{MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

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Mensagem por Giuliano della Rovere em Dom 25 Out 2015 - 20:58


{MU} NEXT STOP: MIAMI

Esta é uma rp fechada, entre Giuliano della Rovere e Dianna Graeff Ohlweiler. Os fatos aqui contados ocorrem duas semanas antes do início do ano letivo, na prestigiada Miami University. O clima é Ensolarado, mas com possibilidades de chuva durante a noite. O conteúdo é Livre e a postagem está ABERTA.




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CBe Italian. Be a singer, be a lover. Pick the flower now before the chance is past. When you hold her don't just hold her but, hold this! Be Italian. Go ahead and try to give her cheek a pat, but be daring and uncaring. When you pinch her, try to pinch her where there's fat.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 25 Out 2015 - 22:02

Through the glass of a two-sided mirror.
A área externa da universidade mais parecia a Collin Avenue de tanta loja e pequenos empreendimentos comerciais. Brechós, livrarias, starbucks, era tanta coisa, que se não fosse pela formosa estrutura estudantil logo atrás dos grandes portões a uma curta distância, aquela parte da cidade poderia se encaixar dentro de mais uma ementa de consumismo. Meus olhos focavam a movimentação pacata por todo o pavilhão, ali, sentada na pedra acinzentada do grande chafariz no centro do que seria uma praça. Naquele local era normal avistar estudantes em horários vagos descansando ou apenas circulando pela zona, no intuito de atender alguma necessidade, seja ela pessoal ou de ênfase universitária. Hoje não haveriam aulas para o meu departamento, estava ali com um único propósito, que era o de receber um amigo italiano recém chegado a Flórida. Conhecemo-nos por via da internet, onde ele procurara por instrutores da universidade, já que era estrangeiro e precisava de uma ajuda. Como era uma das instrutoras para calouros, estava apta a ser selecionada. Contando com o fator de ter raízes partidas de Roma, italiana como o rapaz, trocamos alguns contatos para facilitar sua vinda.

Com os fones no ouvido, procurei por algo o que fazer. Usava a farda comum para instrutores: camisa polo azul marinho com o símbolo da universidade do lado direito, o símbolo de minha fraternidade (Kappa Kappa Sigma) ao lado esquerdo, e a identificação de que era instrutora na parte de cima, nas costas da blusa, bordado em letras maiúsculas esbranquiçadas. Uma calça jeans justa realçava bem os músculos de minhas pernas, e nos pés um par confortável de vans azul escuro, combinando com a blusa. Fuçava algo de interessante por algumas redes sociais, não que isso faltasse, já que o celular estava sempre piscando com alguma notificação de curtida, comentário ou alerta de novos seguidores. As vezes, ter fama era algo considerado repulsivo. Você simplesmente perdia sua privacidade, e não poderia tomar muitas providências contra, por ser uma pessoa pública. Claro, tudo tinha um limite, e por enquanto, ainda não havia sido ultrapassado. Uma leva de calouros acabava de adentrar a delimitação da área externa, me fazendo levantar. Junto com o grupo de aproximadamente vinte pessoas, estava Hanna. Um pequeno arquear de lábios ocorrera, ao notar que a loura parecia um tanto que impaciente com sua turma. Retirei o fone dos ouvidos, guardando-os no bolso. McCain notara meu olhar sobre si daquela distância, expressando uma feição de puro desprezo. Nem sempre era divertido fazer aquele trabalho. O grupo se encaminhava para minha direção, todos exaltados, inquietos, ou como costumava dizer: ansiosos. No olhar de minha amiga continha um pedido mudo por socorro. Meu solitário calouro aparecera no lugar onde o grupo de Hanna tinha estado a poucos minutos, ele já havia me visto, e vinha em minha direção também. Resolvi ser breve. — Certo, pessoal. Vocês estão nas limitações da Universidade de Miami. A partir de agora precisam deixar a ansiedade ou qualquer outra coisa que possa atrapalhar o tour que farão agora. É importante que conheçam o local onde vão estudar, e aprendam sobre cada um deles. As regras serão repassadas ao decorrer do tempo que passarão aqui hoje. Respeitem nossas atribuições, inclusive a instrutora de vocês. Tenham um bom dia. — com uma feição séria, entonei tal discurso, afastando a inquietação daqueles jovens. Não era novidade que podia soar como autoridade, visto que integrava uma assembléia dentro da universidade, fora a experiência em lidar com desordeiros obtida na FBI. Dificilmente me contrariavam.

Observei o grupo se afastar, dando lugar ao garoto que eu esperava. Um sorriso simpático se abrira em meus lábios, tínhamos trabalhado em uma boa amizade. Éramos bastante sintonizados, estava animada com o fato de ter um conterrâneo da Itália nas dependências da universidade. — Chi mi aspettavo. Ciao, Giuliano. Benvenuti a l'Università di Miami. — cumprimentei ao bom e velho estilo italiano. Ainda tinha um sotaque intocável, consequência se nunca ter deixado minha naturalidade escanteada. — Pronto, ou precisa de algo? — questionei, analisando-o disfarçadamente. Ele mostrava-se um pouco diferente de como parecia virtualmente.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Giuliano della Rovere em Seg 26 Out 2015 - 0:13

Benvenuti a Miami
Beato costa della Florida famoso per le sue splendide spiagge di ogni obiettivo surfista. Il grande Miami ora, ed è la porta di ogni avventura e mistero che il giovane italiano dagli occhi a mandorla diposto voglia di vivere. Giuliano entra in scena con il cognome della Rovere.
V
ocê deve se perguntar, o que diabos um italiano vai fazer nos EUA com fins acadêmicos? Será que a União Européia e as insitituições de lá não possuem infra-estrutura digna ou até melhores que as americanas para estudo e pesquisa? Certamente são questões plausíveis, mas que em nenhum instante passaram na cabeça dele. A figura barbada de olhas levemente puxados e pele morena sem dúvida tinha muita história. Giulliano della Rovere é original de Savona, uma cidade na região da Ligúria, região litorânea com forte atividade portuária. Os mais atentos à história da Itália podem até reconhecer seu sobrenome pela figura icônica que viveu na Itália entre 1443 à 1513 e marcou a história cristã ao se tornar Papa da Santa Igreja Católica de 1503 até a sua morte. Então quer dizer que Giuliano era descentende do papa com o mesmo nome? Digamos que de uma linhagem bem longínqua, sem contar que não pertencia ao ramo principal da família que até hoje fornece bons Cardeais à Roma.

