[f | presbyterian hosp] like a hurricane

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Mensagem por Victoria Helsfaard Gadot em Qui 25 Out 2018 - 16:44

edge of power

A presente RP narra o encontro entre Blair e Victoria no hospital onde ambas tem a responsabilidade de lidar com uma rotina profissional É dia, pouco depois das oito da manhã e o clima está incrivelmente agradável apesar de um pouco frio, por volta dos vinte graus. Participarão do encontro somente Blair Barrow e Victoria Helsfaard Gadot.


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Re: [f | presbyterian hosp] like a hurricane

Mensagem por Victoria Helsfaard Gadot em Qui 25 Out 2018 - 17:48


body on mine

it's all your if you want me, all yours if you want
Convidada a sediar a chefia da área cujo era atuante, Victoria recebeu em sua mesa - sim, tinha ganhado uma sala - o bilhete em forma de nota que lhe convidava a participar da nomeação oficial do novo representante do Presbyterian Hospital of NYC. A resultância da deixa do atual gestor ainda era um mistério e todos estavam curiosos a ponto de gerar burburinhos acerca dos corredores com palpites dos possíveis novos ocupantes para o cargo. Tudo o que a oncologista conseguia pensar estava incluso no dia em que resolvera pegar um avião para presenciar a festa de Charlotte, onde fora alvo de não só uma, mas duas surpresas. A primeira, o contrato fechado com o Presbyterian e a segunda, bem, o melhor sempre ficava para o final, certo?

A noite havia se alongado numa pegação sem vergonha no banheiro da LUV, onde se trancou numa das cabines com a mulher com quem tinha trocado poucas palavras na bancada do bar. Não estava sob efeitos alcoólicos e muito menos repleta de alguma preocupação sobre o ambiente em que estavam realizando a explosão da excitação que lhes tomara todo fôlego. O sexo não tinha sido monótono ou como um daqueles excitantes encontros repentinos tratados em longas hollywoodianos, tratou-se de um momento tão bom que até o presente instante perpetuava na mente da médica. A conversa mínima deu lugar ao aparato de desejo, Victoria lançou o seu interesse e felizmente a loira correspondeu com o seu próprio.

Babando no trabalho? — Gida apareceu repentinamente, pairando sobre o foco visual da latina-européia.

O que quer? — Grossa, emitiu o resmungo por ter sido tirada de seus devaneios.

A cardiologista apontou para o horário no bilhete, fazendo um suspiro resplandecer rente as narinas da doutora Heelsfard, que se locomoveu até o elevador junto da amiga.

O sexo deve ter sido muito bom mesmo, pra te deixar aérea. Dá até pra fazer uma revista "A Blood Mary conquistadora consegue atrair a atenção da Bruxa de Salém." — Desde que tinha lhe contado o episódio ocorrido, Gida vinha chamando a loira envolvida de Blood Mary, em homenagem ao local do encontro e a cor dos cabelos da mulher que batiam exatamente com a da moça da lenda urbana.

Gida, fique quieta. Estamos no elevador, qualquer um pode entrar. Se ouvirem, vou fazer com que saibam do episódio com o desodorante. — Bastou aquilo para a outra médica se calar com uma careta.

Você é uma péssima amiga.

Chegaram no décimo sexto andar, na sala de conferências e reuniões, onde estava marcado para acontecer o anúncio. Uma mesa de cor de mogno escuro em contraste com as cadeiras ocupava o centro, com uma boa iluminação disposta pelas paredes envidraçadas e a climatização perfeitamente agradável fornecida pelos equipamentos de ponta dentro do ambiente. Gida e Victoria eram as únicas líderes em falta, e quando tomaram seus respectivos lugares - Gida na ponta traseira e Victoria a uma cadeira de distância do novo diretor, de costas para a entrada - Lewis Drayton anunciou a entrada daquele que ocuparia o cargo.

Uma mulher? O nome Blair Barrow foi chamado, repercutindo em várias expressões de choque que não se encaixavam com a confusão mental em que a oncologista passava. Quem era Blair Barrow? Estava lendo o ofício disponibilizado para todos enquanto ela entrava na sala, fazendo um mapeamento visual ligeiro. Aquele era o sobrenome do dono do Presbyterian, o responsável pela mudança de Victoria da Inglaterra para os Estados Unidos, seu tutor e orientador na faculdade, Charlie Barrow. Todos estavam de pé para recebê-la e só se deu conta que era a única sentada quando Lewis, o neuro, lhe deu uma cutucada com o cotovelo. Se ergueu, movendo o olhar para a esquerda, onde a nova gestora já estava posicionada. A boca da latina se abriu por meio centímetro e devido ao silêncio prolongado dentro do ambiente, todos ouviram seu murmúrio.

