{MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

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Mensagem por Convidado em Qua 23 Set 2015 - 21:22


Eletric compiliation

A postagem se inicia entre Dianna Ohlweiler e Shannon Gould-K. Está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado, passando-se esta em alguma tarde de 2013, na mansão Gould-Kempner. O conteúdo é livre e a postagem está em andamento.



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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Qua 23 Set 2015 - 21:36


Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight. And you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright. I pick my poison and it's you.

it's math time
looking like horrible time
- Eu ainda não acredito que você pediu ajuda a ela. Você sabe que eu adoro te ajudar, Shay. É uma troca: você me ajuda em biologia e eu te ajudo em matemática. Estou me sentindo traída. – A voz de Lucy soava pelos altos falantes do celular em um tom bastante decepcionado. Ou dramático, como preferir. Shannon girou os olhos, continuando a busca por uma roupa confortável o suficiente para aquele dia extremamente quente em Miami. Havia acabado de sair do banho, e receber a visita nua não era uma opção. Alcançou o celular na ilha no meio do closet, colocando-o um pouco mais perto de si. – Pela quinta vez, Lucy, eu não pedi ajuda a ela. Eu pedi ao Dean. Mas parece que meu irmão é tão ruim quanto eu com números e ela se ofereceu no lugar dele. Só isso. – Puxou a camiseta creme da gaveta, vestindo-a rapidamente e andando em direção oposta, começando, agora, a busca por um short. Um suspiro foi-se ouvido. A loira prendeu o riso. – Dean... Ele consegue ser ruim em algo? Às vezes eu assisto aos treinos de lacrosse e, meu Deus, ele é ótimo. Além de ser lindo. Shannon, seu irmão é lindo. Eu não me importaria se ele me... – Abotoando o short jeans escuro, se aproximou do aparelho, enlaçando-o agilmente e tirando do viva-voz justamente no momento que Heidi apareceu com suas roupas lavadas. Ajeitou suas vestes enquanto equilibrava o eletrônico entre o ombro e o ouvido e via sua imagem refletida no enorme espelho que tinha a sua frente. A amiga continuava tagarelando sobre seu irmão. – Que nojo, Lucia! Pare de falar de Dean dessa forma. E, espere um momento. – Virou-se para a mulher de meia idade, comentando algo, em holandês, que uma amiga viria para estudar e que era pra recebê-la, levando-a em seu quarto assim que ela pisasse na casa.  – Pronto. – Arrumou o cabelo em um coque frouxo, saindo do closet e entrando em outro cômodo dentro do seu próprio quarto. – Você fica tão sexy falando húngaro. Fale assim com ela e tenho certeza de que ela te beijará. – Um vinco se formou entre as sobrancelhas da loura e uma coloração profunda tomou suas bochechas com o tom de voz da amiga.  A menina pigarreou, claramente sem graça. – Em primeiro lugar, eu falei em holandês, não em húngaro. E, em segundo, quem disse que eu quero que ela me beije? E terceiro, vou desligar. Preciso ajeitar as coisas porque Dianna pode chegar a qualquer momento. – Coçou a nuca em um sinal sem graça, escutando a risada escandalosa do outro lado da linha. – Você gosta dela! Oh, Shay, você está apaixonada! Está corada? Eu sei que tá. Aposto q... – Em um movimento rápido, tirou o celular do ouvido e cancelou a chamada. Seu rosto queimava em sinal de vergonha. Lucy conseguia deixá-la sem jeito com mínimas coisas e nesse momento ela estava ponderando se valia a pena contar tudo a ela.


Shannon não via problemas em gostar de outra garota. Não mesmo. O problema daquela situação toda era o fato de que ela gostava de uma garota que quase não conhecia. Havia visto a morena o que? Duas ou três vezes em um período de três anos? Aquilo tudo que se passava com ela se assemelhavam e muito as histórias que costumava ler. Respirou fundo, sentando na cadeira de rodinhas posta a frente do enorme computador que ficava no canto da mesa. Faltava pouco mais de dez minutos para dar o horário que havia combinado com Dianna e ela queria terminar o projeto da música que havia começado no dia anterior. Enquanto aguardava o eletrônico iniciar, passou os olhos em seu cafofo. Duas estantes embutidas, que iam do chão ao teto, guardavam todos seus livros em ordem alfabética de autor. Em um canto, um pufe enorme e confortável para se fazer as suas leituras diárias, juntamente com um abajur para lhe dar a iluminação necessária. A mesa de madeira, da mesma cor das estantes, fazia todo o contorno da parede azul bebê, porém essa era “dividida” em duas: o lado próximo a porta era destinado ao iMac, aos pequenos equipamentos de DJ que tinha e ao teclado. Tudo para mixar as músicas. Do outro havia os livros didáticos e todos os materiais que precisava para estudar. Aquele ambiente era uma bagunça organizada, nas palavras da loirinha. Tornou a virar-se para a tela, pegando o fone de ouvido e colocando sobre as orelhas. Abriu o aplicativo de mixagem e retomou o projeto, justamente do ponto que havia parado. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 23 Set 2015 - 22:33


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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O que tinha na cabeça quando resolvi me candidatar para lecionar a G-Kempner mais nova? Fora, o interesse que havia desenvolvido, a atração que sentia por ela, e poderia falar mais mil e um motivos. Ok. Tinha que focar na parte em que a garota tinha dificuldades, e ajudá-la no que poderia. O fato, é que nunca tinha estado na presença dela sem Dean por perto. Era mais amiga dele, de uma forma ou de outra. Estava me olhando, frente ao espelho do chão ao teto, pensando se aquela roupa tinha a capacidade de não me fazer parecer uma desleixada. Camisa xadrez em tons variantes de azul, um short jeans escuro, e cinto caramelo escondido pela camisa. Nos pés, all stars branco de cano médio. Simples. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo bem firme, indo ao banheiro checar se o short de compressão estava bem apertado. Ciente de que em algum momento começaria a incomodar por conta do aperto, teria que pedir uma pausa no estudo, para poder aliviar a pressão. Se é que iriam estudar, mesmo.

Com o pensamento correndo solto, peguei a bolsa, jogando uma alça no ombro esquerdo. Iria andando mesmo, para exercitar um pouco. Gostava de andar, olhar as pessoas. O caminho até meu destino não era tão longe, no mais tardar, chegaria em quinze minutos. Com os fones no ouvido, caminhei sem pressa, distraindo a mente de todas as situações que estava formando em mente. Imagina se eu chego no quarto na hora em que ela estivesse vestindo uma roupa ou procurando algo, abaixada? Seria super estranho explicar que era diferente das demais meninas, e mais, ter de dizer isso em voz alta. Já era acostumada com o próprio corpo, mas não sabia se ficaria confortável com uma - em parte - desconhecida sabendo de tal coisa. A poucos metros da casa, olhei o visor do celular, vendo que estava dois minutos atrasada. Não sabia dizer se era algo ruim, Shannon poderia ser extremamente pontual, e já estaria perdendo pontos com ela. Quer mesmo agradar? Parece que tem alguém realmente interessado aqui. Dei de ombros, ignorando meus próprios pensamentos. Estava um pouco ofegante pela caminhada, mas nada muito perceptível. Passei pela entrada externa da mansão, indo até a porta. Toquei a campainha, sendo atendida não muito depois por uma senhora que, claramente, não falava inglês. Ela deve ter percebido minha cara de quem estava perdida, e acabou por fazer um gesto com a mão, para que eu entrasse. Fiz um sinal de "legal" com o polegar, entrando na residência.

Estava já para começar a fazer língua de sinais, quando a senhora começou a andar e parou no meio do caminho, fazendo um novo gesto, para que eu lhe acompanhasse. Apenas fiz o que era requisitado, prendendo a vontade de rir. Se não tivesse ouvido sua voz assim que abrira a porta, tomaria uma nota de que ela era muda. Chegamos a porta de um quarto, no qual ela dera duas batidas na porta, esperando alguns segundos para abrir. Me fez entrar e fechou a porta, saindo sem mais um gesto. Não foi difícil encontrar a loura, sentada na cadeira, com fones no ouvido. Ja tinha tirado os meus, e guardado dentro da bolsa. Então, fiz o óbvio. Me aproximei, parando atrás da cadeira. Parei um momento para olha-la, aproveitando sua distração. Camiseta creme, short jeans. Muita pele a amostra. Tirei a bolsa do ombro, deixando-a cair ao meu lado. Gentilmente, pus ambas as mãos em seus ombros, deslizando-as até a lateral deles para chamar sua atenção. Esperei ela tirar o fone, dando alguns passos para trás, logo depois.

Desculpe o atraso. — foi tudo o que disse, um sorriso maroto se abrindo pelos lábios. — Oi.

Pus as mãos dentro dos bolsos do short jeans, esperando algum tipo de instrução do que fazer. Porém, estava um tanto curiosa. No momento em que havia tocado em seus ombros - e sentido uma descarga elétrica estranha - tinha visto que ela fazia um tipo de mixagem. Com o sorriso, afastei o pensamento, prestando atenção na bela menina a minha frente.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Qua 23 Set 2015 - 23:37


Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight. And you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright. I pick my poison and it's you.

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A batida nova que havia feito em contados três minutos lhe deixava em um estado de quase frenesi. Seu pé direito batia contra o piso de madeira polida no ritmo novo da música, uma vontade louca de fazer alguns passos de dança se apossando da loura. Ela havia se superado. Sua atenção estava totalmente voltada ao que fazia e não notou quando a figura morena e esguia entrou pela porta.

