{CEM} we're tearing up the town

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{CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Stalker em Seg 22 Fev 2016 - 21:39


welcome!

A CEM está sendo inaugurada por Shannon Kempner e Shane McCain. O espaço disponível para a reinauguração (período de voltas às aulas) acontecerá no andar 2, denominado MALUM. O nível será liberado apenas neste dia - para todos os públicos -, para o festejo. Todos os estudantes de Miami foram convidados para prestigiar a noite, no intuito de manter a diversão antes de cair de cara nos livros. Não haverão restrições para a festa, pedimos apenas que dê uma checada aqui, para saber como é o espaço reservado para a ocasião. A rp terá duração até o dia 9 de março.

"don't break the rules", It is based on a brief explanation of rules.

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The your ghost, the ur image. I'm the stalker!
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The Bosses

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Winter Gröner Bouwknecht em Ter 23 Fev 2016 - 13:25

O maior casaco do armário de Winter fora usado para cobrir sua roupa, esperando que a madrasta a deixasse passar se não visse as vestes que usava. Teve sorte ao ver a loira jogada no sofá, trocando os canais sem prestar atenção na enteada. As escolhas de namoradas de sua mãe a fazia querer vomitar, sempre loiras e com menos de 40 anos, parecia até mesmo que queria encontrar um oposto bom o suficiente.

Sua carona era um carro velho repleto de adolescentes que tinham vontade de beber até desmaiar, mas ainda não tinham a idade suficiente para isso. Caminhou com passos firmes para fora de casa, tirando o casaco preto e indo até o veículo, se dirigindo para o seu assento no mesmo. Guardou sua peça de roupa, esperando ansiosamente para a festa.

♡☆♡

Colocou os óculos de sol da melhor amiga enquanto entrava no recinto onde ocorreria a festa, rindo alto das piadas que a mesma contava. A música alta a fez dançar enquanto andava, balançando os braços de um lado para o outro, arrancando risadas das pessoas ao seu redor. Alguns de seus amigos dirigiram-se a uma das mesas vazias, deixando a morena para trás, que dançava de maneira animada no meio de desconhecidos.

Off: roupa: x.

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✻ brotaca feels ✻
This is a state of grace This is the worthwhile fight Love is a ruthless game Unless you play it good and right These are the hands of fate You're my Achilles heel This is the golden age of something good And right and real.

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Charlotte Dähl Weiszäcker em Ter 23 Fev 2016 - 17:30

A coisa que Aylah mais odiava em Miami, era o calor. Lá era constantemente, uma grande fonte de calor, e isso a irritava profundamente. A morena estava em seu apartamento, seu quarto estava bagunçado e suas roupas estavam jogadas no chão. Viu que eram 16:00 pelo seu celular, um iPhone. Tinha também alguns lembretes de reuniões, festas, coisas desse tipo. Quase nada ali lhe interessava, exceto o cara que dormia ao seu lado na cama. Enquanto a jovem se levantava, e nua mesmo, andava por seu quarto recolhendo suas roupas, se dirigia para o banheiro, onde tomou um banho, e saiu do mesmo vestida com uma blusa tomara que caia, um casaco preto curto, uma saia preta, sapatos de salto alto nos pés, e uma expressão divertida. ― Ei, Bash, acorde, fofo. ― A garota deitou-se em cima do rapaz de cabelos castanhos que estava ali deitado. ― Droga, Lay, você tinha que me acordar, mon amour? ― O rapaz a abraçou, espalhando beijos por seu rosto, enquanto a morena ria. ― Eu tenho que sair, você tem a chave, fica o quanto quiser, e se for na festa, me procura. ― A universitária apenas deu um beijo rápido e estalado no moreno antes de pegar sua bolsa e suas chaves, junto com o celular, antes de sair de casa.

Quando a jovem chegou ao estacionamento do prédio, procurou por seu carro, um Volvo, preto, o qual desativou o alarme com a chave do carro e entrou no mesmo. Deu a partida, e dirigiu por algum tempo, até chegar a empresa de uma amiga. No meio do caminho, a morena tinha recebido várias mensagens de Dianna, a maioria perguntando: “Aonde você se meteu, Aylah? Eu preciso de ajuda, sua francesa falsificada!” Os bipes que tocavam do celular anunciando novas mensagens a irritava e a jovem estava prestes a jogar o celular no chão, a quebrá-lo, mas ao se lembrar do que perderia, desistia. Quando chegou a empresa, estacionou o seu carro no estacionamento da empresa, pois não arriscaria que seu carro fosse roubado. Seu carro junto de seu celular, livros e suas roupas, eram seus preciosos.

A jovem entrou no saguão principal da empresa pelo o subsolo, e ao ver a decoração do lugar, revirou os olhos. Sempre esbanjando, Dianna, não muda nunca... Ela riu baixo com o próprio pensamento, então olhou para a recepcionista que parecia ocupada com algo. Aylah fez um som com a garganta para chamar a atenção da mulher loira, não dando certo. A francesa tentou novamente e deu erro. É, ela já estava irritada. ― Caramba, sua incompetente dá pra me atender? Sou muito jovem, gostosa e inteligente para a sua chefe me matar, hello! Seja mais esperta, amorzinho! ― A morena gritou com raiva. ― Ótimo, adiantou, tenho sua atenção, oxigenada? ― A recepcionista assustada, concordou. ― Diga a sua chefe que... Ah, quer saber, dane-se, vou subir. Não avise Dianna, vou assustar aquela morena. ― Aylah entediada, revirou os olhos.

Enquanto a morena andava para os elevadores, apertou o botão assim que entrou, para o último andar. Esperou algum tempo, até que a porta dos elevadores se abrissem, e viu ali o andar muitíssimo bem decorado, o bom gosto era evidente, mas alguns exageros, ao menos na visão de Aylah, lhe chamavam a atenção. Seus passos eram apressados, mas seus olhos guardavam todos os detalhes. Já tinha três anos que conhecia Dianna, e nesse período, tinha ido naquele prédio várias vezes, viu várias mudanças de decoração ali, mas ainda assim, só ia ali para ajudar Dianna com suas roupas, mas a amizade brotara.  A morena sorriu ao ver a secretária de Dianna parada em sua mesa, digitando algo. ― Não avise a morena que eu cheguei. Não me importa se ela estiver ocupada. ― Aylah piscou para a secretária e abriu as portas da sala.

Assim que Aylah abriu as portas, gritou. ― Boa tarde, flor do dia, se está ocupada, larga tudo, a gente tem uma festa para ir, queridinha! ― A menor colocou a bolsa em frente a Dianna, em frente a enorme mesa de mogno que a mesma se sentava. Enquanto esperava a bronca que a mais velha lhe daria e a mesma se desocupar, abriu a bolsa que tinha trazido, e começou a fuçar ali, observando o que tinha trazido. Quando percebeu que Dianna finalmente acabou seus afazeres, a menor gritou um “aleluia” mentalmente, e sorriu. ― Anda, me mostra seu closet, você realmente me ama muito para eu te ajudar com isso. ― Ela piscou, e andou até o closet sendo guiada.

Entrou no cômodo, ficando ali por alguns minutos, vistoriando tudo. Era muita roupa, das melhores marcas. Gucci, Givenchy, Prada. Aylah estava sem dúvida, no paraíso fashion. Quando finalmente escolheu as roupas, entregou-as para Dianna que esperava, recostada na porta do closet. ― Prontinho, chuchu. Veste aí. ― Aylah então se sentou na cadeira onde a mais velha sentava se para trabalhar, e esperou. Assim que Dianna apareceu vestida, a menor aplaudiu. ― Está linda! ― A francesa analisou atentamente, cada pedaço da produção, para decidir o que combinaria com a roupa, para o cabelo e a maquiagem. ― Primeiro, você vai fazer cachos, nesses belos cabelos escuros, você vai passar um batom vermelho nos lábios e não realce os lábios, porque chamar atenção para os lábios e olhos ao mesmo tempo, sinceramente fica muito esquisito, agora vai lá, eu vou me trocar. ― A menor pegou suas roupas e a maquiagem na bolsa que tinha trazido, indo para o banheiro do escritório, onde se trocou. Aylah voltava vestida com um casaco preto e sapatos de salto alto preto nos pés, com joias prateadas e com uma maquiagem que realçava seus olhos castanhos, com um batom claro nos lábios. ― Antes que me pergunte, não, não estou pelada embaixo desse casaco, relaxa. ― Sorriu para Dianna. ― Vamos, baby? Ou vamos chegar atrasadas. ― Pegou seu celular, visualizando o horário. 20:50. ― Eita caramba, quase nove horas, e olha que eu cheguei aqui as seis e meia! ― Aylah esperou a mais velha pegar seu celular, antes que a puxasse para fora do escritório e da empresa em si.