Puta que pariu.

Era a loira do banheiro!

Repreendeu a si mesma mentalmente, crucificando a própria ação. Nunca havia cometido um deslize daquele. Charlie entrou atrás de Blair, um sorriso largo beirando os lábios pela indicação da filha a assumir o seu lugar. — Hm, desculpem. — No momento só queria enfiar a cara em algum buraco.


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Re: [f | presbyterian hosp] like a hurricane

Mensagem por Blair Barrow em Qui 25 Out 2018 - 18:27




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just do not say it will be alright, I'm not holding you tonight, do not say it will be fine, in only a moment you'll say goodbye

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X O

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CAN’T BE TAMED

Faziam apenas dois dias desde a festa de inauguração da LUV, e esses dias foram a minha despedida da vida normal para a vida de diretora oficial do Presbyterian Hospital. Eu deveria estar pensando na nova equipe que me receberia hoje – mais precisamente daqui a duas horas –, ou no monte de burocracias que teria que organizar na primeira semana. Mas não. Eu só conseguia pensar na noite da festa, mais precisamente no banheiro da boate, escuro e vazio, iluminado por luzes de néon lilás, e nos gemidos gostosos da morena com quem eu tive uma rápida porém inesquecível pegação.

– Pensando na morte da bezerra? – escutei a voz da minha mãe entrando pelos meus ouvidos, fazendo meus olhos saltarem da xícara de café para o seu rosto.

Hm? – uma risada surgiu em seus lábios, acompanhado de um meneio de cabeça.

– Você está distraída, é só. Acho que está pensando na grande responsabilidade que vai ter que assumir daqui a pouco.

Ah, claro! Claro, é isso. Eu estava mesmo pensando nisso. – beberiquei novamente o café, fazendo uma anotação mental de que tinha que melhorar minhas mentiras, ou eu ia me dar muito mal. – Vai dar uma passada na Jane hoje à tarde? – tentei mudar de assunto, observando o rosto da minha mãe mudar de sorridente para cansada.

– Não...Eu não estou com paciência para resolver os problemas da loja de noivas hoje. Jane terá que arcar com isso sem a minha presença, minha saúde merece sossego.

Eu concordo. Depois do que aconteceu com a última noiva, é plausível que queira um afastamento de pelo menos dez anos. – o sorriso voltou ao seu rosto e me senti aliviada por isso.

– Deixe de jogar conversa fora e vá se arrumar. Não é bom para a sua reputação chegar atrasada no primeiro dia, e seu pai já deve estar pronto lá embaixo. – revirei os olhos, apoiando a xícara na bandeja que pairava em cima dos lençóis brancos da cama de casal.

Sim, senhora, mamãe.

A medida que ela saiu do meu quarto, tratei de levantar e me arrumar com calma para o primeiro dia da minha nova vida. Durante o banho, comecei a me perguntar como aquele momento tinha chegado tão rápido, já que dias atrás eu estava jogando para cima o chapéu da formatura e enchendo a cara de seguidos shots de tequila com Genevieve na mesma noite. De repente, aqui estou eu, me preparando para assumir um hospital inteiro, com médicos de verdade, pacientes de verdade, acidentes de verdade. Afinal de contas, eu estava mesmo preparada?

Se Charlie Barrow dizia que sim, então, eu estava.

A roupa do dia foi desenhada pelas mãos da minha mãe, a estilista renomada de vestidos de noiva, Elizabeth Barrow, mais conhecida como Liza Barrow. Ela fez questão de escolher o azul escuro para a ocasião, cor que sobressaía o brasão da família. Maquiagem marcada, perfume preferido exalando da pele. Eu estava ótima por fora. Por dentro, minha cabeça insistia em voltar à morena da LUV, que nem sequer disse seu nome ou me passou seu contato. Bufei, pela milionésima vez, por ter deixado aquela mulher sair daquele jeito.

Papai já me esperava no carro e o motorista estava com a porta aberta para mim. Entrei, recebendo um beijo na testa de cumprimento, e fui organizando a bolsa durante todo o caminho. Meu pai falava coisas comuns do seu discurso, que eu já tinha decorado. “Você vai iniciar uma grande carreira”, “estou tão orgulhoso de você”, “espero que sua irmã vá pelo mesmo caminho”, e todas essas coisas que fazem alguns anos que eu ouço. Apenas assentia, sorrindo, e concordando com ele, para que não ficasse magoado.