O arrepio causado pelo toque se assemelhou a um choque. Sua mão travou no mouse, a respiração parou por alguns milésimos em sua garganta e ela, momentamente, esqueceu como se falava.  Fechou os olhos por breves segundos, contando até três para retomar o controle do próprio corpo. Pausou a música já pronta, retirando o enorme fone e o colocando no suporte próprio. Antes de girar a cadeira para encarar a recém-chegada, a voz atingiu seus ouvidos, confirmando que a pessoa atrás de si realmente era ela. Abriu um sorriso um tanto que amigável, virando rapidamente o assento preto. – Atraso? – Olhou brevemente o relógio preso à parede, vendo que havia se passado apenas cinco minutos da hora combinada. Negou com a cabeça, sentindo-se profundamente afetada com o sorriso que lhe era lançado. – Nan, que isso. Não sou tão louca com seu sorriso assim. – Deu de ombros, franzindo a testa quando percebeu a gafe que havia cometido. Limpou a voz, sentido o rosto esquentar. – Horário. Quis dizer que não sou tão louca com horário assim. E eu estava um pouco entretida com isso aqui pra pensar que você me daria bolo. – Apontou para o computador atrás de si, reabrindo o sorriso ao se referir ao pequeno trabalho que fazia.

Ela aproveitou que a menina havia ficado um pouco interessada em sua tela de computador para dar uma olhada no corpo em pé a sua frente. Não, ela não estava secando a amiga do irmão – bem, ela achava que não. Dianna, além de ser uma pessoa extremamente adorável, era dona de uma beleza incrível, e não se surpreenderia caso soubesse que já estava comprometida. Levantou-se rapidamente da cadeira, em um salto, dando um pequeno susto na visita. Soltou uma risadinha. – Opa, me desculpa. – Ergueu os braços, em um sinal que comprovava suas palavras. – Antes de tudo, quero sua opinião para uma coisa! – Em um movimento rápido – e impulsivo -, colocou as mãos nos ombros cobertos e a empurrou para sentar-se na cadeira onde estava segundos atrás. – Use de toda sua sinceridade, ok? – Sem esperar alguma reação ou resposta da outra, retirou o fone do suporte, arrumando-o nos ouvidos da morena. – Essa é a versão original da música. - Deu o play na música, se colocando atrás da cadeira a apoiando as mãos no couro negro. Aguardou os três minutos do som, sentindo o tédio lhe corroer por dentro. Não que ela não gostasse da música, mas achava a batida enjoada. Se debruçou sobre a garota, esticando o braço - que no caminho roçou em pedaço da pele alheia -  para conseguir alcançar o mouse novamente. - E essa é a minha versão dela. - Diminuiu o tom de voz, já que o rosto estava próximo o suficiente do dela. Estava próximo demais. Tanto que conseguia sentir perfeitamente o perfume amadeirado que exalava da morena. Respirou fundo, mandando para longe alguns pensamentos que lhe brotaram. Deu play na música, ficando nervosa e ansiosa repentinamente: ela nunca havia mostrado seus projetos para alguém. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 24 Set 2015 - 0:25


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Estava prestando atenção agora na tela do computador, verdadeiramente interessada em ouvir o que a menina havia feito. A aparelhagem de DJ ao lado contrário do notebook era um indício de que ela não seria o tipo de pessoa que baixa o Virtual DJ e brinca de fazer mixagem amadora. Havia até um teclado. Era a única coisa ali que sabia tocar, por ter aulas de piano por quinzenas. Tinha mais ou menos uma noção do que fazer. Ja ela... Dean não possuía nenhum talento que não fosse atrair metade da escola, mas isso se dava a sua beleza. O seu complementar era apenas a simpatia e o companheirismo. Para mim, era o suficiente, vindo dele. Saindo do devaneio repentino, vi de relance quando ela virou a cadeira, o gesto parecendo ter sido feito em câmera lenta. A primeira coisa que vi, foi a forma cavada do decote de sua camiseta. Céus. Será que o short compressor seria suficiente? Melhor garantir e deixar uma almofada por perto. Quieta no lugar, ergui uma sobrancelha ao ouvir seus dizeres sobre meu atraso. O que tinha o meu sorriso? Mordi o lábio, focando a vista na tela do computador, ou acabaria com o olhar fixo nos seios dela e com uma certa animação entre as pernas, assentindo para o que ela tinha dito, sobre tolerar a pequena ultrapassagem do horário combinado. Acabei não percebendo quando ela se levantou, me assustando.

Er, tudo bem. Eu me distrai. — disse, enquanto era conduzida até a cadeira que ela tinha estado a poucos segundos, me fazendo sentar. — Ok, vamos ver o que você produziu.

Tentava ao máximo ignorar os arrepios que surgiam, no momento em que suas mãos me tocaram mesmo por cima da roupa, ou quando nossas peles entraram em contato pela segunda vez naquele pequeno intervalo de tempo. Precisei fechar os olhos por um segundo, me concentrando em ouvir primeiro a versão original da música. Certo, era até que boa, mas claramente tinha algo faltando. Os fones eram grandes para meus ouvidos, mas eram confortáveis e estavam em um volume agradável à audição. Agora era a vez de ouvir a mixagem. Poderia dizer que não estava surpreendida, mas seria uma grande mentira, caso o fizesse. Nos primeiros vinte segundos da música, era possível identificar a qualidade melhorada tanto da canção, como do nível expresso por ela. Ouvi quieta, sem expressar nada através do rosto ou corpo. Ao findar da canção, tirei o fone, pendurando-o em seu lugar específico, como a loura tinha feito antes, e sem perceber que estávamos tão próximas, me virei o suficiente para acertar o canto de sua boca com os próprios lábios, girando a cadeira. No processo, acabei por ir um pouco mais pra frente, fazendo com que a dona do ambiente caísse sentada em meu colo. Com o rosto completamente corado, pus as mãos em sua cintura com agilidade e firmeza, me levantando, deixando-a segura em meu peito. De pé, soltei seu corpo, rezando de todas as formas possíveis para que ela não tivesse sentido nada estranho.

Desculpe, eu não vi que estava tão perto. Sua mixagem me deixou bastante atenta. Você é muito boa no que faz. Em vinte segundos mostrou que a música poderia soar de outra forma, adicionou o que faltava. Deveria postar isso. Tenho certeza que muita gente vai gostar, também. — disse, um tanto nervosa.

Mas, abri um novo sorriso. Desta vez, um torto, ladino. Não imaginava que um simples contato de lábios tão ligeiramente, poderia me causar um turbilhão de sensações. Sentia o lugar que havia tocado o canto dos lábios dela formigar, uma coisa que nunca havia acontecido antes. Não dessa forma. E se o namorado dela tivesse entrado no quarto e visto a cena? Seria embaraçoso. Quer dizer, ela com certeza deveria ter um namorado. Era tão linda, que consideraria burro aquele que não tentasse nada. Melhor ainda, já que teria o caminho livre para chegar até ela. Mas, sabia que era algo impossível. O celular tocou com uma mensagem, quebrando o momento um tanto que vergonhoso. Era Dean.

Seu irmão e a mania de me arrumar uma namorada. As vezes seu irmão irrita. — percebi que tinha soltado uma informação valiosa. Já era tarde pra dar com o pé atrás. — Eu espero que não tenha problemas com isso, eu... Eu... Prefiro garotas. É melhor com... Droga. Bem. — me compliquei, sorrindo sem graça.

Esperava que ela não desse um ataque homofóbico ou algo do tipo, estava embaraçoso, mas queria saber um pouco mais sobre aquela garota.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Qui 24 Set 2015 - 10:37


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Ficaria estranho demais se ela começasse a pular ali, do nada? Ou pior, desmaiasse aos pés de Dianna? Shannon encontrava-se em um estado um tanto que contraditório: em seu interior, milhões de foguetes explodiam enquanto que, por fora, apenas apresentava uma expressão neutra; quase que vazia. Seus olhos estavam postos sobre a figura magra, porém milhares de pensamentos invadiam sua mente, impossibilitando-a de focar sua visão a menina, agora em pé, a sua frente. Era como se o tempo tivesse parado e a única coisa que podia fazer era agir como idiota.

