{UoM} Kempner & Ohlweiler

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{UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 8 Dez 2015 - 0:50

just take my hand

A postagem ocorre entre Shannon Kempner e Dianna Graeff e está fechada para qualquer um. Passando-se esta em 07 de Outubro, na Gamma Phi Beta e fora dela. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
Every bone screaming I don't know what we should do. All I know is, darling, I was made for loving you.

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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Ter 8 Dez 2015 - 0:51

Why do I feel like this?
What's wrong with me?
Uma inquietante sensação de mal estar despertou Shannon. Antes que ela realmente saísse daquele lugar amorfo entre o sono e a realidade, esticou seus dedos longos e finos e procurou por Dianna de uma forma quase desesperada. Apalpou quase toda a extensão do lado vazio e gelado do colchão e a única coisa que encontrou foi algo fofo e macio, que nada condizia com a pele sedosa da noiva. Travesseiro. Choramingou, mantendo os olhos fechados para não ver o teto rodando acima dela. Uma queimação saiu de seu estômago e subiu diretamente para a garganta, dando-lhe tempo apenas para fechar a boca com a palma da mão e levantar correndo, indo às cegas para o banheiro embutido em seu quarto.


O gosto amargo da bili, mesmo depois de ter escovado os dentes duas vezes, ainda se fazia presente em sua boca. Voltou para a cama, cobrindo com o edredom branco até o rosto ligeiramente pálido. Uma pequena pontada em sua cabeça indicava que uma forte dor de cabeça estava a caminho. Mas o que diabos era aquilo? Estava cansada, mesmo tendo dormido por mais de oito horas seguidas – dez horas e meia, para ser mais exata -, enjoada e com uma leve tontura. Não poderia estar ficando doente agora, poderia? Estava no fim do semestre, as últimas provas estavam acontecendo e totalmente não poderia se dar ao luxo de ficar de cama. Tomou uma respiração profunda, sentindo-se incrivelmente fraca. Falta de alimentos, talvez? Estava há um bom tempo sem ingerir algo sólido. Alcançou o celular branco no criado-mudo a sua esquerda, desbloqueando a tela ao pressionar seu polegar no devido lugar. A conversa com Dianna, via iMessage, ainda estava aberta, então não demorou muito para enviar a mensagem. Relevou o fato de que, certamente, a morena estava no meio de uma aula importante ou de alguma prova. Ignorou todas aquelas mensagens de “bom dia” e “acorda, dorminhoca!” que sempre mandava antes de qualquer coisa. Foi direto ao ponto, num pedido claro de ajuda:

“Eu preciso muito de você. Agora.”
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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 8 Dez 2015 - 1:18



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O tom de voz egocêntrico e irritante da senhora Gibbins era extremamente escaldante. O pior se dava ao fato de que aquela senhora era a responsável pela cadeira mais importante do curso. Obrigatoriamente deveria prestar atenção, mesmo já sabendo o assunto de cor e salteado. Ninguém prestava atenção no conteúdo, e a falta de interesse da turma era avassaladora. Duvidava muito de que muitos dos presentes fossem concluir o período. Puxando uma respiração profunda, me dei conta de que tinha saído apressada, sem nem mesmo ter deixado um aviso a Shannon de que tive que sair logo ou me atrasaria para a aula, na qual tinha uma prova a fazer. Como já havia acabado, levantei-me da carteira, ouvindo lamúrias sobre o que diabos continha na folha de questões. Se tivessem estudado...

