[TH] She ride it like a '63

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Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 22 Jul 2016 - 12:42

Let's put it into motion

A postagem ocorre entre Dianna Voss-Ohlweiler e Tristan Ohlweiler, na sala da prefeita e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em 22/07/16, o conteúdo é livre e a postagem está em andamento.
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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 22 Jul 2016 - 14:16

I ain't worried 'bout nothin'
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Após as conturbações na festa, não tinha mais me dado o luxo de sair para comemorações. A papelada na prefeitura vinha crescendo, novos projetos tinham de ser implementados o mais rápido possível: Um parque novo, uma reforma na praça central, construções para ONG's e muito mais tinha que ser posto em prática antes do prazo que havia estimado ou tudo atrasaria. Uma dor de cabeça incômoda começava a me tirar-me toda concentração que tinha colocado sob a leitura.  A secretária eletrônica informava que muitas mensagens não haviam sido lidas ainda, e de minuto em minuto, uma nova chegava. — Mas que diabos?! — soltei a caneta, rosnando para com o aparelho estridente. — Yvonne! — apertei o botão que faria contato direto com a secretária ao lado de fora. Um movimento forçado do outro estrondou no fone, causando-me uma onda de raiva. — Eu pago para que se mova. O que está fazendo ai fora que te impede de atender essas mensagens irritantes? — furiosa, soltei em um ganido gélido. Estava para falar com a parte de Recursos Humanos da prefeitura para reaver os papéis de Yvonne Frentchwingard, a secretária de quase cinquenta anos que Heather havia mandado contratarem. A alguns meses a quase senhora vinha me causando terríveis dores de cabeça, e como minha paciência começava a encurtar com seus erros frequentes, e após mais uma infração cometida, estava decidida a colocá-la para fora. — São quarenta e seis mensagens. Resolva tudo em vinte minutos. Não marque compromissos para esta semana, em nenhum horário. Visitas, premiações, reuniões, eventos de caridade, nada. Faça uma pilha dos documentos da sala vinte e três, e deixe uma cartilha com tudo o que for dito nestas mensagens na minha mesa. Rápido! — sibilei, tirando o dedo do botão.

Lívia, procure por uma secretária nova. Mais tarde chame Yvonne e faça o que for preciso para tirá-la do cargo. — firme, comuniquei a ruiva do RH, voltando a analisar alguns papéis. — Ah, avise ao setor de segurança que não quero ver ninguém, nem pintado de ouro, hoje. Heather e Claire são as únicas para ter passe livre, ou alguém da família. — findei o contato, voltando a ler os contratos para a seguradora das obras que estavam em andamento.

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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Tristan Ohlweiler em Sex 22 Jul 2016 - 19:23

i'm a b-i-t-c-h and you know how sad this is?


The Free Toy


Acordei com uma sensação de torpor no corpo, enquanto lentamente eu me movia e realmente despertava notando que eu havia dormido por tempo demais, e já havia chegado à Nova York. "Estou realmente cansado, culpa da reabilitação, argumentei em pensamento enquanto eu respirava profundamente, com os punhos esticados ao alto e espreguiçando-me, enquanto saía da confortável cadeira da primeira classe e me dirigia à saída. Enquanto pegava minhas malas no aeroporto fui surpreendido pela ligação de Phillip, a qual atendi com um cínico sorriso de canto.

— Olá, querido, o que há de errado? — apoiei o celular entre o ombro e o rosto e fui pondo as malas empilhadas, carregando-as com o carrinho que me fora oferecido e então fui para fora, à espera de algum táxi no aeroporto bastante movimentado.

"De errado? O que há de certo, bonitão! Arranjei para você uma das melhores diretoras, você só precisa ir amanhã às nove e meia da manhã nesse estúdio e tirar as roupas... bem, no bom sentido, quis dizer.", Phill ia falando euforicamente enquanto eu erguia a mão direita acenando para um táxi e revirava os olhos. Nove e meia da manhã? Isso é basicamente de madrugada! Assenti como se ele pudesse ver tal ato de confirmação e então desliguei com um "Tá, tchau, preciso ir".