Os lábios dela encostaram-se ao canto da sua boca. Você esteve sentada em seu colo por breves segundos. Ela segurou você firmemente pela cintura. E ela prefere garotas. Respire, Shannon, respire. Apenas tome um pouco de oxigênio e fique sã novamente. Ela pode estar começando a achar que você é uma idiota que não sabe lidar com situações inesperadas. Seu subconsciente ditava as regras e comandos para aquele momento, mas ela simplesmente não conseguia reagir. Era como se, naqueles pequenos dez minutos que estava em companhia de Dianna, - mais especificamente nos dois últimos -, houvesse descoberto seu paraíso particular. Ela já tinha experimentado daquela sensação antes, há três anos, quando a conheceu no hotel que havia se hospedado com sua família, numa das viagens que fizera para Miami antes de se mudar. Mas ela não sabia o que era aquilo que havia sentido quando colocou os olhos nela pela primeira vez. Agora? Agora ela tinha a plena certeza daquilo que lhe preenchia desde aquele dia. E, bem, até ousava dizer que estava até mais intenso. Paixão. Ela havia se apaixonado a primeira vista. Lucy estava certa! Piscou os olhos azuis, ouvindo ao longe as palavras ditadas pela voz macia. Dianna estava claramente nervosa e um pouco tensa. Retomou os sentidos e franziu a testa. Ela não estava entendendo o porquê de tanto nervosismo por parte dela. – Respire. – Apenas disse, um sorriso divertido se abrindo em seus lábios rosados. Sim, era quase que hipocrisia: ela estava aconselhando Dianna fazer algo que ela mesma quase não fazia. E, claro, em sua cabeça aquilo não fazia sentido algum: gostar de meninas, sendo uma menina, não era nenhum bicho de sete cabeças. Então por que agir como fosse? – E eu não tenho problemas com o fato de você preferir garotas, Dia. – Soltou o apelido sem perceber, já que estava com toda sua atenção voltada única e exclusivamente a ela. - Até porque eu também prefiro. – A calma e a clareza com que havia proferido as palavras lhe assustaram. Um sorriso morno brincou em seus lábios, substituindo o divertido de segundos atrás. Naquele momento, ela tinha duas opções: ou mudava o assunto e deixava todos aqueles fatos para trás, ou aproveitava para falar algumas coisas que lhe corroíam a mente desde o dia que descobriu que aquela menina específica era amiga do seu irmão mais velho. Mordeu o canto do lábio inferior, indecisa sobre o que fazer. Ela não tinha nada a perder, tinha? Voltou a encarar a face morena, soltando o ar drasticamente ao notar a intensidade presente no olhar alheio. Senhor. Deu um passo para trás, sentindo a madeira da mesa contra sua parte traseira. Apoiou as mãos na mesa, apertando-a ligeiramente com os dedos. – E se me permite complementar, eu descobri esse pequeno fato sobre mim no dia que conheci certa morena de óculos no W South Beach, algum tempinho atrás. – Agora era hora dela sorrir sem graça. Limpou a voz, tentando quebrar o pequeno clima formado entre ambas. Ergueu a mão e mexeu no cabelo, arrumando a franja que caia sobre os olhos para trás da orelha. Seu coque havia sido desfeito, então seu cabelo caia em cascata pelos ombros e costas. Desviou os olhos por alguns instantes, forçando-se a lembrar do comentário que ela havia feito sobre sua música. – E eu... Eu não tenho certeza sobre postar a música. Você sabe, o senso crítico de todo mundo é bem elevado, e eu não sei se estou pronta pra mostrar isso, assim. Eu estou acostumada com as críticas sobre minha atuação e tudo mais, mas sobre isso? - Negou com a cabeça, indicando que nem tão cedo mostraria aquilo para o mundo. - Mixar seria meu prazer culposo se eu já não tivesse um. E sem contar que existem muitas pessoas profissionais no ramo que simplesmente ririam de mim por tentar algo desse porte. - Insegurança era um ponto forte na loira e ela havia deixado isso claro. Inclinou a cabeça para o lado, franzindo a testa, em sinal de que estava pensando. Ela já havia falado demais em poucos segundos e provavelmente Dianna estava a achando uma tagarela. – Me desculpe. Tenho a mania de falar demais quando fico nervosa com alguma coisa. 

Era isso. Ela estava falando mais de si para Dianna do que já havia dito a qualquer um de seus amigos. Emoções diferentes tomavam conta de seu corpo e, sinceramente, ela estava achando tudo aquilo delicioso. Tomou uma terceira respiração, soltando uma risadinha nasal com a forma que Dianna agia. Shannon era muito em boa em fazer leitura de expressão corporal e, olhando para a morena, podia ver que ela estava um tanto que perdida. – Te dei informações demais, não é? 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 24 Set 2015 - 15:13


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Tinha a atenção ainda mantida no computador, tentando assimilar que Shannon havia sentado no meu colo, por tempo o suficiente para perceber que havia algo de errado ali, mas parecia não ter - graças a Deus - notado. A tensão era algo preliminar. Já sabia lidar com o caso, mas tratando-se daquela loura em questão, as coisas tendiam a ser diferentes do comum. Respirando fundo, dissipei um pouco daquela intensidade, mantendo-a apenas no olhar. "Respire." Estava fazendo isso, mas tinha minhas dúvidas de que ela estava o fazendo. Por que? Não era normal alguém te pedir algo tão óbvio, a não ser que estivesse precisando do mesmo. O que havia afetado ela? E por que parecia esconder alguma coisa?

Estou respirando. — disse, convicta. — Tenho a impressão de que é você quem precisa fazer isso. Apenas me pergunto o por que.

Falei, deixando-a ciente de que eu estava prestando atenção nela. Porém, não disse mais nada, já que suas palavras seguintes pegaram-me de jeito. Então ela também... Ow. Não, não o fato de também preferir meninas. E sim, a coisa de ter descoberto quando... Quando tinham se encontrado pela primeira vez. Lá estava o sorriso confiante que pouco se via, o de quando agia como uma predadora prestes a desafiar sua presa, encurralando-a até o momento de saciar sua fome. Depois de tanta informação, deveria agir um pouco confusa, para não dar tanto a entender. Não queria ser vista como alguém que, de fato, ia pra cima com tudo. Porém, Shannon parecia ser minha exceção. Então, por que não agir? O único problema seria, se ela já tivesse alguém. Aproximando-me o bastante dela, fiz com que se recostasse na madeira da mesa, por mais uma vez, espalmando as mãos na base, ficando tão próxima a loura, que bastava apenas um gesto, e a teria da forma que mais desejava naquele momento. Então, resolvi mexer um pouco com o perigo, já que a qualquer momento, a porta do quarto poderia ser aberta.

Você precisa postar isso. Se não fizer... — me inclinei pra frente, deixando o rosto ao lado do dela, colando os corpos. Pus o arquivo disponível, pronto para upload. — Eu abro minha conta, e faço.

Virei o rosto, roçando os lábios em sua bochecha esquerda, pincelando a ponta do nariz por sua pele cheirosa, não resistindo ao gesto. Se ela tinha dito que se descobrira comigo, nada mais justo do que ela saber o que me causava. Tanto antes, como agora. Ladeando seu quadril com ambos os braços, pressionei o corpo ao dela, agora, sem medo. Estava agindo quase que dominada pelo momento, tentando puxar os freios, mas era algo que não acontecia.

Aliás, deixe-me dizer. Desde aquele dia, você não saiu mais da minha cabeça. — fui direta, e, me dando por vencida, encostei os lábios aos dela.  — E depois de entender o que estava sentindo, venho sonhando com o dia que poderia te beijar. — joguei verde, os olhos presos a ela como se Shannon fosse um tipo de ímã.

Me afastei um pouco, tendo consciência do que estava fazendo. Tínhamos ido ali para estudar, e lá estava nós duas, em uma coisa totalmente diferente do planejado. E se ela me estapeasse? Bom, nada mais importava, se não, a vontade avassaladora que tinha de beijar aquela loura.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Qui 24 Set 2015 - 23:08


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all I need is you.
red lips and rosy cheeks
- Touché. – Foi a única coisa que escapou de seus lábios com a afirmação da morena. Dianna havia dito algo que realmente fazia sentido: ela precisava respirar e por isso havia dito para ela respirar. Não era difícil, já que se tratava de um ato inconsciente que fazia desde... Sempre. Mas, óbvio, naquele momento a tarefa simples de abrir a caixa torácica, para permitir que o ar entrasse, parecia quase impossível. Ela poderia desmanchar ali mesmo, na verdade. Não era normal ela contar suas coisas daquela forma e muito sentir o que estava sentido. Ou era? Claramente que não. Mas se trata dela! Os olhos azuis estavam focados nas ações da garota, como se qualquer movimento fosse crucial para sua existência. E era.

Aquele sorriso faria Dianna ter o mundo aos seus pés. Fala sério! Shannon poderia, sem problema algum, olhar para aquele par de dentes alinhados durante horas! Sem enjoar! Mas havia algo de diferente naquele em especial que lhe era lançando naquele instante. Aquilo era segundas intenções escondidas? Umedeceu os lábios com a ponta da língua, já que algo em seu interior vibrou ao ter um vislumbre do que poderia vir a acontecer. Inclinou a cabeça para o lado, sendo pega de surpresa segundos depois. Dianna havia invadido seu espaço pessoal, encurralando-a contra a mesa de madeira e o próprio corpo. – Você não faria isso. – Sussurrou, com a voz fraca, contra o pescoço esticado a poucos centímetros de si, já que a morena estava com o rosto ainda virado para a tela. O perfume amadeirado batia contra seu nariz, deixando-a um pouco tonta. Agradeceu por estar escorada a mesa. – Faria? – Inclinou a face para o lado, encarando-a com uma expressão um pouco assustada. Como ela já havia dito, não estava pronta pra ter seu projeto exposto daquela forma e, caso a menina apertasse a tecla certa, a música recém mixada estaria sujeita a milhares de críticas maldosas. Sacudiu a cabeça, focando, agora, na proximidade entre ambos os corpos. Meu Deus.

Seus olhos se fecharam instantaneamente com o leve contato de lábios e nariz em sua pele. Dianna estava a tirando de órbita – não literalmente. Apertou a madeira maciça fortemente, sentindo suas células se esquentando com o contato íntimo que a menina havia imposto. Certo. Shannon estava aproveitando a situação, porém ela ainda era tímida – e boba - demais para usufruir daquele momento da forma que queria e sonhava. Ela poderia muito bem esticar o rosto e... Wow. Dianna havia sido mais rápida. O leve encostar de lábios fora suficiente para deixar as bochechas da mais nova um tom mais escuro. Retirou as mãos da mesa, erguendo-as e apoiando-as nos ombros magros, sem desviar o olhar. – A recíproca é verdadeira, porém... – Olhou para um ponto atrás do ombro esquerdo, dando um tempo para assimilar melhor tudo aquilo que acontecia. Voltou a olhar nos olhos castanhos. – Não será tão fácil assim. – Aprumou a postura, afastando um pouco mais o rosto do dela. Apertou um pouco os ombros onde suas mãos estavam repousadas, como se fizesse uma leve massagem. – Não quero bancar a difícil ou algo do gênero, mas não quero ser só mais uma. Entende? E... Isso tudo está indo rápido demais. – Abriu um sorriso sem graça, desviando o olhar por breves segundos. Ela não queria afastar a morena, então envolveu os braços no pescoço fino e colou sua própria testa na da dela. – E talvez porque eu seja uma boba romântica que planeja um primeiro encontro desde o dia que você se ofereceu para me ajudar. – Sussurrou, como se, caso erguesse um pouco mais a voz, o clima se dispersasse.

