{UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

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{UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Cameron Van Der Vaart em Seg 2 Nov 2015 - 22:11

i wish that could be like the cool kids

A postagem ocorre entre Cameron Van Der Vaart e Dianna Graeff Ohlweiler e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em uma quarta-feira à tarde por volta das 15h, no novo quarto/dormitório de Cameron. Acontece quase dois anos antes, quando Cameron se mudou para a universidade e conheceu-a pela primeira vez. O conteúdo é livre para todos os públicos. A postagem está em andamento.
pergunta: quem não ama fazer mudança?
resposta: eu

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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Cameron Van Der Vaart em Seg 2 Nov 2015 - 22:41



– Sério, que calor é esse? – Questiono por sobre o ombro, para Dianna, que está logo atrás de mim carregando uma caixa com algumas de minhas coisas. – Fala sério, eu estou derretendo! Que nojo! – Resmungo. Estamos no outono, mas o sol brilha com a intensidade do verão, o que é bem estranho. Mesmo de shorts e uma camiseta antiga, larga e nada elegante de basquete e com os cabelos presos em um rabo de cavalo, sinto o suor grudando os fios na minha nuca e testa. E sério, é muito nojento. Se tem uma coisa que não suporto é sentir calor. – Quantos mil andares tem esse lugar? Por que não tem elevador? – O prédio é relativamente antigo e a arquitetura da época só contava com escadas ingrimes e terríveis para mudanças, se quer saber minha opinião. Apoio a caixa que carrego em um braço enquanto abro a porta do meu dormitório pela milionésima vez. – E por Deus, por que esse lugar é tão quente??? Parece que estou no inferno. – Essa pergunta é mais retórica do que para manter um assunto, mas a necessidade dela é grande. Dianna resmunga algumas coisas atrás de mim. Dentre elas, capto apenas um comentário sobre o calor repentino, uma tentativa de humor sobre a sauna que é o andar em que meu novo dormitório está localizado e uma reclamação sobre a quantidade enorme de coisas que eu trouxe.

Coloco a caixa que carrego no chão e respiro fundo, retomando o fôlego. Passo a mão pela testa, desgrudando minha franja do suor. Que nojo. – Tá, pelos meus cálculos... – Olho ao redor, contando o número de caixas – que são muitas. Pilhas e pilhas espalhadas pelo quarto que, até então, eu não divido com ninguém. Quarto este que também não tem nada de especial: é um retângulo branco que tem duas janelas (poucas, na minha opinião) sobre cada uma das duas camas de solteiro e, dividindo o quarto, entre as camas, há uma daquelas cômodas grandes. Depois disso, um baú pra cada perto das camas e só. Ah, sem contar a porta que dá para um banheirinho modesto. É um lugar relativamente espaçoso, só que minhas coisas ocupam metade do espaço útil. – ...faltam três caixas, mas a chance da caberem aqui é zero. Quer dizer, fala sério, acham que eu consigo me virar só com metade de uma cômoda e um baú??? – Questiono, desesperada. – Eu preciso de um quarto maior. Ou, no mínimo, de uma outra cômoda. – Resmungo, me jogando na cama que eu já decidira que ia ser a minha. Dianna faz o mesmo, caindo ao meu lado. Ela traz na mão uma garrafa d'água gelada. Não penso duas vezes antes de pegar da mão dela e beber também.

Depois de alguns goles, devolvo a garrafa para ela e suspiro, olhando ao redor. – A parte difícil vem agora... – "Como assim agora??? Você me fez subir tudo isso com você em vários lances de escada. A parte difícil só vem agora???" rebate Dianna. Me encolho um pouco. Odeio quando ela grita. – ...ok, não é a difícil, mas vamos combinar que tirar tudo isso das caixas e guardas não é fácil. – Digo, erguendo as mãos como que em "rendição". Em um salto, levanto da cama e me dirijo para a primeira pilha. A Ohlweiler fala algo sobre eu estar muito animada para todo aquele calor. Quer dizer, pessoas normais estariam esbaforidas como ela. Sorrio ao revirar os olhos. – Eu estou atrasada em comparação a vocês. A mudança de Nova York foi longa, me instalar na nova casa com a nova madrasta e a nova irmã também. Então, tenho que correr pra me acostumar com o ritmo ou algo assim. Fora que tenho muito assunto para colocar em dia com você. Ou você comigo. Tanto faz. – Puxo o lacre que prende a primeira caixa. – Então vamos fazer o seguinte: falar e arrumar. Espero poder terminar isso, tomar um banho e conhecer o campus. – Dianna declara que estou mais hiperativa e disposta que o normal. Dou de ombros. – Acontece. É raro, então aproveite. – Declaro, começando a esvaziar as caixas.

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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 3 Nov 2015 - 2:12

break a
Sweat
Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits! Soon I will die. Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits me, when i'm dead!


Por Deus, eu corro todos os dias pela manhã, não deveria estar me sentindo como se fosse uma sedentária que só movimenta os olhos, por que é algo automático! — reclamei, ainda no meio daquela maldita escada. Como, diabos, os membros da Phi Tau conseguiam suportar aquilo? Estava explicado porque todos parecem projéteis fúteis de marombados esculpidos lentamente, para que nenhum músculo aparecesse menor ou menos desenvolvido. Mas porra! Será que eles não poderiam colocar pelo menos um elevador, como no prédio da Kappa? Certo que a diferença financeira existente entre as duas fraternidades era algo inalcançável, mas isso não era o ponto máximo: Eles eram desorganizados. Poderiam muito bem unirem forças e fazerem algo para melhorar a situação daquele cafofo. Nem o título de prédio isso recebia. — Isso aqui é pior que o ninho de ratazanas das Zetas! Por Deus. — poderíamos disputar ali mesmo quem era que reclamava mais. Cameron estipulava palavras sórdidas sobre o suor e o calor que fazia. Também, não era para menos. O lugar, além de pequeno, era todo forrado por dentro, com enormes rachaduras nas quinas de parede e manchas de mofo por todos os lados. — Essa joça não vai durar mais de um ano. — comentei mais para mim mesma. Ja era a terceira vez que subíamos carregando caixas para o quarto que ela ocuparia. Por que ela não havia ido para as Kappa Kappa Sigma? O que diabos tinha nos Phi Tau para que Cameron quisesse fazer parte dos que eram considerados problema para a reitoria e todos os habitantes do campus? — Eu não sei, esse calor todo é só aqui. Vai ver, você atraiu o sol pra cá e ele esta fazendo demonstração de como deve ser o inferno. — bufei, uma camada robusta de suor fazendo meu corpo brilhar, onde havia pedaços de pele exposta. Ao alerta de que a amiga estava se instalando na universidade, sabia que teria de usar uma roupa confortável para ajudar com a mudança, mas aquele short jeans e uma camisa de baseball duas vezes maiores que meu tamanho estavam surtindo o mesmo efeito de estar toda encasacada, servindo de salsicha empanada para algum churrasco feito pelos Deuses.