Nova York! Era uma bela cidade, já visitei-a uma vez para ir a um estúdio gravar cenas para um famoso filme que ganhou prêmio de "melhor performance masculina". A cidade continuava bonita e populosa, cheia de patricinhas a cada esquina e loja, com senhoras muito bem vestidas com casacos de pele - mesmo fazendo apenas 20° - e muitos grupos de jovens ricos se exibindo. Recebi uma mensagem de Phill com as diretrizes do estúdio de filmes adultos, junto da indicação da prefeitura onde minha irmã trabalhava. Suspirei, mordiscando o lábio inferior e coçando a nuca indicando um novo rumo para o taxista de aparência indiana ou latina - era preconceituoso eu supor que o taxista era de uma dessas duas nacionalidades? - que cantarolava de forma estridente.

E então, lá estava eu, adentrando a prefeitura e seguindo as plaquinhas rumo ao escritório da prefeita, digo, minha irmã. Franzi o cenho, meu lábio tremeu e me irritei com uma voz aguda que pigarreou e me chamou a atenção. "Não pode entrar sem hora marcada, senhor...?" a mulher de aparentes cinquenta anos me observava, piscando os olhos distraída enquanto o telefone tocava. Revirei os olhos, cruzando os braços e apontando o queixo para o telefone, o qual ela atendeu. Dei de ombros, sorrindo e usufruindo da falta de atenção dela em mim e abri a porta, entrando no escritório da Dianna.

Por um momento, fiquei em transe. A mulher de pele morena clara e muito bem vestida mantinha os olhos fixos em alguma coisa relacionada ao trabalho, e tinha os olhos negros fixos na papelada, junto de sobrancelhas negras unidas em atenção no que fazia. As portas haviam sido abertas com certa força, tudo meio triunfal, e então isso obviamente chamou a sua atenção. Sorri, mordiscando o lábio inferior e fitando-a atentamente. Éramos unidos quando pequenos, nós tínhamos uma boa relação e tudo foi meio que estragado quando fui enviado para viver com meu tio Gregory em vez de meus queridos pais lidarem com meu espírito fechado e recluso. Típico de famílias ricas que põem honra acima da saúde mental. Suspirei, um largo sorriso abrindo-se enquanto eu aproximava-me de sua mesa.

— Quanto tempo faz, não é mesmo? — comentei com um largo sorriso, sentindo os olhos arderem com o choro iminente. Pisquei com força os olhos e então ri, abrindo os braços de forma eufórica. Só agora sentia toda a saudade imensa que havia permanecido adormecida, e mais que nunca, queria poder passar um tempo com a morena.




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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Sex 22 Jul 2016 - 20:51

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Ao me levantar para levar a pilha de papéis que já havia lido e conferido uma porção de vezes até a mesa lateral da sala, procurei por um Tylenol e descansei por volta de uns vinte minutos para não afetar o efeito da medicação, ou acabaria indo ao hospital. A vontade de desligar o celular era absurda, porém, não o faria por motivos óbvios: Claire e Heather. Nunca se sabe quando algo poderia acontecer com as minhas mulheres, e eu não me perdoaria se estivesse com o celular desligado na hora. Logo voltei para a mesa, perdendo-me em mais uma montanha de papelada. Quase uma hora depois, Yvonne ainda não tinha dado algum sinal de que tinha cumprido as tarefas que tinha, o que me causava uma irritação descomunal com tanta incompetência. Prestes a chamá-la e fazer o serviço de despedi-la eu mesma, tive de me assegurar de que não estava sofrendo algum assalto, com a força que a porta fora aberta. De pé alguns instantes depois, passei a fitar a pessoa que entrava. Um homem trajando roupas normais passava para dentro, e antes que palavras de ódio fossem jogadas contra a face alva, os olhos claros encontraram-se com os meus, causando um solavanco violento no meu peito. — Tristan? — e ao vê-lo de braços abertos, não tive dúvidas em ir de encontro ao abraço.