Passado essa introdução histórica a nova história seria escrita agora. Giuliano teve algumas opções, ótimas faculdades cuja possibilidade de estudo era sem dúvida tentadora, mas dentre todas optou os Estados Unidos. Não era segredo para ninguém que na corrida tecnológica os Estados Unidos ainda estavam na frente, e por incrível que pareça não era de Stanford de onde saíam os melhores cientistas e engenheiros, mas de diversas regiões do país, como Texas e a própria Miami. O até então estudante de Engenharia Nuclear foi fortemente seduzido pelos projetos da Miami University; dentre eles uma nova espécie de Reator Nuclear para Urânio que reduzia ainda mais a sobra atômica de eletróns e diminuía as chances de acidentes ou o que chamavam de Radiologia Segura, relacionado à formas de se efetuar a tradicional radiologia médica, mas que procura amenizar ou anular os possíveis danos no paciente. Com isso e a resposta dada pelo professor responsável que "com seu currículo será um prazer tê-lo em nosso laboratório"; não faltou animação para guiar o jovem italiano até solo americano. Claro que o fato de sua "responsável/guia" na faculdade ser sua conterrânea e bem mais simpática do que o chinês que iria lhe receber em Hong Kong também pesaram a seu favor.

É fácil perceber que Giuliano é um desses nerds do século XXI, que não usam mais aparelhos, calças acima do umbigo ou são gorduchinhos e cheios de espinha, pelo contrário, ele estava muito satisfeito de sua aparência, a qual convenhamos, não era tão ruim assim, tinha o autêntico sangue italiano, que só não era nobre pela origem humilde que teve o nome della Rovere, mas ainda assim donos de grande poder aquisitivo. Sem mais delongas, tudo do passado pareceu ser deixada para lá quando Giuliano desembarcou do avião e, após ter a bagagem em mãos, entrou num Taxi e pediu para ir até seu novo lar, onde deveria ser recebido pela jovem senhorita Graef. O sorriso bobo era marca notável no semblante do jovem, estava tão animado com todas as possibilidades que quase esqueceu-se do troco ao sair do Taxi. Infelizmente para sua falta de sorte estava um pouco atrasado.

"Non ti preoccupare mamma, sto bene. Sono arrivato all'università."; respondeu a mensagem da mãe enquanto caminhava pelos arredores do campus feito um turista. Alguns minutos rodando o local que tinha que dar o braço a torcer, estava perdido. Como não tinha suposto isso? Caçou o celular novamente, tinha o número de Dianna para quaisquer casualidades, mas de forma surpreendente quando um grupo de alunos à sua frente se moveu e ele levantou o olhar notou a figura feminina de pela bronzeada e cabelos negros. Olhou rapidamente para a foto da garota no aplicativo de comunicação em seu celular e depois daquilo teve certeza que se tratava de quem ele procurava. Retirou os óculos escuros prendendo-os na gola da camiseta branca enquanto abria um sorriso de orelha à orelha e andava em direção à jovem.

Recebido em italiano, de alguma forma aquilo o impactou, já estava formando a sentença em inglês e então Dianna lhe dava palavras em italiano, ainda bem, poderia esconder o sotaque horrível por mais algum tempo. - Olá, bela Diana! - disse em resposta às palavras dela, abraçando-a e dando um beijo em cada bochecha como dizia a tradição italiana. - E 'un grande piacere essere qui, vi ringrazio dal profondo del mio cuore questa opportunità. - falou rapidamente antes mesmo que a moça pudesse dar continuidade à sua fala. Foi aqui que Giuliano teve de se controlar um pouco, se não sairia falando em italiano pelos cotovelos, o que obviamente não deveria fazer, já que agora estava em território americano. - Desculpe, me empolguei um pouco. - respondeu em meio à uma careta arqueando as sobrancelhas e torcendo os lábios. Largou um pouco a mala no chão e ajeitou a mochila. - Fiz um voo de quase 12 horas, estou cansado, mas mais animado ainda. Poderia me mostrar o campus? - indagou, agora mostrando um sorriso de canto. - Ah, mas primeiro seria bom deixar isso aqui onde ficarei. - caçou alguns papéis no bolso da calça jeans. - Il suo buon rettore, me enviou isso aqui dizendo que ficarei temporariamente no dormitório do bloco 5, quarto 43, mas me mandou algumas informações de casas para alugar próximo ao campus e algumas repúblicas.
Ad ogni passo lo scorcio di un nuovo futuro, l'orizzonte è alcansável più che mai, ci vuole solo impegno e dedizione per essere in grado di afferrarla.

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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 26 Out 2015 - 1:13

Through the glass of a two-sided mirror.
A simpatia de Giuliano era contagiante. O sorriso em meus lábios tornou-se ainda maior, recebendo de bom grado os dois beijos dado por ele, em um frisar marcante de nossa cultura. Sua empolgação também não havia passado despercebido. Também, não era para menos. Diga-se de passagem que a Universidade de Miami era uma das melhores no quesito engenharia, e aquele prodígio italiano havia sido aceito, para então tornar-se o melhor profissional qualificado em sua área. Ouvi o que ele tinha a dizer, notando o quão mais bonito ele era pessoalmente. De fato, não tinha reparado tanto nele, até por que, não havia um propósito para isso. Mas agora, vendo-o em minha frente, era impossível não notar o quanto ele poderia chamar atenção. Italianos tinham uma boa relação com a beleza, isso era evidente. — Certo, você é um dos Omega. — arqueei uma sobrancelha. Então Giuliano seria um dos festeiros desocupados e irresponsáveis? Isso era tão ruim quanto saber que aquele cara poderia ser da Phi Tau, porém, não era de meu feitio julgar sem conhecer, então não o faria. — Por que não agendou a visita para amanhã? Você deveria descansar, sei bem como esta cansado. — o olhei nos olhos, desviando para sua mala no chão. — Deixa eu te ajudar com isso aqui, agora venha. Vamos conhecer o seu palácio. — não contive a dose de ironia ao final. Não era a maior fã daquela fraternidade. Aturava apenas por gostar de Franz, o líder. Me aproximei da mala, pegando. Toquei o lado direito do ombro dele, fazendo um movimento circulatório ligeiro com o polegar na região, incentivando-o a me acompanhar. — Estamos na área externa da universidade, é aqui onde você vai passar uma boa parte do tempo. Pesquisas, compras, descanso. Tudo encontra-se por aqui. — expliquei, antes de passarmos pelos grandes portões de entrada para o campus. Percorremos uma quantidade não tão longa, até virarmos a direita, onde logo de cara poderia se ver a fraternidade em que Giuliano ficaria. — Eu te aconselharia a procurar uma república ou um apartamento longe desse lugar. Vou esperar aqui fora, membros de fraternidades diferentes não são permitidos. — estiquei a mala para que ele pegasse, ao lado do início das escadas. Uma música alta se podia ouvir dali, copos jogados por todos os lados. Nem para limpar! Peguei o celular, deixando uma mensagem para Franz, alertando que o novo membro havia chegado.