O fato era que Shannon já tinha tudo planejado. Não que ela fosse uma louca controladora que tinha tudo que viria a fazer em apresentação do PowerPoint, mas ela havia, sim, pensando e repensado sobre Dianna. Desde o princípio. Abriu mais um sorriso para a menina, inclinando o rosto e deixando um beijo demorado na bochecha direita um pouco corada. Afastou-se, saindo da posição que estava a bons minutos. – Que tal um passeio pela praia? Está um dia lindo lá fora. – Colocou os braços para trás, enfiando ambas as mãos nos bolsos traseiros do short e balançou o corpo levemente, mostrando ansiedade para a morena. Se Dianna fosse atenta da forma que aparentava ser, captaria que, no fundo, o convite para o passeio seria, na verdade, o primeiro encontro. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 24 Set 2015 - 23:49


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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Sabe quando você perde o poder de controlar os seus sentidos, e cada passo, fala ou gesto que faz, é feito no modo automático? Era basicamente isso o que acontecia agora. Meu corpo não respondia aos estímulos do meu cérebro. O que diabos tinha dado em mim para agir daquele jeito? De forma alguma agiria assim, como se não tivesse filtros. O que Shannon iria pensar? Havia lhe dado um quase beijo! E a prensada que lhe dera na mesa? Céus. Precisava de limites, urgentemente. Ali, olhando para aqueles puros olhos azuis, poderia ver um transbordar de veneno. Um veneno que lhe contaminava com o mais puro querer. A queria, e isso era tudo. E aquele cheiro delicioso de morango que vinha dela? Mas isso não implicava em agir como estava fazendo. Poderia assustar a menina, faze-la pensar que era uma aproveitadora e acabar gerando uma confusão. E se ela dissesse a Dean que estava sendo abusada? Nessas horas eu queria ser um Power Ranger, para morfar e sair de megazorde de uma situação como essa.

Agora, estava quase preocupada. O fato dela poder sentir a leve protuberância abafada pelo short de compressão era algo nulo. Se por acaso ela achasse que eu estava lhe abusando, teria milhões de pontos negativos contra. Portanto, perdia a chance de te-la para mim. Ok, tenho apenas quinze anos, mas, estou certa de que eu preciso dessa garota, como preciso de ar. Nossa senhora. Alguém se superou na arte do clichê. Mal sabia que era só o começo. Surpreendida por ela, teve suas mãos nos próprios ombros, tendo de controlar o ritmo cardíaco ao ouvir que a recíproca era verdadeira. A partir daquele momento, nada estragaria o dia. Nem mesmo o fato de que a loura tinha imposto o limite que estava precisando. Acharia fofo a tonalidade de suas bochechas, assim como sua explicação, se não estivesse se sentindo tão deslocada e corada quanto ela.

Eu seria muito burra se alguém tão linda como você me desse uma chance, e eu desperdiçasse, te fazendo ser só mais uma. — acariciei sua cintura, a ponta dos dedos pressionando bem contra a camiseta, para sentir um pouco mais dela. — E me desculpe por isso, eu realmente não quis invadir o seu espaço. Eu não sei o que me deu, mas, eu sei que quero fazer certo com você. Quero te levar não só em um encontro, mas em vários. Quero te conquistar de todas as formas possíveis, e te mostrar que eu posso fazer valer a pena.

Olhei seu rosto, certa de que a cada vez que pensava nela, via suas feições com clareza, e sonhava com o dia em que poderia toca-la daquela forma. Ainda que não fosse do jeito certo, eu tinha conseguido. Eu tinha realizado uma parcela do meu sonho. Deixando-a livre dos meus braços, Shannon se afastara, falando sobre irmos a praia. Suas palavras ecoavam em minha mente, de forma a pensar que ela queria tanto quanto eu. E estava me dando a chance de tentar. De fazer certo. E eu? Bem. Estava ao seu lado, tentando não ser tão invasiva. Será que, estaria considerando sozinha, que aquele passeio na praia poderia ser o primeiro encontro? Poderia lhe pagar um sorvete, andarem perto uma da outra, fazer coisas normais, mas que carregariam um bom significado para o começo do que poderia vir a ser... A coisa mais certa que estava fazendo na vida. Após saírmos da residência e chegar a beira mar, dobrei as mangas da camisa xadrez até os cotovelos, tirando o all star e deixando próximo a ilha de entrada da casa. Ao voltar para próximo da loura, resolvi começar a agir como deveria.

Este pode ser o nosso primeiro encontro? Quero te levar pra tomar um sorvete, ou, algo que você queira. — sorri, sem jeito. — Eu... Eu posso segurar a sua mão? Vou entender se não quiser.

Ainda ao seu lado, aguardou por qualquer resposta vinda dela, sentindo-se mais ansiosa do que nunca. Era a primeira vez que levava uma garota a um encontro, e meio que não sabia o que se fazia em coisas assim, mas estava pronta para saber como era, com ela, e só ela.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Sab 26 Set 2015 - 16:15


Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight. And you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright. I pick my poison and it's you.

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Era estranho o quanto aquela situação se parecia com as milhares de histórias que já tinha lido. Respiração rasa, batimento cardíaco acelerado, garganta seca e a sensação de que o mundo poderia acabar porque você estava exatamente no lugar que queria estar. Os dedos que lhe envolviam a cintura poderiam ser associados a carvões em brasa. Não que estivessem dando algum desconforto à loira, não mesmo, pelo contrário: a sensação quente que lhe corria pelo corpo, devido ao toque, era deliciosa. E as palavras? Bem, de início uma vontade de rir enorme a atingiu. Não porque foi engraçado ou algo do tipo, mas elas foram tão... Clichês.
Shannon adorava clichês.

A primeira coisa que fez ao pisar no lado de fora de casa fora fechar os olhos e respirar profundamente, fazendo-a esquecer, por alguns milésimos de segundos, que tinha uma boa companhia ao seu lado. O cheiro salgado do mar que vinha com vento era seu preferido. Abriu os olhos com um pouco de dificuldade, já que sua fotossensibilidade era alta devido aos olhos claros, vendo a figura morena e esguia retirando os sapatos. Sorriu de lado, esperando a garota acabar todo o processo para começarem o passeio. Soltou uma risadinha nasal, chegando um pouco mais perto dela. – Parece que você entendeu o que estava subentendido, huh? Tecnicamente essa era a ideia desde o momento que... – Parou de falar, corando um pouco com a revelação que iria fazer. Ela quase havia dito que a – verdadeira - intenção de ter aceitado a ajuda era para levá-las àquele momento. Esboçou um sorriso sem graça, dando uma leve retraída com os ombros. Ela não era do tipo de garota extremamente tímida que corava com tudo, mas Dianna tinha aquele efeito esquisito sobre ela. – Saiba que menta com chocolate é meu sorvete favorito! – Sem pensar duas vezes, retirou as sandálias que ainda calçava, deixando-as perto do All Star e alcançou a mão esquerda da menina com a sua direita, entrelaçando os dedos em um ato inconsciente. Por dentro ela se derretia (ainda mais): a hesitação e ansiedade de Dianna eram incrivelmente fofas. – Anda, vamos dar uma caminhada. – Puxou a morena em direção à areia, sem esperar alguma resposta ou algo do tipo.

O sol batia diretamente em sua face, obrigando-a a reprimir as pálpebras para conseguir enxergar direito – maldita sensibilidade. O vento batia contra seu cabelo, fazendo com que os fios dourados se atrapalhassem em sua cabeça. Parou de andar, chamando a atenção da – cof – crush. – Você se importa se eu colocar isso? – Mostrou o Ray Ban de lentes escuras. – É que, você sabe, ter olhos claros tem lá suas desvantagens. E sem contar que tenho uma pequena dificuldade de enxergar de longe, então eu fico meio... – Reprimiu os olhos, mostrando, de uma forma exagerada, que a ausência dos óculos lhe deixava um pouco cega. Tendo a negativa como resposta, escorregou o acessório pelo nariz, encaixando-o perfeitamente atrás da orelha. – Bem melhor. – Sorriu sozinha, voltando a encaixar sua mão na outra. Aquele ato lhe era tão... Certo. Sua mão se encaixava de uma forma incrível na da morena. Pigarreou, quebrando o silencio e a divagação que se passava em sua cabeça. Virou o rosto para a direita, para conseguir observar as características delicadas que compunham o rosto moreno.  – Eu quero conhecer você melhor, então... Qual sua cor favorita? E banda preferida? Tem alergia a alguma comida? Eu não posso comer muito chocolate, sou alérgica. Isso acontece com você também? Não com o chocolate, mas com qualquer comida. Tem animal de estimação? Tipo um cavalo? Eu acho cavalos tão lindos... E hamsters! Eu já tive um, só que sentei em cima dele sem querer e papai não quis me dar outro. O que você acha da Disneyland? Você... – Certo, ela havia acabado de conseguir quebrar o recorde de fazer mais perguntas em menos tempo. Respirou fundo, contendo a animação de estar passando um tempo a sós com aquela menina. Nada mais disse, sabendo que a morena entenderia que havia ficado sem graça devido à regurgitação de palavras. Seus dedos apertaram levemente a mão unida à sua, começando uma leve carícia no dorso do dedão enquanto esperava uma resposta. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 27 Set 2015 - 16:45


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Come with me, stay tonight. You say the worlds but boy it doesn't feel right. What do you expect me to say? You know it's just too little too late. You take my hand and you say you've changed. But boy, you know your begging dont fool me, because to you it's just a game. You now it's just too little too late. So let me on down, cause time has made me strong. I'm starting to move on, i'm gonna say this now. Your chance has come and gone, and you know. It's just too little too late. A little too wrong, and I  can't wait.
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Como eu poderia controlar o que sentia, para que ela não percebesse com tanta facilidade? Sempre consegui bloquear minhas expressões, mas com Shannon, era diferente. Ela mesma desencadeava uma chave de novos fatores, novos sentimentos, novos temores, e eu estava tendo que lutar contra mim mesma, para não evidenciar todos eles. O problema, era conseguir pensar direito, quando tanta coisa começava a acontecer, logo como o rumo que as coisas aconteciam naquele momento. "Tecnicamente essa era a ideia desde o momento que..." O que ela iria continuar a dizer? Tendo que me virar apenas com a imaginação, deduzi que Shannon tinha armado aquela situação. Agradecendo pelo motivo de que seres humanos não podiam ler mentes, estava pensando no quanto aquela loura podia ser mais meticulosa que o irmão mais velho.