Eu tenho uma ideia melhor. A gente senta aqui e espera essas caixas restantes criarem pernas, e subirem as escadas sozinhas. — soltei com um muxoxo. Aquilo parecia um trabalho fácil, vendo pelas mensagens. — O que te deu na cabeça? Você deveria ser uma Kappa, Van Der Vaart. — outro resmungo. Resolvi me calar por um momento, aproveitando a deixa do que Cameron dizia, para recuperar o fôlego. Já era difícil subir esse caminho para onde Judas perdeu o juízo, e fazê-lo falando, aumentando a pressão de ar contra o peito era ainda pior. — Como assim, pior parte? — era impossível que existisse coisa pior do que subir aquela escadaria que mais parecia a subida para o Vaticano. Sinceramente, estava fazendo isso por se tratar de Cameron. Caso fosse outra pessoa, dificilmente o faria, nem que me oferecessem um milhão de dólares. Modéstias a parte, isso não era nada perto da quantia que me aguardava no banco, ou a no cofre em casa, ou a guardada em meu dormitório. — Você me fez subir tudo isso com você em vários lances de escada. A parte difícil só vem agora??? — mais um resmungo. Acho que tinha quebrado um recorde, hoje.

Jesus amado, eu pensava que não teria coisa pior do que desempacotar essas coisas. Você trouxe sua casa toda, de New York? — perguntei, as mãos na cintura, uma pose clássica do cansaço, com ombros caídos e olhar profundo sobre a morena menor. Parecia surreal o tanto de coisa que havia dentro daquele cubículo. Mal cabíamos nós duas e aquela avalanche de caixas por todos os lados. — Não estou sentindo minhas pernas. — acabei me sentando sobre uma delas. Era magra o suficiente para não fragilizar o papelão e abrir a caixa de vez, podendo estragar o que quer que estivesse dentro dela. — Se você disser que quer fazer o tour acadêmico ainda hoje, eu te jogo escada a baixo. — olhei para ela, uma ameaça explícita naquele olhar. Apesar da brincadeira ser clara, era realmente um pedido de morte ela querer fazer algo depois de uma tarde inteira subindo e descendo escada, para depois organizar tudo. E ainda nem tinha terminado! — Estou me perguntando o que fizeram com você. Essa hiperatividade toda não te pertence. É um exu? Pode sair desse corpo agora! Mãe Dianna ordena que liberte esta alma que não precisa de uma pomba gira hiperativa, no momento. — encostei a palma da mão em minha testa, praticamente empapada de suor. Aquilo realmente era nojento. Eu precisava de um banho, urgente. — Temos muito para por em dia, mesmo. A começar por: o que você foi fazer em New York? Pode desembuchar, todos nós tentamos falar com você, mas parece que seu celular tem uma intriga séria com o sinal. — rebati.





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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Ter 3 Nov 2015 - 15:48




// Let me take the nouse From our necks and carry us home Still so alive even after your die Transcending with time

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Você não sabe o quão estabanada é até cair por cima de duas caixas enormes que estavam bem a sua frente. Digo, era normal a loira viver caindo e tropeçando pelos campus, como se tivesse dois pés esquerdos, mas, cair em algo que já havia visto, era novidade. Ficou um bom tempo sentada no chão, resmungando para os quatros ventos o quanto aquele pessoal do Phi Tau Gamma era bagunceiro e desorganizado. Não que ela fosse muito diferente daquilo – seu quarto costumava ser uma bagunça aos dias de semana -, mas não deixava caixas para que qualquer um (leia-se ela mesma) tropeçasse e desse de cara com o chão. Com a ajuda de um dos bagunceiros da irmandade, ficou de pé e, claro, resmungou com ele também, descobrindo que aquelas caixas eram da nova moradora do prédio. Quem porra escolheria ser dali? Certo que seu melhor amigo era o líder ali, mas não conseguia conceber o fato de estudantes entrarem para o grupo mais baderneiro da universidade. Em um ato de bondade – e corajoso também, já que não tinha elevador ali -, pegou as duas caixas, empilhando de forma que conseguisse avistar os degraus e subir sem problema algum. Atormentar Shane poderia ficar para mais tarde.
 
 
Naquele momento ela agradecia mentalmente por praticar escalada (por ter toda sua musculatura das pernas bem desenvolvidas a ponto de subir aquilo tudo sem sentir) e ter optado por roupas leves naquele dia. Porém aquele prédio era incrivelmente abafado e quente, fazendo com uma leve camada de suor aparecesse em sua pele enquanto subia os quatro lances de escada até o andar da novata que tinha deixado as coisas no meio do caminho. Parou no início do corredor, tomando uma respiração profunda e tentando se lembrar de qual era o número do quarto que o garoto havia lhe citado. Ela não poderia simplesmente ir entrando em todos os quartos até ver um que mostrava estar sendo ocupado no momento. Ela não era tão cara de pau assim. Deixou as caixas no chão, pronta para descer os mil e noventa e seis degraus – não era isso tudo, fala sério – quando ouviu vozes. Vozes femininas. “...Mãe Dianna ordena que liberte esta alma que não precisa de uma pomba gira hiperativa, no momento”. O quê? Colocou a mão na frente da boca, abafando a risada que escapava dos lábios naturalmente rosados. Mas, espera, Dianna? O que diabos ela fazia no meio da confusão que era o PTG? Franziu a testa, sentindo-se bastante curiosa. Seguiu pelo corredor, parando apenas quando se viu na frente da porta aberta de um quarto. Caixas e mais caixas estavam amontoadas lá dentro, fazendo-a concluir que se tratava da novata. Enfiou a cabeça pra dentro, vendo Cameron e Dianna em um estado quase deplorável. Notou que nenhuma das duas percebeu sua presença, então tratou de voltar no corredor e pegar as duas caixas que havia trazido do térreo. – Cameron, eu realmente não acredito que você escolheu o Phi Tau Gamma como irmandade! – Exclamou quando adentrou o quarto segurando as caixas, sua visão era completamente tampada por elas. Deixou-as no chão, limpando a gota de suor que escorria por sua testa  com o dorso da mão e encarou a mais baixa das duas morenas. – Gamma Phi Beta é muito mais interessante e todos sabem disso. – Franziu o nariz, virando o rosto para encarar Dianna em seguida. Abriu um sorriso de lado e piscou um olho. – Hey, babe girl. – Ajeitou o short jeans que usava, comemorando por ter escolhido a camisa do Dodgers que deixava boa parte de sua barriga a mostra e não deixava-a morrer de calor. Caminhou para parte "vazia" do cômodo, indo se sentar ao chão no meio do quarto (onde não havia caixas). – Saiba que não foi legal você ter deixado as caixas no meio do caminho, Cam. Alguém poderia ter caído, sabia? – Indagou com uma expressão culpada, desviando o olhar para algum ponto na parede atrás dela. Prendeu os fios loiros em um coque frouxo, deixando o pescoço livre para oxigenação. – Que calor! Eles não conhecem ar-condicionado ou exaustor por aqui? – Negou com a cabeça, em reprovação. Suspirou. – Enfim, estou com uma dúvida. – Escorregou com os olhos de Cameron para Dianna e de Dianna para Cameron. – Por que estava rolando uma espécie de exorcismo aqui? – Arqueou uma sobrancelha, deixando um sorriso divertido brincar em seus lábios.