Ao retorno do moreno, pus as mãos em seus ombros, fazendo-o andar, conduzindo seu corpo para o lado direito de novo, voltando para a trilha central. Soltei-o, indo para seu lado, indicando a universidade com a cabeça. — Esta é a Universidade de Miami. Creio que na carta que recebeu do reitor tenha explicando um pouco sobre nosso sistema. Ainda sim, devo explicar um pouco sobre como as coisas funcionam, sem aqueles termos chatos e complicados, uh? — lhe direcionei um sorriso cúmplice.  — Você deve chegar às nove em ponto para a aula, mas a universidade abre uma hora antes. Você pode circular internamente, mas precisa estar acompanhado de um instrutor, nesse horário. As aulas se encerram ao meio dia para almoço, e retornam às duas. Nem sempre temos aulas a tarde, são mais pesquisas e estudos científicos aplicados. Você pode praticar o que aprendeu em um laboratório, ou qualquer outra locação interna que possa te oferecer o que precisa. — dei uma pausa para que ele absorvesse bem cada informação. Passávamos pelas portas de entrada, onde vários grupos de calouros encontravam-se cruzando caminhos com seus guias. — Fui informada de que você cursa engenharia, uma grade bem específica daqui, então como primeira parada, vou te mostrar o laboratório. — toquei seu braço, indicando o novo caminho a se seguir. Cruzamos para a esquerda, seguindo direto para a ala 7H, no departamento nuclear da universidade. Andamos por cerca de dez minutos até chegar no laboratório. — Olhe a sua direita, é onde vai ter suas aulas. — apontei para o prédio de vinte andares a nossa direita. — E aqui, é onde você vai trabalhar com seus projetos. — o puxei para dentro, fechando as portas ao passar, tocando o interruptor, livrando o ambiente do escuro.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Giuliano della Rovere em Seg 26 Out 2015 - 12:49

Benvenuti a Miami
Beato costa della Florida famoso per le sue splendide spiagge di ogni obiettivo surfista. Il grande Miami ora, ed è la porta di ogni avventura e mistero che il giovane italiano dagli occhi a mandorla diposto voglia di vivere. Giuliano entra in scena con il cognome della Rovere.
Q
ue fique de observação que algo pareceu mudar em Dianna quando a mesma encarou em qual irmandade Giuliano estava integrado, era a mesma coisa que você fazer uma merda e sentir os olhares das pessoas a volta sob seu couro, julgando-o seriamente. Ele apenas encarou Dianna, não sabia o que dizer. - Pretendo começar as pesquisas amanhã, então seria melhor me ambientar com o lugar logo. - falava com a exuberante animação que havia destacado a sua chegada. De fato talvez fosse melhor ir com um pouco mais de calma e moderação, palavras que certamente deveriam estar ausentes no vocabulário do senhor della Rovere, ele sempre foi daquele jeito e até então nada tinha dado errado por aquele fator. Não recusou a ajuda de Dianna e desta forma seguiu a morena no pequeno tour por todo o território da Miami University, vez ou outra abria um sorriso o graças as palavras dela.

O simples caminhar pelo campus já fazia Giuliano perceber as incontáveis diferenças de lá para a sua antiga casa, a Universidade de Verona, a melhor da Itália. O pensamento levantou uma boa questão na cabeça do moreno: Até quando ficaria ali?; pode parecer meio apressado, mas também é da responsabilidade de um estudante imaginar quanto tempo ficaria ali, no meio acadêmico. Giuliano já tinha visto bem de perto o estereótipo de estudante que quer morar na Universidade, e desprezava aquilo de um jeito inimaginável. Não conseguia passar pela sua cabeça ter uma estadia maior do que o tempo de seu curso exige, claro que 1 ou 2 semestres são compreensíveis, mas lembrava-se de um veterano seu que estava no décimo quinto período, em engenharia você normalmente se forma no décimo, talvez no décimo primeiro ou segundo se pegar projetos e se envolver em pesquisas, décimo quinto era algo realmente desesperador. No fim das contas concluiu que seria muito bom poder se formar ali, mas ainda precisa sentar-se com calma com auxílio de um professor ou mesmo de Dianna para saber se poderia re-aproveitar algumas matérias e cortar outras, o que iria diminuir seu tempo.

Finalmente chegaram frente à república e podemos dizer que o jovem não se sentiu muito à vontade vendo toda aquela bagunça na frente de onde ficaria. Sem dúvida tínhamos aí outra diferença entre os institutos acadêmicos dos dois países. Italianos dificilmente sujariam todo o local numa festa, em condições normais restringiriam uma área para as festividades e de preferência fariam suas festas longe de onde dormem, era uma questão básica de boa convivência. Sem mais delongas ele pegou sua mala, respirou fundo e andou em direção às portas do local, mas não adentrou sem antes virar-se para Dianna e falar. - Se eu não voltar por favor lembre a meus pais que eu gostaria de ser enterrado na Itália. - tentou fazer-se sério, mas era impossível. Deixou a risada tomar o rosto para então, passo após passo, entrar no prédio. Foi bem fácil na verdade, apesar de ter sido parado por um jovem que quis que ele se identificasse o sujeito estava mais bêbado que Baco. Sem grandes demoras ele entrou, colocou suas coisas sobre onde deveria ser seus aposentos, lavou o rosto e desceu.

