{FF} Biancci & della Rovere

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Re: {FF} Biancci & della Rovere

Mensagem por Giuliano della Rovere em Sex 13 Nov 2015 - 22:34

Told You So
Hey there, sexy lady, I'm loving what you do. I'm a little intoxicated, I'm thinking so are you. You're trying to deny it but I know I changed your mind. And please don't try to fight it. 'Cause I know that you'll be mine, be mine. They say that I'm a player and it might seem kinda true. Don't wanna be a player no more. Well, I just think they're hating, 'cause they ain't got nothing on you
A
pilha de papeis, livros e anotações sobre a mesa e espalhada no quarto traduzia bem os momentos de reflexão os quais ele estava mergulhado. Os incontáveis copos de café do Starbucks e outras franquias jogados na lixeira também diziam bem que o vício na cafeína chegou até o outro lado da Europa. Apesar de tudo, a aparência não mostrava um traço de cansaço ou fadiga, fosse mental ou física. O século XX trouxe uma aparência diferente para os taxados como "nerds"; o que talvez pudesse ser o caso do italiano de sobrenome "santo". Debruçado sobre a mesa, escondido entre o cenário pós-apocalipto que se constituía ali, o nariz quase chegava a esbarrar na tela do notebook. A mãos que comumente jogava o cabelo para trás dizia um pouco do que Giuliano sentia, talvez alguma fustração originada por motivos acadêmicos. Os olhos atentos alternavam repetidamente entre um livro aberto repleto de marcações, a tela do computador e uma parte extensa da parede à sua frente que acabou virando mais uma folha de caderno ao ser repleta por anotações do próprio. - Isso não faz o menor sentido, o mais lógico era que depois desse bombardeamento de nêutrons eu conseguisse tirar resultados bons da fissão nuclear, mas o que tá acontecendo com na divisão de núcleos desse experimento não faz o menor sentido. - comentou em voz alta ao passo que catava uma caneta preta de tinta forte para rabiscar parte das anotações.

Abaixou a cabeça encostando a testa na mesa, a música alta era emitida por todo o prédio em mais uma das farras mais comuns da irmandande a qual pertencia. Encarou a porta parcialmente aberta e as duas figuras mais bêbadas que os sátiros de Dionísio durante as festas dionisíacas se apoiando em tudo que fosse sólido e firme para não cair. A cena deplorável clareou-lhe os pensamentos. Insistir naquilo não lhe levaria a lugar nenhum, a cada tento parecia estar ainda mais longe de descobrir porquê o diabo aquela fissão nuclear, simulada num software de honra bem íntegra, estava dando errado. A ducha que veio instantes depois serviu para libertar o corpo das amarras da mente, a água fria escorreu pela epiderme despertando-o. Precisava se distrair, o quanto antes, parecia estar a um fusível de entrar em curto circuito. Não se vestiu com grandes pretensões, divertir e se distrair eram os únicos objetivos. Jaqueta preta, camisa branca e jeans, mais simples quase impossível. Precisou sair esquivando-se dos companheiros e usando de toda a habilidade ginástica que nunca teve para não tomar um banho de cerveja.

Entregue ao destino, tomou o primeiro ônibus que viu e saltou próximo do ponto final, que curiosamente ou não, foi na frente de uma boate. Encarou o letreiro com um sorriso de canto no rosto, não havia fila, o que já era um ponto positivo. Passou pelo leão de chácara na entrada e se deu conta do ambiente em que havia entrado. A música alta ainda era conviniente, mas Giuliano ficou incrédulo quando prestou atenção na letra e na batida e identificou música latina tocando em plena Miami, nada do rítmo techno e eletro, era música latina, com tanto espanhol impregnado que um imigrante ficaria bem à vontade. Parou no balcão e assistiu o show malabarista de um bar man com um copo, garrafa de vodka e fogo. As palmas foram consequência da performance do atendente que tinha nítida expressão latina, talvez um mexicano ou salvadorenho, em todo caso, sua voz soou em bom tom quando o homem se aproximou para conferir o pedido. - Um vodka martini... - o sujeito virou-se prontamente para realizar a bebida quando Giuliano voltou a exigir sua atenção segurando seu braço. - ...três doses de Gordon's, uma de vodka, meia de Kina Lillet. Batido, não mexido, com gelo e raspa fina de casca de limão. - decretou ao especificar bem a bebida, era isso ou vinho, mas convenhamos que vinho por melhor que seja não é a bebida para todas as ocasiões. Aguardou seu pedido enquanto passava os olhos no local.
I love to say, I told you so and I love to see you let it go. I love to say, I told you so and I love to see you let it go

