[OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

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[OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Seg 30 Nov 2015 - 12:55

I get by with a little help from my friends!

A postagem ocorre entre Möa Gustaw Walter e Maxwell Baiocchi Fasano e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em meados de Novembro, no (a) Pub de esquina na Ocean Drive. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me.

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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg 30 Nov 2015 - 13:42


save tonight



fight the break of dawn. Come tomorrow - tomorrow I'll be gone. Save tonight and fight the break of dawn. Come tomorrow - tomorrow I'll be gone. There's a log on the fire and it burns like me for you, tomorrow comes with one desire to take me away. It ain't easy to say good bye, darling please - don't start to cry 'cause girl you know I've got to go and lord i wish it wasn't so

-Buongiorno , Marco. Estou recebendo a ligação pelo celular descartável, mas preciso que você se livre desse número assim que essa ligação se encerrar. Guarda, eu vou me livrar desse aparelho assim que desligar, então nem se preocupe em me procurar novamente, hai capito? Grande. Os pacotes foram deixados com ragazzo e em breve estará em suas mãos. Já deixei a Itália e é só isso. Te procurarei para um novo contato. ciao.


Desliguei o telefone descartável assim que terminei minha mensagem com Marco e caminhei em passos curtos até o final do beco nada movimentado. Joguei o aparelho contra o chão e sem pensar duas vezes, pisei sobre o objeto até que este se encontrasse em seus mínimos pedaços. Olhei para os lados me certificando de que estava sozinho e então enfiei as mãos dentro dos bolsos da jaqueta, caminhando calmamente pela rua naquele fim de tarde, seguindo em direção às pessoas tão diferentes das que estava acostumado. Eu havia ouvido falar bem de Miami, mas era um lugar também pobre e cheio de imigrantes. Talvez meus agressores não me encontrassem por ali e aquela era a minha missão. Me proteger e proteger Izabelle. Era tudo o que eu precisava.


Havíamos acabado de chegar nos Estados Unidos, a viagem havia sido longa da França quando havíamos decidido que o melhor a se fazer era não permanecer pela Europa. Quando seu pai era o traficante mais conhecido de todo o mundo, era difícil escapar dos milhões de pessoas que queriam sua cabeça de troféu, principalmente quando aqueles que tanto queriam esse objetivo, obtiveram seu sucesso. Eu ainda queria saber quem fora o assassino do meu pai. Queria saber quem lhe atingiu com a bala a tanto sangue frio, mas por mais que meus contatos ainda trabalhassem na investigação, eu sabia que não era seguro para Izabelle continuar na Itália. Eu havia me enfiado naquele mundo desde novo, meu pai sempre me quis como sucessor, mas minha irmã? Era tão inocente quanto uma flor. Ela estaria em perigo e seria um alvo fácil. E foi exatamente por isso que tivemos que deixar nosso país, porque tínhamos que zelar pela sua segurança. Porém deixar a Itália nunca significou deixar o império do meu pai.


Eu seguiria com o tráfico como ele sempre quis. Eu seria o novo rei Italiano, assim como D. Baiocchi um dia foi. Eu nunca desonraria a vida do meu pai. O único problema era que eu tinha a quem amar e era exatamente nesse ponto que qualquer inimigo um dia iria pegar. Eu não viveria sem minha irmã gêmea e por isso eu não pude mais ficar em meu país. Por mais que telefones descartáveis não fossem exatamente eficientes, estavam dando conta por hora. Marco não sabia sobre a identidade do atirador, por mais que eu suspeitasse que este fosse o líder da máfia de Milão. Eu só precisava de uma confirmação e logo eu teria uma cabeça para troféu próprio.


No meio tempo eu tinha que passar despercebido pelo país norte-americano. Como havíamos acabado de chegar da França - nossa primeira tentativa de fuga - Izabella decidiu descansar um pouco enquanto eu saía pelas ruas e fazia o que deveria ser feito. O problema era que eu me sentia impotente de longe e já sentia falta do meu país. Miami era muito quente, muito cheio e muito diverso. Pelo menos ser estrangeiro ali não era um fator que chamava exatamente atenção.


Sem perceber muito bem por onde caminhava, senti meu corpo esbarrar contra uma menina que caminhava em minha direção oposta, distraída demais com o conteúdo que lia em seu celular. Meus olhos analisaram a garota conforme ela finalmente se dava conta de que deveria parar e então um "o" se formou em seus lábios, ao perceber que havia atrapalhado a caminhada de alguém. Ergui uma sobrancelha, sequer ligando para o fato de eu ser o único a usar roupas quentes naquele calor onde o segundo mais vestido era uma garota que passava ao nosso lado de biquíni. Analisei a menina por um momento, sentindo alguma coisa estranha em seus traços, mas não pude ao certo dizer o que.


-Mi scuso, não te vi por aí também. -Falei em tom indiferente, pegando o celular dos dedos da menina tranquilamente, o observando. -Per l'amor di Dio, isso é um vício sem tamanho já.




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Seg 30 Nov 2015 - 14:16



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Sinceramente, eu não sabia o que estava fazendo na Ocean Drive. Na verdade, eu sabia sim: Eu tinha que comprar novos laços para as líderes de torcida, mas com certeza aquela rua não era onde eu ia achar tais apetrechos. Eu simplesmente deixei meus pés me levarem pelas ruas de Miami, e eu adorava tudo aquilo. Eu adorava que a cidade era movimentada, e todo aquele cheiro de maresia me lembrava a Austrália. Era confortável morar em Miami, mesmo tendo em mente que agora eu precisava falar com meus pais. Eu amava que Nicole tinha ido morar comigo, mas agora eu ia precisar pedir mais dinheiro para a unidade parental, pelo menos para manter a casa em ordem.

Um suspiro saiu de meus lábios e peguei o pequeno aparelho celular em minhas mãos. Digitei o número de minha mãe, e, sem nenhuma surpresa, caiu na caixa de mensagem. Desliguei a ligação e comecei a digitar o email para meu pai, já que era o único meio que ele realmente via minhas mensagens. "Oi pai. Preciso conversar com você o mais rápido possível. Para resumir: Lembra da Nicole? Pois bem. Ela precisou vir morar comigo algum tempo, posso te mandar o re-orçamento?" E antes que eu pudesse mandar a mensagem, um corpo se esbarrou contra o meu e eu precisei de todas as minhas forças para não cair no chão. Meus olhos correram para o homem em minha frente que começara a falar... Italiano?

Perdão, eu não notei onde estava indo! Logo me desculpei e ofereci um sorriso educado para o moreno. Eu conhecia sua face, mas ninguém realmente me vinha na cabeça agora, até que parei para prestar atenção no jeito em que ele falava. Meus olhos se estreitaram quando ele pegou o celular de minhas mãos. Ei, isso é meu. Falei com ele em tom reclamão e tentei pegar o celular dele. Quando comentou sobre como era um vício, revirei os olhos e neguei brevemente com a cabeça, deixando que ele observasse meu celular. Vai me dizer que nunca viu um desse? As manchetes estão em todos os lugares.

Revirei os olhos e peguei o celular de sua mão, enviando o email. O moreno me observou por um instante e eu dei de ombros. Olhei para o bar ao nosso lado e abri um sorriso, enquanto guardava o celular no bolso do short. Bati as mãos em um sinal de finalidade e olhei de volta para o menino.

Claramente você não é daqui, e eu sou uma moradora assídua há anos. Eu posso te mostrar a cidade se quiser. Me chamo Möa. Vamos, é um dos melhores bares da Ocean Drive.

Coloquei a mão na porta e entrei no local, esperando que ele estivesse me seguindo. Acenei para Joe no bar, e o mais velho abriu um sorriso. Era um dos poucos lugares que eu não precisava usar um RG falso, e Joe sabia que eu não ia entrar em encrenca por causa daquilo. Ele era amigo do meu pai, e eu o considerava como um tio. Um tio que deixa sua sobrinha menor de idade beber, o tio mais legal de todas as festas.

Só uma caipirinha por enquanto, Joe. Abri um sorriso e andei até uma das mesas que tinham sofás como cadeiras e olhei para o moreno, tombando a cabeça para o lado. Vamos, não vou te matar. Além do mais, você é muito grande para eu sair arrastando seu corpo morto pelo meio de Miami.




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg 30 Nov 2015 - 14:59


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Com tantas pessoas no mundo para ter trombado, acho que acabei dando sorte. Não pude deixar de olhar de forma suspeita para a garota que conversava comigo e se desculpava por ter esbarrado em mim, enquanto supria o seu vício contemporâneo em relação a tecnologia. Eu mesmo me considerava um viciado em tecnologia até o momento em que passaram a me rastrear por esta. Abri um sorriso divertido com o comentário da morena e a observei em silêncio por um momento, erguendo uma sobrancelha conforme ela começava tagarelar. Eu não confiava nela, não podia confiar em ninguém e muito menos naqueles que era estranhamente simpáticos comigo. Eu tinha que ser inteligente, ficar esperto, pois eu sabia que a máfia poderia ter componentes espalhados pelo mundo too, mas isso também não significava que eu deveria correr.


Eu já havia visto mulheres maravilhosas trabalhando para mafiosos, então a morena diante de mim não seria novidade. Na verdade, aquela era uma técnica comum: contratar ou usar membros do sexo feminino que são extremamente bonitas e por assim dizer - gostosas - para que pudessem desconcentrar os alvos e pegá-los em momentos desprevenidos, e era por isso que eu não confiava na morena. Ela era bonita demais para ser simpática daquele jeito. Por outro lado, se ela trabalhasse para alguém, ela não teria certeza de quem eu era, e se eu fugisse e negasse o seu pedido, talvez eu entregasse a resposta que ela tentava procurar. Eu tinha que me misturar, passar despercebido e fazer tudo o que as outras pessoas fariam e, negar um convite de uma mulher daquela, era definitivamente algo que nenhum ser humano são faria.


Assenti ao seu comentário, sentindo um arrepio com seu nome e abri um sorriso de canto, acenando com a cabeça.


-Sou Vicente Bastarzani. -Me apresentei, depositando um beijo nas costas da mão da garota. -E 'un piacere conoscerla. É um prazer conhecê-la.