Assim que havia me sentado no chafariz da universidade, meu celular vibrou no bolso da calça. Arregacei as mangas da camisa cinza lisa, apenas com o símbolo da Miami University, para poder pegá-lo. A mensagem era de Shannon, o que me fez arquear a sobrancelha. "Eu preciso muito de você. Agora." Nenhum bom dia, ou coisa do tipo que ela costumava mandar, logo pela manhã. O simples pensar fizera meu coração dar um salto no peito. Se estas foram suas palavras, algo realmente está acontecendo com minha noiva. Tentei responder, mas repentinamente minhas mãos haviam ficado trêmulas o suficiente, até mesmo para derrubar o celular uma dúzia de vezes, enquanto saia correndo pelo caminho até o prédio da Gamma, onde tinha dormido na noite anterior. Alguns estudantes ainda me cumprimentaram e tentaram parar-me no meio do caminho, mas os ignorei, tentando me lembrar de quem tinha se tratado para pedir desculpas em outro momento. Agora, a única coisa que queria, era saber como minha garota estava. Subi quase na velocidade da luz, até o dormitório de Shannon, abrindo a porta com um estrondo, suada pela esforço de correr bons quilômetros para chegar no menor tempo possível até ela. Larguei a bolsa de qualquer jeito logo na entrada, correndo até o quarto. — Shannon? — chamei, quase desesperada. Ao vê-la, me movi o mais rápido que pude em sua direção, notando a palidez em que se encontrava. — O que você tem, meu amor? — meus olhos milimetravam todo o seu corpo e rosto, a procura de algo que pudesse dar uma pista do que ela estava sentindo.






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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Ter 8 Dez 2015 - 2:19

Why do I feel like this?
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O cheiro do perfume marcante da noiva a fizera franzir o nariz. Ela amava aquele cheiro – e já havia deixando aquilo claro muitas vezes -, porém, naquele momento, o toque amadeirado fazia seu estômago revirar de uma forma completamente estranha. Estava forte demais ou seu olfato estava muito sensível? Que seja. Travou o maxilar, ignorando o chamado inicial para acalmar seu interior e não sair correndo pela segunda vez em direção ao banheiro. Fechou os olhos, se apegando a voz ligeiramente rouca da morena para conseguir formular uma resposta decente.  A loira suava frio. – Eu realmente não s... – Toda sua tentativa de se manter neutra e concentrada foi por água abaixo. O suco gástrico invadiu sua boca tão rapidamente que a única coisa que fora capaz de fazer foi erguer o corpo e virar a cabeça para o lado para deixar aquela coisa amarelada cair ao chão encarpetado.  – Argh. Que nojo. – Caiu novamente no colchão, fazendo uma careta com o gosto forte na boca e pelo fato de ter que limpar a sujeira que havia acabado de fazer. Respirou fundo, sua boca ainda salivava de uma forma excessiva. – Ainda precisa de uma resposta ou a demonstração foi suficiente? – Indagou com um tom amargo, passando a mão pelo rosto úmido.

A loira sentia um milhão de sentimentos se apossando dela. Mal estar, enjoo, sono, fome, era alguns deles, fato que a impedia de saber, exatamente, o que tinha que fazer naquele instante para melhorar nem que fosse um pouco. Virou o corpo novamente, ficando de bruços na cama. Chutou o edredom, revelando o corpo seminu para a noiva em pé a sua frente. – Eu acho que estou morrendo. Sinto isso. – Murmurou de uma forma abafada. – E você não está fazendo nada quanto a isso. – Completou. Seus olhos marejaram com o pensamento que correu em sua mente. Ergueu o tronco magro, olhando por cima do ombro direito para olhar dentro dos olhos castanhos. – Você quer que eu morra?
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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 8 Dez 2015 - 2:41



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Certo. O que diabos ela tinha?

Será que estava no período menstrual? Nunca sabia como Shannon poderia reagir, e, de fato, ela nunca havia falado comigo daquela maneira. Nem mesmo quando chegamos a discutir, e terminar o relacionamento em uma briga, que vista agora, tornava-se inteiramente desnecessária. Assim como naquele momento. O vômito no chão indicava o mau estar, e o leve desespero tinha acabado de se tornar assustador. — Morrer? Claro que não, de onde tirou isso? — tentei não soar tão nervosa do que realmente estava. Passei a mão pelo rosto, ignorando o fato de que ela tinha sido grosseira. — Vista-se, vou pegar o carro. Vou te levar no hospital. Lana deve estar por lá, vou ligar e pedir pra que faça o seu prontuário e adiantar as coisas. — avisei, sem saber se deveria sair e deixa-la naquele estado sozinha, mas precisava deixar o carro lá embaixo. — Não sei se devo sair agora, mas é o jeito, então qualquer coisa ligue ou grite por alguém. Eu estaciono e subo pra te buscar. — sai do quarto as pressas.

