{NY} Madison Jörn Ainsworth

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{NY} Madison Jörn Ainsworth

Mensagem por Madison Jörn Ainsworth em Sab 30 Jul 2016 - 23:59

the psycho

A postagem ocorre entre Madison e NPC's e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado. Passando-se esta em 30/07/2016, no (a) NYS Psychiatric Institute. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
solitary

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Re: {NY} Madison Jörn Ainsworth

Mensagem por Madison Jörn Ainsworth em Dom 31 Jul 2016 - 0:14


PSYCHO, I've lost my mind
"Me deixe ficar no controle, Madison."

A voz parecia retumbar na mente em sua mente, fazendo com que aos poucos ela perdesse a noção do que se passava ao seu redor. Fazendo com que aos poucos ela se esquecesse do motivo pelo qual tinha que lutar. Ela estava cansada, cansada de impedir que seu lado ruim dominasse. Deixou que sua cabeça pendesse, até bater na parede fria a qual seu corpo usava como apoio.

Ela estava na solitária. Novamente. E o pior? Não sabia o que tinha feito para ter ido parar ali. Ultimamente as coisas funcionavam assim em sua vida: Samara fazia a merda e ela levava a culpa por tudo.

"Me deixe controlar e eu me livrarei de todos eles."

Balançou a cabeça, ignorando a voz. Sabia muito bem qual era a ideia de "livrar" da qual Samara falava. E apesar de querer sair daquele inferno, não queria que mais pessoas se machucassem. Ela estava cansada de ter sangue em suas mãos, mesmo que ela não tivesse de fato cometido os assassinatos. Era difícil explicar para os outros que havia sido uma mera espectadora enquanto sua outra eu fazia o trabalho sujo.

Madison sempre fora uma menina dócil, gentil com tudo e todos. Não era de todo certinha, mas fazia esforço para ser uma boa pessoa. Incapaz de machucar até uma mosca. Bem diferente de Samara, essa ria da desgraça dos outros - isso quando não estava causando a desgraça. Não sabia ao certo quando Samara tinha aparecido e sempre que tentava se lembrar, sua mente se tornava um buraco negro. Era como se algo bloqueasse as memórias do exato momento em que ela tinha deixado de ser só ela.

"MADISON, EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ! SABE QUE ODEIO QUANDO ME IGNORA."

Fechou os olhos com força enquanto trazia as pernas para mais perto de seu corpo, abraçando-as e se encolhendo como um animal assustado faria diante de sua presa. Ela estava tão cansada de lutar. As lágrimas começaram a rolar por suas bochechas e um grito agudo atravessou sua garganta. Outro grito veio, mais alto e mais desesperador. Sua garganta ardia, mas ela não conseguia parar de gritar. Não até que Samara fizesse a dor parar.

Era sempre assim. Toda vez que Madison ficava fraca e cansada, Samara trazia a dor para que ficasse mais fácil controlá-la. E toda vez Madison gritava como se sua vida dependesse daquilo. Mas não era a sua vida que estava em jogo e sim, a de outras pessoas.

xxx

Madison Ainsworth.

Levantou a cabeça, para logo depois abaixá-la. A luz que vinha de fora machucava seus olhos. Mas não o bastante para que ela não fosse capaz de perceber o que estava acontecendo. Sempre que ia parar na solitária, recebia a visita de uma enfermeira duas vezes por semana para tomar os remédios e afins. E se a enfermeira desse nota que os remédios tinham voltado a controlá-la, ela poderia ser "livre" novamente. Madison sabia bem o que tinha acontecido da última vez que tinham tentado drogá-la na solitária. E agora estava com receio de que a história se repetisse.

[FLASHBACK ON, ONE YEAR AGO.]
Não se preocupe, Maddie! Eu farei todos eles pagarem.

Samara encarava a porta de ferro com vontade. Um sorriso sádico pendia em seus lábios, ela sabia que a qualquer minuto a enfermeira iria aparecer e não podia deixar que eles drogassem sua hospedeira novamente. Ela não gostava de ficar por dentro, não gostava de deixar Maddie no controle para ser um fantoche nas mãos deles.

"Não faça isso, por favor. Eles vão me culpar."

O sorriso de Samara aumentou. Maddie era tão fraquinha, tão ingênua. Chegava a causar repulsa e a vontade de deixá-la para sempre presa nos confins de sua mente era tentadora. Mas Samara sabia que nunca seria capaz de cometer tal ato. Não enquanto Maddie ainda estivesse disposta a lutar pelo controle de seu próprio corpo.

A porta de ferro se abriu, trazendo a luz do sol e uma mulher toda vestida de branco. Samara deixou que o sorriso sumisse de seus lábios no momento em que a mulher adentrou o local. Seus olhos foram parar na pequena bandeja que a ruiva carregava, nela continham um recipiente com comprimidos, um copo com água e uma seringa dotada de um líquido verde.

Samara se manteve quieta, encolhida no mesmo local onde tinha tomado o controle. A enfermeira viu isso como uma oportunidade para se aproximar. Mal sabia ela que aquele viria a ser o pior erro de sua vida. Bastou que ela se ajoelhasse perto do corpo quase imóvel, para que Samara agisse. Bastaram poucos segundos para que a seringa fosse parar nas mãos de Samara. E menos tempo ainda para que o estrago fosse feito.

O sorriso sádico voltou a tomar conta dos lábios de Samara. E tão rápido quanto uma bala, ela se virou e enfiou a seringa num dos olhos da enfermeira. De um lado o grito desesperado e sedento por socorro da enfermeira ecoou e do outro pode-se ouvir a risada de Samara. Olhou para a enfermeira - que agora se encontrava caída no chão, um pouco de lado e tentando tirar a seringa de um dos seus olhos - com nojo. E sem dó nem piedade, chutou a cabeça dela com toda a força que habitava em seu ser.

A enfermeira cuspia sangue e gritava por sensibilidade, compaixão. Mas ela não sabia que essas coisas não existiam para uma psicopata. E foi rindo que Samara pisoteou todos as partes possíveis do corpo da enfermeira, ali ela depositava toda a sua raiva. Ali ela se divertia em ver o sofrimento daquela que queria fazê-la sofrer - era assim que ela pensava, manter sua hospedeira drogada era uma forma de fazê-la sofrer.

Os guardas chegaram bem no momento em que Samara tentava enfiar as pílulas dentro das partes íntimas da enfermeira. Ela tentou lutar, mas não era forte o bastante para fugir de três brutamontes. E foi gritando que mataria todos eles que Samara cedeu aos calmantes e deixou que a habitual escuridão tomasse conta de si.
[FLASHBACK OFF.]


Depois daquilo, mais três mortes aconteceram. Uma para cada um dos guardas que tinham ajudado a drogar Madison. E desde então, estando cansada de ver todas aquelas mortes e não poder fazer nada, Madison lutava para ser sempre a que estava no controle.

Vim trazer seus remédios.

Encarou a nova enfermeira, que agora estava mais próxima. Carregava uma bandeja com os remédios e a famosa seringa com o líquido verde. Maddie não demorou para engolir os comprimidos. Estendeu o braço e deixou que a enfermeira fizesse seu serviço. O líquido verde fora despejado em suas veias e a mulher saiu da solitária tão rápido quanto tinha entrado, fechando a porta e fazendo com que Maddie voltasse a ficar sozinha.

A garota estava beirando a inconsciência quando ouviu a voz:

"Você vai se arrepender de ter deixado te drogarem, Madison."

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