Sorri em tom descontraído, a acompanhando em direção ao bar. A morena se sentou sobre uma das bancadas após cumprimentar um homem e fiz o mesmo, observando o local atentamente, me certificando de que não havia nenhum perigo real em estar ali. O bar era muito agradável e me lembrava bastante daqueles que eu costumava frequentar na Itália: As mesas eram acompanhadas de sofás, não cadeiras, as luzes eram fracas, havia um Jukebox posicionado ao lado esquerdo do estabelecimento e em seu centro haviam duas mesas de sinuca, talvez meu jogo preferido depois do pôquer. Olhei de canto para a menina que pedia por uma bebida que não reconheci e então observei o barman, não demorando muito para pensar.


-Dose dupla do seu melhor Whisky, per favore. -Agradeci com a cabeça, conforme voltava a escutar o que a morena dizia. Deixei uma risada divertida escapar dos meus lábios e assenti, me virando para ela. Ergui uma sobrancelha por um breve momento. -Pode ser, mas como sabe que eu não sou um assassino ou coisa do tipo?  Não pode convidar as pessoas para se juntarem a você em bares só porque os acha atraentes, dolce. -Sorri de canto acenando em agradecimento pelo Whisky e beberiquei um gole, olhando em volta novamente. -Möa, che dici ? Um nome diferente.


Comentei cuidadosamente, ao me lembrar de minha prima, Möa, com quem eu costumava brincar quando menor. Eu era dois anos mais velho do que ela, mas isso nunca nos impediu de sermos como carne e unha. Sempre quando pequenos costumávamos visitar nossa avó na Austrália e geralmente eram os melhores verões da vida. Eu, Möa e Izabella, também dois anos mais velha que nossa prima. Nós aprontávamos tanto que chegava a ser infernal. Não sabia ainda como nossa avó nos aguentava. Eu não pensava em Möa há mais de cinco anos, já que a última vez em que a vi foi quando ainda tinha 10 anos de idade. Eu não sabia como o pessoal para quem a mulher trabalhava havia descoberto essa informação tão enterrada, ou se aquela era uma coincidência estranha, mas aquele nome com certeza me trazia desconforto.


-Você disse que mora há um bom tempo aqui... Gosta de Miami?




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Seg 30 Nov 2015 - 15:37



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O moreno com certeza era do tipo charmoso. Todo o ar misterioso e o sotaque estrangeiro era provavelmente uma coisa que caia bem nele. Não pude deixar por um minuto do próprio Michael, que de vez em quando soltava algumas palavras em italiano quando estava no telefone, ou falando com algum parente. Minha atenção voltou para o moreno e dei uma risada leve, pegando o copo que tinha sido colocado em minha frente e brincando com o canudo.

Você não tem cara de ser um assassino. Além do mais, se fosse um assassino não entraria em um bar onde eu conheço o dono, não é mesmo? Não é uma lógica assassinistica muito boa. Dei um sorriso debochado e dei de ombros, dando um gole na bebida gelada. Dei de ombros e continuei com meu discurso, enquanto Joe já preparava minhas batatas-infarto toda vez que eu vinha aqui. Eu posso sim, tanto é que te chamei e você aceitou. Quem sabe eu não sou uma assassina?

Vicent ficou com um semblante sério por um minuto, e eu voltei a beber minha bebida de limão. Joe trouxe as batatas e peguei uma com queijo e cheia de bacon, arfando levemente com o gosto da comida. Olhei para o menino em minha frente e dei de ombros.

Não me julgue sem antes ter comido essa batata, ok? Ok. Dei uma risadinha para aliviar o clima e revirei os olhos. Qual é, olha o meu tamanho, não seria nunca uma assassina. E sim, é um nome diferente. Meu pai disse que é um nome típico de alguma ilha perdida perto das Maldivas, mas eu tive uma prima que me falou que era uma galinha gigante do tempo dos dinossauros. Lambi os dedos e os limpei em um guardanapo, dando de ombros ao lembrar de como eu ficava incomodada com o apelido quando era pequena.

Eu sentia falta de casa, dos meus primos, da minha família em geral. Nunca tive um irmão ou uma irmã para brincar e isso me fez grudar mais ainda nos meus primos. Eu tinha vindo de uma família grande e caótica, onde segredo era uma coisa que não era guardada por muito tempo, e privacidade não era uma palavra conhecida. Voltei a comer as batatinhas e o moreno chamou minha atenção mais uma vez, perguntando sobre Miami.

Moro aqui há quatro anos já. Ah, é ótimo! Você vai adorar aqui, as escolas são boas, e os esportes são realmente levados a sério. Sem falar que a praia é logo na esquina, e não tem coisa melhor do que acordar com o barulho das ondas todas as manhãs, sério. Ele não devia ser tão mais velho do que eu, no máximo três ou quatro anos. Você vai estudar em algum lugar aqui? Digo, em escola ou universidade? Porque veio pra cá, por falar nisso? Tenho certeza que a Itália é um lugar lindo de se morar.




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg 30 Nov 2015 - 16:11


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-Mas como pode saber, dolce? Assassinos nunca têm cara de assassinos.


Ergui umas sobrancelha, observando conforme uma porção de babatas "fritas" era colocada sobre o balcão, trazendo um cheiro delicioso de óleo até  minhas narinas. Observei a morena conforme ela colocava um punhado delas na boca e não resisti em sorrir. Na Itália, a maioria das garotas que eu conhecia pediriam por uma salada. Poucas tinham disposição de comer pratos daquele tipo, e as que tinham, geralmente não tinham o corpo que Möa tinha. Mas tentei não dar atenção a isso. Abri um sorriso debochado com seu comentário e assenti, dando mais um gole na bebida.


-Talvez não precise de uma assassino quando tem questo. -Sorri de canto, erguendo o dedo para pegar um punhado, sentindo o óleo brilhante se espalhar por minha pele. -Isso te infartará antes que algum assassino possa te encontrar. E se não me engano, Möa é um nome Árabe, mas não tenho certeza. Não me surpreende que seu pai queira fazer com que a origem do seu nome pareça ser bem mais legal do que realmente é.


Soltei uma risada divertida, colocando a batata na boca. Mastiguei o salgado cuidadosamente, sentindo seu gosto quase mascarado pela quantidade de óleo. Eu gostava de comidas oleosas, geralmente, mas não era o maior fã de queijo e bacon, por isso talvez eu não tenha amado o salgado tanto quanto a menina. Ainda assim dei um gole na bebida novamente, a observando com cuidado.


-Prefiro versão da comida americana original. Ha troppo formaggio e pancetta, muito bacon e muito queijo. -Dei de ombros, soltando uma risadinha divertida. -Mas entendi suas intenções aqui, dolce. Come essa quantidade de óleo ingerido, nunca ficará bêbada, capite?


Ouvir Möa falar sobre a praia e o mar fez meu coração apertar um pouco, se é que aquilo fosse realmente possível. Minhas únicas boas memórias da infância, tinham como cenário a Austrália. Eu amava aquele país, amava a casa dos meus avós e a última vez em que me senti seguro de fato, foi quando estive lá, nove anos atrás. Meus olhos caíram sobre a morena quando ela perguntou o que eu fazia ali e senti o alarme subir. Dei mais um gole em minha bebida, soltando uma risadinha.


-Assuntos de família me trouxeram aqui, acho. -Dei de ombros, completamente indiferente. -Você vive sozinha, dolce? Ou tem algum namorado para lhe fazer companhia? -Perguntei curioso, bebericando mais um pouco da dose. -Eu vou ter que entrar no colegial, mas me formo no final do ano. Ainda estou pensando se quero fazer faculdade ou não. Ma che dire di te ? Faz o que da vida?



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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Seg 30 Nov 2015 - 16:48



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Ah, eles sempre tem uma marra de assassino. E se eu morrer de infarto, quero que escrevam em minha lápide: Morreu fazendo o que gostava e apaixonada por seu assassino. Falei enquanto colocava as mãos em minha frente e formava um arco de acordo com o que eu falava. Meus olhos se arregalaram quando ele me contou sobre meu nome, e um semblante de dúvida tomou meu rosto. Não sei, eu prefiro ficar com a galinha da época dos dinossauros.

Meus olhos se arregalaram e eu coloquei uma mão sobre o peito, colocando uma feição machucada no rosto. Vicent parecia ser um cara legal. Pelo menos alguém com quem eu realmente conseguia conversar. A conversa simplesmente fluía com ele, e isso me deixava mais tranquila. Por um lado porque eu estava em casa, e, bem, Joe estava ali caso algo desse errado e ele realmente fosse um assassino ou um psicopata, e parte porque parecia que nos conhecíamos a anos, e eu tinha o conhecido, literalmente, há vinte minutos.

Como você pode dizer uma coisa dessas? Queijo e bacon é a combinação que deu origem a todas as coisas gostosas do mundo. Dei mais um gole em minha bebida e assenti para Vicent, que tinha a completa razão sobre o que estava falando. Na verdade, eu só estava comendo porque eu gosto, mas isso é um bônus. Eu simplesmente não poderia ir comparar laços morrendo de fome.

Dei de ombros e limpei as mãos, me encostando na parte fofa do sofá. Olhei para o moreno que tinha um semblante pensativo no rosto, enquanto ouvia sua resposta sobre sua família. 'Não estamos todos aqui por isso?' Esse era meu único pensamento, que me trouxe um sorriso para os lábios. Neguei levemente a cabeça e dei uma risadinha com sua pergunta, meus pensamentos passando apenas por uma única pessoa.

Na verdade não. Eu moro sozinha... Ou quase isso. É complicado, minha amiga precisou de um teto, e está morando aqui por alguns meses, mas nada demais. Dei de ombros e olhei para o moreno, observando seu semblante. Eu não namoro. Pelo menos não agora. Estudo na Winterfield, é meu último ano lá também. Sou parte das Cheerios do Rugby. Por isso comentei sobre os lacinhos que eu estava caçando. Não espere muito da minha história, Vicent. Meus pais são podres de ricos, mas dois babacas que nunca cuidaram da sua filha, eu recebo uma pensão mínima que eles insistem em me dar. O resto eu pago com meu trabalho.