O motorista de Dianna as esperavam em frente ao saguão principal, onde saiam apressadas, bom, Aylah principalmente que arrastara Dianna desde seu escritório. Entraram no carro, e Aylah começou a visualizar alguns email’s que tinha recebido, durante o tempo na empresa. O trajeto foi calmo, sem engarrafamentos, e assim que chegaram na boate, a menor sorriu, e desceram do carro, fechando a porta em seguida. Entraram na boate, e Aylah viu. O movimento e a confusão que estava já no primeiro andar, ela tinha certeza, que estaria pior no segundo. Assim que chegaram no andar da festa, ambas se separaram, cada uma foi para seu canto, a francesa apenas se sentou em um canto, esperando que algo lhe acontecesse ali.

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SO TAKE ME TO PARADISE AND LOVE ME

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Honora N. Callaghan em Ter 23 Fev 2016 - 17:33



Let's party


Coloquei o fone de ouvidos e estendi a língua para fora, mas não tinha nenhum sinal de má educação em minha ação. Era quase um convite para um desconhecido.  Rapidamente um amigo que eu não nunca havia visto  em toda minha vida depositou ali um comprimido estranho de gosto amargo.  Eu já conhecia aquele gosto, e a ironia era chamar aquele negócio de doce. Mas eu desconhecia aquela música que tocava no carro de quem havia me dado carona. Matilda? Sorri feito uma retardada olhando para o lado tentando encontrar o rosto de minha colega de quarto com quem eu havia saído de casa mas apenas vi uma loira de pele negra que sorria demais, naquele momento Matilda havia virado Jolie e eu sabia que a doce e inocente Honora - Nora para os íntimos - deveria virar a intrigante Nuala.  Com um movimento  rápido aquele comprimido foi parar debaixo da minha língua e eu aumentei o volume da música psicodélica conforme o doce batia forte em minha mente. Já não era tão forte como das últimas vezes, mas teria de dar para a festa, ao menos. "Jolie..." Virei-me para a minha amiga fazendo um pequeno bico "Temos de ir mesmo?" E ela apenas riu.

Suas mãos femininas desconhecidas meus seios, depositando dentro de meu sutiã um pacote imperceptível cujo toque nenhum segurança jamais conseguiria sentir graças ao bojo que criava um efeito espetacular de seios gigantes que eu jamais possuiria. Segurei o pulso daquela pessoa e fiz um pequeno estalo com os lábios, desaprovando tal abuso em meu corpo. Mas algo em mim já não se importava mais e o pulso em minha mão transformava-se em madeira como se ela fosse minha virgem ninfa.

"Você tem de ir pra festa, Nuala"
Ela disse ainda em meio seus risos graciosos e tudo o que consegui fazer foi uma careta e olhar pra fora vendo a garotada entrando no recinto, que do lado de fora já dava para ter uma ideia do volume da música do lado de dentro.

"Jo! Nós como 'acompanhantes de luxo' estamos mais coberta do que a garotada"
Abri a porta do carro e coloquei a perna para fora, sem conseguir tocar o chão, apenas olhando o horizonte como se ali fosse o mar e não uma rua movimentada. "A garotada não cobra para mostrar o corpo, amor" Disse a morena em meu ouvido antes de suas mãos me empurrarem para fora do carro. E novamente ela começou a rir.

(...)

A festa parecia legal. Não tinha certeza se o cara da festa tinha realmente uma cabeça de leão ou não, mas acreditava que era porquê eu estava drogada, mas ao entrar ali era como se quase todos os efeitos passasse. Jolie desprendeu-se de minha mão e já parecia conversar com algum conhecido, ou antigo cliente. Era sabia fazer aquela rosto de criança perdida, enquanto eu, com minhas tatuagens e maquiagem de pin up apenas conseguia ser a vadia cínica que todos buscavam. Sem olhar puxei um copo da bandeja de um garçom que primeiramente olhou feio para mim e depois sorriu ao ver meu decote. Tudo o que deu tempo de fazer foi mostrar meu dedo do meio.

Apoie-me em uma mesa vazia, quase sentando em cima daquele negócio enquanto olhava ao redor com minha melhor expressão de tédio, enquanto em minha mente outra música tocava.


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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qua 24 Fev 2016 - 1:08

It drowned in the tide
Meus olhos encontraram os de Barbara no outro lado da porta e um sorriso se abriu em meu rosto. O modo com que eu tinha conhecido a garota não era muito comum: Eu a parei no meio da rua para posar para um shoot comigo, que para minha surpresa tinha ido muito bem. Convidei a mais nova para entrar e corremos para o meu quarto em meio de risadas e uma conversa paralela. Desde aquele dia, eu a Barbie tínhamos nos tornado amigas muito próximas, e eu podia jurar que a cada vez que eu ficava aqui, as coisas pareciam fluir mais fáceis.

***

-Vamos logo, ou iremos nos atrasar, Barbs!

Puxei a menina da frente do espelho e peguei a chave da minha picape, e nós duas batemos nossos saltos pelos corredores do prédio. Era fácil ter uma boa tarde ou noite com Barbara ao meu lado. Apesar de termos nos conhecido há apenas dois meses, era como se nos conhecêssemos há anos. Nicole estava em uma viagem em visita ao noivo, e eu sabia que não adiantaria sequer ligar para ela. Meus olhos percorreram as ruas de Miami, um sorriso em meu rosto, meu pé entrando cada vez mais no acelerador. A cada parada em um semáforo, era uma olhada dos carros ao lado para dentro do nosso carro, e cantadas me faziam revirar os olhos.

Depois de algum tempo, você acaba se acostumando as palavras que são gritadas para você. Isso não quer dizer que eu gostasse delas. O sorriso no rosto de Barbie me fazia ter certeza que ela gostava da atenção, menos quando vinha com algum tipo de ofensa junto à ela. Olhei para minha amiga com um sorriso nos lábios e abaixei o som que tocava uma música do Avicci, e coloquei ambas as mãos no volante de couro do meu carro.

-Mas me diga, quem você está indo para matar hoje, hum?

A pergunta podia ter uma mensagem subliminar ali, mas Barbara sabia qual era: qual era a vítima da noite. Sinceramente, hoje eu não estava ligando nem um pouco para isso, eu eu queria mais era dançar e beber até não conseguir mais andar direito. E com certeza precisar pegar um táxi para casa. Minhas mãos batiam no volante ao ritmo da música, e meus pés ligeiros trocavam entre acelerar o carro, e diminuir sua velocidade. Dei de ombros com a resposta de Barbie e soltei uma risada, passando a mão em meu cabelo e o jogando para trás.

-Sabe, eu quero dançar hoje, até não sentir mais meus pés e minhas pernas. O que vier fora isso é ganho. Olhe, chegamos!

Estacionei o carro na esquina do lugar que tinha uns holofotes mexendo de um lado para o outro. Desci do carro em um pulinho e arrumei o vestido, o puxando levemente para baixo e fui para a calçada ao lado de minha amiga, colocando o braço em seu ombro e a puxando para perto de mim. Peguei o celular em minha mão e abri a câmera, apontando para nós. Abri um sorriso que imitava o de Barbie e tirei uma foto, logo em seguida tirando outra com a língua para fora. Aquilo bastava.

-Agora, às bebidas!

Entrelacei minha mão na da menina e me enfiei em meio à multidão. Eu não queria me perder dela agora, e sabia que em alguma hora da noite, acabaríamos uma para cada lado, e eu queria garantir pelo menos uma tequila com ela. Olhei para a garota do outro lado do bar e lhe ofereci o melhor do meu sorriso, jogando o cabelo para trás e apoiando os cotovelos na bancada.

-Duas tequilas e uma cerveja, por favor.

Sentei no banco que tinha ali e bati ao meu lado para que ela se sentasse. É, essa seria uma noite no mínimo agradável, e se não fosse, tinha bebida até a bunda dizer chega.