No meio do caminho quase caia escada abaixo, livrando-me do fluxo de pessoas ali, indo atrás do meu carro, parado em frente ao prédio da Kappa. Quase voei para ir e voltar, estacionando de qualquer jeito, enquanto subia de volta ao quarto, em busca de minha garota. Parei na porta, esperando por ela. — Vamos, o carro esta lá embaixo. Pegou seus documentos? — perguntei, tentando respirar corretamente.






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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Ter 8 Dez 2015 - 3:09

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Quem diabos era Lana? Será que Dianna estava traindo ela? Não, a garota cuja qual havia escolhido para compartilhar uma vida não seria capaz de uma coisa dessas. Porém aquele nome não lhe era tão estranho. Seria algum parente dela? Levantou-se da cama com desgosto, esquecendo sobre a incógnita “Lana” e tendo que se segurar na cabeceira para não cair no próprio vômito. Aquilo seria extremamente nojento. Caminhou a passos vacilantes para o banheiro, resmungando aos quatro ventos em como a noiva era irresponsável ao deixá-la sozinha estando naquele estado. E se ela realmente estivesse morrendo? Fechou a cara, inclinando-se em direção a pia para escovar os dentes pela terceira vez em menos de uma hora e para jogar um pouco de água fria no rosto. Voltou para o quarto, pegando a camisa que Dianna havia deixado ali na noite anterior e a vestindo de qualquer forma. Procurou rapidamente por um short jeans e calçou um par de tênis qualquer. O cabelo – que sabia estar desgrenhado -, fora preso num coque malfeito no topo da cabeça. Enfiou um chiclete de tutti-frutti na boca para retirar qualquer resquício do sabor amargo. Assim que enfiou sua identidade no bolso traseiro, a figura ofegante e um pouco suada da noiva aparecera na porta. Suavizou a expressão, caminhando até ela com uma calma que antes não existia. – Sim, está tudo certo. – Parou ao estar próxima o suficiente. Implantou um biquinho nos lábios rosados, sabendo que aquele era o ponto fraco da amada. – Podemos comer waffles antes?  – Indagou num tom manhoso, ignorando o fator suor da morena e aproximando-se ainda mais dela. Deixou um beijo demorado nos lábios da noiva. – Eu amo você, sabia? Muito. – Sorriu ligeiramente, encarando os próprios pés. 

Um ronco baixo, proveniente de seu estômago, fora ouvido, o que a fez arquear uma sobrancelha e erguer o rosto novamente. Olhos azuis se encontraram com os castanhos preocupados e com um brilho de desespero. – Você ouviu isso? Já que você não deseja minha morte, acho que deveria me alimentar. Com waffles. - Inclinou a cabeça para o lado, vendo tudo rodar em resposta. Segurou-se a noiva. - E depois disso podemos ir ver essa tal de Lena, Lina ou sei lá o nome dela. - Suspirou, desviando o olhar para uma garota, que carregava uma pilha de livros, que passava na corredor. - Você não está me traindo, está? - Voltou a encarar a morena, semicerrando os olhos para dar um toque ameaçador a pergunta.  

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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 8 Dez 2015 - 3:22



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De fato, Shannon estava estranha. Era extremamente estranho vê-la com alternância de humor, apesar de já ter convivido o suficiente para ter me acostumado. O que realmente me deixava assustada, é que nem em seu período menstrual, ela ficava deste jeito. Nem vomitava, o que se mostrava ainda pior. Será que estava doente? O que poderia ser? Será que, ela seria diagnosticada com transtorno de bipolaridade? Como alguém poderia estar sendo grossa em um momento, e chorando no outro? Eram tantas questões, que me sentia a ponto de realmente entrar em desespero. Saquei o celular, a fim de fazer algo útil para ela, antes que mais alguma grosseria viesse a ser dita. Liguei para Lana, confirmando a execução do prontuário da montanha-russa ao meu lado. Estava começando a ficar com medo, sinceramente. Repassei alguns documentos e suas numerações, para que a morena de olhos verdes agilizasse o processo da melhor forma que poderia. Ao desligar, ainda mandei uma mensagem para Hanna.