Dei de ombros e finalmente terminei minha bebida. Cruzei os braços e olhei curiosa para ele, querendo saber um pouco mais do que estava fazendo aqui.

Agora que chegou aqui, o que pretende fazer da vida?




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg 30 Nov 2015 - 17:12


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Uma risada sincera, quase uma gargalhada escapou dos meus lábios quando escutei o que Möa - ou a mulher que dizia se chamar Möa - me falou sobre o texto que gostaria em uma lápide. Eu nunca pensei de fato no que eu gostaria de ter escrito caso morresse. É claro que ela estava brincando quando me contou o que gostaria e sua dedicatória na estátua de mármore, mas a brincadeira me fez pensar de verdade e questionar. Quando eu morresse, o que teria para falar de mim? Pai amado? Filho querido? Eu não tinha mais pais para me amar e duvidava bastante que eu fosse me casar um dia, pelo menos antes de morrer. Irmão querido? Talvez. Eu só esperava que Iza me odiasse menos com o tempo e entendesse que nossa mudança tinha motivos sólidos.


-Galinha da época dos dinossauros é definitivamente mais legal... Mas não tem aquela teoria de que as galinhas hoje são os dinossauros do passado? Ok, vou parar de desconstruir as ladainhas da origem do seu nome. -Dei risada novamente, erguendo o dedo em pedido de uma nova dose. Bebi o resto do líquido no copo, apoiando o copo vazio contra a madeira, deixando marcar pelo suor no vidro do líquido gelado. -Comprar laços? Che cosa ? Isso é alguma gíria americana,dolce?


Perguntei sinceramente confuso com seu comentário em relação a sair bêbada para comprar laços. Deixei meus dedos passar pelo copo gelado, sentindo suas pontas se umedecerem com o líquido que escorria pelo vidro. Abri um sorriso em agradecimento quando o novo copo chegou até a mesa e deixei que o garçom levasse o vazio, dando um novo gole em meu mais novo pedido. Ergui uma sobrancelha, escutando sua história e em seguida sua pergunta curiosa.


-Isso é muito legal, dolce. Ammirevole. -Abri um sorriso genuíno, exibindo todos os meus dentes. Era realmente um traço legal, eu não pude deixar de me sentir admirado. -Viver por si só, independência, são sentimentos que ninguém pode nos dar, apenas nós mesmos. E não há nada melhor. Continuate così -Pisquei, soltando uma risadinha que morreu no mesmo momento em que ela fez sua última pergunta. Parei por um momento, pensativo. -Essa é uma pergunta realmente difícil para mim. Eu não sei nem mesmo se continuarei em Miami. Eu estou como passageiro.


Dei de ombros, não falando muito mais do que isso. Eu ainda não confiava nela, por mais que fosse uma mulher dócil, então não daria detalhes sobre minha vida ou paradeiro, não era burro. Por mais que eu sequer tivesse um paradeiro ainda. Minha vida a partir dali era um mistério, ficar em Miami ou não ainda era uma decisão. Meus olhos caíram sobre uma mulher que se aproximou da mesa e então se sentou ao lado de Möa, cabelos ruivos amarrados em um rabo e um decote grande demais para não chamar atenção. Desviei os olhares para o copo, mas logo ergui uma sobrancelha para ela, um tanto confuso. Ela parecia extremamente bêbada e mal conseguia manter seus olhos abertos. Um sorriso bêbado se abriu em seu rosto.


-Você é gato. -Ela falou em tom embolado, me dando uma piscadela e se virando para a morena ao meu lado. -Mas você é mais. Vocês dois são. Eu quero transar com os dois. Topam?


Meus olhos se arregalaram e eu tive que rever o inglês em minha mente para ter certeza de que havia entendido corretamente. Meus olhos se viraram para Möa e tive que dar um gole em minha bebida para evitar de dar risada. Olhei seriamente para a mulher, agora parecendo realmente preocupado. Ela tinha 17, no máximo 18 anos de idade e sequer deveria estar bebendo, tampouco bêbada daquela forma. Olhei para ela, apoiando as mãos sobre a mesa de madeira.


-Parlare, signorina, qual é o seu nome? Está acompanhada? Quem veio com você?



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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

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Nenhuma gíria, caro italiano. Apenas laços. Aqueles que você coloca no cabelo.

Um sorriso cresceu em meu rosto quando o ouvi falar sobre ser independente. Essa era a única coisa que eu queria, e um completo estranho tinha entendido meu ponto de vista, pela primeira vez na vida. Nem minha melhor amiga aceitava minha decisão. Ou pelo menos aceitava minha vontade de muito mal gosto. Se estivéssemos em uma festa, esse seria o momento que eu faria alguma graça para chegar perto dele, ou mesmo fingir que não tinha ouvido o que ele tinha falado. Mas aquilo não era uma festa, e não estava no clima para qualquer coisa.

Entendi. É uma pena que esteja de passagem. É um lugar muito bom para se morar, de verdade.

Lhe ofereci um sorriso sincero, porém decepcionado. Joe trouxe a segunda bebida, e o agradeci brevemente, já avisando para colocar as bebidas e a batata na minha conta. Ah as vantagens de ter um conhecido dono de bar. Uma garota chegou aos tropeços em nossa mesa, e se sentou ao meu lado. Ela agia completamente bêbada, mas seu corpo não cheirava a nenhum tipo de bebida alcoólica. Para ser sincera, eu não a tinha visto se quer entrar no estabelecimento. Dei uma risada com suas palavras bêbadas e mais ainda com a reação de Vicent.

Eu me sinto lisonjeada, de verdade. Mas não hoje. Qual o seu nome mesmo? Perguntei quando notei que tinha ignorado a pergunta do moreno em minha frente. A ruiva olhou para mim brevemente e abriu um sorriso, olhando de volta para Vicent. Apertou os braços um pouco mais em cima da mesa e se apoiou ali com os cotovelos. "Meu nome é Möa. Não é exótico?" Um sorriso cresceu em meu rosto e toquei seu braço, lhe chamando atenção. Cara! Eu me chamo Möa! Nunca achei que fosse conhecer alguém com o mesmo nome que eu! Seu pai também te contou das ilhas Maldivas?

Ela abriu um sorriso, enquanto o semblante de Vicent começava a ficar mais sério. Ele pousou o olhar no meu, e eu tombei a cabeça para o lado, lhe perguntando silenciosamente o que tinha de errado. A garota segurou em meu braço e soltou uma risada.

"Porque não saímos daqui e vamos para o meu apartamento? É a algumas quadras daqui, super perto! Eu tenho certeza que vocês dão um caldo. Möa e Max, até combinam!"

Minhas sobrancelhas se estreitaram em minha testa e eu olhei para a garota que ainda segurava meu braço. Isso não fazia sentido. Quem era Max? Olhei para Vicent e ele estava estático em sua cadeira.

Espera, quem é Max? O nome dele é Vicent, acho que você o confundiu com alguém... A garota olhou para mim e abriu os olhos, enfiando a mão em sua bota e puxando uma arma consigo, e a apontou para Vicent. Meus olhos se arregalaram e eu tentei puxar o braço de sua mão, sem sucesso. Mas que merda é essa?! Dei um berro e a garota deu um tiro para cima.

"Max, ou você vem comigo, ou a bonitinha não sai daqui hoje sem pelo menos alguma parte dela sangrar." Olhei em desespero para Vicent e a garota virou para mim. "Mais uma otária que caiu na sua ladainha?"

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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter 1 Dez 2015 - 16:25


save tonight



fight the break of dawn. Come tomorrow - tomorrow I'll be gone. Save tonight and fight the break of dawn. Come tomorrow - tomorrow I'll be gone. There's a log on the fire and it burns like me for you, tomorrow comes with one desire to take me away. It ain't easy to say good bye, darling please - don't start to cry 'cause girl you know I've got to go and lord i wish it wasn't so

Meu sorriso morreu no exato momento em que a bêbada de cabelos ruivos nos falou o seu nome. Möa. Ou as duas mulheres trabalhavam para o mesmo grupo de mafiosos e haviam errado a comunicação e escolheram um mesmo nome falso, ou apenas uma delas era furada, e eu poderia chutar dizendo que a ruiva era mais propícia a tal ato. Eu estava em choque ao pensar que alguém possa ter errado tão feio em uma encenação, mas talvez minha sorte naquele dia tivesse sido encontrar Möa. Duas já era coincidência demais, quase improvável.


Mudei de posição desconfortável e observei as duas garotas, ereto, totalmente cuidadoso conforme elas conversavam. Se a Möa morena estivesse atuando, era infinitas vezes melhor do que a de cabelos ruivos. Ouvi o nome "Max" ser dito em voz alta e mais do que nunca fiquei abismado com a burrice da pessoa que a máfia havia colocado em uma missão. Se queriam minha cabeça, teriam que fazer muito melhor. Coloquei a mão sobre minha arma e no mesmo momento vi os olhos do dono do bar, conhecido da Möa morena, olhar em nossa direção, curioso com o que estava a acontecer. Eu não podia foder meu disfarce, principalmente porque sabia que era uma questão de tempo até a ruiva fazê-lo. E como previ facilmente, a mulher estúpida ergueu a arma, a apontando para a cabeça da minha acompanhante.


Observei a cena tranquilamente, fingindo estar surpreso com a ação dela. Amadores. Ergui as mãos em rendição e mantive as mãos no ar, conforme Joe corria até o balcão e agarrava o telefone, chamando pela polícia. Era uma questão de tempo até a ruiva se dar mal, porém caso a polícia chegasse, eu estaria tão ferrado quanto ela. Tínhamos que sair dali, donna stupida! Olhei para a ruiva cuidadosamente, acenando com a cabeça.


-Va bene , vince, tudo bem, você ganhou.[/i] -Assenti, me colocando de pé cuidadosamente. -Não atire nela, por favor. Vamos resolver isso, eu vou com você.


-Acha que eu sou burra? Credi che sia stupido , ragazzo? -SIM! Quis dizer, mas me contive. -Ela vem conosco.