Afastando-o meio braço, meus olhos corriam por todo o corpo do agora homem que ele tinha se tornado. Traços fortes, beleza inestimável e a carinha de anjo que sempre estivera presente. — Por que não me avisou que estava vindo?? — um tom repreensor se fez presente em minha voz. Ele deveria ter me avisado!Tem onde ficar? — com as mãos em seus ombros, apertando ligeiramente. — Faz... Muito tempo. Como você está, Tris? — descansei a postura, permitindo-me olhá-lo diretamente nos orbes cristalinos tão diferentes dos meus, escuros e densos quase sempre. Um segundo depois, Yvonne passava pela porta, completamente alarmada. Seus olhos focaram na presença a minha frente. — Volte para o seu posto, conversaremos em breve, Yvonne. — com isto, ela estava ciente de que deveria se retirar da sala. Imagina se não fosse o meu irmão, e sim alguém com intenções malignas?Venha aqui, temos muito o que conversar. Antes, deixe-me fazer algo. — puxei o homem para o lado esquerdo, para um tipo de sala reservada com direito a um bar, e duas portas que dariam para um quarto - o que normalmente era usado por Claire quando queria ir para a prefeitura - e um banheiro grande. Me afastei um pouco para falar ao telefone. — Mark, confira o seu email. Tem trabalho a fazer, estou ocupada para ler tudo. Adiante o serviço. — liguei para meu braço direito ali dentro, destinando todo meu tempo para um dos únicos homens da minha vida - na família - que eu realmente amava. — Você pode começar dizendo como chegou aqui. — andei até onde ele estava, deixando o celular em cima de uma mesinha alta ao lado de uma poltrona, a qual eu ocuparia, apontado a outra para ele.

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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Tristan Ohlweiler em Qua 27 Jul 2016 - 1:25

i'm a b-i-t-c-h and you know how sad this is?


The Free Toy


Era incrível como o corpo humano reage às diversidades de emoções que podem atingi-lo. Inicialmente, meu corpo sofreu um pequeno espasmo de eletricidade, como se eu estivesse agarrado a uma cerca elétrica de alta tensão, para em seguida sentir o aperto no estômago e o frio subir pela espinha provocando calafrios e uma tremida espasmódica no corpo ao sentir o abraço firme de minha irmã. Ela fazia academia? Talvez ela não fosse tão forte, talvez fosse culpa de minha fragilidade repentina que fizera-me parecer uma boneca de pano apertada por uma criança rechonchuda e contente. Enquanto a abraçava, tentava recordar detalhes sobre ela há muito tempo enferrujados na memória. Os cabelos continuavam negros como piche e cheirosos, apesar do perfume ser outro, a pele parecia mais clara ou talvez fosse impressão minha, os cílios continuavam grandes e negros, e seu sorriso... ah, esse nunca mudou!

— Eu sei que deveria ter avisado, mas queria fazer uma surpresa e confesso que precisei de pesquisas para saber onde você trabalhava. — Sorri olhando o ambiente ao meu redor de forma sobressaltada, mas voltando a atenção para Dianna. Ela realmente parecia preocupada comigo, o que me aliviava e ao mesmo tempo me deixava com a sensação de terror. Como contar tudo que havia acontecido comigo? Apertei os lábios com força e um sorriso forçado surgira, desaparecendo enquanto eu cruzava os braços e aproveitava a distração dela com a secretária para elaborar um resumo.

— É difícil pôr tudo em palavras resumidas, mas eu cursei a faculdade de psicologia e acabei... fechando a vaga e deixando-a suspensa enquanto eu decidia viver um pouco, entende? — meu melhor - ou pior - sorriso forçado se fez presente e antes que pudesse prosseguir estávamos num segundo cômodo, requintado e luxuoso até mesmo para uma prefeita. Bem, é Nova York, vadias, aqui reside luxo e luxúria com as mãos dadas, e ao menos sei decifrar qual de nós dois ficou com o luxo, pensei enquanto sentava-me de frente para ela.