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italian
CBe Italian. Be a singer, be a lover. Pick the flower now before the chance is past. When you hold her don't just hold her but, hold this! Be Italian. Go ahead and try to give her cheek a pat, but be daring and uncaring. When you pinch her, try to pinch her where there's fat.


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Re: {FF} Biancci & della Rovere

Mensagem por Giuliano della Rovere em Dom 15 Nov 2015 - 15:21

Told You So
Hey there, sexy lady, I'm loving what you do. I'm a little intoxicated, I'm thinking so are you. You're trying to deny it but I know I changed your mind. And please don't try to fight it. 'Cause I know that you'll be mine, be mine. They say that I'm a player and it might seem kinda true. Don't wanna be a player no more. Well, I just think they're hating, 'cause they ain't got nothing on you
N
ão tardou para a bebida chegar e ele levar a taça de vidro com o pequeno aparato em forma de guarda-chuva. Achou graça da decoração e sem muito jeito retirou-a do copo pousando o acessório sobre o balcão de madeira muito bem lustrado. Tomou um gole razoável e apoiou a taça deixando-a à sua frente enquanto, ainda debruçado, sobre a estrutura de madeira. Era um bom início para quem a 1 hora atrás estava surtando, a berbida servia como uma ótima válvula de escape para esse tipo de situação, apesar dele não ser exatamente do estilo Party Rock, tristeza para a tradição universitária e tristeza para a tradição italiana.

Suspirou fundo e voltou à sua observação natural, estava imerso a um dilema mental entre ir dançar e não dançar, como podem supor o nível de habilidade dele dançando coisas do gênero era o mesmo de um boneco de posto. Dada a educação e o estilo de vida que teve até então, entenda-se por isso até 2 anos atrás, onde o dançar que aprendeu estava ligado à danças clássicas, o tipo de dança que você, obviamente, não vai dançar numa boate que nem se dançava na renascença da Itália durante o século XV ou como dançava a corte francesa até cabeças rolarem. Virou o rosto na direção contrária à das luses frenéticas capaz de deixar pessoas sensíveis em pleno ataque epiléptico, por sorte ou não, ao fazer isso enxergou uma figura que lhe chamou a atenção.

A moça esguia de pele alva dentro do vestido azul com um ótimo decote, diga-se de passagem. A expressão séria de Giuliano era tão impresível quanto a gama de pensamentos que tomou sua mente com a visão quase delirante da bela mulher naquela roupa, tinha algo de diferente nela, diferente de todo o ar americano, orgulhoso e patriota. Tomou mais um gole de sua bebida enquanto observava despreocupadamente a figura marcante se aproximar do bar e fazer seu pedido. Foi surpreendido quando a garota deixou escapar de seus lábios as primeiras palavras no momento. Ele indagou-se se havia escutado direito, nunca ficou tão feliz pelo método conservador educacional que recebeu naquela escola francisca. Era francês, identidificou, depois inglês ponderou uma segunda vez. - Bonne nuit, ma chère dame. - falou contendo o sorriso de canto e arqueava apenas uma das sombracelhas, era um jogo para dois, não era? Teria ela ficado surpresa também pela resposta em pé de igualdade? - Perdida aqui? - indagou virando-se para ela e mantendo contato visual direto, vidrou-se nos orbes dignos de pedras preciosas de um modo um tanto quanto descarado, mas não relutou em momento algum, tudo que fez contra foi conter certos pensamentos. - Eu me ofereceria para te pagar um drink, mas parece que você já resolveu essa situação. - comentou.
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