[CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

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[CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Nicole George Powell em Sab 7 Nov 2015 - 0:04

Lucy in the Sky with Diamonds!

A postagem ocorre entre Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em 01 de Novembro, no (a) Starbucks Coffee localizado na Collins Avenue. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Nicole George Powell em Sab 7 Nov 2015 - 0:32

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Quente demais. Pessoas demais. Pessoas suadas demais! Tudo o que eu queria era arrancar meu casaco Gucci de 2 mil dólares e jogá-lo para longe com todo aquele calor infernal de Miami! Quando me disseram que a mudança de NYC seria uma mudança de ares, não imagem que aquela temperatura toda vinha embutida no conceito. Como eu deveria sobreviver em um sol daqueles sem um belo biquíni e uma marquinha perfeita? O problema é que no meio de todas aquelas pessoas bronzeadas e suadas, eu parecia uma turista mais do que nunca, e por mais que eu desejasse, eu não estava apenas visitando aquele lugar.


Viagens de avião eram sempre estressantes, pelo menos meu pai havia tido a decência de me pagar um ticket de ida em nosso jatinho particular que logo - junto de todos os nossos bens - seria confiscado. Eu havia aproveitado um último dia de espumante e caviar para ter certeza de que eu teria que passar por uma vida de miséria quando pisasse os pés no chão da quente Miami. Nada de Gucci, nada de Dior, nada de Prada. Aquele era o som do inferno para mim! O lado bom era que pelo menos eu encontraria Möa depois de um bom tempo que a vagabunda havia passado ser ir me visitar em NYC. Eu ainda estava ressentida por ela nunca ter me convidado para tomar um sol em Miami antes, mas ela havia ganhado pontos ao me chamar para morar com ela. Não que eu não faria o mesmo. Amigas são exatamente para esse tipo de coisa. 


Meus pés doíam por andar tanto de salto alto no imenso aeroporto e minha mala estava bamba depois de quase perder uma rodinha quando tentei puxá-la do carro. Eu não acreditava que haviam de fato me deixado pegar a minha mala sozinha sendo que algum desastre poderia ter acontecido comigo. Um desastre ainda maior do que ficar abandonada no meio de um aeroporto lotado com nada além das minhas roupas e o contato da minha melhor amiga que estava claramente atrasada. Soltei um suspiro irritado com a situação e coloquei minha bolsa de mão cuidadosamente sobre uma das cadeiras de aeroporto, já que Prada, meu cachorro, estava dentro dela. Arranquei o grosso casaco de pele e também o joguei sobre a cadeira, tentando não suar com as roupas que havia escolhido para voar de Nova Iorque. Era tudo o que eu precisava! Suar! Eeew!


-Möa, você está, tipo, totalmente destruída se se atrasar mais um segundo! -Exclamei contra o microfone do celular quando minha amiga finalmente atendeu. -Como se deixar NY não fosse difícil o suficiente, estou abandonada no calor, sozinha enquanto minha melhor amiga está bêbada em alguma festa. E eu acho que quebrei uma unha! Dá para piorar?!


Revirei os olhos soltando um suspiro quando ouvi a mensagem rápida da garota que avisou que logo estaria chegando. Abri minha bolsa pink sobre a poltrona do aeroporto e então peguei Prada no colo, que parecia mais calorento do que eu com todo aquele pelo. Soltei um suspiro, acariciando o animal, tirando minha garrafa de água mineral e despejando um tanto no potinho de água dele. Ele precisava se hidratar mais do que eu.


-Está tudo bem, bebê. A Möa logo mais vai chegar.


Falei com o mesmo tom de voz que Mike costumava zombar toda vez que conversava com Prada. Soltei um suspiro sentindo meu coração apertar ao me lembrar de Mike e tudo o que eu havia deixado em NY, tentando abafar todos os meus pensamentos. Meu pai era o culpado por tudo aquilo, por mais que eu tentasse não apontar o dedo para alguém. Se ele não tivesse se envolvido com ilegalidades, talvez ainda tivéssemos todos os nossos bens conosco.


Meus olhos se voltaram a multidão quando pude reconhecer um único indivíduo caminhando em minha direção. Um sorriso se abriu de canto a canto do meu rosto conforme eu erguia os braços e soltava um grito agudo que provavelmente chamou atenção de algumas pessoas por perto. E ali estava a minha melhor amiga! A garota com quem eu havia crescido e passado a maior parte da minha vida, por mais que ela tivesse se ausentado por um tempo. E ela não havia mudado nada! Estava mais magra, parecia mais velha e estava consideravelmente mais bonita, mas ainda era a mesma Möa, eu poderia dizer. Minha boa e velha baby bitch!


-Quem é vivo sempre aparece, baby bitch! -Exclamei, apertando-a em meus braços fortemente. Abri um sorriso largo sem conseguir acreditar que ela estava ali mesmo. Não demorei em soltá-la por conta do calor insuportável. -Pelo amor de Deus, me leve para algum lugar que tenha ar condicionado! Trocaremos notícias no caminho, só vamos dar o fora daqui!


Implorei agarrando todas as minhas coisas - que eram consideravelmente volumosas - de forma desajeitada e caminhando na frente de Möa sem saber exatamente para onde ir. Meu único intuito era simples e claro: Eu precisava sair dali, eu precisava de refrescar, eu precisava de um café para ontem!