— Como eu já disse, foi particularmente difícil conviver com nosso tio russo e antissocial. Ele tentou me criar conforme papai quis, mas... não deu muito certo. Lá estava eu; estudando apenas em casa, morando numa mansão de quinhentos anos que ficava à dez quilômetros da civilização e... pensei: "o que diabos estou fazendo aqui? Deveria ser um orgulho para o nosso pai, mas... eu não queria negócios, queria arte e história, literatura e psicologia! Eu quero viver!". — Falei à todo pulmões fazendo um pequeno gesto de grandeza enquanto erguia as mãos ao alto e arregalava um pouco os olhos, logo me encolhendo um pouquinho e dando de ombros um pouco mais tímido.

— Foi então que eu me perdi, Maravilha. — Chamei-a pelo velho apelido que eu havia dado à ela quando menores. Sempre havia gostado de heróis, então certo dia decidi chamá-la de Mulher Maravilha depois dela ter me salvado de um valentão - qualquer semelhança entre Diana Price e Dianna Ohlweiler é mera coincidência.

— Decidi aproveitar a vida e vivê-la, mas vivi demais, sofri demais, encontrei pessoas más... me tornei um ser humano pior do que aquele roteirista de Rei Leão que decidiu matar o Mufasa ou a criadora de Crepúsculo... Me tornei uma bagunça. — Fui despejando minha acidez de forma sincera, terminando com um suspiro enquanto me recostava na poltrona.

— Eu queria fazer arte, mas me perdi tanto que a única arte que eu fazia direito era beber quantidades absurdas de álcool e embalar ótimos cigarros de maconha como nenhum outro. No lugar de estudar mentes fui acabar estudando a vida na mediocridade, no lugar de conhecer a arte vim conhecer a arte do mundo do entretenimento adulto. — Bufei, revirando os olhos e ainda recostado à poltrona fitei-a com o lábio inferior curvado em desgosto, porém sem tristeza a ser esboçada por mim, apenas indiferença e irritabilidade disfarçada.

— E como cheguei aqui? Bem... me livrei das drogas, apenas fumo cigarros ultimamente, e cheguei aqui graças ao Phillip, meu agente, que me escalou para um... trabalho aqui e aproveitei para lhe dar um oi. Oi! — fui honesto, explicando um pouco receoso como vim parar aqui pois era embaraçoso revelar tanto em tão pouco tempo, ainda mais revelar para sua irmã ser um ex viciado em drogas que atualmente é um ator pornô e modelo. Terminei com um largo sorriso e pendi a cabeça para o lado direito, e logo me desencostei da cadeira.

— E você, como está sua vida? Papai e mamãe devem estar bravos comigo desde que decidi ficar na Rússia e larguei a faculdade... — perguntei entusiasmado, fazendo uma leve careta de descontentamento em citar nossos pais.




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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qua 27 Jul 2016 - 16:47

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Após conduzir Tristan para a sala ao lado, nada ou ninguém perturbaria aquele momento. Obviamente, parte de mim começava a ministrar certa culpa, pelos anos a fio sem ver aquele garoto, apesar de que a minha consciência era forte o suficiente para me lembrar que tinha tentado recorrer para ter sua guarda. O primeiro problema tinha sido a idade; Um juiz não daria a guarda de uma criança para outra, mesmo tratando-se de alguém responsável e com bens o suficiente para sustentar quatorze famílias ricas sozinha. A segunda coisa: O parente russo que possuía a guarda legal não parecia nada disposto a fazer negociações, sem envolver uma boa quantia em dinheiro em troca. Não ligava se me viam como egoísta, mas o fundamento base de um Ohlweiler partia dos princípios de caráter, o que claramente não fazia jus àquele homem, que estava vendendo o sobrinho, no lugar de apenas dá-lo para ter os cuidados que realmente poderia receber. Final da história? A típica história em que um dos filhos tinha levado a melhor vida possível, enquanto o outro só havia comido poeira. Com uma mão no queixo e o outro braço sobre o braço da poltrona na qual ocupava, permaneci imóvel, ouvindo cada palavra que saía da boca de Tristan. Incomodada com o rumo da conversa, fuzilei o rapaz ao fim de seu monólogo. Então, o nome Ohlweiler tinha sido jogado no ramo do mundo adulto? Não que estivesse julgando alguém de meu próprio sangue, mas de fato havia um impacto com aquela notícia. Internamente, tinha esperanças de que ele tivesse sido esperto e protegido seus dados pessoas, criando um alter ego para atender os caprichos de seu trabalho. Ainda que estivesse mantendo a fachada de uma expressão séria e impecável, meus olhos expressariam o suficiente para ele saber que eu tinha sido pega de surpresa. Como Tristan, logo ele, tinha chegado a esse ponto? Um garoto amável e delicado para aquele tempo tinha se transformado em um ator pornô? — Tristan, você deveria ter me procurado. Não vou perguntar o que passou em sua cabeça ao aceitar este tipo de coisa, nem irei julgá-lo. Ao contrário disso, devo dizer que apesar da surpresa, sinto-me orgulhosa por não ter sucumbido completamente. — um suspiro escapava de meus lábios, enquanto mantinha os olhos nele. — Não sei se pensa que desisti de você, o que claramente não aconteceu. Mas duvido que nosso tio tenha dito que passei dois anos tentando tomar a sua guarda definitiva. É óbvio que ele usurpou a justiça a seu favor, e acabou me pedindo afastamento total ou um documento seria providenciado para que eu não pudesse chegar a cem metros de distância sem ir presa. De qualquer forma, estamos aqui, hoje. — um mínimo sorriso se abriu.

