estar na presença de uma garota – a garota, na verdade - gostosa, no primeiro encontro, e acabava por ficar excitada com um simples olhar. Sim, eu tinha notado que seus olhos haviam encontrado meus lábios, e passado mais tempo do que deveriam ali. Este era o preço da puberdade. Hormônios a flor da pele. Resistindo ao impulso de apertar o que tinha entre as pernas, acabei por tomar uma respiração profunda, mergulhando em seguida. Não tinha saído muito do lugar. Apenas um passo para frente, aproveitando para arrumar o cabelo. Tinha emergido bem em frente a loura, a uma distância mínima. Podia sentir o seu cheiro adocicado misturado com o sal marítimo, sendo incapaz de afastar-se dela, pus uma mão em sua cintura. O contato havia gerado um tipo de choque, não daqueles que os cabelos arrepiam assim como todo o corpo, ou a pessoa é incinerada em poucos segundos. Era mais um tipo de enlace, onde estávamos compartilhando uma sensação nova, indescritível. A trouxe um pouco mais para perto, tomando cuidado para que Shannon não entrasse em contato com minhas partes baixas.

Acho que não tem por que esconder isso... — mantive o olhar em seus lábios, ao primeiro momento. Logo em seguida, alcancei suas orbes brilhantes e preciosas, encontrando o meu próprio reflexo ali. Mantive a expressão neutra, apesar de ter as sobrancelhas um pouco unidas, demonstrando nervosismo. — Eu quero muito beijar você, agora. Assim, molhada e ainda mais tentadora. — deixei bem claro, levando o polegar até seus lábios sedosos, exalando uma deliciosa aura desejável. Deslizei a ponta do dedo pela parte inferior, os olhos fixos ao gesto, arrumando forças do inferno para poder me manter no mesmo lugar. — ... Mas não vou fazer isso agora. Nosso primeiro beijo tem que ser em uma ocasião especial, e eu vou me dedicar para fazer isso acontecer. — voltei a encarar seus olhos. Aproximei o rosto do dela, quase roçando as bocas, desviando a tempo para o cantinho dos lábios naturalmente rosados e apetitosos da loura, ficando com um gostinho de quero mais. Me afastei, e logo estava nadando para fora da água. Tinha completa noção de que o short estaria extremamente colado no quadril e nas pernas, evidenciando que havia algo volumoso ali. Então, sai primeiro, e assim que alcancei minhas coisas, puxei a camisa xadrez, amarrando na cintura, meio virada de lado. Isso impediria uma visão completa daquela região proibida. Olhei para trás, mordendo o lábio enquanto observava a loura, com uma sensação de formigamento na boca por conta do quase beijo.

Baby, listen please. I'm not on drugs, I'm not on drugs. I'm just in love. Baby, don't you see?

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 13 Out 2015 - 14:08

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Sabe toda aquela coisa de sentir fogos de artifício? Pois é, nem eu. Agora, sabe como é se sentir em um campo de guerra? A cada passo que você dá, uma bomba explode, mas diferente do esperado, sua vida não entra em risco. Muito pelo contrário. Era um tipo diferente de um campo de guerra. Era o tipo que você gostaria de estar, já que estaria redescobrindo o seu próprio ser com cada mínimo gesto feito. Um milhão de sensações me atingiram com força total. No primeiro segundo eu já não tinha mais controle sobre o meu corpo, nenhum comando era obedecido, e sabe o que era melhor? Eu não estava me importando com isso. Os lábios dela tinham gosto de desejo. Quanto mais eu tinha, mais eu queria. E eu teria. Sem o mínimo teor de perigo nas veias - apesar dele existir e em auto índice -, peguei sua cintura com firmeza, recostando-a no coqueiro logo atrás, ainda sim, puxava seu corpo de encontro ao meu, por mais que estivesse pressionando-me a ela. Shannon vai sentir você! Quer que ela se assuste e saia correndo para nunca mais olhar pra você? Por que eu não conseguia me importar com isso também? Firmei bem a mão na parte baixa de seu quadril, na parte traseira, pressionando-a a mim, enquanto que com a outra mão, enroscava os dedos na parte interna de seus cabelos, introduzindo a língua em sua boca. Lentamente iniciei uma exploração intensa, descobrindo cada canto daquele lugar. Sinceramente? Eu poderia passar todo o tempo beijando aquela boca. Quebrando o beijo - sem separar os lábios -, capturei o seu superior, sugando de uma maneira leve, para depois chupar o seu inferior com vontade, puxando-o entre os dentes até que estivesse prestes a escapar. Mas, antes que isso acontecesse, voltei a colocar a língua em sua boca, retomando o beijo.