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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Sab 7 Nov 2015 - 15:03



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Minha cabeça corria a milhões de pensamentos por minuto. O volante em minha mão parecia mais leve apenas pelo fato que eu não precisava o segurar tanto para conseguir o dirigir. Um sorriso fraco cresceu em meu rosto e uma risada baixa saiu de mim, logo em seguida se cessando. Eu não entendia como eu pedia gostar tanto de uma pessoa, e ao mesmo tempo não confiar nela. Para ser sincera, eu estava dirigindo no automático, porque minha cabeça estava em outro lugar. Minha cabeça estava na cama do quarto de hóspedes de Aimée, com os lençóis enrolados no meu corpo e no de Michael. Minha cabeça estava entre os gemidos e o prazer de homem, e na mesma hora ela estava na memória que eu o deixava mais uma vez sozinho no quarto. Os pelos do meu pescoço se eriçaram e eu neguei rapidamente com a cabeça. Era para o melhor, certo? Deixar o quarto antes que eu pudesse me iludir? É. Era melhor continuar com nossa amizade colorida. Desse jeito ele não precisava me contar o que tanto me escondia, e eu podia fingir que não ligava para aquilo.

Aumentei o som do carro e a rádio que eu tanto gostava tinha acabado de terminar uma música. A que seguia era 'Strange Love' de Halsey, e eu soltei uma risada sarcástica dentro do carro. "Sério?! Essa música nem é conhecida!" Xinguei mentalmente a pessoa que tinha pedido a música. Eu não precisava daquela letra agora. Desliguei o som do carro e abri as janelas. Eu precisava meditar, e agora, eu precisava focar na minha tão esperada visita: Nicole. Veja bem, quem conhece a loira, de primeira não gosta dela. É normal. Eu também não gostava. Sua irmã mais velha sempre gostava de nos lembrar como ela queria brincar de boneca, e eu nunca ao menos dei um sorriso para ela. Em nossa adolescência, crescemos para ser duas pessoas completamente diferentes. Nicole gostava de ter a atenção para ela, e eu gostava de ter meu pequeno grupo de viagem. Eu gosto de acreditar que o destino tem um jeito engraçado de te mostrar quem realmente fica ao seu lado, mesmo quando você viaja para o outro lado do mundo ou do país. Meus devaneios cessaram quando ouvi o horrível toque que minha amiga tinha escolhido para o seu contato e coloquei o telefone no viva voz.

"Möa, você está, tipo, totalmente destruída se se atrasar mais um segundo! Como se deixar NY não fosse difícil o suficiente, estou abandonada no calor, sozinha enquanto minha melhor amiga está bêbada em alguma festa. E eu acho que quebrei uma unha! Dá para piorar?!"

Um sorriso cresceu em meus lábios e eu revirei os olhos. Como era bom ouvir aquela voz irritante e saber que ela estava apenas à alguns metros de mim. Limpei a garganta e coloquei minha melhor voz de culpada, para tentar diminuir sua patada.

Eu sei! Eu sei! Me desculpa! Eu já estou chegando, fiquei perto da saída.

Desliguei o celular e o joguei no console em minha frente. Eu ainda não sabia porque a garota estava vindo para cá. Quando ela me contou da mudança, eu só conseguia pensar que era mais uma oportunidade para colocar a nossa vida em dia. Retomar todo o dia a dia de viver juntas, ir para a mesma faculdade, e uma depender da outra. Era para aquilo que amigas estavam ali, certo? Mesmo afastadas, eu sentia em mim que nossa amizade não tinha mudado. Parei o carro em uma vaga perto da porta, já que Nicole provavelmente viria com quatro mil quinhentas e uma malas e ocupar todo o espaço do meu carro. Olhei pelo espelho retrovisor e fiz uma careta para o meu cabelo e a blusa branca que eu estava vestindo como um vestido. Ah, o que eu ia ouvir de Nicole. Prendi as mexas castanhas em um rabo de cavalo o mais rápido possível e olhei para minhas botas peludas, soltando um suspiro.

Que venham os gritos e conselhos de moda.


***
O grito de Nicole foi a certeza que eu tinha que era realmente a loira em minha frente. Ela estava diferente: tinha cortado o cabelo na altura dos seios, estava alguns centímetros mais alta e com certeza tinha melhorado sua arte da maquiagem. As roupas rosas tinham ficado e eu corri em direção à menina. Como eu sentia falta daquela loira! Coloquei os braços em seu pescoço e lhe dei um abraço apertado. Meu coração tinha finalmente se livrado de todo um peso saudoso que eu sentia de minha melhor amiga. Antes que eu pudesse lhe apertar ainda mais, a garota se desgrudou de mim, e eu até já sabia porque pela sua cara de nojo.

Aparece mesmo, afinal de contas, esse mundo é grande, mas nós temos aviões para isso. Fiz um carinho em seu projeto de cachorro que eu adorava chamar de rato apenas para irritar sua dona. Rodei a chave do carro em minha mão e soltei um sorriso largo, a puxando pelo braço e a abraçando mais uma vez, contra sua vontade. Ah, vamos, um suorzinho nunca matou ninguém. A soltei de mim e peguei algumas malas para ajudá-la a ir ao carro. Eu estava certa quando ao número de bagagem. Mas tudo bem, queen. Seu desejo é uma ordem. A levei até a picape preta que eu tinha comprado à alguns meses quando finalmente tinha juntado o dinheiro suficiente. Olhei para minha amiga com um largo sorriso, enquanto a mesma olhava aterrorizada para meu pobre carro. Dei de ombros e joguei suas bagagens na mala do carro. O que? Ele é lindo, e eu comprei com o meu dinheiro. Dei uma batida na lataria do carro para lhe mostrar. Vamos. Temos muito assunto para colocar em dia. Primeiramente, o que você veio fazer em Miami? Segundamente: Café?