A chegada foi rápida, o que demorou mesmo foi meu pai se livrar de todos os cumprimentos que recebeu assim que entramos no hospital. A reunião estava marcada para oito horas, e os dez minutos que atrasamos foram por causa das pessoas que insistiam em falar conosco. Minhas reações eram mínimas, as primeiras impressões deviam ser de seriedade, e eu preferia manter assim. A diretoria do meu pai foi amigável, agora os tempos eram outros.

Finalmente, chegamos do lado de fora da sala de reuniões. Todas as cadeiras já estavam ocupadas, e, claro, meu pai queria fazer um discurso antes de passar a palavra para mim. Entrei em sua frente, cumprimentando as pessoas com a cabeça, abrindo um breve sorriso para um ou para outro, amigos mais íntimos do meu pai que frequentaram minha casa algumas vezes. Enquanto passava o olhar pela equipe que estava na sala, pude ouvir um murmúrio de um palavrão vindo à minha direita, e levei meu olhar até a voz assim que escutei.

Bom, se ela não tivesse pedido desculpas bem na hora que nossos olhares se cruzaram, eu também teria soltado um xingamento do mesmo nível. Era, apenas, a morena com quem eu tive uma noite foda dois dias atrás. A que eu não sabia o nome. A que me deixou sem dormir.

E agora eu ia ser chefe dela.

Engoli em seco, desviando o olhar e começando a ouvir as palavras de orgulho saindo da boca do meu pai. Tudo que eu tinha planejado falar foi engolido assim que vi aquela mulher na sala de reuniões.

...por isso, meus queridos, é com grande honra que passo a maior empresa da família para as mãos da mais recém-formada empresária dos Barrow, minha filha mais velha, Blair. Espero que todos se adequem ao estilo dela e que ela possa se adequar ao de vocês. Bem vinda, minha filha. – uma salva de palmas foi ouvida ecoando pela sala, e meu pai depositou mais um beijo na minha testa. Era a deixa para que eu começasse a falar. Engoli novamente em seco, tentando ao máximo não olhar para a morena.

Podemos sentar, agora. Muito obrigada pelo acolhimento caloroso que fizeram, e, como meu pai falou, realmente espero que essa seja uma época de prosperidade para esse hospital. Tanto para os pacientes, como para a equipe médica e a equipe da direção. Conto com a colaboração de todos para que, juntos, possamos levar o Presbyterian Hospital mais além. – mais uma rodada de palmas pôde ser ouvida, me fazendo sorrir brevemente para aqueles ao redor da mesa, enquanto eu prosseguia evitando olhar para a minha direita. – Agora, podemos iniciar de fato nossa reunião. Comecemos pelo quesito financeiro das áreas, por favor.


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Re: [f | presbyterian hosp] like a hurricane

Mensagem por Victoria Helsfaard Gadot em Qui 25 Out 2018 - 18:44


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Gida não precisou ouvir o decreto de que aquela era a loira do banheiro, o descontrole imparcial de Victoria foi suficiente para lhe fazer reconhecer a situação. Prendendo o riso, a cardiologista tomou aquele momento como uma boa resposta para o episódio do desodorante, contando com uma posição rabugenta de sua nova diretora, tão nova que mal aparentava ter vinte e cinco anos. Mas, o que não estava esperando - assim como todo o corpo médico dentro da sala, inclusive Charlie - na reação  em resposta quase ao mesmo tempo que o “Puta que pariu” emitido pela oncologista. Victoria pigarreou, tentando encontrar algum método ligeiro para aliviar a vergonha, tendo algum sucesso somente quando seu nome fora chamado por Ivy, a enfermeira mais disputada do hospital, lhe chamou da porta. Nenhuma intromissão era permitida, mas ela liderava o corpo de enfermeiros e precisava trocar uma palavra com a médica.

A conversa durou menos que um minuto, e logo estava de volta ao cercado de profissionais, pensando no que tinha ouvido da ruiva que se dirigia para longe do andar. Tinha ouvido uma proposta e tanto, agora precisava articular um jantar onde pudessem discutir os termos da relação que teriam com que lidar. Charlie fomentava seu discurso inicial, passando o bastão para a filha, um posicionamento típico de um líder que estava passando o império da família para o herdeiro. Se a latina dissesse que estava prestando atenção, estaria mentindo na cara dura, uma vez que lutava contra a própria vontade de disparar os olhos para o decote disponível poucos metros diante de seus olhos. Tentou, em vão, se ligar ao discurso da loira, agora nomeada, mas suas palavras tornavam-se um balbuciar num idioma complexo. Os beijos, mãos aqui e ali e os gemidos era tudo o que conseguia ver e ouvir.