- Molto bene. - deixou escapar quando observou a arquitetura e parte da infraestrutura do prédio, estava meio que acostumado a prédios de arquitetura clássica e neoclássica, o que era completamente diferente daquilo. - O edifício abre alle otto então, mas e a biblioteca e os laboratórios? - indagou pouco depois que entraram no prédio, era comum que ele abrisse mão de uma noite bem dormida para avançar em alguma pesquisa, aprofundar os estudos ou até buscar exercícios complementares. Após a resposta não tardou para finalmente chegarem no Depertamento de Engenharia Nuclear, infelizmente as luzes apagadas e a porta trancada indicavam que não havia ninguém no local. Continuando a caminhada chegaram no enorme prédio de 20 andares, ele teria ficado parado na frente se Dianna não o tivesse puxado para dentro. Assim que entrou os olhos fixaram-se nas pequenas placas frente às portas, como se procurasse algum laboratório de pesquisas nucleares, curiosidade não pode ser medida não é?!

- É realmente um lugar bem grande e parece bem organizado! - falou apoiando o braço num dos ombros da morena. - Com excessão do cenário pós apocalíptico lá de trás. - brandou em plena ironia fazendo referência ao local onde moraria, a irmandade. - Mas me diga, Dianna, você é de alguma... - procurou a palavra certa, curiosamente em italiano irmandade e fraternidade são uma única palavra, daí a pequena confusão de Giuliano para falar. - ...fratellanza? República? - estalou os dedos quando falou república como se tivesse achado a palavra que procurava. - E o que sabe sobre essa que caí de paraquedas, Omega Chi Delta?
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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 26 Out 2015 - 21:27

Through the glass of a two-sided mirror.
Chegava a ser engraçado toda a empolgação demonstrada pelo italiano. Dificilmente, ou melhor dizendo, raramente, se viam alunos com tanta aplicação para a iniciação do curso. A alguns dias do início de seu ano letivo, e ele já queria estar diante de pesquisas. Era uma escolha inteligente, claro, mas era preciso ter uma base excelente para acompanhar o ritmo do que era imposto na universidade. — Eu me pergunto se você é do tipo que vira noites enfurnado no quarto, sem nem saber o que é a luz do dia. — brinquei, enquanto dava alguns passos para dentro do laboratório em si, seguido de sua brincadeira referente a fraternidade. A repulsa era automática. Nunca havia gostado do furdúncio causado pelos filhos de papai, os quais não serviam nem mesmo para tirarem boas notas. Festas eram o seu lema, e sinceramente? Deveriam se unir aos Lycans da Phi Tau. Eram do mesmo esteriótipo: desordeiros próximos do que real sentido da vagabundagem. — Certo, eu não sei dizer o que é o quê aqui dentro, não faz parte da minha grade, então eu espero que atenda a sua expectativa, engenheiro. E respondendo sua pergunta, é como eu disse antes, senhor animadinho. A universidade abre às oito, isso inclui todas as funcionalidades dos departamentos específicos, e áreas como essas. Biblioteca, laboratórios, torres de aplicações e assim vai. — dei um passo retrogrado, pondo os braços para trás do corpo. Distraidamente, girava o aro de metal dourado em meu dedo anelar da mão direita, comprimindo os lábios.

Dei-lhe um tempo para assimilar o ambiente, visto que passaria uma boa parte de seu tempo por ali, testando e criando engenhocas que poderiam lhe dar uma confiança sensata e plausível para sua vida profissional fora daquela construção. Assim esperava seguir, não queria me tornar o típico modelo de estudante que fixa moradia na universidade. Eu tinha meus propósitos, e já os havia colocado em prática. Diga-se de passagem, que ter dinheiro e conhecer autoridades que lhe dariam uma colher de chá no momento que desejasse, era de fato, algo fantástico. Voltei minha atenção para o engenheiro, arqueando a sobrancelha esquerda de um modo engraçado. O símbolo da minha fraternidade estava bordado na blusa em meu corpo, no lado contrário do escudo da MU. — Digamos que todos por aqui precisam estar em uma fraternidade. Não que seja obrigatório, mas você sempre busca se encaixar em um grupo, e termina acontecendo. Então sim, eu tenho a minha fraternidade. Se não percebeu, este símbolo, — indiquei o brasão com o diamante — É a representação dela. Kappa Kappa Sigma. Você ouvirá sobre nós em breve. — pus as mãos nos bolsos frontais da calça, dando passos para perto do moreno. Toquei o ombro no dele, passando por seu corpo, observando os objetos espalhados por pontos organizados e bem preservados do laboratório. Não me via fazendo aquela engenharia, ou nada interligado a radiologia. Não era fiel a causa de que aquilo tinha a parte boa da coisa. O perigo era extremo. Ou de mais, ou de menos. Você só tinha que ser corajoso para saber lidar com a pressão que suas ações fariam. — Desculpe se isso soa rude, mas... Eu preciso mesmo dizer algo, depois de você mesmo ter presenciado a lixeira a pouco? Seus colegas de fraternidade são tão insuportáveis quanto os Phi Tau. A diferença, é que você foi colocado, mesmo não parecendo, onde residem os filhinhos de papai. — dei de ombros, virando para fitá-lo.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Giuliano della Rovere em Seg 26 Out 2015 - 23:29

Benvenuti a Miami
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orriu despreocupado. - Acho que descobriram o tipo de homem que sou. - falou, na realidade não era bem assim, todos sabemos que italianos podem ser comprometidos com seus deveres, ele não era diferente, gostava de se desafiar mais e mais, não se contentava com falhas, ele almejava apenas o sucesso. Por alguns instantes parou frente a uma das portas, era a última sala do bloco e aparentemente a maior, cobria toda a parte detrás, além da porta de entrada havia uma outra porta, esta de metal, que parecia ser isolado por uma outra camada protetora. As paredes eram grossas, coisa que ele só conseguiu enxergar forçando bem a visão, procurou a placa de identificação daquele laboratório e não escondeu o sorriso ao ler o nome de seu curso ali. O mural ao lado dispunha de vários informes, além dos nomes dos integrantes de atividades ali executadas, só por curiosidade Giuliano procurou seu nome, e no fim da curta lista de 7 alunos e 3 professores encontrou o que tanto desejava: Giuliano della Rovere; era a confirmação máxima de que estava ali e de que estavaria fazendo o que gostava, o que se sentia atraído, uma verdadeira contradição perigosa, de todo o medo que circula a palavra nuclear, e não era para menos, o mundo já havia conhecido o poder maligno desse meio, e a consequência causada por falha humana. Da bomba nuclear à usina não havia uma distância muito grande.