Me dirigi até até o lado do motorista e me joguei no banco. Coloquei a chave na ignição e olhei para o lado do meu passageiro onde era para Nicole estar. Uma risada saiu de meus lábios enquanto observava a garota praticamente lutar para conseguir entrar no carro. Oh deus. Seria um longo café da madrugada.


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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Nicole George Powell em Dom 8 Nov 2015 - 22:09

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Não importava quanto eu tentava sonhar, o pesadelo sempre aparecia. Quando Möa finalmente chegou para me buscar, ela parecia ter saído de uma guerra mundial. Suas roupas estavam amassadas, maquiagem do rosto borrada e pelas olheiras sob os seus olhos, ela parecia ter passado também a noite em claro. Ergui uma sobrancelha não deixando de notar o sorriso tosco no rosto dela. Correção: Ela havia passado a noite transando. Revirei os olhos com meus pensamentos ao pensar que talvez Möa não tenha mudado nada desde a última vez em que nos vimos: A mesma menina que se diz "liberta" de tabus, mas que acaba levando uma vida que nem eu aprovo. Mas eu era a amiga e o meu maior papel naquela história toda era apoia-la em todas as suas decisões... Por piores que essas fossem.


-Eu nem preciso que você me conte como foi a sua noite para saber o básico. O que quero são os mínimos detalhes. -Falei em tom correto, analisando minha amiga dos pés a cabeça, fazendo uma careta em seguida. -Na verdade, deixa pra lá. Sua vida sexual com barmans e policiais realmente não me interessa. Eu só espero que tenha usado camisinhas porque um: Não quero que pegue alguma doença e dois: não quero ser tia antes da hora. -Abri um sorriso de canto, sentindo uma surpresa enorme ao olhar para as botas horrendas nos pés da minha amiga. Desviei os olhos para não vomitar. -Eu nem vou perder tempo falando sobre essas botas. Vamos dar o fora desse lugar.


Como sempre Möa me ajudou a carregar as minhas coisas já que ela não tinha um mordomo para fazê-lo. Juntas caminhamos em direção a saída do aeroporto, sendo esquentadas pelos raios solares que eram ainda mais intensos do lado de fora. Soltei um suspiro sentindo meu corpo abafado e olhei em tom de perdão para Prada que parecia sofrer ainda mais que eu. Só queria que meu neném me desculpasse. Eu precisava de um lugar com um belo de ar condicionado e rápido, ou minha maquiagem começaria a descer com o suor e as coisas não ficariam bonitas... Mais ou menos como estava Möa naquele momento.


Meus olhos procuraram pelos carros bonitos na rua e um sorriso se abriu em meu rosto. Avistei o conversível vermelho que era a cara da minha melhor amiga e sem dúvidas comecei a andar em direção a ele, pronta para começar a colocar minhas coisas no porta-malas, apenas parando para raciocinar quando vi a morena passar o carro e caminhar na direção de outro... E oh céus! Ela tinha que estar brincando! Olhei em tom de choque para minha amiga e esperei por ela anunciar a brincadeira, mas ela não fez. Ela queria que eu entrasse naquilo? Com as roupas que eu usava? Aquele dia não podia ficar pior! Com uma careta e um olhar relutante abri até o calhambeque da morena, tendo dificuldade para enfiar todas as minhas coisas no porta-malas minúsculo e fora de mão. Olhei para Möa acenando negativamente com a cabeça e revirei os olhos para Prada conforme me esforçava mais do que deveria para caber no banco da frente do carro da menina. Aquilo só podia ser um pesadelo.


-O que aconteceu com a Mercedes? -Perguntei quase em tom choroso, tentando achar espaço no carro por minhas botas de salto alto. -Meus Louboutin ficam deslocados nessa lata velha, não é mesmo, Prada? -Perguntei olhando para meu cachorrinho que tinha a língua para fora por causa do calor. -Mas eu vou parar de reclamar. Um café seria mais do que maravilhoso!


Exclamei abrindo um sorriso conforme voávamos pelo asfalto em direção aos prédios. Miami não era feia, definitivamente aquele não era o problema. Para uma cidade litorânea as pessoas eram bonitas e eu conseguia me ver morando ali pelo menos por um tempo, não seria tão ruim assim. Conforme o carro andava passamos por várias lojas de marca que só com seus letreiros fez minha boca salivar em vontade de comprar. Como eu queria ter dinheiro! Mas não podia contar minha situação para Möa, não ainda. Soltei um suspiro ouvindo a música no rádio da minha amiga e aos poucos o vento - mesmo quente - foi me refrescando. O inferno ainda não parecia tão ruim assim.


-Agora me diz uma coisa... Você pelo menos sabe o nome dele? Ou o sexo grátis é tão fácil aqui quanto em NY? -Abri um sorriso de canto olhando para a morena conforme ela parava o carro. Möa e eu sempre fomos completamente diferentes por mais que fossemos melhores amigas. Quando pequenas ambas amávamos grifes, os brinquedos mais caros e as roupas mais legais. Éramos as meninas mais populares do colégio e todas queriam ser nós, invejando nossos postos de rainhas da escola. Depois do colegial Möa enlouqueceu e começou a gostar de algumas coisas estranhas e comunistas que não me agradava. Papai disse que seria apenas uma fase, mas acho que ele estava errado afinal. Minha amiga fazia sexo com estranhos, ficava maluca de bêbada nas festas e aprontava muito. Eu, por outro lado, mal bebia, tinha o namorado perfeito e pensava em me casar em breve. Eu sequer sabia se Möa era capaz de levar um relacionamento. -Sim! Starbucks!