Wake me slowly Or watch me fall;

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Bodies, our baby making bodies We just use for fun... Bodies, let's use them
up unTill every little piece is gone On and on and on
it won't take you long

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 24 Fev 2016 - 13:22


body on mine

it's all your if you want me, all yours if you want
Ser adulta e portar tantas responsabilidades estava sendo algo que, de fato, estava me deixando de cabeça cheia. A empresa obtinha conhecimento mundial e crescia desenfreadamente. Não era como se eu estivesse reclamando, estava muito longe disso, porém, estava bastante surpresa com o meu próprio desempenho. As aplicações de meus próprios projetos na universidade estavam se saindo muito melhores que qualquer fundamento básico dado nas aulas, e estava orgulhosa do meu próprio pensamento positivo. O dia havia sido, basicamente, tranquilo. Algumas reuniões precisaram ser adiantadas, alguns processos de expansão entrando em demanda no escritório em forma de papelada para dar uma olhada, critérios para novos funcionários, checagem de e-mails e uso da internet na central de compartilhamento da Ohlweiler Enterprise, e revisão de algumas causas em que a empresa estaria entrando de cabeça. Às quatro da tarde quase tudo estava feito, e uma leve palpitação incomodava minhas têmporas. Alguns papéis precisavam de uma revisão, então sentei-me para começar a inspeção, mas antes... Tomei o celular em mãos, mandando algumas mensagens para Aylah. "Onde você está, francesa falsificada?" bem ao tempo em que a porta de minha sala era aberta pela nova secretária, que vinha me trazendo uma bandeja com um aspirina dentro de um copo descartável, e outro copo com água. ― Cheque minha agenda para amanhã e desmarque qualquer compromisso importante. Não estarei presente. Se restar documentos para análise, mande lá para casa. ― ditei, já virando-me para voltar a reavaliação dos documentos na mesa. Antes de me sentar, percorri o caminho até o closet, afim de ter ao menos um vislumbre de como eu estaria vestida para a festa de inauguração da CEM, mas nada se passava por minha mente. Cada peça ali dentro havia sido milimetricamente selecionada por alguém que já não via a algum tempo, e de fato, sentia falta da presença rebuscada e divertida de uma certa francesa de olhos azuis e cabelos dourados como ouro líquido derretido.

De volta a mesa, já no fim do que estava fazendo, a porta da sala é aberta sem o mínimo aviso e uma morena baixinha adentra o recinto, me fazendo olhá-la impacientemente. ― Por Deus, onde você estava, Lay? ― dobrei a página do documento que teria de ser enviado ao RH para rechecagem, e fechei a pasta, prestes a dar-lhe uma bronca, mas não havia traços da morena por ali. Ouvi sua voz vindo de perto do closet, enquanto ela já fuçava algo por lá. ― Ele vai até o fim do corredor, então você pode andar até o fim dele e vai achar muita coisa. Hanna deve ter achado que eu moraria aqui, então fez questão de turbiná-lo. ― suspirei, me recostando em uma pilha de roupas com uma plaquinha de instrução. Típico de Hanna para que eu não me perdesse.

"Uso casual: saídas inesperadas, almoços informais, e necessidades básicas; trocar de camisa ou calça caso derrube algo no que está vestindo e afins."

Toda de preto? ― abri um sorriso divertido ao notar as peças escolhidas por ela. Apenas o salto era de outra cor, que não fosse preto. ― Tem certeza que esse salto vai dar certo? Tipo, eu vou ficar com quase um metro e noventa. ― apoiei as mãos na cintura, ouvindo o "Este é o menor que tem por aqui, então sim, é com ele que você vai. E vá se vestir, vou fazer o mesmo." Não contestei, apenas peguei tudo, e fui para o meu banheiro, deixando o espaço para Aylah se trocar. De banho tomado e roupa vestida, voltei para o closet, encontrando a francesa pronta, e de preto, assim como eu. Segurei a piadinha que poderia fazer, indo atrás do batom vermelho que ela havia separado para mim, passando-o com cuidado para não borrar. ― Sabia que falaria sobre cachos, então já os fiz no banheiro. Porém, pretendo ir com o cabelo preso em um coque. Dica especial. ― pisquei o olho para ela, lembrando de algo dito pela dona de cabelos cor ouro uma outra vez. Passei o perfume após finalizar a maquiagem, e pronto.

Sawyer havia estacionado na vaga indicada para mim na chegada ao prédio, podendo ir para o estacionamento privado, longe de toda a confusão do lado de fora. O movimento estava agitado demais para o início da noite, o que me deixara levemente abobada. Nem a Fire Fighter tinha esse movimento todo. A CEM tinha tudo para dominar as noites de Miami, e isso estava se provando ainda ali, do lado de fora. ― Vamos, senhorita Chamberlain. ― com um sorriso maroto, sai do carro, esperando-a do outro lado. Subimos até o andar onde a festa estaria rolando, e logo cada uma tomou o rumo da noite. Observei o trajeto feito pela morena, vendo-a se sentar. Neguei com a cabeça, abrindo um sorriso quente. Me dirigi até o bar, encostando o cotovelo direito ali. ― Um Tequila Fresa. ― fiz o pedido ao rapaz por trás do balcão, enquanto analisava o lugar e os já presentes.





CEM ● At the bar ● wearing ● alone

When you put your body on mine and collide, collide. It could be one of those nights. When we don't turn off the lights wanna see your body on mine.


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Climb on board
We'll go slow and high tempo

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Hanna Mensdorff-D. McCain em Qui 25 Fev 2016 - 1:36

Slayin with queen H, if you ain't on the team, you playin' for team D.

"Hanna Aimée Mensdorff-Pouilly, onde você está?"

O
tom daquela voz era uma mescla de serenidade e seriedade, as palavras eram ditas de modo pausado com um leve toque exótico de um sotaque francês que eu conhecia bastante. Quantas foram as vezes em que eu ouvi aquela mesma frase após receber dezenas de contínuas ligações em qualquer que fosse a hora nos últimos... dois meses? A última vez que atendi uma ligação como aquela – exatos dois dias atrás – eu havia dado a ligeira resposta de que estava em Paris, acompanhada de minha – agora oficial – irmã, Shannon.

Eu ainda estava na companhia de Shannon, mas não em território europeu.

— Mamãe, que surpresa! — A mentira em minhas palavras eram nítidas, assim como o timbre falsamente animado em minha voz, algo que não só me fez rir como a pessoa do outro lado da linha. — Shannon e eu estamos agora em Nova Iorque. Tivemos que pegar um vôo para uma reunião de trabalho. Um novo evento da Victoria's Secret, nossos nomes estão no casting do ensaio fotográfico e eu aposto que você já está sabendo disso, justamente por isso me ligou. Estou certa, uh? — Mais uma vez as risadas baixas e breves se uniram, ela sequer precisou responder, eu sabia que era aquele o motivo de sua nova ligação. Um novo som chamou minha atenção, este provinha do receptor do telefone celular; o som parecia vir de algum lugar distante, mas não foi difícil identifica-lo como a voz do novo marido de minha mãe. Joseph Kempner. Suspirei, desacreditando que minha mãe estava deixando de dar atenção a um homem como ele para perder seu tempo sendo a mesma mulher de instinto imperante, sempre desejando estar por dentro de tudo referente a mim e pronta para opinar. O problema era que eu não aceitava mais aquilo como antes. Eu não era mais uma criança. — Mãe. Volte para sua lua de mel, são seus últimos dias no paraíso com seu marido! Aposto que tem muito o que ver ainda da Itália. Dê um beijo no Sr. Kempner, deixe-o saber que Shannon e eu ficamos gratas por ele ceder o helicóptero da empresa! A propósito a inauguração da boate de Shannon e Shane é hoje. Deixarei você informada sobre. Je t'aime, não me ligue nos próximos dias! Au revoir. —

Um sorriso divertido desenhou meus lábios consequente as últimas palavras ditas por Dahlia na ligação. Sua ameaça de desligue-e-eu-apareço estava fora da realidade; estávamos a um oceano de distância e eu realmente sentia sua falta. Meus olhos focaram no cenário ao meu redor, um extenso corredor vazio ante a mim. A realidade ia retornando minha mente enquanto eu observava o caminhar ligeiro de uma loira magricela que vinha do fim do corredor. Nova Iorque. Upper West Side. Reunião. O estalo dos saltos de Shannon cessaram assim que ela parou a minha frente, o sorriso cúmplice que surgiu em seus lábios refletiu no meu. Nada precisava ser dito, nossos olhares comunicaram uma mensagem única. Meu coração se animou com o pensamento que surgiu; eu voltaria a sentir minha cama, voltaria a passar as tarde rindo com No. 22l e Dolce acolhidos em meu corpo, iria rever os olhos amendoados e escuros da minha menina de pele da cor-de-canela sem ser por uma tela e com sorte veria também a pequena de olhos graúdos e perfeitos lábios arqueados que lhe davam uma feição de boneca.

Hora de voltar para Miami.

•••

"Senhoritas, estamos nos aproximando do heliponto do edifício." A voz entoou no fone de ouvido que cobria minhas orelhas, ouvir aquilo me fez sentir tão bem que eu quase gritei de animação. "Precisamos voltar a Miami, iremos de helicóptero." A ideia surgiu em meio a toda correria minha e de Shannon na suíte do hotel Plaza. Precisávamos da certeza de que chegaríamos na Flórida aquela noite, tínhamos um helicóptero a nossa disposição; as coisas pareciam correr para um bom caminho aquele dia.