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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Cameron Van Der Vaart em Ter 3 Nov 2015 - 22:34


Solto uma risadinha chocha, quase que por obrigação (como quando seu tio velho faz uma piada de natal e você ri para que o clima não fique estranho), ao ouvir a "sugestão" de Dianna sobre o resto das caixas. Se eu não a conhecesse bem, acharia que foi só uma tentativa de humor. Contudo, conheço a Ohlweiler melhor do que se pode julgar e sei que sua declaração foi uma amostra da preguiça e cansaço que já sentia devido ao início da minha mudança e uma possível oferta de alforria. Que eu, claro, não vou aceitar. Preciso de sua ajuda e ponto final, ela que lide com seu cansaço depois. Por sobre o ombro, lanço-lhe uma olhadela e balanço a cabeça em negação e, até certo ponto, desaprovação. – Mas como isso não é possível, nós vamos esvaziar as caixas, arrumar as coisas e então pegar as que faltam. – Declaro, jogando minha luminária hipster sobre ela. Vale a pena ressaltar que só o fiz porque ela não quebraria caso eu errasse ou Dianna não pegasse. – Agora levanta essa bunda daí e venha me ajudar a colocar as coisas no lugar. – Ordeno, jogando, dessa vez, um porta-retratos com uma foto de uma Cameron criança e uma mãe feliz e presente. Não me dou ao trabalho de ficar melancólica.

E graças a Deus Dianna levanta e começa a ajeitar as coisas, mas antes disso, critica (pelo que deve ser a milionésima vez) a fraternidade que escolhi. Reviro os olhos. – D, um motivo me levou a não querer me misturar com a "elite" esse ano. Mesmo que eu seja uma parte importante dela, claro. Quer dizer, olha pra mim, sou Cameron Van Der... who? – Rio. Até parece que sou, de fato, de alguma elite. Mas vale a pena ressaltar que não sou e nem faço muita questão. – Depois te explico. Provavelmente você vai achar bobagem em um primeiro momento, mas como a ótima amiga que é, sei que vai entender. E outra: a Kappa nem tinha mais espaço. – Dou de ombros. – Mas faça o favor de aceitar a PTG logo. Até porque você é obrigada a comparecer de vez em quando nesse prédio. Fala sério, não quero ficar abandonada aqui. – Talvez seja drama e talvez seja um medo real. Mas é que o modo como meus amigos tem torcido o nariz até agora para meu novo lar me preocupa um pouco.

– Acredite se quiser, não trouxe nem um terço de minhas coisas. – Não que eu seja boa em matemática para saber ou tenha parado para calcular, mas lembro de todas as coisas que continuaram no meu antigo quarto e é com base nisso que concluo que muita coisa ficou para trás. – E não tem só coisa de NY aqui, tem do meu antigo quarto de hotel. Quer dizer, eu decorei ele. Era o mínimo que eu podia fazer depois de morar nele por... quase dois anos? Isso! – Digo, pegando uma caixa do topo de uma pilha e colocando-a no chão. Me sento com as pernas em borboleta e começo a abrir a caixa. Dianna, por sua vez, se senta sobre uma outra pilha e começa a resmungar mais um pouco. Reviro os olhos novamente, tentando parecer incomodada com suas palavras e falhando miseravelmente ao rir de sua performance como "mãe Dianna". Muito original.  – Qual é, eu estou bem atrasada em relação a vocês. É pedir muito que me coloquem a par da situação toda? – Questiono, erguendo uma sobrancelha mas sabendo que a reposta de Dianna é sim, é pedir muito. – Eu até te deixo tomar banho antes! Pra você ver como eu sou uma excelente amiga que, em troca de sua compreensão e paciência incríveis, pede por um pequeno tour acadêmico! – Viro para ela e faço bico, mas então interrompo meu pequeno número com uma risada. Apesar de eu adorar um bom drama, com certeza não sirvo para artes cênicas. Que bom que não me inscrevi para esse curso. Ou pensei em mudar para ele. Porque, sinceramente, eu já mudei de ideia várias vezes.

Mas depois o assunto fica um pouco mais sério. Mordisco o interior de minha bochecha, meio apreensiva, mas não paro de tirar as coisas da caixa. Suspiro. – Bom, primeiro eu quero pedir desculpas por ter sumido. Eu sei que foi muito tempo... quer dizer, o verão todo e mais... duas semanas? Três? Não sei. Não sei como contar o tempo na cadeia e os risquinhos que eu fiz já se apagaram. – Referências que eram para ter um fundo de humor mas que, na verdade, expõem meu real sentimento sobre a minha cidade natal e minha relação familiar. –  Digamos que a casa caiu. Sério, você não faz ideia da bagunça que as coisas estão em Nova York. – Digo, terminando uma caixa e passando para a próxima. Agora, minhas coisas se espalham pelo chão e criam um ambiente ainda mais caótico. – Acontece que... – Antes que eu possa falar algo mais, sou interrompida por uma voz. Voz essa que é simplesmente reconhecível em qualquer lugar. Viro em direção a porta e vejo uma figura loira entrando com duas caixas (as que faltavam!) nas mãos. Em um salto, me ponho de pé. – SHANNON! – Exclamo, sorrindo. Minha amiga larga as caixas no chão e fala algo sobre minha irmandade (fala sério, qual o problema de eu ser da Phi Tau Gamma?!) e ressalta que a sua é melhor, cumprimentando Dianna em seguida.