Ao final do contato, o beijo foi quebrado com selinhos que alternavam de longos para outros mais estalados. Apertei sua cintura, chegando ainda mais perto da loura. Jesus, tinha sido muito melhor do que nos sonhos e de qualquer outro beijo que ja tinha dado na vida! Eu quero mais. Muito mais. Colei o corpo ao dela, já era tarde para voltar atrás. Migrei a boca para seu pescoço alvo, molhado, raspando os dentes contra a pele para sentir a textura. Ainda melhor do que eu esperava. Sem mais, cravei os dentes na região, puxando-os com bastante pressão para baixo, tomando cuidado para não deixar uma marca. Não ali, em um lugar tão exposto. — Acho que tenho um novo vício. — ainda com a boca ali, murmurei contra sua pele. Era evidente que Shannon sentiria o quão excitada eu estava. Modéstias a parte, tinha um bom cumprimento ainda na idade da puberdade, e naquele momento, isso era os dois lados da moeda. Ou bom de mais, ou ruim de mais. Sempre pensava na segunda alternativa, mas faria deste momento com a garota dos meus sonhos - pela qual estava irremediavelmente apaixonada - uma coisa nova. Inverti as posições, recostando-me no coqueiro, mantendo-a ainda bastante próxima, sem que nenhum tipo de espaço existisse entre nós duas. Enquanto retomava o fôlego o qual ela havia me roubado, puxei uma respiração profunda, fechando os olhos e colando a testa na dela. — Você ja deve ter notado que eu sou diferente, hm? — murmurei, tentando não soar tão pesarosa quanto realmente poderia estar naquele momento. — Melhor saber antes de realmente se envolver, então... Sou interssexual. — meus olhos foram se abrindo lentamente, enquanto afastava um pouco a testa da dela. Agora, era tudo ou nada. Meu coração batia forte, acelerado. A respiração começava a pesar uma tonelada em meu peito, o nervosismo fazendo minhas mãos - molhadas da maré - suarem.

Baby, listen please. I'm not on drugs, I'm not on drugs. I'm just in love. Baby, don't you see?

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 15 Out 2015 - 21:44

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Olhos fechados, batimentos cardíacos divergentes, sensação de estar no paraíso, lábio preso entre os dentes: Quatro sensações, quatro sintomas. Não tinha mais volta, desde aquele dia, no saguão do hotel. Era amor.

O frescor causado pelas gotículas de água salgada correndo por meu corpo era bom, muito bom. Mas, havia uma outra sensação ainda melhor, a qual esmagava qualquer outra coisa no momento. A sensação de estar de frente, pela primeira vez na vida, para o caminho certo. Sabe aquela vontade de correr por ai? De gritar, de fazer algo que, aos olhos de um leigo, não faria o menor sentido? Se você não sabe, minhas sinceras lamentações. Aqui vai uma coisa besta, mas com um profundo sentido: Todos deveriam saber o que é amar. O que é sentir o peito invadido por um nada que ao mesmo tempo era, é, tudo. Confuso? Muito, mas, pode crer: É a melhor coisa do mundo. Shannon deixara claro que aquilo, minha condição, não afetava-lhe de maneira alguma. Para não ser leviana e negar que acreditava naquilo completamente, posso dizer que ainda tinha certo receio em uma má reação vinda dela. Também estaria sendo desonesta se dissesse que o seu sorriso, aberto de uma forma puramente reconfortante - mais ainda sim um sorriso - me fizera bem de imediato. Servira, na verdade, para causar um holocausto. Era como se estivessem me queimando para algum sacrifício hebreu. As palavras, definições e qualquer outro artigo para expor o que eu sentia era completamente inválido. Eram coisas de mais para por em palavras. E o que tínhamos a fazer? A resposta era bem simples, e, a poucos segundos atrás, tínhamos dado o ponta-pé inicial.