Soltei quase um gemido de prazer quando reconheci o nome escrito no letreiro. Segurei Prada entre os dedos e então pulei para fora do carro apertado, caminhando em direção ao estabelecimento com um belo ar condicionado. Abri um sorriso para a morena, dando um beijo em sua bochecha - ainda tentando matar as saudades - e caminhei em direção a fila, já sabendo exatamente qual seria o meu pedido. Um freppé Mocha, o meu preferido em todo mundo. Abri um sorriso para a atendente e pedi dois cafés, um para mim e para a minha amiga, me apoiando contra o balcão enquanto nosso pedido era preparado. Mesmo sem condições, eu paguei. Eu não queria que Möa descobrisse sobre minha falência, pelo menos não ainda, pois eu tinha vergonha daquele fato. Não poder pagar um café era simplesmente frustrante! Depois de rezar muito, senti um alívio enorme quando meu cartão passou e abri um sorriso para a morena, indicando que tudo estava bem. Agarrei nossas bebidas, escolhendo uma mesa em um lugar legal e me sentei, dando um gole na bebida gelada.


-Toma neném. -Falei para Prada, despejando uma garrafa de água gelada em sua tigela para que ele tomasse. Voltei a olhar para a minha amiga, agora sentada de frente para mim com suas botas horríveis e cabelos ainda atrapalhados. -Mas então... Qual é o nome da gandaia em que você estava mesmo?


Perguntei com um sorriso, sentindo a deliciosa cafeína em meus lábios.

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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Seg 9 Nov 2015 - 19:07



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A caminhada até o carro consistiu em resmungos meus quanto aos sapatos felpudos, tentando explicar que eram de uma fantasia, mas eu mal conseguia falar. Nicole só comentava o quanto estava quente, quanto Prada precisava se refrescar, mas um sorriso me veio a face quando a garota pediu os mínimos detalhes. Era engraçado, para dizr o mínimo, o modo com que Nicole se interessava em saber sobre as coisas que eu fazia. Segundo ela, boa parte de minha vida era baseada em uma utopia que era completamente impossível de se alcançar, e que algum dia eu acabaria com um filho no braço esquerdo e contas não pagas na mão direita. O que eu realmente sempre achei, era que ela tinha curiosidade por tudo isso. Nicole começou a namorar muito cedo, enquanto eu saía para descobrir do que a vida realmente era feita. Inúmeras foram as vezes que tentei fazer minha amiga se afastar do namorado babaca dela. Inúmeras foram as vezes que eu falei para ela ter cuidado e abrir os olhos. Nossas brigas geralmente aconteciam por três motivos: Um, eu falava algo que ela não queria ouvir sobre seu namorado. Dois, ela falava algo que eu não queria ouvir sobre meu modo de vida. Três, ela comentava que o cachorro dela tinha mais seguidores no Instagram que eu. No final das contas, eu sempre achei que ela tinha uma certa curiosidade, mas nunca se deixou levar por ela.

Eu pagaria um milhão de dólares para ver a face de espanto dela mais uma vez quando lhe mostrei a picape. Ela não era assim tão abominável. Ela era até de uma boa marca: Jeep. Mas mesmo assim, Nicole era muito delicada para aquele tipo de máquina, e eu tinha certeza que seu comentário sobre os loboutins era melhor que parasse ali mesmo. Se eu sequer desse a ideia da garota tirar os saltinhos ela pularia do carro sem pensar duas vezes, e o pobre cachorrinho ia com ela.

Vendi a Mercedes para fazer uma reforma no apartamento. Aproveitei que tinha uma grana sobrando e comprei o Jack. Meus olhos cerraram para ela e coloquei ambas as mãos em cada lado do volante. Shi! Não fale assim dele! Ele tem sentimentos! Não é mesmo, Prada?

O pequeno branquelo olhou em minha direção e abanou o rabinho. Dei um sorriso para o pequeno cachorro e liguei o carro, indo em direção ao centro da cidade para tomar o café e eu esperava que aquilo animasse o humor de minha amiga. Deixei de lado a ideia que ela tinha evitado minha pergunta e dei de ombros, soltando uma risada, negando levemente com a cabeça. Eu não sabia o que ela ia achar quando eu contasse que dessa vez não era um polícial, e muito menos um barman que tinha me levado para casa. Olhei para minha amiga loira e neguei levemente, parando no sinal vermelho.

O sexo é tão fácil quanto em NY. Se duvidar até mais. Soltei um suspiro e liguei o rádio em uma altura baixa, apenas para ficar com um som de fundo. Me encostei no banco e abri um sorriso. Ele também não é um polícial, ou um barman. Já olhei de lado para a garota que estava prestes a perguntar se era o famoso que serviçal das bebidas. Ele se chama Michael. O conheci em uma festa que minha amiga me levou quando me mudei para cá. Nossa relação é... Colorida. O sinal tornou para a cor verde e eu acelerei o carro, as lembranças da noite voltando à minha mente. É complicado, no fim das contas.

Comentei a última coisa com um certo tom de decepção que eu esperava que Nicole não tivesse notado. Eu esperava que a vista de Miami tivesse tirado um pouco de sua atenção do assunto. Logo estacionei o carro na primeira loja de rua do Starbucks e pulei do Jeep, esperando Nic conseguir finalmente sair do carro. Andei ao lado de minha amiga até o estabelecimento e peguei uma mesa para nós, já que eu sabia que não tinha discussão sobre o assunto do café: ela pagaria. Nicole era o tipo de pessoa que não se importava em gastar seu dinheiro com qualquer coisa que quisesse, e eu tinha certeza que ela ia se deliciar com as lojas de boutique que tinham aqui, e minha cabeça já estava se preparando psicologicamente para a troca de guarda-roupa que ela faria em mim.