Nina era a responsável pelo setor financeiro, então tomou a frente e contribuiu muito bem para a reunião ao apresentar um modelo de estatísticas que trariam mais lucros ao hospital, chegando a citar inicialmente o alavancar na pesquisa de oncologia, feita por Victoria, que saiu do devaneio ao ouvir seu nome ser chamado pela mulher. Charlie se aproximou, fazendo-a se levantar para apertar a mão do homem que lhe abrigou num abraço. — É bom revê-lo, Charlie. Parabéns, aliás. — Cumprimentou, pressionando os lábios uns aos outros. — E sim, é verdade. Hoje a noite ocorrerá um jantar num lugar onde ainda irei escolher para fundamentar a carga de minha pesquisa sobre glóbulos vermelhos, Ivy Western está discutindo os termos comigo. É necessário contar com a presença do diretor, agora diretora e a responsável pelo financeiro, então gostaria de convidá-la, Nina, a prestigiar o momento. — era a hora de encará-la.

Os olhos da mulher encontraram a dona de todo o seu pensamento durante a semana, engolindo a seco, mas completamente profissional em sua postura. Puta que pariu, caralho.E você também, senhorita Barrow, se não tiver um compromisso mais importante nesta noite. — Conseguiu formular uma frase sem gaguejar ou emitir outro palavrão, ainda insatisfeita com a postura de um adolescente que estava tendo.



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Re: [f | presbyterian hosp] like a hurricane

Mensagem por Blair Barrow em Qui 25 Out 2018 - 19:10




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Enquanto meu pai começava seu discurso, fomos interrompidos por uma ruiva que chamou claramente pela morena que eu evitava olhar. Quando ela – agora Dra. Victoria Helsfaard – levantou, não pude deixar de sentir uma pontada de incômodo pela intromissão na reunião. Mas eu tinha meus dotes, e resolveria isso da melhor e mais direta maneira possível no final da reunião. Prestei atenção na mulher, que depois vim a descobrir ser Nina, que era responsável pelo setor financeiro.

Era hora de ser profissional, então desliguei todos os outros sentidos da minha cabeça e foquei apenas nos gráficos e nos dados que Nina mostrava no seu iPad. Compreendi e fiz algumas anotações no meu bloco de notas, todas para alterar na planilha do hospital, se assim fosse da minha vontade, depois de estudar sobre as finanças ao longo do dia. Depois de sua exibição, bati os papéis na mesa e juntei as mãos, passando os olhos por todas as pessoas, passando mais rápido por Victoria do que eu gostaria.

Agora, vou fazer algumas considerações sobre a forma como eu trabalho. Todas as semanas, mais precisamente nas sextas-feiras, teremos uma reunião de atualização e avaliação. A falta será tolerável apenas com uma justificativa plausível, e o atraso de hoje de dez minutos foi uma exceção do primeiro dia. Espero encontrar todos vocês na sexta-feira seguinte, às 8 horas, antes das rondas dos médicos. – todos assentiram a cabeça e começaram a fechar suas canetas. Respirei fundo. Era minha carta na manga. – Tem mais uma coisa. Se o meu pai tolerava saídas das reuniões, saibam que eu não tolero. Avisem a todas as suas secretárias, enfermeiras, maridos, esposas, cachorros, gatos e papagaios que eu não admito interrupções nas minhas reuniões. No mais, é isso. Se precisarem, estou na minha sala. Tenham um ótimo dia de trabalho. – abri meu melhor e primeiro sorriso do dia, observando as pessoas pálidas se retirando devagar da sala de reuniões.

Esperei meu pai falar com as pessoas ao nosso redor, juntei meus papéis e assim que coloquei na pasta e virei para falar com ele e irmos para a minha sala, dei de cara com Victoria, que finalizava seu convite e virou pela primeira vez em minha direção, falando diretamente comigo. Por um momento, esqueci completamente como se falava, e até como se respirava. Mordi o canto interno da bochecha e afirmei brevemente com a cabeça.