Antes de partir aproveitou para tirar uma foto da grade de horários, e enquanto caminhava tentava examinar a grade do curso, supondo quais disciplinas poderia cortar ou pular por já ter feito em sua antiga instituição, sua grade seria composta mais ou menos pelas seguintes disciplinas: Eletricidade I, Introdução a Física Moderna, Física Experimental IV, Cálculo Diferencial e Integral IV, Política e Planejamento Ambiental e Laboratório de Desenvolvimento Nuclear. Estava satisfeito, completamente satisfeito, pesquisar e desenvolver processos, instrumentos e sistemas para laboratorios governamentais ou industrias privadas e universiades visando o proveito da radição e da energia nuclear era sem dúvida um campo a ser explorada, apesar do receio de falhas recentes.

Coçou rapidamente a ponta da sombrancelha enquanto retomava o passo para poder acompanhar Dianna. Deixemos o vislumbre acadêmico de lado, tudo a seu tempo, ainda tinha duas semanas para se ambientar, pegar o ritmo local e talvez até fazer algumas amizades, mas primeiro, era bom segurar firme as rédeas da situação e não colocar a carroça na frente dos bois. Um olhar inocente o fez notar a logo estilizada nas vestes de Dianna e isso somado ao conhecimento passado em sua última fala o fez conectar as coisas. Não tinha visto nada do gênero em solo italiano, havia racha entre os cursos, o tradicional menosprezar sobre os calouros, mas nada interno como aquilo. De fato só nas criações hollywoodianas tinha visto algo do gênero, mas ele sempre pensou que não passesse de ficção ou algo destinado ao passado. - Isso é completamente irracional, é a mesma coisa que dizer que sozinho alguém não poderia ter reconhecimento ou conquistar glórias por aqui... - criticou enquanto se forçava para compreender esse espírito coletivo? Ou pseudo-coletivo? O empurrãozinho de Dianna o fez se livrar dos pensamentos.

Apoiou o braço sobre o ombro dela enquanto tentava ponderar, a reputação da fraternidade que acabou parando era tão ruim assim? - Não me leve a mal, não vou entregar 24 horas do meu dia à estudos e trabalhos, talvez só umas 18 horas... - riu tentando descontrair um pouco as coisas a morena parecia desconfortável ao falar sobre a tal Omega Chi Delta. - ...mas você sabe como é, um italiano que renega festas não é italiano! É só saber ponderar, vai dizer que não há ninguém na Omega Chi Delta que se salva? - ainda esbajando bom humor e disposição, que deveriam carecer a alguém que fez um voo de quase 12 horas e se deparou com um local com um fuso-horário totalmente diferente. - Sejamos um pouco otimistas, algum desses filinhos de papai fanfarrões pode acabar sendo o próximo ganhador do Nobel ou até presidente dos Estados Unidos, por que não? Se fosse comigo eu pensaria assim.
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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 27 Out 2015 - 0:35

Through the glass of a two-sided mirror.
A curiosidade de Giuli era algo a se observar. Ele realmente parecia estar interessado em sua grade curricular, e isso era um fator positivo para iniciarmos, quem sabe, uma bela amizade. Se tinha algo que me chamava atenção em alguém, era sua sagacidade e soberania de pensamentos ou ações sábias. Não que esperasse um monge dos montes alpinos ou seja lá de onde eles costumam vir. Mas, era bom procurar introspectividade nas pessoas que iriam cerca-lo, para então, manter um bom convívio. O italiano havia alcançado o segundo ponto para ter minha atenção. Seu descaso com o suposto transtorno em sua futura fraternidade havia sido interessante, apesar de ter em mente seu desconforto com tanta sujeira. Italianos detestavam coisas do tipo, e não era para menos. — Não, eu estou dizendo que você procura se misturar no meio de pessoas que se comportam como você, e não que seu rendimento acadêmico será limitado, caso esteja sozinho. Não sou tão arcaica a este ponto, caro conterrâneo. — um sorriso debochado logo tomara conta de meus lábios, sumindo em questão de segundos.

O peso de seu braço apoiado sobre meu ombro indicava o quão espontâneo ele era. Não afastei o contato, tomando-o como natureza provinda de terras italianas. O carinho era algo insanamente normal dentre os contidos nas delimitações locais, portanto, nenhuma estranheza fora somada ao ato. — Exatamente um se salva, e eu estou na presença dele neste mesmo momento. — inclinei a cabeça um pouco para o lado, abrindo um pequeno sorriso, encostando de leve a cabeça em seu ombro, para logo afastar. Gestos como aqueles não indicavam nada mais que dois italianos interagindo livremente, despostos de suas culturas interinas. Não havia malícia ou segundas intenções. Eram apenas gestos. — Você é a minha aposta para que estas palavras se tornem realidade, della Rovere. Agora, fale-me um pouco sobre você. Este sobrenome não me é estranho. — o puxei para sairmos dali. Ainda tinha muito o que ser visto, e pouco tempo para mostrar. — Enquanto isso, vamos para a próxima parada: o salão principal.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Giuliano della Rovere em Ter 27 Out 2015 - 20:52

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Beato costa della Florida famoso per le sue splendide spiagge di ogni obiettivo surfista. Il grande Miami ora, ed è la porta di ogni avventura e mistero che il giovane italiano dagli occhi a mandorla diposto voglia di vivere. Giuliano entra in scena con il cognome della Rovere.
E
ra mais do que clara a pouca fé que Dianna colocava na irmandade de Giuliano, ou Giuli como acabou sendo apelidado, de certo modo o moreno se sentiu um pouco coagido a ser mais observador quanto a influências externas, o italiano sempre conseguiu equilibrar bem as coisas, manter uma vida social saudável cercando-se de amigos e colegas e focar-se nas suas ambições, certamente não era bom deixar pedras formarem um obstáculo no caminho. O fluxo de pensamentos foi interrompido quando Dianna pousou a cabeça sobre seu ombro por um pequeno instante, foi quando ele abriu mais um sorriso ouvindo-a falar de apostar suas fichas nele. - Honrarei seu precioso dinheiro e fé que deposita em mim, bella romana. - respondeu deixando com que ela seguisse um par de passos na frente para guiar o caminho. Giuliano tinha a incrível capacidade de manter aquele semblante agradável, pelo menos para si, como o de um sujeito inabalável sempre vendo o lado bom da vida, e não era uma afirmação errênea, pelo contrário, o jovem sempre teve o bom humor, a leveza e tranquilidade de suas ações como marca, era o tipo de sujeito que sempre veria o lado bom da pior catástrofe, um conservador nato da esperança e boa fé.