"O vôo deve durar horas, melhor estarmos prontas e ao aterrizar é só irmos direto para a boate", eu havia dito em algum momento durante a arrumação de malas. Agora, eu não conseguia decidir se foi uma boa ou má ideia; após horas de vôo, não estaríamos com a roupa amassada ou cabelos despenteados, uh? Estiquei o braço para o chão, recuperando minha bolsa e retirando dali um espelho de mão. Mirei minha face refletida e suspirei aliviada com o que vi; os olhos permaneciam bem delineados e realçados, os lábios ainda levemente rubros e todo o restante dos retoques que compunha a maquiagem permanecia intacto. Em seguida foquei nos fios longos e dourados que caiam até o meio das costas em cascata; parfait! Antes que eu pudesse findar minha inspeção o helicóptero pousou e as portas se abriram. Meu olhar se iluminou assim que a face familiar da governanta do apartamento de Shannon – incluso em um último andar daquele grandioso prédio – surgiu. Mas, minha atenção não permaneceu nela e sim nos clarões momentâneos e bastante luminosos que viam de algum ponto ante o aeronave.

Paparazzis.

Um sinal silencioso para Shannon e ela notou o que estava acontecendo. O sorriso cúmplice era tão natural que me fazia sentir até bem sempre que surgia. Por puro instinto, deslizei os dedos em uma mecha loira que caia a frente de sua face, teimando unir-se as demais no penteado preso que Kempner usava. A maquiagem cobria as sardas de sua face e destacava ainda mais sua beleza. — Será uma boa noite. — O sussurro soou, acompanhado de um riso travesso, antecedendo nossa saída do interior do helicóptero. Bastou aquilo e uma chuva de flashes surgiu. Meus lábios finos desenharam um meio-sorriso atrativo, enquanto em permaneci parada por alguns segundos ao lado da outra loira; uma mão na cintura, os ombros levemente curvados e o olhar estratégico em cada disparo que nos capturava. Um pensamento surgiu em minha cabeça, arrancando um sorriso maior instintivamente; não havia sido má ideia já estar pronta, afinal! As câmeras fotografavam minha silhueta magra revestida naquele fabuloso vestido Anthony Vaccarello; o corpete assimétrico apertava ao meu torso, minha posição revelando o corte lateral do vestido a minha esquerda, assim como era nítida a fenda assimétrica com uma dupla faixa na lateral direita da peça.

Simplesmente sans défaut.

De súbito uma dupla de homens surgiu, ambos altos e corpulentos. Sua inesperada escolta findou assim que alcançamos o elevador de acesso ao interior do prédio e assim que as espessas portas de ferro de fecharam eu dei uns pulos de animação, fazendo o par de Michael Kors martelar o piso metálico. Meus olhos estudaram a mulher que me acompanhava – tão animada quão eu me sentia –, um sorriso presunçoso surgindo acompanhando da lembrança de quando eu a forcei a usar aquele modelito que a fazia parecer ainda mais quente.

Eu não era a única arrasando em um legítimo Vaccarello aquela noite.

Um som indicou a chegada do segundo andar e quando as portas se abriram eu me senti deslumbrada. O som que até então era abafado soava extremamente alto agora, de um lado ao outro pessoas surgiam, parecendo animados em meio a todas as luzes que piscavam frenéticas por todo o andar. — Miami toda está nessa inauguração?! — O tom zombeteiro dominou as palavras sussurradas do ouvido de minha irmã. Poucos segundos depois e lá estávamos nós, adentrando o recinto. Era contagiante, cada nova batida, cada olhar que nossa presença captava durante as passadas firmes que atravessavam o salão abrindo caminho sem nenhum esforço parecia combustível para uma excitação em meu interior. Aquela seria de fato uma noite memorável.

La reine est de retour.

*

NOTES: Hanna is at the CEM opening, she's wearing THIS and she feels suddenly excited about the night. She's with Shannon Kempner, in your fabulous arrival in town. The music in the player is called Flawless by Beyonce.


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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Sage Lœw.-Björkwald em Qui 25 Fev 2016 - 21:51

xxx

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Ana Júlia Drummond em Sex 26 Fev 2016 - 2:25

What you gone do when I appear? When I premier? Bitch the end of your live are near, I'm ready to dance when the vamp up and when I hit that dip get your camera. Nigga you know what's up or don't you?
tags: #party #friends #monthslikeyears

notes:

outfit: Let it Burn.  

ϟ mei
Após mais uma briga e mais um fim de namoro, a morena não pensou duas vezes ao dizer "sim" para o convite de Möa. Inauguração de boate sempre é surpreendente e atrai todos dos que moram e os que estão apenas passando férias no local.
Estava com o capacete da moto no braço e uma mochila escura com spikes detalhadas pendurada em apenas um ombro de meu corpo, quando a porta se abriu a garota sorrio de modo animado ao ver a felicidade de Möa.
-Buh!
Disse abrindo os braços em um abraço e correspondendo de modo rápido a amiga já a empurrava para dentro a arrastando para o quarto entre risos e conversas. Última coisa que a morena de cabelo enrolados e loiros pensaria seria no atual-ex-namorado.
Deixou-se levar pela empolgação da amiga, acompanhou o ritmo da menina de se vestir e após grandes minutos fazendo o penteado e deixando a maquiagem impecável a garota pôde em fim colocar a roupa deixando o salto por último.
Maquiagem, laquê, fixador de maquiagem pronto, enquanto prendia o cordão a garota andava pelo quarto rindo com a conversa sobre as expectativas em relação a inauguração. Anéis, pulseira e a jaqueta foram itens essenciais, enquanto arrumava a calça justa ao corpo na cintura foi novamente puxava e cambaleando rio parando em frente ao espelho.
Virou-se de costas empinando o quadril fazendo uma pose para Möa.
-Estou gostosa? Só saio se estiver gostosa!
Disse em tom brincalhão e sem aguardar a resposta ela se sentou na cama para que pudesse calçar o salto, tinha o grande problema com atrasos e apesar de se organizar, sempre existia um detalhe que deixava a garota minutos para trás.

O caminhar pelo prédio e a conversa empolgada ditas em tom alto fazia as menias gargalhar, Barbara contava sobre a faculdade e momentos cômicos. Com o celular em mãos caminhou até a picape enquando mexia no aparelho, respondia as mensagens de Drew.
Barbara perdeu os modos ao entrar no veículo, sentou de qualquer jeito deixando as pernas cruzadas e mexeu no painel de som aumentando o volume e dando play na música, digitava de modo nervoso e frenético, com a janela aberta a garota pode ouvir elogios e aos risos olhava para a amiga.
-Sabe o que isso significa? Significa que estamos gatas, um arraso! Claro, menos quando os cara são uns babacas!
Ao finalizar a frase a morena se virou para a janela respondendo um carro com homens as chamando para motel, elogios eram bons mas desrespeito era inaceitável para ela.
Balançava o corpo no ritmo da música e olhou para a morena ao seu lado quando a mesma abaixou o som, com a pergunta a morena apenas virou o aparelho mostrando as mensagens de Drew.
-No momento estou querendo matar esse aqui, já passei o endereço da boate. Se ele aparecer lá vai me ver... Superando ele. Pode ser com bebida ou com outro... E você hein? Nunca vi esses seios tão pra fora e essa bunda tão empinada!
Disse em tom brincalhão e piscou para a amiga.
Ao notar os holofotes a garota quase pulou do banco se ajeitando no acento, sem demorar abriu o snapchat e filmou o local sem se importar com o movimento do carro, virou a câmera do aplicativo para uma selfie e sorrio logo apontando para Möa, rio colocando o vídeo no perfil e aproveitou o pouco momento restante no carro e se ajeitou novamente certificando-se da beleza.

Caminhava deslocando o quadril, seu modo normal de andar dava a grande sensação de rebolado em meio ao andar, se aproximou da amiga e fez poses para a foto que a mesma tirava. O típico sorriso deixando os olhos cerrados e uniu os lábios em um beijo fechando os olhos virada para a câmera. Se dependesse de Barbara, a festa seria feita ali mesmo tendo apenas Möa. Ergueu as mãos sem elevar os braços e as agitou no ar com os dizeres da amiga, movimentos os ombros para cima e para baixo em um passinho qualquer e riu.
-Hora de arrasar, mostrar para quê nós viemos. Hora de fazer Cosplay de Lady Gaga e lacrar hein!
Disse brincando já entrelaçando os dedos com os da amiga sabendo que mais cedo ou mais tarde seria difícil encontrá-la, encarando a multidão distribuindo empurrões quando era empurrada a garota lutava para não se perder da amiga.
Chegando no bar, Barbara virou-se de costas apoiando os braços e as costas na bancada olhando em volta procurando algum rosto conheço para que pudesse formar um grupo. Negou o acento e virou-se para a amiga, precisando se aproximar da mesma para conseguir dizer algo.
-Disputa de quem toma mais shoot? Vai ser fichinha pra mim, mas você... Ér, acho que perde...
Rio implicando e ao chegar o pedido a morena pegou o pequeno copo e virou de uma vez sentindo então o soco no estômago e sorrio deixando na bancada o pequeno objeto de vidro. A música agitada fazia o corpo de Barbara se mover, mesmo discordenada do ritmo graças a alguns que passavam e a empurravam mas lutava contra aquilo.