Eu também gosto de menta com chocolate, mas prefiro só menta. — precisava dizer que quase  tinha tido um derrame quando ela entrelaçou nossos dedos?

Eu precisava, urgentemente, de uma maneira para controlar o nervosismo. Não duvidaria de que logo minha mão começaria a soar, e é lógico que ela perceberia. Já estava vendo: Uma Shannon dando gargalhadas, enquanto eu me retraia para mim mesma, envergonhada e certa de que nunca mais seguraria a mão de alguém. Ela nos puxou para iniciar a caminhada, e, eu só conseguia olhar para frente, pensando no quanto eu estava me sentindo em casa. Após tantos anos pensando naquela garota, no que ela me fizera sentir enquanto ainda era uma criança inocente, era a prova de que não estava cedo para dizer. Ela era a minha casa. E, um ensinamento que levava comigo, dado por meu avô, era: Você pode sair, passar anos, ou nunca mais voltar. Porém, você só tem uma casa, e é nela que vai querer estar para sempre. E Shannon acabara dando sentido àquelas palavras. Voltando a atenção para ela, tive de me esforçar um pouco para acompanhar suas palavras. Negando com a cabeça, olhei para o mar enquanto ela colocava seu óculos de sol, para proteger os olhos. Estava tentando não pensar muito no fato de que as mãos tinham o encaixe perfeito, ou em como a pele de Shannon era delicada, extremamente macia. Por estes pensamentos, tinha adquirido um leve tom rosado nas maçãs faciais, sentindo que era observada.

Então, fui bombardeada por várias perguntas. Um sorriso alegre brotara em meus lábios. Aquilo era um indício de que não era apenas eu sendo afetava com aquela proximidade. Mordi o canto do lábio, só para não sorrir mais. Ela pensaria que eu era louca, caso me visse gargalhar, apenas por estar... Apaixonada. Apertei os dedos aos dela, virando o rosto para olhá-la. Acabei por deixar um beijo bem pressionado em sua bochecha.

Minha cor preferida era vermelho, mas até o dia que eu vi os olhos mais lindos que alguém poderia ter, passou a ser azul. — sorri, sem jeito. — Minha banda preferida é Fifth Harmony, e tenho alergia a camarão. Não é bem alergia, eu acho. Sinto dor de dente, e fico com febre. Eu não gosto de chocolate. Como apenas quando tenho uma súbita vontade, amo pizza, e me exercito bastante, por conta dessas besteiras que como vez ou outra. E você? Me fale sobre você.

Disse, devagar para que ela absorvesse cada coisa. Cheguei um pouco mais perto, sentindo a brisa marítima deixar um clima tranquilo para o momento. Puxando uma respiração profunda, ainda estava tentando não rir. Nós duas estávamos agindo como duas bobas apaixonadas, e de fato, eu não reclamaria disso. Estava com um passo para dentro do que era amor, e se fosse para explorá-lo da melhor forma possível, levaria aquela menina comigo. E faríamos todas as descobertas juntas.

Você é tão linda. — ainda olhando para ela, deixei escapar. Era mais uma vontade que tinha de dizer, desde o momento que tinha posto os olhos nela.


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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Seg 28 Set 2015 - 1:27


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Ela precisava urgentemente descobrir como parar de corar estando perto daquela menina. O calor que subiu seu pescoço, após o “você é tão linda”, atingindo suas bochechas, lhe fizera ter uma incrível vontade de ser um avestruz apenas para enterrar a cabeça na areia e não mostrar o quanto o elogio havia lhe deixado sem graça. Não que não recebesse elogios constantemente – se é que sua professora de balé, seu instrutor de teatro, Heidi e seus pais contavam -, mas um vindo dela era uma situação totalmente diferente. Sem contar o beijo demorado e estalado que tinha recebido na bochecha. Pigarreou, murmurando algumas palavras incompreensíveis para o vento. Virou o rosto para encará-la. – Primeiramente, saiba que não sei lidar muito bem com elogios vindos de você. Então, provavelmente, vermelha será minha cor facial durante um tempinho. – Sorriu sem graça, encolhendo um pouco os ombros. Com a mão livre coçou a nuca, em uma demonstração palpável de realmente estava sem jeito. Andaram por mais alguns segundos, até o estalo de que não havia respondido as próprias perguntas acontecer em sua cabeça. Certo.

Shannon poderia começar com aquele discurso sobre o que gostava de fazer; podia listar seus hobbys e atividades preferidas sem problema algum, claro. Mas simplesmente não conseguia pensar em uma forma de falar tudo àquilo sem parecer uma idiota. Idiota. O adjetivo lhe caia muito bem no momento. Céus, minha mão está começando a suar! Ela vai me achar uma nojenta! Hãn... Bem, eu falaria que minha cor favorita é a cor dos seus olhos, mas parece que você já roubou minha ideia de falar algo subentendido. – Semicerrou os olhos por detrás dos óculos, sentindo-se um pouco idiota por ter externado aquilo. – Então eu acho que... Você tem uma pele legal. É. Minha cor favorita é a cor da sua pele. Azul bebê fica em segundo. Espera. O que? Shannon! A loira se bateu na testa, sentindo-se incrivelmente envergonhada pela gafe. Ainda dá tempo de eu nascer um avestruz?Eu quero dizer... Droga. Você me deixa nervosa. – Suspiro. – Minha banda favorita é Lifehouse, embora eu goste muito de algumas outras e alguns DJ’s também.  Meu maior amor é a atuação. É tão... Indescritível a sensação de viver outra pessoa que eu nem sei como te explicar. Acho que é minha válvula de escape, sabe? – Abriu um sorriso sonhador, parando de andar ao notar que algumas gotas de suor começavam a brotar em sua nuca. O sol alto, de meio da tarde, não lhe era muito bom. Não duvidava nada que ficaria igual a um camarão até o fim do dia. Não desfez o contato com as mãos, abaixando o olhar para os dedos entrelaçados e abrindo um ligeiro sorriso bobo. Apaixonada!  – E eu sei que não falei muita coisa, mas eu acho que sou do tipo de garota “descubra você mesma”. Qual é graça de eu falar tudo? – Deu uma pausa, tomando um rápido fôlego antes de prosseguir. - E, bem, eu acho que isso é uma ótima desculpa pra passar mais tempo com você. Vou poder conhecer você melhor e vice versa. Tenho total certeza de que não conheço nem um terço do que você é, e, huh, você me intriga bastante. – Chutou um montinho de areia, achando seus pés incrivelmente interessantes. Ergueu a mão livre, ajeitando os óculos no nariz. Ergueu a cabeça rapidamente, uma animação repentina lhe tomando. – Que tal um mergulho? – Retirou o Ray Ban, semicerrando os olhos no mesmo instante. Seus olhos brilhavam - não por conta da ardência causada pela sensibilidade à luz, mas pela súbita felicidade -, dando-a um ar quase infantil. Desfez os nós que seus dedos se encontravam (sim, ela sentiu falta do toque) e levou as mãos até a barra da camiseta, retirando com uma velocidade descomunal e revelando a parte de cima de um biquíni branco. – A última a chegar pagará a conta no Lecca-Lecca Gelato Caffe! – Jogou a camiseta na areia, deixando os óculos por cima. Não, naquele momento ela não se importou que suas curvas recém-formadas estivessem à mostra – que lhe davam um pouco de receio, já que era a primeira de suas amigas a se desenvolver -, ela só queria se refrescar um pouco no mar azul. Em um impulso, beijou o queixo da morena, em um local próximo o bastante do lábio inferior. – Anda, contarei até três para começarmos a correr. – Deu um saltinho sem sair do lugar, aguardando alguma reação da mais velha. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 28 Set 2015 - 18:46

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Era exatamente nesses momentos que me perguntava por que o ser humano não tinha um botão de "desligar cara de cavalo chucro", já que claramente eu não estava no controle total. A única coisa que ainda respondia aos meus estímulos, eram minhas mãos. Isso, por que uma estava muito bem presa na mão de Shannon. O quão estranho era aquela coisa de querer estar sorrindo para o nada, tudo por estar segurando a mão da garota mais linda que já havia visto? Ela era tão fofa!

Com o adicional de que essa mesma garota também parece ter certo interesse em você, sendo também, o primeiro amor da sua vida. Sim, se você subentendeu que eu me apaixonei à primeira vista, você está terrivelmente certo.

A primeira coisa que me ocorreu ao ouvi-la dizer que vermelho seria a sua cor normal enquanto estivesse comigo, foi a coisa mais bonitinha que eu já tinha escutado. E foi assim até que ela completasse sua fala. Estava um pouco vermelha, diante de todas as palavras dela. Ela gostava da cor da minha pele! Eu a deixo nervosa! Deus, essa menina vai acabar comigo, de todas as formas. Percebi que a mão dela estava começando a soar, assim como a minha, que já havia entrado no processo a alguns minutos atrás. Na minha cabeça, mil e uma desculpas se formavam. O nervosismo, ansiedade, o calor. Tudo para que ela não achasse que era alguém que não cuidava da própria higiene. Fiz questão de memorizar cada um de seus gostos, para não esquecer. Sua fala sobre descobrir aos poucos fazia sentido, afinal, não tinha dito quase nada sobre mim. Apenas o básico do básico. Coisas que todos sabiam. E com ela, eu meio que queria confidenciar alguns momentos. Dividir coisas que apenas nós saberíamos. Piadas internas, assuntos mais delicados, qualquer coisa que fizesse dela, mais uma vez, única. Então, a loura soltou minha mão, me deixando extremamente perdida com a proposta. Mergulho? Eu não estava vestida adequadamente! Shannon acabou por tirar a blusa, e revelar um biquíni. Ela tinha mesmo planejado aquilo, já que estava com o traje de banho.