Seguiu sua caminhada cujos passos muito mal faziam barulho ao tocar o chão, a pergunta que veio em seguida lhe surpreendeu um, era como a fisgada de um peixe num anzol sem isca. Suas origens, era certamente um assunto complicado, burocraciais familiares que ele preferia não se envolver e sempre tratava de cumprir o que era esperado dele para assim ganhar alguma liberdade. De forma nenhuma Giuliano della Rovere era uma celebridade, em real o sobrenome della Rovere não trazia consigo nenhuma nobreza ou realeza, diferente de poucos sobrenomes que sobrevivem desde os primórdios do apogeu de Roma. A origem humilde dos della Rovere foi marcada e ganhou espaço somente anos depois quando personagens icônicos ganharam os holofortes. Em todo o caso responder a indagação de Dianna não era muito fácil.

Ele retomou os passos, ficando assim ao lado da morena. - O que eu posso dizer? Nasci e cresci numa cidade portuária, longe de Roma, estudei até os 16 anos num colégio de monges Franciscanos e por bem pouco não decidi seguir a carreira eclesiástica. - ele se recordava do passado com bastante carinho, afinal foi o caminho que trilhou que o guiou até onde estava. Giuliano não trazia arrependimentos e isso ficava claro com seu modo de falar bastante confortável. O mais novo estudante da Miami university alternou olhares entre o céu e o chão, Dianna e o cenário acadêmico pelo qual passava. - Bom, acho que como minha conterrânea talvez meu sobrenome não seja tão estranho. Você é uma pessoa religiosa, signora Graef? - indagou deixando algum tempo para que ela respondesse.

Respirou fundo olhando-a por baixo, de alguma forma bem inusitade ele se divertia conversando sobre aquilo. - Bom digamos que alguns antepassados bem longínquos meus tiveram uma pequena participação na história da Igreja Católica, della Rovere também era o sobrenome do Papa Júlio II e do papa Sisto IV. Mas antes que me confira mais importância do que eu realmente mereço a família della Rovere envolveu-se com outras duas famílias italianas e criou assim os ramos Gara della Rovere e Lante Montefeltro della Rovere. Eu, meu pai, minha mãe e meus irmãos estamos encaixados no primeiro ramo, meu nome do meio é Gara, logo Giulio Gara della Rovere. - explicou de forma bem resumida, a parte de que a família humilde favorecida pelo comércio no porto de Savona e ainda com as duas figuras sentadas no trono de São Pedro acabaram elevando a posição social dos della Rovere que depois, com casamentos ambiciosos e uniões de interesse duvidoso conseguiram elevar seu sobrenome e acabar misturando-o com o de duques. Isso tudo teria importância se a Itália ainda fosse dividida em pequenos reinos, o que não ocorreu, apesar da unificação tardia.

Era irreverente pensar que você faz parte de uma família que possui brasão, lema e tudo mais, que teve dois papas e grandes propriedades, de fato ostentava o mesmo sobrenome, mas estava tão longe dessas figuras importantes, deveriam ser o que dele? Um tataravô elevado ao quíntuplo? Algo do gênero. - Em todo o caso a história favoreceu uma boa situação econômica para meus antepassados e eu, de santo nosso sobrenome não tem mais nada, agora é puramente empreendedor. - brincou. - Mas veja o lado bom há um castelo chamado Palazzo dei Penitenzieri em Roma que apesar de ter sido anexado às dependências da Igreja fez de nós uma espécie de "padrinhos" do local. Fora que, não é qualquer família que tem um afresco na Capela Sistina não é?! - comentou em mais um brincadeira, essa com mais tom de verdade ainda já que Sisto IV foi que encomendou o projeto da Capela Sistina e por tal atitude ganhou uma homenagem num dos vários afrescos marcando assim o sobrenome della Rovere.

- Mas não se preocupe, aqui sou só um garoto que quer mexer com as substâncias mais perigosas do mundo e fazer um pouco de progresso para a sociedade. Que aliás vai precisar do dinheiro da bolsa da faculdade para se manter, por pura questão de orgulho, não é porque meu irmão levou as honras da casa se tornando Bispo de Savona que eu não posso mostrar certa independência. - que jovem entrava na universidade e não mantinha um pouco da melhor característica da juventude? A dimensão sonhadora. - Sua vez, o que diz dos Graeffs?
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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 28 Out 2015 - 15:39

Through the glass of a two-sided mirror.
Era notável o quão desconfortável o italiano havia ficado ao ser questionado sobre suas raízes. Mordendo o lábio inferior de forma cautelosa, encolhi um pouco os ombros, sentindo uma pontada de culpa ao ter lhe colocado naquela situação. Um silêncio seguira-se por alguns segundos, não tinha certeza se esta era a contabilidade correta para o tempo, mas não importava. Sua simpatia não havia desaparecido, e isso havia - de fato - deixado-me mais aliviada em relação ao que se passava com ele. Ouvi atentamente tudo o que lhe era dito, enquanto andávamos por outros compartimentos da universidade. Estava nos encaminhando para o salão principal, quando Giuli finalmente havia terminado de contar um pouco sobre a história por trás do seu nome. — Não me considero uma pessoa extremamente religiosa, a ponto de estar todas as horas do dia dentro de uma igreja, mas tenho minhas crenças e sou fiel a elas. Mesmo que as vezes, as coisas pareçam absurdas. — dei de ombros, cruzando os braços enquanto o olhava. — Os Graeff? Bem, creio que não temos nada para o lado religioso, ou coisa do passado. Somos originários de duas décadas atrás, eu acho. Temos um império romano-britânico, assimilado ao meu outro nome. Ohlweiler. Diga-se de passagem, e modéstias a parte também, eu estou levantando fama para ambos os lados. Estou bastante focada na minha carreira aqui dentro, assim como o sorridente della Rovere. — foi a minha vez de por um dos braços sobre os ombros dele. Até então, um silêncio confortável se seguiu, enquanto andávamos por entre os grupos presentes por ali, alguns membros nos lançando olhares céticos de que se perguntava se já éramos íntimos, ou se havia algo acontecendo. Ocultei um pequeno sorriso, negando com a cabeça. Abri as portas duplas, abrindo caminho para o grande salão comunal. Ele era bem parecido com o estilo do sucesso de cinemas Harry Potter, o que dava um gostinho a mais aos alunos, para se estarem ali. — Este é o salão principal. Aqui você é meio que livre pra fazer o que quiser. Comer alguma coisa, conversar, passar o tempo, sabe? Mas, isso não é tudo. Quando temos algum teste de incêndio, um aviso da reitoria ou algo mais sério, costumam nos reunir aqui para abranger o tema de uma forma geral, com todos os alunos e docentes presentes. — parei um pouco a frente dele, virada de lado.