Era claro que ele, em sua maioridade, poderia conviver com quem quisesse, sem a interferência de um maior responsável, o que não queria mais dizer que eu continuaria a não fazer nada, já que estando ele um homem feito, seus deveres seriam seguidos da forma que bem entendesse. — Aproveite e veja com seu agente um local perto de seu emprego, é onde você vai ficar de agora em diante. — não tinha desviado o olhar de meu irmão por nenhum segundo. — Caso... Não queira... Uh... Continuar a exercer esta profissão, daremos um jeito para que não fique sem nada. Cabe a você decidir. — de fato, muita coisa havia mudado, tanto no âmbito profissional de cada um, como em suas respectivas personalidades. Tristan deveria notar que eu não dava espaços para uma contrariedade. — Vamos começar a sua mudança assim que voltar do trabalho. Venha direto para cá, e partiremos para escolher a sua nova casa. Papai e mamãe não ligam para isso, não entendo como as coisas chegaram a esse nível. Vou recuperar cada segundo de todo esse tempo, além do mais, você tem uma cunhada e sobrinha para conhecer. O que acha de ir lá em casa, amanhã? Assim poderemos conversar mais a vontade. — peguei o celular, digitando uma breve mensagem para meu braço direito, pedindo-lhe para contratar uma corretora de imóveis imediatamente, começando a agilizar o processo.

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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Tristan Ohlweiler em Qua 27 Jul 2016 - 19:59

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Mordi o lábio superior e então cruzei as pernas respirando profundamente enquanto recostava-me na poltrona observando a forma coml Dianna falava e então se expressava, e era visível sua mudança na expressão facial. Óbvio que éramos crianças desde que nos vimos pela última vez, então mudanças eram uma constante e tudo nela era novidade, porém ela havia mudado bastante. Sua postura, sua forma de falar e de expressar-se lembraram-me um pouco de como nosso pai agia nas festas de família. Me sentia deslocado, um pouco intimidado até, enquanto ela falava eu podia sentir sua imponência e eu atuava o máximo o possível para permanecer calmo.

Sua forma de expressar-se soava um pouco mandona, e eu fiquei confuso se ela estava sendo boa comigo por pena, colaboração ou obrigação como irmã. Sua gentileza pôde ser sentida por mim com a sua revelação sobre querer a minha guarda. Entrei em choque, minha sobrancelha direita ergueu-se e engoli em seco. Até onde me recordava meu tio havia insistido para eu permanecer com ele, e eu havia realmente decidido ficar, acabei indo para a faculdade e quando larguei ele realmente ficou muito irritado com minha decisão. Nunca passou pela minha cabeça que ele havia tido interesse no dinheiro que eu tinha, eu poderia jurar que o desgraçado havia realmente se importado comigo. Respirei profundamente e acabei sorrindo sem jeito.