Preciso olhar nos meus compromissos, mas se estiver ao meu alcance, comparecerei ao seu jantar, doutora. Obrigada pelo convite. – meu pai despediu-se dela com um abraço carinhoso, e fui saindo atrás dele. Quando ele encontrou mais alguém com quem conversar e ficou distraído, olhei para trás, vendo que Victoria permanecia sozinha na sala de reuniões. Dei alguns passos para trás e coloquei apenas metade do corpo para dentro da sala, torcendo para que minha rapidez fosse suficiente para a morena escutar o recado. – Daqui a meia hora na minha sala.

Minha fala foi rápida e meu pai não percebeu a minha saída. Continuamos andando até o setor da diretoria no hospital e finalmente chegamos até minha sala. Na porta, uma placa de metal com meu nome reluzia, novinha em folha. Entrei na sala, sentando na enorme poltrona atrás da mesa e tamborilando os dedos enquanto meu pai fazia suas considerações antes de ir embora.

Eu só esperava no momento em que Victoria cruzasse aquela porta.


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Re: [f | presbyterian hosp] like a hurricane

Mensagem por Victoria Helsfaard Gadot em Sex 26 Out 2018 - 18:49


next to me

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O discurso de Charlie havia sido finalizado de modo tênue, sem que nenhuma outra interrupção fosse exercida, o que se mostraria um ponta-pé claro para Victoria em alguns momentos. A senhorita Barrow vestia um traje elegante, de certo muito estruturado para alguém de sua idade - assumia os números baixos considerando a pouca conversa na LUV - sem espaço para se lembrar da vestimenta utilizada no dia em que “se conheceram” por estar praticamente ouvindo o decote V berrar seu nome. Muito profissional, diferente da atitude de poucos instantes após o início da reunião, conseguiu reprimir as vontades de designar olhares, ainda que discretos e seguiu prestando atenção até o momento em que a loira esclareceu os termos que não permitiria em sua política, frisando o quesito de intromissões num momento tão importante. Não precisava olhar para os lados e saber que alguns prendiam a risada da melhor forma que conseguiam, e de forma alguma os culparia de algo, mas é claro, esperaria algum apoio de Gida, que parecia liderar o comboio de risadas discretas.

Os olhares se cruzaram poucos segundos depois, e caso a oncologista dissesse que não estava tendo que se esforçar para se manter no mesmo ambiente que sua nova diretora - vestida - estaria mentindo. — Pois bem. — Murmurou em resposta, certa de que não conseguia emitir nenhuma outra frase mais completa. A reunião prosseguiu por mais alguns minutos até o ponto final chegar, tendo cada chefe de departamento tomado seu rumo de volta aos setores cujo eram responsáveis, tendo a Helsfaard se mantendo ali para trocar um abraço repleto de carinho com seu antigo chefe, Charlie. Na porta, Gida sinalizava para Yvi, que sustentava um sorriso amarelo. Não era para menos. Ela poderia ser a enfermeira mais disputada em todos os cenários - romântico ou profissional - mas não existia um ser vivo dentro daquele ambiente que não ficasse nervoso na presença da latina-européia. Bem, pelo visto, Blair era a exceção.

E falando nela, a médica vislumbrou a figura da mulher que lhe deixou um rápido recado, e se não fosse a única presente na sala teria olhado para trás numa certificação de que era com ela que a gestora falava. — Okay….??? — Respondeu, mas nem mesmo o vulto da mulher estava dentro da sala. Se locomoveu para o lado de fora, encontrando a amiga e a enfermeira, seguindo com a dupla até a própria sala, onde permaneceram por vinte e seis minutos. — Preciso resolver uma pendência com Nina, é urgente. — Olhou para o relógio de pulso, prensando os lábios. Gida arqueou a sobrancelha e Yvi fez um muxoxo, mas tratou de acompanhar sua supervisora do projeto até a frontal da porta da sala da diretoria, já que a sala do financeiro ficava poucos metros depois.

Quando se despediu, deu duas batidas na porta e o coração reagiu em cada uma, correndo uma maratona no peito. Por que estava tão nervosa? Aguardou pelo anúncio de que poderia entrar e respirou profundamente, conseguindo manter a face perfeitamente neutra que em nada combinava com o furacão dentro do próprio corpo. Quando cruzou a sala e parou frente a nova gestora, não conseguiu pensar em outra imagem que não fosse a dela de pernas abertas em cima daquela mesa, a cabeça arqueada para trás e gemidos ecoando no ambiente como trilha sonora. Porra.No que posso ajudá-la, hm, senhora Barrow? — Não sabia como se reportar a ela, por via das dúvidas, utilizou o que normalmente se usaria para com uma autoridade ocupante do cargo exercido. Estava tão fodida.



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Re: [f | presbyterian hosp] like a hurricane

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