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 E se eu morrer, em quem vai se inspirar?!


          Thank's Lyra' @CUPCAKEGRAPHICS

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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Dom 28 Fev 2016 - 22:36


body on mine

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Com o tempo, lotes de jovens chegavam aos montes, como se estivessem desesperados pelo fogo oferecido naquela noite. Boates eram sempre sinônimos de drogas, muito álcool e para os sortudos da ocasião: muito sexo. Toda aquela empolgação fazia sentido. Observava tudo com o mínimo de interesse, já que estava ali apenas por um motivo prioritário: rever pessoas de grande valor em toda a minha vida. Suspirei, acabando com o restante da Tequila Fresa. — Rapaz, traga outra. — escorei o cotovelo na bancada do balcão, depois de erguer as mangas do terno esportivo justo e muito bem cortado para meu tronco, sentando no banco alto. How deep is your love tocava tão alto, que por um momento achei que estaria propensa a uma forte dor de cabeça, mas a memória corriqueira de uma ex adolescente festeira estava ainda presente, o que claramente me impediria de dores, através do costume de presenciar tudo aquilo.

Uma nova bebida havia sido posta na mesa, e logo a fumaça estava para circular o ambiente - causada pelo fogo, que parecia ser um ingrediente para finalizar o shoot - mas fora impedido pela tampa do copo. Aquilo havia me intrigado, não deveria ser uma bebida americana. Uma voz desconhecia soara direcionada para mim, me tirando a atenção da tequila, para observar quem era. Uma morena de olhos azuis, diga-se de passagem muito bonita. Sua fala me intrigou, fazendo com que a sobrancelha direita fosse arqueada, unida a um sorriso fechado e discreto. Certo que a mídia poderia vazar uma boa quantidade de informações, mas o não era como se fossem saber o tipo de bebida que eu costumava ingerir. — Eu sempre achei que existissem formas melhores de se puxar um assunto. — suas feições eram joviais e delicadas, não deveria ter mais que vinte anos, ou até menos que isso. — Perdão, eu a conheço? — questionei, ainda rebuscada e deixando a educação tomar a frente. — Existem momentos para certos tipos de bebidas, e digamos que sou bastante seletiva em minhas escolhas. Hoje é dia de tequila. Desculpe desapontá-la, senhorita...? — deixei para que ela findasse, se apresentando.





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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Convidado em Seg 29 Fev 2016 - 2:26


Focus on me
Let's find a light inside our universe now. Where ain't nobody keep on holding us down, just come and get it, let them say what they say, cause I'm about to put them all away.


- Eu ainda não sei como você faz isso. – Após bons minutos de silêncio, a voz do homem preencheu os ouvidos da loira, que apenas sorriu de lado e continuou a ler as palavras impressas na folha. Seu óculos de grau escorregava pelo nariz, fato que a fazia parecer mais velha do que realmente era. Aquele era seu mais novo contrato da Victoria’s Secret.Você modela, é arquiteta, ainda tem vida social e continua com uma pele maravilhosa. É algum tipo de superpoder? – Jefferson, seu agente, não media a curiosidade em sua voz. Sem se conter, a mulher desgrudou os olhos da folha e caiu na gargalhada. Jeff estava, ao todo, certo, porém, ela sentia-se cansada, como se tivesse dias que não descansasse. Suas viagens intercontinentais a esgotavam, as toneladas de desenhos que era obrigada a fazer para seu pai – que ainda estava em sua lua de mel de anos -, roubavam-lhe horas de sono e modelar era... Estressante. Em seu âmago, a Kempner sentia-se farta de tudo aquilo. Mas ela apenas seguia em frente, aproveitando de sua correria do dia a dia para amadurecer e descobrir o que era aquilo que todos chamavam de vida.

- Você esqueceu-se do fator mãe. Isso é muito mais cansativo do que tudo isso que disse. – A loira pronunciou, assinando o final do contrato com a caneta preta que tinha o corpo bem ornamentado. Mais algumas palavrinhas e poderia ir, finalmente, para Miami. Havia mais de quatro meses que não pisava na cidade e realmente sentia falta do clima tropical. Subiu os olhos, vendo Jeff com uma expressão chocada. Girou os olhos. – Estou falando de Willy, Jeff. Estou falando de Willy. – O dito cujo era seu gato, um presente de uma pessoa pra lá de especial. Maneou a cabeça, com um sorriso divertido brincando em seus lábios cobertos por um gloss transparente, ao ver o homem colocando a mão no coração e fingindo estar aliviado. – Já posso ir? Eu tenho que estar em Miami em três horas pra inauguração da boate. – Batucou os dedos na mesa de mogno, enquanto mordia o canto do lábio inferior, mostrando parte de sua ansiedade. Planejava a CEM desde sua adolescência, com seu melhor amigo, Shane. E agora, dentro de algumas horas, veria tudo funcionando.  Existia sensação melhor do que realizar um sonho? Foi um aceno de mão que a liberou, fazendo-a quase sair correndo da sala de reuniões.

Seus saltos batiam contra o piso brilhante do saguão, fazendo-a uma verdadeira Senhorita Clack – impossível era ela não se lembrar de O Diabo veste Prada com aquela situação, ainda mais quando passara dois dias inteiros em solo europeu fazendo compras. Os olhos azuis piscina brilhavam enquanto encarava a figura bons centímetros menor que ela ao final do corredor, desligando o que deveria ser alguma chamada. Seu palpite? Dahlia, a mulher que chamava de mãe sem pensar duas vezes. Estacou seus passos assim que se viu frente a frente a sua irmã, abrindo um sorriso que fora correspondido imediatamente. Estavam livres.

*~*~*~*

Ela havia mudado e tudo em sua postura gritava isso. Coluna ereta, queixo erguido e nariz levemente empinado. A postura que fora ganha com alguns meses de dedicação as aulas de etiqueta – muito bem e obrigada – finalmente era utilizada para algo além de jantares de família e de negócio. Um sorriso discreto deixava um ar sensual lhe rodeando, mas aquele brilho de menina sapeca ainda estava gritante em seu olhar. Era só prestar atenção. Colocou ambos os pés em terra firme após duas horas de voo, sendo bombardeada por flash’s que a deixaram momentaneamente cega. Como eles subiram até aqui? Tomou uma respiração profunda, usando de todo seu dom teatral para sair simpática em todas aquelas fotos. Ao contrário da loira ao seu lado – que fazia poses em seu legítimo Vaccarello -, gostava de ficar longe dos paparazzi’s quando em momentos íntimos. Repetia a frase que sua irmã havia sussurrado há pouco, enquanto ajeitava seu cabelo, ainda dentro do helicóptero, mentalmente. Seria uma boa noite. Sua mão direita repousou em sua própria cintura, um sorriso verdadeiro e branco se abriu e a primeira pose da noite fora feita. Mirou os olhos em uma câmera qualquer. – Sorria e acene, recruta, sorria e acene. – Sussurrou entre dentes para Hanna, tirando sarro daquela situação ao citar um desenho. Respirou aliviada quando dois de seus homens vieram ao seu socorro: sua ansiedade estava demasiadamente alta para continuar ali por muito mais tempo.

O decote em V de seu blazer, longo o suficiente para ser usado como vestido, que alcançava o meio de suas coxas, acabava um pouco abaixo de seu diafragma, o que deixava boa parte de sua pele exposta. Nada mais era usado por baixo daquela peça de roupa, fato que podia ser concluído após uma simples olhada. Sua cintura fina estava bem marcada e seus pés bem calçados com o par de Manolo Blahnik. E sem contar a bolsa de mão, que completava o look montado detalhadamente por sua estilista mais que pessoal. A cor branca, naquela noite, seria sinônimo de poder. Afinal, a dona da CEM era ela. Ajeitou sua roupa no reflexo do elevador, segurando-se para não dar pulinhos excitados juntos de sua companhia e causar um acidente. Aliás, ela ainda odiava elavadores.

