[UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

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Mensagem por Convidado em Sex 20 Nov 2015 - 19:02

Your love is bright as ever

A postagem ocorre entre Dianna Ohlweiler e Shannon Kempner e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em 20/11/2015, na biblioteca central da universidade. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
In the darkest night hour, I'll search through the crowd
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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Sex 20 Nov 2015 - 19:13




// Let me take the nouse From our necks and carry us home Still so alive even after your die Transcending with time

Gimme your opinion, babe.
 
A primeira coisa que fez ao ser dispensada da última aula do dia foi ir (correndo) até a sede do Gamma Phi Beta e tomar o banho mais longo que já tomara na vida. Sem exagero. Shannon era dessas que levava a economia de água a sério desde criança, então era algo realmente novo ultrapassar vinte minutos sob o chuveiro. Recapitulando, os espaçosos quarenta e cinco minutos que ficara debaixo da água morna foram suficientes para espantar todo aquele calor e relaxar os músculos tensos devido ao dia exaustivo e corrido - vale ressaltar que passou metade desse tempo cantando com toda aquela (incrível) técnica vocal que deixaria qualquer um surdo. Ainda bem que não divida quarto com ninguém. Estava no fim do período, as provas já estavam em seu fim e as datas de entregas de trabalhos e projetos se aproximavam. Ela estava ficando louca! Por que diabos havia escolhido Engenharia mesmo? Por mais que já estivesse aprovada em todas as matérias e não precisasse, de fato, se esforçar tanto, a vontade de manter suas notas entre as mais altas do campus se fazia presente. Nerd.

A camiseta cavada, azul bebê, com a estampa do símbolo da sua fraternidade bem centralizada chegara da lavanderia no momento certo: Miami nunca esteve tão quente. Não pensou duas vezes antes de vesti-la, acabando por optar com um short branco e o vans de mesma cor. Os fios loiros – que estavam voltando com as largas ondas – estavam presos em um rabo de cavalo alto. O perfume adocicado e suave exalava de sua pele de uma forma beirando ao natural. Colocou o chiclete de tutti-frutti na boca, encaixando os fones no ouvido e dando play na sua playlist de músicas suaves e relaxantes. Para quem tinha o hábito de ouvir eletrônicas e POP com batidas fortes, John Mayer era algo bem... Calmo. Até demais.

Seu tubo para desenhos estava bem preso ao ombro quando pisou na biblioteca enorme da universidade. O ar gelado do ambiente fez uma careta se formar em sua face delicada: embora estivesse com calor, não gostava muito da ideia de ficar em um lugar quase sem umidade. A loira tinha alguns problemas respiratórios, e passar um tempo longo demais num ambiente gelado fazia suas vias respiratórias entrarem em colapso. A quantidade de gente presente ali a deixou com vontade de rir. Era sempre assim: fim de ano e os bagunceiros tentavam recuperar, de toda forma, o tempo perdido. Negou com a cabeça em divertimento, passando os olhos pelas mesas a procura de algum espaço que desse para abrir seu desenho quase pronto e terminá-lo. Empurrou os óculos pelo nariz fino, ajeitando-o no rosto de forma que ficasse confortável novamente. Quase no fim do salão, do lado direito, podia-se ver uma mesa com apenas uma pessoa em uma das cadeiras. A pequena pilha de livros ao seu lado, o cabelo escuro preso em um coque samurai, o delineamento das costas e a pele cor de canela, fazia a loirinha reconhecer, sem pensar duas vezes, a cidadã. Abriu um sorriso ladino, caminhando a passos confiantes até lá.

Dianna estava concentrada no livro aberto. Mesmo tendo a vista traseira da morena, podia ter certeza de que algumas anotações estavam sendo feitas em algum papel ao lado. Retirou os fones e os embolou – sabia que teria longas horas tentando desfazer os nós, mas tratou de ignorar esse fato -, enfiando-os, de qualquer forma, no bolso da frente. Umedeceu os lábios, abaixando-se o suficiente para deixar a boca na direção da nuca exposta. Sem pensar duas vezes, pressionou os lábios na pele quente da menina, ficando uns bons segundos por ali. Sabia que não seria atacada com um golpe aprendido na FBI por único motivo: cheiro. Dianna reconheceria seu perfume. Afastou-se, um sorriso desenhando-se no canto de sua boca. – Ótimo que esteja aqui, Ohlweiler, eu preciso de sua opinião para algo.