Shannon esta tendo um ataque de bipolaridade, e ainda vomitou no chão do quarto da fraternidade. O que eu faço? Ah, se puder mandar alguém limpar aquilo lá, vai ser realmente excepcional.

Eu te amo, Shannon, e não estou te traindo. O nome dela é Lana, e é a melhor amiga do Shane, o seu amiguinho problemático. Ela faz medicina aqui, e esta ajudando. — resmunguei, quase pegando-a no colo para tirá-la o mais rápido possível de dentro daquele quarto. Não estava sabendo lidar com seu ataque emocional, e mudanças constantes. O que diabos ela tinha, mesmo? Apressei o passo, puxando-a para mais perto. Entrelacei nossos dedos, conduzindo-a entre as pessoas, de forma que não piorasse seu estado. — Não, primeiro iremos ao hospital. Você nem consegue se manter de pé sozinha! Comeu alguma coisa estragada? Lembre-se de algumas coisas, o médico irá perguntar. — disse, afobada, entrando no carro, depois de deixá-la em seu lugar e atacar o cinto em seu corpo. Pisei no volante, atingindo a velocidade de cento e vinte por hora, enquanto nos conduzia até o hospital, desviando de carros e pegando atalhes nada convencionais. Como me garantia na direção, poderia abusar do poder que tinha, além do fato de ter ingressado na equipe da FBI e ter ficado com a carteira de membro do departamento.

Ao estacionar em frente ao hospital, fiz de tudo para levar Shannon o mais rápido possível para a ala de emergência, sendo instruída por Lana, que me esperava na porta. — Siga com ela, vou assinar os papéis. — avisei a minha noiva, dando-lhe um breve selinho, vendo-a sumir com a morena pelo corredor, depois me avisar para seguir até a sala 47 do correder 3B.





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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Dom 13 Dez 2015 - 17:18

Why do I feel like this?
What?
Aquilo tudo estava muito esquisito. Assim, ela já tinha passado mal antes, claro, mas nunca daquela forma. Isso sem contar a super variação de humor – lembrar-se de pedir desculpas à Dianna depois. Pigarreou, chamando a atenção da morena de olhos claros e intensos que caminhava a passos lentos a sua frente. – Eu sou a melhor amiga de Shane. – Pontuou séria. Em resposta teve um arquear de sobrancelha e um sorrisinho de canto que transbordava sarcasmo. Idiota. A porta do consultório fora aberta pela garota, que a manteve aberta até a loira passar. – O médico vai demorar muito? Porque, assim, eu sinto bastante fome no momento. Dianna não me deixou comer nada. – Murmurou sentando-se a cadeira destinada ao paciente. Ouviu uma risadinha e, logo em seguida, viu a mesma morena ocupando a cadeira no outro lado da mesa. Franziu a testa. Lana era o que? Um ano mais velha? Agitou a cabeça, caindo na real que, já que ela estava ali, era muito bem capaz de ajudá-la.


- ...E não foi bem uma menstruação. Foi mais... Um tipo de sangramento. – A loira havia acabado de fazer uma espécie de monólogo, respondendo todas as perguntas – e mais um pouco – que lhe foram feitas. Suspirou, fechando os olhos por alguns instantes. A luz excessivamente branca do consultório fazia sua dor de cabeça piorar. – Vai demorar muito? – Indagou para a morena que mantinha os olhos fixos na ficha que preenchia. Aquilo era um sorriso divertido? Não, eu já tenho seu diagnóstico. Só preciso fazer um exame de sangue, tudo bem? – Shannon aprumou a postura, inclinando o corpo ligeiramente para frente. Tentou ler o que estava escrito, mas a falta de óculos a impediu. – E o que é? Comi algo estragado, não foi? Intoxicação alimentar? Eu já me sinto incrivelmente bem, já passou. – As palavras saiam rápido da boca bem delineada e rosada, um pouco de pavor contido nelas. A menina-mulher tinha uma leve aversão a agulhas. – Huh, não. Tenho a impressão que se trata de algo um pouco mais sério que isso. – Lana afastou a cadeira, girando-a um grau para o lado para se levantar. A loira ficou extremamente desesperada. – Ai meu Deus. Lana, eu estou com câncer?! – A boca se escancarou e o rosto delicado tomou uma expressão de puro pavor. Estaria ela realmente morrendo? Lágrimas tomaram conta de sua face em poucos segundos. – Eu tenho quanto tempo de vida? – Encontrou os olhos claros acima de si. – Shannon. Você não está com câncer. – A jovem médica encarava-a com uma expressão suave, um brilho de divertimento se destacando nos olhos azuis. A boca se contraia, como se estivesse escondendo a vontade de rir. – Está grávida. Vamos fazer o exame para ter o resultado certo, ok?