Foi uma festa de Halloween, por isso as botas peludas. Esfreguei minha bota em sua perna e dei uma risada, dando o primeiro gole na deliciosa bebida de caramelo que eu tanto gostava. Aimée escolheu a fantasia de abominável mulher das neves, e eu acabei indo com ela mesma. Repousei o copo sobre a mesa e passei a mão em Prada, que abanava o rabo enquanto bebia sua água mais rápido que alguém que vinha da seca. E você, princess, o que te chamou tanta atenção em Miami que te fez deixar Mike em NY? Por falar dele, como vai sua irmã? Eu sinto uma saudades enorme dos conselhos dela, foi uma pena que não consegui ir ao casamento, ela estava maravilhosa!




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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Nicole George Powell em Ter 10 Nov 2015 - 20:32

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Eu não entendia Möa, ela realmente era um objeto de estudo estranho para mim, por mais que nos conhecêssemos há mais de dez anos. Minha amiga tinha tudo: Pais ricos, casas em todos os cantos do mundo e dinheiro suficiente para se manter pelo resto da vida. Digo, eu entendia muito bem que algumas pessoas buscavam por independência financeira e autonomia, mas vender um carro e comprar um pedaço de lixo para reformar o apartamento? Às vezes ela ia simplesmente longe demais. O que tinha de errado em manter o carro e o apartamento? Eu tinha certeza absoluta que se minha amiga pedisse para os pais, eles jamais a negaria uma ajuda.


Möa pegou o café que lhe comprei entre os dedos e me abriu um sorriso me observando com aquele bom e velho tom que ela sempre usava quando nos encontrávamos depois de muito tempo. A verdade era que eu sentia saudades dela tanto quanto ela de mim e por mais que eu pudesse matar para voltar para NY, eu não estava odiando 100% da minha experiência naquele segundo justamente pelo fato de estar com minha melhor amiga mais uma vez. O tempo e distância nunca foi capaz de nos separa e mais do que nunca agora poderíamos participar da vida uma da outra. É claro que brigávamos. Irmãs realmente brigam, mas o que mostrava que Möa era tão especial para mim, era o fato de que nossas brigas jamais foram capazes de afetar nossa amizade.


-Você tem um "pau amigo", entendi. -Dei de ombros, dando um gole no café sem desviar os olhos da morena diante de mim. Ergui uma sobrancelha com sua reação ao comentário. -O que? É isso o que ele é, não é mesmo? Não tem porque perder tempo inventando nomes bonitinhos, não está presente aqui alguém que você queira impressionar, little bitch.


Comentei descontraidamente, dando um novo gole em meu café. Voltei meus olhos a Prada que bebia sua água incessavelmente e me senti com pena do meu bebê. Eu esperava que ele pudesse me perdoar por tê-lo feito mudar de casa para um lugar tão quente. Eu provavelmente acabaria tendo que tosá-lo ainda mais e nós dois sabíamos como ele odiava quando cortava os seus pelos curtos demais.


Meus olhos caíram novamente sobre Möa quando ela passou a ponta das botas felpudas em minhas pernas e dei risada, revirando os olhos com o que escutei em seguida. Festa de Halloween? Não pude deixar de sentir uma pontadinha de inveja. Eu costumava ser a rainha das festas a fantasia e essas sempre foram as minhas preferida em todo mundo. Eu queria demais poder comparecer a uma festa, mas não estava muito no clima para tal coisa ultimamente. Estava em uma espécie de luto por minha falência ou algo do tipo. Novamente senti minha animação alcançar nível zero na escala quando escutei a pergunta de Möa em relação ao que eu fazia ali. Eu queria explicar para ela e parte de mim sabia que eu teria que fazê-lo logo, mas não queria contar no meio de um lugar público e desabar em lágrimas. Precisava ser em um lugar mais reservado, por isso apenas dei de ombros e novamente beberiquei do café.


-Eu não vim por escolha própria, lil' bitch, mas sem ofensas. É complicado e eu prefiro conversar sobre assuntos deprimentes onde eu tenha a liberdade de chorar desesperadamente sem me tornar capa da WS Magazine. -Abri um sorriso levemente irônico, me sentindo aliviada ao escutar a mudança de assunto da morena. O sorriso em meu rosto se alargou ao me lembrar do casamento de Katheryn e por um momento desejei voltar aquele momento quando tudo ainda era bom: quando tinha meu namorado, dinheiro, família e festas por perto. -Katheryn está aproveitando da vida de casada. -Comentei em tom orgulhoso, pensando com coração apertado na minha irmã. -Ela e Connor não admitem, mas eu tenho certeza que logo vou me tornar tia. E madrinha! Imagina? Um George pequenininho pra eu morder, abraçar e mimar!


Soltei uma risadinha animada ao pensar no pequeno paraíso que minha irmã havia construído. Era exatamente a vida que eu queria levar. Queria poder me casar com Mike, me mudar com ele para uma casa enorme e então criar nossos filhos que teriam uma infância maravilhosa. Sempre foi meu sonho e sempre será. Soltei um suspiro sonhador ao me lembrar de Mike e então senti uma dose de animação me tomar ao me lembrar de um pequeno detalhe que nunca havia contado para Möa. Mudei de posição na cadeira, a olhando em tom animado.


-Ah! Não conte para ninguém porque não é certeza! Mas Hilary estava na casa do Mike... Lembra da Hilary? Aquela minha amiga que acabou namorando o irmão do Mike? Enfim! Ela disse que ouviu uma conversa entre Miles e Mike onde Mike comentava ter comprado um anel. Um anel, Möa! E eu acho que era pra mim! -Soltei um gritinho animado, revirando os olhos em seguida. -Não que seja uma grande surpresa, os planos sempre foram esses. Mike entrou na faculdade de medicina e combinamos sempre que esperaríamos até os meus dezoito anos para que pudéssemos casar. Ele vem me visitar em breve, aliás, e eu estou começando a acreditar que talvez seja nessa época em que ele vai me pedir em casamento. Amiga, eu! Noiva! -Abri um sorriso largo, batendo palminhas. -E por mais que você fuja de NY como o diabo foge da cruz, você será um requisito básico como minha madrinha de casamento principal. Vai ser M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!