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 20 Nov 2015 - 20:02

il progetto
I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark. You've never seen it look so easy, I got a river for a soul and baby you're a boat. Baby, you're my only reason. If I didn't have you there would be nothing left. The shell of a man that could never be his best. If I didn't have you I'd never see the sun, You taught me how to be someone.
productive time in the library.
S
abe quando tudo o que você quer, é um bom banho e poder dormir por dias seguidos sem ter preocupações ou compromissos com qualquer tipo de coisa?

Céus. Minha cabeça latejava.

Quanto tempo havia passado desde que estava dentro da biblioteca da faculdade, tirando dúvidas de um devido grupo estudantil do primeiro período? O que havia de errado em entender uma sequência aritmética lógica? Fala sério, crianças ainda prestando estudos no fundamental tinham conhecimento daquilo. Olhando bem para o grupo - composto por aproximadamente trinta e seis pessoas -, tentava imaginar quais deles chorariam ao ir para a final, e quais apenas dariam de ombros e trancariam o curso por achar chato, ou coisa do tipo. Dos trinta e seis, dezessete tentava realmente fazer alguma coisa. O tempo da monitoria estava acabando, e eu ainda precisava concluir uma dissertação sobre ética empresarial. Poderia ser modesta e dizer que estava me esforçando para chegar em algum lugar, mas, neste caso... Eu poderia dizer que era a única a realmente dar importância aos fundamentos da Administração. — Certo, a monitoria acabou. Estão dispensados. — foi tudo o que resolvi dizer. Porém, peguei-me surpreendida ao ver que a maioria continuaria ali, estudando no individual. O gesto havia melhorado um pouco da visão que estava tendo daquelas pessoas. Virei-me para recolher minhas coisas, me encaminhando até a saída. Precisava de um banho relaxante, para retornar ao ambiente e concluir meu trabalho.


<••••••••••>


Alívio era exatamente o que eu sentia. O banho havia relaxado cada célula do meu corpo, deixando-me livre de toda a tensão que tinha acumulado perante as aulas enfrentadas no dia, somando a monitoria enfadonha em seguida. Usava uma camisa azul marinho de mangas longas e golas em V, tendo dobrado-as até o cotovelo. Não faziam nem dois minutos que tinha saído do banho e já sentia calor. O visual seguia-se com um short branco mais justo, e um par de all star de cano médio de mesma cor nos pés. O cheiro era o mesmo de sempre, amadeirado e marcante. Isso era o que eu precisava para enfrentar mais algum tempo na biblioteca. Não estava desesperada, como a maioria das pessoas que passavam o ano arrumando confusões ao invés de estudarem. Era apenas dedicação. Hanna não estava no dormitório, provavelmente teria ido encontrar Victoria por ai, já que agora as duas -finalmente - tinham se entendido. Parti em direção ao destino, caminhando tranquilamente em meio ao fluxo de universitários com cara de zumbi, e até mesmo dos que já entravam em processo de degradação, deixando dúvidas sobre seu estado de saúde.

Erin, preciso daqueles livros que usei a pouco. Estão disponíveis? — questionei a figura jovem do que seria nossa bibliotecária. Para falar a verdade, sempre achava que encontraria uma senhora simpática, sorridente, mas que viraria uma fera caso ouvisse um mínimo barulho na biblioteca. Mas, ali estava uma garota de vinte e quatro anos, voluntária do curso de Biblioteconomia, chamando a atenção de metade dos marmanjos - e de garotas também - toda vez que chegava perto ou mantinha contato, mesmo que para pedir silêncio. Sua resposta fora dada, unida a um sorriso grande. Ela tinha deixado na mesa a qual eu ocupava sempre, empilhados em ordem. — Ah, sim. Obrigada. — agradeci, oferecendo-lhe um curto sorriso. Estranhava tanta atenção vinda de sua parte. Já havia notado que um interesse era demonstrado da parte dela, mas gostava de pensar que era apenas algo de minha cabeça. Ocupei a mesa, prendendo o cabelo em um coque samurai, já pegando o que era necessário. Um bloco de notas maior que o normal, canetas, marca-texto, lápis e claro, o primeiro livro. Ja tinha feito algumas marcações, e bem, precisava transcrever tudo. E assim, algum tempo se passou.