Pulo as caixas e dou um abraço em Shannon. Rápido o suficiente para que não ficássemos cheias de suor e demorado o suficiente para começar a matar a saudade. – Em primeiro lugar, gostaria de dizer que eu não escolhi a Phi Tau Gamma, ela me escolheu. – Digo, dando a língua para as duas garotas que estão implicando mais do que eu esperava com minha nova fraternidade. – Segundo: vocês precisam decidir logo qual é "a melhor" irmandade, porque eu já estou ficando confusa com todo mundo me dizendo que todas, com exceção da minha, são as melhores. – Se eu sabia que incitaria uma pequena discussão de "minha fraternidade é melhor que a sua"? Sim. Se eu queria ver? Claro! – Em terceiro lugar: DIANNA, NOSSO DESEJO SE TORNOU REALIDADE! – Anuncio, virando-me para a morena. – Tudo bem que as caixas não criaram pernas, mas as da Shann até que servem. – Comento, piscando para a loira e depois me desmanchando em risos. Pego uma das caixas que ela trouxe e coloco em um dos poucos espaços vazios do quarto e já tratando de abri-la.

– Me diga uma coisa... – Me viro para Dianna, erguendo uma sobrancelha. – Você chamou a loirona aí pra que ela também viesse me fazer tentar mudar de ideia quanto à fraternidade? – Brinco, mostrando a língua para as duas. Dianna fala algo sobre não ter chamado, mas que eu bem que preciso de ajuda para voltar a enxergar as coisas claramente. Dou-lhe a língua de novo e fito o conteúdo da caixa. Nela há uma série de lingeries minhas. Solto uma risadinha, mas trato de fechar a caixa de novo e deixá-la de lado. Tudo que não quero é que elas debochem de minhas calcinhas. Fala sério! Levanto o olhar para Shannon, que acaba de fazer uma pergunta. Não posso deixar de rir. – Exorcismo é o nome do exagero da nossa Dianna Ohlweiler, aqui. Ela acha que fazer a mudança, arrumar as coisas e conhecer o campus, tudo no mesmo dia, é exagero. Mas fala sério, S, eu sou a única que estou de fora ainda. – Exponho meu ponto de vista enquanto Dianna já se prepara para rebater.

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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 4 Nov 2015 - 0:18

break a
Sweat
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Se agora pudesse me taxar de alguma figura mitológica, com certeza estaria sendo chamada de Atlas. O mundo estava nas minhas costas, e isso era a pior sensação que eu estava sentindo. Maldita dor nas costas! O fardo não era apenas físico. Ainda estava por me recuperar de situações embaraçosas em meu lado pessoal privado, mas, não era por isso que eu deixaria de ajudar uma das pessoas mais importantes que eu conhecia. Cameron era uma das poucas pessoas que carregava junto comigo, uma história traçada desde a infância. No que eu pudesse estar ali para ela, eu estaria. Mesmo que isso me igualasse a uma condenada sofrida e amaldiçoada com dores musculares pelo resto da vida. Um suspiro foi escapado, rápido e latente. Cade a coragem para começar a tirar as coisas das caixas? — Vamos tirar no par ou ímpar quem sobe com as outras caixas? Por que eu juro que se eu descer, nunca mais subo de novo. — murmurei, ainda sentada sobre uma das caixas. A camisa dos Yankees, por mais que fosse duas vezes maior que meu tamanho, colava em algumas partes do meu tronco. Não estava tão suada quanto eu pensava, pelo menos a camisa não. Ouvi o que ela ia falando, depois de frisar mais alguns resmungos. Me levantei para ir no banheiro, se é que ali tinha um, quando uma voz conhecida reverberou dentro do cômodo. Espera! Meus olhos foram de encontro a figura esguia que adentrava o local, coberta pelas duas caixas que haviam ficado lá embaixo. Sinceramente, eu não sabia se chorava de emoção por saber que não seria capacho do azar em perder no par ou ímpar e ter que descer, ou se ria pelo mesmo motivo. — Eu vou molhar o rosto, não to aguentando. — jurei que podia ter ouvido um estralo vindo de alguma parte do meu corpo, como se alguma coisa tivesse quebrado por dentro. Eu não me surpreenderia em nada caso isso acontecesse. — Poison. — retribui o cumprimento, passando ao seu lado, abrindo um sorriso tranquilo. — Aqui tem banheiro, ou você vai ter que se virar com o chão, Cam? — olhei ao redor, notando uma porta ao fim daquele mísero espaço, com muita dificuldade, já que uma pilha de caixas cobria a visão. Andei até lá, tendo que subir em uma caixa, e pular outra, para poder chegar no destino. Abri a porta, e era mesmo um banheiro. Certo, antes de abrir, eu havia pensado em todas as coisas que poderiam sair dali de dentro. Um zoológico, uma empestação de pragas - o que faria Shannon surtar com toda certeza - ou quem sabe, na mais absurda hipótese, um cadáver. Ou mais de um.

Abri logo a porta, em um ato de coragem. Acabei me surpreendendo ao encontrar um ambiente limpo, sem nenhum rastro de coisa anormal ou que me fizesse passar mal por conta do nojo que poderia vir a sentir. Deixei a porta aberta mesmo, caso fechasse, corria o risco de morrer sufocada. Como o cabelo já estava preso em um coque samurai, apenas me abaixei, ligando a torneira. Ainda observei a água cair, se não mudaria de cor e algo contaminado me atingisse. Nunca se sabe. Molhei o rosto, e já estava tirando a camisa para molhar o pescoço. Os pingos da água gelada caindo pelo tronco era uma sensação inexplicável, algo parecido como encontrar água após enfrentar uma seca no deserto. Um gemido involuntário saíra por minha garganta, baixo, sem que nenhuma das duas ao lado de fora pudesse ouvir. Terminei a coisa de me livrar do suor, me enxugando com a camisa mesmo. — Bem melhor. — reapareci, voltando a ocupar o lugar de antes. Ao invés de me sentar, abri a primeira caixa, encontrando peças íntimas. Minhas bochechas atingiram um tom rubro intenso, o que me fez sair de perto do objeto quadriculado. — Opa. Vou tentar outra. — não que houvesse problemas, mas ainda estava trabalhando na coisa da timidez repentina. Tentei disfarçar, não chamando tanta atenção. Desviei da caixa como o diabo desvia da cruz. — Claro que a Kappa é a melhor, nós sabemos dar uma festa! Sem falar que noventa e nove porcento das garotas estão na média ou bem a cima dela nas matérias de cada curso. Dei de ombros, movendo os olhos até Shannon, mantendo-os no ponto a cima onde o tecido de sua blusinha - se é que aquilo era uma blusa - chegava. — Invejosos dirão que outra é melhor. — brandi em um tom divertido, abrindo a caixa próxima a loura recém chegada.