Um sentimento de desespero começou a me dominar. E se ela visse o que eu... Não consigo nem imaginar como ela poderia reagir. Para piorar, pude notar como o corpo dela era bem desenvolvido, diferente das demais garotas de sua idade. Imediatamente comecei a pensar em como Paz fazia para tentar alcançar seus pés, e massagea-los depois de um dia cheio na mansão. Tudo para não despertar o amigão bem preso pelo short de compressão. ─ E-eu não sei... Não estou com biquíni. ─ tentei explicar, um pouco aflita.  Porém, eu não queria acabar com a alegria que ela estava demonstrando. Também, tinha algo que ela havia dito, que me tocara. Não sabia bem o que esperar daquilo. Shannon tinha amor pela atuação, pela arte de interpretar outra pessoa. E se ela começasse a fingir? Eu simplesmente não saberia. ─ Deus do céu, eu espero que não me arrependa disso. ─ falei baixo, para mim mesma. Respirei fundo, olhando para os lados. Não tinha ninguém por ali, deveria ser pelo fato de que era uma área privada para as mansões por ali. ─ Ok, vamos lá. ─ Tirei a camisa xadrez, e depois a regata, ficando de sutiã. Era preto, pelo menos isso. Não ousei tirar o short, apenas retirei o que tinha nos bolsos, enrolando na camisa xadrez. Esperei que ela contasse até o três, e corri o mais rápido que pude, dando passadas longas e ágeis, impulsionando o corpo para um mergulho, assim que tinha alcançado uma boa profundidade da água.

Baby, listen please. I'm not on drugs, I'm not on drugs. I'm just in love. Baby, don't you see?

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Seg 12 Out 2015 - 2:20


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Ela podia muito bem ter forçado suas pernas longas a correr, indo em direção ao mar; ela podia, sim, sem problema algum, ter passado Dianna em poucas passadas, alcançando as águas salgadas em questão de segundos – obrigada pernas enormes! -, mas ela ficou ali, no mesmo lugar.

Estática.

Encarava as costas morenas se afastando, um pouco perplexa demais para tomar alguma atitude além de observar tudo aquilo.  Desviou os olhos para o montante de roupas ao seu lado, soltando a respiração à medida que o pulmão ardia com excesso de gás. O que havia sido aquilo? Piscou os olhos azuis, se dando conta de que tinha perdido feio a aposta que ela mesma havia dado ideia. Santo Cristo, ela ficou apenas de sutiã! Preto! Deu passos vacilantes e bambos na direção da água, mantendo os olhos sempre fixos na figura molhada que tinha acabado de emergir.

Você não sabe o que é estar apaixonada até estar. A frase ditada por Heidi, algum tempo atrás, fazia um sentido descomunal agora. Então era aquilo? Sentir vontade de ficar parada apenas obsevando a outra pessoa aproveitando algo e sentir-se bem apenas porque a outra aparentava felicidade através de pequenos gestos? Bem, se a resposta fosse sim, ela tinha um veredito: Estava perdidamente apaixonada por aquela garota. Não que ela tivesse alguma dúvida disso, mas era estranho pensar sobre o quão rápido aquilo acontecera. Era assustador. Ela pode não corresponder. Cessou os passos quando sentiu a água morna e salgada em contato com seus pés; sua cabeça rodava um pouco. Era informação demais para pouco tempo. Fechou os olhos por breves segundos, acalmando todo aquele turbilhão de emoções que lhe corroíam por dentro. Ela poderia fingir, por algum tempinho, que era apenas Shannon em um passeio. Não Shannon apaixonada por Dianna e que poderia agir feito uma idiota a qualquer instante. Agitou a cabeça e deu os passos que faltavam em direção à água, correndo os poucos metros restantes e mergulhando de cabeça quando se viu em uma profundidade aceitável.

Viva.  Assim que ela se sentia naquele momento. Tomou um curto fôlego, voltando a afundar a cabeça na água apenas para ajeitar os fios dourados no topo da cabeça. Emergiu, dando de cara com duas esferas castanhas lhe encarando de uma forma que não conseguiu interpretar muito bem. Ou melhor, não conseguiu interpretar quase nada. Abriu um sorriso mínimo, gostando demais daquele jogo de olhares para desviar os seus. – Parece que estou te devendo um soverte, não é? – Se aproximou um pouco mais da morena, tomando um cuidado descomunal para não encostar-se à pele que era incrivelmente macia. Ela era obrigada a se manter sã, afinal. – Saiba que foi jogo baixo, Ohlweiler. Isso não se faz.  – Disse abaixando os olhos em direção a única peça que encobria os seios da morena, deixando bem claro ao que se referia. Soltou a respiração pelo nariz, subindo os olhos para o rosto com traços delicados. Prendeu o olhar, por alguns segundos, nos lábios bem desenhados e um tanto quanto chamativos. Qual seria a sensação de tê-los contra os seus? O sabor era tão bom quanto aparentava? Algumas imagens de beijos e mordidas lhe arrebataram a cabeça, fazendo-a corar com o tipo de pensamento que estava tendo. Pigarreou, tendo a completa ciência que havia perdido tempo demais encarando os lábios alheios e que, com certeza, ela havia percebido. Voltou encará-la nos olhos. – Então? Diminuiu um pouco o calor?  – Indagou afundando um pouco o rosto na água, deixando apenas os olhos e parte do nariz para fora.  Olhar Dianna era uma coisa incrível. Os traços delicados, finos e certos lhe davam um rosto de uma beleza indescritível. Ela poderia muito bem passar algumas horas olhando aquela imagem. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 12 Out 2015 - 22:33

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Hipnotizada. Era exatamente assim que eu me encontrava. Sabe quando o mundo parece estar fora do eixo, e seu foco é apenas um? O meu, neste momento, eram as íris azuis de Shannon. Brilhavam em contraste com a luz solar refletida nas águas calmas da maré. Era como se alguém tivesse colocado milhões de pedacinhos de safiras ali dentro, e ao contato com a iluminação perfeita, o efeito de que aquele olhar estaria indo no fundo de sua alma era facilmente transpassado. O que ela havia dito? E por que Shannon estava tão perto, agora? Quando tinha se aproximado tanto? Céus! Deveria estar mais atenta aos movimentos daquela loura, ou acabaria fazendo alguma idiotice, tipo me assustar com a curta distância repentina, bater os braços no mar e acabar lançando um jato d'água no próprio olho. Ou pior: no dela. Então, aos poucos, cuidei em sair do estado de retardo absoluto, para poder prestar atenção naquela personificação de Afrodite em minha frente. — Puta que pariu! — disse baixo, ao perceber a forma em como ela estava agora. Parte do rosto emergido, aumentando a beleza refletida de Shannon. Pelos deuses! O primeiro sinal de vida fora dado dentro do short, e este era o fator que mais poderia odiar agora: estar na presença de uma garota – a garota, na verdade - gostosa, no primeiro encontro, e acabava por ficar excitada com um simples olhar. Sim, eu tinha notado que seus olhos haviam encontrado meus lábios, e passado mais tempo do que deveriam ali. Este era o preço da puberdade. Hormônios a flor da pele. Resistindo ao impulso de apertar o que tinha entre as pernas, acabei por tomar uma respiração profunda, mergulhando em seguida. Não tinha saído muito do lugar. Apenas um passo para frente, aproveitando para arrumar o cabelo. Tinha emergido bem em frente a loura, a uma distância mínima. Podia sentir o seu cheiro adocicado misturado com o sal marítimo, sendo incapaz de afastar-se dela, pus uma mão em sua cintura. O contato havia gerado um tipo de choque, não daqueles que os cabelos arrepiam assim como todo o corpo, ou a pessoa é incinerada em poucos segundos. Era mais um tipo de enlace, onde estávamos compartilhando uma sensação nova, indescritível. A trouxe um pouco mais para perto, tomando cuidado para que Shannon não entrasse em contato com minhas partes baixas.

Acho que não tem por que esconder isso... — mantive o olhar em seus lábios, ao primeiro momento. Logo em seguida, alcancei suas orbes brilhantes e preciosas, encontrando o meu próprio reflexo ali. Mantive a expressão neutra, apesar de ter as sobrancelhas um pouco unidas, demonstrando nervosismo. — Eu quero muito beijar você, agora. Assim, molhada e ainda mais tentadora. — deixei bem claro, levando o polegar até seus lábios sedosos, exalando uma deliciosa aura desejável. Deslizei a ponta do dedo pela parte inferior, os olhos fixos ao gesto, arrumando forças do inferno para poder me manter no mesmo lugar. — ... Mas não vou fazer isso agora. Nosso primeiro beijo tem que ser em uma ocasião especial, e eu vou me dedicar para fazer isso acontecer. — voltei a encarar seus olhos. Aproximei o rosto do dela, quase roçando as bocas, desviando a tempo para o cantinho dos lábios naturalmente rosados e apetitosos da loura, ficando com um gostinho de quero mais. Me afastei, e logo estava nadando para fora da água. Tinha completa noção de que o short estaria extremamente colado no quadril e nas pernas, evidenciando que havia algo volumoso ali. Então, sai primeiro, e assim que alcancei minhas coisas, puxei a camisa xadrez, amarrando na cintura, meio virada de lado. Isso impediria uma visão completa daquela região proibida. Olhei para trás, mordendo o lábio enquanto observava a loura, com uma sensação de formigamento na boca por conta do quase beijo.