Você me falou sobre o caminho trilhado pelos della Rovere, mas a minha questão teve uma ligação mais direta com você. Quero saber quem é o Giuli, agora. Já conheci o lado nerd, pretendo conhecer a outra metade. — lhe dirigi um sorriso cúmplice, alternando o olhar entre o conterrâneo e o salão. Não fazia questão de demorar por ali, ou seguir mais adiante logo, apesar de que era isso o que deveria fazer. Não daria tempo de lhe mostrar tudo, mas como era sua guia, tínhamos outros dias para continuar aquele passeio. — Certo, agora vamos até a biblioteca. Não preciso dizer que lá é um ambiente de completo silêncio, sim? Então vamos as explicações desde já. Temos todos os tipos de livros que você possa imaginar, tanto dos séculos passados, como os do presente e até alguns exclusivos, que ainda não foram publicados para todos os públicos. Você pode pegá-los por três dias, depois de fazer o seu cadastro com a bibliotecária. Caso precise de mais tempo, é só atualizar a reserva e não haverá problemas. Caso atrase, você paga uma multa. São apenas quatro dólares, mas isso é ouro para um universitário. — uma risada leve escapara de meus lábios. Era um tanto que engraçado ver a forma em como todo mundo parecia economizar dinheiro, até mesmo os que não precisavam, com medo de estarem se perdendo nas despesas acadêmicas. Andamos mais um pouco, até chegar a biblioteca. — Quer entrar pra ver, ou prefere fazer isso depois? — questionei, antes de abrir a porta.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Giuliano della Rovere em Qui 29 Out 2015 - 0:29

Benvenuti a Miami
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E
le deu uma explicação tão digna que poderia ter escrito um livro, com toda a felicidade divina não se aprofundou no assunto, poderia passar mais meia hora dissertando sobre as tretas papais, envenenamentos, putarias e tudo mais, principalmente se considerarmos que parte de seus antepassados conviveu com a famosa família Bórgia, forma-se o cenário repleto para uma confusão. Aliás, há o lado escroto do Italiano, a história é prova que se há um sujeito que não presta e vai causar intriga e picuinha visando interesse, autopromoção e ambição sem limites é o italiano, basta notar que a unificação da Itália - antes dividida em vários reinos - só se deu dois séculos atrás, ou seja, há países muito menores e menos representativos que constituiram um identidade nacional antes da Itália.

Por um lado torceu por uma história estravagante, mas acabou ouvindo algo muito mais simples, o que não deixa de ser atraente. Fazia sentido, semânticamente Graeff não parecia pertencer a uma linhagem muito longa, a construção gramatical do nome usava as convenções recentes da língua. Terminando de ouvir a história de Dianna, em uma resposta brincalhona ele arqueou só uma das sobrancelhas e passou a mão pela barba como se ela viesse até o início do peito. - Pra ter tanta visão empreendedora assim você só pode ter um pezinho Judeu, não é possível... - você já viu um judeu certo? Apesar de todos acharem engraçados a fisionomia de terrorista e o chapéuzinho no topo da cabeça se havia um dom naquele povo era saber ser comerciante, vender e negociar, parecia uma benção que caía sobre todos de sua raça, era inexplicável. Deixando de lado o comentário, que na mente de uma pessoa conversadora poderia ter sido até pejorativo, ele focou-se em observar o salão principal, tinha que haver algo de clássico naquele lugar, finalmente Giuliano o havia encontrado. - Quer dizer que aqui acontece uma interação geral? E toda a rivalidade dessas irmandades? - na mente dele aquele lugar era um campo de batalha, se as irmandades tivessem tanta rivalidade quanto aparentavam então ali seria um campo de guerra. Esperava que Hollywood estivesse errada o quanto a estas travessuras, principalmente relacionadas a comida, já bastava a vez que participou da tradicional tomatina na Espanha.

Se afastou um pouco de Dianna, seus passos o fizeram caminhar até mais ou menos onde seria o centro do enorme salão. De onde estava observou, com uma expressão entre a concentração e a contemplação, tinha certo interesse pela arquitetura, apesar do tique clássico o qual estava inserido. Foi fisgado pela realidade quando a voz da morena ecoou, virou-se encarando-a diretamente, olhar fixo e estático, imóvel. - De nerd à padre tem um bom caminho não? - falou deixando o sorriso tomar os lábios logo em seguida. Voltou a se aproximar de Dianna, pareceu que a estadia no salão comunal de Hogwarts. - O outro lado da moeda você só vai conhecer quando tocar a música e trazer a mistura de uma parte de vinho puro para 3 partes de água. Ou Posca com mel. - respondeu fazendo referência as tradicionais receitas de vinho romanos, fosse o Posca que era quase um vinagre, mas adoçado com mel, ou o famoso vinho romano que não era bebido puro por, quando puro ser encarado como uma bebida de bárbaros. No fim das contas ele nada disse, tinha uma camada misteriosa que preferia deixar em sigilo, ainda estava aprendendo muitas coisas.