Sua boca, coberto pelo batom vermelho, estendeu-se para os lados, abrindo um verdadeiro sorriso impressionado. A boate estava mais do que perfeita; superando todas suas expectativas. Inclinou-se levemente para o lado, a fim de ouvir as palavras de sua oxigenada. Soltou uma risadinha. – E você ainda tinha duvidas de que isso aconteceria? – Piscou-lhe um olho, em cumplicidade, entrelaçando os dedos nos da mulher e a puxando para adentrar o ambiente animado. Não foi uma surpresa quando as pessoas começaram a abrir caminho, permitindo que ambas caminhassem sem maiores problemas. O DJ fazia seu trabalho perfeitamente, fazendo com que todos aqueles corpos jovens se agitassem ao som da batida eletrônica. Parou de andar, girando o rosto para conseguir aproximar sua boca ao ouvido de sua acompanhante. – Vamos pegar algo para beber, estou morrendo de sede. – Sem mais nenhuma fala, começou a caminhar em direção a um dos bares disponíveis no andar. Em sua cabeça, uma voz gritava, eufórica, que aquela noite seria inesquecível.




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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 29 Fev 2016 - 14:15


body on mine

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Estava focada no mar de pensamentos ordinários e desprezíveis que tentavam adornar meu corpo através de gestos. A forma em como apertava os dedos da mão direita dentro da palma, com o polegar percorrendo cada um deles... A exatos um ano estava voltando a ter uma personalidade indomável, suscetível apenas a negócios e tratados empresariais. Havia perdido o interesse por pessoas, mas ainda que isso ocorresse, tinha minha cordialidade para manter o bom tratamento e saber disfarçar bem o que realmente gostaria de estar fazendo. A quem devia isso? Serena. Olhar diretamente naqueles olhos azuis me deixara um tanto que embevecida, ao notar certa familiaridade no tom celeste e tranquilizante que apresentavam. O que eu estava me tornando?

"Eu nunca segui o padrão esperado."

Um sorriso irônico tomara proporções mínimas em meus lábios ao ouvir aquela sentença. Será que aquela menina sabia a redoma a qual ela me envolvia? Não seguir o padrão...  Ergui o copo, ouvindo o tilintar do gelo propagar junto ao leve balancear do líquido gelado dentro. — Ficaria surpresa em saber que sou tão mais desleal aos padrões quanto você. — ao colocar o copo de volta sobre o balcão, subi os olhos para a garota. Ela realmente era bonita, do tipo que se chama a atenção por onde passa. Um suspiro profundo escapou com uma ponta de sofreguidão. Sua próxima fala fora algo direcionado ao rapaz que lhe prestava serviço, solicitando uma vodka dupla. Uma russa fanática por bebidas? Pensei em repreendê-la, e me vi fazendo isso comigo mesma. Antes que me afundasse em outros pensamentos pesados demais para aquele ambiente, tornei a observar a menina a finco. Seu maxilar era extremamente delicado, o queixo não era pontudo nem quadrado demais. Era feminino, com linhas finas e de aparência sensível, apesar de que sua postura gritava completamente o oposto disso. Não encontrava algo desconhecido nela, mesmo não a conhecendo. Ou talvez eu já tivesse conhecido...

Yulia Alexey. Eu me lembraria deste nome, obviamente, Shannon já havia mencionado a prima um punhado de vezes, esclarecendo que era querida, morava distante, mas o contato era constante. Sua constatação sobre o Gould me fizera endurecer e trincar o maxilar outra vez. Como não lembrar da antiga aula de teatro, onde a loura revelara o que sua mãe tinha-lhe causado ao ler o diário, palavras inocentes de uma menina conhecendo o amor. Da forma errada ou através da pessoa errada?Uma Gould. — comentei, um tanto sarcástica comigo mesma. Se ela soubesse a fúria que seu sobrenome me causava... — Já ouvi falar de você. Shannon tem muita afeição pela senhorita. — completei, no intuito de não lhe culpar pelos gestos daquela que chamava de mãe. Já não sabia dizer que música estava tocando, quando desviei para uma movimentação passiva perto da entrada. Duas louras haviam acabado de chegar, e tinham toda a atenção dos que estavam espalhados pela boate. O primeiro pensamento que tive, fora de ir embora e não me dispor de um momento com elas. Não queria que me olhassem e vissem o poço de amargura o qual tinha me tornado. A poderosa jovem empresária bem sucedida nos negócios, e uma catástrofe na vida pessoal. Um emaranhado de sentimentos confusos. Sabia que estaria exposta, como se estivesse nua diante do olhar de uma delas. Meus olhos pairaram primeiro em Shannon. Ela estava deslumbrante em sua veste, decotada o bastante para mostrar que ela tinha virado um mulherão. Curvas no lugar, sorriso cativo - mas com uma pontada de incentivo nele, como se estivesse se forçando a ser simpática para todos. Ela não precisava disso. Sempre teve a capacidade de transmitir simpatia e encantar a todos. Movi para Hanna.  A quanto tempo não a via? Assim como sua meia irmã, seu corpo estava muito bem construído em seu elegante traje. — Falando nela... — suspirei, ainda olhando a mulher a quem chamava de melhor amiga. Juntas, as duas emanavam beleza e luxo, tudo o que muitos dali queriam e almejavam sem sucesso. — E veio muito bem acompanhada. — findei o comentário, sorvendo mais um gole da bebida. — Então, Yulia, o que te trás a Miami? — questionei, tentando melhorar o humor. Estava ali para relaxar, então não pretendia me deixar cair em mais uma leva de pensamentos e deixar um pouco a intensidade de lado. Ainda não tinha sido vista por nenhuma delas, o que era... Bom.  Teria mais tempo para ocultar o que queria.





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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Convidado em Seg 29 Fev 2016 - 18:35


survivors
You built me from a broken heart with bricks you made from broken parts. You've fixed the paint, so we could start, so now what's mine is ours. I still have proof in form of scars.
Estar envolvida naquela nova vida me causava um tipo de pane no sistema. As vezes eu esquecia onde estava, e acordava assustada, no meio de um vácuo escuro. A cama macia e gigantesca abaixo de mim não condizia com o meu estilo de vida decadente e precário, o edredom quente e volumoso não me dizia respeito. Onde estava o frio? E o vazio no estômago ao ter passado alguns dias sem comer alguma coisa? Um pequeno feixe de luz orquestrava o espaço vazio, fazendo com que aos poucos, uma silhueta alta tomasse minha visão. O medo me invadia, pensava no que eu estava metida, e quando a luz finalmente era acesa, e meu olhar apavorado encontrava as orbes castanhas cansadas e preocupadas, eu sabia que tudo ficaria bem. Seus braços fortes me envolviam sem pestanejar, minha testa era beijada, e eu tinha certeza: eu estava protegida com ela.

[#]

Você não deveria ir a esta festa, menina Ohlweiler. Dianna deixou claro que não gostaria de que fosse, mesmo não lhe proibindo. — a voz solene e sempre tranquila de Paz me fez abrir um sorriso, no mínimo, infantil. — Ela vai estar lá, eu quero sair. Ir para algum lugar e conhecer mais gente. — fiz a melhor cara de pidona que conseguia, questionando a mim mesma se tinha mesmo dezessete anos. — Eu não sei, não me parece uma boa ideia. — a mais velha comentou, incerta. Resolvi que deveria ser mais convincente. — Paz, eu prometo que tomarei cuidado. Eu estarei no mesmo lugar que a Dih, e vou ficar por perto. Eu até já estou pronta. Por favor, me deixe ir? — fiz beicinho. — Você pode até mandar um dos motoristas me levar, pra ter certeza de que estou indo para a boate. — sua expressão suavizou com a ideia, e lá estava a latina mais velha indo chamar o motorista.

A decoração daquele lugar era realmente fascinante. Nunca tinha entrado em uma boate antes, minha vida se resumia a idas para um lugar no qual pudesse me sentir segura, as vezes dormia na casa de umas amigas, e as vezes ia para o píer, olhar as estrelas e conversar com a minha mãe. Me surpreendi ao não ter a identidade pedida, não tinha me lembrado de pegar meus documentos ou ao menos alguns dólares que tinham sido deixados na gaveta do criado mudo para algumas urgências. Dez mil dólares. Todo dia Dianna deixava a mesma quantia lá, no fim da noite. O dinheiro permanecia intocado, e já estava somado uma quantia de cinquenta mil, até hoje cedo. Me levantei pouco depois do nascer do sol, e caminhei pela rua, no intuito de conhecer melhor Miami, e acabei distribuindo alguns dólares aos mendigos, recebendo sorrisos fracos e debilitados. — Não pensarei nisso agora. — abri um sorriso crescente, olhando ao redor. Já tinha muita gente por ali, e eu me sentia um pouco... Sufocada. Já tinha levado muitos esbarrões e quase caía de quatro no chão, já que um casal claramente se comia não muito atrás, e faziam um arrastão por onde passavam, para chegar em algum lugar para, quem sabe, terminarem o que tinham começado.