Ei, exagero nada. Eu não preciso dizer o mártir que foi subir e descer esses lances, carregando caixa. Você ainda quer ir conhecer o campus, pular amarelinha, jogar ping pong e correr uma maratona olímpica. — peguei o abajur que ela tinha me jogado anteriormente - e que eu havia pego antes que me atingisse - botando em cima da cômoda. Eu não era a melhor pessoa do mundo com organizações, e até um cego saberia isso. — Onde eu coloco esses casacos que parecem ter sidos feitos por vendedores de miçangas da praia mais próxima? — perguntei, tirando uns pares de casaquinhos da caixa, contendo um sorriso.


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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Qua 4 Nov 2015 - 3:12




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Não que ela fosse uma pessoa totalmente lerda – ela tinha lá seus problemas para entender uma coisa ou outra, mas nada fora do normal -, mas estava realmente difícil acompanhar o diálogo que acontecia ali. Podia ser o calor, suas divagações internas (se uma mulher grávida entrar no mar, ela vira, praticamente, um submarino humano!) ou o fato de estar no mesmo cômodo que ela. Não, não havia superado nem um pouco aquilo. Certo que elas estavam começando a se entender novamente, mas... Não era a mesma coisa. Não ainda. Agitou a cabeça de uma maneira imperceptível, obrigando-se a colocar em terra novamente. Abriu um sorriso de lado, encarando a figura de Cameron com um brilho sapeca no olhar. – Obrigada pelo elogio, Cam. Sei que minhas pernas são maravilhosas. – Forçou a coxa, deixando bem evidente a musculatura bem desenvolvida dali. Acompanhou a garota na piscadela, caindo no riso em seguida, também. Ela quase havia se esquecido do modo como Cameron deixava tudo mais leve e divertido. – E saiba que essa sua resposta sobre a irmandade foi plausível. Juro que não implicarei demais, CamCam, até porque Shane é o líder daqui. Ele me bateria se soubesse que estou desestimulado os pequenos delinquentes dele, mas, você sabe, eu só desejo algo melhor pra você. Até a irmandade rosa...Apontou para Dianna, não perdendo a oportunidade de provocar a morena. – ...é melhor que essa. – Finalizou com uma expressão suave, deixando bem claro que não estava falando por mal. Ela realmente só desejava algo melhor a ela. E que ela tivesse um elevador.

Acompanhou quando a menina mais alta saiu pela porta, soltando uma leve risadinha quanto o “se virar com o chão”. Tratou de se colocar de pé novamente, estalando as costas para mostrar que estava disposta a ajudar a amiga terminar aquela arrumação ainda naquele dia. Pulou uma caixa, quase de desequilibrando no processo. – Não diga que eu falei isso, mas Dianna realmente não tem energia para algumas coisas. Ela estava reclamando e resmungando, não é? – Abafou a gargalhada, se abaixando para capturar uma caixa. A abriu, dando de cara com blusas de várias cores e tecidos. – Isso aqui está uma bagunça, Cameron! Você socou tudo aqui ou você realmente chama isso de arrumação? – Arqueou uma sobrancelha em sinal de incredulidade e negou com a cabeça, espalhando um pouco do conteúdo da caixa pelo colchão sem lençol e começou a dobrar algumas. Parou por alguns segundos, girando o rosto corado para encarar a outra presente no quarto. - E, se te faz melhor, eu posso fazer o tour com você sem problema algum. Não estou tão velha assim, como a Ohlweiler, e quero totalmente te deixar a par de tudo. – Lançou-lhe um sorriso meigo, voltando ao seu trabalho de tirar da caixa/tentar desamassar o máximo possível/dobrar.

Desviou os olhos de seu serviço por breves segundos quando Dianna retornou, com uma feição muito melhor, capturando o momento exato que ela encarava a parte exposta de seu abdômen. Não pode deixar de soltar um suspiro. Mordeu o canto do lábio inferior, em dúvida se continuava com aquilo de dobrar ou se ia para outra parte. Empilhar CD’s ou livros, talvez? Ergueu os braços, prendendo seu cabelo pela segunda vez. Ela achou graça da reação da menina cor de jambo ao abrir uma caixa específica e, deixando seu lado muito curioso agir, não tardou de cruzar o espaço até lá para averiguar o motivo do desconforto alheoo. Abriu a tampa de papelão, arregalando os olhos com as lingeries que ali se encontravam. Vejam bem, Shannon não era puritana a ponto de dizer que não tinha umas daquelas, mas não tinha tantas. Ela mantinha aquelas de algodão e com estampas de bichinhos em seu guarda roupas ainda. Abriu um sorriso malicioso, pegando uma calcinha vermelha rendada e realmente pequena com a ponta dos dedos. Virou-se para Cameron, pigarreando para chamar sua atenção. Estendeu a pequena peça no ar, mostrando para a amiga. – Estou realmente intrigada para saber se isso tampa alguma coisa no final das contas. – Comentou com voz de riso. Ao ver a antiga amiga corar, caiu na gargalhada. Guardou a roupa na caixa novamente, fechando a tampa e deixando-a de lado. Deixaria aquela em especial para Cam arrumar e organizar. – Só quero deixar claro que ainda estou surpresa. – Espetou uma segunda vez alguns minutos depois, tendo que se desviar de algum objeto não identificado que foi lançado em sua direção. Ew.