Alguém vinha em minha direção. O ambiente em silêncio era favorável para a percepção do que acontecia. Os passos indicavam que quem quer que fosse, não queria ser notado. Estava para agir, quando o cheiro já conhecido apossara-se de meu olfato, permitindo o reconhecimento automático. Sua voz apenas confirmava o fato, tinha de lidar apenas com o beijo dado em minha nuca. Um ponto fraco. Tinha certeza de que se ainda estivéssemos juntas, aquele beijo teria sido em outro lugar.  — Ora, se não é a nerd mor da Universidade. — abri um sorriso tranquilo, arqueando a sobrancelha esquerda. — O que a Engenheira tem para me mostrar? — perguntei, indicando uma das cadeiras para que ela ocupasse.


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Sex 20 Nov 2015 - 20:53




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Ela não se sentou de imediato, por mais que o corpo pedisse por alguns minutos – ou horas – de repouso. O sorriso sarcástico, que virara algo cotidiano seu, se expandiu em seu rosto com o cumprimento que lhe fora direcionado. – Obrigada pelo elogio, senhorita. É realmente gratificante ser reconhecida dessa forma. – Girou os olhos, deixando claro que se tratava de uma ironia. Tomou uma respiração, fazendo com que todo aquele ar carregado do perfume amadeirado atingisse suas narinas. Seu coração acelerou. Maldito cheiro viciante. Agitou a cabeça de uma maneira imperceptível, voltando para seu estado são antes que enterrasse o nariz na curvatura do pescoço alheio e aspirasse o cheiro que era ainda era seu favorito. – Eu não quero te atrapalhar ai, então prometo que não ocuparei muito do seu tempo. Embora tenha a certeza de que não precise dos pontos desse trabalho. – Indicou com o queixo o papel preenchido pela metade com a caligrafia impecável. – Nerd. – Completou, não deixando escapar a oportunidade de deixar claro que a inteligência da morena se igualava a sua.

Qualquer pessoa que tivesse o mínimo tato possível falaria que a jovem bibliotecária estava dando em cima, de uma forma descarada, da morena sentada a sua frente. Os olhos brilhantes de Erin fintavam a figura da garota em um tempo calculado, como se estudasse cada movimento feito pela mesma. A loira bufou. Claro que Dianna não havia percebido isso, afinal, ela se encaixava no grupo de pessoas sem tato sobre o assunto supracitado. Pigarreou, deixando – por ora – de lado o interesse da jovem pela sua garota. Não que a menina que cursava Administração soubesse do uso do pronome possessivo. – Certo, entremos num mundo hipotético. – Deu um passo para o lado e afastou a cadeira vazia, dando espaço para que se debruçasse, minutos depois, sobre a mesa de madeira brilhante. – Você é dona da maior empresa responsável por construção do país e precisa urgentemente contratar uma nova, ou novo, engenheiro. – Retirou o tubo de desenhos do ombro, destampando o estojo e retirando de dentro dele o papel de seda que sempre utilizava em seus projetos. Voltou os olhos claros para os castanhos, se perdendo por alguns segundos ao notar que a total atenção era dada a ela. Suas mãos suaram. Ah, droga. Se me permite a fala e a retomada do começo do parágrafo, qualquer pessoa com o mínimo de tato possível sentiria que ainda rolava algo ali. Abriu um sorriso sem graça, abaixando os olhos para o rolo de papel. – Uh... OK. Você precisa contratar e, com isso, analisar algum projeto teste para dois candidatos empatados. Ah, devo ressaltar que não pode contratar os dois. – Afastou os livros e o bloco de papel, sem perguntar, para o outro lado vago, voltando para sua posição atrás da garota. – O que diria sobre esse? – Indagou se debruçando sobre o corpo esguio, abrindo a folha em um tamanho maior que o normal a sua frente. Seus braços despidos tocavam levemente os ombros magros, sua cabeça logo acima da cabeça da outra. Não deixe que essa aproximação te afete.