Soltei um suspiro impaciente diante de tanta burrice e inexperiência, mas apenas assenti. Möa foi empurrada em minha direção e a segurei em meus braços, fazendo com que ela não tropeçasse e caísse. Olhei para a mulher de cabelos ruivos, sentindo o cano da arma pressionando minhas costas e apenas obedeci, deixando o estabelecimento, tentando parecer tão nervoso quanto um refém se sentira.


A van negra estava estacionada do outro lado da rua e eu não poderia deixar que a mulher nos levasse até lá. Ela provavelmente estaria sozinha e então minhas chances de ganhar uma briga diminuiriam um tanto. Apenas fingi tropeçar soltando um suspiro e cambaleei, empurrando o corpo para dentro de um beco, como se tivesse quase caído naquela direção. A mulher de cabelos vermelhos revirou os olhos impacientes e caminhou até mim, ficando os dedos gelados contra a pele do meu braço.


-Puta Che ha dato vita ! Olha por onde anda, es...


Não esperei ela terminar a fala. Como havíamos entrado em um beco e estávamos fora da vista da maioria das pessoas, imobilizei a sua mão direita - que segurava a arma - e fiquei de costas para a garota, subindo o cotovelo a ponto de batê-lo contra o seu rosto, a desequilibrando. Puxei a arma da sua mão e então a empurrei contra a parede, fazendo com que ela batesse o corpo e caísse sentada no chão. Apontei a arma em sua direção, tendo tirado-a tão facilmente quanto doce de criança, tão ridiculamente quanto. Olhei fundo dentro dos olhos assustados da menina, enquanto uma única fina tira escarlate de sangue descia por seu nariz.


-Mi ascolti attentamente, vou perguntar apenas uma vez: para quem você trabalha?


-Para Baseggio! Baseggio! Ele quer tua cabeça, ele...


Um único estrondo foi ouvido e com ele a bala que entrou na testa da mulher, novamente fazendo uma fita escarlate escorrer por sua testa. Tirei do bolso uma flanela e cuidadosamente limpei a arma, tentando apagar qualquer impressão digital nela, jogando-a perto do corpo da mulher, sentada em uma posição estranha. Matar havia sido um problema para mim um dia, mas atualmente era tão simples e indiferente quanto qualquer esporte. Limpei as mãos, batendo por poeira e então me virei na direção da menina de cabelos castanhos ao meu lado, que me observava assustada, provavelmente pronta para sair correndo.


-Não fique aí parada, dolce. Temos que ir antes que a polícia apareça.


Falei um pouco desconcentrado por conta da informação que havia roubado da mulher. Então era Baseggio, eu estava certo. Ele estava por trás de tudo isso, era ele quem procurava por mim. Senti o sangue em minhas veias ferver e tive que segurar a vontade de voltar para a Itália. Eu tinha que ligar para Marco, tinha que falar com ragazzo e tinha que matar aquele miserável. Mas antes eu precisava de um telefone descartável. E tirar Möa dali. Pelo menos antes que a polícia ou o resto da tropa de Baseggio aparecessem.





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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Ter 1 Dez 2015 - 18:32



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Eu deveria ter dado ouvidos para ele. Eu não deveria ter o chamado para tomar um drink, e eu definitivamente precisava rever meus conceitos sobre falar com alguém só porque ele é bonito. Todo o diálogo entre os dois me deixava cada vez mais confusa, e isso não me trazia mais nenhum conforto. Olhei a minha volta enquanto as pessoas se abaixavam em suas mesas, nos olhando como se fossemos aberrações, ou alguém que deveria estar no noticiário das sete. Meu coração estava a milhões de batidas por segundo, e eu não conseguia sentir minhas pernas enquanto saíamos do estabelecimento.

Joe gritava meu nome e já tinha ligado para a polícia, enquanto Vicent, Max, quem quiser que ele fosse me guiava para o outro lado da rua. Eu estava antonina. Minhas pernas me levavam em um movimento automático, enquanto eu olhava para os lados da rua, observando se tinha alguém conhecido que eu pudesse correr para salvar minha vida. Vicent tropeçou em direção a um beco e me levou junto com ele, praticamente me jogando para dentro do lugar. Me apoiei nas paredes, e voltei ao meu estado de equilíbrio, virando para os dois em minha frente. Eu não conseguia dar uma palavra sequer, e meus olhos apenas observavam a conversa entre os dois, até que Vicent deu um tiro no meio da testa da ruiva.

Meus ouvidos zuniram, e meu corpo ficou gelado. Eu gostava de achar que era independente, e que eu estava pronta para qualquer coisa que aparecesse em minha frente em Miami, mas eu não estava. Eu nunca tinha visto isso. O sangue espalhado pela parede do beco, o olhar de desespero da garota, e a calma de um homem que tinha acabado de matar uma menina. Eu sentia meu sangue passar pelos meus dedos, e meus olhos só saíram do corpo imóvel da garota para o moreno em minha frente, quanto o mesmo falou para chamar minha atenção.

Quem, diabos, é você?! O desespero era evidente em minha voz. Aquilo era horrível. A vida de ninguém precisava ser tirada daquele jeito. Era completamente não-natural. Era grotesco, e eu nunca tinha visto algo tão horrível se passar diante dos meus olhos. Você tem que sumir daqui, ok? Foi um prazer te conhecer... Seja lá quem você é!

Meus pés me tiraram do meio do beco e eu passei pelo moreno, esbarrando no mesmo e saí pela rua, desorientada. Virei a direita até ouvir as sirenes dos carros da polícia. Merda, merda, merda! Virei para o outro lado da rua e corri, corri pela minha vida e como se não houvesse amanhã. Meu coração agora estava acelerado, e Vicent começou a correr do meu lado, e por um minuto eu queria colocar a perna em sua frente e avisar aos policiais que ele tinha matado aquela moça. Mas eu não podia ser presa. Eu nem sabia o que estava acontecendo! Viramos a esquina e eu entrei na primeira loja que tinha encontrado. Era uma loja grande, de objetos para usar em casa. Coloquei a mão na cabeça e olhei para o moreno mais uma vez.

Eu juro que nunca mais falo com um estranho, ou tento ser legal! Você sabe que acabou de tirar uma vida de alguém?!

Cochichei para ele com o tom de voz mais bravo que eu consegui. Eu só esperava não parecer um esquilo tentando fazer aquilo.

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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter 1 Dez 2015 - 18:53


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E Möa passou exatamente pelo que eu tinha medo que Izabella passasse um dia: O susto, o mundo do tráfico e da violência. Abri a boca para tentar me explicar, mas assim que fiz, a menina saiu correndo o mais rápido que podia para longe de mim. Eu também não tinha o que dizer de qualquer forma. Matar não era bonito, não era socialmente aceito, mas era simplesmente necessário, pelo menos para mim. E eu não esperava que ninguém realmente entendesse. Minhas motivações não eram bonitas, heroicas ou admiráveis. Eram pecados, era a ira, a vingança e a vida que eu havia escolhido era ilegal, mas eu não ligava. Aquela era a minha vida e a única coisa que cabia a mim era viver.


Eu já havia passado por tantas situações como aquela que chegava a ser cômico. Dei cinco segundos de vantagem para Möa e então comecei a correr também, diminuindo os passos quando estava a uma distância segura do local do assassinato e então me misturando na multidão até adentrar a loja em que a morena estava. Assim que a encontrei, ela começou a me fazer perguntas e questionar como eu pensei que fosse acontecer hora ou outra. Parte de mim queria apenas deixá-la ali e ir embora, mas eu tinha que me certificar de que ela não iria abrir o bico. E eu não estava afim de matá-la por ter visto demais. Ao mesmo tempo em que Möa tagarelava eu comecei a pensar em minhas opções e estas eram poucas:
1) Matá-la: era rápido, nada dolorido e provavelmente o mais eficiente. Ainda assim o tio de Möa havia me visto saindo do bar com ela  e quando o corpo da ruiva e da morena fossem encontrados, eu receberia atenção indesejada.
2) Sequestrá-la: eficiente, mas irritante. Möa era tagarela e eu duvidava muito que eu fosse aguentá-la por muito tempo, porém com os dois desaparecidos, talvez eu não me enquadrasse como um suspeito. Ou talvez sim. Mas nós dois estaríamos longe demais para alguém nos achar.
E entre as duas, a segunda era a melhor opção.


-Ah, meu amor! -Exclamei, dando risada e puxando Möa até mim. Abri um sorriso, encostando o cano da arma contra suas costas e sorri descontraidamente, deixando o objeto bem escondido entre o meu corpo e o dela. -Vamos pra casa agora! Depois nos preocuparemos com decoração. -Com um olhar discreto e intuitivo, encarei a morena e então sussurrei, de forma com que apenas ela pudesse ouvir. -Ascoltate bene, preste muita atenção: Se você gritar, muore, se pedir por socorro, muore, se olhar estranho para alguém e sair do personagem, muore. Capito ?


Abri um sorriso largo, depositando um beijo no rosto da menina e caminhando com ela em direção ao lado de fora do estabelecimento. Eu só precisava resolver algumas coisas antes de levá-la comigo.


[...]


-O que achou da escolha de carro, dolce? Com uma Masserati GranCabrio, apenas me pareço com mais um italiano milionário... O que eu sou.


O carro estava em perfeito estado e se o seu dono anterior tivesse se preocupado um pouco mais com a faculdade de administração, não teria falido a empresa do pai. E essa era a melhor coisa a se fazer: comprar um carro usado e quase 0km. Aluguel precisava de registros demais, burocracia demais, e era impressionante como era fácil encontrar carros a venda em Miami. Abri um sorriso para Möa, lhe dando uma piscadela que ela provavelmente não viu através dos óculos escuros, ou talvez ela simplesmente estivesse ocupada demais checando as amarras em suas mãos ou tentando não engasgar com os cabelos que voavam em seu rosto por causa do conversível.