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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qui 12 Nov 2015 - 15:32



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"Você tem um pau amigo, entendi."

As palavras de Nicole fizeram minha face criar uma careta. Era exatamente o que Michael era: um pau amigo. Mas era por isso mesmo que o apelido me soava tão... raso. Dei de ombros quando ela continuou com sua frase, enquanto dava outro gole na deliciosa bebida de caramelo em minhas mãos. Meus olhos a seguiram quando começou a explicar que não queria comentar sobre o porque estava ali, pelo menos não agora.

Então depois que você colocar todo esse sono de avião em dia a gente conversa. Mas você não vai me escapar. Um sorriso cresceu em meus lábios ao ouvir as notícias sobre Kath. Ela era a irmã mais velha que eu nunca tive, e era muito bom ouvir o quanto ela estava feliz. Seu marido, Connor, era uma das pessoas mais legais que eu já tinha conhecido na face da terra, e eu não pude deixar mas soltar uma risada com as ideias de Nic. Eu tenho muitas saudades deles também. Connor seria um ótimo pai para o bebê deles. É praticamente impossível odiar os dois. Só tenha cuidado, ok? O bebê não é um cachorro que você pode jogar do colo, não esqueça disso.

Katheryn tinha a exata vida que Nicole queria levar: namorar no colegial, se casar depois da faculdade e viver felizes para sempre. Mas eu sabia que o caso da sua irmã não eram só flores o tempo todo, como a loira mais velha fazia passar para a mais nova. A segunda diferença era que o namorado de Nic era um babaca de marca maior, que eu não suportava, e já Connor, bem... Ele era a pessoa mais legal do universo. Soltei uma risada e o pequeno Prada olhou em meus olhos, abanando o rabinho. O pobre cachorrinho não estava acostumado com esse calor, mas com certeza iria adorar a praia, disso eu tinha certeza. Fazia algum tempo que eu queria ter um cachorro, e eu estava louca para adotar um. Mas agora eu não sabia se Nicole iria se incomodar com isso, e com certeza eu ia conversar com ela sobre isso.

Meu café quase fez uma pequena viagem da minha boca para a mesa quando Nicole me contou do anel. Engoli o líquido rápido e comecei a tossir como se estivesse com algum tipo de câncer na garganta. Nicole me olhou com confusão em sua face enquanto eu tentava não passar mal por falta de ar em meus pulmões. Coloquei o copo em cima da mesa e olhei indignada para minha amiga. Eu com certeza não faria parte desse casamento. Bom, pelo menos tentaria ao máximo mostrar para ela que aquilo não deveria acontecer. Limpei a garganta e olhei de um lado para o outro, pensando bem em minhas palavras para que elas não machucassem a loira.

Nic... Casar? Com dezoito anos? Você não vai ter nem entrado na faculdade... Balancei negativamente a cabeça e lhe abri um sorriso fraco. Você não pensou em... Sei lá... Fazer uma faculdade e ganhar seu próprio dinheiro, como sua irmã?

Minha voz tinha um tom assustado e depressa, eu sabia disso. Mas o desespero tinha tomado conta de mim. Não importava o quanto eu falasse para Nicole que seu namorado era um babaca, ela não ouvia. Eu não conseguia lhe dizer como via ele flertando com outras meninas, e nas festas que eu ia que ele estava lá, como ele praticamente pedia para elas lhe darem um beijo. Não me entenda mal, ele nunca fez algo arriscado na minha frente, mas eu sabia que ele já tinha feito merda. E quantas merdas ele já fez.

Não sei, sis. Isso me parece tão... apressado. Se Mike sabe que você vai casar com ele, porque agora, me entende? Ele com certeza tem uma carreira no futebol depois que sair da escola. Assim como você tem na dança.

Minha sobrancelhas estavam juntas e eu peguei meu copo mais uma vez. Eu não podia acreditar que aquele anel era para ela. Por deus, ele nem sabia qual era a diferença de um brilhante para um diamante, como ele teria escolhido um anel para Nicole?! Aquela ideia era apenas absurda em minha cabeça, e eu não queria fazer parte daquilo. Eu não queria ser a testemunha que veria minha melhor amiga se prender a uma pessoa que não à ama.


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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Nicole George Powell em Qui 12 Nov 2015 - 17:45

You know you like it

Um sorriso se abriu em meu rosto, mas este foi cheio da mais intensa falsidade. O único lado bom da história toda era que eu era uma ótima atriz e perfeitamente boa em fingir modos, mas quando ouvi Möa comentar que "não lhe escaparia de uma conversa mais tarde", senti como se tivessem colocado uma bigorna de três toneladas sobre os meus ombros. Eu sabia que não poderia evitar contar para a morena o que estava acontecendo depois de tudo o que ela estava fazendo por mim, e no mundo, com certeza minha melhor amiga era a primeira a ficar sabendo sobre algo tão sério em relação á minha vida, mas parte de mim - a parte orgulhosa que formava 99% da minha essência - não queria aceitar o desaforo de admitir minha derrota financeira.