Os pontos de fuga ainda podiam ser vistos, assim como os cálculos no canto esquerdo da folha que auxiliaram achar o tamanho exato de cada pequena linha rabiscada, mas nada que realmente chamasse atenção. O foco principal estava no prédio de vinte e seis andares milimetricamente centralizado e detalhado. Em 3D. Não que a loira gostasse de se gabar, mas era uma das poucas – se não a única no campus – que conseguia fazer um daqueles utilizando apenas lápis, borracha e réguas. Sem nenhum tipo de tecnologia. Havia se dado o luxo de sombrear algumas partes específicas, dando uma estética incrível a construção. Apoiou o queixo no topo da cabeça alheia, mantendo o foco no desenho por alguns segundos. Em um momento de curiosidade, subiu o olhar novamente, encontrando os olhos de Erin sobre Dianna. – Ela não vai parar de olhar?! – Pronunciou-se sem pensar duas vezes num tom que certamente deixaria transparecer algo. Trincou o maxilar, encarando a figura jovial de uma maneira ameaçadora.


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Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 20 Nov 2015 - 21:37

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amborilando a ponta dos dedos sobre a madeira reforçada e antiga da mesa da biblioteca, me coloquei em uma posição de observadora. Dava-lhe toda a minha atenção. A ironia transparecida servira apenas para render um sorriso solto, enquanto girava um lápis de ponta entre os dedos. Cruzando os braços sobre a mesa, mantive o foco na loura. Não comentaria nada sobre o atrapalho, já que Shannon nunca era capaz de faze-lo, revirando os olhos para aquilo. Ela já sabia disso. Ainda quieta, esperei para que ela explicasse o que queria me mostrar. Ingressar em um mundo hipotético? Bem, eu realmente tinha planos em manter minha própria empresa, não precisamente no ramo de construções, apesar de que este seria um de meus focos. Deixaria o maior reservado apenas para tecnologia.

Seus braços roçavam em meus ombros, enquanto o cheiro adocicado e suave de seu perfume invadia-me. Como poderia me concentrar com toda aquela proximidade? — Vejamos. — assumi uma postura mais séria, no momento exato em que o papel seda fora posto em minha frente, em prol da situação, como se fosse alguém dos negócios, prestes a fazer uma contratação crítica importante. Desviei a atenção para a folha, analisando o desenho. Com certeza, Shannon sabia o que estava fazendo. O desenho estava impecável. Não saberia dizer se alguém no campus tinha a mesma habilidade de moldar um prédio em 3D, com direito a sombreados em cantos específicos, retaliando bem o talento para aquilo. — Como é vetado a demonstração do projeto concorrente, impossibilitando comentários contra ou a favor, permita-me dizer que este trabalho tem uma base impecável. — encostei-me na cadeira a qual ocupava, sentindo o queixo alvo tocar o topo de minha cabeça. Tomando de uma boa respiração profunda, não tinha tido tempo de prosseguir, ao ter captado o tom insatisfeito de Shannon, referente a algo. Alguém, assim por dizer. Seguindo seu olhar – depois de virar-me um pouco de lado – pude notar que estava sendo observada. — Estamos conversando um pouco alto para o ambiente, deve ser isso. — voltei a posição normal. Segui algumas retas traçadas pela loura no desenho, procurando por alguma ruptura ou imperfeição. O fazia apenas para comprovar que não encontraria nem um, nem outro. — Essa é a primeira parte, mas não seria só até este ponto. Seu desenho pode ser perfeito, mas você poderia apresenta-lo de maneira insatisfatória. Então, diga-me, Engenheira Kempner... O que me faria dar-lhe a contratação, e não ao seu concorrente? — arrastei os olhos da folha até as orbitas azuladas e intensas, por trás das lentes de seu óculos, esperando resposta, curiosa para saber se Erin havia percebido o pequeno momento.