-Não fique triste comigo, dolce. A saída era essa ou te matar. Infelizmente eu sinto em te dizer que não posso mais te deixar ir embora, eu não confio em você. E onde está o seu celular? -Perguntei, tateando os jeans da menina até encontrar o volume do seu celular, tirando-o do seu bolso e jogando-o para a rua. Olhei para ela novamente, soltando um suspiro. -Nós vamos fazer uma pequena mudança nessa sua aparência e deixaremos Miami. A partir de hoje, o seu nome é Francesca, você é uma imigrante francesa... E se você não quiser brincar, bene, então terei que te matar. -Olhei para ela rapidamente. -Não queremos isso, giusto?


Chequei pela décima vez se não estávamos sendo seguidos e suspirei, conforme o carro voava pelos asfaltos em direção ao hotel onde havia deixado minha irmã. Eu havia dito para ela que Miami provavelmente seria temporário, e qualquer coisa era só explicar que havia acabado encontrando uma amiga no caminho. Caso contrário eu teria que me livrar de Möa antes de encontrar com Izabella.


-Agora a pergunta que não quer calar: O que você acha de Minnesota? Um bom lugar, certo?





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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Ter 1 Dez 2015 - 20:02



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Nunca, em nenhu dia da minha vida, eu ia achar que ia viver um tipo de filme policial americano que sempre estreia em Hollywood. Mas era exatamente como eu estava me sentindo. Logo depois que entrei na loja, Vicent, literalmente, me sequestrou de lá, comprou um carro usado, e nos colocou na estrada. Eu não estava nada feliz. Agora, nesse exato segundo, eu tinha as mãos presas com uma corrente que com certeza ia me deixar marcas, meu cabelo voava porque ele tinha que ter comprado um carro conversível. Eu estava começando a perder a paciência. Mais cedo, na loja de decoração, eu tinha que ter colocado todas as minhas aulas de teatro à prova. E só consigo pensar em uma coisa: Elas serviram para algo, já que ninguém se moveu para me tirar de perto dele, ou até mesmo deram uma risadinha quando ele falou sobre a decoração da casa.

Eu estava de bico? Sim. Eu estava agindo como uma criançad e cinco anos? Também. Mas eu não ligava para isso agora. O que eu mais queria era irritar ele o suficiente a ponto de conseguir me livrar dele, de um jeito ou de outro. Revirei os olhos e joguei a cabeça para trás, tentando tirar os fios que entravam nos meus olhos e em minha boca.

Para uma pessoa que tem bom gosto, esse carro é uma merda. Se tivesse pego o Mustang GT desse ano, eu até poderia responder sua pergunta. Revirei os olhos e olhei para as placas que direcionavam para os outros estados. Eu me recusava a sair dali! Meu deus, no que eu tinha me metido? Você não confia em mim?! Você acabou de matar uma moça e é em mim que você não confia?! Pelo amor de deus, pela manhã eu estava fazendo minha meditação, não deveria nem ter saído de casa hoje.

Bufei e voltei a olhar para o meu lado da janela. Sim, aquela era a última vez que eu era legal com algum estranho. Ele tinha me avisado, como eu tinha sido burra! Sua pergunta sobre o celular me alertou, e eu fiz de tudo para colocar minha bunda para longe dele. Seu braço lutava com o meu corpo, enquanto eu fazia barulhos que não eram humanos e tentava o tirar de perto de mim, sem sucesso. Vicent jogou meu celular pela janela e eu o encarei, sem acreditar no que tinha acabado de ver. Ele era tão... Ah! Ele não me dava ouvidos por um minuto, e isso era extremamente irritante!

Ok, primeiro, eu não vou me chamar Francesca, eu não vou te responder. Segundo, eu não vou deixar Miami! Tenho uma casa para cuidar, com uma visita para tomar conta e não torrar meu dinheiro, e eu também não vou deixar minha escola. Eu treinei demais para não ir na minha competição, ok? Além do mais, o quão óbvio é uma garota chamada Francesca que veio da França e tem um sotaque australiano?

Falei com a voz derrotada mas com um tom de irônia e neguei quando ele citou Minnesota, e que eu teria que entrar em sua atuação. Eu não podia fazer nada agora. Eu sequer sabia o que ele era. Era um psicopata que iria tirar toda a pele do meu corpo, ou se ele tinha que apenas me apagar do resto do mundo. Encostei a cabeça no banco e voltei a olhar para fora do carro, sem saber o meu destino.

Sabe, se você está esperando chegar em algum lugar desértico para me matar, eu podia pelo menos entender o porque de estar sendo sequestrada. Depois vai acabar virando mais um episódio de CSI: Miami, e eles não vão mais te achar pelo resto da sua vida.

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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter 1 Dez 2015 - 20:28


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Não posso dizer que não estava surpreso. Eu já havia sequestrado antes, já havia levado pessoas comigo para longe, deixado-as em locais isolados, mas nunca, jamais havia visto um comportamento tão tranquilo quanto o daquela garota. Ergui uma sobrancelha com os olhos focados na estrada conforme Möa começava com seu blá-blá-blá incessante. Deus! Revirei os olhos alguns vezes e tive que me segurar para não rir em outras. Ela obviamente não havia se dado conta de que aquilo era um sequestro e não uma brincadeira. Era inexplicável como ela poderia estar tão confortável comigo daquela forma, como se fôssemos conhecidos de tempos, como se eu não fosse seu sequestrador.


-Chamar uma Maserati de bosta não é esperto, bella. É um dos melhores carros que já dirigi, e você não achou meio engraçado? Um italiano em um Maserati? Eu achei divertido, almeno. -Não resisti em exibir os dentes em um sorriso com a continuação do seu falatório. A coisa mais cômica do mundo eram suas tentativas de afastar seus cabelos sem as mãos. -Eu não sei se não ficou muito claro, mas eu sou o cara com a arma. Isso significa: Eu falo, você obedece. Capito? -Olhei de canto para ela sem conseguir tirar o sorriso do rosto. -Você não tem escolha, bella. Ou brinca por minhas regras ou poderei de enterrar junto com a menina que também disse se chamar Möa.


Conforme Miami foi ficando para trás, fui desacelerando o carro na medida em que estávamos longe de qualquer civilização. Entrei por uma estradinha de terra em direção a um acumulado de árvores e dirigi mais alguns quilômetros até que eu tivesse certeza de que não havia ninguém por perto. Parei o carro, tranquei as portas e apertei melhor as correntes nos pés e mãos da menina amarrada ao meu lado. Virei meu corpo em direção á morena e a observei por um momento, tentando ignorar qualquer aspecto físico que pudesse me tirar do sério. Tirei os óculos escuros também, agora para que ela pudesse ver que eu estou falando sério.


-Isso é um sequestro, bella, e agora eu preciso que você me responda com muita atenção: Quando você sumir, quem vai procurar por você? -A observei cuidadosamente, esperando uma resposta séria. -Eu não posso ficar mais aqui, me encontraram, você também não pode mais. Você sabe demais. Eu tenho duas opções, sendo estas te matar ou me certificar de que você não vai abrir a boca. E salvami, eu não vou te libertar se me implorar que não vai abrir a boca, não perca seu tempo. Então é o seguinte: O que você quer? Morrer ou ficar comigo?


Ergui uma sobrancelha a observando com atenção. Eu precisava de uma resposta séria, sincera e que ela pudesse escolher, porque a partir daquele momento, se Möa fosse minha prisioneira, ela teria que colaborar comigo. Teria que mentir para Izabella, teria que mentir para o mundo e simplesmente desistir de ser Möa. Largar toda a sua vida para trás, amigos e família. Viver longe de onde nasceu, longe de todos que conhece.


-Eu não vou rir e explicar meus planos diabólicos, isso não é desenho animado, per amor di Dio. Se você prometer se comportar e me obedecer direitinho, as coisas serão mais fáceis. Eu gostei de você, Möa, e estou tentando aceitar que essa é uma razão boa suficiente para eu poupar a sua vida. Não desperdice a chance, certo? -Ergui a mão cuidadosamente, tocando as mechas de cabelo de cor marrom da menina. -Porém viver significa deixar tudo para trás. Eu tenho documentos falsos, você não mais será Möa. -Comentei por fim, sacando a arma do cós e então a destravando. Olhei para a menina em curiosidade. -Então... O que vai ser?




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Ter 1 Dez 2015 - 21:50



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Era inútil tentar conversar com ele. Era inútil tentar sair daquele carro, e era mais inútil ainda tentar lhe dar outra saída. Não posso o culpar, ele devia estar nesse negócio há anos, ninguém matava uma pessoa a sangue frio do jeito que ele fez, sem demonstrar um pingo de emoção no rosto. Enquanto ele ainda falava sobre o carro, a cara de infelicidade que estava em mim, com certeza era a do pior tipo. Eu escorreguei no banco e quase deitada, continuamos a viagem.

Vicent parou o carro no meio de uma floresta e eu olhei a nossa volta: ninguém escutaria meus gritos em 50 metros de distância. O moreno me puxou para cima do banco e apertou ainda mais as correntes, me fazendo soltar um gemido de dor, e uma careta se formar em meu rosto. Vicent agora tinha um semblante sério, e começou a me questionar. Seu tom de voz me deixava um pouco aflita, mas eu não sabia bem o que lhe falar. Eu morava sozinha, meus pais não iam ligar para o meu sumiço, e minhas amigas, com certeza, não levariam a sério. Ele me observou por um longo momento, antes de começar a falar mais uma vez.

Ninguém... Eu acho. Dei de ombros e balancei a cabeça, jogando o cabelo para o lado para o tirar de minha visão. No máximo Nicole. M-Mas eu duvido muito.

Minha voz agora passava um tom de incerteza. Eu realmente não sabia quem daria minha falta a ponto de ligar para a polícia. Ele assentiu brevemente, e eu endireitei o corpo, pronta para começar a falar. Eu não ia contar nada para ninguém, eles não iam nem saber da existência de Vicent se dependesse de mim. Mas eu não sabia como podia mostrar isso pra ele, e, mesmo que conseguisse, ele não ia acreditar em mim. Fiquei calada por longos cinco minutos, pesando minhas possibilidades: 1) Eu poderia gritar, e tomar um tiro no meio da testa; 2) Poderia tentar correr, cair por estar com os pés amarrados, bater a cabeça e tomar um tiro; 3) Ir com ele por livre e espontânea vontade, e rezar para não tomar um tiro. Minhas possibilidades vieram a acabar quando senti sua mão tirar meu cabelo da frente da minha face. Virei o rosto para o lado, evitando ser tocada por ele e, pela primeira vez, me senti ameaçada em sua presença. Ele mexei no gatilho da arma, e fez sua pergunta final.