Pude ver o bar manifestado de algumas pessoas, e com dificuldade consegui vislumbrar a silhueta de minha irmã, conversando com uma menina. Ela parecia ter mais ou menos a minha idade, o que me fez franzir o nariz. Elas estavam flertando? Pelas expressões um pouco tensas, descartei a hipótese na mesma hora. Dianna tinha mudado. Não comigo, é claro. Continuava atenciosa, protetora e carinhosa, mas havia algo diferente em sua postura. Seus olhos estavam sempre cansados, nebulosos e escuros. Pensava ser assuntos da empresa, já que ela não tinha uma vida pessoal muito agitada. Só quando fazíamos algum programa juntas no final de semana, fora isso, tinha tomado uma nota de que ela estava muito mais rigida. Até mesmo com os empregados. Paz dizia que era saudade dos amigos, e que ela estava amadurecendo muito rápido, tendo que tomar decisões difíceis sendo muito jovem. Eu ainda não entendia muito disso, mas não gostava da forma em como ela estava ficando. Me aproximei, parando em seu lado. Toquei seu braço, chamando a atenção de forma tranquila. Seus olhos ferozes me encararam com repreensão nos primeiros segundos, mas logo fui envolta por um braço firme e protetor ao redor de minha cintura. — Desculpa não ter avisado, mas eu não aguentava mais ficar em casa. — falei, acanhada. Sabia que ela ficaria brava. — Eu queria ter vindo com você. — me aproximei mais, beijando sua bochecha. — Oi, eu sou a Serena. Você é a nova namorada da minha irmã? — perguntei, apenas para provocar Dianna, piscando para a morena em minha frente. Senti seu braço me apertar ainda mais forte, enquanto prendia um risinho. — Você tem olhos azuis iguais a Mico leão dourado. Dih, ela veio? — perguntei, depois de me referir a morena, rodando a cabeça para procurar uma certa mulher loira que tinha conhecido em um dia de surf. Ao aviso de minha irmã, avistei onde ela estava, avisando rapidamente que estaria indo até lá. Não sabia porque tinha tanta gente ao redor dela, apenas ofereci um sorriso ligeiro a loira ao seu lado. Ela era muito bonita e já tinha visto várias fotos dela com Dianna, e delas duas com uma outra garota de mechas róseas, e me joguei em cima da Mico leão.


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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Seg 29 Fev 2016 - 19:11


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Não de uma forma clara o suficiente para que terceiros reparassem, eu estava surpresa com a visão que tinha das duas mulheres em questão. Yulia pareceu notar o meu olhar intrigado para o local onde estavam, e passou a olhar também, o que me fez soltar um suspiro aliviado. Tinha notado o seu desconforto com o meu olhar sobre ela, mas, o mesmo acontecia comigo. Estava sendo objeto de uma análise e estava curiosa para descobrir o que ela estava diagnosticando. Preferi não comentar mais nada em relação aos meus sentimentos para com o sobrenome ditado, o escárnio que revirava silenciosamente era o bastante para minha própria fúria. "E ela ama você." Ela ama alguém que praticamente não existe mais. Um sorriso sombrio se formou em meus lábios, enquanto negava com a cabeça, guardando aquela resposta para mim. Seu falatório sobre seu país de origem me fizera prestar mais atenção em sua conversa. — Russos não são tão receptivos e adoráveis como a maioria está acostumado a ver. Entendo que pode ser desconfortável para pessoas como você. As vezes, encontro um pedaço da Rússia por aqui. — dei de ombros, findando mais uma Tequila. Sua próxima pergunta soara invasiva, sem sombra de dúvidas. A primeira coisa que pensei, fora em lhe responder de maneira rude, e pontuar o fim do nosso entrosamento, mas não tinha muito o que se fazer por ali. Não tinha confiança alguma nela, apenas por ser uma Gould, apesar de que tinha visto algo parecido com o que transparecia com a menção da mulher a quem eu gostaria de encontrar um dia. — Você é audaciosa, devo admitir que sua tenacidade é admirável, ao me questionar algo tão pessoal. É a primeira vez que algum estranho não se deixa intimidar. E eu não estou falando de padrões, eu realmente intimido quando quero. — olhei diretamente em suas íris celestes.

Com um suspiro, me vi tentada a falar um pouco. Tirar um quilograma das costas não deveria fazer mal àquela altura. — Já que se prova conhecer algumas coisas, deve saber que controlo uma empresa. Não foi fácil, como pensam por ai, erguer tudo sem uma base. Eu tive que solidificar minhas próprias ideias e projetos protagonizados ainda na faculdade. Perdi noites, meses de sono, correndo atrás do meu futuro. No meio disso, algumas coisas se perderam. Namorada, amigos, e uma parte de mim foi junto. — resumi o máximo que conseguia. — Eu não posso errar. Não posso cometer um deslize. Emprego muitas pessoas, e não gosto de pensar o que seria delas, caso eu as fizesse perder o emprego. Também não é fácil manter a perfeição o tempo todo. Isso não acontece comigo, mas chego perto de executar tudo com perfeita ordem e evitar erros. — isso havia saído com firmeza. Existiam pessoas dependendo do dinheiro que eu lhes prestava como pagamento do serviço. Famílias. Crianças. Antes de mais alguma coisa ser dita, um toque em meu braço esquerdo me fizera virar em direção do novo intruso. Ao notar quem se tratava, a repreensão havia tomado conta de mim. Por pouco não me levantei para conversar sobre o impulso de Serena, até ter um lampejo de consciência. Eu não poderia privá-la do mundo, por medo de que ela tivesse alguma crise nervosa ou se sentisse apavorada na rua. Sem mim. A trouxe para mais perto, relaxando a postura ao ouvir seu comentário sobre Yulia ser a minha possível nova namorada. — Ora, você não perde a chance de me importunar, não é? — apertei o braço ao seu redor, indicando outra repreensão. — Esta é Yulia, e estou impressionada com o seu reconhecimento. Estes olhos azuis são primos dos olhos azuis de quem chama por Mico Leão. E ela não é minha namorada, sua pentelha. — ralhei, com um pequeno tom de divertimento na voz. Serena tinha o poder de mudar o meu humor em poucos segundos. — Ela acabou de chegar, olhe mais a frente. — com o queixo, apontei o lugar.

Virei para o rapaz no balcão, chamando sua atenção com um simples chamado. — Traga um Batanga, sem a tequila. — claramente aquele drink seria para Serena. Ainda não permitiria que ela degustasse algo com tequila. — Traga também um Frozen Blackberry. — pedi para mim. — Deseja algo mais, Yulia? — questionei, dando a vez a morena. No mesmo instante, Serena soltou-se de meu braço gentilmente, e avisou que estava indo em direção a Shannon. Sem o mínimo escrúpulo, a morena menor disparou ao encontro da loura, sem nem se dar conta de que ela ainda estava cercada de paparazzi's - para meu espanto - e atacou a mulher em um abraço - literalmente - de urso, me deixando a dúvida de como ambas se equilibraram em cima dos saltos, depois do gesto.





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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Ter 1 Mar 2016 - 22:42


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Meus olhos foram trazidos de volta para a garota de olhos azuis. Suas palavras eram... Efêmeras. Para ela mesma. Claramente não surtiriam efeito para uma mulher como eu. Esperei pelo momento - espalhafatoso e desnecessário - de sua risada, sujeitando-me a apenas arquear a sobrancelha direita. Ela estava se achando quem? Obviamente ela não tinha noção de como estava se passando no momento. Minha resposta para ignorantes sempre fora a mesma: silêncio. Não me dei o trabalho de, se quer, demonstrar alguma coisa. The Hills começara a tocar, dando uma vibe diferente ao ambiente. Tinha certeza de que minhas orbes haviam escurecido um tom, beirando o estado negro. — Você é engraçada. — foi tudo o que disse, ao contrário dela, preferia manter a compostura. Seria ela desequilibrada? Não era uma novidade para alguém que carregava seu sobrenome. — Sua postura de falsa sábia é tão entediante quanto meu estado de espírito. Isso me serve de inspiração, quando eu crescer, não quero ser... Isso. — murmurei, abrindo um sorriso debochado, informando-lhe que não tinha me enganado. Coitada. Assim que ditei o "isso", apontei para seu corpo, averiguando que ela precisava de ajuda. Eu também, mas isso não vinha ao caso.

Desviei os olhos para a Frozen Blackberry, e não esperando nenhum segundo para ingerir um gole. Fascinante. Foquei o olhar em Serena, vendo-a ainda agarrada a Shannon, arrastando a mulher, sem lembrar de sua companhia. A abelha rainha está de volta. Um severo sorriso preenchera meus lábios. — Vá se divertir, Yulia. — dispensei sua companhia de maneira educada e cortês. Abri um tablete de chiclete de menta, jogando-o dentro da boca. Endireitei os ombros, virando-me a tempo de poder receber três mulheres, duas carregavam boa parte de minha história e a outra, o meu sangue, que vinham em minha direção, já perto o bastante. — Boa noite, senhoritas. — ergui o corpo do banco, esquecendo a bebida momentaneamente.