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Sex 20 Nov 2015 - 22:28




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É claro o desenho tinha uma base impecável. Shannon não aceitava nada menos do que a perfeição quando se dedicava aos desenhos técnicos. Permitiu-se relaxar um pouco, mordendo o interior da bochecha com a forma que a morena proferia as palavras. Se ela soubesse o quão sexy ficava com essa postura... Afastou-se alguns centímetros e inclinou os braços, fazendo o mesmo com o corpo em seguida. Deixou a boca próxima ao ouvido esquerdo da morena e, caso ela perguntasse o motivo de tudo aquilo, a resposta viria fácil e rápida: não queremos continuar com a conversa alta e atrapalhar o resto do pessoal. Mas, as duas, no fundo, sabiam que não era apenas aquele motivo. O sorrisinho de canto estava novamente presente nos lábios naturalmente rosados. – Certamente eu tenho tudo que precisa, senhora Ohlweiler, mas deixarei claro alguns pontos. – Frisou a forma de tratamento, que deixou um gosto delicioso em sua boca. Ela poderia tratar Dianna daquela forma sem problema algum. – Em minha opinião, não basta apenas ter um talento para desenhos. O funcionário adequado necessita ter tempo, dedicação, atenção e disponibilidade para atender aos mandatos que certamente virão. Como se trata de uma empresa nacionalmente conhecida e que cresce a cada dia, creio que esses são os fatores fundamentais para conseguir ocupar o cargo com maestria. E, claro, não podemos nos esquecer do amor. Amor ao que faz é a base para que tudo isso se desenvolva bem. E, voltando ao pessoal, eu amo. – Os sussurros ao pé do ouvido cessaram tão rápido quanto começaram. Claro que a loira deixou as frases bem marcadas e que desse a entender tudo que queria dizer. E um pouco mais. Porém o tom profissional, mesmo que sussurrado, estava ali, de um jeito palpável.


Ela não queria se afastar. Ficar próxima de Dianna daquela forma era... Delicioso. Era óbvio que cada pedacinho seu sentia falta da morena, mas não queria deixar tão óbvio. Se bem que ela, com toda certeza, já tinha percebido. Ou não. Com uma força tirada sabe-se lá onde, se afastou da garota, fitando a figura afeminada de Erin pela terceira vez em menos de dois minutos. Voltou os olhos para a menina cor de jambo, negando com a cabeça para a desculpa dada pela mesma. – Você não é tão lerda assim, babe girl. Está mais que cristalino que a jovem bibliotecária deseja uma noite em sua companhia. Uma foda na traseira do carro, talvez? – Sorriu sozinha com a última pergunta. Pegou o projeto inacabado da mesa, inclinando o corpo por cima do moreno novamente. – Acho que ela não notou ainda que você é minha. – Ditou em alto e bom som no intuito de fazer a terceira garota escutar. Captou o momento exato que os olhos claros da outra abaixaram, continuando as tarefas que tinha e sorriu em agrado. – Mas agora eu acho que sabe. – Completou com um toque irônico, dando a volta na mesa e se sentando na cadeira a frente da morena. Abriu o papel novamente, alcançando, em seguida, o tubo para pegar seus lápis. Assim que o fez, voltou a olhar para as orbes castanhas, piscando um dos olhos como se houvesse dito um segredo em voz alta. – Muitos relatórios chatos para fazer? – Indagou descendo os olhos para a folha e continuando a traçar as linhas perfeitas do desenho.


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 20 Nov 2015 - 23:49

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E
lá estava a proximidade novamente. Estava explícito, que, distância não era algo constante entre ambas, muito menos algo que viesse para ficar. Ainda poderia contradizer os próprios atos, mas, preferia apenas deixar que a mulher agisse da forma que bem entendesse. Conhecia-lhe o suficiente para saber que, enquanto estivesse agindo daquele jeito, não pararia até achar que deveria. Manter a posição ereta e inabalável era o mínimo que poderia fazer no momento, mas, estava provando-se algo extremamente difícil, com aqueles sussurros premeditados ao pé do ouvido. O aperto no apontador havia sido instantâneo. Era a busca por alguma força sobrenatural, para manter-me no lugar. Era isso o que ela queria? Provocar? Oh, Shannon. Até parece que não sabe quem sou eu. Ao esperar por seu afastamento e conclusão do que deveria ser dito, encontrei o espaço para fazer o jogo virar para o meu lado. Podia ser lenta para perceber certos tipos de coisa, mas, sabia como poderia mexer com ela, usando de algumas coisas. O sorriso maroto estendeu-se por meus lábios, enquanto mantinha a postura de uma provável CEO bem sucedida, em um momento de contratação, onde haveria dispensado o membro do RH que deveria ser responsável pelo trabalho. — Amor pelo trabalho é importante, senhorita Kempner. — com as costas bem apoiadas sobre o encosto da cadeira, fixando o olhar em suas íris cristalinas, absorvendo pouco do efeito que poderia passar. — Compreensível, ao deixar claro que houve um pequeno detalhe: onde estão as informações sobre o seu prédio? As paredes serão levantadas com amor? — em um tom desafiante, questiono-lhe, com um sorrisinho debochado.