Eu vou com você.

Dei meu ultimato com lágrimas nos olhos e virei meu corpo para frente, colocando as pernas para cima do banco, e me encolhendo o máximo que eu podia. Ele ligou o carro mais uma vez e foi na faixa em direção ao Alabama, e tudo o que eu podia fazer era olhar a paisagem que se passava por nós. Eu não tinha o que falar, muito menos o que conversar.

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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter 1 Dez 2015 - 22:10


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A ficha do que estava acontecendo finalmente pareceu cair para Möa e, por mais que isso fosse o que eu queria, me senti mal quando aconteceu. Como uma criança indefesa ela me deu as costas e então se encolheu no banco, escondendo o rosto para que eu não pudesse vê-la chorar. E eu não a culpava. Eu ficaria arrasado se tivesse que deixar tudo para trás, minha vida, amigos e seja mais lá o que ela tivesse. Porém eu não tinha opção, eu havia lhe dado as opções e eu sabia que ambos torciam arduamente para que esta não fosse a morte.


Decidi dar pelo menos um tempo para ela, então liguei o carro e voltei a dirigir em direção á estrada. Alabama, era lá onde minha irmã estava hospedada e onde eu estava indo buscá-la. Eu estava focado na estrada, e por mais que me recusasse a admitir, de tempos em tempos virava para me certificar de que estava tudo bem com Möa. Ela me lembrava Izabella de certa forma e aquilo era assustador. Soltei um suspiro ligando o rádio e então deixei a música abafar meus pensamentos. Não queria mais pensar em Möa, no homem que queria a minha cabeça e provável assassino do meu pai. Eu precisava respirar, e por hora, apenas isso.


Mais alguns quilômetros rodados e mais uma vez tive que tomar uma estrada de terra para uma nova parada. Desci do carro, batendo a porta atrás de mim e caminhei até o porta-malas alcançando minha maleta e tirando de lá um novo bolo de documentos, queimando os antigos de Vincent que trazia comigo. Procurei também por documentos estrangeiros e caminhei até onde Möa estava, abrindo a porta e apoiando a arma contra minha cintura novamente, mas onde eu pudesse alcançá-la caso precisasse. Ergui o bolo de documentos para ela, a observando cuidadosamente.


-Escolha bem uma identidade, você será ela agora. -Falei tranquilamente, arrancando a camisa que usava e a jogando dentro da mala. Arranquei outra camisa, dessa vez uma social, a vestindo. Fiz o mesmo ao tirar um chapéu. -Nós precisamos fazer com que você se pareça menos você possível, ok? Mudar cabelo, roupas, tudo o que precisarmos. Devemos ter algum documento australiano, escolha um se quiser.


Comentei novamente, fechando o porta-malas e entregando um vestido para Möa. Abri um sorriso de canto, levando a mão até a nuca, me sentindo inexplicavelmente sem jeito. Limpei a garganta, pousando as mãos sobre os pulsos amarrados da menina, forçando-a a olhar para mim.


-Eu vou te soltar, mas você tem que me prometer que não vai fugir, ok? Eu não quero te machucar, Möa, realmente não. Mas se precisar, irei fazer sem problemas. Hai capito ? -Soltei um suspiro, novamente coçando a nuca. -Eu preciso que você me ajude em uma coisa também... Eu tenho uma irmã e... Bem... Ela não sabe sobre esse meu... Estilo de vida. Então você será uma amiga distante, ok? Precisa mentir para ela também, infelizmente.


Falei o mais delicadamente possível, soltando as correntes das mãos e dos pés de Möa, atento de que ela não iria escapar. Olhei para meus braços maquiados que pareciam ironicamente limpos com todas as minhas tatuagens cobertas e desejei poder tomar um banho, mas sabia que eu teria que parar com Möa para fazer compras antes disso. Dei as costas para onde a menina estava e então me sentei novamente sobre o banco de motorista, voltando a ligar ao carro. Próxima parada: hotel.




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Ter 1 Dez 2015 - 23:23



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Meus olhos oscilavam entre olhar a paisagem que passava diante dos meus olhos, e fechá-los para evitar que mais lágrimas caíssem, ou apenas para passar o tempo. Eu tinha a vida perfeita em Miami. Eu tinha meus amigos, um trabalho que eu adorava, meu grupo de líderes de torcida, e toda uma vida pela frente. Eu já tinha meus planos. Eu queria ir para a faculdade, e terminar o semestre com notas A para conseguir entrar na melhor universidade de Miami. Mas parece que a vida realmente nos coloca em estados momentâneos, até que uma bomba exploda sobre sua cabeça.

Meus pais passaram pela minha mente por um minuto. Eu não sabia quando meu pai ia responder, e se respondesse, ia ficar preocupado que eu não teria mandado o orçamento. Não o suficiente para ser uma ameaça para Vicent, mas suficiente para me deixar com peso na consciência. Parei para prestar atenção onde estávamos quando paramos mais uma vez no meio de uma estrada de terra. Me endireitei no banco e olhei para o moreno, que ia até a mala do carro e começava a mexer em algumas coisas. Voltei a olhar para frente e ele me entregou uma papelada e eu segurei, com um pouco de dificuldade.

Certo. Assenti levemente e comecei a olhar pelas fichas. A primeira australiana morena que eu consegui enxergar lhe entreguei, e logo em seguida lhe entreguei o resto das fichas. Pode me chamar de Emma agora.

Peguei o vestido que ele tinha jogado em minha direção e comecei a pensar como iria colocar aquilo em meu corpo. Já era complicado o suficiente colocar um vestido, mais ainda quando se estava amarrada. Vicent segurou meus pulsos doloridos e eu me recusei a fazer uma cara feia.

Qual é, Vicent. Acho que eu sou um pouco mais esperta do que isso. No meio de uma estrada de terra, sair correndo de um cara que tem uma arma não é uma opção viável, não acha?

Revirei os olhos e esperei que ele tirasse as correntes. Um suspiro de alívio saiu de meus lábios, e eu olhei a minha volta. A primeira coisa que tirei foi o short, e logo depois a blusa. Eu não ligava mais para aquilo. Inferno, se eu estava presa com ele, não era com ele me ver de roupa íntima que eu ia me incomodar. Eu fazia isso no meu trabalho. Peguei as peças de roupa do chão e joguei na pequena fogueira que ele tinha feito para queimar os arquivos, e voltei para o carro, colocando o vestido e logo me sentando no banco do passageiro.

Ótimo, mais uma pessoa que eu vou precisar mentir. Pelo menos essa eu não conheço.

Soltei um suspiro e aumentei o rádio que tocava alguma música que eu não conhecia. Provavelmente, ele não tinha brincado quando disse que íamos para o norte dos Estados Unidos, e pelo menos ele sabia por onde andar. A última coisa que faltava era eu precisar ser um GPS.


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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Qua 2 Dez 2015 - 12:17


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Möa não teve pudores e simplesmente começou a se despir em prol de vestir o vestido que eu havia lhe entregado. Ela estava mais colaborativa do que eu pensei que fosse estar e isso era bom, pois além de facilitar o meu trabalho, deixava claro que ela era inteligente. Tentei não perder os olhares na cena da mulher seminua que quase tomou toda a minha atenção quando aconteceu: Senti os pelos dos meus braços se arrepiar quando um barulho de motor pôde ser ouvido não muito longe e sem pensar duas vezes, pulei em direção ao volante, ligando o carro com mais pressa do que eu provavelmente deveria.


-Ponha o cinto, bella.


Mandei rapidamente conforme pisava no acelerador e testava os poderes de um motor de uma Maserati. Mantive os olhos no retrovisor de tempos em tempos para me certificar de que não estávamos sendo seguidos e quando finalmente entramos na longa estrada, senti meu corpo se aliviar. O hotel onde eu havia deixado Izabella não era muito longe de onde estávamos e aquilo era bom. Aos poucos a pequena cidade passou a se formar, deixando bares e restaurantes aos nossos lados conforme o carro entrava para mais longe de Miami. E então parou. Estacionei no pequeno espaço reservado para hóspedes do hotel nem tão chique e pulei para fora do veículo, dando a volta pelo mesmo e abrindo a porta de passageiro para que Möa pudesse sair. Ergui a mão para ela, oferecendo ajuda para se levantar.


-Eu vou alugar um quarto para você, ok? Assim Izabella não suspeitará de nada. D'accordo ?


Expliquei rapidamente conforme caminhava em direção ao Hall de entrada e pegava a chave dos quartos com a recepcionista que não parecia muito de agrado com seu trabalho. Caminhei até o elevador e então cliquei no segundo andar, puxando Möa cuidadosamente para junto de mim até que finalmente pudéssemos encontrar o segundo andar do hotel, onde Izabella e eu estávamos hospedados. Ergui uma chave para ela, olhando de canto.


-Se você tentar alguma gracinha, bella...


Deixei a ameaça no ar por não achar necessário completá-la. Caminhei cuidadosamente até a porta da suíte em que estava hospedado e apontei para a porta ao lado, pedindo para que Möa entrasse no quarto vizinha recém alugado. Passei o cartão na porta e então a destravei, abrindo um sorriso de canto ao ver o volume do corpo de Izabella sob as cobertas avermelhadas. Ainda dormindo? Caminhei até a cama e cruzei os braços em reprovação, porém não conseguindo tirar o sorriso no rosto.


-Izabella, corda . È tardi.


Chamei, mas não obtive resposta. Puxei a manta avermelhada, encontrando sobre a cama - não o corpo da minha irmã - mas sim um amontoado de travesseiros que me fez pensar que era ela ali. Senti meu coração disparar e sem pensar duas vezes puxei a arma, me virando de supetão ao encontrar Möa parada atrás de mim. O que ela estava fazendo ali? Eu havia mandado ela ficar no quarto ao lado! Abri a boca para brigar com ela quando ouvi uma movimentação em direção ao quarto, e sem pensar duas vezes puxei a morena junto de mim, a fechando em um dos braços e contra a parede enquanto a minha outra mão segurava a arma a postos. Estávamos ambos escondidos atrás da parede, usando-a como barreira caso um provável tiroteio ocorresse. Levei a mão até os lábios, pedindo por silêncio da morena.