Tudo o que fiz foi mostrar meus dentes brancos em um sorriso e dar um gole silencioso em meu café, conforme minha amiga falava. Fiz uma careta de ofensa ao escutar seu comentário sobre jogar um cachorro no chão e encarei Prada em total choque, imaginando que jamais jogaria meu neném no chão, nem se precisasse. Eu era a pessoa mais cuidadosa do mundo e sabia perfeitamente bem como criar de uma criança, ou pelo menos as babás saberiam. Abri um sorriso bobo imaginando como seriam meus filhos com Mike, coisa que já havia feito pelo menos milhões de vezes durante a minha vida. Seriam lindos como nós. E seriam as crianças mais perfeitas já existentes.


Meus olhos analisaram Möa quando ela engasgou com o que lhe contei sobre Mike, mas ignorei completamente. Ela me observou com o mesmo olhar julgador que ela sempre olhava quando descordava de algum ponto meu e isso começou a me incomodar. Eu sabia que Möa não gostava de Mike e isso um dia me incomodou a ponto de Mike me dizer que Möa havia dado em cima dele quando bêbada na festa de Kelly. Eu fiquei arrasada, é claro, digo, que tipo de melhor amiga faria isso? Mas eu havia a perdoado pelo simples fato de que eu sentia pena da minha melhor amiga. Ela era carente. E como eu sabia que Mike jamais me trairia com qualquer pessoa, eu havia deixado para lá o pequeno incidente com minha melhor amiga. Afinal, eu a amava.


-Mas é claro que não, esses sempre foram os planos, Möa. -Revirei os olhos, observando minhas unhas recentemente pintadas. Minha atenção voltou para a minha melhor amiga e logo o choque me tomou por completo. O que? Levei a mão até o peito totalmente ofendida e a encarei em tom de desgosto. -Você está brincando, não está? Eu sempre falei desde pequena, Möa! Eu vou para Yale! É meu sonho e sempre foi, estudar onde meu pai estudou. Eu sou a aluna nota A, a primeira da minha classe, como pode me perguntar se não penso em fazer faculdade?! -Exclamei completamente em choque ao pensar que Möa talvez tivesse se esquecido dos meus planos desde menina. Talvez as coisas tivessem mudado entre nós com a distância mais do que eu pensava. -Acho que a distância nos separou mais do que eu pensava. Mas tudo bem, não quero brigar. Não vamos falar de Mike ou de casamento. Se você não quiser participar, ok. Mas você vai mesmo assim, porque vai ser o meu casamento e se você se recusar a passa-lo comigo, nunca irei te perdoar.


Não fazer faculdade jamais se passou um dia pela minha mente. Desde pequena eu tinha as melhores notas da sala - inclusive muito melhor que as de Möa - e sempre fui a aluna com currículo exemplar que tinha desde sempre uma porta aberta de entrada e Yale. Meu pai havia se formado lá, minha mãe em Harvard, mas sempre optei pelos passos do meu pai. Yale era tão o meu futuro quanto Mike. Os planos sempre foram claros: Ficaria noiva aos 18, me casaria durante a faculdade e me formaria junto do meu namorado que fazia medicina em Harvard. Teríamos que fazer funcionar com a distância, mas eu confiava perfeitamente em Mike e eu ter me mudado para Miami foi uma espécie de pré-teste. Nós faríamos funcionar porque nos amávamos e então nos casaríamos e levaríamos uma vida juntos. Eu, uma profissional de marketing de sucesso e Mike, um cirurgião de nome mundial.


-Mike não tem carreira em futebol e sim em medicina e eu não vou ser profissional em dança... Möa, não temos mais doze anos! Temos que acordar para a vida real! -Exclamei, soltando um suspiro irritado e respirando fundo por fim. -Mas vamos falar de pensamentos positivos, ok!? Ok. -Falei mais para mim mesma do que para ela, antes que pudéssemos brigar. Eu havia acabado de chegar e não queria conflitos com a minha melhor amiga. Não agora. -Me conte como é o seu apartamento! Como é finalmente poder morar sozinha?
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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qui 12 Nov 2015 - 22:01



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hey there delilah, what's it like in nyc? I'm a thounsand miles away but girl tonight you look so pretty, yes you do. times square can't shine as bright as you, i swear it's true.


Eu jurava que naquele minuto, eu não conhecia a menina em minha frente. Que Nicole era apaixonada por Mike não era novidade. Mas ela realmente gostava da dança, e até onde eu sabia, ela ainda era apaixonada por aquilo. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo, e muito menos no tom que ela falava comigo. Repousei o copo praticamente vazio sobre a mesa e não tirei meus olhos dele enquanto ela falava. Eu não conseguia. E agora eu podia ver porque éramos tão boas amigas a distância: muita coisa tinha mudado. Eu ainda queria ir para Stanford cursar Hotelaria e eu realmente achava que ela queria seguir seu rumo na dança, assim como eu não conseguia ver Mike sendo médico. Para falar a verdade, se eu estivesse com cinco ossos expostos e ele fosse o único médio, eu preferia quebrar mais um. Assenti a cada coisa que Nicole me falava. Não adiantava discutir com ela, simplesmente. Esperei que toda sua frustração passasse e olhei para minha amiga loira, que agora me observava com a respiração até mais forte pelo discurso.

É claro que eu vou estar no seu casamento, Nicole. Do mesmo jeito que se você tiver filhos eu vou ser madrinha de um deles, e do mesmo jeito para se acontecer alguma merda, eu estarei aqui por você. Eu não gosto dele, mas eu te amo. Eu não faria isso com você nem se você fosse minha inimiga.

As lembranças das mentiras que Mike já tinha contado sobre mim para Nicole passaram mais uma vez pela minha cabeça, e eu precisei me segurar para não sair dali e deixar a menina perdida pela cidade. Respirei algumas vezes e abri um curto sorriso para minha amiga, quando ela falou do apartamento. Eu não iria brigar com ela hoje.