Agora parou frente a biblioteca, foi de fato uma tentação, não era um leitor frenético, mas sempre há livros onde a curiosidade fala mais alto. Acabou segurando a mão de Dianna por alguns instantes enquanto a outra apoiava nas costas da latina, era como se guiasse uma dança, mas não durou por muito tempo. - Vamos prosseguir minha senhora, se eu entrar aí não acho que vou consegui sair tão cedo.
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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 29 Out 2015 - 16:30

Through the glass of a two-sided mirror.
Sabe quando você simplesmente parece empacar no tempo, e nada ao redor faz mais sentido? Por breves segundos, me senti paralisada em meio a tantas lembranças. Lembranças felizes em sua maioria, mas não tão bem vindas no momento. O citar sobre as bebidas provindas de minhas culturas haviam sido um tanto que impactantes. Relembravam o tempo com meu avô, e mesmo quase dez anos após sua morte, ainda era doloroso. Aproveitei o momento de distração do moreno para ocultar a leve mudança de expressão, tornando a abrir o mesmo sorriso tranquilo. A única coisa boa da fase obscura que havia enfrentado a anos atrás, tinha sido o fato de conseguir manipular o que sentia, e como não externar por muito tempo, ou por tempo nenhum. Ao sentir a mão dele na minha, uma ligeira sensação de tranquilidade viera junto com o toque. Italianos compartilhavam de uma bela intimidade, era como se - mesmo desconhecendo o próximo - pudessem transmitir paz. — Uh... Vai fazer a linha misterioso, senhor antes-padre-agora-engenheiro? Ponto para você. — Seguimos pelo mesmo corredor, seguindo para a esquerda, dobrando mais duas vezes para o mesmo lado, chegando até a área traseira do campus. O restante, se resumiriam a apenas salas. Coisas que o próprio Giuli descobriria com sua estadia. — As rivalidades são deixadas de lado, quando algo sério acontece e somos trazidos para cá. Pode não parecer, mas todos nos unimos para não deixar nada grave afetar o processo acadêmico de nenhuma área. Até os seus futuros amiguinhos. — abri um sorriso debochado, mas com uma pontada de divertimento. — Bem, estamos indo para a última parte do tour, por hoje. A área de trás do campus é a minha preferida, diga-se de passagem. Os alunos se espalham, costumam fazer rodas com seus amigos, cantar, comer, fazer qualquer tipo de coisa. Membros de outras fraternidades se unem, enfim, resumindo... Nos soltamos. Aqui não existe engenheiro nuclear, advogado, médico... É só você. — uni as mãos, depois as coloquei sobre a cintura, ouvindo uma mixagem produzida por algum aluno eclodindo pelas diversas caixas de som espalhadas por ali.

Eu espero que você não tenha problemas com falta de silêncio. — abri um sorriso largo, me aproximando dele, pondo um dos braços por seus ombros, movendo o corpo ligeiramente ao ritmo bailante. Uma batida latina qualquer, porém bastante contagiante deixava os poucos por ali concentrados em aproveitar o que era disponibilizado. Provavelmente, seria algum aluno de elétrica testando aparelhagem led, tendo plugado música para se manter focado, isso sempre acontecia. Uma risada escapara de meus lábios, fazendo-me apertar os ombros másculos sutilmente, me afastando. — É isso, della Rovere. Seja bem vindo a University of Miami. — um novo sorriso largo apossara-se de meus lábios, enquanto o encarava.


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Re: {MU} della Rovere & Graeff Ohlweiler

Mensagem por Giuliano della Rovere em Qui 29 Out 2015 - 20:57

Benvenuti a Miami
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E
ra engraçado, Dianna parecia ter a pose de um xerife, mas se comportava de maneira totalmente diferente, quase como a simpatia em pessoa e olha que só agora conversavam pessoalmente- Nenhum jogador é sábio se revelar todos os seus trunfos no início do jogo. - comentou com a piscadela e logo após abrindo o sorriso bobo concentrado em apenas um dos cantos do rosto. Depois de muito caminhar pareciam chegar no local mais livre do campus, uma espécie de pátio aberto entre os prédios, automaticamente ele conectou o local ao claustro que estava tão ambientado em frequentar quando ainda estudava no mosteiro da Ordem Franciscana Secular de sua cidade. Era uma lembrança confortante, nunca se sentiu preso naquele tipo de lugar ou quando seu olhar era sempre voltado a Deus, passou por bons momentos ali, aprendeu muito, mas se tinha algo que ele tinha aprendido de verdade era que a vida era feita de momentos, e agora, aquele em que ele usava a batina já havia passado. O mistério da criação divina ainda lhe enchia os olhos, mas utilizava essa curiosidade em outros campos, nem tão divinos assim.

O som do ritmo elétrico chegou até seus ouvidos e foi muito bem recebido, quando notou a morena ensaiva alguma dança apesar de forma bem contida. A encarou e logo abaixou a cabeça, balançou os ombros por meio segundo apenas para exibir a falta de aptidão para dança, mas no final das contas o bom humor compensava então tava tudo certo. - Bella Dianna, um lado romano e não sabe que animação e festas é o que sabemos fazer melhor? - comentou abrindo os braços e pendendo a cabeça de lado, um semblante confiante tomou seu corpo como se não duvidasse de suas capacidade. Bom, era um nerd diferente, se bem que a maioria saía da fornalha exatamente igual a ele. - E já adianto que é melhor você dançar melhor que isso... - comentou encenando alguns passos da famosa tarantela italiana, cujas raízes se originaram na região da Campania, mas nasceram sobre a lenda de um veneno de uma aranha que induzia a esta dança, diferenciada.

Encarou os jovens mais distantes preparando toda a aparelhagem de som, provavelmente iria acontecer alguma festa muito louca por esses dias. Deveria ser algo como aquelas festanças das universidades para receber os calouros e tudo mais, ou era só mais uma festa rotineira já que o ritmo por ali parecia ser bem diferente. Dianna pareceu se despedir, foi um tour produtivo, ele aprendera alguns locais, apesar de ter total certeza e consciência de que ainda iria se perder demais naquele local. - Grazie bella romana, apesar de ter a sensação de que ainda vou me perder muito neste local. - o sorriso mais fácil do mundo brotou em seu rosto mais uma vez, mas agora, para a surpresa geral Giuliano sacava os óculos antes presos na gola da camisa e passou a usá-los. Abaixou-os literalmente para encarar a jovem latina. - Agora se me der licença, acho que vou me enturmar ali e ensinar e ensinar a esses americanos a fazer um set decente de eletro. - outra dimensão revelada, teríamos um italiano nerd quase-padre metido a Dj? Quem sabe? O fato foi que ele realmente foi em direção aos jovens que arrumavam as aparelhagens e ao rapaz que futucava algo na mesa de som. Por alguns segundos ouviu-se apenas as risadas de Giuliano e do sujeito, até o italiano com uma série de palavras diplomáticas ganhar lugar na mesa de som. O pior disso tudo? Não saiu um som ruim, pelo contrário, quando entre a batida eletrônica a voz brandou: Você já foi abduzido meu filho? Não? Então não sabe de nada; vários olhares foram atraídos e alguns presentes fisgados feito peixes, aproximavam-se e começavam a dançar timidamente, nada sério, é claro. Italianos...
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