-Max , sei tu? È arrivato ?


Senti um alívio tremendo me tomar quando reconheci a voz da ruiva, guardando a arma rapidamente para que ela não me visse com meu "brinquedo". Soltei a boca de Möa e então falei sem sair som as palavras: "Fique aqui". Saí de trás da quina da parede e abri um sorriso que morreu assim que vi as sacolas de compras nas mãos da minha irmã gêmea. Seus cabelos ruivos estavam amarrados em um coque e seus olhos estavam cobertos por óculos escuros que eu nunca havia visto antes. Levei a mão até o rosto, impacientemente, soltando um suspiro irritado.


-E a parte legal em tudo isso é que eu fui claro: Não saia da porra do quarto até eu voltar.


-Mio Dio, Max. Você é muito preocupado. -Ela revirou os olhos, me fazendo grunhir em raiva. -Eu só fui no centro comprar umas roupas, ok? Está muito calor para vestir nossas roupas ta Itália. Olhe pra você de mangas cumpridas! Mas como melhor irmã do mundo, é claro que eu comprei roupas pra você também! Assim vai parecer um pouco menos gringo! E foi uma desculpa para eu falar com o vendedor gracinha da loja que tinha mais ou menos o seu tamanho.


-Izabella, eu vou te matar. -Balancei a cabeça negativamente. -Eu já disse que não há tempo para ficar se arriscando e...


-Tem razão, fratello. Tio Sam é uma ameaça que só. Essa paranoia toda é doença, eu não consigo pensar em nenhum motivo que faria qualquer pessoa querer nos machu... Möa?


A ruiva tirou os óculos, olhando em choque para o lado do meu corpo, fazendo com que eu me virasse e encontrasse Möa parada ao meu lado. Deus! Como ela era teimosa! Abri a boca para falar alguma coisa, mas assim que minha consciência voltou á tona, voltei meus olhos para Izabella, agora completamente confuso. Minha irmã gêmea jogou todas as sacolas que tinha nas mãos, no chão, e então correu desesperadamente até a morena ao meu lado, a apertando em um abraço. Olhei a cena em completa confusão conforme minha irmã abria um sorriso que ia de orelha a orelha.


-Non riesco a crederci! Onde vocês se encontraram? Por que está nos Estados Unidos? Eu não te vejo há tanto tempo...!


Espere um pouco. Abri a boca totalmente atônito, apenas observando a cena onde Izabella abraçava Möa que supostamente era nossa prima. Olhei para a cena um pouco desconfiado e franzi a testa, ainda sem 100% de certeza de que aquela Möa pudesse ser possivelmente nossa prima... Australiana... Como ela... Oh céus. Senti meu estômago embrulhar e então respirei fundo, olhando cuidadosamente a cena e para Möa.


-Nos encontramos em um bar em Miami.


-Aspetta un attimo ! VOCÊ ESTEVE EM MIAMI SEM MIM?!


-E eu e Möa estávamos nos lembrando... -Soltei uma risadinha, ignorando completamente o comentário de Izabella. -Se lembra daquela vez em que estávamos na casa da vó e resolvemos pregar uma peça no tio? Eu não me lembro exatamente o que foi, mas lembro que ficamos de castigo duas horas encarando a parede até ir pedir desculpas para ele... Você se lembra o que fizemos, Möa?


Perguntei como um teste, mas totalmente disfarçado. Poderiam saber sobre minha prima, sua nacionalidade e até mesmo encontrar uma pessoa parecida com ela - coisa que eu realmente não acreditava, já que aquela mulher não se parecia em nada com minha prima gordinha de 8 anos de idade - mas eu tinha certeza absoluta que esse tipo de informação era impossível de alguém um dia obter. Uma lembrança, um acontecimento da infância. Observei Möa cuidadosamente, a analisando conforme ela parecia se lembrar do que eu estava falando.



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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qua 2 Dez 2015 - 14:53



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Minha atenção não estava mais em Vicent, nem na paisagem que passava. Coloquei o cinto com a ordem do moreno ao meu lado, e eu não consegui evitar em pensar sobre o que ele me disse. Izabella... Esse era o nome de uma das minhas primas que eu não via a tanto tempo, e isso me incomodava um pouco. Ou aquele menino sabia demais da minha vida, ou era uma coincidência do pior tipo, e deixe eu lhe contar uma coisa: quando você é sequestrada, coincidência não faz mais sentido. Olhei para o moreno ao meu lado, que dirigia rapidamente pela estrada, fugindo de qualquer som que ele tinha ouvido, e deixei me perder nos meus pensamentos. A garota no bar tinha o chamado de Max, e eu não pude deixar de pensar mais uma vez que estava em algum tipo de pegadinha que era comum passar nos domingos à tarde da MTV. Mas, por outro lado, o tiro que ele tinha dado não era uma pegadinha.

Nossa viagem foi até que rápida. Não precisei conversar com ele, e muito menos ouvir o que ele tinha a dizer sobre tudo isso que estava acontecendo. Afinal de contas, eu já sabia que Minnesota era nosso destino, e ele estava fazendo o caminho mais curto que conseguia, ou que eu sabia, pelo menos. Eu não podia negar: eu sentia falta de dirigir um carro como esse. Ah, quantas vezes eu disse não para meu pai quando ele quis me dar um Jaguar, ou algo parecido. Perto do Alabama, no meio do nada, paramos em um hotel de estrada, que ficava apenas a alguns metros de uma pequena cidadezinha de vila. Quando entramos no hotel, era algo exatamente do que você podia esperar e imaginar da música 'Hotel California', e isso me trouxe um sorriso para o rosto.

Depois de ouvir mais uma ameaça e finalmente ter a oportunidade de descansar, eu não consegui evitar minha curiosidade. Quando Vicent entrou no quarto, fiquei silenciosa atrás dele e observei cuidadosamente a cama, para dar uma olhada na tal Izabella. Claro, ele podia ter dado esse nome para ela, como agora eu era Emma, mas eu não resisti. O único problema foi quando o garoto retirou as cobertas, e só tinha ali travesseiros. Suas mãos fecharam em ódio, e antes que eu pudesse desaparecer dali, ele se virou, e eu podia ver que tinha sobrado para mim.

Eu não...

E foi tudo mais rápido do que ele ter matado aquela menina. Vicent me puxou para trás de uma parede, e colocou as mãos em meus lábios. Eu não pude deixar de notar o quão familiar e bonito os traços do seu rosto eram, mas o metal da arma perto de mim me lembrou tudo o que tinha acontecido pelo resto do dia. Fechei os olhos e comecei a prestar atenção apenas nas batidas do meu coração, tentando acalmá-lo, como se todos a 50 metros pudessem ouvi-lo. Aquilo era demais para mim. Eu com certeza ia acabar morrendo de um infarto.

Max , sei tu? È arrivato?

E foi a voz dela que eu tinha reconhecido. Max me deixou atrás da parede, e era como se o tempo estivesse parado por alguns meros minutos. Tudo fazia sentido: o porque de eu achar que já o conhecia, o porque de eu ter gostado tanto dele, e meu instinto de ter oferecido ajuda. Apesar que isso não conta muito. Mas agora todas as peças se encaixavam. Porque a menina no bar tinha falado que se chamava Möa, e porque teríamos que mentir para Izabelle. Eu não me contive, e logo que saí de meu transe, saí de trás da parede, com um olhar assustado, olhei para a menina de cabelos alaranjados.

E foi quando ela falou meu nome que eu me lembrei do dia que eu arranhei meu joelho pela primeira vez, quando éramos crianças. O mesmo olhar de surpresa e cuidado ainda estava presente nela, e um sorriso me cresceu no rosto, enquanto a garota me tomava em um abraço, que eu não pude deixar de recusar. Meus olhos se fecharam em alívio, e um suspiro saiu de meus lábios. Nem tudo estava perdido. Eu não conseguia soltá-la. Não agora.

Eu estou morando em Miami há quatro anos, Iza! Você nunca mais me deu notícia. Olhei para Max e neguei levemente com a cabeça. Nenhum dos dois me deram notícia. Oh meu deus, como eu senti sua falta!

A agarrei em outro abraço apertado, e só a soltei quando Max começou a tagarelar de novo. Um sorriso fraco me tomou os lábios e eu assenti levemente com a cabeça, ainda segurando as mãos da minha prima.

Como poderia esquecer? Mesmo nós te avisando, acho que ele não gostou muito quando levou um mirtilo no olho. Vovó ficou tão brava aquele dia.

Max me olhou como se acabasse de descobrir que o mundo era redondo, e não quadrado. Izabelle tomou minha atenção enquanto passava as mãos no meu cabelo e segurou meu vestido em suas mãos, um ar de negação tomando conta de seu rosto.

Che cosa sei vestita? Você precisa de roupas novas, in questo momento! Você precisa me contar tudo sobre Miami!

Izabelle começou a procurar pelas sacolas, e eu olhei para Max. Eu não conseguia decifrar o que se passava por ele. Talvez todos esses anos tivessem realmente o mudado tanto. Olhei para minha prima e dei um sorriso fraco.

Melhor mais tarde, Iza. Posso te contar tudo no jantar, que tal? Por hora eu prefiro descansar. Foi uma viagem intensa.

A verdade, era que agora, eu tinha medo de falar qualquer besteira para minha prima e Max jogar uma bala em minha testa sem pensar duas vezes. Ela me olhou com um semblante triste e assentiu levemente enquanto eu saía do quarto.

Non dimenticare, jantar às oito! Vamos em um bello bistro que eu vi na cidade!

Assenti rapidamente e fui em direção ao meu quarto. Eu não sabia o que fazer. Não tinha um celular, se saísse da linha, levaria um tiro no meio da testa. Minha única saída era ficar em meu quarto, até que me mandassem sair.