Os vintes minutos que se passaram foram os piores de sua vida. Dianna não havia aparecido ainda, o que deixava a situação ainda pior. Tomou uma respiração maior, olhando para o fim do corredor exatamente no momento que Lana virava para vir em seu encontro. Em sua mão o resultado do exame. – Bem. Você tem bastante beta-HCG em seu organismo. A loira franziu a testa, mostrando confusão. Lana sentou-se ao seu lado, virando o rosto para poder encará-la. – Parabéns, mamãe. – A figura esguia de Dianna caminhando até elas foi a última coisa que viu antes de desmaiar. 
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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 13 Dez 2015 - 17:55



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A conversa com Betsy estava passando do tempo preciso. Nunca, em toda minha vida, tinha precisado assinar tantos papéis. O que diabos Shannon tinha? Será que era algo extremamente grave, onde ela precisaria ficar internada? Acho que nem pra isso tanto papel tinha que ter assinatura de um responsável por ela. — Não me lembro qual é o procedimento que é preciso de tantos papéis para se assinar. Acho que a última coisa assim que eu vi, foi quando quis começar medicina, e Hanna ficou em coma. — resmunguei, vendo um mínimo sorriso se abrir no rosto da loura por trás do balcão. Já tínhamos passado por poucas e boas dentro daquele hospital. — Lana mandou assinar mais alguma coisa? Acho que não tenho mais pulso. — desviei o olhar da pequena pilha de papéis, vendo nomes estranhos e níveis de hormônios, entendendo apenas, que os de minha noiva estavam em alta. — Betty, traduz isso aqui pra mim? — virei os papéis para seu lado, mas ela teve de atender um chamado, deixando-me ali, até que voltasse.

Vinte minutos. Hoje não era o dia, sim? Lana passava bem no momento em que Betsy aparecia na lateral do corredor, com uma bandeja em mãos, contendo frascos de coleta sanguínea, e pude enxergar o nome de Shannon em um deles. Ou dois. Exame de sangue? Então realmente era algo sério. — Lana, o que tá acontecendo? — a morena de olhos verdes caminhou em minha direção, um sorriso zombeteiro nos lábios, o que me fez arquear uma sobrancelha. Sem me responder, disse apenas que eu fosse até sua sala assim que terminasse de repassar os papéis assinados. A vi voltar para lá, e logo desaparecer de vista. Terminei de assinar o mais rápido que podia, entregando a Betsy e indo até a sala em que Lana tinha entrado. Antes mesmo de entrar, vi Shannon perdendo a consciência, o que me deixou - literalmente - desesperada. Corri até ela, segurando em seus ombros. — Meu Deus, Shannon! Shannon, acorde! — chamei em vão, vendo Lana com o mesmo sorrisinho do outro lado de sua mesa. — Vai ficar ai rindo?! — aturdida, tentei buscar por alguma ajuda dela, já que, afinal, era a médica ali dentro. — Ela vai acordar em breve, é só um susto. — respondeu-me, enquanto tirava uma garrafa de álcool sabe-se lá de onde, passando em um lenço, me entregando para passar frente ao nariz de minha noiva. — Que susto, Robinson? Eu te trago aqui pra deixá-la melhor, e você a faz desmaiar? — questiono, impaciente, deixando o lenço frente ao nariz da loura. — Garanto que você ficaria ainda pior caso ouvisse. Só não direi nada, para que a própria Shannon faça isso. — respondeu, transbordando sarcasmo, bem a tempo de ver a mulher em meus braços acordar. — Amor, você tá bem? O que a Lana te disse? — perguntei, os olhos cheios de lágrimas ao vê-la daquela forma.