Sentir.

Seu corpo moldou-se ao meu, após a retirada com intenções curiosas para com o meio de minhas pernas. Meus ombros teimaram em baixar, mas em seguida de suas palavras, tive a deixa de que poderia ser confiante com aquela loura. Em um momento de distorção daquela realidade, ergui o rosto para cima. Encarei o céu, como se pudesse ver além da camada perfeita colorida em um tom de azul claro, pincelado com uma diversificação esbranquiçada. Deus, agradeço-te por enviar a mim, este anjo. Posso não ser o melhor de teus filhos, não merecedora de tamanha bondade, mas oferto-lhe minha inteira sinceridade quanto ao agradecimento. Não só por ela, mas por toda a felicidade e boas sensações que vieram junto. Baixei o rosto, encarando as íris azuladas em completa atenção. — Eu não sei bem o que dizer. — com as costas da mão direita, toquei a lateral de seu rosto, querendo mais algum contato. Nunca seria o bastante. Um sorriso morno tomara posse de meus lábios, encurvando-os tranquilamente. — ... Só... Eu não esperava essa reação, e talvez por isso, não tinha planos de contar. Mas não seria justo. Você precisava saber, antes de tudo começar. Antes de um arrependimento. — meu polegar apossou-se de seu queixo em um gesto delicado, e furtivo. Queria seus olhos em mim, também. Dei-lhe um selinho, voltando a dar uma mordida em seu lábio.

Maldita hora em que o fiz.

O gosto dos lábios de Shannon eram como heroína para uma viciada, que no caso, tratava-se de mim. O paraíso não pode existir, caso o inferno também não venha junto. Aquela garota havia sido moldada por deuses, mas implementada com a magnificência de demônios. Ela era o ápice da fatalidade, e por Deus!, ainda era uma adolescente. O que será dos meros mundanos ao seu redor, quando atingir a idade adulta? O que será de mim? Umideci os lábios com a ponta da língua, afastando os pensamentos, focando nela, parada, esperando por algum tipo de resposta. — Isso soa bom, mas, não sei se adiantaria, sabendo que não muito distante você estaria, sem essas roupas e debaixo do chuveiro. — um sorriso maroto mostrou-se sujeito para o momento, onde tratei de recolocar a camisa xadrez em meu corpo. Reaproximei-me de Shannon, selando os lábios aos dela, tomando sua mão livre na minha, uma outra vez. Fiz o movimento indicando que voltaríamos para sua casa, tendo uma ideia. Esperei que caminhássemos de volta em um silêncio confortável, aproveitando aquele momento. Não muito depois, chegamos em frente a mansão.

Vamos fazer o seguinte... Eu vou para casa, tomo banho, e volto a noite. A gente sai pra comer alguma coisa, e depois toma sorvete. O que acha? — olhei para os lados, na esperança de que seu pai não estivesse nos observando de algum ponto estratégico com alguma espingarda ou metralhadora de elite. Estava jovem de mais para acabar morta por querer levar a filha de um assassino em um encontro. — Não sei se você viu, mas no dia que ajudei seu irmão, deixei meu número anotado em um pedaço de papel e coloquei em seu livro de matemática, quando me ofereci para ajudar. Então você me liga e diz se vai ou não, certo? — me inclinei, beijando sua bochecha. Toquei sua cintura, apertando-lhe sutilmente. — Espero que vá. — me afastei, ainda podendo sentir o seu cheiro mexer com cada célula do meu corpo. Eu tinha que ir, ou, acabaria me perdendo no meio do caminho. Nela.

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