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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Convidado em Qua 2 Mar 2016 - 3:08


Focus on me
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Eu estava a ponto de explodir. Caminhar até o bar estava sendo mais difícil do que me equilibrar em um salto quinze por mais de seis horas seguidas. Já era a terceira resposta que eu dava ao paparazzo e ele ainda insistia em me perseguir com suas perguntas diretas, pessoais e irritantes. Estava começando a achar que ele era um stalker. – Como que você aguenta esse abuso desde sempre? – Perguntei aos sussurros para Hanna, que também respondia as perguntas curiosas e indiscretas dos fotógrafos. No momento que pensei em pedir ajuda a Jeremy, o segurança grandalhão que me olhava de longe, um pequeno – porém forte - corpo se chocou contra o meu. Fui obrigada a dar dois passos para trás para conseguir me equilibrar e evitar um tombo no meio daquele tumulto. – Mas o qu... – A frase morrera em meus lábios assim que olhei para baixo e vi os dois olhinhos castanhos brilhantes me encarando. Desmanchei-me. – Tampinha! – Exclamei com uma voz excitada, envolvendo-a com meus braços e devolvendo o abraço de urso que ela me dava. Meu corpo ia relaxando à medida que a adolescente me apertava, fazendo aquela sensação de saudade ir embora. As câmeras ainda trabalhavam a todo vapor, o que fez uma preocupação tomar meu corpo. Serena não podia ser exposta daquela forma. Endireitei a postura novamente, mantendo o abraço, enquanto tentava desviar a pequena das fotos e das perguntas dos abutres equipados. Cutuquei Hanna. – Aguada, essa é a Serena que te falei. Irmã mais nova de Dianna e minha filha mais velha. – Abri um sorriso, entoando baixo, sem desviar os olhos da menina, deixando um beijo pressionado em sua testa enquanto Hanna se apresentava. Eu tinha me apegado mesmo a Ohlweiler mais nova. – Você está sozinha? Quem te trouxe até aqui? – Perguntei com um tom claro de preocupação, franzindo a testa. Se ela respondesse que estava sem companhia, com toda certeza eu deixaria toda aquela formalidade de dona da festa para trás e daria toda a atenção do mundo a ela. Serena não me respondeu. Apenas fez alguns sons com a garganta e começou a me puxar, pela cintura, para frente, em direção a um local que certamente sua turma de colégio estaria.

Há alguns anos, eu havia me apaixonado por um sorriso. Não era qualquer sorriso: era o sorriso dela. Os dentes eram mostrados com prazer, com direito a covinhas no canto dos lábios e tudo mais. Os olhos brilhavam, e eu tive certeza de que ela sorria com a alma. Aquele tinha sido o sorriso mais lindo que alguém já tinha me oferecido. E eu havia prometido, a mim mesma, que eu nunca o deixaria morrer. Foi um choque quando olhei a morena nos olhos e tudo que pude ver foi... Nada. Meus passos pararam bruscamente e tudo que eu enxergava a minha frente era a mulher vestida de preto da cabeça aos pés. Não existia mais paparazzi, não existia boate e muito menos pessoas. A pressão que envolvia minha cintura – devido ao abraço apertado de Serena -, se desfez com apenas um movimento automático meu. Dei um passo à frente, parando a poucos centímetros dela. Eu sabia que ela tinha a plena consciência de que era analisada; e eu sabia que ela concluiria que eu notaria que faltava algo. Então, bateu uma vontade incontrolável de abraça-la e dizer que tudo ficaria bem. E foi o que fiz. Meus braços rodearam seus ombros e eu a puxei para mim com toda a força que eu tinha naquele momento. Nossos corpos se chocaram para logo mais se encaixarem como sempre acontecia. Meu coração batia rápido no peito, como se ele reconhecesse o amigo que batia no outro corpo e lhe saudasse. Era um abraço apertado; desses que você fecha os olhos e tenta passar todos os melhores sentimentos para a pessoa. Eu, naquele instante, transmitia saudade, amor e, principalmente, cuidado. – O que aconteceu com você? – Sussurrei, quase sem voz, próximo ao seu ouvido, ignorando seu cumprimento inicial. Seu cheiro, como sempre, me deixava inebriada, mas eu não mudaria o meu foco para as reações do meu corpo. Não naquele momento. Minha atenção estava voltada única e exclusivamente a ela. Desfiz o abraço, entretanto continuei com o contato. Colei minha testa na dela, observando o par de olhos castanhos enegrecidos que me observavam de volta. – Deixa eu cuidar de você. – Pedi, com a voz tremula, ainda aos sussurros. Eu não estava preocupada com o ambiente que estávamos ou se algum paparazzo estava captando o momento. Permaneci parada, aproveitando a pontinha de paraíso que eu tinha quando estava na presença dela, mesmo sabendo de que ela não era a minha Dianna. Fechei os olhos, deslizando o nariz pela face muito bem desenhada com uma lentidão proposital, até meus lábios selarem os dela. Não me importei com o tempo que estávamos separadas ou se ela me afastaria. Eu só precisava fazer aquilo. Eu precisava mostrar, através daquele ato totalmente íntimo, que nada entre nós havia mudado. Pelo menos para mim. O selinho cuidadoso e suave foi a minha pequena prova, naquele instante, de que eu faria de tudo para voltar a ter aquele sorriso e que estaria ali para o que ela precisasse.

Fui puxada de volta a realidade com algumas palavras de Yulia. Eu a tinha percebido, mas ela sabia que eu ainda estava chateada devido aos últimos acontecimentos na família por conta de atitudes impensadas dela. Dei um passo para trás, a muito contragosto, para encarar minha prima. Cruzei os braços, tomando a postura séria - que deixava ainda mais aparente meu papel de mulher - que eu havia aprendido com o passar dos anos. Aquela menina precisava de limites e, se dependesse de mim, ela os teria. Ficamos numa batalha de olhar por alguns segundos, até a garota mais nova virar as costas e se retirar dali. Soltei um suspiro, voltando a me dirigir a mulher cor de jambo. O refrão de The Hills preencheu meus ouvidos, fazendo-me lembrar de onde estávamos. Um sorriso lateral tomou meus lábios. – Os anos podem se passar, mas acho que continuo impondo minha presença nos momentos certos. – Comentei para o ar, sabendo que a morena mais velha captaria a mensagem, abrindo espaço para Hanna cumprimentar Dianna e me reencostando no balcão, estendendo os braços para voltar a abraçar Serena. Eu também havia sentido falta daquela baixinha.


wearing: this with: Hanna McQueen and Ohlweiler's in: C.E.M!
I know what I come to do
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Re: {CEM} we're tearing up the town

Mensagem por Convidado em Sab 5 Mar 2016 - 8:45


survivors
You built me from a broken heart with bricks you made from broken parts. You've fixed the paint, so we could start, so now what's mine is ours. I still have proof in form of scars.
Ainda estava agarrada ao corpo do meu anjo da guarda, quando perguntas começaram a surgir, me deixando confusa. Muita gente tentava puxar o meu braço, e estava começando a ficar cega com tanto flash. Me aproximei mais de Shannon, ficando assustada com o alvoroço, sentindo como se pudesse me perder e nunca mais poder olhar pra ela ou pra Dianna outra vez, e todo o meu passado voltasse. Mas, para meu conforto, estava com a atenção voltada a conversa das duas mulheres próximas a mim. Minha filha mais velha. O sorriso que abri causou, imediatamente, uma dor nos dois lados do maxilar, porém, eu estava sentindo uma felicidade que não cabia no peito. Será que ela estava só falando isso pra me animar? — Eu gostaria de que fosse minha mãe. — sussurrei em seu ouvido, antes de ser solta e assistir a cena de Shannon reconhecendo a mudança em Dianna. Em minha cabeça, possíveis cenas de nós três juntas e mais alguns pivetes irradiavam minha felicidade, fazendo-me pensar no quanto desejava ter uma família com as duas cuidando de mim.

Pouco tempo depois estava sendo retirada de perto das minhas pessoas favoritas no mundo, me deixando com um beicinho arredio e triste. Eu queria ficar perto delas! Chegamos a um local restrito, com poucas pessoas. O DJ estava ali, e logo me chamou para aprender a mexer com os equipamentos. — Moço, eu vou quebrar isso. — comentei, depois de ver o quão bom era ficar rodando o disco preso no negócio de fazer barulho na mixagem.


We kept each other's shooting stars
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Re: {CEM} we're tearing up the town

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