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Re: {UoM} Kempner & Ohlweiler

Mensagem por Convidado em Dom 13 Dez 2015 - 19:09

Why do I feel like this?
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Ela não se lembrava da sensação que era estar desmaiada. Da última vez que isso aconteceu, ela tinha dez anos de idade e tinha acabado de cair do skate. Sua cabeça bateu tão forte contra o asfalto que ficara bons vinte e cinco minutos apagada. Mas ela tinha certeza de que não tinha fantasiado com bebês chorando e fraldas sujas por todo o canto. Um cheiro forte obrigava-a – graças a Deus! – a sair daquele pequeno inferno fantasiado por sua cabeça. – Bebês... Grávida... Barriga. – Murmurava de uma forma baixa, sendo, assim, impossível outra pessoa entender. Braços fortes a segurava, lhe dando um conforto absurdo. Estaria ela nos braços de Deus? Não, obviamente não. Aquela era a voz de Dianna, afinal. Deus não teria a voz de sua morena. Abriu os olhos lentamente, deparando-se com o rosto preocupado da noiva. Semicerrou os olhos devido a forte iluminação e por estar atordoada demais. Dianna perguntava algo? Piscou algumas vezes antes de forçar o corpo para cima, saindo – não completamente – do estado de choque. – Disse alguma coisa? – Indagou para garota ao seu lado, porém seu olhar encontrou Lana por breves segundos. A dona dos olhos verdes (ou eram azuis?) negou com a cabeça de uma forma discreta enquanto Dianna tornava a repetir a pergunta. Respirou de uma forma aliviada, colocando sua cabeça para trabalhar em algum tipo de resposta. Não diria a ela seu real diagnóstico. Não agora.


- Falta de vitaminas. – Pontuou rapidamente, utilizando de todo seu dom teatral para responder a noiva sem gaguejar ou falhar. Estava assustada, com medo e precisava preparar a morena para uma notícia daquela. E as duas – Lana e ela – sabiam que aquele não era o momento.  – Não ando me alimentando muito bem, você sabe. A correria do dia a dia, a falta de alimentação e o estresse se misturou e deu no que deu. – Abriu um sorriso calmo para a mulher ao seu lado, tentando acalmá-la com aquele gesto. – O exame de sangue foi apenas para ter uma noção de como meu organismo está. Alguns hormônios alterados, mas nada muito sério. – Voltou a encarar Lana, pedindo socorro de uma maneira muda. Foi atendida de imediato. – Já estou receitando alguns complementos. Vitaminas, na verdade. Os enjoos continuarão por um tempinho, mas não tardarão a passar. Só... Comece a se alimentar direito e cuidar da saúde. Não queremos outro susto desses. – Shannon soltou a respiração assim que a morena com olhos claros terminou. – Marcarei outra consulta, daqui duas semanas, para saber como está. – A loira afirmou com a cabeça, pegando a receita que lhe era estendida. Vitaminas para gestantes. Pff. Não passaria na farmácia estando em companhia da noiva. – Então... Tudo certo? – Indagou, recebendo um aceno positivo com a cabeça. Levantou-se da cadeira em um salto. – Ok, obrigada por tudo. Volto daqui duas semanas e... Dianna, vamos logo. – Chamou, já que a noiva permanecia sentada e com a sobrancelha arqueada. Claro... Ela percebeu que havia algo errado. – Anda, amor, estou com fome. E você está me devendo waffles. – Voltou alguns passos, parando ao lado da amada. Inclinou-se, deixando um beijo demorado no rosto moreno. – Está tudo bem, agora. Só me leve para tomar café da manhã.

Olhos claros se cruzaram pela última vez enquanto a loira se afastava. Shannon sabia que Lana não contaria sem sua permissão, entretanto estava apreensiva. Apreensiva não, desesperada. Engoliu a seco, tentando dissipar o nó que havia se formado em sua garganta. – Dianna. – Chamou uma última vez, abrindo a porta do consultório.

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