— Eu... eu não sabia disso, eu apenas sei que nosso tio me aconselhou a permanecer com ele na Rússia, a aprender boas maneiras e a estudar tudo o que uma escola poderia fornecer ali com ele, e eu realmente aprendi muito. Parei de ter contato com ele quando fui para a faculdade e só tive notícias dele quando ele veio me ajudar. — Expliquei tudo o que eu sabia sobre Gregory, que apesar de ter me manipulado para ficar com a minha guarda, eu acabava por gostar dele pelo fato de ele ter formado meu caráter, por ter me ensinado tudo o que eu sabia e por ter ajudado na minha formação, apesar de tudo.

— Entendo que isso tenha se tornado enfadonho para você, mas... eu tenho que admirá-lo pelo fato de ele ter me formado, afinal nunca fui a uma escola e graças à ele tive uma formação melhor que a de muitos alunos por aí. Quando estive na pior, foi ele que me encontrou e me levou a uma clínica e me ajudou a me livrar dos vícios. — Desencostando-me da poltrona uni minhas mãos, sorrindo de canto para a morena e perdendo a postura com "cunhada e sobrinha".

— Meu Deus! Você... esposa e filha? — pasmo, acabei pondo as palmas de cada lado das bochechas e acabei rindo, profundamente emocionado com toda a torrente de novidades. Ela tinha esposa, filha, era prefeita... Faltava o quê? Ela ser astronauta? Uma espiã do governo? Minhas mãos em punho fecharam em volta dos lábios e fitei o chão, logo voltando a fitá-la.

— Eu... eu preciso viver com o que me foi dado pelo destino, preciso enfrentar as consequências dos meus atos e estou melhorando gradativamente, e sou até modelo ultimamente, além de... ator... hum, eu me viro muito bem, sabe? Já tenho um apartamento que o Phillip conseguiu pra mim. Phillip é o meu agente. — Falava meio que atrapalhado, cortando um pouco as palavras, pois eu estava bastante nervoso com tantas emoções e com o reencontro em si.

— Vou ver se consigo ir amanhã, depende do tempo. — Falei baixo, timidamente, abraçando o próprio corpo e me recostando na poltrona respirando profundamente, fitando o teto e Dianna, logo em seguida, sem saber como proceder corretamente.

— Quantos anos minha sobrinha possui? — perguntei com um largo sorriso, olhando-a com amabilidade.




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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Dianna E. Voss-Ohlweiler em Qui 28 Jul 2016 - 16:10

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Tristan poderia dar mil e um motivos para me dizer o quão George havia ajudado em sua formação, que ainda sim, eu não veria nenhum como válido. Que tipo de homem impede uma criança de manter contato com a sociedade, fingindo educá-la em casa como se fosse uma coisa normal? Nem se ele fosse formado na melhor universidade do mundo, teria este direito. E Tristan parecia cego para o fato de que ainda que sua formação tivesse sido excelente, não fora feita corretamente. Um suspiro prolongado escapava de meus lábios, e um ponto entre meus olhos começava a latejar, evidenciando a tensão. — Eu prefiro reter meus comentários para com este sujeito, Tristan. — foi o comentário final que havia dado, em relação a tudo que tinha sido dito, afinal, ele não deveria ser causa de mais uma briga. Além do mais, o reencontro deveria ser motivo de comemoração, e nada mais.