Ela fora obrigada a girar os olhos com a forma que Dianna contava vantagem de sua irmandade. Tirava alguns porta-retratos e CD’s de uma caixa, ouvido as provocações feitas por ela. Aprumou a postura. – Primeiramente saiba que os estudantes que fazem parte do Gamma Phi Beta mantêm, por nove anos consecutivos, as melhores notas de todos os cursos existentes nesse campus. Saíram engenheiros, médicos, cientistas e mais uma caralhada de profissionais renomados de lá. – Se esticou para colocar os CD’s organizados na pequena prateleira, não se importando de sua blusa ter subido uns bons centímetros. – Em segundo, temos um acordo com os Phi Tau Gamma’s. As festas de lá não são nada ruins. Claro, ter uma DJ como líder tem lá suas vantagens. – Movimentou as sobrancelhas de uma forma convencida, mesmo sabendo que nenhumas das duas iriam ver, acabando de organizar as coletâneas. – E em terceiro, mas não menos importante, não existe essa lei sexista por lá. Pessoas de todos os sexos são aceitas e bem-vindas. E sem contar a sala de jogos que temos lá. – Girou no calcanhar, abrindo um sorriso maroto. – Então podemos concluir que, sim, somos os melhores. Desculpe, babe girl. – Forçou um biquinho, em uma falsa cara de arrependimento para a morena.

Talvez ela estivesse achando estranho aquela quantidade de objetos coloridos e alternativos, fazendo uma pequena dúvida rodear sua cabeça: seria Cameron uma estudante de Humanas? Bem, caso fosse, ela teria um motivo para implicar com a amiga. Aquela briga de Exatas x Humanas era super divertida em seu ponto de vista. A voz de Dianna se fez presente novamente, e ela foi obrigada a girar o rosto para ver do que se tratava o modelo de casaco referido. Acabou que girou o corpo todo, encarando a peça de roupa que a mais alta das duas morenas segurava. Tampou a boca com a mão, em uma reação totalmente exagerada. – Santo Deus! Eu tenho uma amiga que aplaude o Sol e vai para o centro de Miami vender as bijuterias que ela fez utilizando dos meios oferecidos pela Mãe Natureza!


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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Cameron Van Der Vaart em Qua 4 Nov 2015 - 22:31



Dianna, como que em mais uma tentativa de se livrar do trabalho, anuncia que vai ao banheiro molhar o rosto. Faço aquele gesto com a mão que tenho certeza Cleópatra fazia aos súditos (e apesar de estarmos ambas parecendo duas mendigas suadas com essas roupas enormes e as peles brilhando, é inegável que existe uma hierarquia e que o topo, obviamente, me pertence) e não teço nenhum comentário quanto a isso. Sinceramente, sei que quanto mais eu reclamar da Dianna reclamona, mais ela se fará presente. E isso poderia vir a me irritar um pouco caso Shannon não estivesse aqui para tornar as coisas um pouco mais leves. Quer dizer, em parte... porque o comentário que sucedeu a saída curta da Ohlweiler para o banheiro é de teor mais... impróprio? É, pode ser essa palavra. Se bem que somos todas crescidinhas. – Meu Deus, S! – Gargalho, tendo que conter os risos altos com a mão, abafando-os. – É claro que ela estava reclamando. Qual é, sabemos que ela tem um coração do tamanho do mundo e que quer me ajudar sim, mas que é uma reclamona de carteirinha... ah, isso é! – Digo, dando de ombros. Fatos são fatos. Lutar contra eles ou negá-los é idiotice.

– Você quer a verdade ou a fachada? – Ergo uma sobrancelha ao mirar Shannon, que parece apavorada com o estado das minhas roupas. – Eu não sou a pessoa mais organizada do mundo, mas com toda certeza a mudança tem sua parcela de culpa. – As mãos são erguidas como que em rendição e o riso escapa novamente. Por Deus, como eu estava com saudade do modo como elas fazem meu riso vir fácil assim. A loira joga minhas roupas (camisetas, se consigo ver bem) em cima da cama e começa a dobrá-las, uma por uma, de modo a formar pilhas organizadas. Enquanto faz isso, ainda diz que pode fazer o tal tour comigo com todo o prazer do mundo. – Muito obrigada, S. ISSO É QUE É AMIGA! – Essa última parte sai mais alto propositadamente. A intenção é fazer com que Dianna escute, claro. – Mas brincadeiras à parte, vou adorar. Sério, estou me sentindo a tiazona desinformada que pode, a qualquer momento, falar alguma grande bobagem ou coisa do tipo sem nem se dar conta. – Digo, tirando minhas bugigangas de dentro da caixa e começando a arrumá-las em cima da cômoda que, por enquanto, eu não seria obrigada a dividir com ninguém.

Continuo arrumando quando Dianna sai do banheiro e surpreendentemente se volta para uma caixa. Até que enfim resolveu ajudar. – Garotas, as roupas vocês podem dobrar e ir colocando na cômoda. As roupas de cama e roupas mais pesadas, no bau. E... – Noto que elas estão muito quietas e quando me viro vejo o motivo: Shannon achou a maldita caixa de lingeries. E, infelizmente, está com uma peça na mão e uma piadinha na ponta da língua. Reviro os olhos e dou-lhes a língua, exatamente como uma criança faria. – Se você tem mesmo tanta curiosidade se tapa alguma coisa, pode levar uma. Ou, se preferir, eu posso te mostrar. – Dou uma reboladinha e ameaço baixar o cós do shorts, mas me detenho e rio. – Isso aí faz parte das novidades. Essa caixa toda. Fiz um editorial em Nova York, coisa pequena, mas ganhei isso aí como... brinde? Recompensa? Não sei como chamar. Claro que eu já tinha umas, mas essas aí são mais especiais. Aliás, a preta é ótima. Não há quem não goste. – Ao dizer isso, me viro, pego a caixa e fecho-a, empurrando-a com um chute para baixo da cama. Não há nada para se ver aqui, crianças.

A conversa que se segue diz respeito às fraternidades. De novo. Dianna fala algo sobre festas, médias altas e garotas. – Ah, sim, essa é aquela que só tem garotas, né? Fraternidade da periquita. Ou das calcinhas, para as mais recatadas. – Faço uma cara fresca para, então, abrir um sorriso. E depois disso, Shannon é que começa a fazer propaganda da sua irmandade. Propaganda essa que é bem convincente e esclarecedora: eu jamais poderia participar do clube dos nerds. Fala sério, eu não nasci pra isso! Dentre os outros aspectos, entra um acordo com a PTG, as festas (sério, elas acham que isso é tudo?) e a não existência da lei sexista. Sou obrigada a aplaudi-la. – Qual é, para nerd eu não sirvo. E já deixo avisado que, mesmo não sendo da sua fraternidade, eu sempre vou aparecer para as festas. E a não existência da lei sexista é muito boa. Sério, meus parabéns. Posso até pensar em conversar sobre feminismo contigo. – Em parte é deboche, em parte é uma parabenização firme. Mas a história do movimento feminista é verdade. – Mas sinto muito, meninas, a Phi Tau Gamma me tem. E isso faz com que ela seja a melhor, naturalmente. Fala sério, olha pra mim: mesmo assim, sou maravilhosa. – Declaro, fazendo pose. E então, rio de novo. Minhas bochechas já estão doendo de rir, tal qual meu estômago, mas é o tipo de dor boa, que se aproveita e saboreia.