Ele é lindo, Nic. Sério. Meus pais podem ser fodidos o quanto quiserem, mas está na cara que eles tem bom gosto. Eu só precisei arrumar para ficar mais minha cara e menos... Sra. Gustaw Walter, a CEO da empresa mais cara de todos os Estados Unidos. Dei de ombros e brinquei com a chave do Jeep em minhas mãos. Eu estava querendo adotar um cachorrinho, mas não sei ainda. Levantei da cadeira e sorri para minha amiga, balançando as chaves em minhas mãos. Porque não vamos lhe acomodar nele?


***
Quer parar de chamá-lo de pau amigo? Achei que já tínhamos terminado com esse assunto. E não, ele não tem sardas no pinto.

Fiz uma careta para a loira que estava caindo na gargalhada. Estacionei o carro com um sorriso e desci do veículo, logo tirando as malas de Nicole da caravana. Olhei para minha amiga e pude ver que aprovava o prédio a beira-mar, e pelo menos com isso eu podia lhe trazer conforto. Entramos no elevador e Nicole me olhou com uma cara confusa, perguntando o andar. Dei um sorriso de lado e limpei a garganta.

Cobertura. Duplex. Um sorriso cresceu no rosto de minha amiga e eu podia jurar que ela era capaz até de me dar um beijo depois dessa resposta. Aqui, eu sei que eu não suporto ele, e que ele fala várias merdas de mim, mas se você quiser que Mike fique em casa quando ele vier, não tem problema. Eu posso dormir na casa da Aimée por alguns dias. Entreguei a cópia da chave de casa para Nicole e abri um sorriso. Bem vinda à minha humilde residência.


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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

Mensagem por Nicole George Powell em Dom 29 Nov 2015 - 12:52

You know you like it


-Vou parar de chamá-lo de pau amigo quando ele deixar de ser um. -Revirei os olhos conforme Möa e eu viajávamos em direção ao apartamento, acomodadas - ou nem tanto - em seu carro do tamanho de uma ervilha. Eu estava acostumada com BMW espaçosas, não aquelas carroças... Mas talvez eu já tivesse reclamado suficientemente do estilo de vida da minha amiga por um dia inteiro. -Eu acho que está mais do que na hora de você começar a namorar, e se o rapaz já está transando com você regularmente, acho que está mais do que na hora desse relacionamento virar realmente um relacionamento. Não me leve a mal, Mö, mas talvez você já tenha ficado solteira por tempo suficiente.


Comentei em tom indiferente, por mais que aquele assunto fizesse total diferença para mim. Möa era minha melhor amiga e eu me preocupava com ela. Me preocupava se estava bem, se estava com saúde e tudo o que eu sabia sobre a vida dela, era que esta tinha tudo, menos um padrão saudável. Ela fazia sexo com estranhos, bebia demais em festas, gostava de praticar alguns esportes perigosos e não apreciava a vida que os pais tentavam lhe dar. Ela sempre vinha com aquele papo típico de "tenho que aprender a me virar sozinha", mas se os pais dela haviam enriquecido em primeiro lugar, havia sido para lhe dar uma vida boa. E ela simplesmente recusava isso. Era uma desfeita simplesmente sem tamanho.


Minha grande esperança naquela história toda era que, se minha amiga começasse a namorar, talvez ela mudasse um pouco os seus hábitos e entrasse na linha. Ter alguém para amar era muito bom e ela nunca descobriria isso se não tentasse. A vida de solteiro deveria cansar uma hora... Pelo menos eu acreditava nisso, já que eu sequer me lembrava como era ficar solteira.


-Espere, ele não é ruivo? Porque se for, nem adianta mentir para mim! Ser ruivos e ter sardas no pinto é tanto quanto dizer que a chuva cai.


Dei risada da indignação da minha amiga conforme o carro parava em um lindo condomínio de prédios. Eu fiquei aliviada em ver onde minha amiga morava pelo simples fato de ser muito mais aconchegante do que um dia eu pensei. O lugar era maravilhoso! Pelo menos a parte debaixo dele era. Abri um sorriso larguíssimo quando ouvi a parte do "duplex" e da "cobertura" em uma mesma frase, e senti meu coração bater em alívio. Agora sim o estilo de vida com o qual eu estava acostumada. Por um momento cheguei até a me esquecer de que estava falida.


-É disso que eu estava falando, Mömözão! Para a Möcaverna!


Dei risada, erguendo os braços e correndo em direção ao elevador que em poucos segundos nos levou ao andar superior do prédio. Um sorriso largo se abriu em meu rosto quando minha amiga abriu a porta e senti meu coração amolecer quando olhei para o lado de dentro do apartamento. Maravilhoso. Não tanto quanto o meu apartamento em NY, mas totalmente habitável. Agora sim eu me sentia confortável naquela cidade quente e movimentada, e não somente por conta do maravilhoso ar condicionado climatizante que Möa tinha na sua casa.


-O lugar é lindo, gata! Finalmente! -Soltei uma risadinha, piscando para a minha amiga logo em seguida. -E muito obrigada, isso significa muito para mim.


Respondi sinceramente ao comentário de Möa em relação a Mike. Abri um sorriso colocando Prada no chão que correu divertidamente, provavelmente tão aliviado quanto eu por ter chegado ali. Estiquei o corpo olhando de canto para a morena e soltei um sorriso cansado.


-Eu sinto como se pudesse morrer no sofá agora.


Soltei uma mistura de risada animada e fatigada ao mesmo tempo.
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Re: [CA] Nicole George Powell e Möa Gustaw Walter

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