Não precisava olhar para o lado, para saber que Erin desviara sua atenção de mim. Não haveriam chances, depois do tom elevado e explícito usado por Shannon, ao demonstrar posse. Porém, havia mais. Suas palavras haviam despertado aquela chama interior, capaz de expandir-se em meros segundos, e causar um incêndio incontrolável. — Uma foda na traseira do carro soa perfeito, para mim. Daquelas, em que eu possa deixá-la exposta e vulnerável para mim, para então, fode-la com força. — encostando os cotovelos sobre a madeira maciça, encostei o queixo nas costas da mão direita - a qual estava ligeiramente apoiada sobre a esquerda. — ... Não com ela, é claro. — estava mais do quê claro a indireta naquele curto dizer. Após o momento, havia desconectado-me daquela postura, voltando ao costumeiro. Uma jovem relaxada, sem preocupações empresariais, apenas, um relatório para finalizar. Ou melhor dizendo, para transcrever corretamente. — Ahn, não, não. Já está terminado, na verdade. Só preciso transcrevê-lo para uma folha e entregar. Chato, mas nada que eu não possa suportar. — lá estava o sorriso tranquilo, de volta, confraternizando-se com o silêncio do ambiente. — E você? Veio desenhar? — pergunto, curiosa a respeito de seu paradeiro naquele local.


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Convidado em Sab 21 Nov 2015 - 0:43




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Iniciantes... Não que Dianna fosse uma, claro, mas a pergunta sobre as informações sobre o prédio a fizera arquear ambas as sobrancelhas e usar de todo seu dom teatral para não cair na gargalhada ali mesmo. Estava mais que descarado que o desenho que fora mostrado se tratava apenas da estética externa. Ela não havia visto aquilo ou...?  – Quanto ao amor utilizado para erguer as paredes, creio que deverá perguntar a um pedreiro que participará da construção, senhora. – Respondeu no mesmo grau de deboche que estava estampado no sorriso que lhe era oferecido. Ela não deixaria se abalar. – Mas, caso esteja se referindo a matemática, saiba que essa se encontra na planilha de cada setor a ser construído. O desenho que lhe mostrei é apenas o esboço de como o prédio virá a ficar. – Empurrou os óculos para cima novamente, mantendo, sempre, o contato visual. – Mas é óbvio que sabe disso, não é? – Indagou, utilizando o mesmo tom de desafio que ela usara segundos antes.


Acontece que aquela áurea em volta da morena mexia com ela de uma forma inexplicável. A loira simplesmente não conseguia desviar o olhar e, muito menos, parar imaginar coisas. Ainda mais depois do que garota havia respondido sobre sua pergunta retórica. Seus dedos longos e finos apertavam o lápis 3B com uma força descomunal, imagens pipocando em sua cabeça como se todos seus neurônios trabalhassem para aquilo. Prendeu a respiração por breves segundos, deixando aquela briga de olhares se manter por mais um tempo. Eu odeio você e a forma que mexe comigo, Ohlweiler. Soltou o lápis por cima da folha de seda antes que o quebrasse, ouvindo o baque surdo da madeira encontrando o papel. Inclinou o corpo para frente, deixando poucos centímetros separando as duas. – Não é como se nunca tivesse feito isso, não é? – Confidenciou, fazendo um breve movimento com as sobrancelhas. – Com força, digo. – Escorregou com os olhos para os lábios bem delineados, umedecendo os próprios com a ponta da língua. Será que o gosto de menta estava impregnado ali como costumava ser? Abriu um sorrisinho sem mostrar os dentes, voltando para sua posição inicial. Shannon poderia não ser tão boa, como ela, naquele joguinho, mas, sabia que conseguia brincar com a morena com uma simples palavra ou gesto. Mordeu o canto do lábio inferior.