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Ter 13 Out 2015 - 0:13


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Autocontrole: substantivo masculino. Controle de si mesmo; autodomínio; comedimento.
Equilíbrio.

Certo. Ela não precisava do significado lexical daquela palavra específica naquele momento. Ela precisava de uma forma de saber como colocar cada um de seus significados em prática. Então respirou. Não foi aquela respiração branda e automática que estamos acostumados a fazer desde sempre; foi daquelas demoradas, de expandir a caixa torácica o suficiente pra entrar oxigênio em excesso e fazer os pulmões arderem. Se é que isso é possível. Após o mergulho, Dianna havia ficado perto demais. Perto o suficiente para que, caso desse o movimento certo, seus lábios estariam colados nos alheios e toda aquela divagação de minutos – ou segundos? – atrás virariam realidade. Ela conseguia sentir o cheiro vindo dela... Amadeirado e cítrico, com um leve toque salgado devido à água que escorria pela pele morena.  Ela queria que aquele cheiro se impregnasse nela, se fundindo nela a ponto de não conseguir distinguir seu próprio perfume do dela. Oh, como ela queria... O ponto onde os dedos da morena haviam sido postos, em seu corpo, ainda formigava, lançando uma sensação de calor gostoso por seu interior. E, claro, não esquecemos de falar sobre o coração: batia tão rápido que ela conseguia ouvir. Droga, Shannon: você está fodidamente apaixonada.  

Ter a sensação de querer beijar outrem é uma, mas, agora, saber que essa outra pessoa em questão também tinha o desejo de te beijar, era outra completamente diferente. Os olhos castanhos se prenderam em seus lábios, assim como havia feito há pouco com ela. Umedeceu-os automaticamente, como se esperasse alguma atitude surpresa vindo dela. Cristo! Ela havia dito que estava tentadora! Fechou os olhos imediatamente ao ter seu lábio inferior desenhado pela ponta do polegar dela, cessando a respiração, sem perceber, com o contato leve. Um arrepio subiu por sua espinha, lhe dando uma sensação nunca experimentada antes. Excitação. Ela havia ficado excitada com apenas um toque inocente. Malditos hormônios. Abriu os olhos, um pouco frustrada com o fato da garota estar se afastando sem lhe dar um beijo de verdade. Aquele encostar ao canto de seus lábios não poderia ser considerado beijo, não é? Claro que não. Engoliu a seco, mergulhando o rosto pela terceira vez para, assim, tentar clarear suas ideias. Não deu certo.

Dianna havia sido extremamente doce, mostrando que era, sim, aquilo que a menina havia “sonhado”. Porém, ao mesmo tempo, havia despertado uma Shannon que não ligava muito para gentilezas e doçuras, e sim queria atitudes. Sem primeiros encontros e todos aqueles clichês. Estava, oficialmente, deixando se levar. Queria sensações. A loura seguiu os passos da morena, ficando um pouco para trás devido à forma que a outra saíra do mar. Jogou o cabelo para o lado, dando uma leve torcida assim que pisou na areia seca. Estava a menos de dez metros da dona dos olhos castanhos quando parou de andar de forma decidida. Rolou os olhos pelo corpo magro – que estava começando a ganhar definições deliciosas – e franziu a testa devido à camisa xadrez amarrada a cintura. O que é que ela tanto escondia? Tornou a encarar os olhos a sua frente, deixando a pequena pergunta de lado por algum momento. Deu mais alguns passos a frente, abrindo um sorriso ladino ao se ver a poucos centímetros da morena. - Acho incrível isso de primeiro beijo especial, você sabe... - Parou de falar, voltando a encarar a imensidão castanha. - Droga, Dianna, eu espero por isso desde sempre. Então me desculpe por estragar o nosso primeiro beijo perfeito. - Em um movimento rápido e inesperado, levou ambas as mãos na nuca da outra, trazendo o rosto alheio até uma distância quase inexistente. Com um último sorriso e um olhar significativo nos olhos, selou os lábios nos dela.

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 13 Out 2015 - 14:08

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Sabe toda aquela coisa de sentir fogos de artifício? Pois é, nem eu. Agora, sabe como é se sentir em um campo de guerra? A cada passo que você dá, uma bomba explode, mas diferente do esperado, sua vida não entra em risco. Muito pelo contrário. Era um tipo diferente de um campo de guerra. Era o tipo que você gostaria de estar, já que estaria redescobrindo o seu próprio ser com cada mínimo gesto feito. Um milhão de sensações me atingiram com força total. No primeiro segundo eu já não tinha mais controle sobre o meu corpo, nenhum comando era obedecido, e sabe o que era melhor? Eu não estava me importando com isso. Os lábios dela tinham gosto de desejo. Quanto mais eu tinha, mais eu queria. E eu teria. Sem o mínimo teor de perigo nas veias - apesar dele existir e em auto índice -, peguei sua cintura com firmeza, recostando-a no coqueiro logo atrás, ainda sim, puxava seu corpo de encontro ao meu, por mais que estivesse pressionando-me a ela. Shannon vai sentir você! Quer que ela se assuste e saia correndo para nunca mais olhar pra você? Por que eu não conseguia me importar com isso também? Firmei bem a mão na parte baixa de seu quadril, na parte traseira, pressionando-a a mim, enquanto que com a outra mão, enroscava os dedos na parte interna de seus cabelos, introduzindo a língua em sua boca. Lentamente iniciei uma exploração intensa, descobrindo cada canto daquele lugar. Sinceramente? Eu poderia passar todo o tempo beijando aquela boca. Quebrando o beijo - sem separar os lábios -, capturei o seu superior, sugando de uma maneira leve, para depois chupar o seu inferior com vontade, puxando-o entre os dentes até que estivesse prestes a escapar. Mas, antes que isso acontecesse, voltei a colocar a língua em sua boca, retomando o beijo.

Ao final do contato, o beijo foi quebrado com selinhos que alternavam de longos para outros mais estalados. Apertei sua cintura, chegando ainda mais perto da loura. Jesus, tinha sido muito melhor do que nos sonhos e de qualquer outro beijo que ja tinha dado na vida! Eu quero mais. Muito mais. Colei o corpo ao dela, já era tarde para voltar atrás. Migrei a boca para seu pescoço alvo, molhado, raspando os dentes contra a pele para sentir a textura. Ainda melhor do que eu esperava. Sem mais, cravei os dentes na região, puxando-os com bastante pressão para baixo, tomando cuidado para não deixar uma marca. Não ali, em um lugar tão exposto. — Acho que tenho um novo vício. — ainda com a boca ali, murmurei contra sua pele. Era evidente que Shannon sentiria o quão excitada eu estava. Modéstias a parte, tinha um bom cumprimento ainda na idade da puberdade, e naquele momento, isso era os dois lados da moeda. Ou bom de mais, ou ruim de mais. Sempre pensava na segunda alternativa, mas faria deste momento com a garota dos meus sonhos - pela qual estava irremediavelmente apaixonada - uma coisa nova. Inverti as posições, recostando-me no coqueiro, mantendo-a ainda bastante próxima, sem que nenhum tipo de espaço existisse entre nós duas. Enquanto retomava o fôlego o qual ela havia me roubado, puxei uma respiração profunda, fechando os olhos e colando a testa na dela. — Você ja deve ter notado que eu sou diferente, hm? — murmurei, tentando não soar tão pesarosa quanto realmente poderia estar naquele momento. — Melhor saber antes de realmente se envolver, então... Sou interssexual. — meus olhos foram se abrindo lentamente, enquanto afastava um pouco a testa da dela. Agora, era tudo ou nada. Meu coração batia forte, acelerado. A respiração começava a pesar uma tonelada em meu peito, o nervosismo fazendo minhas mãos - molhadas da maré - suarem.

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Qui 15 Out 2015 - 1:52


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Ela nunca havia sentido aquilo antes: era um aperto no peito, um frio na barriga, uma tremedeira constante nas pernas, mostrando que aquilo era sim real. Seu coração bombeava o sangue de uma maneira mais rápida, fazendo cada pedacinho de seu interior esquentar de uma maneira inexplicável. Mas ao mesmo tempo sua cabeça estava nas nuvens - oh, não literalmente, é claro –, seu corpo flutuava e era ancorado ao mesmo tempo. Ela era um paradoxo humano graças àquela morena. Um gosto diferente ficava em sua boca, um gosto o qual se esforçaria ao máximo para ter durante toda sua vida. Um misto de mordidas e chupões compunha o beijo, lhe dando todas as sensações que estava à procura alguns segundos atrás. Não, ela realmente não tinha do que reclamar naquele momento. O beijo era molhado – não de uma forma excessiva -, um pouco afobado e intenso. Bem intenso. Intensidade essa que tratou de responder a altura, beijando Dianna da maneira que era beijada. Jurou ter entrado em uma batalha de línguas quando, após um tempo, suas costas foram de encontro ao coqueiro que nem havia percebido ali. Deus! Ela ia perder o controle! Se é que ainda existisse algum. Seus dedos automaticamente se entrelaçaram nos fios internos dos cabelos da morena, trazendo-a ainda mais para perto. Era uma tentativa de fundir o corpo no dela; de tentar sentir mais dela. O beijo se acalmou em uma pequena fração de tempo, mas não tardou a retornar toda aquela afobação e desespero. Em sua cabeça uma pequena comparação: era como se tivesse ficado semanas em um deserto e tivesse achado, nos lábios de Dianna, sua fonte da mais pura e fresca água. E ela queria mais. Muito mais.