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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Qua 2 Dez 2015 - 16:16


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Minha cabeça começou a doer e tudo o que eu consegui fazer foi levar as mãos até os cabelos e fitar o nada simplesmente em choque. Aquilo não estava acontecendo, não poderia estar. Observei de canto a cena de afeto entre Izabella e Möa, sentindo meu estômago se embrulhar e a vergonha tomar conta de mim, não por eu não ter reconhecido minha prima, mas por ela ter visto um pedaço da minha vida que era simplesmente secreto. E ela havia odiado, ela me odiava. Möa, quando pequenos, era como uma irmã para mim e eu a amava tanto quanto amava Izabella. A ideia de ela me odiar simplesmente acabava comigo.


Möa abraçou minha gêmea por uma última vez e então reclamou de estar cansada, falando que nos encontraria para o jantar. Abri um sorriso sem graça deixando ela ir e então Izabella se virou em minha direção, me olhando com aquele bom e velho olhar de repreensão que talvez fosse até mesmo parecido com o meu. A ruiva colocou as mãos na cintura e balançou a cabeça negativamente.


-Lei sembra triste . Che cosa hai fatto ?


-Nada, ok? -Revirei os olhos, esticando o corpo. -Prendo un po ' di sonno troppo . Svegliami quando abbiamo cenare.


Avisei rapidamente que estava cansado e que também queria dormir, me virando para a cama e me jogando contra o colchão. Havia sido uma longa viagem, um longo dia e eu estava exausto. Tudo o que eu mais precisava era de uma boa noite de sono.


[...]


Não existe nada como uma boa ducha revigorante após uma descansada de três horas e meia. Eu estava me sentindo sujo e preguiçoso quando acordei, por isso tomar banho - mesmo com um chuveiro meio meia boca - foi delicioso. Enrolei meu corpo na toalha e então caminhei até o quarto, revirando os olhos ao ver as sacolas deixadas por minha irmã para mim. Agarrei uma camiseta que não fosse me matar de calor qualquer e meu par de calças jeans de costume, me vestindo e saindo do quarto, sequer parando para me preocupar demais onde estaria Izabella.


Caminhei até a suíte e Möa e bati duas vezes na porta, esperando por uma resposta da minha irmã, mas não foi o que consegui. Assim que a morena abriu passagem para mim, abri um sorriso sem jeito e cocei a nuca. Entrei no quarto cuidadosamente, vendo ela andar não muito contente até a cama, deixando que eu fechasse a porta atrás do corpo.


-Hm... Mö... Faz um bom tempo, não? -Per amor di Dio, eu havia acabado de sequestrar a minha prima, do que estava falando. Fechei os olhos, massageando o cenho, tentando descobrir como eu poderia me explicar. -Olhe, me desculpe pelo que eu te fiz passar, eu... Hm... -Parei por um momento, coçando a nuca sem jeito. -Okay, andiamo. Eu sei que você acha que você viu uma coisa e você viu uma coisa que não deveria ter visto. Eu... Bem... -Parei por um momento, respirando fundo. -Eu te levo de volta para Miami pela manhã, va bene? Eu não gostaria que isso acontecesse porque não sei se você está segura, mas prefiro que você não me odeie, já basta Izabella. -Parei por um momento, respirando fundo, bagunçando meus cabelos ainda molhados. -D'accordo?


Limpei a garganta, pensando se eu poderia confiar em Möa. Quando nos falamos pela última vez, ela tinha apenas oito anos de idade e dois dentes de leite faltando, então eu não sabia quem ela havia se tornado ou o que era capaz de fazer. Ela poderia me indicar para a justiça, poderia fazer várias burradas, mas eu já tinha um plano. Izabella e eu sairíamos do país pela manhã, logo depois de deixar Möa em sua casa em Miami. Eu não podia confiar em ninguém, éramos apenas Izabella e eu e por mais que eu soubesse que o que Möa havia visto naquele dia traria consequências, eu não queria ter que lidar com a infelicidade dela. Era burro, mas eu não queria.


-Só não conte nada para Izabella do que você viu, ok? Eu dou duro para protegê-la e ela sequer sonha que eu faço parte de um mundo como esse. Então por favor, me ajude pelo menos nisso. Volte para Miami, viva a sua vida e finja que nunca nos batemos antes... Posso confiar em você, bella?


Era horrível pensar que eu teria que deixar Möa e minha família para trás, mas não era bem uma escolha que eu poderia fazer. Éramos eu e Izabella, Izabella e eu e sempre seria assim. Enfiei as mãos dentro dos bolsos dos jeans e prendi a respiração olhando para o relógio. Sete horas da noite. Eu tinha quarenta e cinco minutos para arrumar um novo telefone descartável e ligar para Marco, precisava lhe informar sobre as novidades. Eu só esperava que minha prima se contentasse com, no máximo, 40 minutos de conversa.




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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qua 2 Dez 2015 - 17:05



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Depois de apenas três horas de sono e muita notícia para um dia só, era ótimo tomar um banho. Era quase como renascer das cinzas, para ser sincera. Enrolei a toalha em meu corpo e ouvi algumas batidas na porta. Levantei uma sobrancelha e com um sorriso, abri o objeto que me separava do corredor, esperando que fosse Izabelle. Ela tinha me falado sobre levar alguma roupa para que eu pudesse ir jantar feito gente, e não parecendo uma tia velha. Quando olhei para Max, o sorriso saiu do meu rosto, e eu voltei para o meio do quarto, esperando que ele entrasse.

Muito me admira que você bateu na porta.

Comentei brevemente e sentei na cama, ainda olhando para ele. Eu não sabia o que era, mas algo sobre descobrir que era Max, aquele garotinho que eu confiava minha vida que tinha me sequestrado, deixou que um machucado maior fosse aberto em meu peito. Eu não entendia porque ele não confiava em mim. Na verdade, eu entendia sim, já que olhando para ele, era quase uma pessoa completamente diferente. As tatuagens tomavam conta do seu corpo, e o olhar cabisbaixo não lhe cabia na face.

Você me viu três horas atrás, não faz tanto tempo assim. Cruzei as pernas em cima da cama enquanto observava o menino se desculpar, ou pelo menos tentar. Por um momento, eu consegui ver meu priminho de dez anos de idade me pedindo desculpa por ter me empurrado no jarro de planta venenosa da minha mãe. Eu consegui ver aquele semblante inocente, e isso me deu um pouco de esperança, até que ele abriu sua boca mais uma vez. Eu assenti brevemente. Eu não sei mais se posso voltar para Miami, Max. Joe provavelmente vai me fazer ir na polícia e prestar depoimento, e você, mais que todo mundo sabe que eu não sei mentir. Eu pelo menos não posso voltar agora, mas vou precisar ligar para ele, e falar que estou bem. Comentei e joguei o cabelo molhado para longe do meu rosto. Agora, nós vamos jantar, e depois do jantar falamos sobre isso. Por hora, podemos atuar como primos que se amam e que estão felizes em se ver de novo.

Eu não ia negar que no momento lhe odiava. Eu não o odiava, eu estava decepcionada com ele e com seus atos, mas eu nunca o diria isso. Aquela agora, pelo o que eu tinha visto, era a vida dele. Eu o observava com cuidado, quase como se com um olhar ambos pudéssemos explodir. Ouvi a voz de Izabella no fundo do corredor, e Max se apressou em falar mais uma vez que eu precisaria mentir para ela. Meu estômago revirou, e eu só tirei o olhar do moreno quando a ruiva apareceu na porta, com uma troca de roupas e um sorriso estampado no rosto.

Affrettatevi ! Nossas reservas já estão feitas, não podemos nos atrasar.

A menina me jogou as roupas e deu um beijo no rosto de Max, enquanto eu a agradecia com um sorriso. Me levantei e fui me trocar no banheiro com um sorriso no rosto, tudo para Izabella. Foi quando eu percebi que não tinha respondido à pergunta de Max, mas até agora, eu não sabia se podia confiar em mim também.


***
Sim, Joe. Eu estou bem. Não, deixei o celular em casa, só vim com a conta dos meus pais em mente. Não sei, na verdade. Cancelaram? Ótimo. Fale para as meninas para elas arrumarem uma substituta, ok? Eu estou bem, só precisava fugir do caos de Miami um pouco. Sim. Eu mando notícias. Até logo, Joe.

Desliguei o telefone público e apoiei a cabeça ali mesmo. Eu odiava mentir para as pessoas, e talvez assim fosse o único jeito que eu conseguia: pelo telefone. Balancei a cabeça e coloquei o aparelho de volta no gancho, e corri para dentro do restaurante, sorrindo para minha prima.

Eu quero que você peça para mim. Aposto que já sabe o que tem de melhor aqui, fora aquele garçom. A menina ficou corada e eu dei um sorriso para ela, enquanto olhava o cardápio. Provavelmente Izabella ia me pedir alguma coisa gostosa, mas eu não ligava muito agora. Mas me diga, para onde vão amanhã?

Olhei para meus primos e abaixei o cardápio na mesa. Izabella deu um sorriso e jogou os cabelos para trás, respondendo com um sorriso no rosto.

Ora, não sabemos ainda! Tuttavia, você podia ir conosco, vai ser ótimo! Podemos fazer comprar, e ir em barzinhos, Che cosa mi dici ?

Minha prima falava empolgada e começou a pedir o meu prato e o dela. Olhei para Max sem saber o que dizer, e achei melhor apenas concordar com sua ideia anterior. Neguei levemente com a cabeça, e abri um sorriso para a ruiva.

Não sei se posso, Iza! Você sabe que eu tenho minhas líderes de torcida em Miami, e que tenho que cuidar de algumas coisas lá! Mas eu...

Sciocchezze ! Ela pode ir conosco, não pode, Max? Você vai adorar! Andiamo ! Senti tanto sua falta! Não pode nos deixar agora!

Meus olhos caíram sobre meu primo, e de repente a vontade de encher minha boca de pão era maior do que a de responder minha prima, e foi exatamente isso que eu fiz. Enfiei um pedaço de pão na boca e desviei o olhar de Max, enquanto Izabella a olhava com cara de cachorro que tinha acabado de cair da mudança.


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Re: [OD] Möa Gustaw Walter & Maxwell Baiocchi Fasano

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