Uma vez finalizada a organização das bugigangas, jogo a caixa de papelão longe e abro a primeira gaveta da minha cômoda. Saio, então, a procura das meias e das calcinhas de verdade, aquelas normais e que são usadas quando não se tem o sexo em mente. Mas, antes que eu possa perguntar, Dianna ergue um casaco bem "Humanas" e debocha. Shannon, claro, segue com as brincadeiras. Tudo isso me leva a rir e a dar de ombros em um falso "nem me importo" quase que rebelde. – Sim, eu sou de Humanas. Apesar de ter me inscrito em Ciências Políticas, resolvi mudar. Agora, curso Ciências Sociais. Ainda são Ciências, mas... – Dou um sorriso que diz, por si só, "o que eu posso fazer?". – ...admito que não estou bem satisfeita. – Não explano mais do que isso. Certeza que, se eu disser que planejo mudar de curso de novo, elas vão puxar minhas orelhas como se fossem meus pais. Então, omito essa parte. Me abaixo e pego uma caixa, puxando-a pela aba. Que acaba por rasgar, criando uma "espada" de papelão. Shannon e Dianna debocham mais um pouco, sugerindo que eu deva fazer Filosofia e outras coisas do tipo e rindo entre si. Arremesso o pedaço de papelão nelas e exclamo: – Ei, chega! – O papelão acerta Shannon, que grita. Dianna, por sua vez, ri. E então, arremessa algo em mim: um sapato. O tênis passa voando perto de minha cabeça, não me acertando por muito pouco. Me abaixo e uso as pilhas de caixas como proteção.  



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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 5 Nov 2015 - 22:22

break a
Sweat
Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits! Soon I will die. Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits me, when i'm dead!


Continuei a tirar casacos e mais casacos de dentro da caixa, me perguntando se Cameron tinha algum problema de saúde sério, no qual exigisse que ela precisasse estar encasacada vinte e quatro horas por dia. Estava completamente distraída, enquanto dobrava de um por um, pensando. Costumava sair de orbita nesses momentos, e por mais que estivesse executando uma tarefa, isso não afetava a ordem dos planos. Era como se eu fosse o pseudocódigo de um algoritmo interminável, no qual apenas as variáveis poderiam ser aproveitadas de alguma maneira. Se uma das meninas tinha falado comigo? Bem, até agora Cameron não tinha me atirado mais nada, nem Shannon havia parado em minha frente, tentando chamar minha atenção de alguma forma, como sempre fizera. Passei a me antenar na conversa, pegando o ponto onde a loura havia mostrado uma calcinha rendada minúscula. Shannon. Era impressão minha, ou ela tinha estado um tanto que nervosa? Um palpite do que viria a causar aquilo me ocorrera, causando um sorriso travesso, mas logo desfiz, negando com a cabeça. Resolvi dar uma palavrinha, só para mostrar que ainda estava por ali. — Nossa, estou me sentindo ofendida. — fingi ofensa com o comentário sobre notas vindo da líder Gamma. O próximo comentário havia me dado certa vontade de rir. "Fraternidade das calcinhas." — Ou quase isso. — dei de ombros, terminando aquela caixa. Até que tinha sido rápida, levando em conta o fato de que os casaquinhos dobrados estavam parecendo mais com origâmis do que casacos. Abri outra, ainda de roupas. Calças dos mais diversos tipos, e cachecóis estavam naquela. — Você poderia ter deixado essas coisas, vai querer andar nua por ai o tempo todo. Aqui faz muito calor. — comentei por alto, começando uma nova dobradura de origâmis.

E sobre a fraternidade, eu falo, por não querer ficar mais tempo longe de você. — disse um pouco mais baixo, tentando não corar. Era um trabalho árduo. Terminei por segurar a caixa, virando-a sobre a cama. Não tinha mais nada dentro. Empilhei junto a que ja tinha esvaziado. — Cara, você deveria fazer Filosofia, por que eu não sei como, mas você consegue impor uma teoria metodológica até pra beber água. — dei de ombros, era verdade. Não conhecia ninguém mais apto do que Cameron a entrar no ramo dos miçangueiros. Caso ela resolvesse fazer o curso, a gangue dos artistas-artesãos teriam uma representante digna de dar-lhes pelo menos um espaço cultural para expor seus trabalhos. Soava melhor do que sair perambulando pela praia, segurando uma grade, mostrando o trabalho que muitos iriam ignorar. Team Cameron!

Mas o qu... — nem terminei de falar, para me abaixar, usando as caixas como forte. Shannon e Cameron haviam começado um tipo de guerra, arremessando coisas de um lado para o outro, alguns objetos sendo lançados com uma mira tão ruim, que vinham em minha direção. Sai do lugar, quase caindo por cima das caixas atrás de onde estava. Me segurei, pisando em um pano no chão, deslizando. Estava parecendo uma surfista fora d'água - ou uma pata em processo de botar ovos - buscando equilíbrio pra não me estatelar no chão, ou morrer em campo de guerra depois de ser atingida por algum frufru de purpurina venenosa. — Cam, PP, parem com isso, o propósito é arrumar e não o contrário! — tentei levantar a bandeira branca da paz. Aliás, estava sentindo falta de algo, ali. — Alguma de vocês duas poderia por uma música, uh? Música sempre é bom! — murmurei, enquanto desempacotava outra caixa.

Parei um pouco, apenas para levantar um pouco a camisa listrada dos Yankees, pondo a parte da frente por dentro do short. Era um costume impulsivo, mas também um sinal evidente de que estava a vontade. Desfiz o coque, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo firme, movendo a cabeça da direita para a esquerda, tentando esvair a tensão acumulada. Não pude evitar meus olhos de correrem até a figura loura, fitando a parte exposta de seu tronco. Mordi o lábio inferior, negando com a cabeça, voltando a me concentrar na caixa. — Um conselho de veterana: Existem algumas coisas aqui que você não vai precisar usar, então eu aconselho que envie de volta, ou dê fim. Você vai precisar de espaço conforme as aulas começarem. — corri os olhos para a morena, abrindo um sorriso tranquilo.



phi tau with cam and shan in miami university.