Sua pele estava arrepiada devido à pequena mordida que acabara de receber e as palavras sussurradas contra seu pescoço. Sem saber, a dona dos olhos castanhos mais lindos que já vira, descobrira seu ponto mais sensível de todo seu corpo. Manteve os olhos fechados, tentando recuperar o fôlego e colocar sentido em seus pensamentos. Ela estava quase fora de órbita, deixando um sorriso bobo brincar em seus lábios. Vício. Ela havia descoberto o seu também. Seu quadril estava unido ao da outra, de uma forma que conseguia sentir algo ali. Ela já tinha sentido aquilo, uma vez, quando ficou com o... Não importava. Mas ela já sabia que tinha sentido aquilo. Assimilou a blusa amarrada na cintura alheia, achando que o que estava em contato com sua parte central se tratava do nó dado na camisa. Mas estava um pouquinho duro demais... Certo. Ela estava um pouco confusa, agora. Dianna era uma menina, não havia jeito de ela ter aquilo. Em um pequeno movimento teve a posição trocada, e tratou rapidamente de se colocar, de uma maneira confortável, entre as pernas morenas. Fixou os olhos no pescoço fino, já que sua testa estava colada na da outra, acompanhando a trajetória de algumas gotas de água que ainda escorriam por ali. Aguçou os ouvidos, prestando toda a atenção nas palavras ditas por ela e controlando toda aquela vontade louca de voltar a beijar os lábios macios. 

Intersexual. Qualquer pessoa que soubesse biologia básica saberia o que aquilo significava. Então está explicado o que eu senti. Tomou uma leve respiração, se afastando alguns poucos centímetros da morena. A encarou nos olhos por alguns segundos e abriu um sorriso divertido. Não que estivesse achando graça da “condição” da menina, estava achando graça do nervosismo demonstrado por ela. Não era como se ela fosse uma aberração. Longe disso. – Você sabe que sou bissexual, não é? – Aguardou uma confirmação vinda da outra e, assim que a teve, continuou. – Ótimo, então acho que isso já explica algo. – Ainda percebendo a forma tensa da menina, fechou o sorriso, se aproximando novamente e deixando um breve selinho nos lábios um pouco inchados, em uma tentativa de acalmá-la. Afastou-se novamente, porém, dessa vez deu um passo para trás. – Se me permite... – Em um movimento rápido, desfez o nó da camisa xadrez que a garota usava amarrada na cintura, prendendo a respiração ao ver o volume marcado. Era um volume e tanto. Ela sabia que era falta de educação encarar daquela forma, mas simplesmente não conseguia desviar os olhos. Inclinou a cabeça para o lado levemente, abrindo um sorriso ladino com pensamentos. Sacudiu a cabeça, voltando a encarar os olhos castanhos, levemente corada. Havia percebido que ela estava excitada. – E me desculpe por isso. Sou um tanto que curiosa. – Jogou a camisa na areia e tornou a se aproximar da morena, retornando a posição que estava anteriormente: com o corpo colado no dela e entre as penas alheias. Shannon queria sentir, a medida do possível, cada parte da menina. Apoiou ambas as mãos nos ombros magros e começou a passar o dedo indicador na pele ainda um pouco molhada, em uma leve carícia. – Se eu não fui clara o suficiente, saiba que eu não me importo em você ser intersexual. Eu não me importaria se você não tivesse uma perna ou um braço. Ou se você fosse um unicórnio. – Franziu a testa com a própria fala. – Um unicórnio não. Isso de relacionamento com animais não soa muito bem. – Semicerrou os olhos, caindo na real que estava divagando em voz alta e que não estava dizendo o que realmente queria. – O ponto é: isso é apenas um detalhe, Dianna. Você não se torna menos especial por isso. Você é linda. Em todos os aspectos possíveis. - A encarou nos olhos, deixando toda uma verdade estampada nas íris azuladas. - E eu sinceramente espero que você se sinta assim: linda, especial e... Desejada. Do jeitinho que você é. E se alguém, algum dia, disser o contrário, lembre-se de minhas palavras. - Finalizou seu pequeno monólogo com um sorriso suave nos lábios, inclinando o rosto para deixar um beijo demorado na bochecha direita da garota. - E, ah, saiba que eu já estou totalmente envolvida desde aquele dia, no saguão do hotel. Então, tarde demais para... - Deixou a frase morrer, se desvinculando do abraço da garota para ir pegar suas roupas não muito longe dali. Vestiu a camiseta e, antes de colocar o óculos novamente, completou: - Vamos para casa. A gente troca de roupa e de lá vamos tomar o sorvete. Acho que agora, mais do que nunca, você precisa se refrescar, huh? - Abriu um sorriso malicioso e piscou um olho para a garota, enfiando uma mão nos bolso lateral do short molhando e encaixando o óculos de sol atrás das orelhas. Aguardou por alguma reação da morena. Talvez tenha sido informação demais. De novo. 

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Re: {MGK} - Dianna Graeff & Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 15 Out 2015 - 21:44

In Miami Beach. With Shannon BGK. Ice cream?

Olhos fechados, batimentos cardíacos divergentes, sensação de estar no paraíso, lábio preso entre os dentes: Quatro sensações, quatro sintomas. Não tinha mais volta, desde aquele dia, no saguão do hotel. Era amor.

O frescor causado pelas gotículas de água salgada correndo por meu corpo era bom, muito bom. Mas, havia uma outra sensação ainda melhor, a qual esmagava qualquer outra coisa no momento. A sensação de estar de frente, pela primeira vez na vida, para o caminho certo. Sabe aquela vontade de correr por ai? De gritar, de fazer algo que, aos olhos de um leigo, não faria o menor sentido? Se você não sabe, minhas sinceras lamentações. Aqui vai uma coisa besta, mas com um profundo sentido: Todos deveriam saber o que é amar. O que é sentir o peito invadido por um nada que ao mesmo tempo era, é, tudo. Confuso? Muito, mas, pode crer: É a melhor coisa do mundo. Shannon deixara claro que aquilo, minha condição, não afetava-lhe de maneira alguma. Para não ser leviana e negar que acreditava naquilo completamente, posso dizer que ainda tinha certo receio em uma má reação vinda dela. Também estaria sendo desonesta se dissesse que o seu sorriso, aberto de uma forma puramente reconfortante - mais ainda sim um sorriso - me fizera bem de imediato. Servira, na verdade, para causar um holocausto. Era como se estivessem me queimando para algum sacrifício hebreu. As palavras, definições e qualquer outro artigo para expor o que eu sentia era completamente inválido. Eram coisas de mais para por em palavras. E o que tínhamos a fazer? A resposta era bem simples, e, a poucos segundos atrás, tínhamos dado o ponta-pé inicial.

Sentir.

Seu corpo moldou-se ao meu, após a retirada com intenções curiosas para com o meio de minhas pernas. Meus ombros teimaram em baixar, mas em seguida de suas palavras, tive a deixa de que poderia ser confiante com aquela loura. Em um momento de distorção daquela realidade, ergui o rosto para cima. Encarei o céu, como se pudesse ver além da camada perfeita colorida em um tom de azul claro, pincelado com uma diversificação esbranquiçada. Deus, agradeço-te por enviar a mim, este anjo. Posso não ser o melhor de teus filhos, não merecedora de tamanha bondade, mas oferto-lhe minha inteira sinceridade quanto ao agradecimento. Não só por ela, mas por toda a felicidade e boas sensações que vieram junto. Baixei o rosto, encarando as íris azuladas em completa atenção. — Eu não sei bem o que dizer. — com as costas da mão direita, toquei a lateral de seu rosto, querendo mais algum contato. Nunca seria o bastante. Um sorriso morno tomara posse de meus lábios, encurvando-os tranquilamente. — ... Só... Eu não esperava essa reação, e talvez por isso, não tinha planos de contar. Mas não seria justo. Você precisava saber, antes de tudo começar. Antes de um arrependimento. — meu polegar apossou-se de seu queixo em um gesto delicado, e furtivo. Queria seus olhos em mim, também. Dei-lhe um selinho, voltando a dar uma mordida em seu lábio.

Maldita hora em que o fiz.

O gosto dos lábios de Shannon eram como heroína para uma viciada, que no caso, tratava-se de mim. O paraíso não pode existir, caso o inferno também não venha junto. Aquela garota havia sido moldada por deuses, mas implementada com a magnificência de demônios. Ela era o ápice da fatalidade, e por Deus!, ainda era uma adolescente. O que será dos meros mundanos ao seu redor, quando atingir a idade adulta? O que será de mim? Umideci os lábios com a ponta da língua, afastando os pensamentos, focando nela, parada, esperando por algum tipo de resposta. — Isso soa bom, mas, não sei se adiantaria, sabendo que não muito distante você estaria, sem essas roupas e debaixo do chuveiro. — um sorriso maroto mostrou-se sujeito para o momento, onde tratei de recolocar a camisa xadrez em meu corpo. Reaproximei-me de Shannon, selando os lábios aos dela, tomando sua mão livre na minha, uma outra vez. Fiz o movimento indicando que voltaríamos para sua casa, tendo uma ideia. Esperei que caminhássemos de volta em um silêncio confortável, aproveitando aquele momento. Não muito depois, chegamos em frente a mansão.

Vamos fazer o seguinte... Eu vou para casa, tomo banho, e volto a noite. A gente sai pra comer alguma coisa, e depois toma sorvete. O que acha? — olhei para os lados, na esperança de que seu pai não estivesse nos observando de algum ponto estratégico com alguma espingarda ou metralhadora de elite. Estava jovem de mais para acabar morta por querer levar a filha de um assassino em um encontro. — Não sei se você viu, mas no dia que ajudei seu irmão, deixei meu número anotado em um pedaço de papel e coloquei em seu livro de matemática, quando me ofereci para ajudar. Então você me liga e diz se vai ou não, certo? — me inclinei, beijando sua bochecha. Toquei sua cintura, apertando-lhe sutilmente. — Espero que vá. — me afastei, ainda podendo sentir o seu cheiro mexer com cada célula do meu corpo. Eu tinha que ir, ou, acabaria me perdendo no meio do caminho. Nela.

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