Chegava a ser cômico a tensão existente entre as duas. Era como se o ar tivesse mudado de estado e pudesse ser apalpado. Limpou a garganta e se obrigou a relaxar a postura novamente, tentando ignorar tudo que fora dito segundos atrás. Semicerrou os olhos. – Não é um simples desenho, Ohlweiler. Posso ganhar um estágio como ele, sabia? Basta saber fazer o detalhe certo. – Suspirou, pensando em diversas formas de deixar seu projeto com um toque único. – Estou trabalhando nele há dois dias, realmente não sei mais o que devo fazer. Uma maquete seria apelar demais, então... Estou apenas tentando melhorar o esboço. – Admitiu. A verdade é que estava cansada e precisava fazer algo para distrair. – Seu carro está por perto? – A loira teve o lapso de convidar a morena para um volta na praia, mas havia se esquecido do teor da conversa de minutos atrás. Corou profundamente. – Não para fazer o que eu disse que você faria caso fizesse algo que eu disse que iria fazer. – Tratou de responder rápido e acabou por se enrolar. Franziu a testa. – Você entendeu algo que eu disse? – Teve sua resposta ao ver a cara de riso de sua morena. – Imaginei. – Respirou fundo, organizando seus pensamentos. – Enfim. Eu pensei num passeio. Praia soa bem, por agora. Está no fim da tarde, não tem tanta gente assim, o tempo está mais fresco e há tempos não dou um mergulho. Sem contar que eu tenho certeza de que você precisa de um descanso tanto quanto eu. – Abriu um sorriso morno, encarando os olhos castanhos. - O que me diz?


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sab 21 Nov 2015 - 1:34

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e fato, Shannon havia delimitado a questão imposta sobre a construção do prédio. Era de conhecimento geral o fato de que Engenheiros de porte exemplar costumavam escolher a dedo os materiais usados na obra, para que nenhum transtorno ocorresse. Claro, que dada as circunstâncias de uma empresa nacionalmente conhecida - e crescendo ainda mais -, tudo deveria ser deixado nos mínimos detalhes. Será que ela sabia disso? Se soubesse, teria procurado outro conjunto de palavras para usar de acompanhamento com o sorriso debochado. Na parte dos negócios, ela não poderia contrariar-me. Resolvi não comentar mais nada sobre, mantendo os olhos fixos no movimento de morder o lábio. Maldita. O que diabos ela tinha dito, mesmo? Duvidava de que ate ela tinha se complicado no que acabou de falar. — Considerando que não estamos vestidas adequadamente para isso? Bem... Meu carro está no estacionamento da Kappa, onde sempre deixo. — murmuro, enquanto ocupava-me em transcrever o restante do relatório, terminando em pouco mais de cinco minutos. O professor havia sido claro ao informar que não estaria presente na Universidade no dia de hoje, mas que o trabalho deveria ser entregue a Erin. Juntei os livros, ponderando o fato de que tinha usado apenas um, e conseguido terminar em menos tempo do que o esperado. Agora, não tinha nada para fazer, a não ser, por uma roupa de corrida e sair por ai, como se fosse uma medalhista olímpica. Era o que me relaxava, porém, devido ao calor - mesmo dentro de um ambiente com pouca umidade -, praia soava muito melhor.

Deixa só eu entregar isso. — me levantei, caminhando em direção a mesa ocupada pela bibliotecária, entregando-lhe meu relatório. Ela nada disse, apenas olhou ligeiramente de mim para Shannon, e baixou a cabeça. — Vamos? — chamei, esperando por ela para irmos a tão esperada praia, porém, piscina soava bem melhor, além do fato de que eu tinha de deixar umas coisas em casa, e pegar mais roupas, então era algo bem melhor do que torrar debaixo do sol escaldante na praia, com milhares de pessoas semi nuas, enquanto eu encontrava-me completamente vestida para não mostrar demais. — Na verdade, nós vamos até a minha casa. Preciso deixar uma coisa lá e pegar roupas. E, você sabe, eu prefiro piscina. Ficarei mais a vontade. — ao seu lado, caminhamos juntas rumo a saída.


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Re: [UOM] - Dianna Ohlweiler and Shannon Kempner

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