Esposa e filha, é. — me permiti abrir um pequeno sorriso, voltando a relaxar na poltrona. O simples mencionar de Heather e Claire eram capazes de me acalmar como nada no mundo conseguia. Era bom falar daquele jeito. "Esposa e filha". Nunca tinha sido uma pessoa de compromissos sérios, arriscava dizer que possuía alergia a palavra casamento, e olhe onde eu me encontrava. — Cinco anos. Ela é a coisa mais linda que eu já vi na vida, Tris. — como a mãe babona que era para a minha filha, podia ter certeza de que meus olhos estariam brilhando. — Ela se parece com Heather, minha esposa. Mas tem o meu jeito, então vai encontrar uma mocinha enérgica. — o tom apaixonado era inconfundível, quando me referia a uma das duas ou as duas. — Ela vai amar o tio. Tenho certeza que vai compará-lo a um dos milhares Ken's das Barbies que tem. — um sorriso era dirigido a ele. — ... Mas cuidado... Eu sou uma pessoa ciumenta. Mas você não conhece uma ferinha que anda sempre com ela. E levando em conta que trata-se de um labrador... Vamos ter que dar um jeito de separar a dupla dinâmica para que consiga algo. — contive uma risada. — Avise-me se tiver tempo. Espero que passe muito tempo por aqui, senhor Ohlweiler. Agora conte-me sobre você. Está sozinho? Bonito desse jeito... Acho difícil. — arqueei uma sobrancelha, cruzando uma perna sobre outra.

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Re: [TH] She ride it like a '63

Mensagem por Tristan Ohlweiler em Dom 31 Jul 2016 - 23:20

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Eu era um tipo raro de ser humano que nunca sentia inveja. Às vezes, durante desfiles ou nos estúdios, eu tinha até vontade de matar alguns nojentos mandões ou aproveitadores - daqueles que pedem teste de sofá -, mas em geral eu nunca sentia inveja. Pelo menos, até ver o quanto Dianna era feliz. Como dois irmãos de sangue, filhos dos mesmos pais, poderiam ser tão diferentes? Ela estava tão feliz ali comentando sobre sua filha de cinco anos, sobre as semelhanças com a outra mãe e o labrador, que quase me emocionei junto de seus olhos brilhantes. Levei o dedão aos lábios e fitei-a, sorrindo para ela ao ouvi-la terminar de falar sobre sua família perfeita.

— Isso é muito bom, Dianna... é sério. Fico muito contente em saber que você é tão feliz, e eu iria adorar ser comparado ao Ken. — Apoiei os cotovelos nos joelhos e sorri branda e amavelmente para ela, sendo o mais transparente o possível. Me sentia tolo por não ter procurado minha irmã, mas minha mente me corrigiu mostrando-me perfeitos flashbacks de toda a vergonha e constrangimento que eu causaria.

Sua próxima pergunta me pegou em cheio, e vasculhei a memória pensando em todos os homens que eu havia conhecido. Eu havia contracenado com a maioria em frente as câmeras, mas talvez uma ou duas vezes atrás delas haviam valido a pena ao ponto de eu chamar de "relacionamento". Quando se tratava de paixão ou relacionamento eu parecia desenvolver uma alergia. Dei de ombros devagar, meus olhos indo de um canto ao outro e logo me foquei na Dianna, rindo.

— Nunca fui muito saudável em relacionamentos. Ou eram superficiais ou tóxicos, então sempre tive alergia severa ao amor, mas talvez os ares nova-iorquinos me tragam bons rapazes. Quem sabe moças? — fui o mais esperançoso o possível, apesar de certa parte em mim gritar "deixa disso, sabemos muito bem que vai ser só uma noite e o amor irá ficar junto do bilhete com o número falso", e então fiquei de pé com as mãos na cintura.

— Deveria ir, deixar você trabalhar. Também tenho meus compromissos, se tudo der certo vou conseguir um bom desfile e... bem, aqui está o meu número. Me ligue ou eu te ligo. Foi muito bom vê-la novamente, Dianna. — Assumi meu tom meu casual, que logo se dissolveu quando lhe estendi meu cartão vermelho com meu número, logo me derreti como manteiga e abracei-a.

Havia sido ótimo vê-la, nosso clima de amizade continuava ali e a inicial estranheza havia sido apenas o choque após tantos anos separados. No fundo estava nossa velha camaradagem, reacesa hoje e que perduraria para sempre. Procurei eu mesmo o caminho da saída e topei na porta com a secretária Yvonne, a qual dirigi uma piscadela e fiz o famoso sinal com o dedo na garganta de "você tá ferrada", e fui para a saída da prefeitura, com o coração preenchido por algo que eu só poderia nomear como felicidade.




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Re: [TH] She ride it like a '63

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