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Climb on board
We'll go slow and high tempo

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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Sex 6 Nov 2015 - 2:09




// Let me take the nouse From our necks and carry us home Still so alive even after your die Transcending with time

Welcome home
 
Ela não sabia se ria ou se chorava com a tentativa de ser sexy de Cameron. Assim, não que a garota não tivesse um corpo legal e tudo mais, mas aquela dança foi especialmente horrível e desengonçada – lembrar-se de ajudá-la com uns passos de dança. Acabou por franzir o nariz e forçar uma cara de nojo, negando veemente com a cabeça. – Guarde o que tem ai para seus pretendentes, Cam. Embora seja uma oferta tentadora, eu acho melhor negar. Você sabe, manter a amizade e tudo mais. – Argumentou jogando a calcinha de um jeito rápido de volta a caixa e achando melhor não fuxicar mais ali. Aliviou a expressão, voltando a olhar a amiga de uma forma curiosa. – Espera. – Pediu quando se deu conta da explicação feita por ela. Abriu um sorriso sem dentes, inclinando os lábios em um sorriso malicioso e travesso. Não deixaria aquilo passar. – Você fez tipo um ensaio sexy para alguma loja de lingerie? Já foi chamada para ser uma Coelhinha da Playboy? Não, essa última eu acho difícil. Você não tem jogo de cintura para ser uma delas. – Implicou mais uma vez com a antiga amiga. Desviou de uma almofada com uma Lua – ou seria o Sol? – estampada, caindo na gargalhada em seguida. Humanas!

Para de comê-la com os olhos, Ohlweiler. Ela está tentando manter a... Maldito sorriso!  Trincou o maxilar, obrigando-se a retomar o fio de diversão – e zoação – que estava tendo com Cameron e Dianna. Então a mais baixa das duas morenas havia realmente afirmando que pertencia à Humanas? Era hora de começar a relembrar das piadinhas sobre esse tópico o mais rápido possível. Ela não perderia aquela oportunidade, claro que não. Semicerrou os olhos para a mesma garota, captando o leve tom de deboche usando para rebater seu discurso maravilhoso sobre sua irmandade. – Que tom foi esse, Van der Vaart? Espero que não tenha debochado sobre esses movimentos sexistas. Elas são quase um apartheid global. E apartheid não foi legal. Posso fazer um monólogo aqui sobre isso, você sabe. Estudei monólogos por muito tempo no teatro, então, não me provoque. – Girou no calcanhar e voltou para dobrar a última blusa, finalizando seu trabalho impecável. Havia separado as pilhas por cor, fato que a fez pensar que talvez estivesse desenvolvendo algum tipo de TOC. Negou com a cabeça.

Objetos voadores por todos os lados! Qual é! Em que momento aquilo havia virado uma guerrinha de... Sapatos, roupas de hippies, abajur e ursinhos? Ursinhos! Quem joga ursinhos em uma guerrinha? Tratou de reagir rápido, pulando para o lado antes que o abajur hipster de antes a atingisse no meio da testa. Jogou os braços para frente do rosto, numa tentativa de proteger sua linda face de possíveis objetos pontiagudos – havia a possibilidade de Cameron ter uma flecha cuja seus amigos índios lhe deram numa noite reservada para aplaudir a Lua e atirá-la na loira. Ergueu um dos braços. – Certo, certo! Eu me rendo! Não estou em condições de uma guerra. Estou com calor demais! Cameron, me lembre de te dar um ar-condicionado de presente de boas-vindas, sim? – Se jogou na cama, no espaço que não havia sido tomado por roupas ainda. Olhou para o teto por breves segundos. PP. O sorriso bobo lhe atingiu a face. Girou o rosto para Dianna, desmanchando um pouco  . – E você não precisa se sentir ofendida quanto a isso, Super S. Sabemos que suas notas estão entre as melhores também, mesmo não sendo uma das minhas. Aliás, devo dizer, de novo, que isso me ofende mais do que qualquer outra coisa.

Música. Sim, ela podia colocar alguma para tocar em seu celular. Havia muitas delas no aparelho, aliás. Pulou da cama, tendo em mente que a preguiça lhe pegaria caso ficasse mais um segundo naquela posição. – Acho que posso resolver essa falta de melodia. – Murmurou ao vento, alcançando o iPhone no bolso de trás do short jeans e abrindo o aplicativo de música. Como estava em modo automático (fato que até hoje a intrigava), a última música que ouvira soou alto no quarto, continuando exatamente do lugar que tinha parado:

Almost there (uh, uh)

Ergueu os olhos rapidamente para Dianna, encarando-a nos olhos. Sua expressão era um misto de diversão e insinuação. Fez uma movimentação circular lenta com o quadril, em uma perfeita rebolada ao ritmo da música – que Cameron ficaria com inveja. – Opa. Melhor passar. – Piscou um dos olhos para a menina cor de canela, voltando à atenção, em seguida, para o aparelho eletrônico em mãos. Acabou por selecionar a versão remixada, por ela e por Shane, de Wildest Dreams, abaixando o som de uma maneira que este ficasse confortável a audição. Ainda tinha um sorriso no canto dos lábios quando voltou os olhos para cima. Tomou uma respiração profunda. – Eu sinto muito em ser a primeira a jogar a tolha e tudo mais, mas eu realmente preciso diminuir esse calor. Que tal uma visita ao Lecca-Lecca Gelato Café? Não fica muito longe daqui e eu amo o sorvete de menta de lá. – Encarou Cameron com uma carinha de criança abandonada, usando de seu mais baixo meio de conseguir algo. Depois olhou para Dianna, mantendo os olhos azuis mais tempo que o necessário nas órbitas castanhas. Mordeu o canto do lábio inferior, como em uma tentativa de fazer a morena lembrar que aquela sorveteria tinha mais que seu sorvete favorito. Tinha... Lembranças. Pigarreou, voltando os olhos para Cameron. – Depois eu compro seu ar-condicionado e podemos voltar aqui para acabar toda a arrumação. – Finalizou.


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Re: {UM/PTG} Cameron Van Der Vaart & Dianna Graeff Ohlweiler

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